domingo, 31 de março de 2013

Perseverar

“... aquele que perseverar até o fim será salvo.” – Jesus
(Mateus, 10:22)


Todas as vitórias da criatura são frutos substanciosos da perseverança.
Perseverando na edificação do progresso, mentes e corações, sem cessar, renovam os itinerários da própria vida.
O estudante incipiente chega a ser o erudito professor.
O curioso bisonho transforma-se no artífice genial.
A alma inexperiente atinge a angelitude.
Dir-se-ia construir o triunfo evolutivo um hino perene à constância do aprendizado.
Sem firmeza e tenacidade, a teoria do projeto jamais deixará o sonho do vir-a-ser...
Por esse motivo, compete-nos recordar a necessidade imperiosa da perseverança desde os mínimos cometimentos até às realizações mais expressivas do bem para atingirmos o êxito duradouro.
Sem a chama da perseverança, a educação não pode patrocinar a iluminação das consciências; a edificação assistencial não surge na face planetária qual farol benfazejo asilando os náufragos da viagem terrena, e “o homem de ontem” não alcança a claridade do “homem de hoje” para maiores conquistas do “homem de amanhã”.
Se almejas superar a ti mesmo, recorda a firme inflexão da voz do Cristo Excelso: — “aquele que perseverar até ao fim será salvo”.
Asila-te na fortaleza da fé viva, lembrando que os transes que te visitam, por mais profundos e desconcertantes, têm limites justos e naturais, e que nos cabe o dever de servir, confiar e esperar, para nossa própria felicidade, aqui e agora, hoje, amanhã e sempre.

Emmanuel
(De “Ideal Espírita”, de Francisco Cândido Xavier – Autores diversos)

sábado, 30 de março de 2013

Pela boca

Aquilo que sai da boca – diz o Evangelho – precisa merecer-nos tratamento especial.
Os alimentos com que o homem muitas vezes ameaça a própria saúde prejudicam apenas a ele mesmo.
Já a frase contundente ou o grito de cólera podem alcançar uma assembléia de corações, determinando enfermidade e desequilíbrio.
É pela boca que arrojamos da alma desprevenida os tóxicos da maledicência e, por nosso desespero, os espinhos da discórdia.
É pela boca que sai de nosso sentimento mal conduzido a calúnia, envenenando a vida, e é por ela que se expressa o exame insensato das consciências alheias.
Mas pela boca também exteriorizamos a ternura, a compreensão e a fraternidade que nos imanta uns aos outros.
Vejamos o que fazemos da palavra para que a palavra não nos destrua.
A língua revela o conteúdo do coração.
Modulemos nossa voz na serenidade e elevemos nossa frase sobre o pedestal do amor.

Emmanuel / Médium Chico Xavier
Livro: Indulgência (extrato) - Ed. IDE

sexta-feira, 29 de março de 2013

A palavra

A palavra é sem dúvida um dos fatores determinantes do destino das criaturas.
Ponderada favorece o juízo;
Leviana descortina a imprudência;
Alegre espalha otimismo;
Triste semeia desânimo;
Generosa abre caminho à elevação;
Maledicente cava despenhadeiros;
Gentil provoca reconhecimento;
Atrevida traz perturbação;
Serena produz calma;
Fervorosa impõe confiança;
Descrente invoca a frieza;
Cruel fere implacável;
Sábia ensina;
Ignorante complica.
Por isso mesmo, exortava Jesus: “Não procures o argueiro nos olhos de teu irmão,
quando trazes uma trave nos teus”
.
A palavra é a bússola de nossa alma,
onde estivermos.
É a força que nos abre as portas do coração às fontes luminosas da vida ou às correntes da morte.

Emmanuel / Médium Chico Xavier
Livro: Endereços da Paz

quinta-feira, 28 de março de 2013

Pai

Estudo de “O Céu e o Inferno”, de Allan Kardec, 1ª. Parte, Cap. VI, item 4.

É natural que consideres teu problema qual espinho terrível.
É justo reconheças tua prova por agonia do coração.
Ergues súplice olhar, no silêncio da prece, e relacionas mecanicamente aqueles que te feriram.
É como se conversasses intimamente com Deus, apresentando-lhe vasto balanço de amarguras e queixas...
E o Supremo Senhor cuidará realmente de ti, alentando-te o passo... Entretanto, é preciso não esquecer que ele cuidará igualmente dos outros.
-x-
Lança mais profundo olhar naqueles que te ofenderam, conforme acreditas, e compara as tuas vantagens com as deles.
Quase sempre, embora se entremostrem adornados de ouro e renome, nas galerias da evidência e da autoridade, são almas credoras de compaixão e de auxílio... Traíram-te a confiança, contudo, tombaram nas malhas de pavorosos enganos; humilharam-te impunemente, mas adquiriram remorsos para imenso trecho da vida; dilaceraram-te os ideais, entretanto, caíram no descrédito de si próprios; abandonaram-te com inexprimível ingratidão, todavia, desceram à animalidade e à loucura...
Não é possível que a Luz do Universo apenas te ampare, desprezando-os a eles que se encontram à margem de sofrimento maior.
-x-
Unge-te, assim, de paciência e compreensão para ajudar na Obra Divina, ajudando a ti mesmo.
Em qualquer apreciação, ao redor de alguém, recorda que o teu Criador é também o Criador dos que estão sendo julgados.
É por isso que Jesus, em nos ensinando a orar, revelou Deus como sendo o amor de todo amor, afirmando, simples: “Pai Nosso, que estás nos céus...”.

De “Justiça Divina”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Felicidade e Dever

A procura da felicidade assemelha-se, no fundo, a uma caçada difícil:
Há quem a busque nos mitos do ouro, retendo as belas faculdades da alma na fossa da usura;
Há quem a dispute no prazer dos sentidos, acordando no catre da enfermidade;
Há quem a procure na exaltação do poder terrestre, resvalando para a dor e desilusão;
Há quem a procure na retenção do supérfluo, apodrecendo de tédio, em câmaras de preguiça.
Não há felicidade, porém, sem dever cumprido.
Observa o dever de que a vida te incumbe.
Vê-lo-ás sempre no quadro das circunstâncias.
Na fé que te pede serviço.
No serviço que te roga compreensão.
No ideal que te pede caráter.
No caráter que te roga firmeza.
No exemplo que te pede disciplina.
Na disciplina que te roga humildade.
No lar que te pede renúncia.
Na renúncia que te roga perseverança.
No caminho que te pede cooperação.
Na cooperação que te roga discernimento.

Emmanuel / Médium Chico Xavier
Livro: Religião dos Espíritos

O amigo sublime

É sempre o amigo sublime.
Educa sem ferir-nos.
Diverte, edificando-nos o caráter.
Revela-nos o passado e prepara-nos, diante do porvir.
Repete-nos o que Sócrates ensinou nas praças de Atenas.
Descobre-nos ao olhar maravilhado as civilizações que passaram.
O Egito resplandecente dos faraós, a Grécia dos filósofos
e artistas, a Jerusalém dos hebreus, desfilam ante a nossa imaginação, ao seu toque espiritual.
Conta-nos o que realizou Moisés, o grande legislador.
Lembra-nos a palavra de Platão e Aristóteles.
Junto dele, aprendemos quanto sofreram nossos antepassados, na conquista do bem-estar de que gozamos presentemente.
Descreve-nos a inutilidade das guerras nascidas do ódio que devastaram o mundo. Aconselha-nos quanto a sementeira de tranquilidade e alegria.
Ajuda-nos no entendimento de nós mesmos e na compreensão de nossos vizinhos.
Dá-nos coragem para o trabalho, e humildade no caminho da experiência.
Sem ele, perderíamos as mais belas notícias de nossos avós e a obra da vida não alcançaria a necessária significação; passaríamos na Terra, em pleno desconhecimento uns dos outros, e a lição preciosa dos homens mais velhos não chegaria aos ouvidos dos mais novos; a religião e a ciência provavelmente não surgiriam à luz da realidade; os mais elevados ideais do espírito humano morreriam sem eco; a indústria, o comércio e a navegação não possuiriam pontos de apoio.
É o traço de união, entre os que ensinam e aprendem, entre os milênios que já se foram e o dia que vivemos agora.
É, ainda, a esse amigo abençoado que devemos a coleção de notícias e ensinamentos de Jesus, que renovam a Terra para o Reino Divino.
Esse inesquecível benfeitor do mundo é o livro edificante. Por isto, não nos esqueçamos
de que todo livro consagrado ao bem é um companheiro iluminado de nossa vida,
merecendo a estima e o respeito universal.

