domingo, 31 de outubro de 2010

Marco Prisco & Divaldo Pereira Franco

Insuperável Brandura

Quando você for defrontado por alguém violento, que o agrida verbalmente ou o ameace fisicamente, recorde-se de que ele é muito infeliz.
Todo aquele que não recebeu amor na infância ou foi vítima de insucessos emocionais, sempre perde o endereço de si mesmo e se torna inimigo dos outros.
Conceda-lhe a graciosa dádiva da bondade que não o torna mais desventurado. Não há quem resista a um indisfarçável gesto de benevolência.
Surpreendido pela astúcia dos perversos, sempre hábeis na arte de infligir sofrimentos aos outros, tenha em mente que eles são também impiedosos para consigo mesmos.
A sua desorientação provém de experiências amargas, nas quais sofreram crueldades e abandono.
Proporcione-lhes o ensejo de despertar, dando-lhes compreensão.
Ninguém recusa amor, mesmo que, aparentemente reaja com aspereza, o que é falta de hábito em recebê-lo.
No pandemónio da revolta que grassa violenta em toda parte, anunciando desastres morais e conjunturas físicas dolorosas, reserve-se o direito de permanecer em paz.
O aturdimento que procede de alguns poucos, facilmente contamina o grupo social que se perturba. O agitador, é alguém que se sentiu desrespeitado nos seus direitos de criança e, na ocasião, não soube administrar a ira nem a frustração, agora tornadas bandeiras de comportamento doentio.
Seja amistoso para com ele, apresentando-lhe o outro lado da existência humana. O ser carente vive armado contra tudo e todos, até o momento em que se sente rociado pela presença da brandura.
No crepitar das labaredas das acusações e calúnias contra alguém, gerando situações asfixiantes e más, continue portador de generosidade para com a vítima.
Quem delinque, perde-se no labirinto de terríveis alucinações morais.
Não fustigue mais o desditoso, antes aplique temperança para com ele. O solo que arde, não pode receber mais calor, e sim, água refrescante que lhe diminua e aplaque a temperatura elevada.
Todos somos sensíveis à compreensão de alguém para connosco.
Perseguido pela inveja ou malsinado pela insensatez daquele que não gosta de você, resguarde-se na compaixão para com ele.
A insegurança que o leva a afligi-lo é resultado da família com a qual viveu e de quem somente recebeu lições de impiedade e malquerença.
Ele gostaria, por certo, de ser como você, e, na impossibilidade de que se dá conta, tenta amargurá-lo.
Ofereça-lhe o silêncio em resposta de brandura, que o alcançará inexoravelmente, alterando-lhe a atitude interior. Nada pode detê-la, e quem a recebe jamais prossegue como antes.
Na raiz de muitos males, que afligem e desconcertam a criatura, o desamor de que foi objeto, na atual ou em anterior reencarnação, é o responsável pelo seu transtorno.
Naturalmente, quem lhe experimenta o aguilhão impiedoso deseja libertar-se, defendendo-se e acusando, reagindo.
Não existe, porém, defesa real quando se agride nem se conquista harmonia quando se entra em debates de violência.
Nunca aceite as injunções do mal nem as arruaças dos desordeiros, simplesmente deixando de conceder-lhes consideração.
Você cresce na vertical do amor, tendo por dever levantar caídos e nunca torná-los mais vulneráveis ao mal que neles reside.
Viva com brandura e esparza-a, tornando o mundo melhor e as criaturas menos desesperadas.
Somente quem ama e se reveste de bondade pode resistir aos conflitos e desafios perturbadores da sociedade agressiva que prefere ignorar o Bem.

sábado, 30 de outubro de 2010

Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Decisão e Vontade


Incerteza parece coisa de pouca monta, mas é assunto de importância fundamental no caminho de cada um.
As criaturas entram na instabilidade moral, habituam-se a ela, e passam ao domínio das forças negativas sem perceber.
Dizem-se confiantes pela manhã e acabam indecisas à noite.
Freqüentemente rogam em prece:
- Senhor! Eis-me diante de tua vontade!... Mostra-me o que devo fazer!...
E quando o Senhor lhes revela, através das circunstâncias, o quadro de serviço a expressar-se, conforme as necessidades a que se ajustam, exclamam em desconsolo:
- Quem sou eu para realizar semelhante tarefa?
Não tenho forças.
Ai de mim que sou inútil!...
Sabem que é preciso servir para se renovarem, mas paradoxalmente esperam renovar-se sem servir.
Dispõem de verbo fácil e muitas vezes se proclamam inabilitadas para falar auxiliando a alguém nas construções do Espírito.
Possuem dedos ágeis, quais filtros inteligentes engastados nas mãos; entretanto, costumam asseverar-se inseguras na execução das boas obras.
Ouvem preleções edificantes ou mergulham-se na assimilação de livros nobres, prometendo heroísmo para o dia seguinte, mas, passada a emoção, volvem à estaca zero, à maneira de viajante que desiste de avançar nos primeiros passos de qualquer jornada.
Louvam na rua o equilíbrio e a serenidade e, às vezes, dentro de casa, disputam campeonatos de irritação.
O dever jaz à frente, a oportunidade de elevação surge brilhando, os recursos enfileiram-se para o êxito e realizações chamam urgentes, mas preferem a fuga da obrigação sob o pretexto de que é preciso cautela para evitar o mal, quando o bem francamente lhes bate à porta.
Trabalho, ação, aprendizado, melhoria! ...
Não te ponhas à espera deles sob a imaginária incapacidade de procurá-los, à vista de imperfeições e defeitos que te marcaram ontem.
Realização pede apoio da fé.
Mãos à obra.
Tudo o que serve para corrigir, elevar, educar e construir, nasce primeiramente no esforço da vontade unida à decisão.
 
(De “Rumo Certo”)

Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

 Vontade de Deus



Quando nos reportamos à Vontade de Deus, referimos-nos ao controle da Sabedoria Perfeita que nos rege os destinos. E, observando nossa condição de espíritos eternos, acalentados pelo Infinito Amor da Criação, ser-nos-á sempre fácil reconhecer as determinações de Deus a nosso respeito, em todos os eventos do caminho, já que a Divina Providência preceitua para cada um de nós:

- Saúde e não doença;
- Trabalho e não ócio;
- Cultura e não ignorância;
- Conciliação e não discórdia;
- Paz e não desequilíbrio;
- Tolerância e não intransigência;
- Alegria e não tristeza;
- Esperança e não desânimo;
- Conformidade e não desespero;
- Perdão e não ressentimento;
- Êxito e não fracasso;
- Prudência e não temeridade;
- Coragem e não fraqueza;
- Fé e não medo destrutivo;
- Humildade e não subserviência;
- Intercâmbio e não isolamento;
- Disciplina e não desordem;
- Progresso e não atraso;
- Amor e não indiferença;
- Vida e não morte.


Se dificuldades, sofrimentos, desacertos e atribulações nos agridem a estrada, são eles criações nossas, repercussões de nossos próprios atos de agora ou do passado, que precisamos desfazer ou vencer, a fim de nos ajustarmos à Vontade de Deus, que nos deseja unicamente o Bem, a Felicidade e a Elevação no Melhor que sejamos capazes de receber dos patrimônios da vida, segundo as leis que asseguram a Harmonia do Universo.

Eis porque Jesus, exaltando isso, nos ensinou a reafirmar em oração:

- "Pai nosso, que se faça a Tua Vontade, assim na Terra como nos Céus."

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

J. Ângelis & Divaldo Pereira Franco



DIANTE DA ANGÚSTIA



A ausência de objetivos existenciais conduz o indivíduo à conceituação do nada como um mecanismo de fuga da realidade.
Kierkegaard, o eminente teólogo e filósofo dinamarquês, estabeleceu que a ausência de sentido da vida conduz à angústia, procedendo do nada e vivenciando realidades para o futuro .
Essa ambigüidade entre o nada e o ser leva a uma irracionalidade da sua existência metafísica e a expressão absurda da vida.
Essa conceituação abriu espaço para formulações variadas na área da filosofia, facultando aos existencialistas, através do pensamento de Sartre, que a considerava como sendo uma expressão de liberdade, conseqüência da falta de objetivos essenciais. Igualmente os sensualistas têm-na como ausência de metas, o absurdo, produzindo resultados de aniquilamento da vida, como pensava Camus e todo um grupo de apologistas do prazer.
Sob o ponto de vista psicológico, a angústia resulta de vários fatores ancestrais, que podem possuir uma carga genética, que imprimiu no comportamento a patologia perturbadora.
Outros impositivos psicossociais como perinatais influenciam a conduta angustiante, levando à depressão profunda, que pode resultar em suicídio.
A fixação de pensamentos negativos em que o homem se compraz termina por gerar conflitos graves quando se negam auto-estima e o direito à felicidade, vivência a autoconsideração, tombando na revolta surda e silenciosa, que cultiva nos dédalos da personalidade conflitiva.
Entretanto, as raízes fortes da angústia encontram-se emaranhadas no passado de culpa do Espírito, que reconhece o erro e teme ser descoberto.
Envolve-se, sem dar-se conta, num manto sombrio de desconforto moral e sem ter consciência da sua realidade, compreende-a, mas não sabendo digeri-la, transforma-a em mortificação, em cilício, que o amargura.
Faltando valores morais para um enfrentamento lúcido com a realidade em que limita os movimentos, transfere o sentido de responsabilidade para o próximo, para a sociedade e descarrega a sua mágoa, rebelando-se, anulando-se.
A angústia é estado mórbido que deve ser combatido na sua causalidade.
A reflexão em torno dos valores que são desconsiderados, a introspecção sobre a oportunidade de despertamento para ser útil, o sentimento de fraternidade que deve ser despertado, contribuem positivamente para o tratamento libertador...
A ajuda especializada de terapeuta responsável enseja o desalgemar do Espírito desse amargo estado aflitivo, acenando possibilidades felizes que se transformam em bem-estar e saúde.
Não raro, o portador de angústia cultiva o masoquismo, que resulta de uma consulta egoísta, graças, ao que, mediante mecanismo psicológico especial, foge da realidade por necessidade de valorização pessoal. Em face da ausência de recursos positivos e superiores, recorre ao atavismo dos instintos primários e descamba na torpe angústia.
Diante dela, somente uma resolução firme e legítima para facultar abertura terapêutica para o desafio.
Não havendo interesse do paciente, é certo que mais difícil se torna a liberação da psicopatologia tormentosa.
Considera a bênção da oportunidade que desfrutas e espanta as sombras da tristeza que, periodicamente, te assaltam.
Evita acumular amarguras defluentes da queixa, da sensação de infelicidade, e trabalha-te, a fim de que teu amanhã se apresente menos tenebroso.
Hoje colhes, enquanto fruis o ensejo de ensementar.
Busca ser útil a alguém, mesmo que, aparentemente, nenhum objeto se te delineie de imediato.
Sempre há oportunidade, quando se deseja crescer e desenvolver valores latentes.
Jesus informou que Ele é vida e vida em abundância.
Recorre-lhe à ajuda, e deixa-te curar pela sua assistência de Psicoterapeuta por excelência.

