sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Emmanuel e Francisco Cândido Xavier


Todos os companheiros em provação, que te procuram a simpatia, falam sem rodeios na linguagem aberta.
Parentes em condição difícil expõem-te as duras contingências em que jornadeiam no caminho diário e estendes a cada um o auxílio indispensável.
Servidores, que te garantem o equilíbrio doméstico, trazem-te à consideração as próprias necessidades e divides com eles os recursos de que dispões, promovendo-os à categoria de participantes do teu próprio destino.
Amigos, enleados a rudes provas, revelam-te as feridas morais que lhes supliciam a mente e sabes medicá-los com o bálsamo da palavra consoladora.
Meninos desamparados interpelam-te na rua e enterneces-te, diligenciando, em favor deles, o arrimo do pão e o calor do teto.
Irmãos, localizados nos derradeiros degraus da carência, formulam-te dolorosas rogativas e esvazias a bolsa por socorrê-los.
Doentes, relegados à tortura física, alcançam-te os ouvidos, com desesperadoras imprecações, e apressas-te a ofertar-lhes reconforto e remédio.
Flagelados de longínquas regiões requisitam-te amparo e associas-te, de pronto, ao concurso preciso.
Vítimas de tragédias passionais convocam-te à piedade pelas vozes da imprensa e oras por elas.
Existe, no entanto, por toda a parte, alguém que te suplica, em absoluto silêncio, sustentação e carinho... Alguém que, muitas vezes, sob ameaça de morte pela desnutrição em si mesmo ou pela inconsciência dos outros, espera por teu gesto de compaixão e defesa.
Não exijas que a opinião alheia te mostre semelhante pedinte mudo.
Contempla a maternidade, quando a maternidade aparece na incompreensão e no sofrimento, e auxilia como puderes a criança que vai nascer.

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