domingo, 29 de abril de 2012

Mensagem do dia


"Cada dia é o dia do julgamento, e nós, com nossos atos e nossas palavras, com nosso silêncio e nossa voz, vamos escrevendo continuamente o livro da vida. A luz veio ao mundo e cada um de nós deve decidir se quer caminhar na luz do altruísmo construtivo ou nas trevas do egoísmo. Portanto, a mais urgente pergunta a ser feita nesta vida é: 'O que fiz hoje pelos outros?'"
Martin Luther King

Terapia da paciência

A paciência é o passo inicial para o êxito da ação caridosa junto aos sofredores.
Socorros que se precipitam, sob imposições caprichosas, convertem-se em rebeldias e insensatezes naqueles a quem são dirigidos.
Esclarecimentos com imperativos apaixonados, e palavras carregadas de reproche, assemelham-se a ácido colocado em feridas abertas em chaga viva.
A paciência é a grande modeladora dos caracteres.
O vento e a chuva, incessantemente e através dos tempos, modificam a paisagem terrestre. Trabalham a rocha, modelam as formas variadas, e enquanto o rio silencioso corre abrindo vales e aprofundando o leito, o planeta se altera na sucessão dos milênios.
A paciência para com os irmãos irritados, vitimados pela perturbação e pela rebeldia, é indispensável para atingir-lhes o âmago da alma.
Ela constitui um trabalho transformador no terapeuta que se encarrega do esclarecimento, e medicamento abençoado no necessitado que teima por ignorá-la.
Na ação caridosa de despertamento dos irmãos sofridos do além-túmulo, não seja esquecida a paciência, que sabe trabalhar em favor dos resultados imediatos que sempre cabem a Deus.

(De “Suave Luz nas Sombras”, de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito João Cléofas)

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Amor, a solução

Auxiliemo-nos para sermos auxiliados. Se algum companheiro perde a força do ideal, sejamos aquele suporte de amor que o escore na travessia do desânimo, a fim de que o vejamos refeito para bênção do Serviço.
Se outro sofre provações ou privações de qualquer natureza, sejamos nós o apoio sobre o qual se mantenha para atingir novamente a segurança precisa.
Se outro se desgoverna na sombra da irritação, façamo-nos, junto dele, o silêncio e a prece capazes de repô-lo na rearmonização necessária.
Se outro ainda nos pareça indiferente ou distante, envolvamo-lo em calor de entendimento e ternura, a fim de que volte ao clima da paz e da eficiência em louvor do Cristo.
Em síntese, convertamo-nos, por amor, em suplementações uns dos outros, no levantamento do bem, de vez que, assim agindo, estaremos glorificando a bendita herança do trabalho que Jesus nos legou, não somente ofertando-lhe o rendimento justo, mas, também, cumprindo o excelso programa de nosso Divino Mestre, quando nos exortou:
- Amai-vos uns aos outros como eu vos amei.

(Obra: Mais Luz -Francisco Cândido Xavier / Batuíra)

Situações e oportunidade

Conquanto a sua vida lhe pareça um torvelinho incessante de dificuldades, considere o impositivo da reencarnação e aproveite a oportunidade.
As piores provações se agravam quando são ignoradas suas causas.
*
Embora os empeços para a sua vitória no palco social, insista nos deveres nobres.
Os mais sérios insucessos são os que atingem o espírito.
*
Apesar da família problema com que você se vê a braços, tal é o clã necessário à sua revelação.
Familiares difíceis — dívidas em cobrança de urgência.
*
Embora as enfermidades incessantes que o visitam, confie na saúde e mentalize-a.
Doente, em verdade, é todo aquele que como tal se considera.
*
Com os pés atados à pobreza e de mãos amarradas pelas constrições do dia-a-dia, não desanime.
Hoje difícil — amanhã abençoado.
*
Não considerado no ambiente social em que se encontra, esforçando-se para fazer-se respeitar, evite o agastamento.
Muitas vezes o desdouro que lhe atiram é homenagem a valores que você possui e eles ignoram.
*
Penetre-se pelas lições com que a fé viva e racional lhe chama a atenção, deixando-se incorporar, de modo que você supere obstáculos e limitações, descobrindo os tesouros inalienáveis do seu próprio espírito e usando-os a benefício da sua harmonia íntima.
Opiniões valem a consideração que lhes damos.
Pessoas significam as lições que desejemos aprender.
*
Identificado à opinião evangélica e conduzido por Jesus, afigurar-se-á preciosa a atual reencarnação, valorizando-a e dando-se integralmente ao seu aproveitamento.
Marco Prisco
(De “Sementeira da Fraternidade”, de Divaldo Pereira Franco – Diversos Espíritos)

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Vida em família


Os filhos não são cópias xerox dos pais, que apenas produzem o corpo, graças aos mecanismos do atavismo biológico.
As heranças e parecenças físicas são decorrências dos gametas, no entanto, o caráter, a inteligência e o sentimento procedem do Espírito que se corporifica pela reencarnação, sem maior dependência dos vínculos genéticos com os progenitores.
Atados por compromissos anteriores, retornam, no lar, não somente aqueles seres a quem se ama, senão aqueloutros a quem se deve ou que estão com dívidas...
Cobradores empedernidos surgem na forma fisiológica, renteando com o devedor, utilizando-se do processo superior das Leis de Deus para o reajuste de contas, no qual, não poucas vezes, se complicam as situações, por indisposição dos consortes...
Adversários reaparecem como membros da família para receber amor, no entanto, na batalha das afinidades padecem campanhas de perseguição inconsciente, experimentando o pesado ônus da antipatia e da animosidade...
A família é, antes de tudo, um laboratório de experiências reparadoras, na qual a felicidade e a dor se alternam, programando a paz futura.
Irmãos que se amam, ou se detestam, pais que se digladiam no proscênio doméstico, genitores que destacam uns filhos em detrimento de outros, ou filhos que agridem ou amparam pais, são Espíritos em processo de evolução, retornando ao palco da vida física para a encenação da peça em que fracassaram, no passado.
A vida é incessante, e a família carnal são experiências transitórias em programação que objetiva a família universal.
Abençoa, desse modo, com a paciência e o perdão, o filho ingrato e calceta.
Compreende com ternura o genitor atormentado que te não corresponde às aspirações.
Desculpa o esposo irresponsável ou a companheira leviana, perseverando ao seu lado, mesmo que o ser a quem te vinculas queira ir-se adiante.
Não o retenhas com amarras de ódio ou de ressentimento. Irá além, sim, no entanto, prossegue tu, fiel, no posto, e amando...
Não te creias responsável direto na provação que te abate ante o filho limitado, física ou mentalmente.
Tu e ele sois comprometidos perante os códigos Divinos pelo pretérito espiritual.
O teu corpo lhe ofereceu os elementos com que se apresenta, porém, foi ele, o ser espiritual, quem modelou a roupagem na qual comparece para o compromisso libertador.
Ante o filhinho deficiente não te inculpes. Ama-o mais e completa-lhe as limitações com os teus recursos, preenchendo os vazios que ele experimenta.
Suas carências são abençoados mecanismos de crescimento eterno.
Faze por ele, hoje, o que descuidaste antes.
A vida em família é oportunidade sublime que não deve ser descuidada ou malbaratada.
Com muita propriedade e irretorquível sabedoria, afirmou Jesus, ao doutor da Lei:
“Ninguém entrará no reino dos céus, se não nascer de novo.”
E a Doutrina Espírita estabelece com segurança:
“Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre — tal é a lei. Fora da Caridade não há salvação.”

(De “Otimismo”, de Divaldo P. Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis)

terça-feira, 24 de abril de 2012

Terapia do amor


...Divino Médico de todos nós!...
Espíritos enfermos que reconhecemos ser, aqui nos encontramos buscando a terapia da Tua misericórdia, a fim de que nos libertemos das causas geradoras dos males que nos afetam.
Da mesma forma que disseste à mulher equivocada, que não voltasse a pecar, a fim de que não lhe acontecesse algo pior, ajuda-nos a agir corretamente, a fim de que não nos sucedam novas quedas, propiciadas pelo egoísmo e o orgulho que ainda nos conduzem as ações.
Somos herdeiros dos próprios atos e a dor tem-nos sido o legado de maior destaque, o que nos revela a condição de indigência em que nos encontramos.
Conhecedores da Tua palavra e dispostos à renovação, colocamo-nos ao Teu serviço conforme somos e com o pouco de que dispomos.
Favorece-nos com a medicação preventiva do amor ao próximo e auxilia-nos com a terapêutica do perdão das ofensas, a fim de curarmos as viroses d’alma que nos infetam o corpo, após contaminar-nos os sentimentos, as emoções.
Agora entendemos melhor os Teus desígnios e candidatamo-nos a ser discípulos atuantes no campo da caridade, do bem.
Não nos deixes recuar, nem estacionar, impelindo-nos ao avanço sempre, no rumo da Grande Luz, e ampara-nos, na fragilidade em que estagiamos, favorecendo-nos com a certeza plena da vitória sobre nós mesmos e a liberação consciente de nossas faltas.
Senhor! Conduze-nos, calvário acima, com os olhos postos na formosa madrugada da ressurreição vitoriosa, que a todos nos espera...

