domingo, 3 de dezembro de 2017

Força da Fé - Joanna de Ângelis

Livro: - Episódios Diários
Divaldo Pereira Franco
Pelo Espírito Joanna de Ângelis

A fé religiosa, assentada nas sólidas bases da razão, constitui
equipamento de segurança para a travessia feliz da existência
corporal.
Luz acesa na sombra, aponta o rumo no processo humano para
a conquista dos valores eternos.
O homem sem fé é semelhante a barco sem bússola em oceano
imenso.
Quando bruxuleia a fé, e se apaga por falta do combustível
que a razão proporciona, ei-lo a padecer a rude provação de ter
que seguir em plena escuridão, sem apoio nem discernimento.
A fé pode ser comparada a uma lâmpada acesa colocada nos
pés, clareando o caminho.
Sustenta a tua fé com a lógica do raciocínio claro.
Concede-lhe tempo mental, aprofundando reflexões em torno
da vida e da sua superior finalidade.
Exercita-a, mediante a irrestrita confiança em Deus e na incondicional
ação do bem.
A fé é campo para experiências transcendentes, que dilatam a capacidade espiritual do ser.
Com o dinamismo que a fé propicia, cresce nas tuas aspirações, impulsionando a vontade na
diretriz da edificação de ti mesmo, superando impedimentos e revestindo-te de coragem
com que triunfarás nos tentames da evolução.
Conforme a intensidade da tua fé, agirás, fazendo da tua vida aquilo em que realmente acreditas.



quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Em Ti Mesmo - Emmanuel

Livro: Caminho, Verdade e Vida
Emmanuel
Francisco Cândido Xavier

“Tens fé? Tem-na em ti mesmo, diante de Deus.” — Paulo. (Romanos, capítulo 14, versículo 22.)

No mecanismo das realizações diárias, não é possível esquecer a criatura
aquela expressão de confiança em si mesma, e que deve manter na esfera das
obrigações que tem de cumprir à face de Deus.
Os que vivem na certeza das promessas divinas são os que guardam a fé
no poder relativo que lhes foi confiado e, aumentando-o pelo próprio esforço,
prosseguem nas edificações definitivas, com vistas à eternidade.
Os que, no entanto, permanecem desalentados quanto às suas
possibilidades, esperando em promessas humanas, dão a ideia de fragmentos
de cortiça, sem finalidade própria, ao sabor das águas, sem roteiro e sem
ancoradouro.
Naturalmente, ninguém poderá viver na Terra sem confiar em alguém de
seu círculo mais próximo; mas, a afeição, o laço amigo, o calor das dedicações
elevadas não podem excluir a confiança em si mesmo, diante do Criador.
Na esfera de cada criatura, Deus pode tudo; não dispensa, porém, a
cooperação, a vontade e a confiança do filho para realizar. Um pai que fizesse,
mecanicamente, o quadro de felicidades dos seus descendentes, exterminaria,
em cada um, as faculdades mais brilhantes.
Por que te manterás indeciso, se o Senhor te conferiu este ou aquele
trabalho justo? Faze-o retamente, porque se Deus tem confiança em ti para
alguma coisa, deves confiar em ti mesmo, diante d’Ele.

Antipatia - Emmanuel

De “Inspiração”
de Francisco Cândido Xavier
pelo Espírito Emmanuel

Não olvides que o passado revive no presente.
*
Quando a aversão te visite o mundo íntimo, à maneira de nuvem, subtraindo-te paz, lembra-te de que a Divina Misericórdia situou à frente de tua alma a bendita oportunidade de reconciliação, ainda hoje, com os desafetos de ontem.

*
Qual acontece com o tesouro do carinho amealhado pelo amor, no escrínio do coração, de existência a existência, o espinheiro da antipatia é veneno acumulado pelo ódio no vaso de nossa mente, de século a século, conturbando-nos o caminho.
*
Recorda que, se o amor nos eleva aos cimos estelares, o ódio nos impele aos vales da sombra e atende à própria libertação, procurando renovar a fonte de teus desejos, em benefício da própria felicidade.
A aversão, quase sempre, destaca-se de improviso, no ambiente mais íntimo de nossa experiência em comum, por desafio à nossa capacidade de auxiliar e compreender.
Assinalando-a no lar ou na vizinhança, em teu círculo de trabalho ou no santuário de tua fé, roga ao Senhor, através da oração, para que as tuas energias se refaçam, de modo que a treva te encontre o sentimento por bênção de luz, exemplificando a fraternidade e o entendimento, o sacrifício e o perdão.
*
Aconselha-te com piedade do Cristo, tanta vez revelada, em nosso favor, e compadece-te daqueles que te ensombram a alegria... Ei-los que surgem, a cada hora, na pessoa do familiar que se nos agregou à rede consanguínea, no companheiro de jornada justaposto ao nosso clima, no parente indireto que as circunstâncias nos ofertaram ao templo doméstico, no chefe humano chamado a orientar-nos o serviço, no subordinado trazido à cooperação na obra que o Senhor nos pede realizar...
*
Alça a própria fé nas asas da boa vontade e ajuda-os quanto possas, de vez que antipatia superada é anexação de mais amor ao campo de nossa vida e mais amor em nossa vida significa mais ampla ascensão de nosso próprio espírito, no rumo da Luz Eterna.

