terça-feira, 31 de maio de 2011

Joanna de Ângelis & Divaldo Pereira Franco

Verdade Libertadora

Realizado o estudo do Evangelho no lar de Josef Kackulack, na noite de 5 de junho, em Viena, Áustria, o tema foi Não ponhais a candeia debaixo do alqueire, capitulo XXIV, de O Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, após o qual a Mentora espiritual escreveu a presente mensagem.

A verdade sempre predomina.
O culto à mentira é dos mais danosos comportamentos a que o indivíduo se submete. Ilusão do ego, logo se dilui ante a linguagem espontânea dos fatos. Responsável por expressiva parte dos sofrimentos humanos, fomenta a calúnia — que lhe é manifestação grave e destrutiva — a infâmia, a crueldade...
A maledicência é-lhe filha predileta, por expressar-lhes os conteúdos perturbadores, que a imaginação irrefreada e os sentimentos infelizes dão curso.
Além desses aspectos morais, a mentira não resiste ao transcurso do tempo. Sem alicerce que a sustente, altera a sua forma ante cada evento novo e de tal maneira se modifica, que se desvela. Por ser insustentável, quem se apóia na sua estrutura frágil padece insegurança contínua.
Porque é exata na sua forma de apresentar-se, a verdade é o inimigo formal da mentira. Enquanto a primeira esplende ao sol dos acontecimentos e exterioriza-se sem qualquer exagero, a segunda é maneirosa, prefere a sombra e comunica-se com sordidez. Uma é fruto da realidade; a outra, da fantasia, que não medita nas consequências de que se reveste.
A mentira teme o confronto com a verdade. Aloja-se nas sombras, espraia-se, às escondidas, e encontra, infelizmente, guarida.
A verdade jamais se camufla; surge com força e externa-se com dignidade. Não tem alteração íntima, permanecendo a mesma em todas as épocas. Ninguém consegue ocultá-la, porque, semelhante à luz, irradia-se naturalmente. Nem sempre é aceita, por convidar à responsabilidade. Amiga do discernimento, é a pedra angular da consequência de si mesmo, fator ético-moral da conduta saudável.
Enquanto a mentira viger, a acomodação, o crime afrontoso ou sob disfarce, o abuso do poder e a miséria de todo tipo predominarão na Terra exaltando os fracos, que assim se farão fortes, os covardes, que se tornarão estóicos, os astutos, quetriunfarão em detrimento dos sábios, dos nobres e dos bons...
Face a tais logros, que propicia, não obstante efêmeros, os seus famanazes e cultuadores detestam e perseguem a verdade. Não medem esforços para impedir-lhe a propagação, por saberem dos resultados que advirão com o seu estabelecimento entre as criaturas.
São baldas, porém, tão insanas atitudes.
A verdade espera... Seus opositores enfermam, envelhecem e morrem, enquanto ela permanece.
A mentira é de breve existência. Predomina por um pouco, esfuma-se e passa...
Na sua constituição molecular, conforme se apresenta, o corpo é uma realidade-mentira, por ser um revestimento transitório, que sofre alterações incessantes até o momento da sua transformação fatalista pelo morte.
O espírito é o ser; o corpo é o não-ser, conforme definiu Platão.
A busca da verdade — o que é permanece — é a meta da existência física.
A verdade cresce à medida que o ser se desenvolve. Sem abandonar as suas raízes, faz-se profunda, é sempre atual e enfrenta a razão em todas as épocas com os equipamentos da lógica e da realidade.
Ela objetiva sempre alcançar o ser em sua plenitude, permanecendo como diretriz para a vida, sustentação dos ideais e segurança para todos os cometimentos. É a grande libertadora da criatura. Sem a sua vigência predominam as trevas, a barbárie, o abuso dos costumes.
A verdade é pão que nutre, medicamente que cura, guia que conduz com equilíbrio. Jamais fica desconhecida, por maiores sejam os obstáculos que se lhe anteponham. Escapa a qualquer controle, por ser soberana, e, mesmo quando aparentemente morta, renasce.
O encontro com a verdade produz choque, por significar o desaparecimento da ilusão, a saída do comodismo, da paralisia, do prazer frustrante.
Jesus, em resposta admirável, afirmou: — Busca a verdade e a verdade te libertará.
*
Ninguém tem o direito de ocultar a verdade, qual se fosse uma luz que devesse ficar escondida. Onde se encontre, irradia claridade e calor.
O seu conhecimento induz o portador a apresentá-la onde esteja, a divulgá-la sempre. Pelos benefícios que proporciona, estimula à participação, à solidariedade, difundindo-a.
Quem a encontrou, sente-se convidado a torná-la conhecida, a esparzi-la como pólen de vida.
Embora muitas criaturas cheias de si, vítimas do orgulho e da prosápia, não demonstrem interesse em travar contato com ela, não a ocultes por timidez, receio ou preconceito dos outros. A tua fé espírita fundamenta-se na verdade. Vem de Jesus - Cristo, que a anunciou.
Sem agredir ninguém, ou impô-la, coloca-a, sem qualquer constrangimento, no velador, a fim de que todos a conheçam, e com ela se relacionem aqueles que estiverem interessados ou necessitados.
Faze a tua parte, e a vida fará o restante.


(De “Sob a proteção de Deus”)

Rosemeire Zago

Sofremos muitas vezes por comportamentos aprendidos como corretos em uma época de nossa vida em que não tínhamos discernimento para escolher. Todos sabem que a formação que a criança recebe na infância influencia toda sua vida. Atos, opiniões sobre religião, costumes, moral, preconceitos, regras de conduta, princípios, que variam culturalmente, de família para família, e interiormente, de criança para criança, tudo vai se modelando e se delineando, sem sequer analisarmos quando adultos se ainda continuam a ter algum valor, mantendo o mesmo pensamento e valores, das quais sentimos muita dificuldade em nos libertar. Apenas continuamos a repeti-los, e sofremos por verdades que permitimos se tornarem absolutas, mas quando as analisamos descobrimos que jamais foram as nossas verdades. E ainda assim, quando conscientes disso, permanecemos estagnados.
Se não houver preocupação em erradicar os velhos padrões ou crenças inadequadas ao nosso mundo interior, corremos o risco de viver sob as condições do que nos ensinaram que é correto, mas que nada nos vale em nossa própria vida, só nos causando conflitos, sofrimento e prisões, da qual somente nós mesmos podemos nos libertar.
Ao longo da vida, acumulamos crenças a respeito de nós mesmos e do mundo. Essas crenças passam a agir automaticamente, ou seja, sequer percebemos que determinam nossas escolhas e reações. As crenças que desenvolvemos a partir das lições que aprendemos têm seu aspecto positivo quando funcionam como princípios que nos proporcione crescimento. O aspecto negativo é quando nos fixamos em algumas delas e nos recusamos a refletir e mudar.
Se não perceber que está sendo conduzido por crenças, é pouco provável que consiga mudar. Como mudar o que não conhecemos e entendemos? Apenas quando nos tornamos conscientes de verdades que não são nossas e da necessidade de mudar, é que podemos nos libertar.
Para mudar padrões de pensamentos e comportamentos de uma vida inteira, temos que nos predispor a conhecer e compreender o que sentimos. É quando começamos a crescer, pois o mesmo só acontece quando nos tornamos conscientes do que sentimos. Algumas pessoas insistem em dizer que se conhecem, talvez se conheçam superficialmente. Quando alguém resiste a mudar, nos faz pensar que na verdade elas não compreendem a si mesmas o suficiente para perceber o quanto uma ou mais mudanças são necessárias.
O processo da psicoterapia ainda é o mais indicado para o processo de autoconhecimento. Mas o preconceito ainda existe. As justificativas, ou melhor, resistências, são muitas: não preciso de ajuda; não quero lembrar do que aparentemente está esquecido e enterrado; para que explorar o que já passou, entre tantas outras. Todas essas justificativas só demonstram o quanto a falta de conhecimento dos fatos ocorridos no passado podem ainda estar influenciando sua vida no momento presente. É preciso entender os acontecimentos do passado para identificar o quanto ainda estão vivos e ativos no inconsciente. Viver presos a crenças faz com que vivamos no passado, assim, a recusa em examinar o passado pode nos manter ainda mais preso a ele. Só quando examinamos as crenças que ainda nos aprisionam e nos impede de agir é que conseguimos ficar livres para o novo e viver o momento presente. Mas é comum não querer se conhecer porque isso significa ter que examinar não só o passado, mas tudo aquilo que está bem dentro de nós, e tememos o que podemos encontrar, escolhendo assim a estagnação, por medo, comodismo, ignorância, orgulho, em detrimento ao crescimento. O crescimento exige que nos preparemos para ouvir a nós mesmos e estarmos dispostos a lidar com que encontrarmos, e para isso é preciso querer!
Algumas perguntas que poderá fazer a si mesmo para identificar quais crenças e valores afetam sua vida:
- Qual o grau de influência da opinião de outras pessoas sobre meus atos?
- Quais crenças cooperam para meu bem-estar interior?
- O que me dificulta ter suficiente autonomia para tomar minhas próprias decisões?
- Espero o reconhecimento de alguém por aquilo que realizo e conquisto? Quem?
- O que me impede de ter uma vida mais feliz?
- Tenho o hábito de perguntar sobre o que devo fazer para outras pessoas? Quem?
- Os conceitos que carrego dentro de mim, ou seja, aquilo em que acredito, aumenta ou diminui minha autoconfiança?
Quando identificamos e conseguimos nos desfazer das crenças inadequadas, morre em nos tudo aquilo que é velho, e passamos a reformular ou remodelar novos caminhos, agora de acordo com nossos próprios desejos e valores, o que nos dá a sensação de estamos verdadeiramente libertos!
Por que não sermos mais humildes e aceitarmos que a maneira com que lidamos com as situações está nos fazendo sofrer? Humildade não tem nada haver com submissão, inferioridade, como muitos acreditam. No entanto, está associada a gentileza, simplicidade, lucidez. Somos humildes quando percebemos que ainda temos muito que aprender, por mais informações que tenhamos, por mais livros que lemos, por mais viagens que fizemos, por mais experiências que adquirimos no decorrer dos anos. É importante lembrar que humildade não é passividade, muito pelo contrário, exige acima de tudo confiança em si mesmo. Somente quem tem plena consciência do seu valor pessoal é que não precisa se exaltar.
O autoconhecimento é a capacidade que nos permite perceber, de forma gradativa, tudo que necessitamos transformar. Por isso sua importância! Não precisamos ter medo de nos conhecer, como se isso fosse um fardo do qual não podemos nos livrar, muito pelo contrário; ter maior percepção de si mesmo é o que nos capacita a mudar tudo aquilo que nos faz mal ou nos causa conflito e sofrimento, ampliando nossa consciência sobre nossos potenciais adormecidos, a fim de que possamos vir a ser aquilo que somos em essência. E isso é simplesmente fantástico.