(De “Alvorada Cristã”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Néio Lúcio).

domingo, 24 de março de 2013

Viver em Paz


Ante a onda avassaladora do materialismo, não se rebele; demonstre a sua convicção cristã, de modo a sensibilizar os que não têm fé.
Não censure a indiferença alheia; aqueça o próximo com o ardor da sua crença.
Considerando o desequilíbrio que assoma em toda parte, não se revolte; aja com serenidade, facultando que outros o acompanhem.
Vitimado pela insensatez dos atormentados, não reaja; conserve a calma e atue com acerto.
Desprezado pela astúcia dos que são prepotentes, não revide com azedume; dê ensejo aos outros para que o conheçam melhor.
Apoiado ao ideal e combatido, não magoe ninguém; quem sabe, melhor compreende.
Não recebendo apoio na exposição do seu pensamento, insista com bondade; a perseverança atesta a virtude do comportamento idealista.
Confrontado com hábeis negadores do bem, não assuma postura negativa; seja paciente e permaneça fiel aos seus propósitos.
Os atos dizem do valor da filosofia de cada um.
Preconize paz e viva em paz com você e todos.

Marco Prisco / Médium Divaldo Franco
Livro: Luz Viva (extrato) - Ed. Leal

Perante a Consciência

“A Consciência Divina irriga-me com paz. Os meus equívocos são elucidados, e acalmo-me, considerando as imensas possibilidades de equilíbrio que estão ao meu alcance. Diante de mim o presente, elaborando o futuro. O passado são as lições aprendidas e as vantagens do conhecimento servindo-me de suporte parta o crescimento interior. Confio e renovo-me, tranqulizando-me no Bem.”

Entre os flagelos íntimos que vergastam o ser humano, produzindo inomináveis aflições, a consciência de culpa ganha destaque.
Insidiosamente instala-se e, qual ácido destruidor, corrói as engrenagens da emoção, facultando a irrupção de conflitos que enlouquecem.
Decorrente da insegurança psicológica no julgamento das próprias ações, abre um abismo entre o que se faz e o que se não deveria haver feito, supliciando,
com crueza, aquele que lhe sofre a pertinaz perseguição.
Considerando a própria fragilidade, o indivíduo se permite comportamentos incorretos que lhe agradam às sensações, para, logo cessadas, entregar-se ao arrependimento autopunitivo, com o qual pretende corrigir a insensatez.
De imediato, assoma-lhe a consciência de culpa, que o perturba.
Perversamente, ela pune o infrator perante si mesmo, porém, não altera o rumo da ação desencadeada, nem corrige aquele a quem fere. Ao contrário, não obstante cobradora inclemente desenvolve mecanismos inconscientes
de novos anseios, repetidas práticas e sempre mais rigorosa punição...
Atavismo de comportamentos religiosos, morais e sociais hipócritas, que não hesitavam em fazer um tipo de recomendação com diferente ação, deve ser eliminada com rigor e imediatamente.
O que fizeste, não mais podes impedir ou evitar.
Disparado o dardo, ele segue o rumo.
Avaliza, desse modo, seus efeitos e repara-os, quando negativos.
Se a tua foi uma ação reprochável, corrige-a, logo possas, mediante novas atividades reparadoras.
Se resultou em conflito pessoal a tua atitude, que não corresponde ao que crês como és, treina equilíbrio e põe-te em vigília.
Fraco é todo aquele que assim se considera, não desenvolvendo o esforço para fortalecer-se.
Quando justificas o teu erro com autoflagelação reparadora, logo mais retornarás a ele.
Propõe-te encarar a existência conforme é e as circunstâncias se te apresentam.
Erradica da mente as idéias que consideras impróprias, prejudiciais, conflitivas.
Substitui-as vigorosamente por outras saudáveis, equilibradas, dignificantes.
Quando não dispões de um acervo de pensamentos superiores para a reflexão, vais colhido pelos de caráter venal, pueris, perniciosos, que se te fazem familiares, impulsionando-te à ação correspondente.
Toda realização se inicia na mente. Desenhada no plano mental vem materializar-se ao primeiro ensejo.
Pensa, portanto, com correção, liberando-te das ideais malsãs que te gerarão consciência de culpa.
Sempre que errares recomeça com o entusiasmo inicial. A dignidade, a harmonia, o equilíbrio entre consciência e conduta têm um preço: a perseverança no dever. Se, todavia, tiveres dificuldade em agir corretamente, em razão da atitude viciosa encontrar-se arraigada em ti, recorre à oração com sinceridade, e
a Consciência Divina te erguerá à paz.

(Obra: Momentos de Saúde - Divaldo P .Franco / Joanna de Ângelis)

Escuta e Age

Livra-te das amargas lembranças que te prendem aos escuros caminhos do passado.
Não te detenhas a examinar a própria aflição, imbuído de pessimismo e invalidade.
É inútil a água que repousa no lodo e ineficiente o trabalhador que não produz.
Vale-te do ensejo e tempo disponível para aprofundar considerações otimistas de renovação e atividade.
Não lamentes, afirmando: "Sou infeliz".
Não anules o apelo, dizendo: "Quem sou eu para ajudar".
Quem decreta a própria inutilidade se desconhece.
Estás no lugar certo, no momento exato e com os recursos exigíveis.
Movimenta o interesse paralisado e experimenta começar.
Recupera a alegria e deixa que a esperança ilumine o céu sombrio de tua alma.
Ninguém atingirá as Alturas Espirituais sem a movimentação do sacrifício, nem se justificará no fracasso apresentando a desculpa: "Eu não pude".

Joanna de Ângelis / Médium Divaldo Franco
Livro: Messe de Amor

quarta-feira, 20 de março de 2013

Insegurança

Há momentos em que se imiscuem, no sentimento do combatente,
emoções desconcertantes.
Ressaibo do atavismo ancestral, que remanesce em contínuas
investidas, logra vencer quantos lhe dão guarida, estimulados pela
autopiedade e pela presunção.
Porque se espalha a agressividade, tens a impressão de que
lhe serás a próxima vítima.
Diante das incertezas que decorrem da beligerância generalizada,
absorves o vapor deletério que se expressa em forma de
insegurança.
Tem cuidado com esse tipo de fobia em relação ao presente,
ao futuro e aos que te cercam.
*
Há os que se armam, pensando em reagir, quando agredidos.
Outros se condicionam para a agressão em primeiro passo,
como mecanismo de defesa.
Diversos revestem-se de falsa condição de superioridade, evitando
os contatos humanos que lhe parecem desagradar.
*
Desarma-te desses vãos atavios.
Ergue-te em pensamento a Deus e n’Ele confia.
Somente acontece o que é necessário para o progresso do
homem, exceto quando ele, irresponsavelmente, provoca situações
e acontecimentos prejudiciais, por imprevidência e precipitação.
Cultivando o otimismo e a paz avançarás no teu dia-a-dia,
vencendo o tempo e poupando-te aos estados de insegurança
íntima, porque estás sob o comando de Deus.