Das Maiores - Emmanuel e André Luiz


Livro: Joia 
Francisco Cândido Xavier
Emmanuel e André Luiz


Guarda a confidência amarga que alguém te confie.
Faze silêncio sobre os atritos entre os companheiros.
Não fales daquilo que possa melindrar os outros.
Não contradigas a pessoa que detém a palavra.
Afasta, quanto possível, os obstáculos do caminho.
Não procures superioridade em discussões.
Não experimentes a resistência afetiva de criaturas amigas e conhecidas, criando-lhes
situações equívocas, com o intuito evidente de vê-las descendo a quedas do sentimento.
Não queiras avaliar o grau de honestidade daqueles que te rodeiam, oferecendo-lhes aos
olhos e às mãos valores excessivos, que lhes suscitem o desejo de se apropriarem de recursos
que lhes não pertencem.
Não exponhas determinado companheiro a situações em que se lhes registre a ingenuidade
e a incompetência.
Todas as tarefas da caridade são grandes e belas, entretanto, aquela beneficência do respeito
ao próximo, evitando problemas e complicações para que as complicações e os problemas
se extingam no nascedouro, é realmente caridade das maiores.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Caminha - Emmanuel

Livro: Caminho Iluminado
Francisco Cândido Xavier Xavier
Emmanuel

Ouve a consciência que te impele ao dever e não te perturbes.
Serve e caminha
Não podemos construir os mínimos tópicos de alegria no próprio espirito, sem
que nos rendamos com alegria ao trabalho que nos compete.
Somos material inteligente nas mãos sábias do Cristo.
O Senhor, no entanto, não opera em nós através de constrangimento, porque o
Reino de Deus deve realmente surgir nos recessos de nossas próprias almas.
Estuda os desafios que as circunstancias te lançam em rosto.
É possível que todas as opiniões em derredor de ti se façam contrarias,
entretanto, conserva a paciência e espera por Deus, porque a opinião dos
Mensageiros de Deus pode ser diferente.
Amar sem exigir compensação.
Colaborar para o bem nos lugares onde o mal se nos afigure solidamente
instalado.
Aguardar sempre o melhor, ainda mesmo nas piores situações.
Todos somos obreiros do progresso.
Todos estamos endereçados a perfeição.

domingo, 26 de novembro de 2017

Segurança Íntima - Emmanuel

Livro: Calma
Francisco Cândido Xavier
Pelo Espírito Emmanuel

Ante os impactos emocionais do cotidiano, estimarias construir a segurança
íntima, a fim de que a serenidade se te faça constante cidadela defensiva e podes,
indiscutivelmente, construir semelhante refúgio.
Inicia a edificação da própria paz, observando que todos necessitamos
pensar por nós mesmos, embora sabendo que somos influenciáveis pelas idéias alheias.
Aceitando-nos na condição de parcelas da imensa família humana,
verificaremos que as nossas dificuldades não são maiores que as dos outros.
Integrando a comunidade terrestre, suscetível de adotar numerosos
enganos em razão
do aprendizado em que nos encontramos, somos impelidos a entender que
não estamos isentos de cometer determinados erros e que isso é compreensível, à
maneira do sinal vermelho, no trânsito comum, convidando-nos a parar, de modo a
seguirmos adiante, em espaço imune de riscos.
Alertados pelo impositivo de atender ao caminho que nos seja próprio,
aprenderemos que
a estrada dos entes mais queridos pode ser muito diferente da nossa.
Admitindo cada criatura por transeunte ou viajor no carro da própria
existência, saberemos
zelar por nossas diretrizes, sem interferir na condução do próximo.
Partilhando a realidade de todos, ser-nos-á fácil reconhecer que, os
contratempos que nos
ocorram, talvez igualmente aconteçam na marcha dos seres que amamos,
competindo-nos auxilia-los, tanto quanto desejamos ser auxiliados na solução de nossos
problemas.
A convicção de que todos nos achamos em caminho, buscando realizações
mais ou menos
idênticas entre si, sob riscos análogos, nos podará qualquer impressão de
privilégio, à frente dos companheiros da Humanidade, com os quais precisamos estar em
paz, na garantia da própria segurança.
Reflete nisso e concluirás que esse ou aquele viajor no mundo tem
necessidade de proteger
a viatura que lhe diga respeito, de maneira a não suscitar desastres que
ameacem aos outros e a si mesmo.
A serenidade habitará conosco, na Terra, quando aí compreenderemos que
toda criatura irmã tem o seu próprio corpo, com os sonhos, compromissos, realizações e
iniciativas a que se associe, o que nos afastará dos julgamentos precipitados e das
condenações indébitas, para que estejamos em plena vivência da regra áurea, cuja
prática é o coração da felicidade a fim de que estejamos na felicidade do coração.