(Enviado por Angela)

O Céu e o Inferno

A explicação que a doutrina espírita oferece sobre
as penas e gozos futuros é fruto da experiência direta com os espíritos

As penas e os gozos são inerentes ao grau de perfeição dos espíritos. Cada um tira de si mesmo o princípio de sua felicidade ou da sua desgraça. E como os espíritos estão por toda parte, não existe um lugar circunscrito ou fechado que possamos chamar de paraíso, inferno ou purgatório. Existe o estado moral dos espíritos.
Quanto aos encarnados, esses são mais ou menos felizes ou desgraçados, conforme é mais ou menos adiantado o mundo em que habitam. Inferno e paraíso são simples alegorias; por toda parte há espíritos ditosos ou infelizes. Os espíritos de uma mesma ordem se reúnem por simpatia e, quando são perfeitos, podem reunir-se onde queiram.
O “purgatório”
Por “purgatório” deve-se entender dores físicas e morais, ou seja, o tempo da expiação. Quase sempre é neste mundo que fazemos o nosso “purgatório”, onde Deus nos concede a chance de expiarmos as nossas faltas. Então, o que se deve entender por purgatório? Nada mais é que um estado de sofrimento físico e moral, consistindo geralmente nas provas da vida corporal, até que consigamos superar nossas provas, elevando-nos ao estado de espíritos bem-aventurados.
Sintetizando: Inferno é uma vida de prova extremamente penosa, com incerteza de uma melhora. Purgatório é uma vida também de provas, mas com a consciência de um futuro melhor.
Por “alma a penar” deve-se entender uma alma errante e sofredora, incerta de seu futuro e à qual proporcionar o alívio que muitos vezes solicita, vindo comunicar-se conosco.
Por “céu” não se deve entender um lugar onde os espíritos bons estejam todos aglomerados, sem outra preocupação que a de gozar, pela eternidade toda, de uma felicidade passiva. Céu é o espaço universal; são os planetas, as estrelas e todos os mundos superiores onde os espíritos gozam plenamente de suas faculdades, sem as preocupações da vida material nem as angústias peculiares à inferioridade. As expressões “quarto, quinto céu” etc., indicam graus de purificação e, em consequência, de felicidade.
Foi por isso que Jesus disse: “ Meu reino não é deste mundo”. É que o seu reinado também não consiste em um aglomerado de seus súditos neste planeta, mas se exerce unicamente sobre os corações puros e desinteressados. Ele está onde quer que domine o amor do bem. O bem só reinará na Terra quando, entre os espíritos que a virão habitar, os bons predominarem, fazendo com que nela reinem o amor e a justiça, fonte do bem e da felicidade. Haverá a transformação da humanidade, ocorrendo pela encarnação, aqui, de espíritos melhores, que constituirão na Terra uma geração nova. Os espíritos dos maus, que a morte irá ceifando a cada dia, e os de todos que tendem a deter a marcha das coisas serão daqui excluídos, pois que viriam a estar deslocados entre os homens de bem, cuja felicidade perturbariam. Irão para outros mundos, menos adiantados, desempenhar missões penosas, trabalhando pelo seu próprio adiantamento e, ao mesmo tempo, pelo de seus irmãos ainda mais atrasados.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Companheiros de jornada

Talvez que um dos mais belos espetáculos ante a Espiritualidade Superior, seja o de anotar a persistência dos companheiros enfaixados na Vida Física, sempre que se mostrem decididamente empenhados a lutar pela vitória do bem.
Companheiros que, em muitas ocasiões comparecem nas tarefas do bem, vergados ao peso do sofrimento; que se reconhecem constantemente visitados por forças contrárias aos compromissos que abraçam a lhes testarem a resistência; que, não raro, suportam tempestades ocultas na própria alma: que, às vezes, se sentem espancados por injúrias nascidas de muitos daqueles aos quais se afeiçoaram com os mais altos valores da própria vida e, que, no entanto, renovam as próprias forças na oração, através da qual confiam em Deus e em si mesmos, prosseguindo adiante nos encargos construtivos que lhes dizem respeito.
Em outras circunstâncias, eles próprios caem no erro, sempre natural naqueles que ainda caminham sob os véus da existência física, mas sabem reerguer-se, de imediato, com suficiente humildade para o recomeço da marcha.
E trabalham. E se esfalfam na própria melhoria, respeitando a estrada dos outros, da qual recolhem exemplos edificantes, sem procurarem qualquer motivação à censura, evitando congelar a seara alheia.
*
Se te propões a colaborar no levantamento do bem de todos, não desistas de agir e servir.
Momentos sobrevirão em que o teu campo de atividades parecerá coberto de sombras e sentirás talvez o coração trânsido de lágrimas.
Ainda assim, não te marginalizes.
Chora, mas prossegue lutando e trabalhando pelo bem comum.
Se tropeças, reajusta-te.
Se cais, levanta-te e continua em serviço.
Se desenganos te requisitam, torna ao replantio de esperanças maiores e segue adiante, amando e auxiliando no melhor a fazer.
Relacionando as dificuldades que todos trazemos, por enquanto, nos recessos do ser, é justo considerar que a vitória em nós e sobre nós ainda nos custará muito esforço de construção e reajuste, entretanto, para altear-nos ao ideal do bem, fixando energias para sustentá-lo, recordemos o Cristo de Deus; regressando, depois da morte, à convivência dos discípulos, Jesus nem de longe lhes assinala as deficiências e as fraquezas e sim lhes reafirma em plenitude de confiança: - "Estarei convosco até o fim dos séculos."

(Do livro: Amigo)

Joanna de Ângelis & Divaldo Pereira Franco

Almas-Problemas

A pessoa-problema que renteia contigo, no processo evolutivo, não te é desconhecida...
O filhinho-dificuldade que te exige doação integral, não se encontra ao teu lado por primeira vez.
O ancião-renitente que te parece um pesadelo contínuo, exaurindo-te as forças, não é encontro fortuito na tua marcha...
O familiar de qualquer vinculação que te constitui provação, não é resultado do acaso que te leva a desfrutar da convivência dolorosa.
Todos eles provêm do teu passado espiritual.
Eles caíram, sim, e ainda se ressentem do tombo moral, estando, hoje, a resgatar injunção penosa. Mas tu também.
Quando alguém cai, sempre há fatores preponderantes e outros predisponentes, que induzem e levam ao abismo.
Normalmente, oculto, o causador do infortúnio permanece desconhecido do mundo. Não, porém, da consciência, nem das Soberanas Leis.
Renascem em circunstâncias e tempos diferentes, todavia, volvem a encontrar-se, seja na consanguinidade, através da parentela corporal, ou mediante a espiritual, na grande família humana, tornando o caminho das reparações e compensações indispensáveis.
*
Não te rebeles contra o impositivo da dor, seja como se te apresente.
Aqui, é o companheiro que se transforma em áspero adversário; ali, é o filhinho rebelde, ora portador de enfermidade desgastante; acolá, é o familiar vitimado pela arteriosclerose tormentosa; mais adiante, é alguém dominado pela loucura, e que chegam à economia da tua vida depauperando os teus cofres de recursos múltiplos.
Surgem momentos em que desejas que eles partam da Terra, a fim de que repouses...
Horas soam em que um sentimentos de surda animosidade contra eles te cicia o anelo de ver-te libertado...
Ledo engano!
Só há liberdade real, quando se resgata o débito.
Distância física não constitui impedimento psíquico.
Ausência material não expressa impossibilidade de intercâmbio.
O Espírito é a vida, e enquanto o amor não lene as dores e não lima as arestas das dificuldades, o problema prossegue inalterado.
*
Arrima-te ao amor e sofre com paciência.
Suporta a alma-problema que se junge a ti e não depereças nos ideais de amparar e prosseguir.
Ama, socorrendo.
Dia nascerá, luminoso, em que, superadas as sombras que impedem a clara visão da vida, compreenderás a grandeza do teu gesto e a felicidade da tua afeição a todos.
O problema toma a dimensão que lhe proporcionas.
Mas o amor, que “cobre a multidão dos pecados” voltado para o bem, resolve todos os problemas e dificuldades, fazendo que vibre, duradoura, a paz por que te afadigas.

(De “Alerta”)

Joshua Kadison

Paramahansa Yogananda

A Expansão:
- Cada minuto é uma eternidade porque a eternidade pode ser experimentada em cada minuto. Cada dia, hora ou minuto é uma janela através da qual você pode ver a eternidade. A vida é breve e, entretanto, sem fim. A alma é eterna, mas na curta estação desta vida você deve colher o máximo da imortalidade.
- Tudo é Deus. Tanto esta sala quanto todo o universo estão flutuando como num filme na tela da minha consciência...
Eu olho para esta sala e vejo nada mais do que Espírito puro, Luz pura, Alegria pura.
A figura de meu corpo e de seus corpos - e de todas as coisas desse mundo - são apenas raios de luz provenientes daquela única Luz Sagrada. Olhando esta Luz, não vejo nada além do Espírito puro.
- A eternidade se estende à minha volta, embaixo, acima, à esquerda, à direita, à frente, atrás, dentro e fora.
De olhos abertos, vejo-me como um pequeno corpo.
De olhos fechados, percebo-me como o centro cósmico ao redor do qual gira a esfera da eternidade, da bem-aventurança do onisciente espaço vivente.
- Enquanto estivermos imersos na consciência do corpo, seremos como estranhos num país desconhecido.
Nossa terra natal é a onipresença.
- Eu O sinto transbordando em meu coração e em todos os corações, através dos poros da terra, do céu, de todas as coisas criadas.
Ele é o eterno movimento da alegria. Ele é o espelho de silêncio no qual está refletida toda a criação.
- Aprenda a ver Deus em todas as pessoas, de qualquer raça ou credo.
Somente quando começar a sentir sua unidade com todos os seres humanos é que você saberá o que é o amor divino;
não antes.
- O Oceano do Espírito se transformou na pequena bolha da minha alma.
Seja flutuando no nascimento ou desaparecendo na morte, a pequena bolha da minha alma não pode morrer no oceano da percepção cósmica.
Eu sou consciência indestrutível, protegida no seio imortal do Espírito.
- Certo dia vi uma pequenina formiga subindo um monte de areia. E pensei:
"A formiga deve estar pensando que está escalando os Himalayas!"
O montinho deve ter parecido gigantesco para a formiga, mas não para mim.
Analogamente, um milhão de anos solares podem representar menos de um minuto na mente de Deus.
- Devemos aprender a pensar em grandes termos:
Eternidade!
Infinito!
- Ó Espírito, ensina-nos a curar o corpo, revitalizando-o com Tua energia cósmica; a curar a mente com a concentração e alegria; a curar a doença da ignorância da alma com o bálsamo divino da meditação em Ti..
- O método mais eficaz para uma cura instantânea é a fé em Deus, absoluta e incondicional.
Fazer um esforço constante para despertar este tipo de fé é a maior e mais gratificante obrigação do homem.
- A Fonte Infinita é um dínamo infinito que embebe a alma sem cessar, com força, felicidade e poder.
É por isto que é tão importante você confiar o máximo que puder na fonte infinita.

