domingo, 31 de julho de 2011

Reflexões

Estamos vivendo no século da luz: no se deixe arrastar por ilusões, embora bem intencionadas!
Raciocine imparcialmente, e nada aceite sem entender.
Se não compreende alguma coisa, não a rejeite.
Procure aprofundá-la pelo estudo.
Não se conforme com a pior das escravidões, que é a escravidão mental.
Nascemos para ser livres, e só o seremos quando raciocinarmos livremente.
(enviada por Paulo)

*A cada nova existência, o homem tem mais inteligência e pode melhor distinguir o bem e o mal.
(Allan Kardec)

*A esperança e a caridade são uma conseqüência da fé.
(Allan Kardec)

*A lei natural traça ao homem o limite de suas necessidades, e quando ela a ultrapassa, é punido pelo sofrimento.
(Allan Kardec)

*A verdadeira pureza não está apenas nos atos, mas também no pensamento, pois aquele que tem o coração puro nem sequer pensa no mal.
(Allan Kardec)

*Aqueles que passam sua vida na abundância e na felicidade humana, são espíritos frouxos que permanecem estacionários.
(Allan Kardec)

*Fora da Caridade não há Salvação.
(Allan Kardec)

*O sinal mais característico da imperfeição do homem, é o seu interesse pessoal.
(Allan Kardec)

*Os homens semeiam na terra o que colherão na vida espiritual: os frutos da sua coragem ou da sua fraqueza.
(Allan Kardec)

*Todas as coisas me são lícitas; mas nem todas me convém.
(Paulo de Tarso)

Beneficiência

Emmanuel e Francisco Cândido Xavier

Todo pão que repartes
É valor que acumulas.
Agasalho que dês
Faz-se apoio a ti mesmo.
Coragem que transmitas
É uma luz que te segue.
Ofensa que perdoas
É paz que te acompanha.
Não esperes dos outros
Compensações quaisquer.
De todo o bem que faças
A resposta é de Deus.

Mais Amor

Emmanuel e Francisco Cândido Xavier

Ama sempre para que possas compreender sempre mais.
Muitas vezes, no mundo, ensandecemos o cérebro e envenenamos o coração, indagando sem proveito quanto aos problemas que afligem os grandes e os pequenos, os felizes e os infelizes.
Entretanto, bastaria um raio de amor no imo d'alma para entendermos a profunda união em que nos imanizamos uns aos outros.
Ajuda antes de qualquer indagação.
Não peças diretrizes à Vida Superior, antes de haver praticado a fraternidade no círculo de criaturas em que te encontras.
A Terra é a nossa escola multimilenária, onde o amor é o Sol para as mínimas lições.
Descerra o espírito à claridade dessa luz e perceberás a dor que, muitas vezes, se agita sob vestes douradas e observarás o brilho da vida que, em muitas ocasiões, se destaca sob andrajos e sombras.
Oferece-lhe a mente e aprenderás que alegria e sofrimento, escassez e abastança, segurança e instabilidade na Terra não passam de oportunidades preciosas para a nossa elevação espiritual.
Não te esqueças de que somente aquele que se faz irmão do próximo pode soerguê-lo a mais altos destinos.
O nosso verbo pronunciará eloqüentes discursos.
A nossa pena escreverá páginas comovedoras.
A nossa influência social assegurar-nos-á subido destaque na vida pública.
As nossas facilidades econômicas garantir-nos-ão transitório respeito entre as criaturas.
Todavia, que será de nós sem o tesouro da compreensão que apenas o amor nos pode conferir?
Mais amor em nossas atividades de cada dia é solução gradativa a todos os enigmas que nos cercam.
Só a luz é capaz de extinguir a sombra.
Só a sabedoria aniquila a ignorância.
Só o amor redime, vitoriosamente, a miséria.
Não nos abeiremos da revelação, simplesmente indagando, pedindo, reclamando.
Aprendemos a trabalhar e servir.
Amemo-nos uns aos outros e uma luz nova brotará no terreno vivo de nossa alma, constrangendo-nos a sentir que só o trabalho no serviço ao próximo é capaz de conduzir-nos à comunhão com a verdadeira felicidade, que decorre de nosso ajustamento às Leis Celestiais.

Livro "Assim Vencerás"

André Luiz e Fracisco Cândido Xavier

Nos Instantes Difíceis

Nas dificuldades do dia-a-dia, esqueça os contratempos e siga em frente, recordando que DEUS esculpiu em cada um de nós a faculdade de resolver os nossos próprios problemas.
A vida é aquilo que você deseja diariamente.
A renovação autêntica tem de começar em nós mesmos.
Você prepara o caminho para quaisquer ocorrências pensando em torno delas.
A palavra é porta de entrada para as suas realizações.
Carregar ressentimentos é bloquear seus próprios recursos.
Encolizar-se é dinamitar o seu próprio trabalho.
Não sofra hoje pela neurose que talvez lhe venha comprovar a compreensão e a resistência, em futuro remoto.
Os problemas existirão sempre em redor de nós e apesar de nós.
Olvide ofensas e desgostos, tribulações e sombras e continue trabalhando quanto puder no bem de todos, recordando que o tópico mais importante do seu caminho será sempre servir.
Paz e Luz
Livro: Respostas da Vida - 19

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Ao Amanhecer

Joanna de Ângelis e Divaldo Pereira Franco

Dia novo, oportunidade renovada.
Cada amanhecer representa divina concessão que não podes
nem deves desconsiderar.
Mantém, portanto, atitude positiva em relação aos acontecimentos
que devem ser enfrentados;
otimismo diante das ocorrências que surgirão;
coragem no confronto das lutas naturais;
recomeço de tarefa interrompida;
ocasião de realizar o programa planejado.
Cada amanhecer é convite sereno à conquista de valores que
parecem inalcançáveis.
À medida que o dia avança, aproveita os minutos, sem pressa
nem postergação do dever.
Não te aflijas ante o volume de coisas e problemas que tens
pela frente.
Dirige cada ação à sua finalidade específica.
Após concluir um serviço, inicia outro e, sem mágoa dos acontecimentos
desagradáveis, volve à lição com disposição, avançando,
passo a passo, até o momento de conclusão dos deveres
planejados.
Não tragas do dia precedente o resumo das desditas e dos aborrecimentos.
Amanhecendo, começa o teu dia com alegria renovada e sem
passado negativo, enriquecido pelas experiências que te constituirão
recurso valioso para a vitória que buscas.

Episódios Diários

Joanna de Ângelis & Divaldo Pereira Franco

Contato Com os Guias Espirituais

Afliges-te, porque ainda não lograste o contato psíquico com os teus guias espirituais.
Reflexionas que buscaste a fé religiosa, abraçando a mediunidade, e, não obstante, tens a impressão que navegas sem rumo, padecendo conflitos e experimentando desânimo.
Momentos surgem nos quais receias pela legitimidade do intercâmbio espiritual de que te fazes objeto.
Anseias por informações precisas sobre o teu papel nas tarefas da mediunidade.
Relacionas pessoas que te parecem menos equipadas, e, apesar disso, apresentam-se superprotegidas pelos Espíritos Nobres, assessoradas por Benfeitores Venerandos e Entidades outras, que na Terra deixaram nomes respeitáveis, famosos...
Planejas desistir, acreditando que as tuas são faculdades atormentadas, sem credencial ou recurso capaz de registrar a proteção dos guias espirituais.
*
Tem, porém, cuidado e medita sem queixa.
A mediunidade é instrumento de serviço em nome do amor de Deus, para apressar o progresso dos homens e facultar o intercâmbio com os Espíritos, deles recebendo a ajuda.
Candidatas-te ao labor socorrista, como recurso saudável para te recuperares moralmente do passado delituoso, mediante cuja contribuição terias, também, as dores lenidas ou alteradas no seu organograma para a evolução.
Honrado pelo trabalho de iluminação de consciência, estás colocado como veículo de bênçãos.
Buscam-te os sofredores, porque são trazidos a ti pelos teus guias espirituais, que confiam na tua ductibilidade, no teu sentimento de amor.
Porque não ouves os teus Benfeitores, não te creias abandonado, sem apoio.
Tem paciência.
Faze silêncio íntimo e entrega-te mais.
Quando desdobrado parcialmente pelo sono, eles te confortam e instruem, fortalecem-te e programam as atividades para as quais renasceste.
Se não o recordas conscientemente, ficam impressos nos teus registros psíquicos, esses salutares conúbios edificantes.
Se aprofundares reflexão, perceberás quantas vezes eles já te falaram, socorreram e apoiaram nos momentos rudes das provações e dos testemunhos.
Eles são discretos e agem sem alarde, não brindando recursos que induzam à vaidade, ao exibicionismo.
Amparam em silêncio, instruem em calma, conduzem com afabilidade.
*
Quando vejas, na mediunidade, o campeonato das disputas humanas e o calafrio que provoca a presença de seres nobres do passado, aureolando com pompa terrestre a memória, que pretendem manter rutilante, acautela-te e desconfia.
Importante não é o nome que firma ou enuncia uma mensagem, mas, sim, o seu conteúdo de qualidade e penetração benéfica.
Desse modo, trabalha no anonimato e, consciente das responsabilidades que te dizem respeito, deixa que os teus guias espirituais zelosamente te guardem e conduzam, não te expondo no palco da insensatez, onde brilha por um dia e se apaga de imediato a vaidade humana.

Da obra: Momentos de Felicidade

Barbra Streisand - Evergreen

André Luiz & Francisco Cândido Xavier

Ganhando Resistência

Reconhece você que a sua resistência precisa aumentar; por isso mesmo não despreze o esforço no bem algum tanto a mais além do nível.
Se o trabalho parece estafante, suporte mais um pouco as dificuldades em que se lhe envolvem os encargos.
Onde lhe pareça já haver exercitado o máximo de humildade, apague-se um tanto mais em favor de outrem para que seu grupo alcance a segurança ideal.
Demonstre um pouco mais de paciência nos momentos de inquietação e evitará desgostos incalculáveis.
Abstenha-se algo mais de reclamações mesmo justas, no que se reporta aos seus interesses pessoais e observará quanta simpatia virá ao seu encontro.
Mostre um pouco mais de serenidade nos instantes de crise e você se transformará no apoio providencial de muita gente.
Confie algo mais na proteção da Bondade Divina e conseguirá superar obstáculos que se lhe figuravam intransponíveis.
Nos dias de enfermidade agüente um tanto mais as dificuldades e você apressará as suas próprias melhoras de maneira imprevisível.
Tolere um tanto mais as intrigas que, por ventura, lhe assediem o campo de ação, sem lhes oferecer qualquer importância e defenderá a sua própria felicidade, com inesperado brilhantismo.
Você vive no mundo em meio de provas e lutas, desafios e necessidades, ao modo de aluno entre as lições de que precisa na escola, em favor do próprio aproveitamento; aprenda a suportar os convites ao bem dos outros e você ganhará os melhores valores da resistência.

