domingo, 30 de junho de 2013

Necessidade da tolerância

Muitos fazem da tolerância um feito difícil.
Tolerância é respeito pela vida, conforme ela é.
Mais do que um favor em relação ao próximo em erro, é um dever mínimo, imediato, de que não podemos prescindir para viver em paz conosco.
É estado emocional que deve incorporar-se à conduta pessoal, para formar hábito sadio.
Todas as ocorrências no mundo resultam de fatores que nos cumpre compreender e aceitar.
Aceitação não equivale a concordância, mas a dever de respeito, ditado pela consciência, ante os que pensam e agem de forma diferente.
Tolerância tem muito a ver com a paz interior, que cada um deve cultivar com afinco.
Cônscio de suas responsabilidades, o homem, mais facilmente compreende os que transitam em outras faixas de aprendizagem:
- Não inveja os que se acham acima;
- Tolera os que, abaixo, se fazem agressivos.
A tolerância gera simpatia e fomenta a paz.
Não confundamos tolerância e covardia moral.
Uma dignifica, a outra envilece.
A tolerância exalta, a covardia deprime.

Marcelo Ribeiro / Médium Divaldo Pereira Franco
Livro: Roteiro de Libertação (extrato) - Ed. LEAL

sábado, 29 de junho de 2013

Contempla mais longe

“Porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão.” — Jesus. Lucas, Capítulo 6, Versículo 38.
Para o esquimó, o céu é um continente de gelo, sustentado a focas.
Para o selvagem da floresta, não há outro paraíso, além da caça abundante.
Para o homem de religião sectária, a glória de além-túmulo pertence exclusivamente a ele e aos que se lhe afeiçoam.
Para o sábio, este mundo e os círculos celestiais que o rodeiam são pequeninos departamentos do Universo.
Transfere a observação para o teu campo de experiência diária e não olvides que as situações externas serão retratadas em teu plano interior, segundo o material de reflexão que acolhes na consciência.
Se perseverares na cólera, todas as forças em torno te parecerão iradas.
Se preferes a tristeza, anotarás o desalento, em cada trecho do caminho.
Se duvidas de ti próprio, ninguém confia em teu esforço.
Se te habituaste às perturbações e aos atritos, dificilmente saberás viver em paz contigo mesmo.
Respirarás na zona superior ou inferior, torturada ou tranqüila, em que colocas a própria mente. E, dentro da organização na qual te comprazes, viverás com os gênios que invocas. Se te deténs no repouso, poderás adquiri-lo em todos os tons e matizes, e, se te fixares no trabalho, encontrarás mil recursos diferentes de servir.
Em torno de teus passos, a paisagem que te abriga será sempre em tua apreciação aquilo que pensas dela, porque com a mesma medida que aplicares à Natureza, obra viva de Deus, a Natureza igualmente te medirá.

Obra: Pão Nosso
Emmanuel & Francisco Cândido Xavie
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Medo de amar


A insegurança emocional responde pelo medo de amar.
O amor é mecanismo de libertação do ser, mediante o qual, todos os revestimentos da aparência cedem lugar ao Si profundo, despido dos atavios físicos e mentais, sob os quais o ego se esconde.
O medo de amar é muito maior do que parece no organismo social. As criaturas, vitimadas pelas ambições imediatistas, negociam o prazer que denominam como amor ou impõem-se ser amadas, como se tal conquista fosse resultado de determinados condicionamentos ou exigências, que sempre resultam em fracasso.
Toda vez que alguém exige ser amado, demonstra desconhecimento das possibilidades que lhe dormem em latência e afirma os conflitos de que se vê objeto. O amor, para tal indivíduo, não passa de um recurso para uso, para satisfações imediatas, iniciando pela projeção da imagem que se destaca, não percebendo que, aqueloutros que o louvam e o bajulam, demonstrando-lhe afetividade são, também, inconscientes, que se utilizam da ocasião para darem vazão às necessidades de afirmação da personalidade, ao que denominam de um lugar ao Sol, no qual pretendem brilhar com a claridade alheia.
Vemo-los no desfile dos oportunistas e gozadores, dos bulhentos e aproveitadores que sempre cercam as pessoas denominadas de sucesso, ao lado das quais se encontram vazios de sentimento, não preenchendo os espaços daqueles a quem pretendem agradar, igualmente sedentos de amor real.
O amor está presente no relacionamento existente entre pais e filhos, amigos e irmãos... Mas também se expressa no sentimento do prazer, imediato ou que venha a acontecer mais tarde, em forma de bem-estar. Não se pode dissociar o amor desse mecanismo do prazer mais elevado, mediato, aquele que não atormenta nem exige, mas surge como resposta emergente do próprio ato de amar.
Quando o amor se instala no ser humano, de imediato uma sensação de prazer se lhe apresenta natural, enriquecendo-o de vitalidade e de alegria com as quais adquire resistência para a luta e para os grandes desafios, aureolado de ternura e de paz.