(Enviado por Angela)

Victor Hugo & Divaldo P. Franco

Caridade...

[...] A palavra caridade, face ao mau uso que se tem feito do conteúdo que ela reveste, passou a significar um disfarce mediante o qual se ocultam sentimentos inferiores, que assumem falsa condição de nobreza.
Inúmeros indivíduos e Organizações inescrupulosas exploram-lhe o lapidar conceito que sem vem deteriorando, vivendo às custas da desventura e das necessidades alheias, assumindo posições de benfeitores e promotores do bem, quando não passam de vis assaltantes dos direitos dos pobres e infelizes que buscam agasalhar-se sob a proteção da inigualável virtude, que se faz mãe da fé e irmã da esperança.
Alardeiam-lhe a prática enquanto a utilizam nos jogos sórdidos da exploração, repassando o mínimo do muito que recolhem, não raro distribuindo-se as dádivas mirradas com verbetes ácidos, cenho carrancudo e gestos ásperos, que mais humilham os que perderam, ou chegaram a possuir bens, e se vêem obrigados a renunciar à dignidade pessoal, à honradez, ante a imposição rude das necessidades.
Tais campeões da caridade, aplaudidos até, e respeitados nos círculos das vãs conveniências humanas, quando mudar a cena do teatro da vida retornarão ao palco onde antes brilharam, com outros figurinos e atuações inversos ao comportamento atual, quando serão os recorrentes, não mais os doadores... É o inexorável impositivo da Lei Divina! [...]

(De “Árdua ascensão”)

sábado, 28 de maio de 2011

Emmanuel & Francisco Cândido Xavier


Não esmoreças

"Não temas as coisas que tens de sofrer . . ." - Apocalipse, 2:10.

Confia na Divina Providência que te deu a vida, e nunca esmoreças.
Ainda que os teus melhores propósitos apareçam frustrados, não te desencorajes nas empresas de elevação.
Perseverança é a base do êxito na realização de todas as boas obras.
Ainda que as tuas mais belas esperanças se esfumem, ao toque de inesperados desenganos, não te abatas sob o peso de inquietações desnecessárias.
Recomeço de ação desmantelada é construção de segurança.
Ainda que te acusem indebitamente, com recordação de delitos dos quais não tiveste o mínimo conhecimento, não te afastes dos encargos que a existência te reservou.
O tempo falará por ti, no momento oportuno.
Ainda que a tarefa em tuas mãos se mostre aparentemente perdida, não desesperes.
Fracasso é lição para que se faça o melhor.
Ainda mesmo que essa ou aquela enfermidade te ameace a estabilidade orgânica, não desanimes.
O Auxílio Invisível da Espiritualidade Superior possui veículos inúmeros de socorro, a fim de trazer-nos reequilíbrio e renovação.
Ainda mesmo quando as afeições mais queridas te deixem a sós, não te permitas entorpecer os braços ante o frio da solidão.
O amparo da Vida Maior te guiará no rumo de corações outros que te abençoem a presença e te garantam as energias para que não falhes nas realizações edificantes para as quais te diriges.
Seja qual for a provação que te assinale o caminho, jamais esmoreças.
Mantém-te na confiança em Deus e espera por Deus, trabalhando e servindo na edificação do bem de todos, tanto
quanto isso se te faça possível, porque Deus também confia, esperando por ti.


Livro: “Recado do Além”

Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

O Mestre e o Apóstolo


Luminosa, a coerência entre o Cristo e o Apóstolo que lhe restaurou a palavra.
Jesus, o Mestre.
Kardec, o Professor.
Jesus refere-se a Deus, junto da fé sem obras.
Kardec fala de Deus, rente às obras sem fé.
Jesus é combatido, desde a primeira hora do Evangelho, pelos que se acomodam na sombra.
Kardec é impugnado desde o primeiro dia do Espiritismo, pelos que fogem da luz.
Jesus caminha sem convenções.
Kardec age sem preconceitos.
Jesus exige coragem de atitudes.
Kardec reclama independência mental.
Jesus convida ao amor.
Kardec impele à caridade.
Jesus consola a multidão.
Kardec esclarece o povo.
Jesus acorda o sentimento.
Kardec desperta a razão.
Jesus constrói.
Kardec consolida.
Jesus revela.
Kardec descortina.
Jesus propõe.
Kardec expõe.
Jesus lança as bases do Cristianismo, entre fenômenos mediúnicos.
Kardec recebe os princípios da Doutrina Espírita, através da mediunidade.
Jesus afirma que é preciso nascer de novo.
Kardec explica a reencarnação.
Jesus reporta-se a outras moradas.
Kardec menciona outros mundos.
Jesus espera que a verdade emancipe os homens; ensina que a justiça atribui a cada um pelas próprias obras e anuncia que o Criador será adorado, na Terra, em espírito.
Kardec esculpe na consciência as leis do Universo.
Em suma, diante do acesso aos mais altos valores da vida, Jesus e Kardec estão perfeitamente conjugados pela Sabedoria Divina.
Jesus, a porta.
Kardec, a chave.

Livro: Opinião Espírita

terça-feira, 24 de maio de 2011

Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Credores sempre

Pais e mães — dois vínculos de amor - na experiência terrestre que não se podem esquecer sem perpetrar ingratidão.
São eles que se esquecem para que os filhos — espíritos reencarnantes no mundo — deles faça berço e ninho, apoio e teto; que se arrancam das gratificações dos sentidos para sacrifício e abnegação, a fim de que os próprios rebentos não sofram carência de proteção notadamente no difícil período de adaptação, a que denominamos “infância”; que formam o lar e sustentam-no por base do aperfeiçoamento e do progresso; que garantem aos filhos a certidão de presença na Terra, doando-lhes o nome e a localização social de que necessitam.
*
Existem na Terra os que asseguram que a comunhão afetiva entre duas criaturas é incompatível com os serviços de fraternidade e elevação, sem se recordarem de que dispõem de um corpo em favor da própria evolução, à custa de pai e mãe que se puseram a servi-los, através da comunhão afetiva, cujo valor pretendem desconhecer.
Que se corrijam as manifestações poligâmicas, em nome do amor, é providência justa; entretanto, condenar a ligação afetiva, entre os seres que sabem honrar os compromissos que assumem e da qual se derivam todas as civilizações existentes no Planeta, seria renegar a fonte da própria vida, que nos empresta a vida na Terra, em nome de Deus.
**
Pais e mães, como forem e onde estiverem, são e serão sempre credores respeitáveis nos domínios da existência, principalmente para quantos se lhes erigem na condição de filhos e descendentes.
Decerto que os filhos nem sempre se harmonizam com os pais nos ideais que abraçam, como também nem sempre os pais se harmonizam com os filhos, nos propósitos a que se afeiçoam, — de vez que no campo da alma cada Espírito é um mundo por si —; no entanto, é tão significativa a função dos progenitores, nas lides terrenas, que a voz do Mundo Maior, ouvida por Moisés, no lançamento das Leis Divinas incluiu, entre os itens mais importantes para a felicidade do homem na Terra, a legenda inesquecível — “honrarás pai e mãe”.

(De “Rumo Certo”)

De Paulo aos Coríntios

"Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa, ou como o címbalo que retine.

Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência: ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver amor, nada serei.

E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso se aproveitará.

O amor é paciente, é benigno, o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz incovenientemente, não procura seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

O amor jamais acaba. Mas, havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, passará. Porque em parte conhecemos e em parte profetizamos. Quando porém vier o que é perfeito, o que então é em parte, será aniquilado.

Quando eu era menino, falava como um menino, sentia como menino. Quando cheguei a ser homem, desisti das coisas próprias de menino.

Porque agora vemos como um espelho, obscuramente, e então veremos face a face; agora conheço em parte, e então conhecerei como sou conhecido.

Agora, pois, permanecem a Fé, a Esperança e o Amor. Estes três. Porém o maior deles é o Amor".

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Stevie Wonder - For Your Love

Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

A vida e nós

Criando as criaturas para a glória da vida, na condição de espíritos eternos, destinados a lhe herdarem as qualidades divinas, o Criador criou:
Um reino — o Universo.
Uma organização comunitária — os mundos da vastidão cósmica.
Um lar — a Natureza.
Uma família — a Humanidade universal.
Um ambiente — a paz.
Um envoltório — a matéria.
Um sistema de controle — a afinidade com a gravitação.
Uma religião — o amor.
Uma lei — a justiça.
Um tribunal — a consciência.
Uma doutrina de compensação — a cada um por suas obras.
Uma riqueza igual para todos — o tempo.
Uma força — o bem.
Um princípio — a liberdade.
Um direito — o apoio ao dever cumprido.
Uma regra para o dever — a disciplina.
Um regime para as criaturas — o equilíbrio.
Uma ordem — o progresso.
Uma tabela de responsabilidade — o conhecimento em vários graus.
Um metro — a lógica.
Um código de trânsito espiritual — a fraternidade com o respeito mútuo.
Uma escola — a reencarnação.
Um processo de aprendizagem — a experiência.
Uma instituição crediária — o serviço ao próximo.
Um instrumento para cada criatura — o trabalho.
Uma oficina — o burilamento.
Um objetivo — a perfeição.

À face de semelhantes realidades todos os atritos, conflitos, provações, aflições, dificuldades e embaraços são criações nossas na Criação de Deus e que, tão-só na escola das vidas sucessivas com criteriosa aplicação dos tesouros do tempo, conseguiremos nós extinguir.

(De “Passos da Vida”)

Dificuldades

Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

É possível hajas despertado para a nova fé, sob enormes dificuldades.
Guardas, talvez, a impressão de quem se vê defrontado por asfixia num cipoal...
A primeira atitude, em favor da própria libertação — não te fixares nas crises e nos entraves e sim sair deles honrosamente pela aplicação ao trabalho nobilitante.
A Divina Sabedoria nos confere o benefício da prova, para que venhamos a superá-la e assimilá-la, em forma de experiência, nunca no objetivo de confundir-nos ou arrojar-nos ao desalento.
Se te encontras doente, reflete na lição que te é concedida, valendo-te dela para edificar espiritualmente nos irmãos que te assistem e, sob a desculpa de que sofres mais que os outros ou de que tens pouco tempo de vida, não te demandes em excessos ou irritações.
Se te observas em pauperismo, não incrimines a ninguém pela estado de carência que atravessas, nem te revoltes contra as vantagens que favorecem os outros, mas sim, ergue-te, em espírito, e, quanto possível, esforça-te para que a diligência no desempenho das próprias obrigações te faculte novas perspectivas de reabilitação e progresso.
Aceita o concurso alheio, que todos nós precisamos do entendimento e do amparo uns dos outros, no entanto, desenvolve os teus próprios recursos.
Não creia que possas desfrutar, em caráter permanente, de benefícios que não plantaste.
A luz de um amigo clarear-te-á o caminho, por algum tempo, entretanto, se queres sobrepor-te definitivamente ao domínio da sombra, é forçoso possuas a tua própria lâmpada.
Obstáculos são desafios renovadores.
Ouvi-los e aproveitá-los é obrigação que a vida nos atribui.