Divaldo Pereira Franco - Episódios Diários - Pelo Espírito Joanna de Ângelis

terça-feira, 19 de março de 2013

John Barrowman

Made it through the rain

O conforto que vem de Deus

No livro “O Sermão da montanha” o escritor espiritualista Huberto Rohden diz o seguinte; “Muitos sabem falar de Deus. Alguns até sabem falar com Deus. Mas quase ninguém sabe calar perante Deus para que Deus possa lhe falar”. Para que possamos tratar desse assunto, primeiramente, temos que compreender como age nosso pensamento no universo em que vivemos e de que forma ele se movimenta.
Na questão 27 de “O Livros dos Espíritos” obra codificada por Allan Kardec, lemos a seguinte resposta dos Espíritos superiores: “Há dois elementos gerais do universo, a matéria e o Espírito, e acima de tudo Deus, o criador, o Pai de todas as coisas. Deus, Espírito e matéria constituem o princípio de tudo o que existe, a trindade universal. Mas ao elemento material tem-se que juntar o fluido universal, que desempenha o papel intermediário entre o Espírito e a matéria”.
É através do fluido universal que os Espíritos se comunicam entre si, ou com os encarnados e vice-versa. Quando oramos, ou seja, quando estamos sintonizados com Deus, ocorre o mesmo, pois é através desse fluido que nos comunicamos com Ele.
A distância que nossa prece alcançará através desse fluido dependerá da intensidade de nossa fé e da sinceridade. Assim, quanto mais intensas forem nossa fé e nossa sinceridade, mais perto de Deus nossa prece chegará.
Diz Allan Kardec, no livro “O Evangelho Segundo o Espiritismo” (cap. XXVII, item 10): “O Espiritismo nos faz compreender a ação da prece, ao explicar a forma de transmissão do pensamento, seja quando o ser a quem oramos atende ao nosso apelo, seja quando o nosso pensamento eleva-se a ele. Para se compreender o que ocorre nesse caso, é necessário imaginar todos os seres, encarnados e desencarnados, mergulhados no fluido universal que preenche o espaço, assim como na terra estamos envolvidos pela atmosfera. Esse fluido é impulsionado pela vontade, pois é o veículo do pensamento, como o ar é o veículo do som, com a diferença de que as vibrações do ar são circunscritas, enquanto as do fluido universal se ampliam ao infinito. Quando, pois, o pensamento se dirige para algum ser, na terra ou no espaço, de encarnado para desencarnado, ou vice-versa, uma corrente fluídica se estabelece de um a outro, transmitindo o pensamento, como o ar transmite o som.
A energia da corrente guarda proporção com a do pensamento e da vontade. É assim que os Espíritos ouvem a prece que lhes é dirigida, qualquer que seja o lugar onde se encontrem, assim que os Espíritos se comunicam entre si, que nos transmitem suas inspirações, e que as relações se estabelecem à distância entre os próprios encarnados”.
Igualmente, através desse fluido, Deus nos conforta e nos dá energia para enfrentarmos bem as dores pelas quais passamos em nosso dia a dia. A grande maioria dessas dores são frutos de nossa imprevidência, são violações que cometemos contra as Leis Divinas sem nos darmos conta. Entretanto, quando transgredidas, essas leis reagem de maneira a nos chamar a atenção em forma de dor. Se não encontramos os motivos nesta vida é porque as infringimos numa outra, pois somos Espíritos que tivemos muitas encarnações no passado e a reparação dos erros cometidos em encarnações pretéritas é uma necessidade natural.
Temos diversas espécies de dores: emocionais, sentimentais, dificuldades de relacionamento, perda de bens materiais, de emprego, de entes queridos e por aí a fora, porém, somente quando essas dores atingem um grau insuportável nossos pensamentos se voltam para Deus, na busca de conforto. Nessa hora, tentamos orar, procuramos uma religião, ou algum lugar que nos alivie a dor, que vem para nos despertar e dizer que devemos evoluir e meditar o que fazer para nos livrarmos dela e alcançarmos o crescimento espiritual.
Se formos a um Centro Espírita, obteremos orientação, seremos encaminhados para uma assistência espiritual adequada e receberemos os fluídos necessários para o nosso restabelecimento. Em nota às questões 68, 69 e 70 de “O Livro dos Espíritos”, Kardec diz: “Quando a quantidade de fluido vital se esgota, pode tornar-se insuficiente para a conservação da vida, se não for renovada pela absorção e assimilação das substâncias que o contém”. É como se a bateria de um carro ficasse fraca e necessitasse ser recarregada.
Como recarregar esse fluido em nosso organismo?
Se a fraqueza não atingiu o corpo físico, podemos começar a recarregá-la através da prece dirigida a Deus, feita por nós mesmos ou por outras pessoas; de palavras de conforto dirigidas a nós; de palestras instrutivas (principalmente evangélicas); de passes e da modificação de pensamentos (exemplo: de pessimistas para otimistas). Isso tudo, porém, dependerá de como fazemos a prece, assimilamos as palavras que ouvimos e utilizamos os fluidos oferecidos a nós por intermédio do passe, ou seja, tudo dependerá de nós.
Se o corpo físico já foi atingido, além dos cuidados da prece, das palavras amigas e do passe, deveremos também receber os cuidados que a medicina nos oferece.
Em nota à questão de nº 70 de “O Livro dos Espíritos”, Kardec diz: “O fluido vital se transmite de um indivíduo a outro. Aquele que o tem em maior quantidade, pode dá-lo ao que o tem pouco e, em certos casos, restabelecer a vida prestes a se apagar”. Podemos deduzir que, em havendo alguma anomalia em nosso organismo, poderemos receber assistência através da fluidoterapia, geralmente chamada passe. Assim, podemos ser assistidos nas doenças de ordem física, ou de ordem espiritual, mas a eficácia dessa assistência dependerá da vontade de quem a recebe.
No salmo 46:10 encontramos a seguinte frase: “Aquieta-te, eu sou Deus”.
Na maioria dos momentos de aflição, entretanto, fazemos muito barulho, com queixas, murmúrios, revoltas, etc, quando deveríamos nos aquietar e ver o que Deus tem para nós. Nada acontece por acaso. Tudo tem sua razão de ser. É hora de reflexão, então, aquietemo-nos, sintonizemo-nos com Deus e tenhamos a certeza que Ele nos enviará o conforto necessário. Ele é nosso Pai e nos quer bem.

Elio Mollo

Caridade: Luz do amor

A caridade revela-se uma das conquistas mais nobres do homem.
Entenda-se, porém, sua alta significação, que supera o simples ato de oferecer alguma coisa e expressa socorro imediato e educação posterior.
Erradique-se a miséria em seu berço, indo às causas dos problemas para solucioná-los.
Impõe-se uma revolução de ordem moral que traga mudança social profunda em benefício da Humanidade, livrando-a da miséria e do egoísmo.
A caridade é a resposta moral do homem que crê porque conhece; que ajuda porque é consciente de sua responsabilidade.
É mil vezes superior à esmola, porque eleva quem a oferece e dignifica quem a recebe.
A caridade é nobre em todos os seus aspectos: material, moral e espiritual.
É sensível e envolve emocionalmente.
Sua ação é discreta e perseverante.
Quando chega, propicia a esperança, e quando parte, deixa a alegria.
Inspira confiança e infunde coragem.
É luz acesa pelo amor, rumo à evolução.

Josefina Arámburu / Médium Divaldo Franco
Livro: Rumo às Estrelas (extrato) - Ed. IDE

segunda-feira, 18 de março de 2013

Sonhos vivos

A semente no seleiro é sonho vivo; transportada, à lavoura, transforma-se em árvore que produz. Sem isso murcharia no silêncio.
O minério no solo é sonho vivo; conduzido à atividade é matéria prima. Sem isso, por tempo indeterminado, estaria na condição de mero calhau.
O plano de uma construção é sonho vivo; concretizado, porém, é obra prima, é obra de utilidade inapreciável. Sem isso seria mera figuração entregue à poeira.
A escola de pé é um sonho vivo; movimentada pelos obreiros da instrução é oficina de luz. Sem isso não passaria de promessa distante.
O livro na cabeça do escritor é sonho vivo; carregado ao campo das letras é usina de sugestões. Sem isso desapareceria por visão mental entrevista de longe.
A convicção espírita é também sonho vivo; mas trazida à realidade prática é tarefa para edificação do mundo melhor. Sem isso não passará de clarão escondido.
É por essa razão que todos podemos crer e aprender, discutir e apregoar, consolar e sermos consolados, entretanto, no terreno da verdadeira ascensão do espírito nada conseguiremos sem trabalhar.

Albino Teixeira
(De “Ideal Espírita”, de Francisco Cândido Xavier – Autores diversos)

