sexta-feira, 6 de maio de 2011

Joanna de Ângelis & Divaldo Pereira Franco

Modelo de Perfeição

Não há notícia alguma sobre uma pessoa que Lhe haja sido igual.
Sábio incomum, manteve-se por quase trinta anos no silêncio, apenas uma vez interrompido, quando contava somente doze anos, demonstrando sua ímpar capacidade intelecto-moral.
Com um pequeno grupo de doze homens simples, quase sem cultura, fundou um Colégio em contato com a Natureza, ali ministrando em breve tempo a mais ampla gama de conhecimentos gerais de que se tem informação, que se fundamentavam na lição viva do amor.
Transitou entre os vários fogos da inveja e da impiedade, enfrentando a astúcia e a perversidade, sem nunca deixar-se chamuscar.
Compôs com ternura o mais perfeito código de justiça espiritual, que é a canção incomparável das Bem-aventuranças.
Conviveu com a miséria social, moral e econômica do mundo, sem fazer-se mesquinho ou revoltado.
Conheceu os poderosos em trânsito no mundo, os ricos e dominadores, sem os invejar ou os combater.
Ecologista nato, tomou como modelo as expressões vivas da Terra: as aves, as serpentes, os lobos, os peixes, os lírios do campo, o mar, a mostarda, para compor insuperável parábolas em respeito ao equilíbrio vigente em tudo.
Estabeleceu na fraternidade a mais salutar experiência social para a convivência humana mediante trocas, sem destaque de indivíduo ou de posse, concitando a uma experiência em comum, que resultou em êxito incomum.
Não desperdiçou palavras nem agiu com insensatez, sendo sempre comedido.
Amou a infância, os pecadores e mesmos os inimigos.
Mestre, não retirou a oportunidade da aprendizagem saudável de cada um, ensinando como ser feliz e concedendo espaço para que os discípulos aprendessem a lográ-la.
Terapeuta eficiente, curou enfermidades e explicou como erradicá-las, advertindo os pacientes sobre as recidivas e novas complicações.
Jamais ostentou os poderes de que era portador, ou os ocultou.
Disciplinado, submeteu-se à vontade de Deus, sem queixas ou receios injustificáveis, até o extremo da renúncia pessoal.
E por amar em demasia entregou-se à crucificação e à morte, para ressurgir, logo depois, a fim de confirmar todos os Seus ensinamentos e voltar à convivência afetuosa com as criaturas, aquelas mesmas que duvidaram, fugiram e O negaram.
Por isso, e muito mais, Jesus "é o ser mais perfeito que Deus ofereceu ao homem para servir-lhe de modelo e guia", conforme afirmaram os Espíritos a Allan Kardec.

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