Significado da paz profunda


Havia um Rei que ofereceu um grande prêmio ao artista que fosse capaz de captar em uma pintura a Paz Profunda.
Muitos artistas apresentaram suas telas.
O Rei observou e admirou todas as pinturas, mas houve apenas duas de que ele realmente gostou e teve de escolher entre ambas.
A primeira era um lago muito tranqüilo. Este lago era um espelho perfeito onde se refletiam plácidas montanhas que o rodeavam. Sobre elas encontrava-se um Paraíso muito azul com tênues nuvens brancas.


Todos os que olharam para esta pintura pensaram que ela refletia a Paz Profunda.

A segunda pintura também tinha montanhas. Mas estas eram escabrosas e estavam despidas de vegetação. Sobre elas havia um Paraíso tempestuoso do qual se precipitava um forte aguaceiro com relâmpagos e trovões. Montanha abaixo parecia retumbar uma espumosa torrente de água. Tudo isto se revelava nada pacífico.
Mas, quando o Rei observou mais atentamente, reparou que atrás da cascata havia um arbusto crescendo de uma fenda na rocha. Neste arbusto encontrava-se um ninho. Ali, em meio ao ruído da violenta turbulência da água, estava um passarinho placidamente sentado no seu ninho..
. Em Profunda Paz!

O Rei escolheu a segunda tela e explicou: — Paz Profunda não significa estar em um lugar sem ruídos, sem problemas, sem trabalho árduo para realizar ou livre das dores e das tentações da encarnação. Paz Profunda significa que, apesar de se estar em meio a tudo isso, permanecemos calmos e confiantes no Santuário Sagrado do Nosso Coração. Lá encontraremos a Verdadeira Paz Profunda. Em Silenciosa Meditação.

(autor desconhecido  -  mensagem enviada por Paulo)

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Francisco Cândido Xavier



Lembra-te Deles


Lembra-te deles, os chamados mortos que embora invisíveis, não se fizeram ausentes...

Compadece-te daqueles que passaram no mundo sem realizar os sonhos de bondade que lhes vibraram no seio e volve o coração reconhecido para quantos te abençoaram a existência com alguma nota de amor.

Eles avançam para a vanguarda...

Muitas vezes, quando menos felizes, esmolam-te o reconforto de uma oração e, vezes outras, mergulham as dores que os afligem na taça de teu pranto, sequiosos de paz e libertação...

Outros muitos, porém, quais aves triunfantes nas rotas da Eternidade, buscam-te o coração por ninho de afeto que o tempo não destruiu, envolvendo-te o ser no calor de branda carícia para que o desânimo não te entorpeça a faculdade de caminhar...

Lembra-te deles e guarda-lhes a lição.

Ontem, apertavam-te nos braços, partilhando- te a experiência.
Hoje, transferidos de plano, colhem os frutos das espécies que semearam.

Aguça a audição mental e ouvirás o coro de vozes em que se pronunciam. Todos rogam-te esperança e coragem, alargando-te os horizontes. E todos se lembram igualmente de ti, desejando aproveites a riqueza das horas na construção do bem para a doce morada de tua porvindoura alegria, porque, amanhã, estaremos todos novamente reunidos no Lar da União Sublime, sem lágrimas e sem morte.

(Autores Diversos)

Estude e Viva

Benfeitores e  Bênçãos
 
            Confiemos nos benfeitores e nas bênçãos que nos enriquecem os dias, sem, no entanto, esquecer as próprias obrigações, no aproveitamento do amparo que nos ofertam.
       Pais abnegados da Terra, que nos propiciam o ensejo da reencarnação, por muito se façam servidores de nossa felicidade, não nos retiram da experiência de que somos carecedores.
       Mestres que nos arrancam às sombras da ignorância, por muito carinho nos dediquem, não nos isentam do aprendizado.
       Amigos que nos reconfortam na travessia dos momentos amargos, por mais nos estimem, não nos carregam a luta íntima.
       Cientistas que nos refazem as forças, nos dias de enfermidade, por mais nos amem, não usam por nós a medicação que as circunstâncias nos aconselham.
       Instrutores da alma que nos orientam a viagem de elevação, por muito nos protejam, não nos suprimem o suor da subida moral.
       Ninguém vive sem a cooperação dos outros.
       Encontramo-nos, porém, à frente do amor de que todos somos necessitados, assim como o vegetal, diante do apoio da Natureza. A planta não se cria sem ar, não medra sem sol, não dispensa o auxílio da terra e não prospera sem água, mas deve produzir por si mesma.
       Assim também, no reino do espírito.
       Todos temos problemas, reclamando o concurso alheio, mas ninguém pode forjar a solução do esforço para o bem que depende exclusivamente de nós.
 

 (Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, por Emmanuel e André Luiz)

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Amarás Servindo

Amarás  servindo.
Ainda quando escutes alusões em torno da suposta decadência dos valores humanos, exaltando as forças das trevas, farás da própria alma lâmpada acesa para o caminho.
Mesmo quando a ambição e o orgulho te golpeiem de suspeitas e de rancores o espírito desprevenido, amarás servindo sempre.
Quando alguém te aponte os males do mundo, lembrar-te-ás dos que te suportaram as fraquezas da infância, dos que te auxiliaram a pronunciar a primeira oração, dos que te encorajaram os ideais de bondade no nascedouro, e daqueles outros que partiram da Terra, abençoando-te o nome, depois de repetidos exemplos de sacrifício para que pudesses livremente viver. Recordarás os benfeitores anônimos que te deram entendimento e esperança, prosseguindo fiel ao apostolado do amor e serviço que te legaram...
Para isso, não te deterás na superfície das palavras.
Colocar-te-ás na posição dos que sofrem, a fim de que faças por eles tudo aquilo que desejarias se te fizesse nas mesmas circunstâncias.
Ante as vítimas da penúria, imagina o que seria de ti nos refúgios de ninguém, sob a ventania da noite, carregando o corpo exausto e dolorido a que o pão mendigado não forneceu suficiente alimentação; renteando com os doentes desamparados, reflete quanto te doeria o abandono sob o guante da enfermidade, sem a presença sequer de um amigo para minorar-te o peso da angústia; à frente das crianças despejadas na rua, pensa nos filhos amados que aconchegas ao peito, e mentaliza o reconhecimento que experimentarias por alguém que os socorresse se estivessem desvalidos na via pública; e, perante os irmãos caídos em criminalidade, avalia o suplício oculto que te rasgarias entranhas da consciência, se ocupasses o lugar deles, e medita no agradecimento que passarias a consagrar aos que te perdoassem os erros, escorando-te o passo, das sombras para a luz.
Ainda mesmo quando te vejas absolutamente a sós, no trabalho de bem, sob a zombaria dos que se tresmalham temporariamente no nevoeiro da negação e do egoísmo, não esmorecerás. Crendo na misericórdia da Providência Divina e nas infinitas possibilidades de renovação do homem, seguirás Jesus, o Mestre e Senhor, que, entre a humildade e a abnegação, nos ensinou a todos que o amor e o serviço ao próximo são as únicas forças capazes de sublimar a inteligência para que o Reino de Deus se estabeleça em definitivo nos domínios do coração.
 