Joanna de ângelis, da obra: Amor, Imbatível Amor

Seja compreensivo

Não se esqueça de usar a bondade em circunstância nenhuma da sua vida.
Vença a violência, antes que ela o deixe vencido.
Sorria ante o ofensor e esqueça-lhe a ofensa.
Revidar mal por mal, a pretexto de ser verdadeiro, é aprimorar a maldade
que predomina na sua natureza, fazendo-o mais infeliz.
Recorra à oração e confie no tempo, quando as coisas se apresentarem
diferentes do que você espera.
Infeliz, realmente, é todo aquele que acredite ser hoje o tempo único,
buscando resolver agora, o que só mais tarde será solucionado naturalmente.
Não duvide da Justiça Divina, apenas porque não a consegue entender, na
precipitação dos seus raciocínios apaixonados.
Você não é o único que tem problemas no mundo.
O maior problema da atualidade é o homem em si mesmo, e somente quando
este se volte para os valores mais altos da vida se equacionará.
Não transfira, portanto, para os outros, a responsabilidade do que lhe sucede
de errado ou desagradável.
Você é filho de Deus e, como afirmou Jesus, nenhuma das criaturas que o Pai
Lhe confiou Ele deixaria perder-se.
Acalme-se e avance com a luz da consciência tranqüila, sem intentar fazer da
sua claridade uma chama pronta a arder em volta, provocando devastação.

Obra: Luz Viva
Divaldo Pereira Franco / Marco Prisco



sexta-feira, 28 de junho de 2013

Barry Manilow

Daybreak

Direito sagrado

“Porque a vós foi concedido, em relação ao Cristo, não somente crer nele, como também padecer por ele.”
Filipenses, 1:29


Cooperar pessoalmente com os administradores humanos, em sentido direto, sempre constitui objeto da ambição dos servidores dessa ou daquela organização terrestre.
Ato invariável de confiança, a partilha da responsabilidade, entre o superior que sabe determinar e fazer justiça e o subordinado que sabe servir, institui a base de harmonia para a ação diária, realização essa que todas as instituições procuram atingir.
Muitos discípulos do Cristianismo parecem ignorar que, em relação a Jesus, a reciprocidade é a mesma, elevada ao grau máximo, no terreno da fidelidade e da compreensão.
Mais entendimento do programa divino significa maior expressão de testemunho individual nos serviços do Mestre.
Competência dilatada – deveres crescidos.
Mais luz – mais visão.
Muitos homens, naturalmente aproveitáveis em certas características intelectuais, mas ainda enfermos da mente, desejariam aceitar o Salvador e crer nEle, mas não conseguem, de pronto, semelhante edificação íntima. Em vista da ignorância que não removem e dos caprichos que acariciam, falta-lhes a integração no direito de sentir as verdades de Jesus, o que somente conseguirão quando se reajustem o que se faz indispensável.
Todavia, o discípulo admitido aos benefícios da crença, foi considerado digno de conviver espiritualmente com o Mestre. Entre ele e o Senhor já existe a partilha da confiança e da responsabilidade. Contudo, enquanto perseveram as alegrias de Belém e as glórias de Cafarnaum, o trabalho da fé se desdobra maravilhoso, mas, em sobrevindo a divisão das angústias da cruz, muitos aprendizes fogem receando o sofrimento e revelando-se indignos da escolha.
Os que assim procedem, categorizam-se à conta de loucos, porquanto, subtrair-se à colaboração com o Cristo, é menosprezar um direito sagrado.

Obra: Pão Nosso
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

Seria inútil

“Respondeu-lhes: Já vo-lo disse e não ouvistes; para que o quereis tornar a ouvir?” — (João, Capítulo 9, Versículo 27.)