(De “Nas fronteiras da loucura”, de Manoel Philomeno de Miranda).

segunda-feira, 23 de abril de 2012

As quatros estações da vida


Você já notou a perfeição que existe na natureza? Uma prova incontestável da harmonia que rege a Criação. Como num poema cósmico, Deus rima a vida humana com o ritmo dos mundos.
Ao nascermos, é a primavera que eclode em seus perfumes e cores. Tudo é festa. A pele é viçosa. Cabelos e olhos brilham, o sorriso é fácil. Tudo traduz esperança e alegria.
Delicada primavera, como as crianças que encantam os nossos olhos com sua graça. Nessa época, tudo parece sorrir. Nenhuma preocupação perturba a alma.
A juventude corresponde ao auge do verão. Estação de calor e beleza, abençoada pelas chuvas ocasionais. O sol aquece as almas, renovam-se as promessas.
Os jovens acreditam que podem todas as coisas, que farão revoluções no mundo, que corrigirão todos os erros.
Trazem a alma aquecida pelo entusiasmo. São impetuosos, vibrantes. Seus impulsos fortes também podem ser passageiros... Como as tempestades de verão.
Mas a vida corre célere. E um dia - que surpresa - a força do verão já se foi.
Uma olhada ao espelho nos mostra rugas, os cabelos que começam a embranquecer, mas também aponta a mente trabalhada pela maturidade, a conquista de uma visão mais completa sobre a existência. É a chegada do outono.
Nessa estação, a palavra é plenitude. Outono remete a uma época de reflexão e de profunda beleza. Suas paisagens inspiradoras - de folhas douradas e céus de cores incríveis - traduzem bem esse momento de nossa vida.
No outono da existência já não há a ingenuidade infantil ou o ímpeto incontido da juventude, mas há sabedoria acumulada, experiência e muita disposição para viver cada momento, aproveitando cada segundo.
Enfim, um dia chega o inverno. A mais inquietante das estações. Muitos temem o inverno, como temem a velhice. É que esquecem a beleza misteriosa das paisagens cobertas de neve.
Época de recolhimento? Em parte. O inverno é também a época do compartilhamento de experiências.
Quem disse que a velhice é triste? Ela pode ser calorosa e feliz, como uma noite de inverno diante da lareira, na companhia dos seres amados.
Velhice também pode ser chocolate quente, sorrisos gentis, leitura sossegada, generosidade com filhos e netos. Basta que não se deixe que o frio enregele a alma.
Felizes seremos nós se aproveitarmos a beleza de cada estação. Da primavera levarmos pela vida inteira a espontaneidade e a alegria.
Do verão, a leveza e a força de vontade. Do outono, a reflexão. Do inverno, a experiência que se compartilha com os seres amados.
A mensagem das estações em nossa vida vai além. Quando pensar com tristeza na velhice, afaste de imediato essa idéia.
Lembre-se que após o inverno surge novamente a primavera. E tudo recomeça.
Nós também recomeçaremos. Nossa trajetória não se resume ao fim do inverno. Há outras vidas, com novas estações. E todas iniciam pela primavera da idade.
Após a morte, ressurgiremos em outros planos da vida. E seremos plenos, seremos belos. Basta para isso amar. Amar muito.
Amar as pessoas, as flores, os bichos, os mundos que giram serenos. Amar, enfim, a Criação Divina. Amar tanto que a vida se transforme numa eterna primavera.

O “cisco” e a “trave”

“Por que vedes um argueiro no olho do vosso irmão, vós que não vedes uma trave no vosso olho? Ou como dizeis ao vosso innão: Deixai-me tirar um argueiro do vosso olho, vós que tendes uma trave no vosso? Hipócritas, tirai primeiramente a trave do vosso olho, e então vereis como podereis tirar o argueiro do olho do vosso irmão.” (Capítulo 10, item 9.)

Os indivíduos em plenitude não negam suas emoções; permitem que elas venham à tona, e, como elas estão sob seu controle, reconhecem o que estão lhes mostrando sobre seus sentimentos, suas inclinações e suas relações com as pessoas.
As emoções devem ser “integradas”, ou seja, primeiramente, devemos nos permitir “senti-las”; logo após, devemos julgá-las e “pensar” sobre nossas necessidades ou desejos; e, a partir disso, “agir” com nosso livre-arbítrio, executando ou não, conforme nossa vontade achar conveniente.
O mecanismo de nos “consentir”, de “raciocinar” e de “integrar” emoções determinará nossos êxitos ou nossas derrotas nas estradas de nossa existência.
Emoções são muito importantes. Através delas é que nos individualizamos e nos diferenciamos uns dos outros. Ninguém sente, pois, exatamente igual, isto é, com a mesma potência e intensidade, seja no entusiasmo em uma situação prazerosa, seja na frustração ao observar uma meta perdida.
Podemos pensar igual aos outros, mas para um mesmo pensamento criaturas diversas têm múltiplas reações emocionais.
Assim considerando, emoções não são certas ou erradas, boas ou impróprias, mas apenas energias que dependem do direcionamento que dermos a elas. Reconhecê-las ou admiti-las não significa, de modo algum, que vamos sempre agir de acordo com elas.
Quando negadas ou reprimidas, não desaparecem como por encanto; ao contrário, sendo energias, elas se alojarão em determinados órgãos e congestionarão as entranhas mais íntimas da estrutura psicossomática dos indivíduos.
Ao abafarmos as emoções, podemos gerar uma grande variedade de doenças autodestrutivas. Abafá-las pode também nos levar a reações muito exacerbadas ou à completa ausência de reações, a apatia.
Portanto, quando tomamos amplo contato com nosso lado emocional, começamos a reconhecer vestígios a respeito de nós mesmos, que nos proporcionarão autodescoberta, auto-preservação, segurança íntima e crescimento pessoal.
Ora, se o Poder Divino, através de sua criação, pelo próprio mecanismo da Natureza, delegou as emoções a todos os seres vivos, conforme seu grau de evolução, não poderemos simplesmente negá-las, como se não servissem para nada. Tristeza, alegria, raiva ou medo são emoções básicas e deveremos usá-las como bússolas que nos nortearão os caminhos da vida.
Elas estão conectadas a nosso sistema de pensamento cognitivo” - atividades psicológicas superiores, tais como: a percepção, a intuição, a memória, a linguagem, a atenção e os demais processos intelectuais e espirituais.
Ao ignorarmos nossas reações emocionais, não investigando sua origem em nós mesmos, teremos sempre a tendência de projetá-las nos outros. Além do que, seremos seres psicologicamente claudicantes, por não integrarmos nossas emoções aos nossos cinco sentidos, que nos facilitam a análise das pessoas e de nós mesmos.
A tendência que certos indivíduos têm de atribuir falhas e erros a outras pessoas ou coisas, não enxergando e não admitindo como sendo suas, denomina-se “projeção”.
As vezes, tentamos fazer nossas emoções desaparecer, porque as tememos. Reconhecer o que realmente sentimos exigiria ação, mudança e decisão de nossa parte, e muitas vezes seríamos colocados face a face com verdades inadmissíveis e inconcebíveis por nós mesmos; e assim, tentamos projetá-las como sendo emoções não nossas, mas dos outros.
“Não sinta isso, é feio” - essa é uma das muitas velhas mensagens que ecoam em nossa mente desde a mais tenra infância; com o passar do tempo, julgamos não mais senti-las, porque as escondemos da recriminação dos adultos.
Em razão disso, certos indivíduos condenam com veemência os “ciscos” nos outros, pois vêem em tudo luxúria e perversão, desonestidade ou ambição. É possível que esses mesmos indivíduos estejam reprimindo o reconhecimento de que eles próprios trazem consigo emoções sexuais e perversidades mal resolvidas, ou, em outros casos, emoções desmedidas de fama e de dinheiro projetadas sobre todos os que são por eles denominados ambiciosos e desonestos.
Na indagação “ou como dizeis ao vosso irmão: deixai-me tirar um argueiro do vosso olho, vós que tendes uma trave no vosso?”, Jesus reconhecia a universalidade desse processo psicológico, “a projeção”, e, como sempre, asseverava a necessidade da busca de si mesmo, para não transferirmos nossos traços de personalidade desconhecidos às coisas, às situações e aos outros.
O Mestre nos inspirava ao mergulho em nossa própria intimidade, a fim de que pudéssemos enxergar o “lado obscuro” de nossa personalidade. Ao tomarmos esse contato imprescindível com nossas “sombras”, a consciência se torna mais lúcida, crítica e responsável, descortinando amplos e novos horizontes para o seu desenvolvimento e plenitude espiritual.
Finalizando, atentemos para a análise: “as condutas alheias que mais nos irritam são aquelas que não admitimos estar em nós mesmos” “os outros nos servem de espelho, para que realmente possamos nos reconhecer”