(De “No portal da Luz”)

domingo, 22 de maio de 2011

Bezerra de Menezes & Francisco Cândido Xavier

Quanto mais

Abençoai sempre as vossas dificuldades e não as lastimeis, considerando que Deus nos concede sempre o melhor e o melhor tendes obtido constantemente com a possibilidade de serdes mais úteis.
*
Quanto mais auxiliardes aos outros, mais amplo auxílio recebereis da Vida Mais Alta.
*
Quanto mais tolerardes os contratempos do mundo, mais amparados sereis nas emergências da vida, em que permaneceis buscando paz e progresso, elevação e luz.
*
Quanto mais liberdade concederdes aos vossos entes amados, permitindo que eles vivam a existência que escolheram, mais livres estareis para obedecer a Jesus, construindo a vossa própria felicidade.
*
Quanto mais compreenderdes os que vos partilham os caminhos humanos, mais respeitados vos encontrareis de vez que, quanto mais doardes do que sois em benefício alheio, mais ampla cobertura de amparo do Senhor assegurará a tranqüilidade em vossos passos.
*
Continuemos buscando Jesus em todos os irmãos da Terra, mas especialmente naqueles que sofrem problemas e dificuldades maiores que os nossos obstáculos, socorrendo e servindo e sempre mais felizes nos encontraremos sob as bênçãos dele, nosso Mestre e Senhor.

(Da obra: Caridade)

Hammed & Francisco do Espírito Santo Neto

Extensão da alma

“... Amai, pois, vossa alma, mas cuidai também do corpo, instrumento da alma; desconhecer as necessidades que são indicadas pela própria Natureza é desconhecer a lei de Deus. Não o castigueis pelas faltas que o vosso livre-arbítrio fê-lo cometer, e das quais ele é tão irresponsável como o é o cavalo mal dirigido, pelos acidentes que causa...”

Ele se densificou moldado por nossos pensamentos, obras e crenças mais íntimas.
Extensão da própria alma, ele é a parte materializada de nós mesmos e que nos serve de conexão com a vida terrena.
Há quem o despreze, dizendo que todas as tentações e desastres morais provêm de suas estruturas intrínsecas, e o culpe pelas quedas de ordem sexual e pelos transtornos afetivos, esquecendo-se de que ele apenas expressa a nossa vida mental.
Foi considerado, particularmente na Idade Média, como o próprio instrumento do demônio, que impunha à alma, nele encarcerada, o cometimento dos maiores desatinos e desastres morais.
Se cuidado e bem tratado, era isto atribuído aos vaidosos e concupiscentes; se macerado e flagelado, era motivo de regozijo dos tementes a Deus e cultivadores da candidatura ao reino dos céus. Essas crenças neuróticas do passado afiançavam que, quanto maiores as cinzas que o cobrissem e quanto mais agudas as dores que o afligissem, mais alto o espírito se sublimaria, alcançando assim os píncaros da evolução.
Porém, não é propriamente nosso corpo o responsável pelas intenções, emoções e sentimentos que ressoam em nossos atos e atitudes, mas nós mesmos, almas em processo de aprendizagem e educação.
Nossos pensamentos determinam nossa vida e, conseqüentemente, são eles que modelam nosso corpo. Portanto, somos nós, fisicamente, o produto do nosso eu espiritual.
A crença em anjos rebeldes destinados eternamente a induzir as almas a pecar, tira-nos a responsabilidade pelas próprias ações, e ficamos temporariamente na ilusão de que os outros é que coman¬dam nossos feitos, atuações e inclinações, e não nós mesmos, os verdadeiros dirigentes de nosso destino.
Corpo e alma unidos a serviço da evolução, eis o que determina a Natureza.
Nosso físico não é apenas um veículo usável, mas também a parte mais densa da alma. Não o separemos, pois, de nós mesmos, porque, apesar de sua matéria ficar na Terra no processo da morte física, é nele que avaliamos as sensações do abraço de mãe, do ósculo afetivo e das mãos carinhosas dos amigos. Através dele é que podemos identificar angústias e aflições, que são bússolas a nos indicar que, ou quando, devemos mudar nossa maneira de agir e pensar, para que possamos percorrer caminhos mais adequados do que os que vivemos no momento.
A lei divina não nos pede sofrimento para que cresçamos e evoluamos; pede-nos somente que amemos cada vez mais. Cuidemos, pois, de nosso corpo e o aceitemos plenamente. Ele é o instrumento divino que Deus nos concede para que possamos aprender e amar cada vez mais.

(Obra: Renovando Atitudes)

Meimei & Francisco Cândido Xavier

Provas

Não te doa a obrigação de repetir, vezes e vezes, esse ou aquele esforço que consideres de sacrifício.
Se já te aceitas na condição de criatura imperecível, reflete no tempo gasto pela sabedoria da vida, nas criações da natureza.
Sabemos que a gestação do diamante, no claustro da Terra exige milênios.
Com semelhante ensinamento, perguntemos a nós mesmos quantos séculos despenderemos para construir a compreensão e o devotamento, a humildade e o amor, no campo da própria alma.
Meditemos nisso e abracemos com paciência as tarefas que nos foram confiadas.
Regozija-te com as obras de renúncia dentro do lar; ele é o reduto em que te habilitas para a total consagração à Humanidade.
Agradece ao trabalho que te cerca de problemas e, tantas vezes, te alaga de suor; nele aprendes a conquistar a sublimação e a criatividade dos anjos.
Abençoa os dias de prova em que a vida te pede serviço habitualmente entremeado de labaredas de inquietação com aguaceiros de pranto; tempo chegará em que eles trarão a soma das experiências que se fará luz permanente para os teus próprios caminhos entre os sóis da Imortalidade.
Rejubila-te com a possibilidade de contar com as aulas da angústia e do sofrimento, no aprendizado da vida terrestre.
Os olhos que nunca choraram raramente aprendem a ver.

(Livro: Somente Amor)

Emmauel & Francisco Cândido Xavier

Orar
Pedi e obtereis – ensinou o Mestre Divino.

Semelhante lição, todavia, abrange todos os setores da vida, tanto no que se refira ao bem, quanto ao mal.
Qualquer propósito é oração.
A prece nasce das fontes da alma, na feição de simples desejo, que emerge do sentimento para o cérebro, transformando- se em pensamento que é a força de atração.
Nesse sentido, todo anseio recebe resposta.
Há orações que são atendidas, de imediato enquanto que outras, à maneira de sementes raras, reclamam largo tempo para a germinação, florescimento e frutificação.
Necessário, portanto, vigiar sobre o manancial de nossas aspirações.
As rogativas do bem se elevam às Esferas Superiores, ao passo que os anelos do mal descem às zonas de purgação, das trevas indefiníveis.
Anjos existem, habilitados a satisfazer aos bons, da mesma forma que entidades da sombra se acham a postos, a fim de colaborarem com os maus.
Forneçamos os temas elogiáveis ou infelizes de nossas cogitações mais íntimas e os executores invisíveis se manifestarão ativos, contribuindo na realização de nossos projetos, de conformidade com a natureza de nossas intenções.
Reconhecendo que ainda não sabemos pedir, de vez que, na maioria das vezes, ignoramos a essência de nossas próprias necessidades, imitemos o Divino amigo, na oração dominical, quando nos ensina a endereças as nossas súplicas ao Pai Todo-Misericordioso , na base da confiança perfeita: - “Faça-se a Tua Vontade justa e soberana, na Terra e em toda parte”.
O ensinamento do Cristo guarda absoluta atualidade, nas menores características do nosso tempo, entendendo-se que desejar é função de todos, enquanto que orar com proveito é serviço que raros corações sabem fazer.
Emmanuel
(De: “Taça de Luz”)

sábado, 14 de maio de 2011

Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Companheiros de jornada

Talvez que um dos mais belos espetáculos ante a Espiritualidade Superior, seja o de anotar a persistência dos companheiros enfaixados na Vida Física, sempre que se mostrem decididamente empenhados a lutar pela vitória do bem.
Companheiros que, em muitas ocasiões comparecem nas tarefas do bem, vergados ao peso do sofrimento; que se reconhecem constantemente visitados por forças contrárias aos compromissos que abraçam a lhes testarem a resistência; que, não raro, suportam tempestades ocultas na própria alma: que, às vezes, se sentem espancados por injúrias nascidas de muitos daqueles aos quais se afeiçoaram com os mais altos valores da própria vida e, que, no entanto, renovam as próprias forças na oração, através da qual confiam em Deus e em si mesmos, prosseguindo adiante nos encargos construtivos que lhes dizem respeito.
Em outras circunstâncias, eles próprios caem no erro, sempre natural naqueles que ainda caminham sob os véus da existência física, mas sabem reerguer-se, de imediato, com suficiente humildade para o recomeço da marcha.
E trabalham. E se esfalfam na própria melhoria, respeitando a estrada dos outros, da qual recolhem exemplos edificantes, sem procurarem qualquer motivação à censura, evitando congelar a seara alheia.
*
Se te propões a colaborar no levantamento do bem de todos, não desistas de agir e servir.
Momentos sobrevirão em que o teu campo de atividades parecerá coberto de sombras e sentirás talvez o coração transido de lágrimas.
Ainda assim, não te marginalizes.
Chora, mas prossegue lutando e trabalhando pelo bem comum.
Se tropeças, reajusta-te.
Se cais, levanta-te e continua em serviço.
Se desenganos te requisitam, torna ao replantio de esperanças maiores e segue adiante, amando e auxiliando no melhor a fazer.
Relacionando as dificuldades que todos trazemos, por enquanto, nos recessos do ser, é justo considerar que a vitória em nós e sobre nós ainda nos custará muito esforço de construção e reajuste, entretanto, para altear-nos ao ideal do bem, fixando energias para sustentá-lo, recordemos o Cristo de Deus; regressando, depois da morte, à convivência dos discípulos, Jesus nem de longe lhes assinala as deficiências e as fraquezas e sim lhes reafirma em plenitude de confiança: - "Estarei convosco até o fim dos séculos."

(Do livro: Amigo)
Thich Nhat Hanh

Podemos ser qualquer coisa que quisermos:
Somos aquilo que sentimos e percebemos. Se estivermos zangados, somos a raiva.
Se estivermos apaixonados, somos o amor.
Se contemplarmos o pico nevado, somos a montanha.
Ao assistirmos um programa de televisão de baixa qualidade, somos o programa de televisão.
Enquanto sonhamos, somos o sonho.
Podemos ser qualquer coisa que quisermos, mesmo sem uma varinha mágica.

