sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Abgar Renault - Noite


Há duas pombas brancas no telhado.
Junto delas pousa o silêncio do dia já parado,
e entre asas caladas o primeiro gesto da noite vai crescendo.

É tarde nos telhados e nas árvores,
é tarde (triste e mais tarde) nessa rua
que se reabriu no fundo de um olhar,
onde se movem ressurrectos mármores
e começam a discorrer ventos e velas
por sobre a limpidez das mesmas águas velhas,
e pássaros azuis bicam frutos de astro soltos no ar.


Sobem (de onde?) vultos escuros de coisas
e de entes,alongam a última distância, somem a luz que se destece e a linha dos caminhos, apagam o verde prado.
Não há duas pombas brancas no telhado:sobre elas, seu vôo e seu arrulho
ausentes a lápide sem cor das horas desce.

Um comentário:

  1. A luz dos nossos olhos:
    com a luz dos meus olhos
    eu vejo a nutureza, as pessos
    os, animais e principalmente vc
    para quem escrevo este poema.
    Vc é tipo um tesouro
    muito mais que um tesouro
    para mim,todas as pessoas queridas moram no meu
    coração.
    Eu nao sei se vc vê o que eu vejo, mas sei que nós podemos ver com a luz dos nossos olhos tudo e com ele o vejo todos os dias....

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