Livro: Renovando Atitudes
Francisco do Espírito Santo Neto
Ditado pelo Espírito Hammed

domingo, 22 de abril de 2012

Ao redor do dinheiro


Efetivamente, perante a visão da Esfera Espiritual, o homem afortunado na
Terra surge sempre à feição de alguém que enorme risco ameaça.
Operários da evolução, a quem se confiou a mordomia do ouro, aqueles
que detêm a finança comum afiguram-se-nos companheiros constantemente
afrontados pelas perspectivas de desastre iminente, assim como os
responsáveis pela condução da energia elétrica, em contacto com agentes de
alta tensão, ou, ainda, como os especialistas de laboratório, quando impelidos
a manusear certa classe de vírus ou de venenos, com vistas à preservação e ao
benefício do povo.
Considerando, porém, as inconveniências e desvantagens que assinalam a
luta dos que foram chamados a transportar semelhantes cruzes amoedadas, é
forçoso convir que o coração voltado para Jesus pode sustentar-se, nesse
círculo de incessantes inquietações, na tarefa sublime da paz e da luz, da
ascensão e da liberdade.
Isso porque, se o dinheiro nas garras da usura pode agravar os flagícios
da orfandade e os tormentos da viuvez, nas mãos justas do bem converte o
pauperismo em trabalho e o sofrimento em educação.
Se a riqueza entesourada sem o lucro de todos pode gerar o colapso do
progresso, o centavo movimentado ao impulso da caridade é o avivamento do
amor na Terra, por transformar-se, a cada minuto, no remédio ao enfermo
necessitado, no livro renovador das vítimas do desânimo, no teto endereçado
aos que vagueiam sem rumo e na gota de leite que tonifica o corpo subnutrido
da criancinha sem lar.
Ninguém tema, desse modo, a grave responsabilidade da posse efêmera
entre as criaturas humanas, mas que toda propriedade seja por nós recebida
como empréstimo santo, cujos benefícios é preciso estender em proveito geral,
atentos à lei de que a felicidade só é verdadeira felicidade quando respira na
construção da felicidade devida aos outros.
Assim, pois, compreendamos, com a segurança da lógica e com a
harmonia da sensatez, que, em verdade, não se pode servir a Deus e a
Mamon, mas que é nossa obrigação das mais simples colocar Mamon a
serviço de Deus.

Religião dos Espíritos
Francisco Cândido Xavier
Ditado por Emmanuel

sábado, 21 de abril de 2012

Espiritualidade - Faça a diferença!

Para você, o que significa ser espiritualista? Sabemos que existe algo além da matéria, que o espírito transcende o corpo, e tudo mais, mas e daí? Como todo este conhecimento influencia sua vida?
Vivemos uma crise generalizada de valores. Em nosso cotidiano, somos o tempo todo “bombardeados” por ideias e sugestões que despertam cada vez mais o lado obscuro de nossa personalidade. Atitudes que deveriam ser comuns entre as pessoas, como o respeito, a caridade e a compaixão, dificilmente são vivenciadas.
A maior parte daquilo que chega até nós através da mídia, em vez de ser uma proposta de educação da alma, no sentido mais profundo do termo, é um verdadeiro convite ao despertar das paixões inferiores, responsáveis por tanta violência e sofrimento no mundo. E então... qual é o nosso papel diante deste quadro?
Proponho uma reflexão acerca de nossas atitudes como espiritualistas, com relação aos ideais que defendemos, à comunidade religiosa que convivemos e como vivenciamos tudo isso na sociedade como um todo.
Pra começar, devemos evitar todo tipo de excesso. Fanatismo religioso e arrogância intelectual são sinais de falta de espiritualidade. Muitos espiritualistas desfilam como enciclopédias ambulantes, citando nomes e mais nomes de filósofos e sábios, ou trechos e mais trechos de obras doutrinárias decoradas, com a mente abarrotada de informação e o coração vazio de amor. Vangloriam-se do conhecimento acumulado, mas não percebem a vaidade e ilusão em que estão vivendo. Defendem a supremacia de sua doutrina sem saber que podemos aprender com os ensinamentos de todas as religiões. Não sabem que a essência de todas elas é a mesma, o que muda é apenas a forma, os cultos, de acordo com a cultura dos povos. Em vez de compreenderem a profundidade daquilo que defendem, fazem de seu modo de entender a única verdade.
O espiritualista perante a sociedade
Muitos não têm noção de como os centros espíritas, igrejas, sinagogas, mesquitas, templos de umbanda, etc. são importantes, e nem imaginam a profundidade dos trabalhos espirituais que neles são realizados. São verdadeiros hospitais da alma, onde complexos dramas obsessivos e perturbações de toda ordem são sanados. A maioria dos frequentadores não percebe o que acontece nos “bastidores”, onde os espíritos que respondem pelos trabalhos socorristas da casa atuam de forma abnegada.
Imperfeitos, mas com boa vontade, nós precisamos vencer a timidez e o comodismo e nos unirmos acima dos rótulos religiosos, manifestando por meio de palavras, e sobretudo, pelo comportamento, os ideais em que acreditamos.
Precisamos reavaliar nossos valores e propormos, de forma sutil e sem violência, mas com confiança, uma reavaliação de valores àqueles que convivem conosco fora da nossa comunidade religiosa, interagindo de forma mais atuante na sociedade, formando opiniões e propondo reflexões, sem proselitismo. Podemos oferecer um conselho àquele que passa por uma provação; propor um livro ao que não sabe como ocupar a mente de forma saudável ou até mesmo convidar um colega a assistir a uma palestra em um centro espírita... buscar auxílio no templo de umbanda... ou meditar no templo zen budista. O que não podemos, é sermos indiferentes!

Victor Rebelo

Você mesmo

Lembre-se de que você mesmo é:
o melhor secretário de sua tarefa,
o mais eficiente propagandista de seus ideais, a mais clara
demonstração de seus princípios,
o mais alto padrão do ensino superior que seu espírito abraça
e a mensagem viva das elevadas noções que você transmite aos
outros.
Não se esqueça, igualmente, de que:
o maior inimigo de suas realizações mais nobres,
a completa ou incompleta negação do idealismo sublime que
você apregoa,
a nota discordante da sinfonia do bem que pretende executar,
o arquiteto de suas aflições
e o destruidor de suas oportunidades de elevação.
— é você mesmo.

André Luiz

(Mensagem retirada do livro "Agenda Cristã"
psicografia de Francisco Cândido Xavier)

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Mãos limpas

“E Deus, pelas mãos de Paulo fazia maravilhas extraordinárias.”
(ATOS, 19:11)


O Evangelho não nos diz que Paulo de Tarso fazia maravilhas, mas que Deus operava maravilhas extraordinárias por intermédio das mãos dele.
O Pai fará sempre o mesmo, utilizando todos os filhos que apresentarem mãos limpas.
Muitos espíritos, mas convencionalistas que propriamente religiosos, encontraram nessa notícia dos Atos uma informação sobre determinados privilégios que teriam sido concedidos ao Apóstolo.
Antes de tudo, porém, é preciso saber que semelhante concessão não é exclusiva. . A maioria dos crentes prefere fixar o Paulo santificado sem apreciar o trabalhador militante.
Quanto custou ao Apóstolo a limpeza das mãos?
Raros indagam relativamente a isso.
Recordemos que o amigo da gentilidade fora rabino famoso em Jerusalém, movimentara-se entre elevados encargos públicos, detivera denominadoras situações; no entanto, para que o Todo-Poderoso lhe utilizasse as mãos, sofreu todas as humilhações e dispôs-se a todos os sacrifícios pelo bem dos semelhantes. Ensinou o Evangelho sob zombarias e açoites, aflições e pedradas. Apesar de escrever luminosas epístolas, jamais abandonou o tear humilde até a velhice do corpo.
Considera as particularidades do assunto e observa que Deus é sempre o mesmo Pai, que a misericórdia divina não se modificou, mas pede mãos limpas para os serviço edificantes, junto à Humanidade. Tal exigência é lógica e necessária, pois o trabalho do Altíssimo deve resplandecer sobre os caminhos humanos.

