quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Bezerra de Menezes - Compreendei e Perdoai

Filhos, a compreensão é a virtude que vos predispõe naturalmente ao perdão.
Compreendei para perdoar.
Não conserveis ressentimentos no coração, sabendo que aquele que vos decepciona é um companheiro vencido pelos seus próprios conflitos.
Não exijais dos outros infalibilidade.
Os amigos que seguem ao vosso lado, qual vos acontece, são espíritos assinalados por muitas limitações, aparentando exteriormente o que ainda não são.
Compadecei-vos das mazelas alheias, não sobrecarregando os ombros daqueles que avançam, mal se agüentando ao peso da cruz.
Não condicioneis a vossa conduta no bem à conduta de quem quer que seja; que a vossa fé não dependa da demonstração de fé dos que vos inspiram na jornada...
Somente em Jesus Cristo devereis vos encorajar na luta.
Os irmãos de crença espírita, principalmente os que se encontram servindo na mediunidade e os que ocupam posições de liderança, são, afinal, espíritos comprometidos com o passado: nenhum deles se encontra imune ao assédio das trevas.
Não raro, o personalismo e a vaidade apenas ocultam nas almas uma estamenha de chagas...
Os que intentam brilhar para o mundo estão longe de possuir luz própria.
A rigor, muitos de nós outros não estamos ainda sequer preparados para uma maior proximidade com o Cristo - a possibilidade de semelhante convivência mais estreita nos levaria ao delírio.
Quem, há séculos, se habituou nas sombras, só gradativamente se acostuma à claridade.
O homem sem maior entendimento do Evangelho transfere a sua ambição concernente às coisas materiais para as coisas divinas.
Os apóstolos não chegaram a disputar entre si a primazia de estarem, no Reino Celeste, ao lado do Senhor?
Assim, tomai vós mesmos a iniciativa da exemplificação e da coragem de vivenciar, de forma irrepreensível, a crença que abraçastes.


(A Coragem da Fé - B. de Menezes & Carlos A. Baccelli)

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Emmanuel & Francisco C. Xavier - Brilhar


"Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas
boas obras e glorifiquem o vosso Pai que está nos céus."
- Jesus (MATEUS, 5:16.)



Admitem muitos aprendizes que brilhar será adquirir destacada posição em serviços de inteligência, no campo da fé.

Realmente, excluir a cultura espiritual, em seus diversos ângulos, da posição luminosa a que todos devemos aspirar, seria rematada insensatez.

Aprender sempre para melhor conhecer e servir é a destinação de quem se consagra fielmente ao Mestre Divino.

Urge, no entanto, compreender, no imediatismo, da experiência humana, que se o Salvador recomendou aos discípulos brilhassem, à frente dos homens, não se esqueceu de acrescentar que essa claridade deveria resplandecer, de tal maneira, que eles nos vejam as boas obras, rendendo graças ao Pai, em forma de alegria com a nossa presença.

Ninguém se iluda com os fogos-fátuos do intelectualismo artificioso.

Ensinemos o caminho da redenção, tracemos programas salvadores onde estivermos; brilhe a luz do Evangelho em nossa boca ou em nossa frase escrita, mas permaneçamos convencidos de que se esses clarões não descortinam as nossas boas obras, seremos invariavelmente recebidos no ouvido alheio e no alheio entendimento, entre a expectação e a desconfiança, porque somente em fundido pensamento, verbo e ação, no ensinamento do Cristo Jesus, haverá em torno de nós glorificação construtiva ao Nosso Pai que está nos Céus.

Divaldo P. Franco & Joanna de Ângelis



Mantém os teus pensamentos em ritmo de saúde e otimismo.

A mente é dínamo poderoso.

Conforme pensares atrairás respostas vibratórias equivalentes.

Quem cultiva doenças, sempre padece problemas dessa natureza.

Quem preserva a saúde, sempre supera as enfermidades.

Pensa corretamente e serás inspirado por Deus a encontrar as soluções melhores.

O pensamento edificante e bom é também uma oração sem palavras, que se faz sempre ouvida.

Carlos Drummond de Andrade


O amor antigo vive de si mesmo,
não de cultivo alheio ou de presença.
Nada exige nem pede. Nada espera,
mas do destino vão nega a sentença.

O amor antigo tem raízes fundas,
feitas de sofrimento e de beleza.
Por aquelas mergulha no infinito,
e por estas suplanta a natureza.

Se em toda a parte o tempo desmorona
aquilo que foi grande e deslumbrante,
o antigo amor, porém, nunca fenece
e a cada dia surge mais amante.

Mais ardente, mas pobre de esperança.
Mais triste? Não. Ele venceu a dor,
e resplandece no seu canto obscuro,
tanto mais velho quanto mais amor.

( O Amor Antigo)

André Luiz & Francisco C. Xavier - Ajuda-te Hoje



Sim, nas leis da reencarnação, quase todos nós, os filhos da Terra, temos o passado a resgatar, o presente a viver e o futuro a construir.
Lembremo-nos, assim, de que, nas concessões da Providência Divina, o nosso mais precioso lugar de trabalho chama-se “AQUI”
e o nosso melhor tempo chama-se “AGORA”.
Detenhamo-nos, por isso, na importância das horas de HOJE.
Ontem, perturbação - Hoje, reequilíbrio
Ontem, a incompreensão - Hoje, o entendimento
Ontem, o desperdício - Hoje, a parcimônia
Ontem, a ociosidade - Hoje, a diligência
Ontem, a sombra - Hoje, a luz
Ontem, o arrependimento - Hoje, a reconstrução
Ontem, a violência - Hoje, a harmonia
Ontem, o ódio - Hoje, o Amor
Diz-nos a sabedoria de todos os tempos - “ajuda-te que o céu te ajudará" - afirmativa sublime que nos permitimos parafrasear, acentuando:
"Ajuda-te hoje, que o céu te ajudará sempre".