É muito freqüente a preocupação de muitos religiosos, no sentido de transformarem os amigos compulsoriamente, conclamando-os às suas convicções particularistas. Quase sempre se empenham em longas e fastidiosas discussões, em contínuos jogos de palavras, sem uma realização sadia ou edificante.
O coração sinceramente renovado na fé, entretanto, jamais procede assim.
É indispensável diluir o prurido de superioridade que infesta o sentimento de grande parte dos aprendizes, tão logo se deixam conduzir a novos portos de conhecimento, nas revelações gradativas da sabedoria divina, porque os discutidores de más inclinações se incumbem de interceptar-lhes a marcha.
A resposta do cego de nascença aos judeus argutos e inquiridores é padrão ativo para os discípulos sinceros.
Lógico que o seguidor de Jesus não negará um esclarecimento acerca do Mestre, mas se já explicou o assunto, se já tentou beneficiar o irmão mais próximo com os valores que o felicitam, sem atingir o alheio entendimento, para que discutir? Se um homem ouviu a verdade e não a compreendeu, fornece evidentes sinais de paralisia espiritual.
Ser-lhe-á inútil, portanto, escutar repetições imediatas, porque ninguém enganará o tempo, e o sábio que desafiasse o ignorante rebaixar-se-ia ao título de insensato.
Não percas, pois, as tuas horas através de elucidações minuciosas e repetidas para quem não as pode entender, antes que lhe sobrevenham no caminho o sol e a chuva, o fogo e a água da experiência.
Tens mil recursos de trabalhar em favor de teu amigo, sem provocá-lo ao teu modo de ser e à tua fé.

Emmanuel / Francisco Cândido Xavier
Obra: Pão Nosso

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Lógica espírita

A Lei de Deus permite:

que desfrutemos tantas posses, quantas sejamos capazes de reter honestamente, mas espera estejamos agindo com elas, em benefício dos outros;

que tenhamos tanta cultura, quanto os recursos da própria inteligência no-lo permitam, mas espera nos empenhemos a convertê-la em realização no bem de todos;

que sejamos felizes, mas espera busquemos fazer a felicidade dos semelhantes;

que sejamos amados, mas espera nos transformemos em amor para os nossos irmãos;

que solucionemos as nossas necessidades, mas espera que não venhamos a prejudicar ninguém, no campo dos deveres em que nos achamos comprometidos;

que sejamos desculpados em nossas faltas, mas espera perdoemos sem condições as ofensas que se nos façam;

que usufruamos os bens do Universo, mas espera nos mostremos prontos a reparti-los sempre que necessário;

que se pense ou fale mal de nós, tanto quanto se queira nos círculos de nossa convivência, mas espera nos devotemos a guardar a consciência tranquila;

que erremos, em nossa condição de almas imperfeitas ainda, mas espera que na base de nossos fracassos permaneça brilhando a luz da boa intenção.

Enfim, a Lei de Deus permite sejamos quem somos, mas nos apoia ou desapoia, abate ou exalta, corrige ou favorece pelo que somos, através do que fazemos de nós, porque Deus não cogita daquilo que parece, mas daquilo que é.

Albino Teixeira
Francisco Cândido Xavier "Caminho Espírita". Por Diversos Espíritos.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Profilaxia da alma

“O que digo a vós, digo a todos: vigiai.” - Jesus

Calma - em qualquer situação, mesmo quando colhido pelo insucesso.
Esperança – apesar dos fatores que conspirem contra as aspirações.
Bondade – embora triunfem as ardilosas circunstâncias da malícia e da esperteza.
Solidariedade – aos que tombam, contribuindo com a moeda-ternura que os enriquecerá.
Trabalho – embora a indolência incite ao repouso indevido.
Discrição – no falar, no agir e no pensar.
Amor - apesar do clima de preferências e animosidades.
Caridade - sempre.
O homem são os seus pensamentos, que fomentam atitudes e estimulam realizações.
Muitas enfermidades proliferam porque se descuida da profilaxia da alma.
Você pode viver sem muitos, nunca, porém, inimizado consigo mesmo.
Portanto adote profilaxia da alma para dias venturosos hoje e, mais tarde, na vida espiritual.