(De “Caminho, Verdade e Vida”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)

Terapia pela oração


Consideremos a oração como sendo o mais eficiente recurso terapêutico, para a profilaxia das enfermidades que avassalam a criatura.
Diante dos irmãos colhidos pelas enfermidades espirituais, utilizemo-nos da oração como o enfermeiro diligente aplica o bálsamo refrigerador na ferida em chaga viva.
A oração irradia vibrações balsamizantes, que diminuem a ardência do sofrimento no ser desesperado, diminuindo-lhe a angústia.
Abre o canal do entendimento, a fim de que, em duas vias, o apelo da alma se dirija a Deus e a resposta divina chegue à criatura.
Enseja a inspiração de quem a formula e a tranquilidade em que a recebe.
Em qualquer circunstância, especialmente no intercâmbio pela mediunidade a serviço da desobsessão, a prece, ungida de amor, é dos mais salutares recursos para se alcançar a meta do entendimento que se busca.
Por isto, o Apóstolo asseverava: Orai sempre e sem cessar.

(De: “Suave Luz nas Sombras”, de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito João Cléofas)

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Elogios

"Mas ele disse: Antes, bem-aventurados os que ouvem a palavra de Deus e aguardam."
 - (Lucas, 11:28.)

Dirigira-se Jesus à multidão, com o enorme poder do seu amor,
conquistando geral atenção. Mal terminara as observações amorosas
e sábias eis que uma senhora se levanta no seio da turba e magnetizada
pela sua expressão de espiritualidade sublime, reporta-se, em alta voz,
às bem-aventuranças que deviam caber a Maria, por haver contribuído
na vinda do Salvador à face da Terra. Mas, prestamente, na perfeita
compreensão das consequências infelizes que poderiam advir da atitude
impensada, responde o Mestre que, antes de tudo, serão bem-aventurados
os que ouvem a revelação de Deus e lhe praticam os ensinamentos,
observando-lhe os princípios.
A passagem constitui esclarecimento vivo para que não se amorteça,
entre os discípulos sinceros, a campanha contra o elogio pessoal, veneno
das obras mais santas a sufocar-lhes propósitos e esperanças.
Se admiras algum companheiro que se categoriza a teus olhos por
trabalhador fiel do bem, não o perturbes com palavras, das quais o
mundo tem abusado muitas vezes, construindo frases superficiais, no
perigoso festim da lisonja. Ajuda-o com boa vontade e entendimento, na
execução do ministério que lhe compete, sem te esqueceres de que,
acima de todas as bem-aventuranças, brilham os divinos dons daqueles
que ouvem a Palavra do Senhor, colocando-a em prática.

(De “Pão Nosso”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)

domingo, 15 de abril de 2012

Tópicos do auxílio espiritual

I
Irmãos Devotados, amigos espirituais então cooperando na Vida Maior em benefício de nossa paz!
Confiemos nas Bênçãos Divina.
II
Prossigamos no caminho da elevação, buscando sempre a bênção e o amparo de Jesus. Os Benfeitores da Vida Maior cooperarão em favor de todos nós.
III
Amigos espirituais de sempre auxiliam-nos na manutenção das forças de nossa fé para o êxito nos testes de calma e serenidade, paciência e compreensão a que tenhamos sido chamados.
Com fé viva em Deus e em nós mesmos, sigamos adiante, hoje e sempre.
IV
Abençoemos e amemos sempre! Diversos Amigos do Plano Maior tem fortalecido as nossas energias para a superação das dificuldades no capitulo da compreensão integral da nossa necessidade de aceitação das experiências indispensáveis da vida.
Todos os nossos pensamentos de paz e esperança alcançam os entes queridos à distância, e estejamos na certeza de que não há semente de amor sem germinação no solo do tempo. Que o Senhor nos fortaleça e dirija.
V
Nossos irmãos em provação prosseguem com a assistência de vários amigos no estudo e na solução de vários problemas de suas lutas redentoras.
VI
Cada noite, consagremos um trecho do tempo às nossas preces particulares, sempre que possível à mesma hora, porquanto, assim, receberemos mais amplo auxílio espiritual à renovação das próprias forças.
O caminho é, por vezes, escuro e pedregoso, mas Jesus vence as trevas e os obstáculos, orientando-nos na jornada.
Guardemos os nossos sentimentos na confiança segura em Deus.
VII
Confiemos na bênção do Senhor que nos sustenta na travessia das provas necessárias.
Estamos, nós, os amigos do outro plano da Vida, a postos, e confiamos no amparo de Jesus, em benefício de todos.
Que o Senhor nos sustente e fortaleça!
VIII
Quando possível, simplifique as preocupações e ajude-se através da serenidade que lhe facultará a sustentação do refazimento físico.
Cada noite, faça o culto rápido da oração e medite os nossos princípios espíritas. Receberá nessas ocasiões a cooperação mais direta dos Benfeitores que lhe assistem os passos.
IX
Nossos queridos companheiros da esfera física prosseguem sob o amparo espiritual de que necessitam, dentro de todas as possibilidades espirituais de auxílio ao nosso alcance.

Francisco Cândido Xavier. Apelos Cristãos.
Pelo Espírito Bezerra de Menezes.

Anencefalia

Nada no Universo ocorre como fenômeno caótico, resultado de alguma desordem que nele predomine. O que parece casual, destrutivo, é sempre efeito de uma programação transcendente, que objetiva a ordem, a harmonia.
De igual maneira, nos destinos humanos sempre vige a Lei de Causa e Efeito, como responsável legítima por todas as ocorrências, por mais diversificadas apresentem-se.
O Espírito progride através das experiências que lhe facultam desenvolver o conhecimento intelectual enquanto lapida as impurezas morais primitivas, transformando-as em emoções relevantes e libertadoras.
Agindo sob o impacto das tendências que nele jazem, fruto que são de vivências anteriores, elabora, inconscientemente, o programa a que se deve submeter na sucessão do tempo futuro.
Harmonia emocional, equilíbrio mental, saúde orgânica ou o seu inverso, em forma de transtornos de vária denominação, fazem-se ocorrência natural dessa elaborada e transata proposta evolutiva.
Todos experimentam, inevitavelmente, as consequências dos seus pensamentos, que são responsáveis pelas suas manifestações verbais e realizações exteriores.
Sentindo, intimamente, a presença de Deus, a convivência social e as imposições educacionais, criam condicionamentos que, infelizmente, em incontáveis indivíduos dão lugar às dúvidas atrozes em torno da sua origem espiritual, da sua imortalidade.
Mesmo quando se vincula a alguma doutrina religiosa, com as exceções compreensíveis, o comportamento moral permanece materialista, utilitarista, atado às paixões defluentes do egotismo.
Não fosse assim, e decerto, muitos benefícios adviriam da convicção espiritual, que sempre define as condutas saudáveis, por constituírem motivos de elevação, defluentes do dever e da razão.
Na falta desse equilíbrio, adota-se atitude de rebeldia, quando não se encontra satisfeito com a sucessão dos acontecimentos tidos como frustrantes, perturbadores, infelizes...
Desequipado de conteúdos superiores que proporcionam a autoconfiança, o otimismo, a esperança, essa revolta, estimulada pelo primarismo que ainda jaz no ser, trabalhando em favor do egoísmo, sempre transfere a responsabilidade dos sofrimentos, dos insucessos momentâneos aos outros, às circunstâncias ditas aziagas, que consideram injustas e, dominados pelo desespero fogem através de mecanismos derrotistas e infelizes que mais o degrada, entre os quais o nefando suicídio.
Na imensa gama de instrumentos utilizados para o autocídio, o que é praticado por armas de fogo ou mediante quedas espetaculares de edifícios, de abismos, desarticula o cérebro físico e praticamente o aniquila...
Não ficariam aí, porém, os danos perpetrados, alcançando os delicados tecidos do corpo perispiritual, que se encarregará de compor os futuros aparelhos materiais para o prosseguimento da jornada de evolução.
É inevitável o renascimento daquele que assim buscou a extinção da vida, portando degenerescências físicas e mentais, particularmente a anencefalia.
Muitos desses assim considerados, no entanto, não são totalmente destituídos do órgão cerebral.
Há, desse modo, anencéfalos e anencéfalos.
Expressivo número de anencéfalos preserva o cérebro primitivo ou reptiliano, o diencéfalo e as raízes do núcleo neural que se vincula ao sistema nervoso central…
Necessitam viver no corpo, mesmo que a fatalidade da morte após o renascimento, reconduza-os ao mundo espiritual.
Interromper-lhes o desenvolvimento no útero materno é crime hediondo em relação à vida. Têm vida sim, embora em padrões diferentes dos considerados normais pelo conhecimento genético atual...
Não se tratam de coisas conduzidas interiormente pela mulher, mas de filhos, que não puderam concluir a formação orgânica total, pois que são resultado da concepção, da união do espermatozóide com o óvulo.
Faltou na gestante o ácido fólico, que se tornou responsável pela ocorrência terrível.
Sucede, porém, que a genitora igualmente não é vítima de injustiça divina ou da espúria Lei do Acaso, pois que foi corresponsável pelo suicídio daquele Espírito que agora a busca para juntos conseguirem o inadiável processo de reparação do crime, de recuperação da paz e do equilíbrio antes destruído.
Quando as legislações desvairam e descriminam o aborto do anencéfalo, facilitando a sua aplicação, a sociedade caminha, a passos largos, para a legitimação de todas as formas cruéis de abortamento.
... E quando a humanidade mata o feto, prepara-se para outros hediondos crimes que a cultura, a ética e a civilização já deveriam haver eliminado no vasto processo de crescimento intelecto-moral.
Todos os recentes governos ditatoriais e arbitrários iniciaram as suas dominações extravagantes e terríveis, tornando o aborto legal e culminando, na sucessão do tempo, com os campos de extermínio de vidas sob o açodar dos mórbidos preconceitos de raça, de etnia, de religião, de política, de sociedade...
A morbidez atinge, desse modo, o clímax, quando a vida é desvalorizada e o ser humano torna-se descartável.
As loucuras eugênicas, em busca de seres humanos perfeitos, respondem por crueldades inimagináveis, desde as crianças que eram assassinadas quando nasciam com qualquer tipo de imperfeição, não servindo para as guerras, na cultura espartana, como as que ainda são atiradas aos rios, por portarem deficiências, para morrer por afogamento, em algumas tribos primitivas.
Qual, porém, a diferença entre a atitude da civilização grega e o primarismo selvagem desses clãs e a moderna conduta em relação ao anencéfalo?
O processo de evolução, no entanto, é inevitável, e os criminosos legais de hoje, recomeçarão, no futuro, em novas experiências reencarnacionistas, sofrendo a frieza do comportamento, aprendendo através do sofrimento a respeitar a vida…
Compadece-te e ama o filhinho que se encontra no teu ventre, suplicando-te sem palavras a oportunidade de redimir-se.
Considera que se ele houvesse nascido bem formado e normal, apresentando depois algum problema de idiotia, de hebefrenia, de degenerescência, perdendo as funções intelectivas, motoras ou de outra natureza, como acontece amiúde, se também o matarias?
Se exercitares o aborto do anencéfalo hoje, amanhã pedirás também a eliminação legal do filhinho limitado, poupando-te o sofrimento como se alega no caso da anencefalia.
Aprende a viver dignamente agora, para que o teu seja um amanhã de bênçãos e de felicidade.