(Livro: O sol meu coração)

Emmanuel & Francisco Cândido Xavier


Opiniões alheias

* Se trazes a consciência tranqüila, porque te impacientares tanto com as opiniões alheias, desfavoráveis?

* Cada pessoa fala daquilo que conhece oferecendo o que seja ou o que tenha.

* A suposição dos companheiros, a nosso respeito, nasce daquilo que eles estimariam ou estimam fazer.

* Cada qual de nós está no centro das próprias experiências.

* Os irmãos que nos cercam são livres para pensarem a nosso respeito, da mesma forma que somos livres para anotar-lhes o comportamento.

* Ninguém consegue obrigar determinada criatura a raciocinar com outro cérebro, a não ser aquele que lhe pertença.

* Se uma pessoa se irrita contra nós sem razão, isso não é motivo para que venhamos a comprar uma rixa desnecessária.

* Você está diante de uma criatura encolerizada, da mesma forma que você se encontra perante um doente: preste auxílio.

* Toleremos os outros, para que os outros nos tolerem.

* Hoje, alguém terá perdido a serenidade, à nossa frente; amanhã, possivelmente, seremos nós, em situação igual diante deles.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Alguém contigo

Nunca estarás a sós.
Ante a névoa das lágrimas, quando a incompreensão de outrem te agite os
sentimentos, lembra-te de alguém que sempre te oferece entendimento e
conforto.
Ante a deserção de pessoas queridas, quando mais necessitavas de presença e
segurança, pensa nesse benfeitor oculto que jamais te abandona.
Ante as ameaças do desânimo, nos obstáculos para a concretização de tuas
esperanças mais belas, considera o amparo desse amigo certo que, em tempo
algum, te recusa bom ânimo.
Ante a queda iminente na irritação, capaz de induzir-te à delinqüência,
refugia-te no clima desse doador de serenidade que te guarda o coração nas
bênçãos da paz.
Ante as sugestões do desequilíbrio emotivo, suscetíveis de te impulsionarem
a esquecer encargos que assumiste, reflete no mentor abnegado que jamais te
nega defesa, para que usufruas a tranqüilidade de consciência.
Ante prejuízos, muitas vezes causados por amigos aos quais empenhaste
generosidade e confiança, medita nesse protetor magnânimo que nunca te
desampara e que promove, em teu favor, sempre que necessário, os recursos
preciosos à recuperação de que careças.
Ante acusações daqueles que se te fazem adversários gratuitos,
amargurando-te os dias, eleva-te em pensamento ao instrutor infatigável que
sempre te convida à tolerância e ao perdão.
Ante as crises da existência que te surgiram revolta e desespero, recorda o
mestre da paciência que te resguarda constantemente na certeza de que não há
problemas sem solução para quem trabalha e serve para o bem sem perder a
esperança.
Ante os desgostos e contratempos que te sejam impostos pelos entes amados,
não te emaranhes no cipoal das afeições possessivas, refletindo no
companheiro que te ama desinteressadamente muito antes que te decidisses a
conhecê-lo.
E quando perguntares quem será esse alguém que nunca te desampara e que te
garante a vida, em nome de Deus, deixa que os teus ouvidos se recolham aos
recessos da própria alma e escutarás o coração a dizer-te na intimidade da
consciência que esse alguém é Jesus.

(De: Algo Mais)

Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Vontade

Comparemos a mente humana – espelho vivo da consciência
lúcida – a um grande escritório, subdividido em diversas seções de serviço.
Aí possuímos o Departamento do Desejo, em que operam os
propósitos e as aspirações, acalentando o estimulo ao trabalho; o
Departamento da Inteligência, dilatando os patrimônios da evolução
e da cultura; o Departamento da Imaginação, amealhando as
riquezas do ideal e da sensibilidade; o Departamento da Memória,
arquivando as súmulas da experiência, e outros, ainda, que definem
os investimentos da alma.
Acima de todos eles, porém, surge o Gabinete da Vontade.
A Vontade é a gerência esclarecida e vigilante, governando
todos os setores da ação mental.
A Divina Providência concedeu-a por auréola luminosa à razão,
depois da laboriosa e multimilenária viagem do ser pelas
províncias obscuras do instinto.
Para considerar-lhe a importância, basta lembrar que ela é o
leme de todos os tipos de força incorporados ao nosso conhecimento.
A eletricidade é energia dinâmica.
O magnetismo é energia estática.
O pensamento é força eletromagnética.
Pensamento, eletricidade e magnetismo conjugam-se em todas
as manifestações da Vida Universal, criando gravitação e
afinidade, assimilação e desassimilação, nos campos múltiplos da
forma que servem à romagem do espírito para as Metas Supremas,
traçadas pelo Plano Divino.
A Vontade, contudo, é o impacto determinante.
Nela dispomos do botão poderoso que decide o movimento
ou a inércia da máquina.
O cérebro é o dínamo que produz a energia mental, segundo a
capacidade de reflexão que lhe é própria; no entanto, na Vontade
temos o controle que a dirige nesse ou naquele rumo, estabelecendo
causas que comandam os problemas do destino.
Sem ela, o Desejo pode comprar ao engano aflitivos séculos
de reparação e sofrimento, a Inteligência pode aprisionar-se na
enxovia da criminalidade, a Imaginação pode gerar perigosos
monstros na sombra, e a memória, não obstante fiel à sua função
de registradora, conforme a destinação que a Natureza lhe assinala,
pode cair em deplorável relaxamento.
Só a Vontade é suficientemente forte para sustentar a harmonia do espírito.
Em verdade, ela não consegue impedir a reflexão mental,
quando se trate da conexão entre os semelhantes, porque a sintonia
constitui lei inderrogável, mas pode impor o jugo da disciplina
sobre os elementos que administra, de modo a mantê-los coesos
na corrente do bem.

O erro

Nesses casos, a reparação se opera fazendo-se o que deveria e foi negligenciado.
Cumprindo deveres desprezados, missões não preenchidas.
Quem tem sido orgulhoso, buscará tornar-se humilde. O rude procurará ser amável.
O ocioso passará a ser útil e o egoísta, caridoso.
Costuma-se dizer que errar é humano.
Nós poderíamos inverter o raciocínio dizendo que corrigir erros é que é humano, pois o homem não pode desprezar
a sua fantástica capacidade de racionalização ao persistir em atitudes que somente o infelicitam.
Reconhece-se, então, o homem de bem pela capacidade com que ele substitui seus defeitos por virtudes superiores.
Os efeitos dos nossos atos se estendem, muitas vezes, para além da existência atual.
Isso explica os sofrimentos atuais, cujas causas não se encontram no presente.
Várias vezes estamos recebendo hoje os efeitos de nossos atos de vidas passadas.
Nenhum Espírito atinge a perfeição, sem antes reparar os erros do seu caminho evolutivo.
Por isso, hoje é o dia de fazer o melhor!

(Texto enviado por Paulo)

O prazer de ser bom

O desejo da felicidade é inerente ao homem.
A busca do bem-estar constitui um dos fatores do progresso.
Foi labutando para eliminar sensações desagradáveis que a Humanidade desenvolveu seu intelecto e habilidades.
Caso o ser humano não procurasse fugir da dor e do desconforto, ainda estaria nas cavernas.
Contudo, por mais que se procure incessantemente descobrir remédios e soluções para as dores,
é impossível ignorar a fragilidade da vida material.
Tudo o que envolve a matéria encontra-se em contínuo processo de metamorfose.
Todos os homens adoecem, envelhecem e morrem.
As pessoas esforçam-se para conquistar bons empregos, mas nada lhes assegura que os manterão para sempre.
A maior parte de nossos amores, sejam familiares ou amigos, não ficará conosco até o final da vida.
A estabilidade financeira constitui objeto de preocupação de quase todos nós, mas a fortuna é transitória e incerta.
Ao longo do tempo, famílias ricas caem na miséria.
Ao mesmo tempo, muitos pobres enriquecem.
Esse contínuo alterar das condições materiais não evidencia crueldade da vida.
A Divindade não se compraz em brincar com os homens, para os desnortear.
O persistente modificar e despedaçar que envolve a vida na Terra destina-se a chamar a atenção
dos homens para o que realmente importa.
Ao final de tudo, o que restará?
A beleza física fenece com o tempo.
As elevadas posições sociais gradualmente perdem sua importância ou são ocupadas por outros.
A riqueza material não é levada para o Além-túmulo.
A única bagagem que o Espírito leva para a vida imortal são as suas conquistas morais.
Quem consegue, por entre as ilusões do Mundo, desenvolver bondade, compaixão, pureza e retidão de caráter,
permanece para sempre assim.
Na Terra, no plano espiritual ou nas encarnações futuras, as virtudes acompanham o Espírito.
E a verdade é que ser bom dá muito prazer.
Trata-se do inverso do que ocorre com a maldade e os vícios de toda ordem, que somente ensejam dor e sofrimento.
Jamais se viu uma alma genuinamente bondosa mudar seu rumo ou arrepender-se de sua bondade.
Contudo, inúmeras criaturas levianas ou maldosas, com freqüência, alteram o seu comportamento.
É um evidente sinal de que as virtudes causam prazer, ao passo que as imperfeições apenas infelicitam.
Afinal, ninguém desiste do que é realmente bom.
As pessoas que conseguem enfrentar situações complicadas com serenidade causam admiração.
Sabe-se como é difícil se manter tranqüilo em meio às crises do Mundo.
A harmonia e a paz são conquistas preciosas, que não surgem de um momento para o outro.
Quem hoje se mostra tranqüilo, certamente gastou muito tempo disciplinando o próprio caráter.
Entretanto, viver em harmonia é extremamente prazeroso.
O ódio, o rancor e a ira desgastam profundamente o ser humano.
Quem consegue livrar-se desses vícios torna-se muito mais feliz.
Então, o equilíbrio felicita a criatura, o mesmo ocorrendo com todas as outras virtudes.
O homem que vence a posse e ama pelo prazer de ver feliz o ser amado desenvolve imenso bem-estar.
Ele não mais se angustia tentando controlar a vida de seu amor.
Convém refletirmos sobre essa realidade, fazendo uma análise criteriosa de nosso caráter.
Como desejamos a felicidade, é importante desenvolver em nós a única causa de permanente alegria:
o amor ao bem e às virtudes em geral.

