terça-feira, 17 de janeiro de 2017

A Presença do Amor - Joanna de Ângelis

Joanna de Ângelis
Psicografia de: Divaldo Pereira Franco



O amor — alma da vida — é o hálito divino a espraiar-se em toda parte, manifestando a Paternidade de Deus.
Onde quer que se expresse, imanta quantos se lhe acercam, modificando a estrutura e a realidade para melhor.
No amor se encontram todas as motivações para o progresso, emulando ao avanço, na libertação dos atavismos que, por enquanto, predominam em a natureza humana.
Por não se identificar com o amor na sua realização incessante, a criatura posterga a conquista dos valores que a alçam à paz e a engrandecem.
Sem o amor se entorpecem os sentimentos, e a marcha da sensação para a emoção torna-se lenta e difícil.
Em qualquer circunstância o amor é sempre o grande divisor de águas.
Vivendo-o, Jesus modificou os conceitos então vigentes, iniciando a Era do Espírito Imortal, que melhor expressa todas as conquistas do pensamento.
Se te encontras sob a alça de mira de injunções dolorosas, sofrendo incompreensões e dificuldades nos teus mais nobres ideais, não te abatas, ama.
A noite tempestuosa e sombria não impede que as estrelas brilhem acima das nuvens borrascosas.
Se o julgamento descaridoso te perturba os planos de serviço, intentando descoroçoar-te, mediante o ridículo que te imponham, mesmo assim, ama.
O sarçal aparentemente amaldiçoado, no momento oportuno abre-se em flor.
Se defrontas a enfermidade sorrateira que intenta dominar as tuas forças, isolando-te no leito da imobilidade e reduzindo as tuas energias, renova-te na prece e ama.
O deserto de hoje foi berço generoso de vida e pode, de um momento para outro, sob carinhoso tratamento, reverdecer-se e florir.
O amor é bênção de que dispões em todos os dias da tua vida para avançares e conquistares espaços no rumo da evolução.
Não te canses de amar, sejam quais forem as circunstâncias por mais ásperas se te apresentem.
A Doutrina de Jesus, ora renascida no pensamento espírita, é um hino-ação de amor, assinalando a marcha do futuro através das luzes da razão unida à fé em consórcio de legítimo amor.

Todos Engajados - Bezerra de Menezes

Do Livro: “Bezerra, Chico e Você”
Bezerra de Menezes
Psicografia: Francisco Cândido Xavier.


... “Amai os inimigos”, disse-nos o Senhor.
Nestas palavras, surpreendemos também um divino apelo, qual seja o de amarmos nossos percalços e provas na vida,
porquanto são eles os climas em que demonstraremos a própria fé.

... O Sol projeta luz dissipando a sombra.
A caridade é o Amor Divino a expressar-se, através do coração, extinguindo os espinheiros do sofrimento.

... achamo-nos todos engajados na luta do bem para que o mal desapareça, luta difícil mas luminosa em que todos
somos chamados a oferecer o melhor de nós.



segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

É Razoável Pensar Nisto - André Luiz

De “Agenda Cristã”
André Luiz
Psicografia de: Francisco Cândido Xavier



A paciência não é um vitral gracioso para as suas horas de lazer. É amparo destinado aos obstáculos.
A serenidade não é jardim para os seus dias dourados. É suprimento de paz para as decepções de seu caminho.
A calma não é harmonioso violino para as suas conversações agradáveis. É valor substancial para os seus entendimentos difíceis.
A tolerância não é saboroso vinho para os seus minutos de camaradagem. É porta valiosa para que você demonstre boa-vontade, ante os companheiros menos evolvidos.
A boa cooperação não é processo fácil de receber concurso alheio. É o meio de você ajudar ao companheiro que necessita.
A confiança não é um néctar para as suas noites de prata. É refugio certo para as ocasiões de tormenta.
O otimismo não constitui poltrona preguiçosa para os seus crepúsculos de anil. É manancial de forças para os seus dias de luta.
A resistência não é adorno verbalista. É sustento de sua fé.
A esperança não é genuflexório de simples contemplação. É energia para as realizações elevadas que competem ao seu espírito.
Virtude não é flor ornamental. É fruto abençoado do esforço próprio que você deve usar e engrandecer no momento oportuno.