A educação

É pela educação que as gerações se transformam e aperfeiçoam. Para uma sociedade nova são necessários homens novos. Por isso, a educação desde a infância é de importância capital.
Não basta ensinar à criança os elementos da Ciência. Aprender a governar-se, a conduzir-se como ser consciente e racional, é tão necessário como saber ler, escrever e contar: é entrar na vida armado não só para a luta material, mas, principalmente, para a luta moral. É nisso em que menos se tem cuidado. Presta-se mais atenção em desenvolver as faculdades e os lados brilhantes da criança, do que as suas virtudes. Na escola, como na família, há muita negligência em esclarecê-la sobre os seus deveres e sobre o seu destino. Portanto, desprovida de princípios elevados, ignorando o alvo da existência, ela, no dia em que entra na vida pública, entrega-se a todas as ciladas, a todos os arrebatamentos da paixão, num meio sensual e corrompido. Mesmo no ensino secundário, aplicam-se a atulhar o cérebro dos estudantes com um acervo indigesto de noções e fatos, de datas e nomes, tudo em detrimento da educação moral. A moral da escola, desprovida de sanção efetiva, sem ideal verdadeiro, é estéril e incapaz de reformar a sociedade.
Mais pueril ainda é o ensino dado pelos estabelecimentos religiosos, onde a criança é apossada pelo fanatismo e pela superstição, não adquirindo senão idéias falsas sobre a vida presente e a futura. Uma boa educação é raras vezes, obra de um mestre. Para despertar na criança as primeiras aspirações ao bem, para corrigir um caráter difícil, são preciso, às vezes, a perseverança, a firmeza, uma ternura de que somente o coração de um pai ou de uma mãe pode ser suscetível. Se os pais não conseguem corrigir os filhos, como é que poderia fazê-lo o mestre que tem um grande número de discípulos a dirigir?
Essa tarefa, entretanto, não é tão difícil quanto se pensa, pois não exige uma ciência profunda. Pequenos e grandes podem preenchê-la, desde que se compenetrem do alvo elevado e das conseqüências da educação. Sobretudo, é preciso nos lembrar de que esses Espíritos vêm coabitar conosco para que os ajudemos a vencer os seus defeitos e os preparemos para os deveres da vida. Com o matrimônio, aceitamos a missão de os dirigir; cumpramo-la, pois, com amor, mas com amor isento de fraqueza, porque a afeição demasiada está cheia de perigos. Estudemos, desde o berço, as tendências que a criança trouxe das suas existências anteriores, apliquemo-nos a desenvolver as boas, a aniquilar as más. Não lhe devemos dar muitas alegrias, pois é necessário habituá-la desde logo à desilusão, para que possa compreender que a vida terrestre é árdua e que não deve contar senão consigo mesma, com seu trabalho, único meio de obter a sua independência e dignidade. Não tentemos desviar dela a ação das leis eternas. Há obstáculos no caminho de cada um de nós; só o critério ensinará a removê-los.
Não confieis vossos filhos a outrem, desde que não sejais a isso absolutamente coagidos. A educação não deve ser mercenária. Que importa a uma ama que tal criança fale ou caminhe antes da outra? Ela não tem nem o interesse nem o amor maternal. Mas, que alegria para uma mãe ao ver o seu querubim dar os primeiros passos! Nenhuma fadiga, nenhum trabalho detem-na. Ama! Procedei da mesma forma para com a alma dos vossos filhos. Tende ainda mais solicitude para com essa do que pelo corpo. O corpo consumir-se-á em breve e será sepultado; no entanto, a alma imortal, resplandecendo pelos cuidados com que foi tratada, pelos méritos adquiridos, pelos progressos realizados, viverá através dos tempos para vos abençoar e amar.
A educação, baseada numa concepção exata da vida, transformaria a face do mundo. Suponhamos cada família iniciada nas crenças espiritualistas sancionadas pelos fatos e incutindo-as aos filhos, ao mesmo tempo em que a escola laica lhes ensinasse os princípios da Ciência e as maravilhas do Universo: uma rápida transformação social operar-se-ia então sob a força dessa dupla corrente.
Todas as chagas morais são provenientes da má educação. Reformá-la, colocá-la sobre novas bases traria à Humanidade conseqüências inestimáveis. Instruamos a juventude, esclareçamos sua inteligência, mas, antes de tudo, falemos ao seu coração, ensinemos-lhe a despojar-se das suas imperfeições. Lembremo-nos de que a sabedoria por excelência consiste em nos tornarmos melhores.

Leon Denis
Do livro “Depois da Morte”

sábado, 16 de março de 2013

Sonhos vivos

A semente no seleiro é sonho vivo; transportada, à lavoura, transforma-se em árvore que produz. Sem isso murcharia no silêncio.
O minério no solo é sonho vivo; conduzido à atividade é matéria prima. Sem isso, por tempo indeterminado, estaria na condição de mero calhau.
O plano de uma construção é sonho vivo; concretizado, porém, é obra prima, é obra de utilidade inapreciável. Sem isso seria mera figuração entregue à poeira.
A escola de pé é um sonho vivo; movimentada pelos obreiros da instrução é oficina de luz. Sem isso não passaria de promessa distante.
O livro na cabeça do escritor é sonho vivo; carregado ao campo das letras é usina de sugestões. Sem isso desapareceria por visão mental entrevista de longe.
A convicção espírita é também sonho vivo; mas trazida à realidade prática é tarefa para edificação do mundo melhor. Sem isso não passará de clarão escondido.
É por essa razão que todos podemos crer e aprender, discutir e apregoar, consolar e sermos consolados, entretanto, no terreno da verdadeira ascensão do espírito nada conseguiremos sem trabalhar.

Albino Teixeira
(De “Ideal Espírita”, de Francisco Cândido Xavier – Autores diversos)

terça-feira, 12 de março de 2013

O dia começa ao amanhecer


Compadece-te da criança que segue ao teu lado.
*
O dia começa ao amanhecer...
Pai, mãe, irmão ou amigo, ampara-lhe a vida com o teu próprio coração, se pretendes alcançar a Terra Melhor.
*
Lembra-te das vozes amigas que te induziram ao bem, das mãos que te guiaram para o trabalho e para o conhecimento.
*
Por que não amparar, ainda hoje, aqueles que serão, amanhã, os orientadores do mundo?
*
Em pleno santuário da natureza, quantas árvores generosas são asfixiadas no berço? Quanta colheita prematuramente morta pelos vermes da crueldade?
A vida é também um campo divino, onde a instância é a germinação da Humanidade.
*
Já meditaste nas esperanças aniquiladas ao alvorecer? Já refletiste nas flores estranguladas pelas pedras do sofrimento, ante o sublime esplendor da aurora?
Provavelmente dirás: “Como impedirei o sofrimento de milhares?”
Ninguém te pede, porém, para que te convertas num salvador apressado, carregado de ouro e poder.
Basta que abras o coração com a chave da bondade, em favor dos meninos de agora, para que os homens do futuro te bendigam.
*
Quando a escola estiver brilhando em todas as regiões e quando cada lar de uma cidade puder acolher uma criança perdida — ninho abençoado a descerrar-se, aconchegante, para a ave estrangeira — teremos realmente alcançado, com Jesus, o trabalho fundamental da construção do Reino de Deus.

Meimei
(De “Caridade”, de Francisco Cândido Xavier – Espíritos diversos)

No comportamento

Faça dos seus pensamentos uma Farmácia moral, que lhe permita formular remédios para males de qualquer natureza.
Pense sem falar, mas nunca fale sem pensar.
Seja mais sábio na ação do que na palavra.
Não se esqueça de que a humildade expressa a mais elevada qualidade de sabedoria.
As dores que o afligem nascem, na maioria das vezes, nos prazeres que você desfruta.
A mais eficiente corrigenda que se pode aplicar é a que decorre da moderação com que se repreende aquele que erra.
Fique à distância de qualquer distúrbio originado no verbo apaixonado ou na atitude lamentável, porquanto a aflição destrói e a ansiedade conduz à delinquência.
Produza algo superior, para que, em não fazendo nada, não aprenda a fazer o mal.
Conserve a simpatia para ser sempre jovem, mantendo palavra calma, gestos moderados e silêncios oportunos. Recorde que todos gostam de ser ouvidos.

Marco Prisco / Médium Divaldo Pereira Franco
Livro: Ementário Espírita


domingo, 10 de março de 2013

Fugas e Realidade


Graças ao processo da individualização do ser, superando as etapas primárias, na fase animal, o predomínio do ego desempenhou papel de primordial importância, trabalhando-o para vencer o meio hostil e os demais espécimes, usando a inteligência e o raciocínio como forças que o tornavam superior, deixando os remanescentes da falsa condição de dominador do meio ambiente e de tudo quanto o cerca.
Como conseqüência, passou a acreditar que também poderia dominar o corpo, estabelecendo suas metas sem lembrar-se da transitoriedade e da fragilidade da maquinaria orgânica.
Impossibilitado de governá-lo, quanto gostaria, já que o organismo tem as suas próprias leis, que independem da consciência, como a respiração, a circulação, a digestão, a assimilação e outras, esses fenômenos ferem-lhe o egotismo e levam-no, não raro, a estados depressivos perturbadores.
A mente, encarregada de proceder ao comando, experimenta então um choque com os equipamentos que direciona, em razão de ser metafísica, enquanto esses são de estrutura física, portanto, ponderáveis.
Ante a impossibilidade de exercer o seu predomínio total sobre o corpo, o ego estabelece mecanismos patológicos inconscientes de depressão, desejando extinguir aquilo que o impede de governar soberano. Trata-se de uma forma de autopunição, porquanto, dessa maneira, se realiza interiormente. Como, porém, a mente não depende do corpo, quando esse sobrevive à patologia autodestrutiva, o ego esmaece e abrem-se perspectivas de ampliação dos sentimentos, como altruísmo, fraternidade, interesse pelos demais.
O egoísmo é invejoso, porque aspirando tudo para si, lamenta o prejuízo de não conseguir quanto gostaria de deter, e por isso, inveja o corpo que não se lhe submete, preferindo matá-lo, na insânia em que se debate.
Lutar pela sobrevivência é tarefa específica da mente, entre outras, com objetivo essencial de tudo empenhar por consegui-lo. Por isso, logra superar as injunções egotistas e ampliar o sentido e o significado da vida.
O ser humano está fadado à glória solar, acima das vicissitudes, às quais se encontra submetido momentaneamente, como resultado do seu processo evolutivo, que o domina em couraças, de que se libertará, a pouco e pouco, utilizando-se dos recursos bioenergéticos e outros que as modernas ciências da alma lhe colocam ao alcance, ajudando-o no crescimento interior e na conquista do super-ego.