(Obra: “Alma e Coração”)

terça-feira, 26 de outubro de 2010

André Luiz, Carlos A. Bacelli & Francisco Cândido Xavier

 ONDE ESTIVERES

Onde estiveres, não percas a oportunidade de semear o bem...
Se a conversa gira em torno de uma pessoa, destaca-lhe as virtudes, recordando que todos ainda nos encontramos muito longe da perfeição.
Se o assunto descamba para comentários maliciosos, à cerca de certos acontecimentos, procura, discretamente, imprimir um novo rumo ao diálogo, sem te julgares superior a quem quer que seja.
Onde estiveres, não permitas que o mal conte com o teu apoio para se propagar...
Se muitos falam em tom de pessimismo sobre os problemas que afligem a Humanidade, demonstra a tua confiança no futuro, recordando aos interlocutores que nada acontece sem a permissão de Deus.
Se outros se transformam em profetas da descrença, quais se fossem eles mesmo os únicos a se salvarem do naufrágio dos valores morais em que o homem se debate neste ocaso de milênio, trabalha com todas as tuas forças na construção de um mundo melhor, porquanto um só exemplo tem mais poder de persuasão sobre as almas do que um milhão de palavras.
Onde estiveres, não te esqueças de que o bem necessita de ti como instrumento para manifestar-se e não cruzes os braços, como se nada tivesses a ver com o que acontece ao teu redor.

(Do livro "CONFIA E SERVE")

Fagundes Varela

Cântico do Calvário

Eras na vida a pomba predileta
Que sobre um mar de angústias conduzia
O ramo da esperança. — Eras a estrela
Que entre as névoas do inverno cintilava
Apontando o caminho ao pegureiro.
Eras a messe de um dourado estio.
Eras o idílio de um amor sublime.
Eras a glória, — a inspiração, — a pátria,
O porvir de teu pai! — Ah! no entanto,
Pomba, — varou-te a flecha do destino!
Astro, — engoliu-te o temporal do norte!
Teto, caíste! — Crença, já não vives!

Correi, correi, oh! lágrimas saudosas,
Legado acerbo da ventura extinta,
Dúbios archotes que a tremer clareiam
A lousa fria de um sonhar que é morto!
Correi! Um dia vos verei mais belas
Que os diamantes de Ofir e de Golgonda
Fulgurar na coroa de martírios
Que me circunda a fronte cismadora!
São mortos para mim da noite os fachos,
Mas Deus vos faz brilhar, lágrimas santas,
E à vossa luz caminharei nos ermos!
Estrelas do sofrer, — gotas de mágoa,
Brando orvalho do céu! — Sede benditas!
Oh! filho de minh'alma! Última rosa
Que neste solo ingrato vicejava!
Minha esperança amargamente doce!
Quando as garças vierem do ocidente
Buscando um novo clima onde pousarem,
Não mais te embalarei sobre os joelhos,
Nem de teus olhos no cerúleo brilho
Acharei um consolo a meus tormentos!
Não mais invocarei a musa errante
Nesses retiros onde cada folha
Era um polido espelho de esmeralda
Que refletia os fugitivos quadros
Dos suspirados tempos que se foram!
Não mais perdido em vaporosas cismas
Escutarei ao pôr do sol, nas serras,
Vibrar a trompa sonorosa e leda
Do caçador que aos lares se recolhe!

Não mais! A areia tem corrido, e o livro
De minha infanda história está completo!
Pouco tenho de anciar! Um passo ainda
E o fruto de meus dias, negro, podre,
Do galho eivado rolará por terra!
Ainda um treno, e o vendaval sem freio
Ao soprar quebrará a última fibra
Da lira infausta que nas mãos sustento!
Tornei-me o eco das tristezas todas
Que entre os homens achei! O lago escuro
Onde ao clarão dos fogos da tormenta
Miram-se as larvas fúnebres do estrago!
Por toda a parte em que arrastei meu manto
Deixei um traço fundo de agonias! ...

Oh! quantas horas não gastei, sentado
Sobre as costas bravias do Oceano,
Esperando que a vida se esvaísse
Como um floco de espuma, ou como o friso
Que deixa n'água o lenho do barqueiro!
Quantos momentos de loucura e febre
Não consumi perdido nos desertos,
Escutando os rumores das florestas,
E procurando nessas vozes torvas
Distinguir o meu cântico de morte!
Quantas noites de angústias e delírios
Não velei, entre as sombras espreitando
A passagem veloz do gênio horrendo
Que o mundo abate ao galopar infrene
Do selvagem corcel? ... E tudo embalde!
A vida parecia ardente e douda
Agarrar-se a meu ser! ... E tu tão jovem,
Tão puro ainda, ainda n'alvorada,
Ave banhada em mares de esperança,

Rosa em botão, crisálida entre luzes,
Foste o escolhido na tremenda ceifa!
Ah! quando a vez primeira em meus cabelos
Senti bater teu hálito suave;
Quando em meus braços te cerrei, ouvindo
Pulsar-te o coração divino ainda;
Quando fitei teus olhos sossegados,
Abismos de inocência e de candura,
E baixo e a medo murmurei: meu filho!
Meu filho! frase imensa, inexplicável,
Grata como o chorar de Madalena
Aos pés do Redentor ... ah! pelas fibras
Senti rugir o vento incendiado
Desse amor infinito que eterniza
O consórcio dos orbes que se enredam
Dos mistérios do ser na teia augusta!
Que prende o céu à terra e a terra aos anjos!
Que se expande em torrentes inefáveis
Do seio imaculado de Maria!
Cegou-me tanta luz! Errei, fui homem!
E de meu erro a punição cruenta
Na mesma glória que elevou-me aos astros,
Chorando aos pés da cruz, hoje padeço!

O som da orquestra, o retumbar dos bronzes,
A voz mentida de rafeiros bardos,
Torpe alegria que circunda os berços
Quando a opulência doura-lhes as bordas,
Não te saudaram ao sorrir primeiro,
Clícía mimosa rebentada à sombra!
Mas ah! se pompas, esplendor faltaram-te,
Tiveste mais que os príncipes da terra!
Templos, altares de afeição sem termos!
Mundos de sentimento e de magia!
Cantos ditados pelo próprio Deus!
Oh! quantos reis que a humanidade aviltam,
E o gênio esmagam dos soberbos tronos,
Trocariam a púrpura romana
Por um verso, uma nota, um som apenas
Dos fecundos poemas que inspiraste!

Que belos sonhos! Que ilusões benditas!
Do cantor infeliz lançaste à vida,
Arco-íris de amor! Luz da aliança,
Calma e fulgente em meio da tormenta!
Do exílio escuro a cítara chorosa
Surgiu de novo e às virações errantes
Lançou dilúvios de harmonias! — O gozo
Ao pranto sucedeu. As férreas horas
Em desejos alados se mudaram.
Noites fugiam, madrugadas vinham,
Mas sepultado num prazer profundo
Não te deixava o berço descuidoso,
Nem de teu rosto meu olhar tirava,
Nem de outros sonhos que dos teus vivia!

Como eras lindo! Nas rosadas faces
Tinhas ainda o tépido vestígio
Dos beijos divinais, — nos olhos langues
Brilhava o brando raio que acendera
A bênção do Senhor quando o deixaste!
Sobre o teu corpo a chusma dos anjinhos,
Filhos do éter e da luz, voavam,
Riam-se alegres, das caçoilas níveas
Celeste aroma te vertendo ao corpo!
E eu dizia comigo: — teu destino
Será mais belo que o cantar das fadas
Que dançam no arrebol, — mais triunfante
Que o sol nascente derribando ao nada
Muralhas de negrume! ... Irás tão alto
Como o pássaro-rei do Novo Mundo!

Ai! doudo sonho! ... Uma estação passou-se,
E tantas glórias, tão risonhos planos
Desfizeram-se em pó! O gênio escuro
Abrasou com seu facho ensangüentado
Meus soberbos castelos. A desgraça
Sentou-se em meu solar, e a soberana
Dos sinistros impérios de além-mundo
Com seu dedo real selou-te a fronte!
Inda te vejo pelas noites minhas,
Em meus dias sem luz vejo-te ainda,
Creio-te vivo, e morto te pranteio! ...

Ouço o tanger monótono dos sinos,
E cada vibração contar parece
As ilusões que murcham-se contigo!
Escuto em meio de confusas vozes,
Cheias de frases pueris, estultas,
O linho mortuário que retalham
Para envolver teu corpo! Vejo esparsas
Saudades e perpétuas, — sinto o aroma
Do incenso das igrejas, — ouço os cantos
Dos ministros de Deus que me repetem
Que não és mais da terra!... E choro embalde.

Mas não! Tu dormes no infinito seio
Do Criador dos seres! Tu me falas
Na voz dos ventos, no chorar das aves,
Talvez das ondas no respiro flébil!
Tu me contemplas lá do céu, quem sabe,
No vulto solitário de uma estrela,
E são teus raios que meu estro aquecem!
Pois bem! Mostra-me as voltas do caminho!
Brilha e fulgura no azulado manto,
Mas não te arrojes, lágrima da noite,
Nas ondas nebulosas do ocidente!
Brilha e fulgura! Quando a morte fria
Sobre mim sacudir o pó das asas,
Escada de Jacó serão teus raios
Por onde asinha subirá minh'alma.

Bezerra de Menezes


ORAÇÃO NO TEMPLO DA CARIDADE

Senhor!

No templo que nos concedeste para a sustentação dos nossos ideais de fé, permite que Te possamos corresponder aos objetivos sagrados, dedicando-nos com fervor e abnegação.

Honrados pelo Teu convite a engrossar as fileiras dos que trabalham contigo, multiplica em nossas mãos as sementes luminosas da caridade, a fim de que os nossos celeiros não permaneçam vazios de claridade.

Colocados na Terra que merecemos, diante dos obstáculos a transpor e das dificuldades a vencer, faculta-nos a resistência contra as paixões que vivem dentro de nós, de modo a podermos transferir das baixadas em que nos encontramos as aspirações maiores, içando-as ao planalto que anelamos atingir.

