sexta-feira, 27 de julho de 2012

Ergamo-nos

Levantar-me-ei e irei ter com meu pai... - (Lucas, 15:18.)

Quando o filho pródigo deliberou tornar aos braços paternos, resolveu
intimamente levantar-se.
Sair da cova escura da ociosidade para o campo da ação
regeneradora.
Erguer-se do chão frio da inércia para o calor do movimento reconstrutivo.
Elevar-se do vale da indecisão para a montanha do serviço edificante.
Fugir à treva e penetrar a luz.
Ausentar-se da posição negativa e absorver-se na reestruturação dos
próprios ideais.
Levantou-se e partiu no rumo do Lar Paterno.
Quantos de nós, porém, filhos pródigos da Vida, depois de
estragarmos as mais valiosas oportunidades, clamamos pela
assistência do Senhor, de acordo com os nossos desejos menos
dignos, para que sejamos satisfeitos? Quantos de nós descemos,
voluntariamente, ao abismo, e, lá dentro, atolados na sombria
corrente de nossas paixões, exigimos que o Todo-Misericordioso se
faça presente, ao nosso lado, através de seus divinos mensageiros, a
fim de que os nossos caprichos sejam atendidos?
Se é verdade, no entanto, que nos achamos empenhados em nosso
soerguimento, coloquemo-nos de pé e retiremo-nos da retaguarda
que desejamos abandonar.
Aperfeiçoamento pede esforço.
Panorama dos cimos pede ascensão.
Se aspiramos ao clima da Vida Superior, adiantemo-nos para a
frente, caminhando com os padrões de Jesus.
―Levantar-me-ei, disse o moço da parábola.
―Levantemo-nos, repitamos nós.

Livro: Fonte Viva
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier Xavier

Paz e Luz

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