Amor imbatível amor / Divaldo Pereira. Franco / Espírito Joanna de Angellis

Segurança

É comum ouvir-se que devemos responder na mesma dimensão em que formos ofendidos.
Compreende-se que a justiça, na ação dos homens, seja operada pelas suas próprias mãos.
Porém, conhecendo-se a ação das leis de amor, entende-se porque a justiça não precisa das mãos humanas para a sua aplicação.
Se é necessário o escândalo, compreende-se que o escandaloso sofra as consequências das suas atitudes.
Se queres ter segurança na tua vida, no equilíbrio das tuas emoções, compartilha com Jesus, no conserto de ti mesmo.
Se alguém te condena, perdoa sempre, porque se não ofereceres o perdão, entrarás na faixa do ofensor e ficarás alterado como ele.
Se procuras a tranquilidade de consciência,
não ofendas,
não te irrites,
não te encolerizes,
não ataques,
não cries imagens contrárias ao amor.
Sê prestativo em qualquer lugar. Tem sempre nos lábios o sorriso ante o companheiro, desfazendo contrariedades e ampliando o trabalho no bem comum.
Reage dentro de ti mesmo, ao ouvir qualquer coisa relacionada a assuntos desagradáveis, desfazendo o negativo, para a paz do próprio coração, invertendo-os para entendimentos positivos.
Se desejas segurança, lembra-te da utilidade, onde quer que estejas, de uma atitude nobre nos pensamentos bons, na fala que estimula o bem!
A tua segurança está em Deus, bem o sabes; no entanto, apoia-se nos teus poderes. Se queres, Deus já quis a tua paz. Estamos em uma escola do Senhor. Não penses que só os encarnados estão crescendo em conjunto, nos trabalhos que operam na Terra; nós, os desencarnados, estamos de mãos dadas com os encarnados, em esforço conjunto, nas modificação necessárias
de melhorar,
de crescer,
de estudar,
de compreender,
de trabalhar,
de amar,
de perdoar,
de servir
em todos os sentidos.
Desta maneira, a vida toma expressão divina, no divino que mora em nós.
Todos procuramos segurança; resta saber se a procura é realmente cristã.
Procurar é esforçar-se;
esforçar-se é entender;
entender é agir;
agir é amar!
Toda segurança requer sabedoria, e toda sabedoria pede amor.
Quando, meu irmão, nós desconhecermos o ódio, o amor começará a nos fornecer ambiente do céu no coração.
Se queres saber, a cólera é clima inferior capaz de estragar vidas. Ao contrário, o amor alimenta a existência, ganhando-se a paz de consciência.

João Nunes Maia, pelo Espírito Lancellin

sexta-feira, 8 de março de 2013

Dias difíceis

Há dias que parecem não ter sido feitos para ti.
Amontoam-se tantas dificuldades, inúmeras frustrações e incontáveis aborrecimentos, que chegas a pensar que conduzes o globo do mundo sobre os ombros dilacerados.
Desde cedo, ao te ergueres do leito, pela manhã, encontras a indisposição moral do companheiro ou da companheira, que te arremessa todos os espinhos que o mau humor conseguiu acumular ao longo da noite.
Sentes o travo do fel despejado em tua alma, mas crês que tudo se modificará nos momentos seguintes.
Sais à rua, para atender a esse ou àquele compromisso cotidiano, e te defrontas com a agrestia de muitos que manejam veículos nas vias públicas e que os convertem em armas contra os outros; constatas o azedume do funcionário ou do balconista que te atende mal, ou vês o cinismo de negociantes que anseiam por te entregar produtos de má qualidade a preços exorbitantes, supondo-te imbecil. Mesmo assim, admites que, logo, tudo se alterará, melhorando as situações em torno.
Encontras-te com familiares ou pessoas amigas que te derramam sobre a mente todo o quadro dos problemas e tragédias que vivenciam, numa enxurrada de tormentos, perturbando a tua harmonia ainda frágil, embora não te permitam desabafar as tuas angústias, teus dramas ou tuas mágoas represadas na alma. Em tais circunstâncias, pensas que deves aguardar que essas pessoas se resolvam com a vida até um novo encontro.
São esses os dias em que as palavras que dizes recebem negativa interpretação, o carinho que ofereces é mal visto, tua simpatia parece mero interesse, tuas reservas são vistas como soberba ou má vontade. Se falas, ou se calas, desagradas.
Em dias assim, ainda quando te esforces por entender tudo e a todos, sofres muito e a costumeira tendência, nessas ocasiões, é a da vitimação automática, quando se passa a desenvolver sentimentos de autopiedade.
No entanto, esses dias infelizes pedem-nos vigilância e prece fervorosa, para que não nos percamos nesses cipoais de pensamentos, de sentimentos e de atitudes perturbadores.
São dias de avaliação, de testes impostos pelas regentes leis da vida terrena, desejosas de que te observes e verifiques tuas ações e reações à frente das mais diversas situações da existência.
Quando perceberes que muita coisa à tua volta passa a emitir um som desarmônico aos teus ouvidos; se notares que escolhendo direito ou esquerdo não escapas da ácida crítica, o teu dever será o de te ajustares ao bom senso. Instrui-te com as situações e acumula o aprendizado das horas, passando a observar bem melhor as circunstâncias que te cercam, para que melhor entendas, para que, enfim, evoluas.
Não te olvides de que ouvimos a voz do Mestre Nazareno, há distanciados dois milênios, a dizer-nos: No mundo só tereis aflições...
Conhecedores dessa realidade, abrindo a alma para compreender que a cada dia basta o seu mal..., tratarás de te recompor, caso tenhas te deixado ferir por tantos petardos, quando o ideal teria sido agir como o bambuzal diante da ventania. Curvar-se, deixar passar o vendaval, a fim de te reergueres com tranqüilidade, passado o momento difícil.
Há, de fato, dias difíceis, duros, caracterizando o teu estádio de provações indispensáveis ao teu processo de evolução. A ti, porém, caberá erguer a fronte buscando o rumo das estrelas formosas, que ao longe brilham, e agradecer a Deus por poderes afrontar tantos e difíceis desafios, mantendo-te firme, mesmo assim.
Nos dias difíceis da tua existência, procura não te entregares ao pessimismo, nem ao lodo do derrotismo, evitando alimentar todo e qualquer sentimento de culpa, que te inspirariam o abandono dos teus compromissos, o que seria teu gesto mais infeliz.
Põe-te de pé, perante quaisquer obstáculos, e sê fiel aos teus labores, aos deveres de aprender, servir e crescer, que te trouxeram novamente ao mundo terrestre.
Se lograres a superação suspirada, nesses dias sombrios para ti, terás vencido mais um embate no rol dos muitos combates que compõem a pauta da guerra em que a Terra se encontra engolfada.
Confia na ação e no poder da luz, que o Cristo representa, e segue com entusiasmo para a conquista de ti mesmo, guardando-te em equilíbrio, seja qual for ou como for cada um dos teus dias.
Sentes o travo do fel despejado em tua alma, mas crês que tudo se modificará nos momentos seguintes.
Sais à rua, para atender a esse ou àquele compromisso cotidiano, e te defrontas com a agrestia de muitos que manejam veículos nas vias públicas e que os convertem em armas contra os outros; constatas o azedume do funcionário ou do balconista que te atende mal, ou vês o cinismo de negociantes que anseiam por te entregar produtos de má qualidade a preços exorbitantes, supondo-te imbecil. Mesmo assim, admites que, logo, tudo se alterará, melhorando as situações em torno.
Encontras-te com familiares ou pessoas amigas que te derramam sobre a mente todo o quadro dos problemas e tragédias que vivenciam, numa enxurrada de tormentos, perturbando a tua harmonia ainda frágil, embora não te permitam desabafar as tuas angústias, teus dramas ou tuas mágoas represadas na alma. Em tais circunstâncias, pensas que deves aguardar que essas pessoas se resolvam com a vida até um novo encontro.
São esses os dias em que as palavras que dizes recebem negativa interpretação, o carinho que ofereces é mal visto, tua simpatia parece mero interesse, tuas reservas são vistas como soberba ou má vontade. Se falas, ou se calas, desagradas.
Em dias assim, ainda quando te esforces por entender tudo e a todos, sofres muito e a costumeira tendência, nessas ocasiões, é a da vitimação automática, quando se passa a desenvolver sentimentos de autopiedade.
No entanto, esses dias infelizes pedem-nos vigilância e prece fervorosa, para que não nos percamos nesses cipoais de pensamentos, de sentimentos e de atitudes perturbadores.
São dias de avaliação, de testes impostos pelas regentes leis da vida terrena, desejosas de que te observes e verifiques tuas ações e reações à frente das mais diversas situações da existência.
Quando perceberes que muita coisa à tua volta passa a emitir um som desarmônico aos teus ouvidos; se notares que escolhendo direito ou esquerdo não escapas da ácida crítica, o teu dever será o de te ajustares ao bom senso. Instrui-te com as situações e acumula o aprendizado das horas, passando a observar bem melhor as circunstâncias que te cercam, para que melhor entendas, para que, enfim, evoluas.
Não te olvides de que ouvimos a voz do Mestre Nazareno, há distanciados dois milênios, a dizer-nos: No mundo só tereis aflições...
Conhecedores dessa realidade, abrindo a alma para compreender que a cada dia basta o seu mal..., tratarás de te recompor, caso tenhas te deixado ferir por tantos petardos, quando o ideal teria sido agir como o bambuzal diante da ventania. Curvar-se, deixar passar o vendaval, a fim de te reergueres com tranqüilidade, passado o momento difícil.
Há, de fato, dias difíceis, duros, caracterizando o teu estádio de provações indispensáveis ao teu processo de evolução. A ti, porém, caberá erguer a fronte buscando o rumo das estrelas formosas, que ao longe brilham, e agradecer a Deus por poderes afrontar tantos e difíceis desafios, mantendo-te firme, mesmo assim.
Nos dias difíceis da tua existência, procura não te entregares ao pessimismo, nem ao lodo do derrotismo, evitando alimentar todo e qualquer sentimento de culpa, que te inspirariam o abandono dos teus compromissos, o que seria teu gesto mais infeliz.
Põe-te de pé, perante quaisquer obstáculos, e sê fiel aos teus labores, aos deveres de aprender, servir e crescer, que te trouxeram novamente ao mundo terrestre.
Se lograres a superação suspirada, nesses dias sombrios para ti, terás vencido mais um embate no rol dos muitos combates que compõem a pauta da guerra em que a Terra se encontra engolfada.
Confia na ação e no poder da luz, que o Cristo representa, e segue com entusiasmo para a conquista de ti mesmo, guardando-te em equilíbrio, seja qual for ou como for cada um dos teus dias.