Livro: Respostas da Vida

Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Seara Espírita

"Porque cada árvore se conhece pelo seu próprio fruto; pois não se
colhem figos no espinheiro nem uvas nos abrolhos."
Jesus - Lucas, 6:4

"É assim, meus irmãos, que deveis julgar examinando as obras. Se os que dizem investidos de poder divino revelam sinais de uma missão de natureza elevada, isto é, se possuem no mais alto grau as virtudes cristãs e eternas: a caridade, o amor, a indulgência, a bondade que concilia os corações; se, em apoio das palavras, apresentam os atos, podereis então dizer: Estes são realmente enviados de Deus."
Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XXI, item 8
Penetrando a seara espírita, rememora o Cristianismo redivivo, que se lhe configura nas menores atividades, e não te circunscrevas à expectação.
Em semelhante campo da fé, sem rituais e sem símbolos, sem convenções e sem exigências, descobrirás facilmente os recomendados do Senhor, a surgirem naqueles companheiros cujas dificuldades ultrapassam as nossas.
Pleiteias a mensagem dos entes queridos que te antecederam na viagem do túmulo, entretanto, basta procures e divisarás amigos diversos que não somente perderam a presença de seres inesquecíveis, mas também as possibilidades primárias da intimidade doméstica.
Solicitas proteção para os filhos educados nos primores de tua bênção, agora em obstáculos inquietantes no estudo ou na profissão, contudo, distinguirás, ao teu lado, pais valorosos e incapazes de aliviar as necessidades singelas dos rebentos da própria carne, sem a assistência do amparo público.
Diligencias a cura da enfermidade ligeira que te apoquenta e contemplarás muitos daqueles que trazem moléstias irreversíveis, para os quais chega uma frase de esperança, a fim de louvarem as dores da própria vida.
Pedes, mentalmente, arrimo à solução de negócios materiais que te propiciem finança mais dilatada, no entanto, surpreenderás os pés desnudos de irmãos que vieram de longe, à busca de um simples pensamento confortador, vencendo, passo a passo, largas distâncias por lhes faltarem qualquer recursos para o custeio da condução.
Rogas conselho em assunto determinado, não obstante o arsenal dos conhecimentos de que dispões, todavia, reconhecerás, frente a frente, amigos diversos que nunca tiveram, em toda a existência física, a bendita oportunidade de um livro às mãos.
Se o plano superior já te permite pisar na seara espírita, não te limites à prece.
Todos os tipos de rogativa que se voltem para o Bem Infinito, são respeitáveis, no entanto, pensa em nosso Divino Mestre que orou auxiliando e realiza algo de bom, em favor dos irmãos em Humanidade, que ele mesmo nos apresenta.
Espiritismo é Cristianismo e Cristianismo quer dizer Cristo em nós para estender o Reino de Deus e servir em seu nome.

(De “Livro da Esperança”)

Marcos Prisco & Divaldo Pereira Franco

Nunca é Demais

“Sede, na oração, perseverantes.”
(Paulo – Romanos – 12:12)

Diretamente convidado a uma decisão, no tumulto dos conflitos complexos, busque a inspiração superior através da prece.
Um momento de prece dirime problemas largamente cultivados.
*
Instado por dificuldade à rebeldia e ao desequilíbrio, faça uma pausa para a prece.
A prece não apenas aponta rumos quanto tranquiliza interiormente.
Açodado pelas paixões inferiores e vencido na psicosfera negativa do ambiente em que vive, erga-se à prece edificante.
A prece não somente sustenta o bom ânimo como também luariza os sentimentos.
Tombado por falta de apoio e aturdido nos melhores propósitos acalentados, tente o convívio da prece antes de desertar.
A prece não é só uma ponte que o leva a Deus, porém uma alavanca a impeli-lo para sair do desânimo que o prostra.
*
Atordoado por informações infelizes e vitupérios; apedrejado por incompreensões indevidas, mergulhe a mente na prece antes do revide.
A prece não constitui um paliativo exclusivo, sendo, também, inexaurível e abençoada fonte de renovação e entusiasmo.
*
Examinando o problema imenso que se avulta, aquietado pelas complexas engrenagens das decisões, estugue o passo, faça uma prece.
A prece tem o poder de clarificar os horizontes e içar o homem do abismo às cumeadas libertadoras.
Concluída a tarefa em que recolheu bênçãos e júbilos, não se esqueça da prece.
A prece não lhe constitua um instrumento de rogativa e solicitação incessantes, tornando-se, também, um telefônio para expressar o reconhecimento e a gratidão com que você exporá os sentimentos renovados ao Pai Celestial.
*
Não se trata de beatice, nem tampouco de pieguismo emocional.
Se lhe é justo permitir-se o pessimismo e o desaire, conservando a negação e o dissabor, a prece constituir-lhe-á bastão de apoio, medicamento reconfortante, pão nutriente porquanto cada um sintoniza com aquilo em que pensa e vibra.
Orando, você, naturalmente, haurirá nas fontes inesgotáveis da Divina Providência as energias necessárias para o êxito dos seus cometimentos.
Não se deixe vencer pelos que o abordam com ceticismo e preferem a manifestação cínica diante do seu estado de prece e de confiança.
Uma prece a mais nunca é demais.

(De “Momentos de Decisão”)

domingo, 24 de julho de 2011

Earth, Wind & Fire - Fantasy

Bezerra de Menezes & Carlos A. Baccelli

Não Tenhais Medo

Filhos, não tenhais medo da vida, nas provas e surpresas do caminho; não tenhais receio do amanhã, que somente a Deus pertence.
Vivei com alegria e destemor, submissos à Vontade Divina em qualquer circunstância.
Combatei os vossos erros, todavia compreendei a necessidade de aprender a lição nos reveses a que ninguém se furta.
Colhei, resignadamente, na gleba que plantastes, sem reclamar dos espinhos que vos dilaceram as mãos que não souberam separar as urzes do bom grão.
Que a revolta silenciosa não vos amargure a existência, determinando as vossas mais veladas atitudes.
Não vos canseis de ser generosos, tolerantes e compassivos.
Amai sem esperar serdes amados.
Cumpri com as vossas obrigações pelo pão de cada dia, recordando-vos de que o Senhor alimenta os pássaros e veste os lírios do campo...
Não leveis a vida de forma leviana e inconseqüente, sem atinar que as sombras que rondam os passos alheios também espreitam os vossos.
A dor que nos tira a tranqüilidade é a mesma que nos possibilita tomar consciência de nossas fragilidades.
Se, de quando em quando, o sofrimento não visitasse o homem, é possível que ele jamais se interessasse pela transcendência da Vida.
Não vos permitais, pois, concessões de qualquer natureza, na satisfação dos próprios desejos.
Se a ascensão do espírito é infinita, a queda a que voluntariamente se arroja não conhece limites... Sempre haverá como descer a mais fundo, escuro e indevassável abismo de dor.
Filhos, vivei somente com a intenção de fazer o Bem, e em tudo vereis a manifestação da Sábia Providência.
Não tenhais medo e não vos enclausureis na inércia como quem retrocede e se oculta, com o pensamento de que a Vida não o encontrará, mais cedo ou mais tarde, para arrancá-lo ao comodismo e trazê-lo de volta à realidade.

Livro: A Coragem da Fé

Caridade, a meta

Joanna de Ângelis & Divaldo Pereira Franco

Guarda, na mente, que a caridade em teus atos deve ser a luz que vence a sombra.
Enquanto não compreendas que a caridade é sempre a bênção maior para quem a realiza, ligando o benfeitor ao necessitado, estarás na fase primária da virtude por excelência.
Poderás repartir moedas, a mãos-cheias; todavia, se não mantiveres o sentimento da amizade em relação ao carente, não terás logrado alcançar a essência da caridade.
Repartirás tecidos e agasalhos com os desnudos; no entanto, se lhes não ofertares compreensão e afabilidade, permanecerás na filantropia.
Atenderás aos enfermos com medicação valiosa; entretanto, se não adicionares ao gesto a gentileza fraternal, estarás apenas desincumbindo-te de um mister de pequena monta.
Ofertarás o pão aos esfaimados; contudo, se os não ergueres com palavras de bondade, não alcançaste o sentido real da caridade.
Distribuirás haveres e coisas com os desafortunados do caminho; não obstante, sem o calor do teu envolvimento emocional em relação a eles, não atingiste o fulcro da virtude superior.
A caridade é algo maior do que o simples ato de dar.
Certamente, a doação de qualquer natureza sempre beneficia aquele que lhe sofre a falta. Todavia, para que a caridade seja alcançada, é necessário que o amor se faça presente, qual combustível que permite o brilho da fé, na ação beneficente.
A caridade material preenche os espaços abertos pela miséria sócio-econômica, visíveis em toda parte.
Além deles, há todo um universo de necessidades em outros indivíduos que renteiam contigo e esperam pela luz libertadora do teu gesto.
A indulgência, em relação aos ingratos e agressivos;
a compaixão, diante dos presunçosos e perversos;
a tolerância, em favor dos ofensores;
a humildade, quando desafiado ao duelo da insensatez;
a piedade, dirigida ao opressor e déspota;
a oração intercessória, pelo adversário;
a paciência enobrecida, face às provocações e à irritabilidade dos outros;
a educação, que rompe as algemas da estupidez e da maldade que se agasalham nas furnas da ignorância gerando a delinqüência e a loucura...
A caridade moral é desafio para toda hora, no lar, na rua, no trabalho.
Exercendo-a, recorda também da caridade em relação a ti mesmo.
Jesus, convivendo com os homens, lecionou exemplificando todas as modalidades da caridade, permanecendo até hoje como o protótipo mais perfeito que se conhece, tornando-a a luz do gesto, que vence a sombra do mal, através da ação do amor.
Caridade, pois, eis a meta.

André Luiz & Francisco Cândido Xavier

Ganhando Resistência

Reconhece você que a sua resistência precisa aumentar; por isso mesmo não despreze o esforço no bem algum tanto a mais além do nível.
Se o trabalho parece estafante, suporte mais um pouco as dificuldades em que se lhe envolvem os encargos.
Onde lhe pareça já haver exercitado o máximo de humildade, apague-se um tanto mais em favor de outrem para que seu grupo alcance a segurança ideal.
Demonstre um pouco mais de paciência nos momentos de inquietação e evitará desgostos incalculáveis.
Abstenha-se algo mais de reclamações mesmo justas, no que se reporta aos seus interesses pessoais e observará quanta simpatia virá ao seu encontro.
Mostre um pouco mais de serenidade nos instantes de crise e você se transformará no apoio providencial de muita gente.
Confie algo mais na proteção da Bondade Divina e conseguirá superar obstáculos que se lhe figuravam intransponíveis.
Nos dias de enfermidade agüente um tanto mais as dificuldades e você apressará as suas próprias melhoras de maneira imprevisível.
Tolere um tanto mais as intrigas que, por ventura, lhe assediem o campo de ação, sem lhes oferecer qualquer importância e defenderá a sua própria felicidade, com inesperado brilhantismo.
Você vive no mundo em meio de provas e lutas, desafios e necessidades, ao modo de aluno entre as lições de que precisa na escola, em favor do próprio aproveitamento; aprenda a suportar os convites ao bem dos outros e você ganhará os melhores valores da resistência.

(Livro: Respostas da Vida)

Soneto



Olavo Bilac &  Francisco Cândido Xavier

Por tanto tempo andei faminto e errante,
Que os prazeres da vida converti-os
Em poemas das formas, em sombrios

Pesadelos da carne palpitante.
No derradeiro sono, instante a instante,
Vi fanarem-se anseios como fios
De ilusão transformada em sopros frios,
Sobre o meu peito em febre, vacilante.