Joanna de Ângelis / Divaldo Pereira Franco

sábado, 14 de abril de 2012

Subjugação


6ª. A subjugação corporal, levada a certo grau, poderá ter como consequência a loucura?
“Pode, a uma espécie de loucura cuja causa o mundo desconhece, mas que não tem relação alguma com a loucura ordinária.” O Livros dos Médiuns— Cap. XXIII — Item 254.


.... “Não poucas vezes nos admiramos de como algumas frágeis criaturas sobrevivem sob cargas de penosas agonias, sem desfalecerem; de outras que resistem a alucinantes situações; de muitas que exalam paz, embora o coração estiolado pelas conjunturas da adversidade... Todas elas haurem, através da prece, a vitalidade que as sustenta e mantém pelo concurso da oração, através do recolhimento na meditação, ampliando os processos de captação pelas antenas psíquicas que recebem as respostas divinas, jamais atrasadas.
“Sofrem, sem dúvida, por estarem em recuperação, mas não exsudam pessimismo nem enfermidade. Onde se encontram, luze a esperança e a alegria se faz presente, qual atestado inequívoco da sua comunhão com Deus.
“Não foi por outra razão que o Senhor recomendou nos amássemos, orando uns pelos outros, particularmente pelos nossos adversários como pelos que nos perseguem.
“A prece intercessória não apenas alcança a quem se destina como beneficia aquele que a realiza. Telefônio com os avançados Centros do Amor Divino produz ligação de contínuo intercâmbio.”
...

(De “Grilhões partidos”, de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda)

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Luz íntima

Dispostos ao trabalho de iluminação, não meçamos esforços na ação da caridade.
A caridade moral, profunda e de alto significado, consiste em libertar as almas da ignorância.
Quando se transmitem instruções, apresentam-se diretrizes; quando se educa, criam-se hábitos;
Quando se evangeliza, abrem-se horizontes infinitos para que se os penetrem com sabedoria.
Em nosso ministério de amor, instruímos, educamos, mas, se
não evangelizarmos o espírito, ele permanecerá na ignorância da vida transcendente.
Estigmatizado pela dor, desejando libertar-se, aceita a medicação da palavra, porém, para que se desenvolva, é necessário insculpir a luz da verdade no comportamento, e, mudando de atitude mental, voltar-se para o bem.
Somos todos sofredores, os que ainda mourejamos na face do planeta, e por isso, em nosso socorro fraternal aos desencarnados, falemos-lhes a linguagem do coração e da mente, contribuindo para que, em se evangelizando, encontrem a luz íntima que nunca mais se apagará.

(De “Suave luz nas sombras”, de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito João Cléofas)

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Vinte serviços que o espiritismo faz por você

1 - Integra você no conhecimento e sua posição de criatura eterna e
responsável, diante da vida.

2 - Expõe o sentido real das lições do Cristo e de todos os outros mentores espirituais da Humanidade, nas diversas regiões do Planeta.

3 - Suprime-lhe as preocupações originárias do medo da morte, provando que ela não existe.

4 - Revela-lhe o princípio da reencarnação, determinando o porquê da dor e das aparentes desigualdades sociais.

5 - Confere-lhe forças para suportar as maiores vicissitudes do corpo,
mostrando a você que o instrumento físico nos reflete as condições ou
necessidades do espírito.

6 - Tranquiliza você com respeito aos desajustes da parentela, esclarecendo que o lar recebe não somente os afetos, mas também os desafetos de existências passadas, para a necessária regeneração.

7 - Demonstra-lhe que o seu principal templo para o culto da Presença Divina é a consciência.

8 - Liberta-lhe a mente de todos os tabus em matéria de crença religiosa.

9 - Elimina a maior parte das suas preocupações acerca do futuro além da morte.

10 - Dá-lhe o conforto do intercâmbio com os entes queridos, depois de desencarnados.

11 - Entrega-lhe o conhecimento da mediunidade.

12 - Traça-lhe providências para o combate ou para a cura da obsessão.

13 - Concede-lhe o direito à fé raciocinada.

14 - Destaca-lhe o imperativo da caridade por dever.

15 - Auxilia você a revisar e revalorizar os seus conceitos de trabalho e tempo.

16 - Concede-lhe a certeza natural de que, se beneficiamos ou prejudicamos alguém, estamos beneficiando ou prejudicando a nós próprios.

17 - Garante-lhe serenidade e paz diante da calúnia ou da crítica.

18 - Ensina você a considerar adversários por instrutores.

19 - Explica-lhe que, por maiores sejam as suas dificuldades exteriores,
intimamente você é livre para melhorar ou agravar a própria situação.

20 - Patenteia-lhe que a fé ilumina o caminho, mas ninguém fugirá da lei que manda atribuir a cada qual segundo as obras pessoais.

Essas são vinte das muitas bênçãos que o Espiritismo realiza em nosso favor.
Será curioso que cada um de nós pergunte a si mesmo o que estamos nós a
fazer por ele.

André Luiz
Página recebida pelo médium Waldo Vieira, em reunião pública da Comunhão Espírita Cristã em 22-10-65, em Uberaba, Minas.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Lembranças

O mundo em que vivemos é propriedade de Deus.
Devemos agradecer as bênçãos de Nosso Pai Celestial, todos os dias.
O coração agradecido ao Senhor espalha a bondade e a alegria em seu nome.
Jesus rendia graças a Deus, auxiliando o próximo.
A Natureza diariamente glorifica a Divina Bondade, na luz do Sol, na suavidade do vento, no canto das aves e no perfume das flores.
Quem ajuda às plantas e aos animais revela respeito e carinho na Criação de Nosso Pai Celestial.
Devo ser bom para com todos, porque Deus tem sido infinitamente bom para comigo, em todas as ocasiões.
Quem trabalha com alegria mostra reconhecimento ao Céu.
Cooperando de boa-vontade com os outros, estaremos servindo a Deus.

Da obra: Pai Nosso.
Francisco Cândido Xavier,
Ditado pelo Espírito Meimei.