sábado, 26 de dezembro de 2009

Agora é o Teu Momento


Não te detenhas no passado.
Não pares, contemplativo, visualizando o futuro.
Hoje, agora, é o teu momento, o que te deve interessar.
O produto do ontem, sem que te apercebas nem te esforces para tal, está presente para se
incorporar no agora, como preparação para o daqui a pouco.
Vive bem este momento presente. Absorve as gotas preciosas que a vida faz destilar para ti.
Não percas uma só dessas gotas.
Vive normalmente, mas desejoso de adquirir o alimento espiritual que te fará mais forte, mais
compreensivo, para que possas amar muito e indistintamente. Este deve ser o teu propósito.
Apaga da memória os quadros que te pareceram desagradáveis, reconhecendo que, na
realidade, esses quadros não foram mais que o esboço para uma obra de arte que figurará no
museu da espiritualidade.
Banha-te a cada momento nas águas cristalinas do amor divino. Não permitas que a lama dos pensamentos negativos conspurque a beleza que existe em tudo, quando se têm "olhos de ver e ouvidos de ouvir".
Não esperes encontrar a perfeição na face da Terra e, sobretudo, não te julgues em nada superior a qualquer de teus irmãos de jornada terrena, ainda que eles sejam uns depravados.
Cristo jamais se afastou dos pecadores. Ele, todo pureza, perdoou a mulher adúltera, dirigiu palavras sábias e profundas à mulher samaritana e, quando censurado por seus discípulos, respondia: "Não vim para os sãos e sim para os doentes".
Ele, maior de todos, tornava-se pequeno e humilde e não se recusava a nenhum convite
daqueles que sabia seus perseguidores.
Não são nossas palavras nem nossos atos aparentes que pesarão na balança da eternidade, mas nosso verdadeiro ser, aquilo que somos por dentro. Os atos e palavras podem sair camuflados.
A mistificação pode ser tão perfeita que consigamos reunir em torno de nós uma onde de admiradores, mas se dentro de nós não há sinceridade, não há amor, se embora
inconscientemente empanamos a verdade pela vaidade de nos apresentarmos bem
paramentados de palavras e atos, então não adianta perder tempo em enganar os outros,
porque os mais enganados seremos nós mesmos.
Vive a tua vida procurando perceber nos teus atos e palavras o que de real contêm, e quando
descobrires que o teu comportamento não condiz com tuas aspirações espirituais, não te entregues ao remorso que retarda a caminhada; ora, expõe ao Pai que está em ti a dificuldade
que ainda tens de te externares sem artifícios e Ele te enviará reforços; estarás, assim, equipado
para tentar novamente as experiências até então mal sucedidas.
Aquele que consegue alcançar um degrau mais alto na espiritualidade não mais aceita prosélitos e
ensina que cada um deve viver por si as suas próprias experiências, que não podemos servir de modelo para ninguém nem estamos à altura de termos seguidores.
Só Jesus é o mestre, e aquele que o segue, cumprindo o "amai-vos uns aos
outros", esse pode viver independentemente, vendo no universo a sua pátria e em cada
semelhante um irmão.
Faze isto agora. Liberta-te do sentimentalismo que nos faz sofrer tanto e espalha sofrimento ao nosso redor.
Não te prendas a nada e a ninguém, e ama a todos e a tudo.
Agora é o teu momento.

(De “Eu sou o caminho”, de Cenyra Pinto)

Irmão X & Francisco Cândido Xavier - Crônica de Natal


Desde a ascensão de Herodes, o Grande, que se fizera rei com o apoio dos romanos, não se falava na Palestina senão no Salvador que viria enfim...
Mais forte que Moisés, mais sábio que Salomão, mais suave que David, chegaria em suntuoso carro de triunfo para estender sobre a Terra as leis do Povo Escolhido.
Por isso, judeus prestigiosos, descendentes das doze tribos, preparavam-lhe oferendas em várias nações do mundo.
Velhas profecias eram lidas e comentadas, na Fenícia e na Síria, na Etiópia e no Egito.
Dos confins do Mar Morto às terras de Abilena, tumultuavam notícias da suspirada reforma...
E mãos hábeis preparavam com devotamento e carinho o advento do Redentor.
Castiçais de ouro e prata eram buriladas em Cesareia, tapetes primorosos eram tecidos em Damasco, vasos finos eram importados de Roma, perfumes raros eram trazidos de remotos rincões da Pérsia... Negociantes habituados à cobiça cediam verdadeiras fortunas ao Templo de Jerusalém, após ouvirem as predições dos sacerdotes, e filhos tostados do deserto vinham de longe trazer ao santuário da raça a contribuição espontânea com que desejavam formar nas homenagens ao Celeste Renovador.
Tudo era febre de expectação e ansiedade.
Palácios eram reconstruídos, pomares e vinhas surgiam cuidadosamente podados, touros e carneiros, cabras e pombos eram tratados com esmero para o regozijo esperado.
Entretanto, o Emissário Divino desce ao mundo na sombra espessa da noite.
Das torres e dos montes, hebreus inteligentes recolhem a grata notícia... Uma estrela estranha rutila no firmamento.
O Enviado, porém, elege pequena manjedoura para seu berço de luz.
Milícias angelicais rejubilam-se em pleno céu...
Mas nem príncipes, nem doutores, nem sábios e nem poderosos da Terra lhe assistem a consagração comovente e sublime.
São pastores humildes que se aproximam, estendendo-lhe os braços.
Camponeses amigos entregam-lhe gotas de leite alvo.
E porque as vozes do Céu se fazem ouvir, cristalinas e jubilosas, cantam eles também...
-"Glória a Deus nas alturas, paz na Terra, boa vontade para com os Homens!..." Ali, na estrebaria singela, estão Ele e o povo...
E o povo com Ele inicia uma nova era...
É por isso que o Natal é a festa da bondade vitoriosa.
Lembrando o Rei Divino que desceu da Glória à Manjedoura, reparte com teu irmão tua alegria e tua esperança, teu pão e tua veste.
Recorda que Ele, em sua divina magnificência, elegeu por primeiros amigos e benfeitores aqueles que do mundo nada possuíam para dar, além da pobreza ignorada e singela.
Não importa sejas, por enquanto, terno e generoso para com o próximo somente um dia...
Pouco a pouco, aprenderás que o espírito do Natal deve reinar conosco em todas as horas de nossa vida.
Então, serás o irmão abnegado e fiel de todos, porque, em cada manhã, ouvirás uma voz do Céu a sussurrar-te, sutil:
-Jesus nasceu! Jesus nasceu!...
E o Mestre do Amor terá realmente nascido em teu coração para viver contigo eternamente.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Nunca Busquei Viver a Minha Vida


Nunca busquei viver a minha vida
A minha vida viveu-se sem que eu quisesse ou não quisesse.
Só quis ver como se não tivesse alma
Só quis ver como se fosse eterno.

(Alberto Caeiro)

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Permanente Natal - Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

