sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Mário Quintana


Os poemas são pássaros que chegam não se sabe de onde e pousam nos livros que lês.
quando fechas o livro, eles alçam vôo como de um alçapão.
Eles não tem pouso nem porto;
alimentam-se um instante em cada par de mãos e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti...

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