sexta-feira, 12 de agosto de 2011

André Luiz e Francisco Cândido Xavier

Vigilância

O amigo dizia para outro amigo:
— Não, não creio na necessidade de qualquer defesa contra o mal. Onde a providência de Deus, se formos obrigados a fazer isso?
— Entretanto, — disse o interlocutor, quando nos exortou a orar e vigiar para não cairmos em tentação...
— A vigilância da palavra do Cristo era amor, simplesmente amor...
Devemos unicamente amar, entregando a Deus qualquer problema de defensiva...
Longo silêncio se fez entre ambos.
Alcançando farmácia vizinha, o companheiro que recusava a prudência, em matéria de auto preservação, solicitou vacina contra varíola que passava em distrito próximo.
Depois de sofrer a respectiva picada, o outro observou com largo sorriso:
— Amigo, se você não aprova a vigilância contra o mal, como consegue admitir o poder da vacina?

(De “Endereços da Paz”)

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