Toda a urdidura das paixões humanas e dos interesses imediatistas, através dos quase dois milênios, não conseguiu ensombrar-lhe o majestoso berço de luz.
Os conflitos engendrados pelas opiniões precipitadas e maquinações escolásticas não lograram diminuir a excelsa pureza da Sua vida.
O vigor e a força da Sua palavra, apoiados na mansuetude e na pacificação, têm vencido os séculos que se ensangüentam e enlutam, sem tornar-se, embora os dominadores transitórios do mundo, mensagem de força.
Tudo quanto a Ele se refere é pulcro e poético, não obstante portando energia vitalizadora com que Sua voz supera o clamor das multidões desvairadas, no suceder dos tempos.
Elegendo a pobreza e a humildade, Ele engalanou a história com os mais expressivos tesouros de dignificação humana e engrandecimento moral, oferecendo as mais importantes páginas do heroísmo e da santificação na Terra.
O poema que cantou, musicado pelo amor, à medida que se sucederam os evos mais ecoa na acústica das almas, arrebatando os homens e levando-os a uma união sinfônica de todas as aspirações e ansiedades numa só emoção: a da harmonia perfeita!
Insuperável, Jesus prossegue o triunfador diferente nas canchas e arenas do mundo.
Crisna, Buda, Confúcio, Hermes, Sócrates e Platão, precursores da Sua mensagem, prepararam a gleba do pensamento para que Ele ensementasse a palavra da vida libertadora.
Zoroastro ontem e Bahá Ulláh hoje, Francisco de Assis e Allan Kardec, Seus embaixadores, destacando-se da multidão dos construtores da fé, no mundo, se encarregaram de mantê-Lo insculpido no metal nobre dos sentimentos humanos.
Os guerreiros passaram pela Terra, temidos e odiados...
Os construtores de povos transitaram na História, arbitrários, entre lauréis e pavores...
Os governantes violentos brilharam por um pouco nos cenários do mundo e se apagaram no silêncio do túmulo...
Ele, todavia, herói particular e guerreiro do amor, elaborou um código sublime com o qual vem erguendo a Humanidade, afável e sobrevivente aos destroços dos tempos de todos os tempos...
Jesus é o protótipo da perfeição, que constitui "Modelo e guia" para a criatura humana na sua áspera marcha ascensional.
Sobrepairando todas as conjunturas, prossegue o condutor nosso e alvo para todos nós, que Lhe buscamos seguir as pegadas.
Seu Natal, em um momento da Humanidade, extrapola do calendário e torna-se o instante em que cada alma lhe dá guarida na manjedoura do mundo íntimo, facultando Seu nascimento e vida, a partir de então.
Apesar desse permanente Natal, aquele marco poderoso da Sua chegada, que dividiu e sulcou profundamente a historiografia da vida terrestre, continua sendo a claridade inapagável de um berço tosco que se fez via-láctea iridescente, incrustada no velário da noite moral, social e humana, em que a Divindade reafirmou, num ato de amor, o Seu amor pelas criaturas, enviando às sombras dominadoras do planeta terrestre o Filho Amado, para uma perfeita identificação entre a criatura e o Seu Criador, para todo o sempre.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Não Sei de Quem Recordo Meu Passado



Não sei de quem recordo meu passado
Que outrem fui quando o fui, nem me conheço
Como sentindo com minha alma aquela
Alma que a sentir lembro.
De dia a outro nos desamparamos.
Nada de verdadeiro a nós nos une
Somos quem somos, e quem fomos foi
Coisa vista por dentro.

(Ricardo Reis, in "Odes")

sábado, 19 de dezembro de 2009

Maria Dolores & Francisco C. Xavier - Nova Carta de Natal


Ante o Natal, Jesus, ao relembrar-te

A Manjedoura anônima e singela,

Sentimos novamente a luz que te revela

No brilho da esperança, em toda parte.

Recebemos de Ti as bênçãos e os troféus

Do progresso na Terra, em altas diretrizes,

Fizeste-nos mais fortes e felizes

Dos recessos do lar ao vôo em plenos Céus...

Perdoa-nos, porém, se hoje te trazemos

Os conflitos cruéis que existem mesmo em nós;

Somos cristãos, falando em nossa própria voz,

E, no instante de agir, não nos reconhecemos.

Andavas de pés nus, pregando a fé e o bem,

Suportando sem queixa os calhaus e os espinhos

E seguimos de carro, em todos os caminhos...

Raros falam de Ti, sem perguntar a quem!...

No entanto, os corações fiéis aos teus ensinos

Continuam formando a extensa caravana

Dos que estendem socorro e luz à vida humana,

Renovando nações e elevando destinos.

Coração palpitando, a buscar-te, onde estejas,

Voltamos a cantar: "Glória a Deus nas Alturas"

E paz em toda a Terra a todas as criaturas!...

Sê bendito, Jesus!... Louvado Sejas!...

Francisco C. Xavier - Orando Cada Dia


Senhor!...

Faze-me perceber que o trabalho do bem me aguarda em toda parte.

Não me consintas perder tempo, através de indagações inúteis.

Lembra-me, por misericórdia, que estou no caminho da evolução, com os meus semelhantes, não para consertá-los e sim para atender à minha própria melhoria.

Induze-me a respeitar os direitos alheios a fim de que os meus sejam preservados.

Dá-me consciência do lugar que me compete, para que não esteja a exigir da vida aquilo que não me pertence.

Não me permitas sonhar com realizações incompatíveis com meus recursos, entretanto por acréscimo de bondade, fortalece-me para a execução das pequeninas tarefas ao meu alcance.

Apaga-me os melindres pessoais, de modo que não me transforme em estorvo diante dos irmãos,aos quais devo convivência e cooperação.

Auxilia-me a reconhecer que o cansaço e a dificuldade não podem converter-me em pessoa intratável, mas mostra-me, por piedade, quanto posso fazer nas boas obras, usando paciência e coragem, acima de quaisquer provações que me atinjam a existência.

Concede-me forças para irradiar a paz e o amor que nos ensinastes.

E, sobretudo, Senhor, perdoa as minhas fragilidades e sustenta-me a fé para que eu possa estar sempre em ti, servindo aos outros.

Assim seja.

(Livro: Sentinelas da Alma. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.)

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Alberto Caeiro - O Meu Olhar Azul como o Céu


O meu olhar azul como o céu
É calmo como a água ao sol.
É assim, azul e calmo,
Porque não interroga nem se espanta ...
Se eu interrogasse e me espantasse
Não nasciam flores novas nos prados
Nem mudaria qualquer cousa no sol de modo a ele ficar mais belo...
(Mesmo se nascessem flores novas no prado
E se o sol mudasse para mais belo,
Eu sentiria menos flores no prado
E achava mais feio o sol ...
Porque tudo é como é e assim é que é,
E eu aceito, e nem agradeço,
Para não parecer que penso nisso...)

(in "O Guardador de Rebanhos - Poema XXIII")

Divaldo P. Franco & Joanna de Ângelis - Calma Para o Êxito



Em todos os passos da vida, a calma é convidada a estar presente.

Aqui, é uma pessoa tresvairada, que te agride...

Ali, é uma circunstância infeliz, que gera dificuldade...

Acolá, é uma ameaça de insucesso na atividade programada...

Adiante, é uma incompreensão urdindo males contra os teus esforços...

É necessário ter calma sempre.

A calma é filha dileta da confiança em Deus e na Sua justiça, a expressar-se numa conduta reta que responde por uma atitude mental harmonizada.

Quando não se age com incorreção, não há por que temer-se acontecimento infeliz.

A irritação, alma gêmea da instabilidade emocional, é responsável por danos, ainda não avaliados, na conduta moral e emocional da criatura.

A calma inspira a melhor maneira de agir, e sabe aguardar o momento próprio para atuar, propiciando os meios para a ação correta.

Não antecipa, nem retarda.

Soluciona os desafios, beneficiando aqueles que se desequilibram e sofrem.

Preserva-te em calma, aconteça o que acontecer.

Aprendendo a agir com amor e misericórdia em favor do outro, o teu próximo, ou da circunstância aziaga, possuirás a calma inspiradora da paz e do êxito.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Alberto Caeiro - Para Além da Curva da Estrada


Para além da curva da estrada
Talvez haja um poço, e talvez um castelo,
E talvez apenas a continuação da estrada.
Não sei nem pergunto.
Enquanto vou na estrada antes da curva
Só olho para a estrada antes da curva,
Porque não posso ver senão a estrada antes da curva.
De nada me serviria estar olhando para outro lado
E para aquilo que não vejo.
Importemo-nos apenas com o lugar onde estamos.
Há beleza bastante em estar aqui e não noutra parte qualquer.
Se há alguém para além da curva da estrada,
Esses que se preocupem com o que há para além da curva da estrada.
Essa é que é a estrada para eles.
Se nós tivermos que chegar lá, quando lá chegarmos saberemos.
Por ora só sabemos que lá não estamos.
Aqui há só a estrada antes da curva, e antes da curva
Há a estrada sem curva nenhuma.


Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco - O Amigo Ideal


Sentimentos desencontrados se entrechocam nas tuas paisagens íntimas.
Em certos momentos, estás a ponto de explodir, tal a soma de desespero que te desgoverna, e, noutras ocasiões, pensas em parar, em desistir de tudo, tal o acúmulo de sofrimentos que te conduzem à exaustão.
Gostarias de encontar um amigo paciente e esclarecido, com quem pudesses desabafar, deixar que todas as tuas inquietações desfilassem, encontrando compreensão e diretrizes.
Sentes necessidade de novos afetos, como se fossem bálsamo salutar para o teu coração ralado de suspeição e tormentos.
Vê outras criaturas, sorridentes e felizes, que desfilam, dando a impressão de que a vida delas é um agradável convescote ou um carnaval permanente.
Como, porém, estás equivocado! A existência carnal é igual para todos os que se encontram na Terra, variando a circunstância e a intensidade das ocorrências para cada homem.
Corrige, desse modo, a tua óptica e cuida mais do teu critério de avaliação.
A aparência é a capa luminosa ou sombria que oculta a realidade.
Quem te veja e desconheça o que se passa em teu foro íntimo, se não te queixares, terá a impressão de que vives bem aquinhoado pela felicidade, enriquecido pelos favores do prazer...
Tu, porém, sabes que não é bem assim, o que se passa contigo, da mesma forma que não é, quanto supões, tão áspera e desditosa a tua marcha.
Se reflexionares melhor, constatarás que o número de bênçãos suplanta os teus questionamentos queixosos.
Relaciona o que possuis e quanto te favorece, em referência a outros que não dispõem desses valores e conquistas.
Ninguém, no mundo físico, pode desfrutar de tudo quanto gostaria, pois que se o conseguisse já fruiria do " reino dos céus" que, afinal de contas, não tem lugar na esfera física.
Este amigo, que exibe felicidade e paira na opulência, invejado e cercado de carinho, atormenta-se, intimamente insatisfeiro com a vida, sentindo- se obrigado a manter a aparência, escondendo-se, magorado.
Essa dama, que se apresenta adornada de jóias finas e caras, requestada por uns e por outros invejada, disfarça, nos sorrisos, pesadas frustrações conjugais que ninguém imagina.
Aquele jovem, bem apessoado, que conquista o futuro com audácia, envolvido num halo de triunfo, iridescente como uma estrtela e conquistador como a luz, amarga-se, nas horas distantes do briblicom vencido por conflitos desconhecidos de todos.

A moça, que passa deslumbrante, vendendo beleza e juventude, qual se fosse uma deusa renascida das páginas mitológicas, desprezando candidatos ou entregando-se a dissipaçoes absurdas, aturde-se em confuso estado de timidez, que a desconcerta e vence.
A legião dos infelizes-infelicidtados cresce, diariamente, e as estatísticas são assustaduras, especialmente nas áreas das patologias da loucura, do vício, das fugas espetaculares.
Há muita ilusão e sonhos tornados pesadelos do que imaginas.
A visão azul do cosmo não é real...
A Terra é educandário e não jardim edênico.
Da mesma forma que anelas por aquele amigo que te pudesse ajudar na solução das tuas dificuldades, alguém te observa, supondo que o és para as necessidades dele. Mesmo que não o sejas, esforça-te, passa a doar, a socorrer.
Começa, mediante pequenas tarefas gratificantes do amor fraterno.
Assume singelos deveres; gera alegria em tua volta; produze bem- estar; pensa em alguém com simpatia; supera o azedume...
Tentativas de renovação culminam em conquistas, em realizações edificantes.
Assim fazendo, tua mente abrirá espaço para ouvir a orientação anelada, e os sentimentos renovados propiciarão a tua sintonia com o amigo Ideal, que é Jesus, que espera somente Lhe concedas o ensejo de ajudar-te e conceder-te a alegria que buscas.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Machado de Assis - Luz Entre Sombras


É noite medonha e escura,
Muda como o passamento*
Uma só no firmamento
Trêmula estrela fulgura.

Fala aos ecos da espessura
A chorosa harpa do vento,
E num canto sonolento
Entre as árvores murmura.

Noite que assombra a memória,
Noite que os medos convida,
Erma, triste, merencória.

No entanto...minha alma olvida
Dor que se transforma em glória,
Morte que se rompe em vida.

(Machado de Assis, in 'Falenas')

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Carlos Drummond de Andrade - Pacto Com a Felicidade


De hoje em diante todos os dias
ao acordar, direi:
Eu hoje vou ser FELIZ !
Vou lembrar de agradecer ao sol pelo seu calor e luminosidade,
sentirei que estou vivendo, respirando.


Posso desfrutar de todos os
recursos da natureza Gratuitamente.
Não preciso comprar o canto dos
pássaros, nem o murmúrio das ondas do mar.


Lembrarei de sentir a beleza das árvores, das flores.
Vou sorrir mais, sempre que puder.
Vou cultivar mais amizades
e neutralizar as inimizades.


Não vou julgar os atos dos meus
semelhantes ou companheiros.
Vou aprimorar os meus.
Lembrarei de ligar para alguém
para dizer que estou com saudades !



Reservarei minutos de silêncio,
para ter a oportunidade de ouvir.
Não vou lamentar nem amargar as injustiças.


Vou pensar no que posso fazer para
Diminuir seus efeitos.
Terei sempre em mente que um minuto passado,
não volta mais,
vou viver todos os minutos proveitosamente.

Não vou sofrer por antecipação prevendo
futuros incertos, nem com atraso, lembrando de coisas sobre as quais não tenho mais ação.


Não vou pensar no que não tenho e que gostaria de de ter, mas em como posso ser feliz com o que possuo.
E o maior bem que possuo é a própria vida.



Vou lembrar de ler uma poesia e de ouvir uma canção, vou dedicá-las a alguém.
Vou fazer alguma coisa para alguém,
sem esperar nada em troca,
apenas pelo prazer de ver alguém sorrir.


Vou lembrar que existe alguém que me quer bem,
vou dedicar uns minutos de pensamento
para os que já se foram para que saibam que serão sempre uma doce lembrança,
até que venhamos a nos encontrar outra vez.


Vou procurar dar um pouco de alegria para alguém, especialmente quando sentir
que a tristeza e o desânimo querem se aproximar.
E quando a noite chegar,
vou olhar o céu, para as estrelas
e para o luar e agradecer a Deus,
porque hoje eu fui FELIZ !

Sois a Luz




"Vós sois a luz do mundo"— Jesus (Mateus, 5:14)

Quando o Cristo designou os seus discípulos, como sendo a luz do mundo, assinalou-lhes tremenda responsabilidade na Terra.
A missão da Luz é clarear caminhos, varrer sombras e salvar vidas, missão essa que se desenvolve, invariavelmente, à custa do combustível que lhe serve de base.
A chama da candeia gasta o óleo do pavio.
A iluminação elétrica consome a força da usina.
E a claridade, seja do Sol ou do candelabro. é sempre mensagem de segurança e discernimento, reconforto e alegria, tranqüilizando aqueles em torno dos quais resplandece.



