sábado, 27 de agosto de 2016

Medo - Emmanuel

E, tendo medo, escondi na terra o teu talento.” — (Mateus, Capítulo. 25, Versículo. 25)

Na parábola dos talentos, o servo negligente atribui ao medo a causa do insucesso em que se infelicita.
Recebera mais reduzidas possibilidades de ganho.
Contara apenas com um talento e temera lutar para valorizá-lo.
Quanto aconteceu ao servidor invigilante da narrativa evangélica, há muitas pessoas que se acusam pobres de recursos para transitar no mundo como desejariam.
E recolhem-se à ociosidade, alegando o medo da ação.
Medo de trabalhar.
Medo de servir.
Medo de fazer amigos.
Medo de desapontar.
Medo de sofrer.
Medo da incompreensão.
Medo da alegria.
Medo da dor.
E alcançam o fim do corpo, como sensitivas humanas, sem o mínimo esforço para enriquecer a existência.
Na vida, agarram-se ao medo da morte.
Na morte, confessam o medo da vida.
E, a pretexto de serem menos favorecidos pelo destino, transformam-se, gradativamente, em campeões da inutilidade e da preguiça.
Se recebeste, pois, mais rude tarefa no mundo, não te atemorizes à frente dos outros e faze dela o teu caminho de progresso e renovação. Por mais sombria seja a estrada a que foste conduzido pelas circunstâncias, enriquece-a com a luz do teu esforço no bem, porque o medo não serviu como justificativa aceitável no acerto de contas entre o servo e o Senhor.

Fonte Viva, 132, Emmanuel / Francisco Cândido Xavier, FEB

Documentário - "Mediunidade Descoberta"

Pegadas na Areia

Uma noite eu tive um sonho:
Sonhei que estava andando na praia com o Senhor, e através do céu, passavam cenas da minha vida. Para cada cena que se passava, percebi que eram deixados dois pares de pegadas na areia; Um era meu e o outro era do Senhor. Quando a última cena da minha vida passou diante de nós, olhei para trás, para as pegadas na areia, e notei que muitas vezes, no caminho da vida, havia apenas um par de pegadas na areia.
Notei também que isto aconteceu nos momentos mais difíceis e angustiosos do meu viver. Isso aborreceu-me.

Então perguntei ao Senhor:

- Senhor, Tu me disseste que, uma vez que resolvesse Te seguir, Tu andarias sempre comigo, em todo o meu caminho, mas notei que durante as maiores tribulações do meu viver, havia apenas um par de pegadas na areia. Não compreendo porque nas horas em que mais necessitava de Ti, Tu me deixastes...

O Senhor respondeu:

- Meu precioso filho, eu te amo, e jamais te deixaria nas horas de tua prova e de teu sofrimento. Quando vistes na areia apenas
um par de pegadas, foi exatamente aí, que eu te carreguei nos Braços.

A Arte da Aceitação - Hammed

“O homem pode abrandar ou aumentar a amargura das suas provas pela maneira que encara a vida terrestre...”

“... contentar-se com sua posição sem invejar a dos Outros, de atenuar a impressão moral dos reveses e das decepções que experimenta; ele haure nisso uma calma e uma resignação...”
(Capítulo 5, item 13.)