Morte, no teu portal a alma tateia,
Espia, inquire, sonda e chora, cheia
De incerteza na esfinge que tu plasmas!...

Impassível, descerras aos aflitos
Uma visão de mundos infinitos
E uma ronda infinita de fantasmas.

(Do livro Parnaso de Além-Túmulo)

sábado, 23 de julho de 2011

Meimei & Francisco C. Xavier

Aprendizado

Estudas ciências e filosofias, artes e idiomas.
Para isso, gastas forças e tempo.
Escuta. O amor que Jesus nos traçou por estrada de redenção por ser igualmente adquirido em exercício disciplinar.
Esforcemo-nos por alcança-lo.
Os instrutores são os nossos próprios semelhantes.
Alguns te procuram. São aqueles que te desconsideravam ou te agridem, por vezes inconscientemente, junto dos quais é possível aprender compreensão e tolerância, desprendimento e perdão.
Alguns outros precisas buscar. São aqueles companheiros a quem devemos
amparo, habitualmente domiciliados na enfermidade ou na penúria, no regaço
frio da noite ou em ruínas abandonas. Vai ao encontro desses, dá-lhes algo da posse ou da migalha que te servem de apoio à existência, mas deixa-lhes a tua dádiva, iluminada
com o teu próprio amor, à maneira do Sol, cuja luz te assegura a vida sem te pedir reconhecimento.
Não delongues o aprendizado.
Entretanto, existe uma condição para o êxito.
Auxilia e perdoa sem falar disso a ninguém.
O silêncio é a base na didática do amor, porque em todas as aulas, embora, por vezes, diante de muita gente, estarás profundamente em ti e dialogando contigo na presença de Deus. Cede um minuto do tempo de que disponhas ou algo do que possuis para diminuir o frio da penúria e a febre da aflição. Nessa imensa vereda, descobrirás pequeninos abandonados, aos quais estenderás o agasalho da esperança.

(Fonte: Livro "Palavras do Coração")

André Luiz & Francisco Cândido Xavier

Ganhando resistência

Reconhece você que a sua resistência precisa aumentar; por isso mesmo não despreze o esforço no bem algum tanto a mais além do nível.
Se o trabalho parece estafante, suporte mais um pouco as dificuldades em que se lhe envolvem os encargos.
Onde lhe pareça já haver exercitado o máximo de humildade, apague-se um tanto mais em favor de outrem para que seu grupo alcance a segurança ideal.
Demonstre um pouco mais de paciência nos momentos de inquietação e evitará desgostos incalculáveis.
Abstenha-se algo mais de reclamações mesmo justas, no que se reporta aos seus interesses pessoais e observará quanta simpatia virá ao seu encontro.
Mostre um pouco mais de serenidade nos instantes de crise e você se transformará no apoio providencial de muita gente.
Confie algo mais na proteção da Bondade Divina e conseguirá superar obstáculos que se lhe figuravam intransponíveis.
Nos dias de enfermidade agüente um tanto mais as dificuldades e você apressará as suas próprias melhoras de maneira imprevisível.
Tolere um tanto mais as intrigas que, por ventura, lhe assediem o campo de ação, sem lhes oferecer qualquer importância e defenderá a sua própria felicidade, com inesperado brilhantismo.
Você vive no mundo em meio de provas e lutas, desafios e necessidades, ao modo de aluno entre as lições de que precisa na escola, em favor do próprio aproveitamento; aprenda a suportar os convites ao bem dos outros e você ganhará os melhores valores da resistência.

Livro: Respostas da Vida

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Caridade
“Agora, portanto, permanecem a fé, a esperança e a caridade, porém, dessas três virtudes a caridade é a maior”. Paulo – I Coríntios, 13:13

A caridade é sempre uma bênção de Deus, mas não se restringe ao pão e ao agasalho que distribuas.

Vemo-la por serviço aos outros, em qualquer parte.

Caridade será tolerar com paciência o parente necessitado, respeitar as dificuldades do vizinho sem comentá-las, amparar a criança tresmalhada na rua ou socorrer a um animal doente.

Não te digas incapaz de praticá-la.

Caridade é a bênção da compreensão, a palavra encorajadora, o gesto de bondade, o sorriso de simpatia.

Podes começar a exercê-la, prestando serviço aos teus, em tua própria casa.

(Obra: Escultores de almas )

Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

No Quadro Real

“Dei-lhes a tua palavra e o mundo os aborreceu, porque não são do mundo, assim como eu do mundo não sou”. – Jesus. (João, 17:14).

Aprendizes do Evangelho, à espera de facilidades humanas, constituirão sempre assembléias do engano voluntário.
O Senhor não prometeu aos companheiros senão continuado esforço contra as sombras até à vitória final do bem.
O Cristão não é flor de ornamento para igrejas isoladas. É “sal da terra”, força de preservação dos princípios divinos no santuário do mundo inteiro.
A palavra de Jesus, nesse particular, não padece qualquer dúvida.
“Se alguém quiser vir após mim, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me”.
Amai vossos inimigos.
Orai pelos que vos perseguem e caluniam.
Bendizei os que vos maldizem.
Emprestai sem nada esperardes.
Não julgueis para não serdes julgados.
Entre vós, o maior seja servo de todos.
Buscai a porta estreita.
Eis que vos envio como ovelhas ao meio dos lobos. No mundo tereis tribulações.
Mediante afirmativas tão claras é impossível aguardar em Cristo um doador de vida fácil. Ninguém se aproxime Dele sem o desejo sincero de aprender a melhorar-se. Se o Cristianismo é esperança sublime, amor celeste e fé restauradora, é também trabalho, sacrifício, aperfeiçoamento incessante.
Comprovando suas lições divinas, o Mestre Supremo viveu servindo e morreu na cruz.

(De “Segue-me!...”)

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Imortalidade

Senhor! Senhor! que os verbos luminosos
Do amor, da perfeição, da liberdade,
Inflamem minhas vozes neste instante!
Que o meu grito bem alto se levante,
Conduzindo a mensagem benfazeja
Das esperanças para a Humanidade!
Senhor! Senhor! que paire sobre o mundo
A luz do teu poder igualável,
Que os lírios te saúdem perfumando
Os arrebóis, as noites, as auroras;

Hinos de amor, que os pássaros te elevem
Dos seus ninhos de plácida harmonia;
Que as fontes no seu doce murmúrio
Te bendigam com tema suavidade;
Que todo o ser no mundo se descubra
Perante a tua excelsa majestade,
Saturado do amor onipotente
Que promana abundante do teu seio!...

Senhor! que a minha voz altissonante
Se propague entre os homens; que a verdade
Resplandeça na terra da amargura!

Ó Pai! tu que removes o impossível,
Que transmudas em rosas os espinhos,
E que espancas a treva dos caminhos
Com a luz que afirma a tua onipotência,
Permite que minhalma seja ouvida
Na vastidão do mundo do desterro;
Que os meus irmãos da Terra me recebam
Como o ausente invisível, redivivo!...

Irmãos, eis-me de novo ao vosso lado!
Venho de esferas lúcidas, radiosas,
Atravessei estradas tenebrosas
E sendas deslumbrantes e estelíferas,
Empunhando o saltério da esperança.

Pude transpor abismos de ouro e rosas,
Sendas de sonho e báratros escuros,
Planetas como naus sem palinuros
Nos oceanos do éter infinito!
Contemplei Vias-Lácteas assombrosas,
Visões de sóis eternos, confundidas
Entre estrelas igniferas, distantes;
Vi astros portentosos, desferindo
Harmonias de amor e claridades,
E humanidades entre humanidades
Povoando o Universo esplendoroso...

Descansei sobre as ilhas de repouso,
Em lindos arquipélagos distantes,
Habitei os palácios encantados,
Em retiros de amor calmo e sereno,
Onde o solo é formado de ouro e neve,
Onde a treva e onde a noite são apenas
Recordações de mundos obscuros!
Onde as flores do afeto imperecível
Não se emurchecem como sobre a Terra...
Lá, nesses orbes lúcidos, divinos,
O amor, somente o amor, nutre e dá vida.

Somente o amor é a vibração de tudo!
Vi céus por sobre céus inumeráveis,
Mundos de dor e mundos de alegria,
Em luminosidades e harmonias
Aos beijos arcangélicos da luz,
Que é mensagem de Deus por toda a parte!
E apenas conheci um pormenor,
Um detalhe minúsculo, um fragmento
Da Criação infinita e resplendente!

Ah! Morte!... A Morte é o anjo luminoso
Da liberdade ampla, jubilosa,
Quando a esperamos tristes e abatidos;
Quando nos traz imácula e sublime
A chama da esperança dentro dalma,
Amando-se da vida os bens mais nobres,
Se o mundo abafa em nós toda a alegria,
Roubando-nos afetos e consolos,
Martirizando o coração dorido
Na cruz dos sofrimentos mais austeros.

A morte corrobora as nossas crenças,
As nossas esperanças mais profundas,
Rompendo o véu que encobre à nossa vista
O eterno panorama do Universo,
E aponta-nos o céu, a imensidade,
Onde as almas ditosas se engrandecem,
Choras almas guiando em labirintos
Para a luz, para a vida e para o amor!

Que representa a Terra, ante a grandeza
De tantos sóis e orbes luminosos?
É somente uma estância pequenina
Onde a dor e onde a lágrima divina
Modelam almas para a perfeição;

É apenas um degrau na imensidade,
Onde se regenera no tormento
Quem se afasta da luz e da verdade;
Ela é somente o exílio temporário,
Onde se sofre a angústia da distância
Dos que amamos com alma e com fervor.

Morte! que te abençoem sofredores,
Que te bendiga o espírito abatido,
Já que és a tema mão libertadora
Dos escravos da carne, dos escravos
Das aflições, das dores, da tortura!
Bendigo-te por tudo o que me deste:
Pela beleza da imortalidade,
Pela visão dos céus resplandecentes,
Pelos beijos dos seres bem-amados.

Senhor! Senhor! que a minha voz se estenda,
Como mm canto sublime de esperança,
Sobre a fronte de todos quantos sofrem,
Ansiando mais luz, mais liberdade
No orbe da expiação e da impiedade!