Rhapsody in White

Barry White & Love Unlimited Orchestra

Enquanto brilha o agora

Atendei, enquanto é hoje, aos enigmas que vos torturam a mente.
Enquanto a Lei vos faculta a bênção do agora, extirpai do campo de vossa vida os vermes da inimizade, os pântanos da preguiça, os espinheiros do ódio, a venenosa erva do egoísmo e o pedregulho da indiferença, cultivando, com a segurança possível, a lavoura da educação, as árvores do serviço, as flores da simpatia e os frutos da caridade.
Enquanto os talentos do mundo vos favorecem, fazei o melhor que puderdes, porque, provavelmente, amanhã... Quem sabe?
Amanhã, talvez, os problemas aparecerão mais aflitivos.
Os dias modificados...
As oportunidades perdidas...
As provas imprevistas...
Os ouvidos inertes...
Os olhos em plena sombra...
A língua muda...
As mãos mirradas...
Os pés sem movimento...
A cabeça incapaz...
A carência de tempo...
A visita da enfermidade...
A mensagem da morte...
Despertai as energias mais profundas, enquanto permaneceis nas linhas da experiência física, entesourando o conhecimento e o mérito através do estudo e da ação que vos nobilitem as horas, porque, possivelmente, amanhã, as questões surgirão mais complexas.
Não nos esqueçamos de que os princípios de correspondência funcionam exatos.
Sementeira do bem — colheita de felicidade.
Dever irrepreensivelmente cumprido — ascensão aberta.
Trabalho ativo — progresso seguro.
Cooperação espontânea — auxílio pronto.
Busquemos o melhor para que o melhor nos procure.
Tendes convosco o solo precioso fecundado pela chuva de bênçãos. Utilizemo-lo, assim, na preparação do grande futuro, recordando a advertência do nosso Divino Mestre: — “Avançai, valorosos, enquanto tendes luz.”
Emmanuel

(De “Vozes do Grande Além”, de Francisco Cândido Xavier – Diversos Espíritos)

domingo, 8 de abril de 2012

Mensagem aos homens de boa vontade


Do alto da Cruz vos contemplo homens de boa vontade, de todas as raças e crenças. Estas vos dividem; a minha palavra vos unifica.
Não falo somente aos Cristãos, porém a todos os meus filhos, que são os justos da Terra, qualquer que seja sua raça ou fé. Falo a todos, não considerando vossas diferenciações humanas. Minha palavra é universal como a luz do sol. A Divindade não se pode isolar numa igreja particular. Eu vos digo o que é verdadeiro e justo, e o que vos falo perdura a quem quer que seja dito. A mentira que me desfigura passa: eu permaneço. Não importa que a bondade seja explorada pelos maldosos; o Bem acaba triunfando. Eu amo a todos.
Vós, homens, buscais bandeiras limpas para transformá-las em mantos brilhantes. E quem pode impedir que, em vosso mundo de hipocrisias, os maus se escondam á sombra das coisas puras e que os falsos se acobertem sob os luzentes mantos de que se apossam? Então, as crenças e as religiões deixam de ser uma idéia , um princípio para se tornarem um aglomerado de interesses, uma organização de castas.
Assim, formastes hierarquias, seitas, ordens e grandezas que não tem correspondência no céu. Vossas classificações são absolutamente humanas, fictícias, de acordo com as aparências da Terra e não com os valores intrínsecos do espírito. Por isso, ficarão aí em vosso mundo e nunca se elevarão além da Terra.
Minha discriminação é diferente. Os escolhidos são aqueles que seguem meu caminho de dor e de renúncia, de humildade e de amor. Vinde a mim, vós que sofreis. Sois os grandes, os eleitos do Céu. Esta é a minha diferenciação. As que são feitas pelos homens não têm valor. Não importa o manto, mas o homem que a veste. Somente no caminho da dor e do amor encontrareis os que são grandes no meu Reino. Eis onde, na luta absurda entre tantas vozes e organismos contrários, achareis o bem, a justiça e a verdade.
Em toda parte, nos vossos agrupamentos, se encontram os bons e os maus; estes últimos, quase sempre, preocupados em tornar objeto de discussão uma verdade que não possuem. A verdade está no coração e nos atos e não nas formas e nas posições humanas.
Procurai o bem; procurai, onde quer que esteja o homem, nunca o estandarte. Fazei questão do homem, da nua e intrínseca realidade de seus valores íntimos, e não dos sinais que o marquem exteriormente. Estes se podem falsificar, não o homem. A bandeira pode reduzir-se a um índice de interesses coletivos; o homem, porém, segue sozinho pelo caminho de seu destino.
Justos e injustos se encontram sobre a Terra, uns ao lado dos outros, para provações recíprocas; achá-los-ei juntos, usando todos os mesmo nomes da verdade. Somente eu, que leio nos corações, os diferencio como também pode fazê-lo a voz da vossa consciência, em que penetro e falo.
Os meus filhos estão, por isso, em toda a parte, contudo, não os sabeis enxergar. Só eu os vejo. A dor e a morte, que matam os outros, os elevam. A minha maneira de diferenciar está acima de todas as categorias humanas.
O meu Reino não é da Terra. O seu Reino não tem corpo físico. Os seus grandes nada possuem no mundo, mas sofrem e amam.
Minha religião mais profunda não tem forma terrena, não possui nunhuma dessas exterioridades, próprias da matéria e da imperfeição humana, e que sempre foram a base de todos os abusos.
O meu altar é a dor, a minha oração é o amor, a minha religião é a união com Deus no pensamento e nos atos.
Acima de todas as formas que vos dividem, ó homens da Terra eu sou o princípio que vos une ao meu amor.

Pietro Ubaldi

sábado, 7 de abril de 2012

Os Exilados de Capela - Filme explicativo


"Os Exilados de Capela" (Livro) - Edgard Armond - É uma obra extraordinária que trata das questões dos espíritos; chegando a inquietante assertiva: A evolução espiritual de uma humanidade teve sua continuidade em nosso primitivo planeta Terra "Planeta de provas e expiações" caminhando para "Regeneração". Outra importante obra sobre o mesmo tema é "A Caminho da Luz" - Emmanuel / Francisco Cândido Xavier.
Texto: Equipe Momento Espírita

Conserva-te em harmonia


Vês esboroarem-se as antigas construções dominadoras, ao sopro do vendaval que varre a Terra.
Acompanhas a decadência dos valores éticos de alta magnitude, sob o terremoto da alucinação que es estabelece.
Assistes a volúpia do prazer descabido, em nome dos novos rumos que a sociedade se impõe.
Observas a delinqüência em crescendo, sem aparente próxima solução em pauta.
São tantos os abusos e tais aberrações, que te percebes estranho no contexto social hodierno, sentindo-te deslocado no lar, no trabalho, onde te apresentas.
Como efeito, a depressão te ameaça, o medo te assusta, os conflitos te perturbam.
Indagas, aturdido:- "Como será o futuro? Que conduta deverei assumir nestas graves circunstâncias?''
Tem calma! Harmoniza-te com o bem e aguarda.
Banhado pela fé, nada te deve perturbar.
Sustentado pela ação da caridade, que distribuas, não te desesperes.
A tua tarefa de crescimento para Deus, realizá-la-ás.
Joana de Cusa demonstrou sua fé, no momento do martírio, permanecendo tranqüila até o fim.
João Huss, igualmente na fogueira, compadecendo-se dos sicários que o escarneciam.
Joanna D’Arc, entre as labaredas, manteve-se harmonizada e perdoou seus algozes.
Giordano Bruno, também imolado pelo mesmo processo, ficou sereno.
Sempre houve períodos de loucura na Terra.
De quando em quando, a transição da humanidade faculta a eclosão das paixões dissolventes e alucinadas.
Estes são dias graves. Conduza-te com robustez, apoiado no Evangelho de Jesus, seguindo confiante.
Não te aturda a balbúrdia dos enfermos-sorridentes, dos embriagados-jubilosos, dos intoxicados-zombeteiros.
Foste conduzido a esta situação, a fim de contribuíres para a melhoria das criaturas.
O médico é útil quando surge a enfermidade, ou antes, gerando condições que possam evitar o mal. Quando já instalada a doença, a terapia corresponderá ao seu grau de gravidade.
O mestre faz-se valioso diante da ignorância do aprendiz.
O cristão é fortaleza de segurança e apoio em favor dos que necessitam de ajuda.
Jesus sempre esteve a braços com homens e situações, de certo modo, semelhantes a estes que enfrentas.
Foi nesse clima que Ele demonstrou a Sua grandeza, permanecendo em harmonia com os objetivos a que se entregou, sem perturbar-se, nem tergiversar em momento algum.
Assim, conserva-te em harmonia.

