quarta-feira, 6 de junho de 2012

Com fé e ação

Fazendo um balanço dos teus atos, numa tentativa de encontrar as causas do sofrimento, na presente existência e não encontrando razões que as justifiquem, considera a possibilidade das vidas anteriores, nas quais se encontram as gêneses dos teus problemas atuais.
Grande parte das dores que afligem o homem procede da vida presente, como efeito próximo, imediato, dos seus próprios erros.
Outras aflições, porém, aparentemente injustificáveis, na sua explosão rude quão severa, resultam de existências passadas, nas quais foram malogrados ou esquecidos os objetivos nobres da vida.
O trânsito carnal é oportunidade preciosa, que não pode ser desconsiderada, sem graves consequências.
Todos avançamos, no processo da evolução, mediante a aplicação dos recursos de que dispomos.
Ninguém marcha a esmo, sem objetivo.
A tarefa hoje não realizada será retomada à frente; o ministério agora interrompido ressurgirá adiante.
* * *
Não te entregues à revolta sistemática, quando visitado pela dor de qualquer natureza.
Procura, nesta vida, as matrizes do sofrimento, a fim de saná-las, e, se não as encontrares, transfere para a paciência e a resignação o mister de anulá-las, pois que vicejam desde reencarnações transatas.
O que ora sucede teve início antes.
A árvore que ora vês gigantesca, dormia na semente minúscula.
O incêndio voraz que agora domina já vibrava na chama insignificante.
Recorre à calma, quando as tenazes do sofrimento te comprimirem o corpo, o sentimento, a alma...
Evita o conceito derrotista: "Não tenho forças."
Libera-te da posição pessimista: "Nunca sairei desta."
A luta é, também, motivo de progresso, e a dor é o meirinho encarregado de selecionar, ante a cobrança da Vida, os que podem ser promovidos, sem vínculos com a retaguarda.
* * *
Se descobres os fatores atuais dos teus sofrimentos, não te permitas a lamentação inútil nem o arrependimento inconsequente, aquele que auto-aflige e só desequilibra.
Consciente dos erros, reabilita-te, recompõe-te.
Nunca te perguntarão como triunfaste, mas todos te abraçarão quando triunfante.
Se não identificas as causas anteriores das provações que ora experimentas, entrega-te a Deus e expunge todos os torpes deslizes em que tombaste, erigindo em pranto e prece o altar da tua própria vitória.
O Pai confia em ti, de tal forma, que te permite a marcha evolutiva.
Cumpre-te, Nele confiar, avançando e crescendo, até ao momento da tua libertação com fé e ação dignificadora.

(De “Oferenda”, de Divaldo P. Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis)

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