Se nos compenetramos, pois, da lição do Cristo, interessados em acompanhá-lo, é indispensável a nossa disposição de doar as nossas forças na atividade incessante do bem, para que a Boa Nova brilhe na senda de redenção para todos.
Cristão sem espírito de sacrifício é lâmpada morta no santuário do Evangelho.
Busquemos o Senhor, oferecendo aos outros o melhor de nós mesmos.
Sigamo-lo, auxiliando indistintamente.
Não nos detenhamos em conflitos ou perquirições sem proveito.
"Vós sois a Luz do mundo"— exortou-nos o Mestre —, e a Luz não argumenta, mas sim esclarece e socorre, ajuda e ilumina.



(De “Fonte viva”, de Francisco Cândido Xavier & Emmanuel)

Caminhos


Para quê, caminhos do mundo,
Me atraís? — Se eu sei bem já
Que voltarei donde parto,
Por qualquer lado que vá.

Pra quê? — Se a Terra é redonda;
E, sempre, tem de cumprir-se
A sina daquela onda
Que parece vai sumir-se,

Mas que volta, bem mais débil,
Ao meio do lago, onde
A mãe, gota d'água flébil,
Há muito tempo se esconde.


Pra quê? — Se a folha viçosa
Na Primavera, feliz,
Amanhã será, gostosa,
Alimento da raiz.

Pra quê, caminhos do mundo?
Pra quê, andanças sem Fim?
Se todo o sonho profundo
Deste Mundo e do Outro-Mundo,
Não 'stá neles, mas em mim.

(Francisco Bugalho, in "Paisagem")

domingo, 13 de dezembro de 2009

A Caridade














Eu podia falar todas as línguas
Dos homens e dos anjos;
Logo que não tivesse caridade,


Já não passava de um metal que tine,
De um sino vão que soa.

Podia ter o dom da profecia,
Saber o mais possível,
Ter fé capaz de transportar montanhas;
Logo que eu não tivesse caridade,
Já não valia nada!

Eu podia gastar toda afortuna
A bem dos miseráveis,
Deixar que me arrojassem vivo às chamas;
Logo que eu não tivesse caridade,
De nada me servia!

A caridade é dócil, é benévola,
Nunca foi invejosa,
Nunca procede temerariamente,



Nunca se ensoberbece!

Não é ambiciosa; não trabalha
Em seu proveito próprio; não se irrita;
Nunca suspeita mal!

Nunca folgou de ver uma injustiça;
Folga com a verdade!

Tolera tudo! Tudo crê e espera!
Em suma tudo sofre!


(João de Deus, in 'Campo de Flores'
)

Joanna de Ângelis - Na Conjuntura Difícil



Limitado na paralisia ou algemado à dor, medita na urgente necessidade de reformulação de conceitos sobre a vida e renova-te.


Amputado emocionalmente pela perda de um ser querido, que se transferiu para a vida espiritual, reflexiona sobre a transitoriedade do corpo somático e aprimora-te, interiormente, com os olhos postos no futuro.

Ferido nos sentimentos profundos pelo aguilhão dos desafetos que não supunhas existissem, considera a oportunidade para fazeres uma avaliação em torno do teu comportamento e exercita a paciência com o perdão das ofensas.

Tombado na armadilha hábil e rude da ingratidão de qualquer natureza, verifica o teu estado interior e altera a situação deprimente, transferindo-te da amargura para a beneficência geral.

Amarfanhado pelos golpes da enfermidade, aprofunda a mente nas cogitações em torno das causas dos sofrimentos e dirige os pensamentos no rumo do amor operante.

Sob a conjuntura da dificuldade financeira, ou do aparente fracasso social, ou da solidão, ou experimentando os cravos fincados de outras dores morais no cerne da alma, procura descobrir que toda e qualquer aflição, é processo de cobrança que chega ao tribunal da consciência, impondo reparação.

Nunca te consideres infeliz.

Infelicidade é o desconhecimento da justiça divina, com permanência na rebeldia...

Nas injunções difíceis o espírito cresce, porque se libera dos problemas que amealhou e pediu para solucioná-los, mediante as técnicas dolorosas da recuperação moral...

A ignorância, porém, no seu processo de aliciamento de vítimas inermes, conduz muitas criaturas que parecem felizes, em pleno triunfo — desfilando no carro do prazer e exibindo a força da insensatez, quando não da arbitrariedade —, e não ditosas...

Não as invejes.

Já trilhastes por caminhos semelhantes, equívocos, e agora recomeças em condição diferente.


Na celeridade com que passam, na vida, as manifestações orgânicas libertar-te-ão, com rapidez, das dores e opressões, bendizendo as láureas que lograste, no testemunho das conjunturas difíceis.

(De “Alerta”, de Divaldo P. Franco & Joanna de Ângelis)

Francisco C. Xavier - Perseverar


...perseveremos no bem sobretudo.
...a estrada provavelmente se nos erigirá lodacenta ou agressiva pelos tropeços e espinhos que apresente ...
Perseveremos servindo para transpô-la.
...o ambiente terá surgido carregado de nuvens, na condensação de injúrias ou incompreensões que nos circundem...
Perseveremos ofertando aos outros o melhor de nós em favor dos outros e os outros nos auxiliarão para vencer as sombras e dissipá-las.
...ansiedades e esperanças nos visitam a alma, transformando-se em obstáculos para a obtenção da alegria que nos propomos alcançar...
Perseveremos agindo na prática do bem e, dentro desse exercício salutar de sublimação, surpreenderemos, por fim, a região de acesso às bênçãos que buscamos.


...as lutas e desafios se nos avolumam na marcha...
perseveremos na humildade e na paciência que nos garantirão a segurança e a tranqüilidade das quais não prescindimos para seguir adiante.
...discórdias e problemas repontam das tarefas a que consagramos as nossas melhores forças...
Perseveremos na serenidade e na elevação, dentro dos encargos que nos assinalem a presença onde estivermos, e seremos aqueles ingredientes indispensáveis de união e de paz nos grupos do serviço de que partilhamos atendendo às obrigações que nos competem ao espírito de equipe.



...filhos, provas e tribulações, pedras e espinhos, conflitos e lágrimas, desarmonias e empeços existirão sempre na estrada que se nos desdobra à visão...
no entanto, se é fácil começar o apostolado do amor, é sempre difícil continuar em direção do remate vitorioso.
...perseverar é o impositivo de que não nos será lícito fugir...
Perseverar trabalhando e servindo, entendendo e edificando, aprendendo e redimindo...
...perseverar sempre de modo a nunca desanimar na construção do bem a fim de merecermos o bem maior.

(Francisco C. Xavier - Livro "Bezerra, Chico e Você".)