Não é esta, Jesus, a primeira vez que Te juramos fidelidade, para logo depois negarmos o compromissos assumido...

Antes, prometemos-Te abnegação total e a apostasia fez-nos recuar da tarefa encetada, que deixamos entregue ao escalracho da incompreensão, ao abandono... Hoje, por compreendermos melhor a destinação que nos é reservada, com a alma túmida de emoções superiores, aprestamo-nos ao labor com que nos honras, não obstante os liames com os compromissos negativos que mantemos com a retaguarda...

Ensina-nos outra vez a servir e a amar, ampliando-nos o horizonte do atendimento, a fim de que a estreiteza da nossa visão não se aperte nos antolhos da nossa mesquinhez egoística.

Benfeitor de todos nós, sustenta-nos na fragilidade sistemática e renova-nos na noite em que nos debatemos, pontilhando-a com nossa luz meridiana que flui do Alto através da Consoladora Doutrina dos Imortais, em que nos engajamos agora, desencarnados e encarnados, constituindo o rebanho de que Te fazes o Bom Pastor!

Ante a nossa impossibilidade de servir-Te, mais e melhor, deixa-nos doar-Te a nossa inutilidade por ser tudo quanto temos.

Suplicamos-Te, também, que, enquanto aljofrem lágrimas na Terra, não nos seja lícito auferir o prêmio de ser feliz, que não merecemos.

Oxalá que as nossas mãos se ergam a serviço do alimento das criancinhas em carência, do irmão em agrura, do próximo em enfermidade, do ser enregelado, da criatura desnuda, concedendo a cada um a baga de amor, que é uma estrela nascente, na noite sombria e dominadora que a todos atemoriza...

Jesus, apiada-Te de nós, no templo que nos facultas para reacender e manter a chama da fé viva!

Torna-nos digno de aqui estar, louvando-Te e amando-Te através do amor aos nossos irmãos da retaguarda.

(De “Sementes da Vida Eterna”, de Divaldo Pereira Franco)

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Soneto


No exílio é que a alma vive da lembrança,
Numa doce saudade enternecida,
Tendo chorosa a vista que se cansa
De procurar a pátria estremecida;

Com dolorosas lágrimas avança,
Do sonho que teceu e amou na vida,
Para a morte, onde tem sua esperança,
Na celeste ventura prometida.

E Deus, que os orbes cria, generoso,
Na vastidão dos céus iluminados,
Concede a paz ao triste e ao desditoso

Na clara luz dos mundos elevados,
Onde, do amor, reserva o eterno gozo
Para as almas dos pobres desterrados.

Do livro Parnaso de Além-Túmulo. Pedro D´ Alcantara & Francisco Cândido Xavier)

A Evolução - Joanna de Ângelis

Que nenhuma agressão exterior te perturbe, levando-te à irritação, ao desequilíbrio.
Mantém-te sereno em todas as realizações. A tua paz é moeda arduamente conquistada, que não deves atirar fora por motivos irrelevantes.
Os tesouros reais, de alto valor, são aqueles de ordem íntima, que ninguém toma, jamais se perdem e sempre seguem com a pessoa.
Tua serenidade, tua gema preciosa.
Diante de quem te enganou, traindo a tua confiança, o teu ideal, ou envolvendo-te em malquerença, mantém-te sereno.
O enganador é quem deve estar inquieto o não a sua vítima.
Nunca te permitas demonstrar que foste atingido pelo petardo da maldade alheia.
No teu círculo familiar ou social sempre defrontarás com pessoas perturbadas, confusas e agressivas.
Não te desgastes com elas, competindo nas faixas de desequilíbrio em que se fixam.
Constituem teste à tua paciência e serenidade.
Assim, exercita-te com essas situações para, mais seguro, enfrentares os grandes testemunhos e provações do processo evolutivo. Sempre, porém, com serenidade.

Joanna de Ângelis & Divaldo Pereira Franco

Maria Dolores & Francisco C. Xavier

Serve e Esquece


Coração, ouve!... Se queres
A bênção da paz constante,
Trabalha e segue adiante,
Cumprindo o próprio dever...
Para vencer no caminho
Tristeza, treva e pesar,
Muito mais do que lembrar
A vida roga esquecer.
Esquece as mágoas sofridas,
As horas de céu cinzento,
O azedume, o desalento
E os tempos de provação;
Renova-te, dia-a-dia,
Não pares, contando lutas,
Progresso é o lema que escutas
No mundo em transformação.
Tudo procura a vanguarda,
A flor converte-se em fruto,
Do cascalho rijo e bruto,
Eis o diamante a surgir...
O fio forma o agasalho,
A própria noite se esquece
Na aurora que resplandece
Buscando a luz do porvir.
Da própria queda no erro,
Levanta-te e segue à frente,
Servindo incessantemente,
Tudo podes refazer;
Não te detenhas na angústia,
Ante o mal, prossegue e olvida,
As próprias nódoas da vida
A vida pede esquecer.

(De “A vida conta”)

Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Cartão de Visita


Em qualquer estudo da mediunidade, não podemos esquecer que o pensamento vige na base de todos os fenômenos de sintonia na esfera da alma.
Analisando-o, palidamente, tomemos a imagem da vela acesa, apesar de imprópria para as nossas anotações.
A vela acesa arroja de si fótons ou força luminosa.
O cérebro exterioriza princípios inteligentes ou energia mensal.
Na primeira, temos a chama.
No segundo, identificamos a idéia.
Uma e outro possuem campos característicos de atuação, que é tanto mais vigorosa quanto mais se mostre perto do fulcro emissor.
No fundo, os agentes a que nos referimos são neutros em si.
Imaginemos, no entanto, o lume conduzido. Tanto pode revelar o caminho de um santuário, quanto a trilha de um pântano.
Tanto ajuda os braços do malfeitor na execução de um crime, quanto auxilia as mãos do benfeitor no levantamento das boas obras.
Verificamos, no símile, que a energia mental, inelutavelmente ligada à consciência que a produz, obedece à vontade.
E, compreendendo-se no pensamento a primeira estação de abordagem magnética, em nossas relações um com os outros, seja qual for a mediunidade der alguém, é na vidas íntima que palpita a condução de todo o recurso psíquico.
Observa, pois, os próprios impulsos.

Desejando, sentes.

Sentindo, pensas.

Pensando, realizas.

Realizando, atrais.

Atraindo, refletes.

E, refletindo, estendes a própria influência, acrescida dos fatores de indução do grupo com que te afinas.
O pensamento é, portanto, nosso cartão de visita.
Com ele, representamos ao pé dos outros, conforme nossos próprios desejos, a harmonia ou a perturbação, a saúde ou a doença, a intolerância ou o entendimento, a luz dos construtores do bem ou a sombra dos carregadores do mal.

(De “Seara dos Médiuns”)

domingo, 24 de outubro de 2010

Fábio Montenegro



Nem Tudo é Silêncio

Contempla o campo agreste... Eis a tela soturna
Do imenso chapadão a perder-se de vista...
Mas se tudo é deserto e tristeza na crista,
Sob a terra que dorme, a semente se enfurna.

Da cova pequenina, improvisada urna,
Anônima e largada à lama que a contrista,
A árvore ao sol com beleza imprevista,
Vencendo a expectação da gleba taciturna...

Ausculta, assim também, a solidão da lousa...
Nem fala que a revele ou força que a transporte...
Tudo aparente inércia ao lodo em que se olvida!

Entanto, à plena sombra, em que a cinza repousa,
Onde se junge o caos à escuridão da morte,
Emerge, soberana, a excelência da vida...

J. Ângelis & Divaldo Pereira Franco

Destino

Deus conhece o teu destino e comanda a tua vida.

O que te ocorre, mereces, a fim de conquistares novas marcas na escala da evolução.

Deus é Pai Misericordioso e vela por ti.

Jamais te consideres desprezado, resvalando pela rebeldia e blasfêmia.

O homem deve treinar coragem e resignação, sem cujos valores permanece criança espiritual.

Deus não tem preferências e nos ama a todos.

Deixa-te conduzir pelas ocorrências que não podes mudar, e altera com amor aquelas que te irão beneficiar.

Desesperar-te? Nunca!

Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Doadores de Paz

"Não penseis que vim trazer paz à Terra;
não vim trazer paz, mas espada". - Jesus.
(Mateus, 10:34.)



Os obreiros da paz são sempre esteios benditos, na formação da felicidade humana.

Os que falam na concórdia . . .

Os que escrevem, concitando a serenidade . . .

Os que pregam a necessidade de entendimento . . .

Os que exortam à harmonia . . .

Os que trabalham pelo equilíbrio . . .

Os verdadeiros pacificadores, no entanto, compreendem que a paz se levanta por dentro da luta e, por isso mesmo, não

ignoram que ela é construída - laboriosamente construída - por aqueles que se dedicam à edificação do Reino do Amor,

entre as criaturas, tais quais sejam:

os que carregam os fardos dos companheiros, diminuindo-lhes as preocupações;

os que agüentam, sozinhos, pesados sacrifícios para que os entes queridos não se curvem, sob o peso da angústia;

os que procuram esquecer-se para que outros se façam favorecidos ou destacados;

os que abraçam responsabilidades e compromissos de que já se sentem dispensados, para que haja mais amplas

facilidades no caminho dos semelhantes.