Camilo / Raul Teixeira

quinta-feira, 7 de março de 2013

Filhos da luz

Estais encarnados na Terra em momento crucial da evolução humana.
Nunca, qual ocorre hoje, o choque entre as conquistas e as realizações do intelecto fez-se tão vigoroso.
A horizontal nas realizações científicas promoveu a cultura e a civilização, mas a vertical do amor não arrancou o ser do báratro no qual se debate em agonia.
Volvestes ao proscênio das lutas humanas incendiados pela fé, que momentaneamente bruxuleia em razão da densa treva que tudo envolve e quase tudo invade.
Tendes a honra de conhecer, pela experiência e pela razão, a mensagem libertadora do amor conforme a viveram Jesus e os seus apóstolos. Não obstante, permaneceis irresolutos ante as atitudes a tomar, os caminhos a percorrer, as definições a assumir.
Não postergueis em demasia o momento da vossa plenitude, ensejando aos irmãos da retaguarda o pão de luz do Evangelho restaurado.
Vivei de tal forma, lúcidos e equilibrados, que a vossa existência se transforme em modelo para os que ainda não encontraram parâmetros a seguir, já que estamos distantes do Cristo, o Modelo de todos nós.
Não relacioneis queixas, nem reclamações, anotando pequenezes e guardando ressaibos tão naturais na luta do cotidiano.
Quem se detém a recolher calhaus, permanece de mãos feridas, e quem vive a buscar espículos encontra-os antes de defrontar as rosas...
Filhos da Luz: convido-vos a mudardes as paisagens tristes do planeta de tantas belezas, para que a verdadeira moral do Cristo predomine nos corações.
Conheceis Jesus, sabeis da Sua instrução, anotastes as Suas recomendações. Agora, falta a decisão para seguirdes acompanhados e inspirados por nós, vossos amigos desde há muito.
Sigamos juntos, na certeza de que alcançaremos a montanha da sublimação, longe da dor e das aflições, livres dos tormentos e das amarguras típicas da indecisão...
A Luz Eterna brilha.
Sois filhos da Luz!
Segui adiante, sem tergiversações, sem dubiedades, como fez o incomparável Mestre.

Joanna de Ângelis
Mensagem recebida por psicofonia, pelo médium Divaldo Pereira Franco, após uma conferência em Olhão, Portugal, no Centro Espírita Luz Eterna, dia 25 de maio de 1994.
(Do livro “Sob a proteção de Deus”, de Divaldo Pereira Franco – Diversos Espíritos)


Mercy Mercy Me (The Ecology)

John Legend & Stevie Wonder

Hoje é o dia

Ainda que te encontres inteiramente penhorado à justiça, à face dos débitos
em que te resvalaste até ontem, lembra-te de que o Amor infinito do Pai
Celestial te concede a bênção do “hoje” para que possas solver e renovar.
O penitenciário na grade que o exclui do convívio doméstico pode, por seu
comportamento, gerar a compaixão e a simpatia daqueles que o observam,
caminhando com mais segurança no retorno à própria libertação.
O enfermo algemado ao catre do infortúnio, pelo respeito com que recebe os
desígnios divinos, pode amealhar preciosos valores em auxílio e cooperação,
em favor da própria tranqüilidade.
E ambos, o prisioneiro e o doente, no esforço de reconquista, pela nobreza
com que recolhem as dores das próprias culpas, estendem a outras almas os
benefícios que já entesouram.
Recorda assim, que o dia de melhorar é este mesmo em que nos achamos, uns à
frente dos outros, respirando o mesmo clima de regeneração e de luta.
Nem ontem, nem amanhã, mas agora...
Agora é o momento de levantar os caídos e os tristes, e de amparar os que
padecem o frio da adversidade e a tortura da expiação...
Agora, é o instante de revelar paciência com os que se tresmalham no erro,
de cultivar humildade à frente do orgulho e devotamento fraternal diante da
insensatez...
Ainda que tudo te pareça na atualidade terrestre, sombra e derrota, cadeia e
desalento, ergue a Deus o teu coração em forma de prece e roga-lhe forças
para fazer luz e confiança onde a treva e o desespero dominam, porque se
ontem foi o tempo de nossa morte na queda, hoje é o dia de nossa abençoada
ressurreição.

(Obra: Indulgência Francisco Cândido Xavier / Emmanuel)

quarta-feira, 6 de março de 2013

O espelho da vida


A mente é o espelho da vida em toda parte.
Ergue-se na Terra para Deus, sob a égide do Cristo, à feição do diamante bruto, que, arrancado ao ventre obscuro do solo, avança, com a orientação do lapidário, para a magnificência da luz.
Nos seres primitivos, aparece sob a ganga do instinto, nas almas humanas surge entre as ilusões que salteiam a inteligência, e revela-se nos Espíritos Aperfeiçoados por brilhante precioso a retratar a Glória Divina.
Estudando-a de nossa posição espiritual, confinados que nos achamos entre a animalidade e a angelitude, somos impelidos a interpretá-la como sendo o campo de nossa consciência desperta, na faixa evolutiva em que o conhecimento adquirido nos permite operar.
Definindo-a por espelho da vida, reconhecemos que o coração lhe é a face e que o cérebro é o centro de suas ondulações, gerando a força do pensamento que tudo move, criando e transformando, destruindo e refazendo para acrisolar e sublimar.
Em todos os domínios do Universo vibra, pois, a influência recíproca.
Tudo se desloca e renova sob os princípios de interdependência e repercussão.
O reflexo esboça a emotividade.
A emotividade plasma a idéia.
A idéia determina a atitude e a palavra que comandam as ações.
Em semelhantes manifestações alongam-se os fios geradores das causas de que nascem as circunstâncias, válvulas obliterativas ou alavancas libertadoras da existência.
Ninguém pode ultrapassar de improviso os recursos da própria mente, muito além do círculo de trabalho em que estagia; contudo, assinalamos, todos nós, os reflexos uns dos outros, dentro da nossa relativa capacidade de assimilação.
Ninguém permanece fora do movimento de permuta incessante.
Respiramos no mundo das imagens que projetamos e recebemos.
Por elas, estacionamos sob a fascinação dos elementos que provisoriamente nos escravizam e, através delas, incorporamos o influxo renovador dos poderes que nos induzem à purificação e ao progresso.
O reflexo mental mora no alicerce da vida.
Refletem-se as criaturas, reciprocamente, na Criação que reflete os objetivos do Criador.