Marco Prisco / Médium Divaldo Pereira Franco
Livro: Momentos de Decisão (extrato) - Ed. LEAL

O ouro instransferível

“Aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças.” — (Apocalipse, 3:18)

Sempre vulgares as aquisições de custo fácil.
Nada difícil ao homem comum perseguir as possibilidades financeiras, aliciar interesses mesquinhos, inventar mil recursos para atingir os fins inferiores; entretanto, os que adotam semelhante norma desconhecem o caráter sagrado do mais humilde patrimônio que lhes vai às mãos, abusando da posse para sentirem-se, depois, mais empobrecidos que nunca.
A recomendação divina é suficientemente clara.
Para que um homem se enriqueça, deve adquirir o ouro provado no fogo, fortuna essa que procede das mãos generosas do Altíssimo.
Somente essa riqueza espiritual, adquirida nas situações de trabalho árduo, de profunda compreensão, de vitória sobre si mesmo, de esforço incessante, conferirá ao Espírito a posição de ascendência legítima, de bem-estar permanente, além das transformações impostas pelo sepulcro, e apenas levará a efeito tão elevada conquista após entregar-se totalmente ao Pai para a grandeza do Divino Serviço.
O homem mobilizado pelo homem poderá, sem dúvida, receber volumosos salários. Convenhamos, porém, que esses bens se transformam sempre ou algum dia serão transferidos a outrem pelo detentor provisório. No entanto, quando o trabalhador gasta suas ssibilidades no trabalho do bem, com esquecimento do egoísmo, desinteressado de si próprio, colocando acima dos caprichos da personalidade os objetivos da Obra de Deus, lutando, amando, sofrendo e entregando-se a Ele, adquire, indiscutivelmente, o ouro eterno e intransferível.

De “Caminho, Verdade e Vida”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

sábado, 22 de junho de 2013

Tensão emocional

Não raro encontramos, aqui e ali, os irmãos doentes por desajustes emocionais.
Quase sempre não caminham; arrastam-se. Não dialogam; cultuam a queixa e a lamentação.
Insegurança, conflito íntimo, frustração, tristeza, desânimo, cólera, inconformidade e apreensão espancam sutilmente o corpo físico.
Essas repetidas tensões dilapidam o organismo e ensejam moléstia de causa obscura.
Preserva-te contra semelhante desequilíbrio.
Começa por aceitar a vida, tal qual é, procurando melhorá-la com paciência.
Aprende a estimar os outros como se te apresentam, sem exigir-lhes mudanças imediatas.
Dedica-te ao trabalho, sem desprezar o repouso ou o entretenimento que te refazem as energias.
Detém-te no lado melhor de situações e pessoas. Não carregues ressentimentos.
Cultiva a simplicidade, evitando complicações.
Se ocorrer fracasso, admite-o por lição útil.
Trabalhando e servindo, com a paz de consciência, nenhuma tensão emocional te criará desencanto ou doença.

Emmanuel / Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: Companheiro (extrato) - Ed. IDE

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Salmo 23

Fragilidade humana


"(...) Se, em algum momento, estiveres para desfalecer ante as difíceis conjunturas, as perseguições e a solidão, envolve-te nas dúlcidas vibrações da prece, recuperando as energias e o desejo de avançar sem detença.
Recorda-te, de imediato, de Jesus com o madeiro sem o ombro dilacerado, caindo várias vezes e levantando-se, sem os censurar, sem os procurar no meio da multidão que em uma semana antes O aplaudiu, quando da entrada de Jerusalém, e agora malsinava-O."

Joanna de Ângelis / Divaldo Pereira Franco
Livro, Libertação pelo Amor– editora LEAL