Em certa ocasião, disse-nos Jesus: - «Eu não vim trazer paz à Terra e sim a divisão»; entretanto, em outro lance dos

seus ensinamentos, afirmou-nos, convincente: - A minha paz vos dou, mas não vo-la dou como o mundo a dá». O

Divino Mestre deu-nos claramente a perceber que, para sermos construtores da paz, é preciso saber doar-lhe o bálsamo

vivificante, em favor dos outros, conservando, bastas vezes, o fogo da luta pelo próprio burilamento, no fechado recinto

do coração.

(Livro: “Mais Perto”)

sábado, 23 de outubro de 2010

Carlos & João Nunes Maia

Ser Justo

Os maus inclinam-se perante a face dos bons, e os perversos junto às portas do justo. Pv. 14:19.


Os maus inclinam-se diante dos bons por respeitarem a força do bem, mesmo que seja no silêncio da consciência.
Somente a evolução da alma é capaz de mostrar humildade, reconhecendo a superioridade dos que a possuem.
Ser justo é melhorar as condições do coração para a entrada da paz.
O justo é dotado de coragem indomável; não teme o maior inimigo do caminho que é a ignorância porque já venceu a si mesmo.
O perverso não é capaz de encarar face a face o homem de bem; é a inferioridade que o faz abaixar a cabeça e a vergonha o faz impaciente junto ao ser honrado.
Querer ser justo é uma coisa e ser justo é outra bem diferente. Há uma distância imensurável entre uma atitude e uma vivência, no entanto, a força de vontade pode te levar de uma a outra em pouco tempo, pela educação e a disciplina que deves aceitar.
Lembra-te de Deus todos os dias e pede, pela oração, à Sua magnânima assistência, que os Seus agentes de luz dar-te-ão os meios de conquistar os maiores valores que te levam à felicidade.
Qualquer um reconhece a superioridade do homem de bem sem ser preciso ter escolaridade para esta verificação. Já nascemos com o sentido de compreensão desenvolvido, do certo e do errado. Quem contraria essa inspiração divina, na atmosfera humana, enerva a si mesmo.
O Espírito puro continua na sua pureza sem se modificar pela negação do inconseqüente.
Sê grato pelo que recebes dos bons; é provável que a tua sensibilidade não registre a caridade que eles te fazem, no entanto, a bondade desses seres irradia amor para todos.
Os justos são sóis de Deus nos umbrais da Terra. São luzes da luz maior.

(De “Gotas de Ouro”)

Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

E Olhai Por Vós


"E olhai por vós, não aconteça que os vossos corações se carreguem de glutonaria, de embriaguez e dos cuidados desta vida, e venha sobre vós de improviso aquele dia."
- Jesus. (LUCAS, 21:34.)


Em geral, o homem se interessa por tudo quanto diga respeito ao bem-estar imediato da existência física, descuidando- se da vida espiritual, a sobrecarregar sentimentos de vícios e inquietações de toda sorte.

Enquanto lhe sobra tempo para comprar aflições no vasto noticiário dos planos inferiores da atividade terrena, nunca encontra oportunidade para escassos momentos de meditação elevada.

Fixa com interesse as ondas destruidoras de ódio e treva que assolam nações, mas não vê, comumente, as sombras que o invadem.

Vasculha os males do vizinho e distrai-se dos que lhe são próprios.

Não cuida senão de alimentar convenientemente o veículo físico, mergulhando- se no mar de fantasias ou encarcerando- se em laços terríveis de dor, que ele próprio cria, ao longo do caminho.

Depois de plasmar escuros fantasmas e de nutrir os próprios verdugos, clama, desesperado, por Jesus e seus mensageiros.

O Mestre, porém, não se descuida em tempo algum e, desde muito, recomendou vele cada um por si, na direção da espiritualidade superior.

Sabia o Senhor quanto é amargo o sofrimento de improviso e não nos faltou com o roteiro, antecedendo- nos a solicitação, há muitos séculos.

Retire-se cada um dos excessos na satisfação egoística, fuja ao relaxamento do dever, alije as inquietações mesquinhas - e estará preparado à sublime transformação.

Em verdade, a Terra não viverá indefinidamente, sem contas; contudo, cada aprendiz do Evangelho deve compreender que o instante da morte do corpo físico é dia de juízo no mundo de cada homem.

(Livro: Vinhas de Luz)

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Oportuno...

*Quem não sabe suportar não consegue construir.

*Quem perdeu a própria fé nada mais tem a perder.

*Quem procura o bem, decerto que há de sofrer as arremetidas do mal.

*Quem se aceita como é, doando de si à vida o melhor que tem, caminha mais facilmente para ser feliz como espera ser.

*Quem se aplica em vasculhar os defeitos perde a fé nas qualidades.

*Quem sonha acha a ventura. Pratique o bem por dever. Na vida, o ato de dar é a forma de receber.
(Emmanuel)

*Quem trabalha encontra meios de esclarecer, mas não tem tempo de discutir.

*Querendo, mentalizamos; mentalizando, agimos; agindo, atraímos; e atraindo, realizamos.

*Realmente, o que mais importa é o que sucede dentro de ti.

*Reclamar é ferir-se.


*Você é uma centelha da Chama Eterna.Você pode ocultar a centelha,mas jamais poderá destruí-la.

*Não leve as experiências da vida tão a sério. Não deixe principalmente que elas o magoem, pois na realidade, nada mais são do que experiências de sonho... Se as circunstâncias forem ruins e você precisar suportá-las, não faça delas uma parte de você mesmo. Desempenhe o seu papel no palco da vida, mas nunca esqueça de que se trata apenas de um papel. O que você perder no mundo não será uma perda para sua alma. Confie em Deus e destrua o medo, que paralisa todos os esforços para ser bem sucedido e atrai exatamente aquilo que você receia.

*A melhor coisa que você pode fazer
para cultivar a verdadeira sabedoria
é praticar a consciência
de que o mundo é um sonho.
(Paramahansa Yogananda)

Celso Martins

Angústia

Em versejar consiste o meu tormento
Pois canto, dos meus versos através,
Da existência o sublime encantamento
À maneira dos velhos menestréis...

Das musas sempre tive o doce alento
Dispensado aos poetas que, fiéis,
O que se passa n'alma em tal momento
Vão grafando em centenas de papéis!...

Das rimas pobre arauto tenho sido
Para mostrar à louca Humanidade
Que, de amor, tudo deve ser tecido...

Mas dor cruel me rasga o peito vendo
Entre os homens o império da maldade,
Razão do seu sofrer, intenso e horrendo!

André Luiz & Francisco Cândido Xavier

Acordemos

É sempre fácil
examinar as consciências alheias,
identificar os erros do próximo,
opinar em questões que não nos dizem respeito,
indicar as fraquezas dos semelhantes,
educar os filhos dos vizinhos,
reprovar as deficiências dos companheiros,
corrigir os defeitos dos outros,
aconselhar o caminho reto a quem passa,
receitar paciência a quem sofre
e retificar as más qualidades de quem segue conosco...

Mas enquanto nos distraimos,
em tais incursões a distância de nós mesmos,
não passamos de aprendizes que fogem, levianos, à verdade e à lição.

Enquanto nos ausentamos
do estudo de nossas próprias necessidades,
olvidando a aplicação dos princípios superiores que abraçamos na fé viva,
somos simplesmente cegos do mundo interior relegados à treva...

Despertemos, a nós mesmos,
acordemos nossas energias mais profundas
para que o ensinamento do Cristo
não seja para nós uma bênção que passa, sem proveito à nossa vida,
porque o infortúnio maior de todos
para a nossa alma eterna
é aquele que nos
infelicita quando a graça do Alto
passa por nós em vão!...

(Da obra: Caridade)

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Meimei & Francisco C. Xavier

Se a Dor Nos Procura


"Se a dor nos procura, em forma de incompreensão do meio ou na máscara de tristes desilusões terrestres, abençoemo-la, acentuando a nossa fé viva em Nosso Senhor... Recorda as bênçãos que possuis, a fim de que não entregues a própria mente a desequilíbrios que não compraste."

Emmanuel & Francisco Cândido Xavier


Se Crês em Deus

Se crês em Deus, por mais te ameacem os anúncios do pessimismo, com relação a prováveis calamidades futuras, conservarás o coração tranqüilo, na convicção de que a Sabedoria Divina sustenta e sustentará o equilíbrio da vida, acima de toda perturbação.
Se crês em Deus, em lugar nenhum experimentará s solidão ou tristeza, porque te observarás em ligação constante com todo o Universo, reconhecendo que laços de amor e de esperança te identificam com todas as criaturas.
Se crês em Deus, nunca te perderás no labirinto da revolta ou da desesperação, ante os golpes e injurias que se te projetem na estrada, porquanto interpretarás ofensores e delinqüentes, na condição de infelizes,muito mais necessitados de bondade e proteção que de fel e censura.
Se crês em Deus, jornadearás na Terra sem adversários, de vez que, por mais se multipliquem na senda aqueles que te agridam ou menosprezem, aceitarás inimigos e opositores, à conta de irmãos nossos, situados em diferentes pontos de vista.
Se crês em Deus, jamais te faltarão confiança e trabalho, porque te erguerás, cada dia, na certeza de que dispões da bendita oportunidade de comunicação com os outros, desfrutando o privilégio incessante de auxiliar e abençoar, entender e servir.
Se crês em Deus, caminharás sem aflição e sem medo, nas trilhas do mundo, por maiores surjam perigos e riscos a te obscurecerem a estrada, porquanto, ainda mesmo à frente da morte, reconhecerás que permaneces com Deus, tanto quanto Deus está sempre contigo, além de provações e sombras, limitações e mudanças, em plenitude de vida eterna.