(Fagundes Varella & Francisco Cândido Xavier)

Chicago & Earth, Wind & Fire

Lancellin & João Nunes Maia

Salvação

Salvação nos leva a lembrar bem-aventurança, estado reservado aos Espíritos altamente iluminados, que já estão livres do carma, que já estão limpos de todos os sentimentos inferiores que os prendem nos planos grosseiros da carne.
Há muitos religiosos que condicionaram essa palavra — Salvação —
como se fosse um passe de mágica, como força preponderante para a felicidade pessoal.
Esquecem-se de que, para se salvarem, dependem de variadas atitudes e um esticado aprimoramento espiritual, conferido pelo tempo, além de ingentes esforços em todos os rumos da iluminação.
É de se notar que todo trabalho que fizermos para a nossa melhoria moral é muito útil.
No entanto, essa realização não se faz de um dia para outro; demanda prolongados exercícios na área interna, e quase sempre não acreditamos na sua eficácia.
Iludimo-nos mais com o campo exterior, cheio de ilusões e de nuances convidativas para a vaidade e o orgulho.
Ninguém se salva por ser tocado pelo arrependimento, pois ele é apenas uma das portas que se abrem na limpeza gradativa das nossas sujeiras morais.
Enganar a nós mesmos é disfarçar exteriormente. Porém, por dentro,
continuamos o mesmo Espírito dotado das mesmas intenções que antes
alimentávamos.
A iniciação por dentro é a mais difícil operação da criatura; a externa sacode e torna visível todas as nossas inferioridades, qual o cair das moedas dos ricos no gazofilácio.
Queremos mostrar, a todo o custo, a todas as pessoas, quando iniciamos, por fora.
E quando começamos a cirurgia moral em nós mesmos, fazemo-lo em silêncio, acumulando forças para o grande trabalho de fecundação.
A salvação, nos termos em que devemos compreendê-la, é a conquista da alma, e não doação de onde quer que venha.
É bênção de Deus nas linhas do tempo, é maturidade do Espírito.
Também nós, que te falamos através do contributo mediúnico de um sensitivo, temos inúmeras arestas a serem aparadas.
Sentindo isso em nosso coração, queremos ser um cirurgião de nós mesmos e realizar muitas operações morais em nossa própria conduta.
Precisamos uns dos outros, encarnados e desencarnados, porque somos todos irmãos e filhos de Deus.
É bom que não penses que a desencarnação é sinônimo de salvação.
A alma é, na erraticidade, o que foi na Terra, e vice-versa.
Os santos e sábios, quando se apresentam como tais, trabalharam milhares de anos a fio no aprimoramento próprio.
A nossa intenção é, com toda a sinceridade d'alma, convidar os homens para uma grande fusão de valores em torno de Nosso Senhor Jesus Cristo e d'Ele beber a água pura do Amor e passar a compreender como é bom aprender a amar, porque fora do Amor não há salvação para a Humanidade.
E esse Amor tem um preço: o preço da auto-educação que devemos iniciar.
Vamos começar hoje? Agora?

(De “Cirurgia moral”)

Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Passo Acima

Burilamento moral e prática do bem constituem o clima da caminhada para a frente, no Reino do Espírito, mas não podemos esquecer que todo obstáculo é marcador de oportunidade do passo acima, na senda de elevação.
Na escola, forma-se o aluno, teste a teste, para que se lhe garanta o aprendizado cultural.
No educandário da vida, o espírito, de prova em prova, adquire o mérito indispensável para a escalada evolutiva.
Toda lição guarda objetivo nobilitante, que se deve alcançar através do estudo.
Qualquer dificuldade, por isso, se reveste de valor espiritual, que precisamos saber extrair para que se faça acompanhar do proveito justo.
Em qualquer estabelecimento de ensino, variam as matérias professadas.
Em toda existência, as instruções se revelam com caráter diverso.
É assim que a hora do passo acima nos surge à frente, com expressões sempre novas, possibilitando-nos a assimilação de qualidades superiores, em todos os sentidos.
Tentação — degrau de acesso à fortaleza espiritual.
Ofensa recebida — ocasião de ganhar altura pela trilha ascendente do perdão.
Violência que nos fere — ensejo para a aquisição de humildade.
Sofrimento — vereda para a obtenção de paciência.
Necessidade do próximo significando em nós o impositivo da prestação de serviço.
Quando a incompreensão ou a intolerância repontam nos outros, terá chegado para nós o dia de entendimento e serenidade.
Não te revoltes, nem te abatas, quando atribulações te visitam. Desespero e rebeldia, além de gerarem conflito e lágrimas, são as respostas mais infelizes que podemos dar aos desafios edificantes da vida.
Deus não nos confiaria problemas, se os nossos problemas não nos fossem necessários.
Todo tempo de aflição é tempo do passo acima. De nós depende permanecer acomodados à sombra ou avançar, valorosamente, para a obtenção de mais luz.

(De “Alma e Coração”)

terça-feira, 19 de julho de 2011

Joanna de Ângelis & Divaldo Pereira Franco

Paz e Felicidade

Afirma-se, inadequadamente, que a paz profunda é paralisia da razão, inércia, abstração.
Fosse, realmente, esse estado de anulação e seríamos candidatos ao aniquilamento dos ideais com a conseqüente morte das aspirações libertadoras.
Informa-se, equivocadamente, que felicidade pela é gozo incessante, sem qualquer preocupação ou anelo de maior crescimento.
Constituísse realidade esse prognóstico e a bem pouca conquista seria reduzido o Espírito, que se predisporia à saturação, num repetir monótono de prazeres nos moldes terrenos.
A paz profunda é uma conquista dinâmica do homem que, embora em constante burilamento, age sem reagir, motivado pelo infrene desejo de ajudar e crescer.
A felicidade plena resulta do movimento contínuo em favor da aquisição de mais valiosos equipamentos morais com que se alça o ser a Esferas Nobres, participando do concerto harmônico da Vida.
Sempre houve luta entre os homens, que se atiram uns contra os outros e neles mesmos defrontam os campos de batalha depuradora para as imperfeições.
A felicidade plena resulta da conscientizaçã o de transformar a luta em realização dignificante, que fomenta os recursos de enobrecimento.
Num, como noutro campo de realização, o amor é fundamental.
A maior força existente no Universo, o amor é a presença de Deus atuando favoravelmente e impulsionando todas as ações para o ideal supremo - a perfeição!
Os logros da paz profunda e da felicidade plena são possíveis, a todo aquele que se emprenha para realizar a opção da busca interior, através da transformação moral que deve operar em si mesmo, bem como do sacrifício das paixões asselvajadas.
Na meditação ouvirás o pulsar do Cosmo.
N oração dialogarás com Deus.
No silêncio identificarás as vozes da Imortalidade.
Na ação do Bem alcançarás a paz, a plenitude, viajando pelos espaços na busca de Deus, sob a tutela dos seres angélicos interessados na tua perfeita integração na consciência divina, de que fazes parte apesar de não a interpretares ainda com a necessária sabedoria.
A paz profunda pelo amor e a felicidade plena pela caridade aguardam a tua decisão, para que logres o triunfo e te libertes do primitivismo por definitivo.
Livro: Momentos de Esperança

Um Curso Básico de Vida

Qual, para o Espírito, a utilidade de passar pelo estado de infância?
Encarnando, com o objetivo de se aperfeiçoar, o Espírito, durante esse período, é mais acessível às impressões que recebe, capazes de lhe auxiliares o adiantamento, para o que devem contribuir os incumbidos de educá-lo.
Questão Nº 383 – O Livro dos Espíritos.
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As religiões cristãs anunciam o Reino de Deus, prometido por Jesus. Muitos esperam por ele como quem aguarda um decreto divino que transformará a Terra num paraíso. Imaginam que o Criador proclamará, à maneira do legislador humano:
— Está instalado o Império do Bem. Revogam-se as disposições em contrário.
Não foi assim que Jesus ensinou?:
O Reino de Deus está dentro de vós.
Esta observação do Mestre deixa bem claro que o Reino somente se estenderá sobre o Mundo na medida em que se instale nos corações humanos.
Estamos longe dessa realização sublime, porquanto ainda hoje, como explicava Jesus, “muitos são os chamados” (todos os que ouvem a mensagem cristã) “e poucos os escolhidos” (aqueles que se apresentam para o serviço).
Nem por isso estamos impedidos de experimentar as benesses do Reino, que está se corporificando em nós, desde agora, se atendermos à convocação divina.

(De “Viver em plenitude”, de Richard Simonetti)

Marcos Prisco & Divaldo Pereira Franco

Insuperável Brandura

Quando você for defrontado por alguém violento, que o agrida verbalmente ou o ameace fisicamente, recorde-se de que ele é muito infeliz.
Todo aquele que não recebeu amor na infância ou foi vítima de insucessos emocionais, sempre perde o endereço de si mesmo e se torna inimigo dos outros.
Conceda-lhe a graciosa dádiva da bondade que não o torna mais desventurado. Não há quem resista a um indisfarçável gesto de benevolência.
*
Surpreendido pela astúcia dos perversos, sempre hábeis na arte de infligir sofrimentos aos outros, tenha em mente que eles são também impiedosos para consigo mesmos.
A sua desorientação provém de experiências amargas, nas quais sofreram crueldades e abandono.
Proporcione-lhes o ensejo de despertar, dando-lhes compreensão. Ninguém recusa amor, mesmo que, aparentemente reaja com aspereza, o que é falta de hábito em recebê-lo.
*
No pandemônio da revolta que grassa violenta em toda parte, anunciando desastres morais e conjunturas físicas dolorosas, reserve-se o direito de permanecer em paz.
O aturdimento que procede de alguns poucos, facilmente contamina o grupo social que se perturba. O agitador, é alguém que se sentiu desrespeitado nos seus direitos de criança e, na ocasião, não soube administrar a ira nem a frustração, agora tornadas bandeiras de comportamento doentio.
Seja amistoso para com ele, apresentando-lhe o outro lado da existência humana. O ser carente vive armado contra tudo e todos, até o momento em que se sente rociado pela presença da brandura.
*
No crepitar das labaredas das acusações e calúnias contra alguém, gerando situações asfixiantes e más, continue portador de generosidade para com a vítima.
Quem delinqüe, perde-se no labirinto de terríveis alucinações morais.
Não fustigue mais o desditoso, antes aplique temperança para com ele. O solo que arde, não pode receber mais calor, e sim, água refrescante que lhe diminua e aplaque a temperatura elevada.
Todos somos sensíveis à compreensão de alguém para conosco.
Perseguido pela inveja ou malsinado pela insensatez daquele que não gosta de você, resguarde-se na compaixão para com ele.
A insegurança que o leva a afligi-lo é resultado da família com a qual viveu e de quem somente recebeu lições de impiedade e malquerença.
Ele gostaria, por certo, de ser como você, e, na impossibilidade de que se dá conta, tenta amargurá-lo.
Ofereça-lhe o silêncio em resposta de brandura, que o alcançará inexoravelmente, alterando-lhe a atitude interior. Nada pode detê-la, e quem a recebe jamais prossegue como antes.
*
Na raiz de muitos males, que afligem e desconcertam a criatura, o desamor de que foi objeto, na atual ou em anterior reencarnação, é o responsável pelo seu transtorno.
Naturalmente, quem lhe experimenta o aguilhão impiedoso deseja libertar-se, defendendo-se e acusando, reagindo.
Não existe, porém, defesa real quando se agride nem se conquista harmonia quando se entra em debates de violência.
Nunca aceite as injunções do mal nem as arruaças dos desordeiros, simplesmente deixando de conceder-lhes consideração.
Você cresce na vertical do amor, tendo por dever levantar caídos e nunca torná-los mais vulneráveis ao mal que neles reside.
Viva com brandura e esparza-a, tornando o mundo melhor e as criaturas menos desesperadas.
Somente quem ama e se reveste de bondade pode resistir aos conflitos e desafios perturbadores da sociedade agressiva que prefere ignorar o Bem.

(De “Luzes do alvorecer”)

All Rither - Qualidade dos Relacionamentos


Brian Tracy dizia: “Oitenta por cento da satisfação na vida vem de relacionamentos significativos”. Pense nisto... Quando você olhar para trás, no final de sua vida, o que realmente importará? Cinco palavras: “A QUALIDADE DOS SEUS RELACIONAMENTOS”.

Assim, eis a questão: Se os seus relacionamentos é a parte mais importante de sua vida, o que você está fazendo para torná-los tudo o que eles podem ser?