O mais difícil

Diante das águas calmas, Jesus refletia. Afastara-se da multidão, momentos antes. Ouvira remoques e sarcasmos. Vira chagas e aflições. O Mestre pensava...
Tadeu e Tiago, o moço, João e Bartolomeu aproximaram-se. Não era aquele um momento raro? E ensaiaram perguntas.
- Senhor - disse João -, qual é o mais importante aviso da Lei na vida dos homens?
E o Divino Amigo passou a responder: - Amemos a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a nós mesmos.
- E qual a virtude mais preciosa? - indagou Tadeu.
- A humildade.
- Qual o talento mais nobre, Senhor? - falou Tiago.
- O trabalho.
- E a norma de triunfo mais elevada? - interrogou Bartolomeu.
- A persistência no bem.
- Mestre, e qual é, para nós todos, o mais alto dever? - aventurou Tadeu novamente.
- Amar a todos, a todos servindo sem distinção.
- Oh! Isso é quase impossível - gemeu o aprendiz.
- A maldade é atributo de todos - clamou Tiago -; faço o bem quanto posso, mas apenas recolho espinhos de ingratidão.
- Vejo homens bons sofrendo calúnias por toda parte - acentuou outro discípulo.
- Tenho encontrado mãos criminosas toda vez que estendo as mãos para auxiliar - disse outro.
E as mágoas desfilaram diante do Mestre silencioso.
João, contudo, voltou a interrogá-lo: - Senhor, que é mais difícil? Qual a aquisição mais difícil?
Jesus sorriu e declarou:
- A resposta está aqui mesmo em vossas lamentações. O mais difícil é ajudar em silêncio, amar sem crítica, dar sem pedir, entender sem reclamar...
A aquisição mais difícil para nós todos chama-se paciência.

Pelo Espírito Hilário Silva. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Livro: A Vida Escreve. Lição nº 10. Página 49.


quinta-feira, 20 de junho de 2013

Precipitação e paciência

Ante os desafios de cada hora, não te entregues às reações que complicam tua evolução.
Em cada problema, usa o raciocínio e asserena o coração, para poderes agir com acerto, sem os reagentes que resultam da precipitação.
Quando reages sem pensar, serás obrigado, mais tarde, a agir para consertar.
Cresce no trabalho e atua em teus deveres.
Melhor realizar em profundidade, com calma, do que tudo intentar produzir com precipitação.
Precipitação perturba; paciência harmoniza.
Precipitado, o homem cai nas próprias armadilhas; paciente, soluciona todos os enigmas.
A precipitação retrata distúrbio emocional; a paciência reflete harmonia interior.
A história dos precipitados conquistadores das coisas exteriores é feita de amargura e dor.
Amando-nos, Jesus persiste em cativar-nos com paciência, aguardando que O sigamos.
Nas Suas pegadas, apóstolos, mártires e santos ensinaram que a precipitação leva à loucura, enquanto a paciência, mãe da resignação cristã, leva à vitória e à salvação.

Joanna de Ângelis / Médium Divaldo Pereira Franco
Livro: Alegria de Viver (extrato) - Ed. LEAL

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Apelo de amigo

Não se deprecie.
Não diga que não merece a bênção de Deus.
Se a Sabedoria Divina nada esperasse de você não lhe teria doado tantos recursos, quais sejam:
A inteligência lúcida que auxilia a discernir o certo do errado;
A noção do bem e do mal;
As janelas dos cinco sentidos;
A capacidade mental cujas expressões você pode aprimorar ao infinito, com esforço próprio;
A visão do corpo e da alma com que você realiza prodígios de observação e de análise;
A palavra, que você é capaz de educar, e com a qual você encontra as maiores possibilidades de renovar o próprio destino;
A audição, as mãos, as faculdades genésicas que lhe dão poderes notáveis de criatividade.
Se você usufrui vantagens mais amplas, já obteve grandes promoções nos quadros da vida.
Reflitamos nisso e aceitemo-nos como somos, procurando melhorar-nos e, ao melhorar-nos, estaremos construindo o caminho certo para a Espiritualidade Maior.

André Luiz / Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: Respostas da Vida (extrato) - Ed. IDEAL

terça-feira, 18 de junho de 2013

Reflitamos


* “Ainda sabendo que a morte vem de Deus, quando nós não a provocamos, não podemos, por enquanto, na Terra receber a morte com alegria porque ninguém recebe um adeus com felicidade, mas podemos receber a separação com fé em Deus, entendendo que um dia nos reencontraremos todos numa vida maior e essa esperança deve aquecer-nos o coração."

* “Estávamos, certa vez, sob chuvas de observações e eu pedi ao espírito Emmanuel: "Que fazer? Dizem tanto mal..." e ele respondeu: "Olha, a boca do mal na Terra é como a boca da noite. Ninguém consegue fechá-la. Vamos trabalhar, trabalhar..."