(Do livro Coragem)

Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Ação e Oração

Sempre muito importante a oração por luz interior, no campo íntimo, clareando passos e decisões sem nos despreocuparmos, porém, da ação que lhe complementa o valor, nos domínios da realidade objetiva.
Pedirás a proteção de Deus para o doente; no entanto, não esquecerás de estender-lhe os recursos com que Deus já enriqueceu a assistência humana, a fim de socorrê-lo.
Solicitarás o amparo da providência divina, a benefício do ente amado que se tresmalhou em desequilíbrio; todavia, não olvidarás apoiá-lo com segurança e bondade, na recuperação necessária, segundo os preceitos das ciências espirituais que a Divina Providência já te colocou ao dispor nos conhecimentos da Terra.
Rogarás ao Céu te liberte dos que te perseguem ou dos que ainda não se harmonizaram contigo; entretanto; não lhe sonegarás tolerância e perdão, diante de quaisquer ofensas, conforme os ensinamentos de paz e restauração que o Céu já te deu, por intermédio de múltiplos instrutores da espiritualidade maior, em serviço no mundo.
Suplicarás a intercessão dos Mensageiros da Vida Superior para que te desvencilhes de certas dificuldades materiais, diligenciando, porém, desenvolver todas as possibilidades ao teu alcance, pela obtenção de trabalho digno, que te assegure a superação dos obstáculos, na pauta das habilitações que os Mensageiros da Vida Superior já te ajudaram a adquirir.
Ação é serviço.
Oração é força.
Pela oração a criatura se dirige, mais intensamente, ao Criador, procurando-Lhe apoio e benção, e, através da ação, o Criador se faz mais presente na criatura, agindo com ela e em favor dela.

(Livro Encontro de Paz)

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Jesus Gonçalves

Reencarnação

Há séculos, num carro de esplendores,
Minha vida era a angústia de outras vidas,
Estraçalhava multidões vencidas,
Coroado de púrpura e de flores.

Depois... A morte, os longos amargores...
Depois ainda... A volta a novas lidas,
O berço pobre, o manto de feridas,
A solidão e os prantos redentora.

Volve do rei antigo um réu que espanta,
E o Senhor concedeu-me a lepra santa
Para cobrir-me em chagas benfazejas!...

Mas, hoje, livre enfim de toda algema,
Posso saudar a dor justa e suprema:
– Emissária da luz, bendita sejas!...

(Livro: “Antologia dos Imortais” - Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.)

André Luiz, Emmanuel & Francisco C. Xavier

Se Fizer Força

Diz você que não pode respirar o clima de luta na experiência doméstica; entretanto, se fizer força no cultivo da renúncia santificante, fará da própria casa um refúgio de amor.

Diz você que não mais suporta o amigo desajustado, mas, se fizer força, no exercício da tolerância, é possível consiga convertê-lo amanhã em colaborador ideal.

Diz você experimentar imenso cansaço, diante do chefe atrabiliário e inconseqüente; contudo, se fizer força, sustentando a paciência, obterá nele, ainda hoje, um amigo fiel.

Diz você que não adianta ensinar o bem; no entanto, se fizer força para exemplificar o que ensina, atingirá realizações de valor inimaginável.

Diz você que se nota assaltado por enorme desânimo na pregação construtiva; entretanto, se fizer força, na sementeira da educação, transfigurará o seu verbo em facho de luz.

Diz você estar desistindo da caridade, ante os golpes da ingratidão, mas, se fizer força para prosseguir, ajudando sem exigência, surpreenderá na caridade a perfeita alegria.

Diz você que está doente e nada consegue de nobre e útil; no entanto, se fizer força para superar as próprias deficiências, vencerá a enfermidade, avançando em serviço e merecimento.

Diz você que conversação já lhe esgotou a reserva nervosa e dispõe-se à retirada para o repouso justo; contudo, se fizer força para continuar atendendo aos ouvintes, olvidando a própria fadiga, ninguém pode prever a extensão da colheita de bênçãos que virá da sua plantação de gentileza e bondade.

O grande bem de todos é feito nos pequenos sacrifícios de cada um.

E se fizermos força para viver, segundo os bons conselhos que articulamos para uso dos outros, em breve tempo transformaremos a Terra em luminoso caminho para a glória real.


(Livro: "O Espírito da Verdade" - EDIÇÃO FEB)

J. Ângelis & Divaldo Pereira Franco

Convite à Gratidão



“Bendizei aos que vos maldizem, orai pelos que vos insultam.”
(LUCAS: 6-28.)


Por temperamento te retrais em muitas circunstâncias, quando deverias e poderias exteriorizar os sentimentos que portas.
Supões que todos marcham guindados à alegria, tão jubilosos se manifestam, que evitas traduzir os tesouros da boa palavra e da gentileza que se vão enferrujando por desuso nos cofres do teu coração.
Recebes dádivas, fruis oportunidades, recolhes bênçãos, acumulas favores, arrolas benefícios e somente uma formal expressão já desgastada de reconhecimento te escapa dos lábios.
Justificas-te no pressuposto de que retribuíste com a necessária remuneração, nada mais podendo ou devendo fazer.
Não há, porém, moeda que recompense uma noite de assistência carinhosa à cabeceira do leito de um enfermo.
É sempre pálido o pagamento material, passado o sacrifício de quem se nos dedicou em forças e carinho.
Mas o gesto de ternura, a palavra cálida, a atenção gentil, o sorriso expressivo de afeto espontâneo são valores-gratidão que não nos cabe desconsiderar ou esquecer.

Em muitos profissionais deste ou daquele mister esfria-se a dedicação, substituída por uma cortesia estudada e sem vida, em conseqüência da ingratidão constante dos beneficiários das suas mãos e das suas atenções.
Acostumaram-se a ver no cliente de tal o qual procedência apenas um outro a mais e se desvincularam afetivamente, por não receberem o calor humano do sentimento da gratidão.
Gratidão, como amor, é também dever que não apenas aquece quem recebe, como reconforta quem oferece.
A pétala de rosa espalhando perfume ignora a emoção e a alegria que propicia.
Doa a tua expressão de reconhecimento junto aos que se tornaram frios e o teu amor aquecê-los-á.
Batendo-se-lhes às portas da afetividade, por gratidão, elas se abrirão para que a paz que ofereças reine em derredor deles e de ti mesmo, porquanto a regra excelsa é bendizer até aqueles que nos maldizem, orando por quantos nos insultam.


(De “Convites da Vida”)

terça-feira, 19 de outubro de 2010

J. Ângelis & Divaldo Pereira Franco

Momento Inesperado

O aprendizado na carne, por mais largo e benéfico se apresente, tem data marcada para sua conclusão.
O roteiro, de longa distância, a ser conquistado palmo a palmo, tem o seu ponto terminal.
O discurso, eloqüente e abrasador, por mais significativo, tem a sua última palavra.
O dever, mesmo quando de sabor eterno, apresenta-se em expressões transitórias que se interrompem, abrindo espaços para novas imposições.
No corpo tudo é transitório.
A vida física, por isso mesmo, é uma etapa muito breve da realidade do ser imortal.
Utilizá-la como sabedoria, amealhando recursos de luz, deve constituir a ação contínua do homem inteligente.
Enquanto o insensato se compromete, arregimentando as forças negativas, que terminam por consumi-lo, o homem esclarecido no Evangelho usa o recurso da sabedoria para colecionar as moedas da paz, armazenando-as nos cofres do dever.
Indispensável, portanto, viver pensando na vida transcendente.
Caminhar aguardando o dia perene.
Servir em termos de libertação íntima.
Nunca dissociar das empresas terrenas a circunstância da desencarnação.
O apego, em forma de imantação, a ansiedade pelo dia de amanhã como maneira de volúpia, o gozo, na condição de perenidade, devem ceder lugar ao amor amplo e irrestrito, libertador e abençoado, sem angústia pelo que passou, sem tormento pelo que vai chegar, numa vinculação perfeita às alegrias plenas do próprio transcendente prazer fruído.
Espíritos errantes, na busca do equilíbrio, os que estão na Terra, na vestidura carnal, encontram-se em depuração e os que abandonamos as células orgânicas, estamos em conquista de outros valores, para um dia podermos desfrutar de todas as concessões que ainda nos não são lícitas fruir.
Arma-te de amor, semeando sóis pelo caminho em sombras.
Desdobra a ternura, enlaçando os que sofrem, em liames de verdadeira fraternidade para o próprio bem e o de todos os outros.
Liberta, libertando-te; aquinhoa-os, brindando-te paz e desarmando-te dos instrumentos belicosos do egoísmo, da violência e da rebeldia contumaz.
Do dia e da hora da viagem ninguém sabe, disse Jesus, "só o Pai".
Vive, valorizando cada momento, como se ele fosse o terminal da romagem encetada, cujo compromisso no corpo tem um ponto final.