Francisco Cândido Xavier - Pensamento e Vida - pelo Espírito Emmanuel

terça-feira, 5 de março de 2013

Definições

Indagas a uns e a outros qual será a tua tarefa espiritual na Terra.
Informas que os anos se sucedem e ainda não conseguistes detectar qual o ministério
fraternal que deverás exercer, e por isso, te preocupas.
Anelas que alguém espiritualizado ou portador de mediunidade te esclareça qual o melhor
caminho a seguir, como te deverás comportar para sintonizares com precisão e pensamento
dos Espíritos nobres, o que eles poderão dizer-te a respeito dos teus compromissos.
Ínsitos no ser profundo, somente tu podes adentrar-te e auscultar a memória do passado, a
fim de identificares os compromissos assumidos em relação ao futuro.
Alguém poderá deduzir psicologicamente o que poderás realizar. No entanto, nos arcanos do
teu inconsciente estão inscritas as necessidades de evolução e, por consequência, os impositivos
de concretização dos deveres liberativos e auto-iluminativos.
Não te detenhas aguardando revelações que certamente não te chegarão conforme anelas.
Faze algo. Descobre o que melhor se te apresenta no campo do serviço ao próximo em nome do
Bem Supremo, e da início a um compromisso de amor.
Todos anelam por grandes missões, por sacerdócios nos diferentes campos da ciência, do
pensamento, da arte, da fé, esquecidos que aqueles que vieram investidos desse dever
experimentaram dificuldades, sofreram incompreensões, para abrirem espaços nas mentes
fechadas e alargarem fronteiras para as realizações que hoje dignificam o mundo.
Ademais, os grandes e nobres programas começam discretamente, a pouco e pouco, tornando-se
admiráveis pelo seu significado depois de implantados, conhecidos e então indispensáveis.
Igualmente, não te deixes fascinar pela fama, pelo prestígio social, pela importância no mundo,
porque todos esses prêmios que muitos indivíduos perseguem são fogo fátuo que não tem
legitimidade. Por isso mesmo, transitam de pessoas, passam de períodos, perdem o conteúdo,
e exigem grande preço de inquietação, de solidão, de sofrimento interno.
O Apóstolo Paulo, quando foi confundido com um deus e logo se preparou uma procissão para
homenageá-lo, rasgou no peito as vestes e gritou que era um homem putrescível e transitório.
Não te iludas, e não enganes a ninguém.
Serve e passa, experimentando o prazer do que possas realizar em clima de felicidade.

(Obra: Nascente de Bênçãos - Divaldo Pereira Franco / Joanna de Ângelis)

segunda-feira, 4 de março de 2013

Ante o Infinito


Amadurecida a compreensão na maioridade mental, percebe o homem a sua própria pequenez, à frente do Infinito. Reconhece que a vida divina palpita soberana, desde os princípios magnéticos do mundo subatômico até as mais remotas constelações. Observa que o planeta, grande e sublime pelas oportunidades de elevação que nos oferece, é simples grão de areia, quando comparado ao imenso universo. Cercado por sóis e mundos incontáveis, ergue-se, dentro de si mesmo, para indagar, quanto aos problemas da morte, do destino, da dor... Suas perguntas silenciosas atravessam o Espaço incomensurável, em busca das eternas revelações...
Para o coração alimentado pela fé e elevado à glória do ideal superior, o Espiritismo com Jesus traz a sua mensagem iluminada de esperança.
Interrogando o infinito, que se estende triunfante, no Estado e no Tempo, os homens ouvem a palavra dos vivos que os antecederam, na grande viagem do túmulo, afirmando com imponente beleza:
- Irmãos, a vida não cessa!...
Tudo é renovação e eternidade.
Tanto quanto as leis cósmicas nos governam a experiência física, indefectíveis leis morais nos dirigem o espírito.
- Abstende-vos do mal!
Os compromissos da alma com os planos inferiores constituem aumento de densidade em seu veículo de manifestação.
Nosso corpo espiritual, em qualquer parte, refletirá a luz ou a treva, o céu ou o inferno que trazemos em nós mesmos.
- Cultivai a fraternidade e o bem, porque, hoje ou amanhã, colheremos da própria sementeira!
Além das fronteiras de sombra e cinza, onde se esfriam e se desintegram os derradeiros farrapos da carne, a vida continua, impondo-nos o resultado de nossas próprias ações.
- Amai o trabalho e engrandecei-o!
É por ele que a civilização se levanta, que a educação se realiza e que a nossa felicidade se perpetua. Na Pátria das Almas, chora amargamente o espírito que lhe esqueceu a riqueza oculta, olvidando que somente pelo serviço conseguimos desenvolver as nossas possibilidades de crescimento interior para a imortalidade!
- Aceitai o ato de servir a ajudar, não como castigo, mas sim como preciosa honra que o Divino Poder nos confere!
- Não vos inquietem no mundo o orgulho coroado de louros e o vício com a iniqüidade, aparentemente vitoriosos!...
A Justiça reina, imperecível.
Quem humilha os outros será humilhado pela própria consciência e o instituto universal das reencarnações funciona igualmente para todos, premiando os justos e corrigindo os culpados.
Cada falta exige reparação.
Cada desequilíbrio reclama reajuste.
Os padecimentos coletivos da sociedade humana constituem a redenção de séculos ensangüentados pela guerra e pela violência. As aflições individuais são remédios proveitosos à cura e refazimento das almas.
- Anexai os desejos do reino de vosso “eu” aos sábios desígnios do Reino de Deus.
O egoísmo e a vaidade nos encarceram na lama da Terra.
- Lede as páginas vivas da Natureza e buscai a vida sã e pura, usando a boa vontade para com todos.
- Simplificai vosso hábitos e reduzi as vossas necessidades!
- Tende confiança, sede benevolentes, instruí-vos, amai e esperai!... Crescei no conhecimento e na virtude para serdes mais fortes e mais úteis!
Além dos horizontes que o nosso olhar pode abranger, outros mundos e outras humanidades evolvem no rumo da perfeição!...
Todos somos irmãos, filhos de um só Pai, que nos aguarda sempre, de braços abertos, para a suprema felicidade no eterno bem!...
E, ouvindo os sagrados apelos de Cima, o coração que desperta para a vida superior compreende, enfim, que Deus é a Verdade Soberana, que o trabalho é a nossa bênção, que o amor e a sabedoria representam a nossa destinação e que a alma é imortal.

Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

domingo, 3 de março de 2013

Provas


Não te doa à obrigação de repetir, vezes e vezes, esse ou aquele esforço que consideres de sacrifício.
Se já te aceitas na condição de criatura imperecível, reflete no tempo gasto pela sabedoria da vida, nas criações da natureza.
Sabemos que a gestação do diamante, no claustro da Terra exige milênios.
Com semelhante ensinamento, perguntemos a nós mesmos quantos séculos despenderemos para construir a compreensão e o devotamento, a humildade e o amor, no campo da própria alma.
Meditemos nisso e abracemos com paciência as tarefas que nos foram confiadas.
Regozija-te com as obras de renúncia dentro do lar; ele é o reduto em que te habilitas para a total consagração à Humanidade.
Agradece ao trabalho que te cerca de problemas e, tantas vezes, te alaga de suor; nele aprendes a conquistar a sublimação e a criatividade dos anjos.
Abençoa os dias de prova em que a vida te pede serviço habitualmente entremeado de labaredas de inquietação com aguaceiros de pranto; tempo chegará em que eles trarão a soma das experiências que se fará luz permanente para os teus próprios caminhos entre os sóis da Imortalidade.
Rejubila-te com a possibilidade de contar com as aulas da angústia e do sofrimento, no aprendizado da vida terrestre.
Os olhos que nunca choraram raramente aprendem a ver.