Como Perdoar - Emmanuel

Emmanuel
Livro: Alma e Coração
Diversos Espíritos
Psicografia de Francisco Cândido Xavier


Na maioria dos casos, o impositivo do perdão surge entre nos e os
companheiros de nossa intimidade, quando o suco adocicado da confiança se nos azeda
no coração.
Isso acontece porque, geralmente, as magoas mais profundas repontam entre
os Espíritos vinculados uns aos outros na esteira da convivência.
Quando nossas relações adoeçam, no intercambio com determinados amigos
que, segundo a nossa opinião pessoal, se transfiguram em nossos opositores,
perguntemo-nos com sinceridade: “como perdoar, se perdoar não se resume a questão
de lábios e sim a problema que afeta os mais íntimos mecanismos do sentimento?”.
Feito isso, demo-nos pressa em reconhecer que as criaturas em desacerto
pertencem a Deus e não a nós; que também temos erros a corrigir e reajustes em
andamento; que não e justo retê-las em nossos pontos de vista, quando estão, qual nos
acontece, sob os desígnios da Divina Sabedoria que mais convém a cada um, nas trilhas
do burilamento e do progresso. Em seguida, recordemos as bênçãos de que semelhantes
criaturas nos terão enriquecido no passado e conservemo-las em nosso culto de gratidão,
conforme a vida nos preceitua.
Lembremo-nos também de que Deus já lhes terá concedido novas
oportunidades de ação e elevação em outros setores de serviço e que será desarrazoado
de nossa parte manter processos de queixa contra elas, no tribunal da vida, quando o
próprio Deus não lhes sonega Amor e Confiança.
Quando te entregares realmente a Deus, a Deus entregando os teus adversários
como autênticos irmãos teus, - tão necessitados do Amparo Divino quanto nos mesmos,
penetraras a verdadeira significação das palavras de Cristo: “Pai, perdoa as nossas
dividas, assim como perdoamos aos nossos devedores”, reconciliando-te com a vida e
com a tua própria alma.
Então, saberás oscular de novo a face de quem te ofendeu, e quem te ofendeu
encontrara Deus contigo e te dirá com a mais pura alegria no coração: “bendito sejas...”.-

Convite à Calma - Joanna de Ângelis

Livro: Convites da Vida
Pelo Espírito Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo


“Não resistais ao mal que vos queiram fazer.” (Mateus: capítulo 5º, versículo 39.)

O espinho do ciúme vence-a; o estilete da ira dilacera-a o ácido da inveja corrói-a, os vapores do ódio enlouquecem-na; a
agressão da calúnia despedaça-a; o tóxico da maledicência perturba-a; a rama da suspeita inquieta-a; o petardo da censura fere-a; as
carregadas tintas do pessimismo tisnam-na se o cristão decidido não se resolve mantê-la a qualquer preço.
Não importa que exsudes, agoniado, em quase colapso periférico, ou estejas com a pulsação alterada, ou, ainda, sofras o travo
nem conclusões aligeiradas, nem desesperações injustificáveis.
Não nos reportamos à posição inerme, à aparência, pois o pântano que parece tranquilo é abismo, reduto de miasmas
morte traiçoeira.
Aludimos a um espírito confiante, fixado nas diretrizes do Cristo, sem receios íntimos, sem ambições externas. Equilibrado
pela reflexão, possuidor de probidade pela ponderação.
Calma significa segurança de fé, traduzindo certeza sobre a Justiça Divina.
Ante o dominador tíbio que lavava as mãos, em referência à Sua vida, Jesus se fez o símbolo da calma integral e da absoluta
certeza da vitória da verdade.
Cultiva, portanto, os sentimentos e mantém os propósitos edificantes.
Perceberás, surpreso, que as atitudes dos maus não te atingirão, facultando-te através da calma não resistir ao mal que te
queiram fazer, conforme lecionou o Senhor, porquanto a integridade da fé em exteriorização de calma dar-te-á forças para vencer
as próprias limitações e prosseguir resolutamente, em qualquer circunstância.