Qual é a maneira mais eficaz de criar e sustentar grandes relacionamentos com os outros? É o Princípio 100/0. Você assume plena responsabilidade (100%) pelo relacionamento, nada esperando em retorno (0%).

O Princípio 100/0 não é natural para a maioria de nós. Ele requer um compromisso real com o relacionamento e uma boa dose de autodisciplina para pensar, agir e dar 100%.

O Princípio 100/0 se aplica àquelas pessoas em sua vida onde os relacionamentos são importantes demais para reagir automaticamente ou com julgamento. Cada um de nós deve determinar os relacionamentos em que este princípio deveria se aplicar. Para a maioria de nós, ele se aplica aos colegas de trabalho, aos clientes, fornecedores, familiares e amigos.

PASSO 1: Determine o que você pode fazer para o relacionamento funcionar... então faça-o. Demonstre respeito e bondade para com a outra pessoa, mereça ela ou não.

PASSO 2: Não espere nada em retorno. Zero, nada.

PASSO 3: Não permita que qualquer coisa que a outra pessoa diga ou faça (não importa o quão irritante seja) o afete. Em outras palavras, não morda a isca.

PASSO 4: Seja persistente com a sua graça e gentileza. Muitas vezes nós desistimos muito cedo, especialmente quando os outros não respondem na mesma moeda. Lembre-se de nada esperar em troca.

Às vezes, o relacionamento pode ficar difícil, até mesmo tóxico, apesar de 100% do seu compromisso e autodisciplina. Quando isto ocorre, você precisa evitar ser o “Conhecedor” e mudar, sendo o “Aprendiz”. Evite declarações ou pensamentos como “isto não funciona”, “Eu estou certo e você errado”, “Sei disto e você não”, “Eu lhe ensinarei”, “É assim que é”, “Eu preciso lhe dizer o que sei”, etc.

Em vez disto, use declarações ou pensamentos do Aprendiz como: “Deixe-me descobrir o que está acontecendo e tentar compreender a situação“, “Eu poderia estar errado”, “Eu me pergunto se há algo de valor aqui”, “Eu me pergunto se...” etc. Em outras palavras, como um Aprendiz, seja curioso!

Paradoxo do Princípio

Isto pode lhe parecer estranho, mas aqui está o paradoxo: Quando você assume autêntica responsabilidade por um relacionamento, muitas vezes a outra pessoa escolhe rapidamente assumir a responsabilidade também. Consequentemente, o relacionamento 100/0 se transforma rapidamente em algo que se aproxima dos 100/100. Quando isto ocorre, verdadeiros avanços acontecem para os indivíduos envolvidos, suas equipes, suas organizações, suas famílias.

(Enviado por Angela)

domingo, 17 de julho de 2011

André Luiz & Francisco Cândido Xavier

Ajuda-te Hoje

Sim, nas leis da reencarnação, quase todos nós, os filhos da Terra, temos o passado a resgatar, o presente a viver e o futuro a construir.
Lembremo-nos, assim, de que, nas concessões da Providência Divina, o nosso mais precioso lugar de trabalho chama-se “AQUI”
e o nosso melhor tempo chama-se “AGORA”.
Detenhamo-nos, por isso, na importância das horas de HOJE.
Ontem, perturbação - Hoje, reequilíbrio
Ontem, a incompreensão - Hoje, o entendimento
Ontem, o desperdício - Hoje, a parcimônia
Ontem, a ociosidade - Hoje, a diligência
Ontem, a sombra - Hoje, a luz
Ontem, o arrependimento - Hoje, a reconstrução
Ontem, a violência - Hoje, a harmonia
Ontem, o ódio - Hoje, o Amor
Diz-nos a sabedoria de todos os tempos - “ajuda-te que o céu te ajudará" - afirmativa sublime que nos permitimos parafrasear, acentuando:
"Ajuda-te hoje, que o céu te ajudará sempre".


Livro: Coragem

Inconformismo e Revolta

— “Não me conformo!” — Explodem, revoltados, aqueles que da vida somente esperam vantagens e recompensas, quando surpreendidos por acontecimentos que lhes parecem desastrosos e trágicos.
— “Deus é injusto!” – Proferem, estentóricos, os que se supõem credores apenas de receber dádivas, embora desassisados, da vida somente retiram lucros e comodidades.
— “Não mereço isto!” – Bradam, desatinados, quantos são colhidos pelo que denominam infortúnios e desgraças, que os desarvoram.
— “Não creio em mais nada!” – Estridulam as pessoas tomadas por insucessos desta ou daquela natureza, que afinal, se fossem examinadas com seriedade e reflexão, constituiriam ocasião iluminativa, roteiro de felicidade.
*
O homem teima em permanecer anestesiado pela ilusão, sem dar-se conta, conscientemente, da fragilidade da organização carnal de que se encontra temporariamente revestido.
Cada um, por isso mesmo, a si concede privilégios e se faculta méritos que não possui.
Examinassem melhor a vida, verificariam que as ocorrências do trivial, que atingem os outros, a eles também alcançarão, procurando preparar-se para enfrentar com dignidade quaisquer injunções ou dissabores, que são igualmente transitórios.
*
— “Prefiro não saber”. — Informam as pessoas passadistas, quando convidadas ao exame da vida menos densa.
— “Não consigo acreditar”. — Escusam-se as criaturas invitadas ao esclarecimento imortalista, como se estivessem indenes ao fenômeno da cessação da vida biológica.
— “Irei aproveitar o meu tempo, gozando”. — Justificam-se os imediatistas ante qualquer referência à meditação, à caridade, ao sacrifício...
É natural que, visitados por acontecimentos não habituais no canhenho das suas conveniências, derrapem no inconformismo, no desespero, na alucinação...
A ação inexorável do tempo, entretanto, aguarda todos e modela-os, submetendo-os.
Mesmo quando se pretende fugir da situação a que se vai arrojado, cai-se na realidade da vida, que predomina em toda parte.
*
Recebe o insucesso como fenômeno normal nos tentames do teu processo evolutivo.
Não te consideres inatingível.
Acostuma-te à fragilidade do corpo e às necessidades de crescimento como espírito que és.
Nenhuma dor te alcança sem critério superior de justiça.
Sofrimento algum no teu campo emocional, que se não acabe, deixando o resultado do seu trânsito.
Utiliza-te das ocorrências que trazem dor, para crescer, e não te apresentes inconformado.
*

Jesus, que veio à Terra exclusivamente para viver e ensinar o amor, sem qualquer culpa, nasceu em modesta gruta, passou pelo carreiro de inumeráveis injunções e partiu numa cruz, sob apupos e malquerenças, volvendo, no entanto, Sol Divino que é, em insuperável madrugada que dura até hoje, para que ninguém reclame, nem se revolte, nem se inconforme ante as ocorrências dolorosas do mundo...

(De “Alerta”, Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco)

Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

A Ciência do Tempo
Nunca te esqueças de aproveitar o tempo na aquisição de luz, enquanto é dia. (Caminho, Verdade e Vida)
*
O tempo é o nosso explicador silencioso e te revelará ao coração a bondade infinita do Pai que nos restaura a saúde da alma, por intermédio do espinho da desilusão ou do amargoso elixir do sofrimento. (Pão Nosso)
*
Não te endureças na estrada que o Senhor te levou a trilhar, em favor de teu resgate, aprimoramento e santificação. Recorda a importância do tempo que se chama Hoje. (Pão Nosso)
*
A existência na Terra é um livro que estás escrevendo...
Cada dia é uma página...
Cada hora é uma afirmação de tua personalidade, através das pessoas e das situações que te buscam. (Reformador – 4/953)
*
Diz o preguiçoso: “amanhã farei”.
Exclama o fraco: “amanhã, terei forças”.
Assevera o delinqüente: “amanhã, regenero-me”.
É imperioso reconhecer, porém, que a criatura, adiando o esforço pessoal, não alcançou, ainda, em verdade, a noção real do tempo.
Quem não aproveita a bênção do dia, vive distante da glória do século. (Vinha de Luz)
*
Os interesses imediatistas do mundo clamam que o “tempo é dinheiro” para, em seguida, recomeçarem todas as obras incompletas na esteira das reencarnações... Os homens, por isso mesmo, fazem e desfazem, constroem e destroem, aprendem levianamente e recapitulam com dificuldade, na conquista da experiência. (Caminho, Verdade e Vida)
*
À medida que o espírito avulta em conhecimento, mais compreende o valor do tempo e das oportunidades que a vida maior lhe proporciona, reconhecendo, por fim, a imprudência de gastar recursos preciosos em discussões estéreis e caprichosas. (Caminho, Verdade e Vida)
*
É lógico que todo homem conte com o tempo, mas, se esse tempo estiver sem luz, sem equilíbrio, sem saúde, sem trabalho?
Não obstante a oportunidade da indagação, importa considerar que muito raros são aqueles que valorizam o dia, multiplicando-se em toda a parte as fileiras dos que procuram aniquilá-lo de qualquer forma. (Caminho, Verdade e Vida).
*
O tempo, implacável dominador de civilizações e homens, marcha apenas com sessenta minutos por hora, mas nunca se detém.
Guardemos a lição e caminhemos para diante, com a melhoria de nós mesmos.
Devagar, mas sempre. (Fonte Viva)
*
Nossa personalidade, enquanto somos jovens, é semelhante à pedra preciosa por lapidar. Mas o tempo, dia a dia, nos desgasta e transforma, até que um novo entendimento da vida nos faça brilhar o coração. (Ave, Cristo!)


(De “Palavras de Emmanuel")