Bilhete do Coração - Agar


Livro: Cartas do Coração 
Francisco Cândido Xavier 
Espíritos Diversos


Hoje compreendo que os golpes do mundo são amparo providencial às nossas necessidades de reparação.
Que seria de nós sem o sofrimento que nos ajuda a retificar e aprender?
Terra sem arado, permaneceríamos entre os vermes e as plantas daninhas ou, pedra bruta, jamais nos
transformaríamos na obra de utilidade e beleza que o buril deve realizar.
Tenhamos calma e paciência.
Devemos à enxada a alegria da mesa farta e, por vezes, ao remédio amargo, a felicidade da cura.
Um dia saberemos tudo.
Por agora, baste-nos a convicção de que nos compete trabalhar, incessantemente, para o bem, porquanto
a chave do serviço nos descerrará a sublimidade da experiência e com a experiência elevada marcharemos para
a comunhão com Deus.
Não nos cansemos de ajudar.
O auxílio aos outros tem uma força desconhecida em nosso favor.
Quem tudo dá, tudo recebe.
Quem se afasta da ilusão, aproxima-se da verdade, adquirindo a companhia da humildade e do amor, os
dois anjos invisíveis que abrem as portas do Céu.
Cultivando a serenidade e o bem, no círculo de nossa luta, roguemos, pois, ao Senhor ilumine a nossa cruz.

sábado, 25 de novembro de 2017

Ainda - André Luiz


Livro: “Endereços da Paz”,
de Francisco Cândido Xavier,
pelo Espírito André Luiz

Efetivamente, você ainda não resplandece tanto quanto a luz, mas pode acender uma vela, afastando as sombras.
*
Não atingiu ainda os mais altos graus da sabedoria, no entanto, nada lhe impede articular uma frase de encorajamento, em auxílio aos que sofrem.
*
Não possui ainda a paz invariável, entretanto, você detém a possibilidade de fazer silêncio sobre o mal, a fim de que o mal se transforme no bem, dentro do menor prazo possível.
*
Não conquistou ainda a alegria permanente, todavia, consegue endereçar um sorriso de simpatia aos que necessitam de esperança.
*
Não maneja ainda toda uma fortuna, de modo a construir, por si só, uma instituição de beneficência, contudo, pode doar um pão ao companheiro desamparado.
*
É provável que você se afirme, sem qualquer condição para fazer isso, no entanto, dispõe você do privilégio da ação. Trabalhando, você é capaz de servir e, servindo aos outros, em qualquer situação e em qualquer tempo, você pode começar.

Procure agir no bem incessante e a alegria ser-lhe-á precioso salário.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Afirmação Esclarecedora - Emmanuel

Livro: Fonte Viva
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

“E não quereis vir a mim para terdes vida.” – Jesus. (João, 5:40.)

Quantos procuram a sublimação da individualidade precisam entender o valor supremo da vontade no aprimoramento próprio.
Os templos e as escolas do Cristianismo permanecem repletos de aprendizes que vislumbram os poderes divinos de Jesus e lhe reconhecem a magnanimidade, caminhando, porém, ao sabor de vacilações cruéis.
Creem e descreem, ajudam e desajudam, organizam e perturbam, iluminam-se na fé e ensombram-se na desconfiança...
É que esperam a proteção do Senhor para desfrutarem o contentamento imediato no corpo, mas não querem ir até ele para se apossarem da vida eterna.
Pedem o milagre das mãos do Cristo, mas não lhe aceitam as diretrizes.
Solicitam-lhe a presença consoladora, entretanto, não lhe acompanham os passos.
Pretendem ouvi-lo, à beira do lago sereno, em preleções de esperança e conforto, todavia, negam-se a partilhar com ele o serviço da estrada, através do sacrifício pela vitória do bem.
Cortejam-no em Jerusalém, adornada de flores, mas fogem aos testemunhos de entendimento e bondade, à frente da multidão desvairada e enferma.
Suplicam-lhe as bênçãos da ressurreição, no entanto, odeiam a cruz de espinhos que regenera e santifica.
Podem ir na vanguarda edificante, mas não querem.
Clamam por luz divina, entretanto, receiam abandonar as sombras.
Suspiram pela melhoria das condições em que se agitam, todavia, detestam a própria renovação.
Vemos, pois, que é fácil comer o pão multiplicado pelo infinito amor do Mestre Divino ou regozijar-se alguém com a sua influência curativa, mas, para alcançar a Vida Abundante de que ele se fez o embaixador sublime, não basta a faculdade de poder e o ato de crer, mas também a vontade perseverante de quem aprendeu a trabalhar e servir, aperfeiçoar e querer.


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