* “Os nossos benfeitores espirituais nos esclarecem, frequentemente, que a doutrina espírita formula explicações mais lógicas, mais simples em torno dos ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo, explicações essas, que nós encontramos com muita riqueza de minudências nas obras codificadas por Allan Kardec. Mas, explicam também, que todas as religiões são respeitáveis e que nossa atitude, diante de todas elas, deve ser de extremada veneração, pelo bem que elas trazem às criaturas humanas e por serem igualmente sustentáculos do bem na comunidade em nome de Deus."

* “Acreditamos que para que o homem atinja a perfeição não se pode menosprezar os valores do espírito. Todos estamos formulando votos aos poderes divinos que governam o mundo e a humanidade, para que o homem se volte para dentro de si mesmo a fim de que nós todos, dentro dessa interiorização, venhamos a compreender que sem os valores da alma não podemos avançar muito tão só com os valores físicos que são praticamente transitórios."

* “Emmanuel costuma afirmar-nos que, sem religião, seríamos na Terra viajantes sem bússola, incapazes de orientar-nos no rumo da elevação real."

* “A vida está repleta da beleza de Deus e por isso não nos será lícito entregar o coração ao desespero, porque a vida vem de Deus, tal qual o Sol maravilhoso nos ilumina."

Emmanuel  /  Francisco Cândido Xavier

Não te perturbes

“E o mandamento que era para a vida, achei eu que me era para a morte.” – Paulo. (Romanos, 7:10.)

Se perguntássemos ao grão de trigo que opinião alimenta acerca do moinho, naturalmente responderia que dentro dele encontra a casa de tortura em que se aflige e sofre; no entanto, é de lá que ele se ausenta aprimorado para a glória do pão na subsistência do mundo.
Se indagássemos da madeira, com respeito ao serrote, informaria que nele identifica o algoz de todos os momentos, a dilacerar-
lhe as entranhas; todavia, sob o patrocínio do suposto verdugo, faz-se delicada e útil para servir em atividades sempre mais nobres.
Se consultarmos a pedra, com alusão ao buril, certo esclarecerá que descobriu nele o detestável perseguidor de sua tranqüilidade, a feri-la, desapiedado, dia e noite; entretanto, é dos golpes dele que se eleva aos tesouros terrestres, aperfeiçoada e brilhante.
Assim, a alma. Assim, a luta.
Peçamos o parecer do homem, quanto à carne, e pronunciará talvez impropriedades mil. Ouçamo-lo sobre a dor e registraremos velhos disparates verbais. Solicitemos-lhe que se externe com referência à dificuldade, e derramará fel e pranto.
Contudo, é imperioso reconhecer que do corpo disciplinado, do sofrimento purificador e do obstáculo asfixiante, o Espírito ressurge sempre mais aformoseado, mais robusto e mais esclarecido para a imortal idade.
Não te perturbes, pois, diante da luta, e observa.
O que te parece derrota, muita vez é vitória. E o que se te afigura em favor de tua morte, é contribuição para o teu engrandecimento na vida eterna.

Emmanuel & Francisco Cândido Xavier
Obra: Fonte Viva

Decisão e vontade

Incerteza parece coisa de pouca monta, mas é de valor fundamental no caminho de cada um.
A instabilidade moral cria hábito e as pessoas entregam-se às forças negativas sem perceber.
Confiantes pela manhã e indecisas à noite.
Frequentemente rogam em prece:
- Senhor! Mostra-me o que devo fazer!...
E quando o Senhor lhes revela, pelas circunstâncias, o quadro de serviços, dizem pesarosas:
- Quem sou eu para realizar essa tarefa!...
Sabem que é preciso servir para se renovarem, mas esperam renovar-se sem servir.
Dispõem de verbo fácil, mas se dizem inabilitadas a falar auxiliando nas construções do Espírito.
Possuem dedos ágeis, porém costumam asseverar-se inseguras na execução das boas obras.
Louvam na rua o equilíbrio e a serenidade e, às vezes, em casa, disputam certames de irritação.
O dever e as realizações chamam, urgentemente, mas desculpam-se alegando cautela.
Realização pede apoio da fé. Tudo o que serve para corrigir, elevar, educar e construir nasce primeiro do esforço da vontade unida à decisão.