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Paz e Luta

Joanna Angelica

Muitas vezes, a pretexto de servir a Jesus, fugimos para a sombra quieta do claustro, abandonando a luta em que o Mestre espera de nós a colaboração salutar.
Mal nos sabe a escolha, porque, em semelhante contemplação, cultivamos a inutilidade e acordamos, ao clarim da morte, na condição do pássaro de asas entorpecidas.
Diz-se que é preciso aborrecer o pecado, buscando o recanto silencioso da virtude improdutiva e anestesiante, sem o que não abominaremos Satanás e as suas obras.
Não traduzirá, porém, essa atitude ruinoso descaso para com o mundo e para com as almas que o Senhor nos confiou aos cuidados e salvaguarda?
Fora preciso que o amor não passasse de escura mentira, para crermos em nossa salvação exclusiva, com deplorável esquecimento dos outros. Um soluço de criança na Terra destruiria o Céu que a teologia comum criou para atender, em caráter provisório, as nossas indagações.
O clima de contrastes em que a inteligência da criatura se alarga e evolve, propiciando-lhe dificuldades e sombras temporárias, é, na essência, a paisagem indispensável ao crescimento do espírito, para a vitória do amor, no coração do Homem e no caminho da Humanidade.
A paz resulta do equilíbrio e não da inércia.
Jesus, no madeiro, desfrutava a tranqüilidade dos que podem desculpar o mal e esquecê-lo. Pilatos, na suntuosidade do Pretório, conservava um espírito vacilante e atormentado, que o arrastaria por fim ao suicídio.
O lago calmo costuma resumir-se a depósito de lodo estanque, enquanto a água corrente, rolando sem cessar sobre a escarpa, chega pura aos lábios ressequidos do homem.
A santidade não depende da máscara.
Há príncipes da fortuna e da inteligência, da autoridade e da fama, os quais, embora situados entre a poltrona macia e o louvor incessante dos grandes e dos pequenos, se esforçam, no serviço aos semelhantes, obedecendo aos ditames da reta consciência; e há mendigos, esfarrapados e sedentos, que elevam mãos postas aos céus, praguejando mentalmente em desfavor do próximo.
Muitos homens, aparentemente santificados por viverem repetindo orações comoventes, são almas leoninas que se reconhecem necessitadas de constantes preces e de meditação para não caírem na soez armadilha da própria impulsividade; ao passo que temperamentos pacíficos, de exterior indiferença por não respirarem na comunhão contínua dos sagrados ensinamentos, são espíritos enobrecidos na fé, superiores às tentações da calúnia ou da dor, que já sabem jornadear na Terra, achegados a Deus, sem as teias de qualquer empecilho humano.
Ninguém abandone a luta, crendo conquistar, assim, a paz.
Nenhum general experimenta o soldado em relvas floridas, e alma nenhuma se elevará ao cume da purificação, sem as provas compreensíveis e justas do sofrimento, no combate interior às inclinações menos dignas, ante as circunstâncias do mundo externo.
Muitas almas piedosas recolhem-se aos mosteiros, procurando, debalde, no afastamento da tentação, a serenidade e a alegria que lá não encontram, porque, ainda aí, o lírio que adorna o altar procede da lama desconhecida; a vela que arde em memória dos anjos consome a cera extorquida às abelhas laboriosas; o centeio que fornece o pão abençoado à mesa nasceu e cresceu na cova anônima do solo estercado; e a seriguilha que cobre a carne em contemplação foi roubada à ovelha ao algodoal, que produz sob a chuva e sob o vento.
Muitos encontram luta amarga onde procuram as doçuras da paz, porque a serenidade legítima provém das obrigações bem cumpridas no quadro de trabalho que a realidade nos designa.
Conflitos e atritos vibram em toda a parte, porque, em todos os recantos, o espírito suspira por ascensão.
Aceitemos os desafios do mundo sem temer o pecado, as trevas, o lodo, a morte.
Como sustentar a beleza e a ternura do lume, se não desculparmos a dureza e a fealdade do carvão?
A vanguarda do trabalho é uma arena de que nos não cabe fugir. Defendamos em suas linhas a nossa posição de serviço, amando e agindo, imaginando e elaborando para o bem, e o Senhor, por certo, nos fará Divina Mercê.

(De “Falando à Terra”)

Irmão José & Carlos A. Baccelli

Recomeço...

Agradeçamos a Deus pela oportunidade do recomeço.
O que seria do homem se ele não pudesse recomeçar, a cada dia, o aprendizado da véspera?
Sem a benção do recomeço, como poderíamos reparar o erro, reiniciar a tarefa, retomar o caminho?
Se caímos, reergamo-nos do chão quantas vezes se fizerem necessárias.
Não neguemos a ninguém a chance de recomeçar a sonhar, a sorrir, a ser feliz.
Todos estamos sempre a carecer de uma nova porta que se nos descerre à esperança.
Se preciso for, recomecemos todos os dias no exercício de sermos melhores do que somos, refazendo as promessas que ainda não logramos cumprir.
A cada vinte e quatro horas, o dia se renova na Terra em busca do clima perfeito.
Tenhamos a humildade de recomeçar sempre que necessário, mas, sobretudo, tenhamos a grandeza de estender aos outros a dádiva do recomeço.
A reencarnação é a benção do recomeço para o espírito culpado!
Renovemos os nossos votos de confiança na Vida e recomecemos na construção da própria felicidade.

(De “Lições da Vida”)

A Melancolia

Sabeis por que, às vezes, uma vaga tristeza se apodera dos vossos corações e vos leva a considerar amarga a vida? É que vosso Espírito, aspirando à felicidade e à liberdade, se esgota, jungido ao corpo que lhe serve de prisão, em vãos esforços para sair dele. Reconhecendo inúteis esses esforços, cai no desânimo e, como o corpo lhe sofre a influência, toma-vos a lassidão, o abatimento, uma espécie de apatia, e vos julgais infelizes.
Crede-me, resisti com energia a essas impressões que vos enfraquecem a vontade. São inatas no espírito de todos os homens as aspirações por uma vida melhor, mas, não as busqueis neste mundo e, agora, quando Deus vos envia os Espíritos que lhe pertencem, para vos instruírem acerca da felicidade que Ele vos reserva, aguardai pacientemente o anjo da libertação, para vos ajudar a romper os liames que vos mantém cativo o Espírito. Lembrai-vos de que, durante o vosso degredo na Terra, tendes de desempenhar uma missão de que não suspeitais, quer dedicando-vos à vossa família, quer cumprindo as diversas obrigações que Deus vos confiou. Se, no curso desse degredo-provação, exonerando-vos dos vossos encargos, sobre vós desabarem os cuidados, as inquietações e tribulações, sede fortes e corajosos para os suportar. Afrontai-os resolutos. Duram pouco e vos conduzirão à companhia dos amigos por quem chorais e que jubilosos por ver-vos de novo entre eles, vos estenderão os braços, a fim de guiar-vos a uma região acessível às aflições da Terra. - François de Genève. (Bordéus)

Livro: “O Evangelho Segundo o Espiritismo” Allan Kardec – Cap. V – Item 25, FEB.

Emmanuel & Francisco Cândido Xavier


Vem
"E quem o ouve, diga:
Vem. E quem tem sede, venha”
(Apocalipse, 22:17.)

A Terra é a grande escola das almas em que se educam alunos de todas as idades.
Se atingiste o nível das grandes experiências, não te inquiete a incessante extensão do trabalho.
Não enxergues inimigos nos semelhantes de entendimento imperfeito. Muitos deles não saíram ainda do jardim de
infância espiritual.
Dá sempre o bem pelo mal, a verdade pela mentira e o amor pela indiferença...
A inexperiência e a ignorância dos corações que se iniciam na luta fazem, freqüentemente, grande algazarra em torno do espírito que procura a si mesmo.


(Livro: “Doutrina e Aplicação”)

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Joanna de Ângelis & Divaldo Pereira Franco

Ao Amanhecer

Dia novo, oportunidade renovada.
Cada amanhecer representa divina concessão que não podes
nem deves desconsiderar.
Mantém, portanto, atitude positiva em relação aos acontecimentos
que devem ser enfrentados;
otimismo diante das ocorrências que surgirão;
coragem no confronto das lutas naturais;
recomeço de tarefa interrompida;
ocasião de realizar o programa planejado.
Cada amanhecer é convite sereno à conquista de valores que
parecem inalcançáveis.
À medida que o dia avança, aproveita os minutos, sem pressa
nem postergação do dever.
Não te aflijas ante o volume de coisas e problemas que tens
pela frente.
Dirige cada ação à sua finalidade específica.
Após concluir um serviço, inicia outro e, sem mágoa dos acontecimentos
desagradáveis, volve à lição com disposição, avançando,
passo a passo, até o momento de conclusão dos deveres
planejados.
Não tragas do dia precedente o resumo das desditas e dos aborrecimentos.
Amanhecendo, começa o teu dia com alegria renovada e sem
passado negativo, enriquecido pelas experiências que te constituirão
recurso valioso para a vitória que buscas.

Perpetuum Jazzile

Bezerra de Menezes & Carlos A. Baccelli

Não Tenhais Medo

Filhos, não tenhais medo da vida, nas provas e surpresas do caminho; não tenhais receio do amanhã, que somente a Deus pertence.
Vivei com alegria e destemor, submissos à Vontade Divina em qualquer circunstância.
Combatei os vossos erros, todavia compreendei a necessidade de aprender a lição nos reveses a que ninguém se furta.
Colhei, resignadamente, na gleba que plantastes, sem reclamar dos espinhos que vos dilaceram as mãos que não souberam separar as urzes do bom grão.
Que a revolta silenciosa não vos amargure a existência, determinando as vossas mais veladas atitudes.
Não vos canseis de ser generosos, tolerantes e compassivos.
Amai sem esperar serdes amados.
Cumpri com as vossas obrigações pelo pão de cada dia, recordando-vos de que o Senhor alimenta os pássaros e veste os lírios do campo...
Não leveis a vida de forma leviana e inconseqüente, sem atinar que as sombras que rondam os passos alheios também espreitam os vossos.
A dor que nos tira a tranqüilidade é a mesma que nos possibilita tomar consciência de nossas fragilidades.
Se, de quando em quando, o sofrimento não visitasse o homem, é possível que ele jamais se interessasse pela transcendência da Vida.
Não vos permitais, pois, concessões de qualquer natureza, na satisfação dos próprios desejos.
Se a ascensão do espírito é infinita, a queda a que voluntariamente se arroja não conhece limites... Sempre haverá como descer a mais fundo, escuro e indevassável abismo de dor.
Filhos, vivei somente com a intenção de fazer o Bem, e em tudo vereis a manifestação da Sábia Providência.
Não tenhais medo e não vos enclausureis na inércia como quem retrocede e se oculta, com o pensamento de que a Vida não o encontrará, mais cedo ou mais tarde, para arrancá-lo ao comodismo e trazê-lo de volta à realidade.

(Livro: A Coragem da Fé)

Educação Mediúnica

Inúmeros companheiros de lides espiritistas queixam-se, amiúde, dos parcos resultados que colhem do exercício da mediunidade.
Afirmam que, não obstante freqüentarem reuniões específicas para a educação da mediunidade, os tentames encetados durante vários anos a fio não produziram os frutos esperados.
Os que lograram algum efeito positivo informam que as comunicações recebidas não passam de trivialidades, quer no fundo quanto na forma.
Todos esclarecem que esperavam uma colheita estimulante, podendo demonstrar, sem qualquer dúvida, a procedência extrafísica das mensagens, a interferência mais evidente dos Espíritos desencarnados.
Como efeito, entremostram-se desanimados, duvidosos, com receios que não se justificam.
A mediunidade, como é compreensível, varia de indivíduo para indivíduo, sendo mais expressiva nuns do que outros, portadora de característica e peculiaridades especiais programadas para objetivos correspondentes.
Cada médium está incurso numa tarefa a que se deve adaptar, perseguindo os objetivos do próprio aprimoramento e contribuindo para o bem geral.
Graças ao passado espiritual de cada qual, variam as potencialidades psíquicas, não havendo, portanto, dois médiuns iguais, como iguais não existem comportamentos e realizações noutros setores de atividades morais.
A educação da mediunidade exige a aplicação de recursos que dependem do próprio candidato, a benefício de si mesmo.
O fenômeno espontâneo, natural, irrompe sem que se estabeleçam condições antecipadas. Todavia, quando se deseja desdobrar os recursos mediúnicos e canalizá-los corretamente, o estudo consciente da Doutrina Espírita se apresenta como condição primeira, inadiável.
Concomitantemente, a reforma moral do aprendiz e o esforço pela vivência dos ensinamentos evangélicos numa edificante atividade de socorro fraternal, atraem a atenção dos bons Espíritos que se dispõem a contribuir, por sua vez, no desdobramento dos labores a que se candidata.
A perseverança no compromisso e o recolhimento íntimo, com desapego natural das paixões inferiores e dos artifícios secundários da vida social com suas questiúnculas e condicionamentos, produzem uma liberação das matrizes dos registros psíquicos aos quais se adaptam as tomadas mentais dos Benfeitores desencarnados, estabelecendo-se um seguro intercâmbio que se fará mais pleno e fiel à medida que se depure e se eleve o médium através da vivência dos postulados espirituais.
A mediunidade colocada a serviço de Jesus, deve ser adaptada ao programa que se origina no mundo espiritual, tornando o medianeiro dócil e submisso ao trabalho superior, evitando impor-se, exigir condições especiais e resultados rápidos que parecem levar à promoção pessoal, ao sucesso, ao relevo e ao aplauso.
Tenha-se em mente, que o trabalho, na mediunidade espírita consciente, ainda é sacrificial, de renúncia e evolução, embora os que se devem afadigar no labor dignificante não se queixem, não o confessem, não relatem as dores e dificuldades sofridas, essas lapidadoras abençoadas da vida.
Por fim, a conduta do aprendiz da mediunidade deve ser sempre a mesma, disciplinada e moralizada, em particular como em público, durante as reuniões especializadas ou fora delas, médium que é em toda circunstância, atraindo companhias conforme a direção mental em que se projete e a psicosfera em que se movimente.
Batuíra


(De “Terapêutica de Emergência”, de Divaldo P. Franco – Diversos Espíritos)

Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

De Alma Desperta

"Por isso te lembro despertes o dom de Deus que existe em ti." -
Paulo. (II TIMÓTEO, 1:6.)