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

William Shakespeare - A Minha Ausência de Ti


Foi tal e qual o inverno a minha ausência
de ti, prazer dum ano fugitivo:
dias nocturnos, gelos, inclemência;
que nudez de dezembro o frio vivo.
E esse tempo de exílio era o do verão;
era a excessiva gravidez do outono
com a volúpia de maio em cada grão:
um seio viúvo, sem senhor nem dono.
Essa posteridade em seu esplendor
uma esperança de órfãos me parecia:
contigo ausente, o verão teu servidor
emudeceu as aves todo o dia.
Ou tanto as deprimiu, que a folha arfava
e no temor do inverno desmaiava.
(in "Sonetos")

Mahatma Gandhi - Porque Gritamos




Gandhi disse que um dia um pensador indiano fez a seguinte pergunta aos seus discípulos:

"Porque é que as pessoas gritam quando estão aborrecidas?”

"Gritamos porque perdemos a calma", disse um deles.



“Mas, por que gritar quando a outra pessoa está ao seu lado?" Questionou novamente o pensador.

“Bem, gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça", retrucou outro discípulo.

E o mestre voltou a perguntar:

"Então não é possível falar-lhe em voz baixa?"

Várias outras respostas surgiram, mas nenhuma convenceu o pensador.

Então ele esclareceu:

"Vocês sabem por que se grita com uma pessoa quando se está aborrecido?"

O fato é que, quando duas pessoas estão aborrecidas, os seus corações afastam-se muito. Para cobrir esta distância precisam gritar para poderem escutar-se mutuamente. Quanto mais aborrecidas estiverem, mais forte terão que gritar para se ouvirem um ao outro, através da grande distância. Por outro lado, o que sucede quando duas pessoas estão apaixonadas? Elas não gritam. Falam suavemente. E por quê? Porque os seus corações estão muito perto. A distância entre elas é pequena. Às vezes os seus corações estão tão próximos, que nem falam, somente sussurram. E quando o amor é mais intenso, não necessitam sequer de sussurrar, apenas se olham, e basta. Os seus corações entendem-se. É isso que acontece quando duas pessoas que se amam estão próximas.

Por fim, o pensador conclui, dizendo:

"Quando vocês discutirem, não deixem que os vossos corações se afastem, não digam palavras que os distanciem mais, pois chegará um dia em que a distância será tanta que não mais encontrarão o caminho de volta".

O Livro da Vida


Absorto, o Sábio antigo, estranho a tudo, lia...
— Lia o «Livro da Vida» — herança inesperada,
Que ao nascer encontrou, quando os olhos abria
Ao primeiro clarão da primeira alvorada.

Perto dele caminha, em ruidoso tumulto,
Todo o humano tropel num clamor ululando,
Sem que de sobre o Livro erga o seu magro vulto,
Lentamente, e uma a uma, as suas folhas voltando.

Passa o Estio, a cantar; acumulam-se Invernos;
E ele sempre, — inclinada a dorida cabeça,—
A ler e a meditar postulados eternos,
Sem um fanal que o seu espírito esclareça!

Cada página abrange um estádio da Vida,
Cujo eterno segredo e alcance transcendente
Ele tenta arrancar da folha percorrida,
Como de mina obscura a pedra refulgente.

Mas o tempo caminha; os anos vão correndo;
Passam as gerações; tudo é pó, tudo é vão...
E ele sem descansar, sempre o seu Livro lendo!
E sempre a mesma névoa, a mesma escuridão.


Nesse eterno cismar, nada vê, nada escuta:
Nem o tempo a dobrar os seus anos mais belos,
Nem o humano sofrer, que outras almas enluta,
Nem a neve do Inverno a pratear-lhe os cabelos!

Só depois de voltada a folha derradeira,
Já próximo do fim, sobre o livro, alquebrado,
É que o Sábio entreviu, como numa clareira,
A luz que iluminou todo o caminho andado..

Juventude, manhãs de Abril, bocas floridas,
Amor, vozes do Lar, estos do Sentimento,
— Tudo viu num relance em imagens perdidas,
Muito longe, e a carpir, como em nocturno vento.

Mas então, lamentando o seu estéril zelo,
Quando viu, a essa luz que um instante brilhou,
Como o Livro era bom, como era bom relê-lo,
Sobre ele, para sempre, os seus olhos cerrou...

(António Feijó, in 'Sol de Inverno')

Emmanuel & francisco C. Xavier - Vencedores


Sejam quais forem as tribulações da vida em que te encontres...

Se tens a estrela da confiança sob as nuvens pesadas do sofrimento.. .

Diante de conflitos que te pareçam calamidades, arrasando-te a vida...

À frente de provas que mais se te figuram conspirações das trevas, aniquilando- te o ser...

Se incompreensões de criaturas queridas te colocaram em labirintos de pranto...

Quando te venha a idéia de eu todo te falta, ainda mesmo os recursos indispensáveis à própria subsistência. ..

Ante a presença da morte, ao subtrair-te a presença de pessoas queridas...

Nas enfermidades que te segreguem nos tratamentos difíceis e dolorosos...

No centro de problemas que se te revelem insolúveis...

Quando os seres amados se entreguem à descrença, ridicularizando- te a fé...

Ante as lutas da vida, quando o mundo te imponha ao espírito o gosto amargo da solidão e da derrota...



Ergue o pensamento a Deus e confia em Deus, porque Deus não te abandona e tomará tuas aflições e tuas lágrimas para alimentar com ela a luz da esperança, porque, quase sempre,é com a luz da esperança dos aparentemente vencidos que Deus ilumina o caminho dos vencedores que estão sempre agindo e servindo na construção do Mundo Melhor.
(Do livro Momentos de Ouro.)


terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Dez Maneiras de Amar a Nós Mesmos


1 - Disciplinar os próprios impulsos.

2 - Trabalhar, cada dia, produzindo o melhor que pudermos.

3 - Atender aos bons conselhos que traçamos para os outros.

4 - Aceitar sem revolta a crítica e a reprovação.

5 - Esquecer as faltas alheias sem desculpar as nossas.

6 - Evitar as conversações inúteis.

7 - Receber o sofrimento o processo de nossa educação.

8 - Calar diante da ofensa, retribuindo o mal com o bem.

9 - Ajudar a todos, sem exigir qualquer pagamento de gratidão.

10 - Repetir as lições edificantes, tantas vezes quantas se fizerem necessárias, perseverando no aperfeiçoamento de nós mesmos sem desanimar e colocando-nos a serviço do Divino Mestre, hoje e sempre.

(Francisco C. Xavier Ditado por André Luiz.)

Francisco C. Xavier - Necessidade Essencial


"Mas eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça."
- Jesus. (LUCAS, 22:32.)

Justo destacar que Jesus, ciente de que Simão permanecia num mundo em que imperam as vantagens de caráter material, não intercedesse, junto ao Pai, a fim de que lhe não faltassem recursos físicos, tais como a satisfação do corpo, a remuneração substanciosa ou a consideração social.

Declara o Mestre haver pedido ao Supremo Senhor para que em Pedro não se enfraqueça o dom da fé.


Salientou, assim, o Cristo, a necessidade essencial da criatura humana, no que se refere à confiança em Deus, num círculo de lutas onde todos


os benefícios visíveis estão
sujeitos à transformação e à morte.