sábado, 14 de janeiro de 2017

Destruição e Miséria - Emmanuel

Do Livro: Fonte Viva
Emmanuel
Psicografia: Francisco Cândido Xavier


“Em Seus Caminhos há Destruição e Miséria.” Paulo (Romanos. 3:16)

Quando o discípulo se distancia da confiança no Mestre e se esquiva à ação nas linhas do exemplo que o seu divino apostolado nos legou, preferindo a senda vasta de infidelidade à própria consciência, cava, sem perceber, largos abismos de destruição e miséria por onde passa.
Se cristaliza a mente na ociosidade, elimina o bom ânimo no coração dos trabalhadores que o cercam e estrangula as suas próprias oportunidades de servir.
Se desce ao desfiladeiro da negação, destrói as esperanças tenras no sentimento de quantos se abeiram da fé e tece vasta rede de sombras para si mesmo.
Se transfere a alma para a residência escura do vício, sufoca as virtudes nascentes nos companheiros de jornada e adquire débitos pesados para o futuro.
Se asila o desespero, apaga o tênue clarão da confiança na alma do próximo e chora inutilmente, sob a tormenta de lágrimas destrutivas.
Se busca refúgio na casa fria da tristeza, asfixia o otimismo naqueles que o acompanham e perde a riqueza do tempo, em lamentações improfícuas.
A determinação divina para o aprendiz do Evangelho é seguir adiante, ajudando, compreendendo e servindo a todos.
Estacionar é imobilizar os outros e congelar-se.
Revoltar-se é chicotear os irmãos e ferir-se.
Fugir ao bem é desorientar os semelhantes e aniquilar-se.
Desventurados aqueles que não seguem o Mestre que encontraram, porque conhecer Jesus Cristo em espírito e viver longe dele será espalhar a destruição, em torno de nossos passos, e conservar a miséria dentro de nós mesmos.


