sexta-feira, 3 de maio de 2013

Desalento

Quando floresce o ideal, tudo se colore e o entusiasmo planeja realizações edificantes.
Pela imaginação transitam esperanças em programação feliz e os sentimentos se rejubilam.
Esforço, sacrifício, renúncia transformam-se em combustível e claridade para o labor.
Os equívocos são tolerados e todos parecem aureolados por valores morais e títulos de vitória.
Passado algum tempo, todos ambientados, os de temperamento ardente debandam, queixosos, magoados, dizendo-se decepcionados.
Outros reagem em oscilações complexas.
Um número expressivo persevera, mas padece de sutil e grave interferência: o desalento!
Aqui é um cansaço que disfarça desinteresse.
Ali são aparentes necessidades de ocupações remuneradas, objetivando provisões domésticas.
Acolá são insatisfações com pessoas e ideais.
Quando passes a perceber as limitações alheias, a censurar, a pensar em fuga, reconsidera a tua posição e persiste.
O homem se faz pelo que produz, não pelo em que crê nem pelo que admira.

Joanna de Ângelis / Médium Divaldo Pereira Franco
Livro: Rumos Libertadores (Extrato) - Ed. LEAL

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