(Enviado por Paulo)

Uma nova chance

É comum que as pessoas, quando seriamente doentes, olhem para seu passado arrependidas
por tantos equívocos, por tantas oportunidades desperdiçadas.
Quase sempre admitem que gostariam que suas prioridades tivessem sido diferentes.
Elas sentem que poderiam ter utilizado mais tempo com as pessoas e com as atividades
que realmente amavam, e menos tempo se preocupando com aspectos da vida que,
se examinados mais profundamente, não têm real importância.
Outras, ainda, percebem que se afastaram de seus amores e de seus ideais de forma lenta,
porém, quase irremediável.
Mas será necessário esperar uma situação extrema para analisar a postura diante da vida
e da utilização do tempo?
Embora saibamos que a morte é uma transformação e que continuaremos a viver mesmo depois
da falência de nosso corpo físico, vale a pena fazer a experiência sugerida por Richard Carlson,
autor do livro "Não faça tempestade em copo d’água".
Ele sugere: imaginemo-nos em nosso próprio funeral.
Isso, segundo o autor, permitirá que consigamos olhar em retrospectiva a vida, enquanto temos
oportunidades de fazer mudanças expressivas.
Além disso, tal exercício seria capaz de conceder-nos a chance de lembrar que tipo de pessoa
gostaríamos de ser e quais as prioridades que realmente contam.
A respeito desse tema vale a pena lembrar a postura de Francisco de Assis.
Pouco tempo antes de sua desencarnação, Francisco, já muito doente e enfraquecido, trabalhava
tranqüilamente em seu jardim, quando foi interrompido por Frei Leão, um dos seus seguidores.
Frei Leão, embevecido com a figura serena do pequeno Francisco, perguntou-lhe: Paizinho - como
costumeiramente o chamava - se você soubesse que iria morrer amanhã, o que você faria?
Francisco sorriu docemente e respondeu sem alterar-se: Eu continuaria a trabalhar no meu jardim.
Quantos de nós teríamos a mesma tranquilidade perante tal indagação?
Quantos teríamos, diante da certeza da morte próxima, a confiança de que estamos realmente
fazendo aquilo que nos compete fazer e que nada foi relegado, abandonado, esquecido?
Francisco sabia que sua conduta não merecia reparos e que não havia nada mais,
além do que ele já estava fazendo, que devesse ser realizado.
Ele demonstrou estar pleno da paz que invade apenas aqueles que têm a consciência tranquila
pelo dever cumprido.
Essa análise, porém, só pode ser feita por cada um de nós, a quem compete, individualmente,
saber a que viemos e se estamos atendendo e cumprindo as metas que norteiam a nossa atual existência.
Ninguém pode nos dizer o que fazer ou deixar de fazer, como, quando, e de que forma.
Trata-se de escolhas individuais cuja responsabilidade cabe a cada um de nós de maneira
direta e intransferível.
Deixar para fazer esse balanço apenas quando a desencarnação se mostra próxima e inevitável,
é desperdiçar as oportunidades de renovação que Deus nos oferece a cada minuto.
Além disso, independentemente da nossa atual situação, não nos é dado saber se ao amanhecer
do próximo dia ainda estaremos no corpo físico.
Deus jamais desistirá de nós, mas isso não é justificativa para que protelemos por milênios
a felicidade que nos é destinada desde sempre.

com base no capítulo 21 do livro Não faça tempestade em copo d´água, de Richard Carlson.

(Texto enviado por Paulo)

domingo, 8 de maio de 2011

Joanna de Ângelis & Divaldo Pereira Franco

Em relação a ti

Após a emoção do encontro com a Doutrina Espírita, agora, quando os deveres constituem norma de comportamento diário, na tua vida, observas, algo desencantado, a necessidade da contínua renovação de forças, a fim de não desfaleceres.
Supunhas, inicialmente, que logo seriam resolvidos todos os problemas.
Todavia, ei-los que retornam afligentes, complexos.
Dispões, porém, de recursos valiosos que não podes desconsiderar e graças aos quais não desfalecerás.
Reflete:
Quem tem fé, não se abate ante noite escura.
Quem confia, não se desespera na convulsão.
Quem ama, não se debate na desconfiança.
Quem crê, não se tortura na incerteza.
Quem espera, não se atira nos braços da aflição.
Quem serve, não se agasta com a ingratidão.
Quem é gentil, não aguarda entendimento.
Quem é puro, não se revolta com as calúnias.
Quem perdoa, não pára na caminhada a fim de recolher escusas.
Quem se renova no Cristo, não retorna à prisão do erro.
Se tens fé, persevera.
Haja o que houver, prossegue impertérrito, mente dirigida ao Senhor e mãos no trabalho edificante.
Não olhes para trás, nem te confies à depressão.
Este é o teu momento divino de avançar. Não o malbarates inutilmente.
A claridade da Crença que ora te aponta seguro roteiro, far-se-á tua lâmpada de alegria onde estejas, com quem te encontres, como te sintas.
E quando a noite do túmulo se abater sobre o teu corpo cansado, ela será o Sol nascente do Dia Novo que deves, desde agora, aguardar com júbilo e por cuja razão deves insistir e perseverar.

Livro: Celeiro de Bençãos

Palavras de Emmanuel

Amor e Fraternidade

Aprende a semear a luz no solo dos corações, conduzindo o arado milagroso do amor, para que as sombras da ignorância abandonem a Terra para sempre.
(Reformador — 8/950)

A nobreza de caráter, a confiança, a benevolência, a fé, a ciência, a penetração, os dons e as possibilidades são fios preciosos, mas o amor é o tear que os entrelaçará, tecendo a túnica da perfeição espiritual.
(Vinha de Luz)

O determinismo do amor e do bem é a lei de todo o Universo e a alma humana emerge de todas as catástrofes em busca de uma vida melhor.
(A caminho da Luz)

Indaguemos, estudemos, movimentemo-nos na esfera científica e filosófica. Todavia, não nos esqueçamos do “amemo-nos uns aos outros” como o Senhor nos amou. Sem amor, os mais alucinantes oráculos são igualmente aquele “sino que tange” sem resultados práticos para as nossas necessidades espirituais. (Reformador — 9/48)

O livro, o jornal, a tribuna, o gabinete, o laboratório e a pesquisa são forças imprescindíveis à formação do homem espiritualizado da Nova Era. Entretanto, observando os problemas complexos da atualidade, quando a Ciência erige catafalcos à própria grandeza, intoxicando os valores espirituais, é imperioso atender, acima de tudo, à sementeira do coração. (Reformador — 3/952)

Enderecemos ao Senhor as nossas oferendas e sacrifícios em cotas abençoadas der amor ao próximo, adorando-o, através do altar do coração, e prossigamos no trabalho que nos compete realizar. (Reformador — 12/949)

Madalena, que se engrandece no amor, é a beleza que renasce eterna, e Lázaro, que se ergue do sepulcro, é a vida triunfante que ressurge imortal.
(Roteiro)

Só uma lei existe e sobreviverá aos escombros da inquietação do homem — a lei do amor, instituída por meu Pai, desde o princípio da criação...
(Há 2.000 anos...)

(Francisco Cândido Xavier)

Augusto Cezar & Francisco C. Xavier

Bem Viver

Pede-se você uma regra de bem-viver para se sentir em paz, dentro do mundo agitado de hoje.
Você diz “mundo agitado” e respeito as suas expressões, embora creia que, o mundo foi sempre tumultuado por desafios permanentes.
Justo notar que falamos aqui do campo físico, no qual se encontram muito mais os adversários do que os amigos, a fim de harmonizar relações e podarem arestas.
Traçar diretrizes para manutenção da tranqüilidade, no circulo dos homens, será o mesmo que transmitir o método de caminhar entres espinheiros interligados sem ferir-se.
Admito que a primeira atitude de alguém, que se proponha a viver em paz no mundo, será praticar a aceitação sem inércia.
Paciência ativa.
Calma e trabalho.
Acolher as pessoas como são, sem a idéia de esculpi-las pelo nosso modo de ser, reconhecendo que essas mesmas pessoas não conseguiriam modelar-nos, à maneira delas. Outro principio não menos importante é aquele de não nos julgarmos donos da verdade.
Você, decerto, conhece a lenda: - dizem que a verdade era um imenso espelho situado nos céus; Conquanto amarrado a vigas fortes, um dia caiu na Terra, quebrando-se em milhares de fragmentos, à distancia uns dos outros. Cada criatura encontrou um pedaço, passou a mirar-se nele, criando teorias diversas.
Por isso, evitemos discussões estéreis.
Não menospreze o seu trabalho por mais humilde, consciente de que toda tarefa digna é degrau para cima.
Não use máscaras para afeição, porque o amor é força básica da vida, com a qual não se brinca em tempo algum. Não tente ser maior do que os outros, porque haverá sempre alguém maior do que nós.
Por outro lado, no entanto, não se sinta inferior diante de ninguém.
Somos filhos de Deus e o Infinito Amor de Deus, através de leis sábias, estará velando por nós, onde estivermos.
E, preservando a consciência tranqüila, viva na certeza de que o mundo funcionará tal qual é, sem necessidade de nossas reprimendas.
Faça o bem que puder e espere os resultados.
Não se impressione com dificuldades e obstáculos, porquanto pertencemos ao Céu, em cuja imensidão a Terra se move. E, queiramos ou não, estamos destinados a agir hoje para o brilho e para a felicidade que nos espera no grande amanhã.

(Livro “Presença de Luz”)

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

No quadro real

“Dei-lhes a tua palavra e o mundo os aborreceu, porque não são do mundo, assim como eu do mundo não sou”. – Jesus. (João, 17:14).

Aprendizes do Evangelho, à espera de facilidades humanas, constituirão sempre assembléias do engano voluntário.
O Senhor não prometeu aos companheiros senão continuado esforço contra as sombras até à vitória final do bem.
O Cristão não é flor de ornamento para igrejas isoladas. É “sal da terra”, força de preservação dos princípios divinos no santuário do mundo inteiro.
A palavra de Jesus, nesse particular, não padece qualquer dúvida.
“Se alguém quiser vir após mim, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me”.
Amai vossos inimigos.
Orai pelos que vos perseguem e caluniam.
Bendizei os que vos maldizem.
Emprestai sem nada esperardes.
Não julgueis para não serdes julgados.
Entre vós, o maior seja servo de todos.
Buscai a porta estreita.
Eis que vos envio como ovelhas ao meio dos lobos. No mundo tereis tribulações.
Mediante afirmativas tão claras é impossível aguardar em Cristo um doador de vida fácil. Ninguém se aproxime Dele sem o desejo sincero de aprender a melhorar-se. Se o Cristianismo é esperança sublime, amor celeste e fé restauradora, é também trabalho, sacrifício, aperfeiçoamento incessante.
Comprovando suas lições divinas, o Mestre Supremo viveu servindo e morreu na cruz.