Orgulho - Hammed

Livro: As Dores da Alma
Francisco do Espírito Santo Neto
Pelo espírito Hammed


Na vida nada está perdido; aliás, existe a época certa para cada um saber o que é preciso para se
desenvolver.
Desprezar é sentir ou manifestar desconsideração por alguém ou por alguma coisa; portanto,
é uma atitude sempre inadequada nas estradas de nossa existência evolutiva. Menosprezar é um
sentimento pelo qual nos colocamos acima de tudo e de todos, avaliando com arrogância os
acontecimentos e os fatos do alto da “torre do castelo” de nosso orgulho.
A nenhuma coisa ou criatura deve-se atribuir o termo “desprezível”, pois tudo o que existe
sobre a Terra é criação divina; logo, útil e proveitosa, mesmo que agora não possamos compreender
seu real significado.
Talvez não entendamos de imediato nosso papel na vida, mas podemos ter a certeza de que
todos somos importantes e todos fomos convocados a dar nossa contribuição ao Universo.
A cada instante, estamos criando impressões muito fortes na atmosfera espiritual,
emocional, mental e física da comunidade onde vivemos. Todo envolvimento na vida tem um
propósito determinado cujo entendimento, além de esclarecer nosso valor pessoal, favorecerá o
amor, o respeito e a aceitação de cada um de nossos semelhantes.
Freqüentemente, dizemos que certas pessoas são indispensáveis e que muitos indivíduos são
improdutivos, e perguntamos mais além: qual o propósito da vida para com estas criaturas ociosas?
Não julguemos, com nossos conceitos apressados, os acontecimentos em nosso derredor;
antes, aguardemos com calma e façamos uma análise mais profunda da situação. Assim agindo,
poderemos avaliar melhor todo o contexto vivencial.
“Desempenham função útil no Universo os Espíritos inferiores e imperfeitos. Todos têm
deveres a cumprir. Para a construção de um edifício, não concorre tanto o último dos serventes de
pedreiro, como o arquiteto?” (O Livro dos Espíritos)
Nenhuma ocorrência, fato ou pensamento deverá ser sentido ou analisado separadamente,
pois o “Grande Sistema”, que nos rege, age de forma interdependente.
Apesar de sermos únicos, todos fomos criados para contribuir coletivamente no mundo e
para usar as possibilidades de nossa singularidade.
Para tudo há um sentido e uma explicação no Universo. Sempre estará implícita uma
mensagem proveitosa para nosso progresso espiritual, muitas vezes, porém, de forma inarticulada e
silenciosa
Nunca nos esqueçamos de que a vida sempre agirá em nosso benefício, quer nos setores da
solidão, quer nos de muitas companhias, ou seja, entre encontros, desencontros e reencontros. A
aflição também é um benefício: “Todo sofrimento é um ato importantíssimo de conhecimento e
aprendizagem.”
Se bem entendermos, no entanto, as verdadeiras intenções das lições a nós apresentadas,
retiraremos tesouros imensos de progresso e amadurecimento espiritual.
As dificuldades que a vida nos apresenta têm sempre um caráter educativo. Mesmo que as
vejamos agora como castigo ou punição, mais tarde tomaremos consciência de que eram
unicamente produtos de nosso limitado estado de compreensão e discernimento evolutivo.
Descobrir a vida como um todo será sempre um constante processo de trabalho dos homens.
Efetivamente, a vida é trabalho e movimento, e para fazermos nosso aprendizado evolutivo há um
certo “tempo de gestação”, se assim podemos dizer. Na vida nada está perdido; aliás, existe a época
certa para cada um saber o que é preciso para se desenvolver.
Nosso orgulho quer transformar-nos em super-homens, fazendo-nos sentir “heroicamente
estressados”, induzindo-nos a ser cuidadores e juízes dos métodos de evolução da Vida Excelsa e,
com arrogância, nomear os outros como desprezíveis, ociosos, improdutivos e inúteis.
Poderemos “agir no processo” de formação e progresso das criaturas, nunca “forçar o
processo” ou criticar o seu andamento.
A pretensão do orgulhoso leva-o a acreditar que existe uma “santidade desvinculada da
realidade humana”, ou seja, organizada e estruturada de forma diferente dos princípios pertencentes
à Natureza; portanto, não é de ordem divina, mas é da mentalidade deturpada de alguns místicos do
passado.
Nada é inútil no Universo. A Divindade age sem cessar em solicitude e consideração a cada
uma de suas criaturas e criações. O progresso da humanidade é inevitável. Todos estamos
progredindo e crescendo, ainda que, algumas vezes, não nos apercebamos disso.



sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Observa Hoje - Lancellin

De “Cirurgia moral”
Lancellin & João Nunes Maia



Não te preocupes muito com o ontem, nem tampouco com o amanhã.
O que passou nos serve, de vez em quando, para uma avaliação dos nossos deveres nos certames futuros, sem que a nossa visão ou a nossa sensibilidade se atrofie em falsas apreensões.
Trabalha no hoje, analisa a tua própria personalidade e vê o que nela
tens a consertar, na seqüência que as leis da serenidade nos ensinam, para que não haja violência em qualquer sentido.
Hoje é o campo, não só de observação, mas de execução, de aprimoramento das nossas qualidades e o engenho deste trabalho se manifesta pela nossa vontade.
Já que aceitamos o progresso e a evolução de tudo o que nos cerca,
por que permanecermos estacionados em regime de conservação em relação à nossa moral?
Será que a razão não participa do homem quando se trata de regras de religião, regras essas que obedecem ao tempo e ao próprio empuxo do mesmo progresso?
As leis são as mesmas em todas as dimensões da vida. Elas acompanham a escala de aperfeiçoamento com perfeita justiça.
A imparcialidade é, pois, o maior sintoma da perfeição.
Não queiras viver o hoje obedecendo as regras humanas do ontem e não intentes colocar em teus passos as conjecturas de conceitos de um futuro
distante.
Muitos entram em desequilíbrio por quererem viver o presente sob a influência do passado ou então passar os dias de hoje viajando em carros
invisíveis do futuro.
Certamente que somos influenciados pela conduta que tivemos. No entanto, o agora serve para limparmos estas mazelas, sem lhes darmos maior atenção.
Com a modificação dos nossos sentimentos, identificamos os tempos do terceiro milênio que se aproxima como a era da renovação das criaturas que anseiam pela felicidade.
Estamos trabalhando em uma época para acordar os que dormem,
ajudando-os a pensar e a falar, a conhecer a verdade, para que essa verdade os torne livres das pesadas algemas da incompreensão.
Estamos entrando na época de luz, onde nunca mais se poderá esconder a Sabedoria. Ela se apresenta por si mesma, sob a égide do Grande Mestre da fraternidade cósmica, com a mensagem do Amor para todas as
criaturas.
Concentra-te no que deves fazer agora e faze-o bem, primeiramente a ti mesmo, sem que o egoísmo invada o teu coração.
Investe, com todas as tuas forças, para a conquista dos bens imperecíveis que devem ser entregues aos sentimentos, sem que o orgulho interrompa os teus esforços.
Depois de preparado para o grande empenho de servir, faze-o sem constrangimento em todos os lados em que fores convocado para ajudar.
Nesta hora, alimenta o desprendimento e evoca as forças do Amor, para que o Perdão entre em evidência, fazendo a transformação devida: morre o homem velho e nasce o novo homem, forjado pelos cromossomos divinos para o futuro.
Assim, estarás em condições de ajudar, por amor e sem exigência,
as futuras gerações.
Faze alguma coisa, hoje mesmo, por ti próprio, sem pensar no que vais receber amanhã. A natureza cuida disso e te entregará tudo o que for teu, pela lei da justiça palpitante em todo o Universo, regendo a integração do espaço cósmico.