Aceitar nossa realidade tal qual é representa um ato benéfico em nossa vida. Aceitação traz paz e lucidez mental, o que nos permite visualizar o ponto principal da partida e realizar satisfatoriamente nossa transformação interior.
Só conseguimos modificar aquilo que admitimos e que vemos claramente em nós mesmos, isto é, se nos imaginarmos outra pessoa, vivendo em outro ambiente, não teremos um bom contato com o presente e, conseqüentemente, não depararemos com a realidade.
A propósito, muitos de nós fantasiamos o que poderíamos ser, não convivendo, porém, com nossa pessoa real. Desgastamos dessa forma uma enorme energia, por carregarmos constantemente uma série de máscaras como se fossem utilitários permanentes.
A atitude de aceitação é quase sempre característica dos adultos serenos, firmes e equilibrados, à qual se soma o estímulo que possuem de senso de justiça, pois enxergam a vida através do prisma da eternidade. Esses indivíduos retêm um considerável “coeficiente evolutivo”, do qual se deduz que já possuem um potencial de aceitação, porquanto aprenderam a respeitar os mecanismos da vida, acumulando pacificamente as experiências necessárias a seu amadurecimento e desenvolvimento espiritual.
Quando não enfrentamos os fatos existenciais com plena aceitação, criamos quase sempre uma estrutura mental de defesa. Somos levados a reagir com “atitudes de negação”, que são em verdade molas que abrandam os golpes contra nossa alma. São consideradas fenômeno psicológico de “reação natural e instintiva” às dores, conflitos, mudanças, perdas e deserções e que, por algum tempo, nos alivia dos abalos da vida, até que possamos reunir mais forças, para enfrentá-los e aceitá-los verdadeiramente no futuro.
Não negamos por ser turrões ou teimosos, como pensam alguns; não estamos nem mesmo mentindo a nós próprios. Aliás, “negar não é mentir”, mas não se permitir “tomar consciência” da realidade.
Talvez esse mecanismo de defesa nos sirva durante algum tempo; depois passa a nos impedir o crescimento e a nos danificar profundamente os anseios de elevação e progresso.
Auto-aceitação é aceitar o que somos e como somos. Não a confundamos como uma “rendição conformada”, e que nada mais importa. De fato, acontece que, ao aceitar-nos, inicia-se o fim da nossa rivalidade com nós mesmos. A partir disso, ficamos do lado da nossa realidade em vez de combatê-la.
Diz o texto: “O homem pode abrandar ou aumentar a amargura das suas provas pela maneira que encara a vida terrestre”. Aceitação é bem uma maneira nova de “encarar” as circunstâncias da vida, para que a “força do progresso” encontre espaços e não mais limites na alma até então restrita, pois a “vida terrestre” nada mais é do que o relacionar-se consigo mesmo e com os outros no contexto social em que se vive.
Aceitar-se é ouvir calmamente as sugestões do mundo, prestando atenção nos “donos da verdade” e admitindo o modo de ser dos outros, mas permanecer respeitando a nós mesmos, sendo o que realmente somos e fazendo o que achamos adequado para nós próprios.
Em vista disso, concluímos que aceitação não é adaptar-se a um modo conformista e triste de como tudo vem acontecendo, nem suportar e permitir qualquer tipo de desrespeito ou abuso à nossa pessoa; antes, é ter a habilidade necessária para admitir realidades, avaliar acontecimentos e promover mudanças, solucionando assim os conflitos existenciais. E sempre caminhar com autonomia para poder atingir os objetivos pretendidos.

Hammed / Francisco do Espírito Santo Neto

Agora, Não Depois - Emmanuel

Nem cedo, nem tarde.
O presente é hoje.
O passado está no arquivo.
O futuro é uma indagação.
Faze hoje mesmo o bem a que te determinaste.
Se tens alguma dádiva a fazer, entrega isso agora.
Se desejas apagar um erro que cometeste, consciente ou inconscientemente, procure sanar essa falha sem delongas.
Caso te sintas na obrigação de escrever uma carta, não relegues semelhante dever ao esquecimento.
Na hipótese de idealizares algum trabalho de utilidade geral, não retardes o teu esforço para trazê-lo à realização.
Se alguém te ofendeu, desculpa e esquece, para que não sigas adiante carregando sombras no coração.
Auxilia os outros, enquanto os dias te favorecem.
Faze o bem agora, pois, na maioria dos casos, "depois" significa "fora de tempo", ou tarde demais.