Testemunhava que, de todas as realizações sublimes do homem atual, a fé viva e ativa é das mais difíceis de serem consolidadas. Reconhecia que a segurança espiritual dos companheiros terrestres não é obra de alguns dias, porque pequeninos acontecimentos podem interrompê-la, feri-la, adiá-la. A ingratidão de um amigo, um gesto impensado, a incompreensão de alguém, uma insignificante dificuldade, podem prejudicar-lhe o desenvolvimento.


Em plena oficina humana, portanto, é imprescindível reconheças a transitoriedade de todos os bens transferíveis que te cercam. Mobiliza-os sempre, atendendo aos superiores desígnios da fraternidade que nos ensinam a amar-nos uns aos outros com fidelidade e devotamento. Convence-te, porém, de que a fé viva na vitória final do espírito eterno é o óleo divino que nos sustenta a luz interior para a divina ascensão.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Recomeço...


Agradeçamos a Deus pela oportunidade do recomeço.
O que seria do homem se ele não pudesse recomeçar, a cada dia, o aprendizado da véspera?
Sem a benção do recomeço, como poderíamos reparar o erro, reiniciar a tarefa, retomar o caminho?
Se caímos, reergamo-nos do chão quantas vezes se fizerem necessárias.
Não neguemos a ninguém a chance de recomeçar a sonhar, a sorrir, a ser feliz.
Todos estamos sempre a carecer de uma nova porta que se nos descerre à esperança.
Se preciso for, recomecemos todos os dias no exercício de sermos melhores do que somos, refazendo as promessas que ainda não logramos cumprir.
A cada vinte e quatro horas, o dia se renova na Terra em busca do clima perfeito.
Tenhamos a humildade de recomeçar sempre que necessário, mas, sobretudo, tenhamos a grandeza de estender aos outros a dádiva do recomeço.
A reencarnação é a benção do recomeço para o espírito culpado!
Renovemos os nossos votos de confiança na Vida e recomecemos na construção da própria felicidade.

(De “Lições da Vida”, de Carlos A. Baccelli /Irmão José)

Luís Vaz de Camões


A Dor da Ausência Fica Mais Pequena
Quando vejo que meu destino ordena
Que, por me experimentar, de vós me aparte,
Deixando de meu bem tão grande parte,
Que a mesma culpa fica grave pena,

O duro desfavor, que me condena,
Quando pela memória se reparte,
Endurece os sentidos de tal arte
Que a dor da ausência fica mais pequena.

Mas como pode ser que na mudança
Daquilo que mais quero, este tão fora
De me não apartar também da vida?

Eu refrearei tão áspera esquivança,
Porque mais sentirei partir, Senhora,
Sem sentir muito a pena da partida.

(In "Sonetos")

Bezerra de Menezes - Natal


Eis que se aprestam os homens para mais uma comemoração do natal do Senhor.

Mais uma vez, lampadários maravilhosos surgem aqui e acolá, vitrines brilhantes e bem postas, movimento comercial, intensidade de sugestões...

Alegria da petizada que conta com o seu papai Noel, indiferença daqueles que vivem o natal como dia a dia comum, tristeza para muitos, enfim é natal!

Enfim, comemora-se de alguma forma a chegada do Senhor na Terra. Mas como acontece, geralmente, o espírito do natal, a festa comemorativa que deveria estar mais e mais aperfeiçoada, ainda necessita e muito do gesto carinhoso dos cristãos, para que o Nome de Jesus, seja pronunciado com respeito e amor, sentido em todos os corações como manancial de luz e paz, como ancoradouro de felicidade, como sol bendito, com luz permanente.

Eis dezembro!

Eis o natal que se aproxima!

Enfeita também o teu coração com os lampadários formosos da caridade, acende as luzes ternas da fraternidade legítima, procura a atividade necessária para esse grande dia, na visitação do enfermo, no auxílio às crianças desvalidas.


Acende, cada dia, a prece fervorosa em favor da paz mundial, suplica ao Todo Poderoso a forca e a coragem para os desanimados e enfraquecidos.

Não permitas que as horas passem vazias neste mês festivo de dezembro.

Confecciona as roupinhas, o agasalho para o necessitado.

Prepara o caldo reconfortante para o doente; não te detenhas à margem comum daqueles que só esperam prazeres e regalias de um mundo sofredor. Ajuda e auxilia, quanto possas.

Faze a tua árvore de natal, simbólica, e nela dependura as flores da bondade, da humildade, a lembrança carinhosa e fraterna.

Auxilia, ajuda!

Prepara no teu lar o recanto feliz para que a mensagem do Natal seja uma realidade portas a dentro do teu santuário.

Envida esforços para conquistar a paz dentro de teu lar.


Ergue ali o santuário vivo do amor através de ilimitada paciência. Não desprezes aquele que te bate à porta, procurando auxílio.


Vem, meu irmão. Vem conosco. Jesus espera teu coração.

Jesus quer ver a Terra mais feliz. Faze a tua parte, para que lá no Infinito o Mestre possa ver e sentir o Mundo, o seu Mundo, uma fulgurante estrela de promessas vivas, de movimentação e ascensão para as altiplanuras.

Vem, meu irmão, trabalhemos!



(Bezerra de Menezes /Maria Cecília Paiva.)

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Emmanuel - Humilde

A humildade, por força divina, reflete-se, luminosa, em todos os domínios da Natureza, os quais expressam, efetivamente, o Trono de Deus, patrocinando o progresso e a renovação.

Magnificente, o Sol, cada dia, oscula a face do pântano sem clamar contra o insulto da lama; a flor, sem alarde, incensa a glória do céu. Filtrada na aspereza da rocha, a água se revela mais pura, e, em


seguida às grandes calamidades, a colcha de erva cobre o campo, a fim de que o homem recomece a lida.

A carência de humildade, que, no fundo, é reconhecimento de nossa pequenez diante do Universo, surge na alma humana qual doentio enquistamento de sentimentos, quais sejam o orgulho e a cobiça, o egoísmo e a vaidade, que se responsabilizam pela discórdia e pela delinqüência em todas as direções.

Sem o reflexo da humildade, atributo de Deus no reino do “eu”, a criatura sente-se proprietária exclusiva dos bens que a cercam, despreocupada da sua condição real de espírito em trânsito nos carreiros evolutivos e, apropriando-se da existência em sentido particularista, converte a própria alma em cidadela de ilusão, dentro da qual se recusa ao contato com as realidades fundamentais da vida.

Sob o fascínio de semelhante negação, ergue azorragues de revolta contra todos os que lhe inclinem o espírito ao aproveitamento das horas, já que, sem o clima da humildade, não se desvencilha da trama de sombras a que ainda se vincula, no plano da animalidade que todos deixamos para trás, após a auréola da razão.