É indispensável muito esforço de vontade para não nos perdermos
indefinidamente na sombra dos impulsos primitivistas.
À frente dos milênios passados, em nosso campo evolutivo, somos
suscetíveis de longa permanência nos resvaladouros do erro, cristalizando atitudes em desacordo com as Leis Eternas.
Para que não nos demoremos no fundo dos precipícios, temos ao nosso dispor a luz da Revelação Divina, dádiva do Alto, que, em hipótese
alguma, devemos permitir se extinga em nós.
Em face da extensa e pesada bagagem de nossas necessidades de
regeneração e aperfeiçoamento, as tentações para o desvio surgem com
esmagadora percentagem sobre as sugestões de prosseguimento no
caminho reto, dentro da ascensão espiritual.
Nas menores atividades da luta humana, o aprendiz é influenciado a
permanecer às escuras.
Nas palestras comuns, cercam-no insinuações caluniosas e descabidas.
Nos pensamentos habituais, recebe mil e um convites desordenados das
zonas inferiores. Nas aplicações da justiça, é compelido a difíceis
recapitulações, em virtude do demasiado individualismo do pretérito que procura perpetuar-se. Nas ações de trabalho, em obediência às determinações da vida, é, muita vez, levado a buscar descanso indevido.
Até mesmo na alimentação do corpo é conduzido a perigosas convocações
ao desequilíbrio.
Por essa razão, Paulo aconselhava ao companheiro não olvidasse a
necessidade de acordar o "dom de Deus", no altar do coração.
Que o homem sofrerá tentações, que cairá muitas vezes, que se
afligirá com decepções e desânimos, na estrada iluminativa, não padece dúvida para nenhum de nós, irmãos mais velhos em experiência maior; entretanto, é imprescindível marcharmos de alma desperta, na posição de reerguimento e reedificação, sempre que necessário.
Que as sombras do passado nos fustiguem, mas jamais nos esqueçamos de reacender a própria luz.

(De “Vinha de luz”)

Hora Vazia

Joanna de Ângelis & Divaldo Pereira Franco

Cuidado com a hora vazia, sem objetivo, sem atividade.
Nesse espaço, a mente engendra mecanismos de evasão e delira.
Cabeça ociosa é perigo à vista.

Mãos desocupadas facultam o desequilíbrio que se instala.
Grandes males são maquinados quando se dispõe de espaço
mental em aberto.

Se, por alguma circunstância, surge-te uma hora vazia, preenche-
a com uma leitura salutar, ou uma conversação positiva, ou
um trabalho que aguarda oportunidade para execução, ou uma
ação que te proporcione prazer...

O homem, quanto mais preenche os espaços mentais com as
idéias do bem, mediante o estudo, a ação ou a reflexão, mais
aumenta a sua capacidade e conquista mais amplos recursos para
o progresso.

Estabelece um programa de realizações e visitas para os teus
intervalos mentais, as tuas horas vazias, e te enriquecerás de
desconhecidos tesouros de alegria e paz.
Hora vazia, nunca!

(Obra: Episódios Diários)

Bezerra de Menezes & Maria Cecília Paiva

Evangelizar

Ao término do século XX, o século chamado das luzes, estamos convocando os
obreiros de boa vontade para a tarefa divina de evangelizar.
Evangelho é sol nas almas, é luz no caminho dos homens, é elo abençoado para
união perfeita.
Evangelizemos nossos lares, meus filhos, doando à nossa família a bênção de
hospedarmos o Cristo de Deus em nossas casas.
A oração em conjunto torna o lar um santuário de amor onde os espíritos mais
nobres procuram auxiliar mais e mais, dobrando os talentos de luz que ali
são depositados.
Evangelizemos nossas crianças, espíritos forasteiros do infinito em busca de
novas experiências, à procura da evolução espiritual.
Sabemos que a Terra é um formoso Educandário e o Mestre Divino, de sua
cátedra de Amor, exemplifica pela assistência constante, o programa a ser
tratado.
Evangelizemos nossos companheiros de trabalho, pelo exemplo na conduta
nobre, pelo perdão constante.
Evangelizemo-nos, guardando nossas mentes e nossos corações na bênção dos
ensinos sublimes.
Estamos na Terra mas alistamo-nos nas fileiras do Cristianismo para erguemos
bem alto a bandeira de luz do Mestre Divino: “Amai-vos uns aos outros como
vos tenho amado”.
Evangelizemos.
Os tempos são chegados, os corações aflitos pedem amparo, os desesperados
suplicam luz.
Há um grito que ressoa pelo infinito!
Pai, socorre-nos!
Filhos, somente através do Evangelho vivido à luz da Doutrina Espírita,
encontrará o homem a paz, a serenidade e o caminho do amor nobre.
Conclamamos os corações de boa vontade:
Evangelizem;
Evangelizemos.
Acendamos a luz dos ensinos divinos para que a Terra se torne um sol radioso
no infinito, conduzindo uma Família humana integrada nos princípios da vida
em hosanas ao seu Criador.
Filhos, peçamos ao Pai inspiração e prossigamos para o alto porquanto
somente Cristo com o Seu saber e o Seu coração de luz poderá iluminar nossos
caminhos.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

A luz no Coração

As sombras que recaem sobre a humanidade, no campo moral, nada mais são que a ausência do Evangelho nos corações das criaturas.
Daí a necessidade de uma vivência maior dentro dos padrões traçados por Jesus, por parte daqueles que já se encontram com o Mestre.
A esses, cabe a tarefa de iluminação do planeta.
Conforme o próprio Mestre asseverou, eles terão de ser o "sal da Terra", conservando a elevação do pensamento e dando o sabor da fraternidade à vida de relação.
Se a tarefa parece difícil, é oportuno recordar que, sem o
espírito de renúncia, desprendimento e disciplina, as dores da humanidade se agravariam ainda mais.
As sombras, contudo, hão de ser passageiras, porque o sol do amor de Deus não deixará que a ignorância imponha, por muito tempo, seus efeitos nefastos aos homens de boa vontade e amantes da paz.
Se a brutalidade ainda recrudesce, cabe aos seguidores do Cristo o desenvolvimento da concórdia, por meio do próprio exemplo, na prática dos ensinos evangélicos.
Se a dor moral ainda persiste, como efeito dos enganos e da rebeldia, o alívio por meio dos esclarecimentos é o único caminho e o principal recurso a ser mobilizado.
Se o homem se ressente de seus atos cheios de sombras, cabe a ele mesmo reerguer-se para a luz de Deus, a fim de construir em sua consciência a cidadela de paz que o mundo deseja.
Somente com o desenvolvimento do amor em níveis mais elevados, conseguirá o homem construir a sociedade livre das mazelas que hoje assolam o progresso.
Confiemos, porém, no amor do Pai, oferecendo nossos esforços, em nosso campo de atuação, para que a luz que todos desejamos venha a nascer dos nossos próprios corações.

(De “A mensagem do dia”,Scheila & Clayton B. Levy)

Glorifiquemos


“Ora, a nosso Deus e Pai seja dada glória para todo o sempre” - Paulo, (FILIPENSES, 4:20)

Quando o vaso se retirou da cerâmica, dizia sem palavras:
— Bendito seja o fogo que me proporcionou a solidez.
Quando o arado se ausentou da forja, afirmava em silêncio:
— Bendito seja o malho que me deu forma.
Quando a madeira aprimorada passou a brilhar no palácio, exclamava, sem voz:
— Bendita seja a lâmina que me cortou cruelmente, preparando-me a beleza.
Quando a seda luziu, formosa, no templo, asseverava no íntimo:
— Bendita seja a feia lagarta que me deu vida.
Quando a flor se entreabriu, veludosa e sublime, agradeceu, apressada:
— Bendita a terra escura que me encheu de perfume.
Quando o enfermo recuperou a saúde, gritou, feliz:
— Bendita seja a dor que me trouxe a lição do equilíbrio.
Tudo é belo, tudo é grande, tudo é santo na casa de Deus.
Agradeçamos a tempestade que renova, a luta que aperfeiçoa, o sofrimento que ilumina.
A alvorada é maravilha do céu que vem após a noite na Terra.
Que em todas as nossas dificuldades e sombras seja nosso Pai glorificado para sempre.

(De “Fonte Viva”,Emnmanuel & Francisco Cândido Xavier)

Hammed & Francisco do Espírito Santo Neto

Aprendendo a perdoar

“Se perdoardes aos homens as faltas que eles fazem contra vós, vosso Pai celestial vos perdoará também vossos pecados,
mas se não perdoardes aos homens quando eles vos ofendem, vosso Pai, também, não vos perdoará os pecados.”