Livro: “Hora Certa”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Como Ser Grato - Carlos

Quanto aquele que paga o bem com o mal, não se apartará o mal da sua casa. Pv. 17:13

A gratidão é uma das marcas da grandeza da Alma, e ela nos ilumina, quando reconhecemos o benefício sem alarde.
Revidar ofensa é colocar em perigo o nosso equilíbrio, e pagar o bem com o mal é mostrar o desajuste em que se encontram os nossos sentimentos.
A ingratidão é visgo que assegura o ambiente indesejado em tua casa.
Sente-te feliz, com o bem que alguém te deseja e esquece a ofensa que se aproxime do teu caminho.
Cultiva a serenidade, mesmo diante do teu opressor; ele, algum dia, cansará da estrada larga do mal, e certamente vai copiar o teu exemplo no bem. Então, ser-te-á dada alegria pelo que fizeste para a paz do teu companheiro.
É bom que descubras os variados meios de ser reconhecido, porque essa ciência é divina, no divino esforço der quem quer melhorar.
Aparta o mal da tua casa, pelo bem que deves fazer aos outros. Nada te custa ser útil nos momentos oportunos.
Ajuda pelos meios possíveis, para que os outros entendam o valor da caridade. Ela é uma fonte de luz, donde provém todos os alimentos que nos sustentam a vida.
Quem perdoa as ofensas, dorme sem tormento de consciência e acorda sem depressão.
Se porventura encontrares dificuldades nas linhas da gratidão, usa a prece, que ela abrirá a tua mente para o
conhecimento da verdade.

Carlos & João Nunes Maia
De “Gotas do Bem”

Jardim de Afetos - Irmão José

Com tuas mãos, podes cultivar o teu jardim de afetos.
Sê generoso em tua casa...
Cuida de tuas flores, não permitindo que a erva daninha se alastre em teu canteiro de amor.
Afasta para longe o ciúme e o desrespeito.
Não anules flor alguma em seu perfume...
Deixa florirem à tua volta aqueles que são teus.
Incentiva-os.
Ama-os.
Que as tuas mãos não lhes despetalem os sonhos...
As mãos do jardineiro devem ser tão delicadas quanto as flores que acariciam.

Irmão José & Carlos A. Bacelli

Defenda-se - André Luiz

Não converta seus ouvidos num paiol de boatos.
A intriga é uma víbora que se aninhará em sua alma.
Não transforme seus olhos em óculos da maledicência.
As imagens que você corromper viverão corruptas na tela se sua mente.
Não Faça de suas mãos lanças para lutar sem proveito.
Use-as na sementeira do bem.
Não menospreze sua faculdades criadoras, centralizando-as nos prazeres fáceis.
Você responderá pelo que fizer delas.
Não condene sua imaginação às excitações permanentes.
Suas criações inferiores atormentarão seu mundo íntimo.
Não conduza seus sentimentos à volúpia de sofrer.
Ensine-os a gozar o prazer de servir.
Não procure o caminho do paraíso, indicando aos outros a estrada para o inferno. A senda para o Céu será construída dentro de você mesmo.

André Luiz & Francisco Cândido Xavier

Normas de Luz - Bezerra de menezes


Deus nos ampara, a fim de que amparemos aos mais necessitados que nós mesmos.
Ajuda-nos para que ajudemos.
Sustenta-nos a fé, para que apoiemos os irmãos que vacilam.
Releva-nos as faltas, de maneira a relevarmos as faltas dos outros.
Socorre-nos em nossas necessidades de modo a socorrermos as necessidades alheias.
Guarda-nos a fortaleza de ânimo, a fim de que possamos fortalecer os companheiros mais fracos do que nós.
Educa-nos para que saibamos educar.
Em suma, esta é a norma de luz da Providência Divina: “auxilia e serás auxiliado.”


Bezerra de Menezes
Livro: “Aulas da Vida” de Francisco Cândido Xavier – Espíritos Diversos
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