(Livro: Somente Amor, Meimei & Francisco Cândido Xavier)

O “Cisco” e a “Trave”

“Por que vedes um argueiro no olho do vosso irmão, vós que não vedes uma trave no vosso olho? Ou como dizeis ao vosso innão: Deixai-me tirar um argueiro do vosso olho, vós que tendes uma trave no vosso? Hipócritas, tirai primeiramente a trave do vosso olho, e então vereis como podereis tirar o argueiro do olho do vosso irmão.”
(ESE - Capítulo 10, item 9.)


Os indivíduos em plenitude não negam suas emoções; permitem que elas venham à tona, e, como elas estão sob seu controle, reconhecem o que estão lhes mostrando sobre seus sentimentos, suas inclinações e suas relações com as pessoas.
As emoções devem ser “integradas”, ou seja, primeiramente, devemos nos permitir “senti-las”; logo após, devemos julgá-las e “pensar” sobre nossas necessidades ou desejos; e, a partir disso, “agir” com nosso livre-arbítrio, executando ou não, conforme nossa vontade achar conveniente.
O mecanismo de nos “consentir”, de “raciocinar” e de “integrar” emoções determinará nossos êxitos ou nossas derrotas nas estradas de nossa existência.
Emoções são muito importantes. Através delas é que nos individualizamos e nos diferenciamos uns dos outros. Ninguém sente, pois, exatamente igual, isto é, com a mesma potência e intensidade, seja no entusiasmo em uma situação prazerosa, seja na frustração ao observar uma meta perdida.
Podemos pensar igual aos outros, mas para um mesmo pensamento criaturas diversas têm múltiplas reações emocionais.
Assim considerando, emoções não são certas ou erradas, boas ou impróprias, mas apenas energias que dependem do direcionamento que dermos a elas. Reconhecê-las ou admiti-las não significa, de modo algum, que vamos sempre agir de acordo com elas.
Quando negadas ou reprimidas, não desaparecem como por encanto; ao contrário, sendo energias, elas se alojarão em determinados órgãos e congestionarão as entranhas mais íntimas da estrutura psicossomática dos indivíduos.
Ao abafarmos as emoções, podemos gerar uma grande variedade de doenças autodestrutivas. Abafá-las pode também nos levar a reações muito exacerbadas ou à completa ausência de reações, a apatia.
Portanto, quando tomamos amplo contato com nosso lado emocional, começamos a reconhecer vestígios a respeito de nós mesmos, que nos proporcionarão autodescoberta, auto-preservação, segurança íntima e crescimento pessoal.
Ora, se o Poder Divino, através de sua criação, pelo próprio mecanismo da Natureza, delegou as emoções a todos os seres vivos, conforme seu grau de evolução, não poderemos simplesmente negá-las, como se não servissem para nada. Tristeza, alegria, raiva ou medo são emoções básicas e deveremos usá-las como bússolas que nos nortearão os caminhos da vida.
Elas estão conectadas a nosso sistema de pensamento "cognitivo” - atividades psicológicas superiores, tais como: a percepção, a intuição, a memória, a linguagem, a atenção e os demais processos intelectuais e espirituais.
Ao ignorarmos nossas reações emocionais, não investigando sua origem em nós mesmos, teremos sempre a tendência de projetá-las nos outros. Além do que, seremos seres psicologicamente claudicantes, por não integrarmos nossas emoções aos nossos cinco sentidos, que nos facilitam a análise das pessoas e de nós mesmos.
A tendência que certos indivíduos têm de atribuir falhas e erros a outras pessoas ou coisas, não enxergando e não admitindo como sendo suas, denomina-se “projeção”.
As vezes, tentamos fazer nossas emoções desaparecer, porque as tememos. Reconhecer o que realmente sentimos exigiria ação, mudança e decisão de nossa parte, e muitas vezes seríamos colocados face a face com verdades inadmissíveis e inconcebíveis por nós mesmos; e assim, tentamos projetá-las como sendo emoções não nossas, mas dos outros.
“Não sinta isso, é feio” - essa é uma das muitas velhas mensagens que ecoam em nossa mente desde a mais tenra infância; com o passar do tempo, julgamos não mais senti-las, porque as escondemos da recriminação dos adultos.
Em razão disso, certos indivíduos condenam com veemência os “ciscos” nos outros, pois vêem em tudo luxúria e perversão, desonestidade ou ambição. É possível que esses mesmos indivíduos estejam reprimindo o reconhecimento de que eles próprios trazem consigo emoções sexuais e perversidades mal resolvidas, ou, em outros casos, emoções desmedidas de fama e de dinheiro projetadas sobre todos os que são por eles denominados ambiciosos e desonestos.
Na indagação “ou como dizeis ao vosso irmão: deixai-me tirar um argueiro do vosso olho, vós que tendes uma trave no vosso?”, Jesus reconhecia a universalidade desse processo psicológico, “a projeção”, e, como sempre, asseverava a necessidade da busca de si mesmo, para não transferirmos nossos traços de personalidade desconhecidos às coisas, às situações e aos outros.
O Mestre nos inspirava ao mergulho em nossa própria intimidade, a fim de que pudéssemos enxergar o “lado obscuro” de nossa personalidade. Ao tomarmos esse contato imprescindível com nossas “sombras”, a consciência se torna mais lúcida, crítica e responsável, descortinando amplos e novos horizontes para o seu desenvolvimento e plenitude espiritual.
Finalizando, atentemos para a análise: “as condutas alheias que mais nos irritam são aquelas que não admitimos estar em nós mesmos” “os outros nos servem de espelho, para que realmente possamos nos reconhecer”.

Renovando Atitudes
Francisco do Espírito Santo Neto
Ditado pelo Espírito Hammed


sábado, 2 de março de 2013

Convém refletir

Analisar, refletir, ponderar são modalidades do ato de ouvir. É indispensável que a criatura esteja sempre disposta a identificar o sentido das vozes, sugestões e situações que a rodeiam. Somente após ouvir, com atenção, pode o homem falar de modo edificante. Quem ouve, aprende. Quem fala, doutrina. Um guarda, outro espalha. Só aquele que guarda, na boa experiência, espalha com êxito. E forçoso é convir que, se o homem deve ser pronto nas observações e comedido nas palavras, deve ser tardio em irar-se. Sempre que possível, é útil adiar a expressão colérica para o dia seguinte, porquanto, por vezes, surge a ocasião de exame mais sensato e a razão da ira desaparece. Ouvindo sempre, pode o homem estar certo de que atingirá serenamente os fins a que se destina, mas, falando, é possível que abandone o esforço ao meio, e, irando-se, provavelmente não realizará coisa alguma.

Emmanuel / Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: Caminho, Verdade e Vida


sexta-feira, 1 de março de 2013

Livre-arbítrio e Caridade

Nunca será demasiado entretecer-se considerações sobre a caridade.
A caridade é sempre luz que abençoa aqueles que jornadeiam na aflição. Mesmo quando
não é vista, à semelhança dos raios solares, quando o Astro Rei está ausente, beneficia,
penetrando as vidas e renovando-as.
Assim, a caridade, seja no seu aspecto material ou moral, reflete o amor de DEUS que alcança
as almas, socorrendo-as.
Quando a caridade material não se faz necessária, jamais será secundária aquela de natureza
moral, porquanto vital o ar, penetra e sustenta a vida.
São caridades morais:
O Sorriso de afabilidade ao atormentado que perdeu a esperança;
A palavra de estímulo quando todos os outros recursos ficaram baldos de resultados;
O gesto de simpatia ante a circunstância aziaga e infeliz;
A compreensão fraterna, face à ofensa e à maldade;
A oração intercessória, em favor do adversário em sofrimento;
O apoio emocional no momento áspero da desgraça.
O perdão da ofensa e a dedicação ao tombado;
A gentileza de um socorro espiritual...
Quem pode, por acaso, no transe da dor, dispensar qualquer uma destas concessões? Qual a pessoa que se sinta
tão completa que dispense um amigo ou uma palavra de reconforto?
A caridade é luz que deve ser considerada como benção de Deus nas estradas do mundo.
Praticá-la ou não é opção de cada indivíduo. Aquele que a utiliza, favorece o crescimento da luz que se esparze;
quem se nega a realizá-la, faculta a ampliação da sombra que predomina.
O livre-arbítrio e a caridade constituem alavancas para o progresso do homem na direção da sua meta final, que é a felicidade.
Jesus, todo amor por excelência, em instante algum deixou de esparzi-la, iluminando as vidas que, desde então,jamais perderam a diretriz.
Caridade, portanto, hoje e sempre.

(Obra: No Rumo da Felicidade - Divaldo P. Franco / Joanna de Ângelis)
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