Nosso conceito de perdão tanto pode facilitar quanto limitar nossa capacidade de perdoar.
Por possuirmos crenças negativas de que perdoar é “ser apático” com os erros alheios, ou mesmo, é aceitar de forma passiva tudo o que os outros nos fazem, é que supomos estar perdoando quando aceitamos agressões, abusos, manipulações e desrespeito aos nossos direitos e limites pessoais, como se nada tivesse acontecendo.
Perdoar não é apoiar comportamentos que nos tragam dores físicas ou morais, não é fingir que tudo corre muito bem quando sabemos que tudo em nossa volta está em ruínas. Perdoar não é “ser conivente” com as condutas inadequadas de parentes e amigos, mas ter compaixão, ou seja, entendimento maior através do amor incondicional. Portanto, é um “modo de viver
O ser humano, muitas vezes, confunde o “ato de perdoar” com a negação dos próprios sentimentos, emoções e anseios, reprimindo mágoas e usando supostamente o “perdão” como desculpa para fugir da realidade que, se assumida, poderia como conseqüência alterar toda uma vida de relacionamento.
Uma das ferramentas básicas para alcançarmos o perdão real é manter-nos a uma certa “distância psíquica” da pessoa-problema, ou das discussões, bem como dos diálogos mentais que giram de modo constante no nosso psiquismo, porque estamos engajados emocionalmente nesses envolvimentos neuróticos.
Ao desprendermo-nos mentalmente, passamos a usar de modo construtivo os poderes do nosso pensamento, evitando os “deveria ter falado ou agido” e eliminando de nossa produção imaginativa os acontecimentos infelizes e destrutivos que ocorreram conosco.
Em muitas ocasiões, elaboramos interpretações exagera das de suscetibilidade e caímos em impulsos estranhos e desequilibrados, que causam em nossa energia mental uma sobrecarga, fazendo com que o cansaço tome conta do cérebro. A exaustão íntima é profunda.
A mente recheada de idéias desconexas dificulta o perdão, e somente desligando-nos da agressão ou do desrespeito ocorrido é que o pensamento sintoniza com as faixas da clareza e da nitidez, no processo denominado “renovação da atmosfera mental”.
É fator imprescindível, ao “separar-nos” emocionalmente de acontecimentos e de criaturas em desequilíbrio, a terapia da prece, como forma de resgatar a harmonização de nosso “halo mental”. Método sempre eficaz, restaura-nos os sentimentos de paz e serenidade, propiciando-nos maior facilidade de harmoni¬zação interior.
A qualidade do pensamento determina a “ideação” cons¬trutiva ou negativa, isto é, somos arquitetos de verdadeiros “quadros mentais” que circulam sistematicamente em nossa própria órbita áurica. Por nossa capacidade de “gerar imagens” ser fenomenal, é que essas mesmas criações nos fazem ficar presos em “mono-idéias”. Desejaríamos tanto esquecer, mas somos forçados a lembrar, repetidas vezes, pelo fenômeno “produção-conseqüência”.
Desligar-se ou desconectar-se não é um processo que nos torna insensíveis e frios, como criaturas totalmente impermeáveis às ofensas e críticas e que vivem sempre numa atmosfera do tipo “ninguém mais vai me atingir ou machucar”. Desligar-se quer dizer deixar de alimentar-se das emoções alheias, desvinculando-se mentalmente dessas relações doentias de hipnoses magnéticas, de alucinações íntimas, de represálias, de desforras de qualquer matiz ou de problemas que não podemos solucionar no momento.
Ao soltar-nos vibracionalmente desses contextos complexos, ao desatar-nos desses fluidos que nos amarram a essas crises e conflitos existenciais, poderemos ter a grande chance de enxergar novas formas de resolver dificuldades com uma visão mais generalizada das coisas e de encontrar, cada vez mais, instrumentos adequados para desenvolvermos a nobre tarefa de nos compreen¬der e de compreender os outros.
Quando acreditamos que cada ser humano é capaz de resolver seus dramas e é responsável pelos seus feitos na vida, aceitamos fazer esse “distanciamento” mais facilmente, permitindo que ele seja e se comporte como queira, dando-nos também essa mesma liberdade.
Viver impondo certa “distância psicológica” às pessoas e às coisas problemáticas, seja entes queridos difíceis, seja companheiros complicados, não significa que deixaremos de nos importar com eles, ou de amá-los ou de perdoar-lhes, mas sim que viveremos sem enlouquecer pela ânsia de tudo compreender, padecer, suportar e admitir.
Além do que, desligamento nos motiva ao perdão com maior facilidade, pelo grau de libertação mental, que nos induz a viver sintonizados em nossa própria vida e na plena afirmação positiva de que “tudo deverá tomar o curso certo, se minha mente estiver em serenidade”.
Compreendendo por fim que, ao promovermos “desconexão psicológica”, teremos sempre mais habilidade e disponibilidade para perceber o processo que há por trás dos compor¬tamentos agressivos, o que nos permitirá não reagir da maneira como o fazíamos, mas olhar “como é e como está sendo feito” nosso modo de nos relacionar com os outros. Isso nos leva, conseqüentemente, a começar a entender a “dinâmica do perdão”.
Uma das mais eficientes técnicas de perdoar é retomar o vital contato com nós mesmos, desligando-nos de toda e qualquer “intrusão mental”, para logo em seguida buscar uma real empatia com as pessoas. Deixamos de ser vítimas de forças fora de nosso controle para transformar-nos em pessoas que criam sua própria realidade de vida, baseadas não nas críticas e ofensas do mundo, mas na sua percepção da verdade e na vontade própria.

Agradecimento

Rosângela & Raul Teixeira

Na vida terrestre, bem podemos entender que toda a relação entre os seres e
o Criador da Vida é demarcada pelo fenômeno do agradecimento.
A natureza sabe ser grata pelas ofertas do Criador, dando aos humanos
sublimados exemplos nesse sentido.
O solo costuma agradecer ao Pai do Céu pela confiança do lavrador, quando
guarda em seu seio as sementes prenhes dos recursos potencializados do
futuro vegetal. O agradecimento do solo, assim, é a promoção da germinação
da semente aninhada sob sua calidez.
O vegetal agradece a DEUS enfeitando-se de flores, muitas vezes detentoras
de raros perfumes e de cores exóticas. As flores, por sua vez, agradecem a
ramagem que as sustenta, homenageando a vida com a oferta de seus frutos.
A brisa rende graças ao Senhor por poder movimentar-se, celeremente, em todo
lugar, e, por isso beija as florações, refrescando-as, carinhosamente. As
florações são agradecidas à brisa refrescante embalsamando-a com seu
perfume.
A corrente fluvial agradece pelo leito em que se estira, no seu rumo para o
mar, fertilizando as suas margens, que se tornam áreas abençoadas pela
fertilidade.
As aves são gratas à vida e, por isso, emitem seu mavioso canto, enchendo de
sonora harmonia seus espaços.
O Sol é reconhecido ao Criador por sua natureza estelar, e, por esse motivo,
além de projetar seu brilho sobre o corpo lunar, opaco, tornando-o
formidável lâmpada que derrama prata sobre a imensidão, esparge sementes de
vida por todos os planetas que se lhe tornaram satélites.
A lua se mostra agradecida ao Supremo Pai e coopera grandemente para os
movimentos das marés, que, agitando a enorme massa líquida, contribui para o
equilíbrio planetário.
Como bem podemos ver, é verdade que tudo se une em agradecimento ao nosso
Pai Maior. Cada coisa ou cada ser, a seu modo, sabe ser penhorado.
Pense, então, a respeito das suas relações com a vida e sobre o modo como
tem se mostrado grato a DEUS. Importante é que, muito embora possamos orar a
DEUS, com entusiasmo ou com tristeza
n'alma, no cerne da nossa oração possamos não apenas pedir, mas, também,
louvar e agradecer ao Dispensador Absoluto, através de uma existência rica
de belezas, plena de construções nobilitantes, para que se estabeleça em
cada um de nós a sonhada ventura, patrimônio inalienável de quem aprende a
agradecer pelas bênçãos que recebe a cada momento, contribuindo com os
projetos do Pai pelos caminhos do mundo.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Carlos & João Nunes Maia


Como Vencer

“Com conselhos prudentes tu farás a guerra; e há vitória na multidão dos conselheiros”. Prov. 24:6

Tenta, em todas as tuas lutas, medidas de prudência, pois ela é a segurança para a tua vitória nos caminhos que percorres.
*
Para que possas vencer em todos os teus empreendimentos com o Bem, não esqueças da ponderação; ela é a companheira indispensável que sustenta e garante o teu equilíbrio.
*
Não te deixes abater por simples indisposição; tudo passa, como a chuva e o vento. As leis de Deus são eternas, na eternidade da vida.
*
Não dispenses os bons conselhos; eles nunca são demais, para quem deseja acertar; são como gotas de luz que acrescem o teu celeiro.
*
Procura acender, por onde passares, a luz da alegria elevada; mais tarde ela refletirá em teu próprio caminho.
*
Não te afastes das idéias de reformar-te pelos caminhos do Evangelho, mesmo que te custe sacrifícios e dores.
*
Caminha com o bem até o fim, que ele te salvará até a eternidade.
*
Domestica os teus impulsos inferiores, convertendo-os na linha do Amor; todos temos poderes para isso.
*
Levanta o ânimo todos os dias, que o tempo mostrar-te-á como é compensador, o exercício de melhorar-te.
*
Esforça-te para comungar com Deus, que Ele já se encontra contigo.
*
Deves manter-te com a consciência pura, e para tanto, somente o amor o conseguirá; procura amar, que ele te libertará de todo o mal.
*
Seguindo Jesus, Ele te ensinará como vencer todas as tempestades que as trevas movimentam; a tua glória depende do respeito às leis universais de Deus.

(Do livro “Gotas de Alegria”)

Bezerra de Menezes

A Fé é a Única Chama Que Não Se Apaga nunca

Diante de um jardim belo, coberto de roseiras perfumadas, o dono do jardim as espera florescer.. Não pensa na quantidade enorme de espinhos que seu tronco possui, toma cuidado com eles, mas espera o florir das rosas. Quando uma única rosa brota, enfeitando toda aquela roseira cheia de espinhos, o dono do jardim olha, avidamente, outros que podem surgir, sabendo que serão rosas a enfeitar amanhã.

Nós trazemos cravados na alma muitos espinhos do ontem, mas somos rosas, na essência sublime de Deus; nós também vamos florir em alegria. Se essas alegrias são poucas e as dores são muitas, alegrias aconteceram em nossas vidas e alegrias acontecerão sempre. Mesmo que sejam momentos, dias, algum tempo, mas como as roseiras, o sorriso brota, a paz chega e nós nos transformamos num canteirinho de paz.

Mas, existe o tempo, às vezes longo, em que só permanecem espinhos, o vendaval da dor assola e as pétalas de nossas esperanças, de nossas alegrias, caem pelo chão. Mas, não devemos nos esquecer de que essas pétalas caídas, serão adubo amanhã. Esse adubo precioso que mantém nosso espírito vivo, que mantém a roseira forte, que mantém a possibilidade de ela florir.

Nós trazemos muitos compromissos assumidos de vidas passadas, não podemos deixar que o desânimo, a tristeza, a desesperança nos domine. Porque só receberemos, realmente, um auxílio completo, à medida em que tivermos total confiança no alto. Aí sim, será possível Jesus nos estender as mãos e nós, desse amor imenso, desse grande médico de Deus que foi o mestre, recebermos a ajuda de que precisamos, lembrando de que toda a dor é cura para nossos corações, que toda separação é prognóstico de união, que todas as experiências são bênçãos preciosas que amealhamos no espírito.
Por isso, mantenham a chama da fé sempre acesa. A fé é a única chama que não se apaga nunca.

Resguarde-se

André Luiz, Waldo Vieira & Francisco Cândido Xavier


Resguarde-se
dos tentáculos do desânimo, com a prece sincera;
das arremetidas da sombra, com a vigilância efetiva;
dos ataques do medo, com a luz da meditação;
dos miasmas do tédio, com o serviço incessante;
das nuvens da ignorância, com a bênção do estudo;
das labaredas da revolta, com a fonte da confiança;
das armadilhas do fanatismo, com a fé raciocinada;
das águas mortas do estacionamento, com o trabalho constante e desinteressado no bem.
Cada espírito traz em si as forças ofensivas do mal e os recursos defensivos do bem, na marcha da evolução.
A vitória do bem, conquanto seja fatal, depende, pois, do livre arbítrio de cada um.
Assim sendo, para a sua felicidade, resguarde-se de toda contemporização com os enganos que nascem de você mesmo.


(De "Estude e viva")
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