Joanna de Ângelis & Divaldo Pereira Franco

Modelo de Perfeição

Não há notícia alguma sobre uma pessoa que Lhe haja sido igual.
Sábio incomum, manteve-se por quase trinta anos no silêncio, apenas uma vez interrompido, quando contava somente doze anos, demonstrando sua ímpar capacidade intelecto-moral.
Com um pequeno grupo de doze homens simples, quase sem cultura, fundou um Colégio em contato com a Natureza, ali ministrando em breve tempo a mais ampla gama de conhecimentos gerais de que se tem informação, que se fundamentavam na lição viva do amor.
Transitou entre os vários fogos da inveja e da impiedade, enfrentando a astúcia e a perversidade, sem nunca deixar-se chamuscar.
Compôs com ternura o mais perfeito código de justiça espiritual, que é a canção incomparável das Bem-aventuranças.
Conviveu com a miséria social, moral e econômica do mundo, sem fazer-se mesquinho ou revoltado.
Conheceu os poderosos em trânsito no mundo, os ricos e dominadores, sem os invejar ou os combater.
Ecologista nato, tomou como modelo as expressões vivas da Terra: as aves, as serpentes, os lobos, os peixes, os lírios do campo, o mar, a mostarda, para compor insuperável parábolas em respeito ao equilíbrio vigente em tudo.
Estabeleceu na fraternidade a mais salutar experiência social para a convivência humana mediante trocas, sem destaque de indivíduo ou de posse, concitando a uma experiência em comum, que resultou em êxito incomum.
Não desperdiçou palavras nem agiu com insensatez, sendo sempre comedido.
Amou a infância, os pecadores e mesmos os inimigos.
Mestre, não retirou a oportunidade da aprendizagem saudável de cada um, ensinando como ser feliz e concedendo espaço para que os discípulos aprendessem a lográ-la.
Terapeuta eficiente, curou enfermidades e explicou como erradicá-las, advertindo os pacientes sobre as recidivas e novas complicações.
Jamais ostentou os poderes de que era portador, ou os ocultou.
Disciplinado, submeteu-se à vontade de Deus, sem queixas ou receios injustificáveis, até o extremo da renúncia pessoal.
E por amar em demasia entregou-se à crucificação e à morte, para ressurgir, logo depois, a fim de confirmar todos os Seus ensinamentos e voltar à convivência afetuosa com as criaturas, aquelas mesmas que duvidaram, fugiram e O negaram.
Por isso, e muito mais, Jesus "é o ser mais perfeito que Deus ofereceu ao homem para servir-lhe de modelo e guia", conforme afirmaram os Espíritos a Allan Kardec.

Soneto

Cruz e Souza

Nos labirintos dessa eternidade
Que nós vivemos luminosa e pura,
A alma vive na intérmina procura
Do filão de ouro da felicidade.

Quanto mais sofre, tanto mais se apura
No pensamento excelso da Verdade,
Vendo na auréola da Imortalidade
A alvorada risonha da ventura.

B ao fim de cada noite tormentosa,
Que é a existência na prova dolorosa,
Canta e vibra num dia de bonança.

Em torno da Verdade a alma gravita
Buscando a Perfeição pura, infinita,
Nessa jornada eterna da Esperança.


(Do livro Parnaso de Além-Túmulo)

Convite ao estudo

"E vós também, pondo nisto mesmo toda a diligência, acrescentei à vossa fé a virtude e à virtude a ciência..."
( Pedro, 1:5.)

Milhões de criaturas possuíram a fé no passado, revelando extremada confiança em Deus; mas, porque a bondade lhes desertasse dos corações, ergueram suplícios inomináveis para quantos não lhes comungassem o modo de sentir e de ser.
Diziam-se devotadas ao culto do Supremo Senhor; entretanto, alçavam fogueiras e postes de martírio, perseguindo ou exterminando pessoas sensíveis e afetuosas em seu nome.
Milhões de criaturas evidenciaram admirável bondade no pretérito, demonstrando profunda compreensão fraternal no trabalho que foram chamadas a desenvolver entre os homens; no entanto, porque a educação lhes escasseasse no espírito, caíram em terríveis enganos, favorecendo a tirania e a escravidão sobre a Terra.
Denotavam obediência a Deus, no exercício da própria generosidade, entretanto, compraziam-se na ignorância, estimulando delitos e abusos, a pretexto de submissão à Providência Divina.
Nesse sentido, porém, a palavra do apóstolo Pedro é de notável oportunidade em todos os tempos.
Procuremos alicerçar a fé na bondade, para que a nossa fé não se converta em fanatismo, mas isso ainda não basta.
É forçoso coroar a fé e a bondade com a luz do conhecimento edificante.
Todos necessitamos esperar no Infinito Amor, todavia, será justo aprender "como"; todos devemos ser bons, contudo, é indispensável saber "para quê".
Eis a razão pela qual se nos impõe o estudo em todos os lances da vida, porquanto, confia realizando o melhor e auxiliar na extensão do eterno bem, realmente demanda discernir.

(Emmanuel & Francisco Cândido Xavier)

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Luther Vandross



Ain't No Stoppin' Us Now

(Tradução)
Refrão:
Não nos pararão agora!
Estamos em movimento!
Não nos pararão agora!
Nós temos o balanço!
Não nos pararão agora!
Estamos em movimento!
Não nos pararão agora!
Nós temos o balanço!

Foram muitas coisas que nos seguraram lá embaixo.
Mas agora parece que finalmente está tudo dando certo.
Eu sei que nós temos, um longo caminho para percorrer,
E onde nós vamos parar, eu não sei.
Mas nós não deixaremos que nada nos leve de volta,
Nós estamos usando nossas forças juntos,
Nós estamos melhorando nossas atitudes!
Se você sentiu que nós fomos seguros lá embaixo antes,
Eu sei que você não aceitará ficar lá mais!
Não deixe que nada, nada,
Fique no seu caminho!
Eu quero que você escute, escute,
Todas as palavras que eu disser, todas as palavras que eu disser!

Eu sei que você conhece alguém que tem um opinião negativa,
E se você está tentando fazer eles sempre te empurram para o lado.
Eles realmente não tem para onde ir.
Pergunte a eles onde eles estão indo, eles não sabem.
Mas nós não deixaremos que nada nos leve de volta,
Nós estamos usando nossas forças juntos,
Nós estamos melhorando nossas atitudes!
Se você sentiu que nós fomos seguros lá embaixo antes,
Eu sei que você não aceitará ficar lá mais!
Não deixe que nada, nada,
Fique no seu caminho!
Eu quero que você escute, escute,
Todas as palavras que eu disser, todas as palavras que eu disser!

Vinha de Luz

A Prece recompõe

" E, tendo orado, moveu-se o lugar
em que estavam reunidos" - Atos
4:31

Na construção de simples casa de pedra, há que despender longo esforço para ajustar ambiente próprio, removendo óbices, eliminando asperezas e melhorando a paisagem.
Quando não é necessário acertar o solo rugoso, é preciso, muitas vezes, aterrar o chão, formando leito seguro, à base forte.
Instrumentos variados movimentam-se, metódicos, no trabalho renovador.
Assim também na esfera de cogitações de ordem espiritual.
Na edificação da paz doméstica, na realização dos ideais generosos, no desdobramento de serviços edificantes, urge providenciar recursos ao entendimento geral, com vistas à cooperação, à responsabilidade, ao processo de ação imprescindível. E, sem dúvida, a prece representa a indispensável alavanca renovadora, demovendo obstáculos no terreno duro da incompreensão.
A oração é divina voz do espírito no grande silêncio.
Nem sempre se caracteriza por sons articulados na conceituação verbal, mas, invariavelmente, é prodigioso poder espiritual comunicando emoções e pensamentos, imagens e idéias, desfazendo empecilhos, limpando estradas, reformando concepções e melhorando o quadro mental em que nos cabe cumprir a tarefa a que o Pai nos convoca.
Muitas vezes, nas lutas do discípulo sincero do Evangelho, a maioria dos afeiçoados não lhe entende os propósitos, os amigos desertam, os familiares cedem à sombra e à ignorância; entretanto, basta que ele se refugie no santuário da própria vida, emitindo as energias benéficas do amor e da compreensão, para que se mova, na direção de mais alto, o lugar em que se demora com os seus.
A prece tecida de inquietação e angústia não pode distanciar-se dos gritos desordenados de quem prefere a aflição e se entrega à imprudência, mas a oração tecida de harmonia e confiança é força imprimindo direção à bússola da fé viva, recompondo a paisagem em que vivemos e traçando rumos novos para a vida superior.

(Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)

quarta-feira, 4 de maio de 2011

André Luiz, Emmanuel, Francisco C. Xavier

Sugestões de paz

Aceita, na Terra, a existência que a Divina Sabedoria te confiou,
mantendo-te na atitude do cultivador que se consagra sinceramente ao trato
de solo que lhe cabe lavrar.
Quando e quanto se te faça possível, auxilia aos companheiros de
experiência, sem absorver-lhes as responsabilidades.
Se alguns daqueles que te compartilham a paisagem se mostrarem
desinteressados, quanto às obrigações que lhes competem ou se desorganizarem
as tarefas que lhes dizem respeito, ajuda-os no reajuste desejável, sem
tisnar-lhes o livre arbítrio, mas não te lamentes se não conseguires fazer
isso, de vez que todos responderemos pelos nossos próprios encargos.
Ama aos familiares e aos entes queridos sem vinculá-los a qualquer
exigência e sejamos agradecidos aos que nos estendam compreensão de bondade.
Não aspires a retificar apressadamente os outros, quando os
consideres errados, segundo os teus pontos de vista, porque também nós,
quando em erro, nem sempre admitimos corrigendas imediatas.
Quando ofensas te espancarem o coração, esquece todo mal, recordando
quantas vezes teremos ferido impensadamente aos outros e não conserves
mágoas que te envenenariam a vida.
Não imponhas o teu ideal de felicidade àqueles que estimas, de vez
que a felicidade das criaturas varia sempre conforme o degrau evolutivo em
que se encontrem.
Diante de opiniões alheias, respeito no próximo o direito de
emiti-las conquanto nem sempre te sintas no dever de adotá-las, reconhecendo
que os pensamentos de nossos vizinhos podem ser diferentes dos nossos.
Em matéria de fé, procura acatar o modo pelo qual esse ou aquele
irmão se coloca à busca de Deus, porque, se para cada cidade terrestre
dispomos de trilhas numerosas, imagina quantas vias de acesso existirão para
o acesso aos Lugares Divinos.
Administra com equilíbrio e abnegação os bens materiais e
espirituais que a Eterna Bondade te situou nas mãos, entretanto, não olvides
que a tua permanência na Terra guarda por objetivo essencial, acima de tudo,
ensinar-te a ser um Espírito Sublimado para a Verdadeira Vida, além da
morte, e que, um dia, partirás do mundo, carregando contigo unicamente os
valores que houveres entesourado dentro de ti.
Quanto puderes, como puderes e onde puderes, guardando a consciência
tranqüila, trabalha servindo sempre.
Assim agindo, ainda que não percebas, desde agora, estarás,
imperturbavelmente, nos domínios da paz.