(Divaldo Pereira Franco / Joanna de Ângelis)

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Mais amor


Ama sempre para que possas compreender sempre mais.
Muitas vezes, no mundo, ensandecemos o cérebro e envenenamos o coração, indagando sem proveito quanto aos problemas que afligem os grandes e os pequenos, os felizes e os infelizes.
Entretanto, bastaria um raio de amor no imo d'alma para entendermos a profunda união em que nos imanizamos uns aos outros.
Ajuda antes de qualquer indagação.
Não peças diretrizes à Vida Superior, antes de haver praticado a fraternidade no círculo de criaturas em que te encontras.
A Terra é a nossa escola multimilenária, onde o amor é o Sol para as mínimas lições.
Descerra o espírito à claridade dessa luz e perceberás a dor que, muitas vezes, se agita sob vestes douradas e observarás o brilho da vida que, em muitas ocasiões, se destaca sob andrajos e sombras.
Oferece-lhe a mente e aprenderás que alegria e sofrimento, escassez e abastança, segurança e instabilidade na Terra não passam de oportunidades preciosas para a nossa elevação espiritual.
Não te esqueças de que somente aquele que se faz irmão do próximo pode soerguê-lo a mais altos destinos.
O nosso verbo pronunciará eloqüentes discursos.
A nossa pena escreverá páginas comovedoras.
A nossa influência social assegurar-nos-á subido destaque na vida pública.
As nossas facilidades econômicas garantir-nos-ão transitório respeito entre as criaturas.
Todavia, que será de nós sem o tesouro da compreensão que apenas o amor nos pode conferir?
Mais amor em nossas atividades de cada dia é solução gradativa a todos os enigmas que nos cercam.
Só a luz é capaz de extinguir a sombra.
Só a sabedoria aniquila a ignorância.
Só o amor redime, vitoriosamente, a miséria.
Não nos abeiremos da revelação, simplesmente indagando, pedindo, reclamando.
Aprendemos a trabalhar e servir.
Amemo-nos uns aos outros e uma luz nova brotará no terreno vivo de nossa alma, constrangendo-nos a sentir que só o trabalho no serviço ao próximo é capaz de conduzir-nos à comunhão com a verdadeira felicidade, que decorre de nosso ajustamento às Leis Celestiais.
Livro "Assim Vencerás"
Psicografia de Francisco Cândido Xavier / Emmanuel

Destino

Deus conhece o teu destino e comanda a tua vida.
O que te ocorre, mereces, a fim de conquistares novas marcas na escala da evolução.
Deus é Pai Misericordioso e vela por ti.
Jamais te consideres desprezado, resvalando pela rebeldia e blasfêmia.
O homem deve treinar coragem e resignação, sem cujos valores permanece criança espiritual.
Deus não tem preferências e nos ama a todos.
Deixa-te conduzir pelas ocorrências que não podes mudar, e altera com amor aquelas que te irão beneficiar.
Desesperar-te? Nunca!
Joanna de Ângelis, médium Divaldo P. Franco

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Eles disseram...


*'Um pouco de luta é uma necessidade. Tornamo-nos mais ricos com as tempestades, relâmpagos, trovões, tristezas, assim como alegria e a felicidade.”
(Osho)

"Opte por aquilo que faz o seu coração vibrar....
Apesar de todas as conseqüências."
(Osho)

"Deus sempre nos dá conforto em meio à tristeza, paz em meio à tempestade, estabilidade em meio às mudanças, perdão em meio ao pecado e amor em meio ao ódio".
(Pensamento Chinês)

*A cada nova existência, o homem tem mais inteligência e pode melhor distinguir o bem e o mal.
(Allan Kardec)

*A esperança e a caridade são uma conseqüência da fé.
(Allan Kardec)

*A lei natural traça ao homem o limite de suas necessidades, e quando ela a ultrapassa, é punido pelo sofrimento.
(Allan Kardec)

*A verdadeira pureza não está apenas nos atos, mas também no pensamento, pois aquele que tem o coração puro nem sequer pensa no mal.
(Allan Kardec)

*Aqueles que passam sua vida na abundância e na felicidade humana, são espíritos frouxos que permanecem estacionários.
(Allan Kardec)

*Fora da Caridade não há Salvação.
(Allan Kardec)

*O sinal mais característico da imperfeição do homem, é o seu interesse pessoal.
(Allan Kardec)

*Os homens semeiam na terra o que colherão na vida espiritual: os frutos da sua coragem ou da sua fraqueza.
(Allan Kardec)

*Todas as coisas me são lícitas; mas nem todas me convém.
(Paulo de Tarso)

*A arte de ouvir é, também, a ciência de ajudar.
(Joanna de Ângelis)

*A caridade é o processo de somar alegrias, diminuir males, multiplicar esperanças e dividir a felicidade para que a Terra se realize na condição do esperado Reino de Deus.
(Emmanuel)

*Acalma a mente e harmoniza o mundo interior.
(Joanna de Ângelis)

*Não sobrecarregues os teus dias com preocupações desnecessárias, a fim de que não percas a oportunidade de viver com alegria.
(André Luiz)

*Nunca se esqueça de que todas as vantagens ou benefícios que desfrutemos da vida são empréstimos de Deus.
(André Luiz)

*Por que pensar no amanha, se ele acaba
depois de amanha.
(André Luiz)

Someone who believes in you

Air Supply

terça-feira, 3 de abril de 2012

Mágoa

Síndrome alarmante, de desequilibro, a presença da mágoa faculta a fixação de graves enfermidades físicas e psíquicas no organismo de quem a agasalha.
A mágoa pode ser comparada à ferrugem perniciosa que destrói o metal em que se origina.
Normalmente se instala nos redutos do amor-próprio ferido e paulatinamente se desdobra em seguro processo enfermiço, que termina por vitimar o hospedeiro.
De fácil combate, no início, pode ser expulsa mediante a oração singela e nobre, possuindo, todavia, o recurso de, em habitando os tecidos delicados do sentimento, desdobrar-se em modalidades várias, para sorrateiramente apossar-se de todos os departamentos da emotividade, engedrando cânceres morais irreversíveis. Ao seu lado, instala-se, quase sempre, a aversão, que estimulam o ódio, etapa grave do processo destrutivo.
A mágoa, não obstante desgovernar aquele que a vitaliza, emite verdadeiros dardos morbíficos que atingem outras vítimas incautas, aquelas que se fizeram as causadoras conscientes ou não do seu nascimento.
Borra sórdia, entorpece os canais por onde transita a esperança, impedindo-lhe o ministério consolador.
Hábil, disfarça-se, utilizando-se de argumentos bem urdidos para negar-se ao perdão ou fugir ao dever do esquecimento. Muitas distonias orgânicas são o resultado do veneno da mágoa, que, gerando altas cargas tóxicas sobre a maquinaria mental, produz desequilíbrio no mecanismo psíquico com lamentáveis consequências nos aparelhos circulatório, digestivo, nervoso...
O homem é, sem dúvida, o que vitaliza pelo pensamento. Sua idéias, suas aspirações constituem o campo vibratório no qual transita e em cujas fontes se nutre.
Estiolando os ideais e espalhando infundadas suspeitas, a mágoa consegue isolar o ressentido, impossibilitando a cooperação dos socorros externos, procedentes de outras pessoas.
Caça implacavelmente esses agentes inferiores, que conspiram contra a tua paz. O teu ofensor merece tua compaixão, nunca o teu revide.
Aquele que te persegue sofre desequilibros que ignoras e não é justo que te afundes, com ele, no fosso da sua animosidade.
Seja qual for a dificuldade que te impulsione à mágoa, reage, mediante a renovação de propósitos, não valorizando ofensas nem considerando ofensores.
Através do cultivo de pensamentos salutares, pairarás acima das viciações mentais que agasalham esses miasmas mortíferos que, infelizmente, se alastram pela Terra de hoje, pestilenciais, danosos, aniquiladores.
Incontáveis problemas que culminam em tragédias quotidianas são decorrência da mágoa, que virulenta se firmou, gerando o nefando comércio do sofrimento desnecessário.
Se já registras a modulação da fé raciocinada nos programas da renovação interior, apura aspirações e não te aflijas. Instado às paisagens inferiores, ascende na direção do bem. Malsinado pela incompreensão, desculpa. Ferido nos melhores brios, perdoa.
Se meditares na transitoriedade do mal e na perenidade do bem, não terás outra opção, além daquela: amar e amar sempre, impedindo que a mágoa estabeleça nas fronteiras da tua vida as balizas da sua província infeliz.
"Quando estiveres orando, se tiverdes alguma coisa contra alguém, perdoai-lhe, para que vosso Pai que está nos Céus, vos perdoe as vossas ofensas". - Marcos: 11-25.
"Não sou feliz! A felicidade não foi feita para mim! exclama geralmente o homem em todas as posições sociais. Isto, meus caros filhos, prova melhor do que todos os raciocínios possíveis, a verdade desta máxima do Eclesiastes: "A felicidade não é deste mundo". - ESE Cap.V - Item 20.
Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo P. Franco - Florações Evangélicas

As três escolhas...

