sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Súplica da criança ao homem

Amigo!
Auxilia-me agora, para que eu te auxilie depois.
Não me relegues ao esquecimento, nem me condenes à ignorância ou à crueldade.
Venho ao encontro de tuas nobres aspirações, de teu convívio, de tua obra...
Em tua companhia estou na condição da argila nas mãos do oleiro.
Hoje sou sementeira, fragilidade, promessa...
Amanhã, porém, serei tua própria realização.
Corrige-me, com amor, quando a sombra do erro envolver-me o caminho, para que a confiança não me abandone.
Protege-me contra o mal!...
Ensina-me a descobrir o bem, onde estiver.
Não me afastes de Deus e auxilia-me a conservar o amor e o respeito que devo às pessoas, aos animais e às coisas que me cercam.
Não me negue tua boa vontade, teu carinho, tua paciência...
Tenho tanta necessidade do teu coração, quanto à plantinha tenra precisa da água para prosperar e viver.
Dá-me tua bondade e dar-te-ei cooperação.
De ti depende que eu seja pior, ou melhor, amanhã.

(De “Nós”, de Francisco Cândido Xavier, pelo espírito Emmanuel)

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