Cooperação - Emmanuel

Livro: Pensamento e Vida
Francisco Cândido Xavier
Ditado pelo Espírito Emmanuel


Para que alguém dirija com êxito e eficiência uma empresa importante, não
lhe basta a nomeação para o encargo.
Exige-se-lhe um conjunto de qualidades superiores para que a obra se
consolide e prospere. Não apenas autoridade, mas direção com discernimento.
Não só teoria e cultura, mas virtude e juízo claro de proporções.
Dilatados recursos nas mãos, a serviço de uma cabeça sem rumo,
constituem tesouros nos braços da insensatez, assim como a riqueza sem
orientação é navio à matroca.
Quem governa emitirá forças de justiça e bondade, trabalho e disciplina,
para atingir os objetivos da tarefa em que foi situado.
Quando o poder é intemperante, sofre o povo a intranquilidade e a
mazorca, e, quando a inteligência não possui o timão do caráter sadio, espalha,
em torno, a miséria e a crueldade.
Daí, conhecermos tantos tiranos nimbados de grandeza mental e tantos
gênios de requintada sensibilidade, mas atolados no vício.
No mundo íntimo, a vontade é o capitão que não pode relaxar no mister
que lhe é devido.
E assim como o administrador de um serviço reclama a ajuda de
assessores corretos, a vontade não prescindirá da ponderação e da lógica,
conselheiros respeitáveis na chefia das decisões.
No entanto, urge que o senso de cooperação seja chamado a sustentar-lhe
os impulsos.
Nas linhas da atividade terrestre, quem orienta com segurança não ignora
a hierarquia natural que vige na coexistência de todos os valores
indispensáveis à vida.
Na confecção do agasalho comum, o fio contará com o apoio da máquina,
a máquina esperará pela competência do operário, o operário edificar-se-á no
técnico que lhe supervisiona o trabalho, o técnico arrimar-se-á na diretoria da
fábrica e a diretoria da fábrica equilibrar-se-á no movimento da indústria, dele
extraindo o combustível econômico necessário à alimentação do núcleo de
serviço que lhe obedece aos ditames.
Observamos, assim, que no Estado Individual a vontade, para satisfazer à
governança que lhe compete, sem colapsos de equilíbrio, precisa socorrer-se
da colaboração a fim de que se lhe clareie a atividade.
A cooperação espontânea é o supremo ingrediente da ordem.
Da Glória Divina às balizas subatômicas, o Universo pode ser definido
como sendo uma cadeia de vidas que se entrosam na Grande Vida.
Cooperação significa obediência construtiva aos impositivos da frente e
socorro implícito às privações da retaguarda.
Quem ajuda é ajudado, encontrando, em silêncio, a mais segura fórmula
de ajuste aos processos da evolução.


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