O discípulo apresentou-se ao orientador cristão e indagou:
— Instrutor, em sua opinião, qual é a lei que englobaria em si todas as Leis de Deus?
O interpelado respondeu:
— A Lei do Bem.
— Entretanto — acrescentou o aprendiz — quem diz “lei” refere-se a clima de ação que todos devemos observar.
— Isto mesmo.
— Nesse caso, onde ficaria o livre-arbítrio?
O orientador meditou alguns momentos e considerou:
— o livre-arbítrio é concedido a todas as criaturas conscientes, porquanto, “a cada espírito será dato o que lhe cabe receber, conforme as próprias obras”. O Criador, porém, não é autor de violência. Por isso, até mesmo ante a Lei do Bem, a pessoa humana dispõe de três opções distintas. Poderemos segui-la, parar na senda evolutiva, de modo a não segui-la, ou afastarmo-nos dela pelos despenhadeiros do mal.
— Instrutor amigo, esclareça, por obséquio, a que resultados nos levam as três escolhas referidas?
O mentor aclarou, com serenidade:
— Os que observam a Lei do Bem se encaminham para as Esferas Superiores; os que preferem descansar em caminho, por vezes se demoram muito tempo na inércia, retomando a marcha com muitas dificuldades para a readaptação às tarefas da jornada; e os que se distanciam voluntariamente, nos resvaladouros do desequilíbrio, muitas vezes, gastam séculos, presos nos princípios de causa e efeito, até que, um dia, deliberem aceitar a própria renovação... Compreendeu?
O aprendiz fez leve movimento afirmativo e começou a pensar.

(De “O Essencial”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Anjos Guardiães


Os anjos guardiães são embaixadores de Deus, mantendo acesa a chama da fé nos corações e auxiliando os enfraquecidos na luta terrestre.
Quais estrelas formosas, iluminam as noites das almas e atendem-lhes as necessidades com unção e devotamento inigualáveis.
Perseveram ao lado dos seus tutelados em toda circunstância, jamais se impacientando ou os abandonando, mesmo quando eles, em desequilíbrio, vociferam e atiram-se aos despenhadeiros da alucinação.
Vigilantes, utilizam-se de cada ensejo para instruir e educar, orientando com segurança na marcha de ascensão.
Envolvem os pupilos em ternura incomum, mas não anuem com seus erros, admoestando com severidade quando necessário, a fim de lhes criarem hábitos saudáveis e conduta moral correta.
São sábios e evoluídos, encontrando-se em perfeita sintonia com o pensamento divino, que buscam transmitir, de modo que as criaturas se integrem psiquicamente na harmonia geral que vige no Cosmo.
Trabalham infatigavelmente pelo Bem, no qual confiam com absoluta fidelidade, infundindo coragem àqueles que protegem, mantendo a assistência em qualquer circunstância, na glória ou no fracasso, nos momentos de elevação moral e naqueloutros de perturbação e vulgaridade.
Nunca censuram, porque a sua é a missão de edificar as almas no amor, preservando o livre-arbítrio de cada uma, levantando-as após a queda, e permanecendo leais até que alcancem a meta da sua evolução.
Os anjos guardiães são lições vivas de amor, que nunca se cansam, porquanto aplicam milênios do tempo terrestre auxiliando aqueles que lhes são confiados, sem se imporem nem lhes entorpecerem a liberdade de escolha.
Constituem a casta dos Espíritos Nobres que cooperam para o progresso da humanidade e da Terra, trabalhando com afinco para alcançar as metas que anelam.
Cada criatura, no mundo, encontra-se vinculada a um anjo guardião, em quem pode e deve buscar inspiração, auscultando-o e deixando-se por ele conduzir em nome da Consciência Cósmica.
Tem cuidado para que te não afastes psiquicamente do teu anjo guardião.
Ele jamais se aparta do seu protegido, mas este, por presunção ou ignorância, rompe os laços de ligação emocional e mental, debandando da rota libertadora.
Quando erres e experimentes a solidão, refaze o passo e busca-o pelo pensamento em oração, partindo de imediato para a ação edificante.
Quando alcances as cumeadas do êxito, recorda-o, feliz com o teu sucesso, no entanto preservando-te do orgulho, dos perigos das facilidades terrestres.
Na enfermidade, procura ouvi-lo interiormente sugerindo-te bom ânimo e equilíbrio.
Na saúde, mantém o intercâmbio, canalizando tuas forças para as atividades enobrecedoras.
Muitas vezes sentirás a tentação de desvairar, mudando de rumo. Mantém-te atento e supera a maléfica inspiração.
O teu anjo guardião não poderá impedir que os Espíritos perturbadores se acerquem de ti, especialmente se atraídos pelos teus pensamentos e atos, em razão do teu passado, ou invejando as tuas realizações... Todavia te induzirão ao amor, a fim de que te eleves e os ajudes, afastando-os do mal em que se comprazem.
O teu anjo guardião é o teu mestre e amigo mais próximo.
Imana-te a ele.
Entre eles, os anjos guardiães e Deus, encontra-se Jesus, o Guia perfeito da humanidade.
Medita nas Suas lições e busca seguir-Lhe as diretrizes, a fim de que o teu anjo guardião te conduza ao aprisco que Jesus levará ao Pai Amoroso.

Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Momentos Enriquecedores.
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.

domingo, 1 de abril de 2012

Os valores reais

“Eu não aceito glórias que vêm dos homens.”
Jesus (Jô, 5:41)


Sem qualquer sombra de dúvida, a criatura humana só experimenta decepções e amarguras, no campo das relações sociais, pelo desprezo dado aos ensinos do Mestre Jesus.
É por demais comum ao homem terreno construir sua felicidade sobre os alicerces das considerações do mundo. Costuma estar feliz quando usufrui prestígio público, quando goza de renome nas áreas que atua, quando conta com os aplausos dos amigos, quando, enfim, conduz o ego inflado de tantas glórias de características bastante precárias, em se considerando os diversos acidentes do percurso humano.
Ninguém será capaz de menosprezar a importância de alguém ser benquisto. A alegria de contar com a consideração dos afetos, dos familiares e dos amigos ou os júbilos relativos à vitória de nobres conquistas realizadas nos vários campos da vida, seja nos estudos acadêmicos ou na profissão, seja nas áreas da sensibilidade artística ou na destreza esportiva, e outras mais que suscitam o reconhecimento popular, tudo isso parte da marcha bem-aventurada dos espíritos reencarnados.
Entretanto, queremos enfocar os episódios em que as considerações exteriores ganham tamanha importância que muitas pessoas se descompensariam, caso tivessem que viver sem elas.
Para grande número de alma, mais vale o reconhecimento ou a bajulação externa do que a verdade, propriamente. Daí, incontáveis levas de indivíduos adotar a mentira como padrão de comportamento na vida a fim de que não se privem das gloríolas mundanas, ainda que seja por um dia.
Nesse caminho, compram-se títulos acadêmicos, diplomações sociais, posições políticas, currículos artísticos, emblemas profissionais quando se deseja evidenciar ou destacar o que não é legítimo, o que não é verdadeiro, o que não é de fato.
Quantos perdem o bom humor quando não são convidados para alguma festividade, pretextando desconsideração por seu nome?
Quanto os que se põem irritados por não ver seus nomes nas colunas sociais dos periódicos onde julgavam devessem aparecer?
Quantos são os que se mostram azedos quando não são convidados para composição de mesas, de bancas, de comissões, de lideranças, e outras coisas mais que têm tudo a ver com as vaidades do mundo, e nada a ver com a verdade que deve ser buscada na vida?
Jesus ensina que aquele que quiser destacar-se, no reino dos céus, seja o servidor de todos, na Terra – Mt, 23:11. É todo um esforço de valorização da humildade dignificada pelo trabalho.
O exemplo do Senhor de Nazaré é marcante. Ele foi chamado de rei, de príncipe dos demônios, de senhor dos espíritos, de blasfemo. Os encômios não Lhe encheram os olhos nem Lhe subiram à cabeça; as agressões, por sua vez, não O deprimiram nem O desestimularam ante os compromissos que trazia para atender, porque reconhecia a compreensível relatividade e precariedade do emocionalismo das massas.
Até os dias presentes, a porcentagem da humanidade que já ouviu falar sobre Ele continuar a dar-Lhe títulos, rotulações, nomeações que não O perturbam, seja qual for seu caráter ou intenção. Uns chamam-No deus; outros dizem-No profeta; outros mais O chamam de impostor. Alguns O querem nivelar aos homens comuns enquanto vários O desejam divinizar...
Enquanto as opiniões divergem em relação a Ele e Seu ministério, Ele prossegue intocável em Sua pulcritude, em Sua fulgurância, deixando tocar tão-só pela sincera honestidade dos corações humanos que O amam, que O servem, que O seguem em qualquer ponto do planeta.
Jesus Cristo é o Senhor que nos ensina a tomar os últimos lugares nos festins a fim de que possamos treinar desapegos a posições sociais. Mas, é aquele Amigo que recomendou que caminhássemos a segunda milha com que nos obrigasse a caminhar uma – Mt, 5:41,orientando-nos a fazer sempre um pouco mais do que o simples dever, com boa vontade, de modo que, com Ele, não nos ensoberbêssemos com as glórias fátuas, passageiras, que vêm dos homens.

(De “Quem é o Cristo?”, de J. Raul Teixeira, pelo Espírito Francisco de Paula Vítor)
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