segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Destinos


A árvore generosa eleva-se à beira da estrada. Os viandantes que passam famintos e exaustos buscam-lhe os frutos.E, no desvario de suas necessidades, atiram-lhe pedras. Espancam-na com varas. Sacodem-lhe os galhos. Quebram-lhe as grimpas. Talam-lhe as folhas. Sufocam-lhe as flores. Esmagam-lhe os brotos tenros. Ferem-lhe o tronco.
Mas, a árvore, sem queixa nem revolta, balouçando os frondes, doa, a todos que a maltratam, os frutos substanciosos e opimos de sua própria seiva.
Esse é o seu destino.
Também na estrada da existência onde você vive, transitam os viajores da evolução apresentando múltiplas exigências a lhe rogarem auxílio.
E, na loucura de seus caprichos, atiram-lhe pedras de ingratidão.
Espancam-lhe o nome com as varas da injúria.
Sacodem-lhe o coração a golpes de violência.
Quebram-lhe afeições preciosas, usando a calúnia.
Talam-lhe os serviços com a tesoura da incompreensão. Sufocam-lhe os sonhos nos gases deletérios da crueldade. Esmagam-lhe as esperanças com as pancadas da crítica. Ferem- lhe os ideais com a lâmina da ironia.
A todos, porém, sorrindo fraternalmente, aprenda com a árvore generosa a doar os frutos do próprio esforço, sem revolta e sem queixa.
Espírita, não estranhe se esse é o seu destino.
Quando esteve humanizado entre nós, com amor incomum, esse foi o destino de Jesus, Nosso Mestre.
(Waldo Vieira / Valérium)

Um comentário:

  1. oii sei que nosso distino se cruzo pq nos somos caras metades

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