(Livro: Alegria de Viver)

Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Fenômenos e Benções



Examina a tua convicção começante.
Se ela nasceu de fenômenos que te impressionaram a mente ou de benefícios que recolheste, agradece o concurso daqueles que te moveram à luz, mas não permaneças indefinidamente na ofuscação que te imobiliza no louvor admirativo, qual se te demorasse sob o efeito de longa hipnose.
A natureza, em todas as plagas do Universo, é conjunto de fenômenos e bênçãos que nos desafiam o poder do estudo e a capacidade de gratidão.
O Sol é um espetáculo constante da Inteligência Divina, ante os olhos da Humanidade Terrestre que, muito de longe em longe, se lembra disso.
A fonte é uma ocorrência de materialização das mais belas, sustentando o hálito das criaturas por saciar-lhes a sede, sem que isso habitualmente as comova.
Emprega-te a compreender e servir.
Entrega os enigmas do Planeta aos cuidados da ciência que os deslindará, na hora precisa, e medita no fenômeno da tua própria individualidade.
Meçamos a nossa pequenez ante a grandeza da vida.
Vejamo-nos quais somos.
Não exagerar as nossas possíveis qualidades, mas valorizar o tempo e desenvolvê-las. Não esmorecer, à frente dos nossos defeitos, mas subjugá-los com paciência, diminuindo-lhes a força cada vez mais, até que possamos suprimi-los, por fim.
Imprescindível não esquecer que todo fenômeno é passível de dúvida, como recurso mutável e periférico.

Somente o espírito amealha valores imperecíveis.

Amaral Ornellas


Ave Cristo


Como outrora, no lago, ante o açoite do vento
Cristo, o Mestre e Senhor, vencendo a noite, avança!...
De novo, brilha a paz e ressurge a bonança
Sobre o estranho furor do temporal violento.

Ei-lo, excelso e imortal, seguindo, calmo e atento,
O Celeste Pastor, sem cansaço ou mudança,
No Espiritismo em luz, a Divina Esperança
Que combate a miséria e apaga o sofrimento...

Ave Cristo de Deus! Ave Glória da Vida!...
Fala, ainda, Senhor, à Terra empobrecida
Do celeste esplendor do trono a que te elevas!...

O Espiritismo é Cristo ao coração do povo,
Plasmando, no Evangelho, um mundo grande e novo
Ao sol do Eterno Amor que rompe as nossas trevas.

Do Livro "Através do Tempo", Francisco C. Xavier)

Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Abrigo Seguro

Diante de quaisquer provação da vida;
quando tudo te pareça incompreensão, barrando-te os passos;
se as circunstâncias do mundo te arrebatarem a presença de criaturas queridas;
no momento em que todos os recursos se te afigurem extintos;
perante os sofrimentos que te alcancem os seres amados;
ou à frente de inibições orgânicas que julgues irreversíveis, ilhando-te nos problemas da enfermidade;
não desanimes.
Pensa em Deus, refugia-te em Deus, espera por Deus e confia em Deus, porquanto, ainda mesmo quando te suponhas a sós, em meio de tribulações incontáveis, Deus está conosco e com Deus venceremos.

(Do livro "Recados da Vida")

J. Ângelis & Divaldo Pereira Franco

Abençoar as Oportunidades

Abençoa com alegria cada oportunidade evolutiva.

A dor enfrentada com resignação diminui de intensidade, tanto quanto suportada em silêncio passa com mais rapidez.

Nunca te alcançam os sofrimentos que não mereças, assim como não passarás pela Terra, em regime de exceção, sem os enfrentares.

As leis de Deus são iguais para todos.

Substituindo o amor que escasseia, a dor é a mestra que impulsiona ao avanço.

(Livro: Vida Feliz)

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Companheiros de Jornada

Talvez que um dos mais belos espetáculos ante a Espiritualidade Superior, seja o de anotar a persistência dos companheiros enfaixados na Vida Física, sempre que se mostrem decididamente empenhados a lutar pela vitória do bem.
Companheiros que, em muitas ocasiões comparecem nas tarefas do bem, vergados ao peso do sofrimento; que se reconhecem constantemente visitados por forças contrárias aos compromissos que abraçam a lhes testarem a resistência; que, não raro, suportam tempestades ocultas na própria alma: que, às vezes, se sentem espancados por injúrias nascidas de muitos daqueles aos quais se afeiçoaram com os mais altos valores da própria vida e, que, no entanto, renovam as próprias forças na oração, através da qual confiam em Deus e em si mesmos, prosseguindo adiante nos encargos construtivos que lhes dizem respeito.
Em outras circunstâncias, eles próprios caem no erro, sempre natural naqueles que ainda caminham sob os véus da existência física, mas sabem reerguer-se, de imediato, com suficiente humildade para o recomeço da marcha.
E trabalham. E se esfalfam na própria melhoria, respeitando a estrada dos outros, da qual recolhem exemplos edificantes, sem procurarem qualquer motivação à censura, evitando congelar a seara alheia.
Se te propões a colaborar no levantamento do bem de todos, não desistas de agir e servir.
Momentos sobrevirão em que o teu campo de atividades parecerá coberto de sombras e sentirás talvez o coração trânsido de lágrimas.
Ainda assim, não te marginalizes.
Chora, mas prossegue lutando e trabalhando pelo bem comum.
Se tropeças, reajusta-te.
Se cais, levanta-te e continua em serviço.
Se desenganos te requisitam, torna ao replantio de esperanças maiores e segue adiante, amando e auxiliando no melhor a fazer.
Relacionando as dificuldades que todos trazemos, por enquanto, nos recessos do ser, é justo considerar que a vitória em nós e sobre nós ainda nos custará muito esforço de construção e reajuste, entretanto, para altear-nos ao ideal do bem, fixando energias para sustentá-lo, recordemos o Cristo de Deus; regressando, depois da morte, à convivência dos discípulos, Jesus nem de longe lhes assinala as deficiências e as fraquezas e sim lhes reafirma em plenitude de confiança: - "Estarei convosco até o fim dos séculos."

Do livro: Amigo)

Meimei & Francisco C. Xavier

Por Onde Fores

Procura ver, além das formas, e ouvir acima das palavras, a fim de que aprendas a auxiliar.
Sob o espinheiro da irritação de um amigo, estará provavelmente um problema doloroso que desconheces.
Na base da resposta contundente de interlocutor determinado, a quem pediste cooperação e bondade, se esconde profundo pesar, prestes a se exprimir em aguaceiro de lagrimas.
No fundo da agressividade imprevista de um companheiro, do qual esperavas a frase consoladora que te arredasse das próprias inquietações permanece talvez um sofrimento maior que o teu.
E nas vozes que te pareçam inconvenientes, por demasiado extrovertidas e inoportunas, possivelmente se ocultam telas de angustia que, se expostas de improviso, te gelariam o coração.
Atende as tarefas que a vida te reservou e, sobretudo, empenha-te a entender, a fim de não reprovar.
No plano Terrestre, os chamados felizes suportam responsabilidades que se lhes afiguram algemas de cativeiro e muitos daqueles apontados por detentores de privilégios são criaturas chamadas à sustentação das atividades de outras muitas, trabalhando numa cela dourada por fora, mas encharcada por dentro pelo pranto da solidão.
Segue na estrada dos deveres que te foram assinalados, abençoando e amando sempre.
No mundo, somos todos viajores ante as rotas do tempo, em busca de aperfeiçoamento espiritual.
As tribulações que hoje marcam a senda dos outros, amanha talvez sejam também nossas.
Reflete na Bondade Infinita de Deus e caminha.
Por onde fores, carrega contigo a benção do entendimento e a luz da compaixão

(Da obra: Deus Aguarda.)

André Luiz & Francisco Cândido Xavier

A Palavra

A palavra é indubitavelmente um dos fatores determinantes no destino das criaturas:

Ponderada - favorece o juízo.
Leviana - descortina a imprudência.
Alegre - espalha o otimismo.
Triste - semeia desânimo.
Generosa - abre caminho à elevação.
Maledicente - cava despenhadeiros.
Gentil - provoca o reconhecimento.
Atrevida - traz a perturbação.
Serena - produz calma.
Fervorosa - impõe a confiança.
Descrente - invoca a frieza.
Bondosa - ajuda sempre.
Cruel - fere implacável.
Sábia - ensina.
Ignorante - complica.
Nobre - tece o respeito.
Sarcástica - improvisa o desprezo.
Educada - auxilia a todos.
Inconsciente - gera amargura.

Por isso mesmo, exortava Jesus: - " Não procures o argueiro nos olhos de teu irmão, quando trazes uma trave nos teus ".
A palavra é a bússola de nossa alma, onde estivermos.
Conduzamo-la na romagem do mundo para a orientação do Senhor, porque, em verdade, ela é a força que nos abre as portas do coração às fontes luminosas da vida ou às correntes da morte.

(De “Endereços da Paz”)

domingo, 17 de outubro de 2010

Soneto


I
Tudo passa no mundo. O homem passa
Atrás dos anos sem compreendê-los;
O tempo e a dor alvejam-lhe os cabelos,
À frouxa luz de uma ventura escassa.

Sob o infortúnio, sob os atropelos
Da dor que lhe envenena o sonho e a graça,
Rasga-se a fantasia que o enlaça,
E vê morrer seus ideais mais belos!...

Longe, porém, das ilusões desfeitas,
Mostra-lhe a morte vidas mais perfeitas,
Depois do pesadelo das mãos frias...

E como o anjinho débil que renasce,
Chora, chora e sorri, qual se encontrasse
À luz primeira dos primeiros dias.