Possuída pelo espírito da posse exclusivista, a alma acolhe facilmente o desespero e o ciúme, o despeito e a intemperança, que geram a tensão psíquica, da qual se derivam perigosas síndromes na vida orgânica, a se exprimirem na depressão nervosa e no desequilíbrio emotivo, na ulceração e na disfunção celular, para não
nos referirmos aos deploráveis sucessos

da experiência cotidiana, em que a ausência da humildade comanda o incentivo à
Loucura, nos mais dolorosos conflitos passionais.
Quem retrata em si os louros dessa virtude quase desconhecida aceita sem constrangimento a obrigação de trabalhar e servir, a benefício de todos, assimilando, deste modo, a bênção do equilíbrio e substancializando a manifestação das Leis Divinas, que jamais alardeiam as próprias dádivas.
Humildade não é servidão. É, sobretudo, independência, liberdade interior que nasce das profundezas do espírito, apoiando-lhe a permanente renovação para o bem.
Cultivá-la é avançar para a frente sem prender-se, é projetar o melhor de si mesmo sobre os caminhos do mundo, é olvidar todo o mal e recomeçar alegremente a tarefa do amor, cada dia...
Refletindo-a, do Céu para a Terra, em penhor de redenção e beleza, o Cristo de Deus nasceu na palha da Manjedoura e despediu-se dos homens pelos braços da Cruz.

Rabindranath Tagore - À Espera do Amado Desconhecido


Quem é esta mulher,
a sempre triste,
que vive no meu coração?
Quis conquistá-la mas não consegui.

Adornei-a com grinaldas
e cantei em seu louvor...
Por um momento
bailou o sorriso no seu rosto,
mas logo se desvaneceu.

E disse-me cheia de pena:
— A minha alegria não está em ti.

Comprei-lhe argolas preciosas,
abanei-a com leques recamados de diamantes,
deitei-a em cama de oiro ...
Bateu as pálpebras
como um relâmpago de alegria
que logo se apagou.

E disse-me cheia de pena:
— Não está nessas coisas a minha alegria.

Sentei-a num carro de triunfo,
e passeei-a por toda a terra.
Milhares de corações conquistados
caíram humildes a seus pés,
e as aclamações reboaram pelo céu...
Durante um momento
brilhou o orgulho nos seus olhos,
mas logo se desfez em lágrimas.

E disse cheia de pena:
— Não está na vitória a minha alegria..

Perguntei-lhe:
— Que queres então?
Respondeu-me:
— Espero alguém
que não sei como se chama.
Depois calou-se.

E passa os dias a dizer cheia de pena:
— Quando virá o amado desconhecido?
Quando o conhecerei para sempre?

(R.Tagore, in "O Coração da Primavera")

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Alma Querida - Parabéns Amiga!


Alma querida! Batida pelo vendaval, sacudida pelas incertezas sob chuva de calhaus, sobre espículos cruéis.
É noite, e as sombras desenham fantasmas.
Tu tremes, choras...
Dói-te o peito, represado de angústias e cambaleiam as tuas pernas fragilizadas.
Tuas mãos, sempre ágeis, descem e se negam a transformar-se em asas para voar.
Alma querida! Fita além da noite e verás, verás o amanhecer longínquo que chegará a ti, pleno de luz, apagando todas as sombras, diminuindo todas as aflições.
Não pares! Ergue a cabeça e avança, alma solitária e triste!
O Sol da eterna crença, avança no teu rumo, aguardando que sigas na Sua direção, no encontro, quando nimbada de luz, alma feliz, bendirás todas as dores, todas as humilhações, que são os tesouros imarcessíveis da vida, coroando-te de estrelas.
Almas queridas! Não canseis de lutar!


Cada um de nós é alma em reajustamento.
Experimentamos aqui, outra vez, o seu quadro de testemunho, mas o nosso Modelo, quando aceitou a Cruz, transformou-a em dois braços que afagam e não numa trave hedionda de horror.
Ide! Avante, Almas queridas, bendizendo a noite com vossas preces, que se transformarão em estrelas, com vossas lágrimas que se converterão em pingentes de luar, para que nunca mais haja escuridão.
Deus vos abençoe, almas queridas!
São os votos da servidora humílima e maternal de sempre.
Da obra "Para Sempre em Nosso Coração"

Tuas mãos, sempre ágeis, descem e se negam a transformar-se em asas para voar.
Alma querida! Fita além da noite e verás, verás o amanhecer longínquo que chegará a ti, pleno de luz, apagando todas as sombras, diminuindo todas as aflições.


Não pares! Ergue a cabeça e avança, alma solitária e triste!
O Sol da eterna crença, avança no teu rumo, aguardando que sigas na Sua direção, no encontro, quando nimbada de luz, alma feliz, bendirás todas as dores, todas as humilhações, que são os tesouros imarcessíveis da vida, coroando-te de estrelas.

(Divaldo Pereira Franco & Joanna de Ângelis)

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Francisco C. Xavier / Meimei - Socorre


Não passes distraído, diante da dor.
Nesses semblantes, que o sofrimento descoloriu e nessas vozes fatigadas, em que a tortura plasmou a escala de todos os gemidos, Jesus, o nosso Mestre Crucificado, continua incompreendido e desfalecente. ..
*
Nessas longas multidões de aflitos e infortunados, encontrarás a nossa própria família.
*
Quantos deles albergaram esperanças, iguais àquelas que nos alimentam os sonhos, sem qualquer oportunidade de realização? Quantos tentaram atingir a presença da luz, incapazes de vencer a opressão das trevas?!...
*
Essas crianças, caídas no berço da angústia, esses enrugados velhinhos sem ninguém, essas criaturas que a ignorância e a provação mergulharam no poço da enfermidade ou no espinheiro do crime, são nossos irmãos, à frente do Eterno Pai!...
*
Estende-lhes tua alma, na dádiva que possas oferecer, guardando a certeza de que, amanhã, provavelmente, estarás também suspirando pelo bálsamo do socorro, na bênção de um pão ou na luz de uma prece amiga!
*
Recorda que as mãos, hoje, por ti libertadas dos grilhões da penúria, podem ser aquelas que, amanhã chegarão livres e luminosas, em teu auxílio!...
*
Ao pé de cada coração desventurado, Jesus nos espera, em silêncio.
*
Socorre, pois, meu irmão, e na doce melodia do bem, ainda mesmo que dificuldades e sombras te ameacem a luta, ouvirás, no imo do coração, a voz do Divino Mestre, a encorajar-te, paciente e amoroso: “Tem bom ânimo! Eu estou aqui”.

Favos de luz - João Nunes Maia / Miramez


Quando os espíritos ignorantes fazem uso da sua liberdade, só alguns deles acertam?

— Não! Em muitas coisas, todos acertam e todos erram. As primeiras existências das almas na Terra são cursos que os espíritos freqüentam e, quanto mais se graduam no saber, menos erram, por conhecerem mais a verdade. Não devemos nunca temer o avanço, porque o que há de vir será sempre o melhor do que o presente e o passado. Quando observares uma alma que erra menos que as outras, eis aí o sinal da sua maturidade espiritual, adquirida com o perpassar de milênios no cadinho da dor, do sacrifício e das ingentes lutas para a conquista do amor. Espírito nenhum recebe, graciosamente, a luz. O Senhor faz questão que ele a conquiste por seus próprios esforços. O Cristianismo constitui um teste pelo qual podes conhecer as almas no alvorecer da maturidade espiritual, quando elas aceitam e se esforçam para viver a mensagem do Divino Mestre. Vamos meditar nisso: Conhecereis a verdade e ela vos libertará.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...