(Do livro: Busca e acharás)

Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Na oração

"Senhor, ensina-nos a orar..." - Lucas, 11:1

A prece, nos círculos do Cristianismo, caracteriza-se por gradação infinita em suas manifestações, porque existem crentes de todos os matizes nos vários cursos da fé.
Os seguidores inquietos reclamam a realização dos propósitos inconstantes.
Os egoístas exigem a solução dos caprichos inferiores.
Os ignorantes do bem chegam a rogar o mal para o próximo.
Os tristes pedem a solidão com ociosidade.
Os desesperados suplicam a morte.
Inúmeros beneficiários do Evangelho imploram isso ou aquilo, com alusão à boa marcha dos negócios que lhes interessam à vida física. Em suma, buscam a fuga.
Anelam somente a distância da dificuldade, do trabalho, da luta digna.
Jesus suporta, paciente, todas as fileiras de candidatos do seu serviço de iluminação estendendo-lhes mãos benignas, tolerando-lhes as queixas descabidas e as lágrimas inaceitáveis.
Todavia, quando aceita alguém no discipulado definitivo, algo acontece no íntimo da alma contemplada pelo Senhor.
Cessam as rogativas ruidosas.
Acalmam-se os desejos tumultuários.
Converte-se a oração em trabalho edificante.
O discípulo nada reclama. E o Mestre respondendo-lhe às orações, modifica-lhe a vontade, todos os dias, alijando-lhe do pensamento os objetivos inferiores.
O coração unido a Jesus é um servo alegre e silencioso.
Disse-lhe o Mestre: Levanta-te e segue-me.
E ele ergueu-se e o seguiu.


(De “À Luz da Oração”)

Miramez


Luz

Verte das esferas resplandecentes a luz da vida, banhando a Terra em todas as direções com a energia que desperta as sementes onde algo deve nascer para as belezas imortais(...).
A luz viaja pelo infinito fora do processo habitual das leis humanas, avança em uma viagem vertiginosa, distribuindo alegria e recolhendo vida, manifestando esperança e estabelecendo felicidade, no grande jardim de Deus.(...)
A luz é algo divino no divino concerto do Universo.
Quem tiver olhos para ver o corpo humano com os olhos da alma, certificar-se-á de constelações. a brilharem nos céus da carne com projeções de luzes indescritíveis, raios, cores e sons em profusão na maior orquestração que podereis imaginar.(...)
A medicina do futuro irá se preocupar com a harmonia do conjunto e não mais adormecer um órgão para que não cause mais distúrbios, nem extrair partes do corpo para eliminar os efeitos nocivos de certas reações(...).
O soma trabalha em completa ressonância com o Universo. Um e outro são a mesma coisa e Deus, a fonte de todas as luzes que sustentam a Criação.
A luz é um prodígio da natureza.
"A natureza é, por excelência, divina e dotada de todos os poderes curativos."

terça-feira, 3 de maio de 2011

Do ultimo dia

O homem, no último dia, abatido em seu horto,
Sente o extremo pavor que a morte lhe revela;
Seu coração é um mar que se apruma e encapela,
No pungente estertor do peito quase morto.

Tudo o que era vaidade, agora é desconforto,
Toda a nau da ilusão se destroça e esfacela
Sob as ondas fatais da indômita procela,
Do pobre coração, que é náufrago sem porto.

Somente o que venceu nesse mundo mesquinho,
Conservando Jesus por verdade e caminho,
Rompe a treva do abismo enganoso e perverso !

Onde vais, homem vão? Cala em ti todo alarde,
Foge dessa tormenta antes que seja tarde:
Só Jesus tem nas mãos o farol do Universo.

(Do livro Parnaso de Além-Túmulo. Alberto de Oliveira & Francisco Cândido Xavier)

Tears for Fears - Advice for young at heart

Paz e Felicidade

Afirma-se, inadequadamente, que a paz profunda é paralisia da razão, inércia, abstração.
Fosse, realmente, esse estado de anulação e seríamos candidatos ao aniquilamento dos ideais com a conseqüente morte das aspirações libertadoras.
Informa-se, equivocadamente, que felicidade pela é gozo incessante, sem qualquer preocupação ou anelo de maior crescimento.
Constituísse realidade esse prognóstico e a bem pouca conquista seria reduzido o Espírito, que se predisporia à saturação, num repetir monótono de prazeres nos moldes terrenos.
A paz profunda é uma conquista dinâmica do homem que, embora em constante burilamento, age sem reagir, motivado pelo infrene desejo de ajudar e crescer.
A felicidade plena resulta do movimento contínuo em favor da aquisição de mais valiosos equipamentos morais com que se alça o ser a Esferas Nobres, participando do concerto harmônico da Vida.
Sempre houve luta entre os homens, que se atiram uns contra os outros e neles mesmos defrontam os campos de batalha depuradora para as imperfeições.
A felicidade plena resulta da conscientizaçã o de transformar a luta em realização dignificante, que fomenta os recursos de enobrecimento.
Num, como noutro campo de realização, o amor é fundamental.
A maior força existente no Universo, o amor é a presença de Deus atuando favoravelmente e impulsionando todas as ações para o ideal supremo - a perfeição!
Os logros da paz profunda e da felicidade plena são possíveis, a todo aquele que se emprenha para realizar a opção da busca interior, através da transformação moral que deve operar em si mesmo, bem como do sacrifício das paixões asselvajadas.
Na meditação ouvirás o pulsar do Cosmo.
N oração dialogarás com Deus.
No silêncio identificarás as vozes da Imortalidade.
Na ação do Bem alcançarás a paz, a plenitude, viajando pelos espaços na busca de Deus, sob a tutela dos seres angélicos interessados na tua perfeita integração na consciência divina, de que fazes parte apesar de não a interpretares ainda com a necessária sabedoria.
A paz profunda pelo amor e a felicidade plena pela caridade aguardam a tua decisão, para que logres o triunfo e te libertes do primitivismo por definitivo.


(Livro: Momentos de Esperança Joanna de Ângelis e Divaldo P. Franco)

Lembranças úteis

Não viva pedindo orientação espiritual, indefinidamente. Se você já possui duas semanas de conhecimento cristão, sabe à saciedade o que fazer.
Não gaste suas energias, tentando consertar os outros de qualquer modo. Quando consertamos a nós mesmos, reconhecemos que o mundo está administrado pela Sabedoria Divina e que a obrigação de cooperar invariavelmente para o bem é nosso dever primordial.
Não acuse os Espíritos desencarnados sofredores, pelos seus fracassos na luta. Repare o ritmo da própria vida, examine a receita e a despesa, suas ações e reações, seus modos e atitudes, seus compromissos e determinações, e reconhecerá que você tem a situação que procura e colhe exatamente o que semeia.
Não recorra sistematicamente aos amigos espirituais quanto a comezinhos deveres que lhe competem no caminho comum. Eles são igualmente ocupados, enfrentam problemas maiores que os seus, detêm responsabilidades mais graves e imediatas, e você, nas lutas vulgares da Terra, não teria coragem de pedir ao professor generoso e benevolente que desempenhasse funções de ama-seca.
Não espere a morte para solucionar as questões da vida, nem alegue enfermidade ou velhice para desistir de aprender, porque estamos excessivamente distantes do Céu. A sepultura não é uma cigana, cheia de promessas miraculosas, e sim uma porta mais larga de acesso à nossa própria consciência.

(Do Livro Agenda Cristã, de André Luiz & Francisco Cândido Xavier)

Tesouro de Luz

Nem sempre disporás da finança precisa para solver problemas ou extinguir aflições. Ninguém está impedido, entretanto, de acumular o tesouro de luz da esperança no próprio coração. Ninguém que não possa engajar-se nessa empresa de investimentos divinos. Todos necessitamos de semelhante apoio para viver e todos nos achamos habilitados a ministrá-lo, a fim de que os outros vivam.
Julgamos freqüentemente que a esperança seria providência apenas em auxílio dos últimos na retaguarda humana. No entanto, não é assim. As vítimas de frustração, tristeza, desequilíbrio ou desalento estão em todos os lugares.
Arma-te de compreensão e bondade para esparzir esse recurso de refazimento e renovação. Para isso, comecemos por omitir pessimismo e perturbação em todas as manifestações que nos digam respeito.
Os necessitados dessa luminosa moeda, a expressar-se por bênção de energia, se te revelam em todos os lances da experiência comum.
Emergem dos vales de penúria, onde podes estendê-lo em forma de socorro assistencial; entretanto, surgem muito mais do próprio campo de ação em que transitas e das cúpulas da organização social em que vives.
Doarás a todos os aflitos que te procurem semelhante amparo, a fim de que a força de realizar e de construir não se lhes esmoreça na vida.
Falarás de coragem aos que se fixaram no medo de servir, de perdão aos que se imobilizaram no ressentimento, de confiança aos tristes, de perseverança aos fracos, de paz aos que tombaram na discórdia e de amor aos que se reconheceram atirados à solidão.
Nem sempre lograrás ajudar com possibilidades monetárias --- repitamos --- mas, raciocinando com a bênção da caridade, podes ainda hoje entrar nas funções de poderosa usina distribuidora de otimismo e de fé. Não percas o ensejo de investir felicidade com esse tesouro de luz e amor porquanto, em verdade, onde não mais exista esperança desaparece o endereço da paz.

(Livro: Encontro de Paz Emmanuel / Francisco Cândido Xavier)

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Alguém Deve Plantar!

"Eu plantei, Apolo regou, mas o crescimento veio de Deus". - Paulo (I Coríntios, 3:6)

Nada de personalismo dissolvente na lavoura do espírito.
Qual ocorre em qualquer campo terrestre, cultivador algum, na gleba da alma, pode jactar-se de tudo fazer nos domínios da sementeira ou da colheita.
Após o esforço de quem planta, há quem siga o vegetal nascente, quem o auxilie, quem o corrija, quem o proteja.
Pensando, porém, no impositivo da descentralização, no serviço espiritual, muitos companheiros fogem à iniciativa nas construções de ordem moral que nos competem. Muitos deles, convidados a compromissos edificantes, nesse ou naquele setor de trabalho, afirmam-se inaptos para a tarefa, como se nunca devêssemos iniciar o aprendizado do aprimoramento íntimo, enquanto que outros asseveram, quase sempre com ironia, que não nasceram para líderes. Os que assim procedem costumam relegar para Deus comezinhas obrigações no que tange à elevação, progresso, acrisolamento, ou melhoria, mas as leis do Criador não isentam a criatura do dever de colaborar na edificação do bem e da verdade, em favor de si mesma.
Vejamos a palavra do Apóstolo Paulo, quando já conhecia os problemas do auto aperfeiçoamento, em nos referindo à evangelização: "Eu plantei, Apolo regou, mas o crescimento veio de Deus".
A necessidade do devotamento individual à causa da Verdade transparece, clara, de semelhante conceituação.
Sabemos que a essência de toda atividade, numa lavra agrícola, procede, originariamente, da Providência Divina. De Deus vem a semente, o solo, o clima, a seiva e a orientação para o desenvolvimento da árvore, como também dimanam de Deus a inteligência, a saúde, a coragem e o discernimento do cultivador, mas somos obrigados a reconhecer que alguém deve plantar.

(De “Segue-me!...”)
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