Emmanuel / Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: Rumo Certo (extrato) - Ed. FEB

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Necessidade da tolerância

Muitos fazem da tolerância um feito difícil.
Tolerância é respeito pela vida, conforme ela é.
Mais do que um favor em relação ao próximo em erro, é um dever mínimo, imediato, de que não podemos prescindir para viver em paz conosco.
É estado emocional que deve incorporar-se à conduta pessoal, para formar hábito sadio.
Todas as ocorrências no mundo resultam de fatores que nos cumpre compreender e aceitar.
Aceitação não equivale a concordância, mas a dever de respeito, ditado pela consciência, ante os que pensam e agem de forma diferente.
Tolerância tem muito a ver com a paz interior, que cada um deve cultivar com afinco.
Cônscio de suas responsabilidades, o homem, mais facilmente compreende os que transitam em outras faixas de aprendizagem:
- Não inveja os que se acham acima;
- Tolera os que, abaixo, se fazem agressivos.
A tolerância gera simpatia e fomenta a paz.
Não confundamos tolerância e covardia moral.
Uma dignifica, a outra envilece.
A tolerância exalta, a covardia deprime.

Marcelo Ribeiro / Médium Divaldo Pereira Franco
Livro: Roteiro de Libertação (extrato) - Ed. LEAL

domingo, 16 de junho de 2013

Se você ajudar

Se você ajudar, tudo o que hoje parece ruína e fracasso surgirá amanhã renovado em
dons de renascimento e vitória.
A permanência na Terra é curso de melhoria.
Entretanto, como atingir o divino objeto, se você cristaliza o potencial da simpatia e da
boa vontade, na expectativa inoperante em torno do gesto de seu irmão? Como alcançar
a alegria se nos confiamos à tristeza, animar a outrem, se nos rendemos às sugestões do
desalento e levantar a fé no coração do próximo, se estimamos a posição horizontal da
preguiça interior na incerteza?
Se você ajudar, porém, o mau se fará melhor e o bom se revelará excelente; as mãos
enrijecidas na avareza abrir-se-ão ao seu toque de bondade e o coração endurecido
descerrar-se-á, de novo, à luz, diante de sua manifestação de assistência espontânea.
A gentileza é a filha dileta da renúncia e guarda consigo o dom de tudo transformar, em
favor do infinito bem.
Não se mantenha sob o frio do desânimo ou sob a tempestade do desespero.
Venho para o clima da cooperação e da solidariedade e use a chave milagrosa do sorriso
de entendimento, que auxilia para a felicidade alheia.
Ampare a você mesmo, auxiliando aos outros.
Você não deve exigir o socorro do mundo, quando a verdade é que o mundo nos tem
dado quanto pode e hoje espera confiante o socorro nosso.
Creia, pois, no poder do serviço e da bondade e convença-se de que tudo se converterá
hoje em alegrias e bênçãos para seu caminho se você ajudar.

Obra: Nosso Livro - Francisco Cândido Xavier / André Luiz

sábado, 15 de junho de 2013

Infinito amor

Diante daqueles que supunhas transviados, mesmo que se entremostrem cegos no crime,
não te confies à maldição.
Nessas horas difíceis, indagas de ti próprio onde a grande razão pela qual Deus tolera
semelhantes abusos.
***
No entanto, se a inquietação te invade, pensa em teu próprio filho, ao surgirem problemas...
Se notas infelizes lhe assinalam o estudo, sabes dar-lhe na escola o curso repetido ou
transferes o exame para segunda época.
Se foge à profissão, diligencias sempre atividades novas, para vê-lo correto e ajustado ao
dever.
Se aparece doente, angarias remédio, restaurando-lhe as forças.
Se o vício lhe corrompe as fibras da consciência, não lhe cortas os braços, mas buscas na
vida os meios necessários para que se reeduque.
Se comete erro grave, não lhe queres a morte, porquanto sentes que a compaixão te sugere
outros campos de serviço e de emenda.
***
Ainda nas circunstâncias em que o mal te pareça abarcar toda a terra, pensa no amor divino,
que sustenta as estrelas e alimenta os insetos, a fim de que percebas, vibrando em toda
parte, os apelos constantes do perdão e do auxílio.
Compreenderás, então, que a falta de alguém, hoje, pode ser nossa falta, igualmente,
amanhã.
E ao notarmos que nós, Espíritos falíveis, conseguimos amar, embora a imperfeição que nos
tisna de sombra, saberemos por fim que Deus é sempre amor, sempre Infinito Amor, na
Justiça da Lei.