II

Ah!... se a Terra tivesse o amor, se cada
Homem pensasse no tormento alheio,
Se tudo fosse amor, se cada seio
De mãe nutrisse os órfãos... Se na estrada

Do contraste e da dor houvesse o anseio
Do bem, que ampara a vida torturada,
Que jamais viu um raio de alvorada
Dentro da noite eterna que lhe veio

Do sofrimento que ninguém conhece...
Ah! se os homens se amassem nessa estância
A dor então desapareceria...

A existência seria a ardente prece
Erguida a Deus do seio da abundância,
Entre os hinos da paz e da alegria.

(Livro Parnaso de Além-Túmulo.Raimundo da Mota de Azevedo Correia &
Francisco Cândido Xavier.)

Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

O Passe

"Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e levou as nossas doenças". (Mateus, 8:17).

Meu amigo, o passe é transfusão de energias físio-psíquicas, operação de boa vontade, dentro da qual o companheiro do bem cede de si mesmo em teu benefício.
Se a moléstia, a tristeza e a amargura são remanescentes de nossas imperfeições, enganos e excessos, importa considerar que, no serviço do passe, as tuas melhoras resultam da troca de elementos vivos e atuantes.
Traze detritos e aflições e alguém te confere recursos novos e bálsamos reconfortantes.
No clima da prova e da angústia és portador da necessidade e do sofrimento.
Na esfera da prece e do amor um amigo se converte no instrumento da Infinita Bondade para que recebas remédio e assistência.
Ajuda o trabalho de socorro aqui mesmo com esforço da limpeza interna.
Esquece os males que te apoquentam, desculpa as ofensas de criaturas que te não compreendem, foge ao desânimo destrutivo e enche-te de simpatia e entendimento para com todos os que te cercam.
O mal é sempre a ignorância, e a ignorância reclama perdão e auxílio para que se desfaça, em favor da nossa própria tranqüilidade.
Se pretendes, pois, guardar as vantagens do passe que, em substância, é ato sublime de fraternidade cristã, purifica o sentimento e o raciocínio, o coração e o cérebro.
Ninguém deita alimento indispensável em vaso impuro.
Não abuses, sobretudo daqueles que te auxiliam. Não tomes o lugar do verdadeiro necessitado, tão-só porque os teus caprichos e melindres pessoais estejam feridos.
O passe exprime, também, gastos de forças e não deves provocar o dispêndio de energias do Alto com infantilidade e ninharias.
Se necessitas de semelhante intervenção recolhe-te à boa vontade, centraliza a tua expectativa nas fontes celestes do suprimento divino, humilha-te, conservando a receptividade edificante, inflama o teu coração na confiança positiva e, recordando que alguém vai arcar com o peso de tuas aflições, retifica o teu caminho, considerando igualmente o sacrifício incessante de Jesus por nós todos, porque de conformidade com as letras sagradas, "Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e levou as nossas doenças".

(De “Segue-me!...”)

Luta


Lute sempre por uma vida melhor,
Cheia de amor e muito carinho.
Tente fugir de tudo o que há de pior,
Procure trilhar um belo caminho.

Um caminho calmo e bem florido,
Um caminho sem lamas para pisar
E, assim poder bem ver o colorido
Da estrada por onde deve passar.

A luta traz muitos ensinamentos,
Ela aprimora nossos sentimentos
E nos faz melhor a vida enxergar.

Ela impulsiona nosso caminhar
E, nos dá ainda a oportunidade
De conhecer a felicidade.

(Júlio)

Auta de Souza & Francisco Cândido Xavier

Vem e Ajuda

Repara, além das rosas do teu horto,
Onde a luz do teu sonho brilha e mora,
Os romeiros que seguem, vida a fora,
Padecendo aflição e desconforto.

Infortunados náufragos sem porto,
Tristes, rogando a paz da Nova Aurora,
Levam consigo a dor que clama e chora
Sob as chagas do peito quase morto...

Não te detenhas!... Vem, socorre e ajuda
A multidão que passa, inquieta e muda,
Implorando-te amor, consolo e abrigo!

Reparte o pão que te enriquece a mesa,
Estendendo o teu horto de beleza,
E o mestre amado habitará contigo.

Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Ante o Divino Semeador



“Ouvi: eis que saiu o semeador a semear...” – Jesus. (Marcos, 4:3).


Jesus é o Semeador da Terra e a Humanidade é a Lavoura de Deus em Suas Mãos.
Lembremo-nos da renúncia exigida à semente chamada à produção que se destina ao celeiro para que não venhamos a sucumbir em nossas próprias tarefas.
Atirada ao ninho escuro da gleba em que lhe cabe desabrochar, sofre extremo abandono, sufocada ao peso do chão que lhe esmaga o envoltório.
Sozinha e oprimida, desenfaixa-se das forças inferiores que a constringem, a fim de que os seus princípios germinativos consigam receber a bênção do céu.
Contudo, mal se desenvolve, habitualmente padece o assalto de vermes que lhe maculam o seio, quando não experimenta a avalancha de lama, por força dos temporais.
Ainda assim, obscura e modesta, a planta nascida crê instintivamente na sabedoria da natureza que lhe plasmou a existência e cresce para o brilho solar, vestindo-se de frondes tenras e florindo em melodias de perfume e beleza para frutificar, mais tarde, nos recursos que sustentam a vida.
À frente do Semeador Sublime, não esmoreças ante os pesares da incompreensão e do isolamento, das tentações e das provas aflitivas e rudes.
Crê no Poder Divino que te criou para a imortalidade e, no silêncio do trabalho incessante no bem a que foste trazido, ergue-te para a Luz Soberana, na certeza de que, através da integração com o amor que nos rege os destinos, chegarás sob a generosa proteção do Celeste Pomicultor, à frutificação da verdadeira felicidade.

(De “Ceifa de luz”)

Fraternidade


Mãos que se alongam para auxiliar outras mãos que fraquejam.
Sentimentos que se engrandecem para apoiar emoções que necessitam de amparo.
Esforços que se conjugam a fim de amenizar amarguras.
Vibrações de amor que vencem distâncias, objetivando mudar paisagens tristes
das mentes e dos corações.
Espíritos valorosos que se dirigem às furnas da aflição, encorajados pelo desejo
de amar aos que desfaleceram nas lutas.
Preces que se evolam da pira do puro amor, buscando os ouvidos divinos em favor dos que choram, eis a ação da fraternidade vestindo de esperanças os painéis torpes do mundo ou emoldurando de belezas as construções edificantes dos ideais libertadores da Humanidade.
Fraternidade, vibração do Cristo unindo os homens como verdadeiros irmãos,
louvada sejas!

(De: “Heranças de Amor”,Eros & Divaldo P. Franco)

sábado, 16 de outubro de 2010

Cruz e Souza

Felizes os que tem Deus


Entre esse mundo de apodrecimento
E a vida de alma livre, de alma pura,
Ainda se encontra a imensidade escura
Das fronteiras de cinza e esquecimento.

Só o pensador que sofre e anda à procura
Da verdade e da luz no sentimento,
Pode guardar esse deslumbramento
Da Fé – fonte de mística ventura.

Feliz o que tem Deus nessa batalha
Da miséria terrena, que estraçalha
Todo o anseio de amor ou de bonança!...

Venturoso o que vai por entre as dores
Atravessando o oceano de amargores,
No bergantim sagrado da Esperança.

(Parnaso de Além-Túmulo. Francisco Cândido Xavier)

Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Diante da Paz


Entendendo-se a paciência, à maneira de ciência da paz, não procures a paz, a distância, de vez que ela reside em ti mesmo.
A paz, no entanto, baseia-se na lei da troca que mantém o equilíbrio do Universo, através do binômio "dar e receber".
Semeia a paz, a fim de que a recolhas.
Quando te não seja possível providenciar a segurança do ambiente fustigado de inquietação, mentaliza a paz por intermédio da palavra e do pensamento.
Ante os enfermos, cala os assuntos suscetíveis de criar agitação e oferece-lhes a tranqüilidade, relacionando temas capazes de garanti- la; entretanto, se o verbo não te for facultado, envia idéias de reconforto e encorajamento aos doentes, diligenciando proteger-lhes as forças mentais, ameaçadas de desgoverno.
Surpreendendo a discórdia, permanece com a verdade e aclara o caminho, mas emite pensamentos de paz, no rumo dos irmãos em contenda; e, se podes falar, pronuncia a frase edificante que consiga ajudar a extinguir os focos de perturbação ou desequilíbrio.
Renteando com alguma criatura menos feliz, por maiores sejam os motivos que a tornem pouco simpática, rememora os vínculos de fraternidade que nos unem fundamentalmente uns aos outros e procura ampara-la mentalmente, abençoando-lhe a presença com silenciosas mensagens de amor e renovação.
Se recebes notícias acerca das aflições e provas de alguém, endereça a esse alguém pensamentos de compreensão e consolo que lhe favoreçam o reajuste.
Conversando, acalma os que te ouvem.
Escrevendo, articula imagens de otimismo e confiança, serenidade e alegria.
Lembrando amigos ou inimigos, envia-lhes votos de êxito nas tarefas e compromissos que abracem.
Seja a quem seja, auxilia como e quanto puderes, a fim de que todos os que se comunicam contigo permaneçam em paz e alegria.
Cada consciência, na Excelsa Criação de Deus, é núcleo de vida independente na Vida Imperecível.
Reflete na importância de tua própria imortalidade e recorda, onde estejas, que a paz de teu ambiente começa invariavelmente de ti.
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