Francisco Cândido Xavier / Emmanuel
Justiça Divina

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Dias difíceis

Há dias que parecem não ter sido feitos para ti.
Amontoam-se tantas dificuldades, inúmeras frustrações e incontáveis
aborrecimentos, que chegas a pensar que conduzes o globo do mundo sobre os
ombros dilacerados.
Desde cedo, ao te ergueres do leito, pela manhã, encontras a indisposição
moral do companheiro ou da companheira, que te arremessa todos os espinhos
que o mau humor conseguiu acumular ao longo da noite.
Sentes o travo do fel despejado em tua alma, mas crês que tudo se modificará nos momentos seguintes.
Sais à rua, para atender a esse ou àquele compromisso cotidiano, e te
defrontas com a agrestia de muitos que manejam veículos nas vias públicas e
que os convertem em armas contra os outros; constatas o azedume do
funcionário ou do balconista que te atende mal, ou vês o cinismo de
negociantes que anseiam por te entregar produtos de má qualidade a preços
exorbitantes, supondo-te imbecil. Mesmo assim, admites que, logo, tudo se
alterará, melhorando as situações em torno.
Encontras-te com familiares ou pessoas amigas que te derramam sobre a mente
todo o quadro dos problemas e tragédias que vivenciam, numa enxurrada de
tormentos, perturbando a tua harmonia ainda frágil, embora não te permitam
desabafar as tuas angústias, teus dramas ou tuas mágoas represadas na alma.
Em tais circunstâncias, pensas que deves aguardar que essas pessoas se
resolvam com a vida até um novo encontro.
São esses os dias em que as palavras que dizes recebem negativa
interpretação, o carinho que ofereces é mal visto, tua simpatia parece mero
interesse, tuas reservas são vistas como soberba ou má vontade. Se falas, ou
se calas, desagradas.
Em dias assim, ainda quando te esforces por entender tudo e a todos, sofres
muito e a costumeira tendência, nessas ocasiões, é a da vitimação
automática, quando se passa a desenvolver sentimentos de autopiedade.
No entanto, esses dias infelizes pedem-nos vigilância e prece fervorosa,
para que não nos percamos nesses cipoais de pensamentos, de sentimentos e de
atitudes perturbadores.
São dias de avaliação, de testes impostos pelas regentes leis da vida
terrena, desejosas de que te observes e verifiques tuas ações e reações à
frente das mais diversas situações da existência.
Quando perceberes que muita coisa à tua volta passa a emitir um som
desarmônico aos teus ouvidos; se notares que escolhendo direito ou esquerdo
não escapas da ácida crítica, o teu dever será o de te ajustares ao bom
senso. Instrui-te com as situações e acumula o aprendizado das horas,
passando a observar bem melhor as circunstâncias que te cercam, para que
melhor entendas, para que, enfim, evoluas.
Não te olvides de que ouvimos a voz do Mestre Nazareno, há distanciados dois
milênios, a dizer-nos: No mundo só tereis aflições...
Conhecedores dessa realidade, abrindo a alma para compreende que a cada dia
basta o seu mal..., tratarás de te recompor, caso tenhas te deixado ferir
por tantos petardos, quando o ideal teria sido agir como o bambuzal diante
da ventania. Curvar-se, deixar passar o vendaval, a fim de te reergueres com
tranqüilidade, passando o momento difícil.
Há de fato, dias difíceis, duros, caracterizando o teu estádio de provações
indispensáveis ao teu processo de evolução. A ti, porém, caberá erguer a
fronte buscando o rumo das estrelas formosas, que ao longe brilham, e
agradecer a Deus por poderes afrontar tantos e difíceis desafios,
mantendo-te firme, mesmo assim.
Nos dias difíceis da tua existências, procura não te entregares ao
pessimismo, nem ao lodo do derrotismo, evitando alimentar todo e qualquer
sentimento de culpa, que te inspirariam o abandono dos teus compromissos, o que seria teu gesto mais infeliz.
Põe-te de pé, perante quaisquer obstáculos, e sê fiel aos teus labores, aos
deveres de aprender, servir e crescer, que te trouxeram novamente ao mundo terrestre.
Se lograres a superação suspirada, nesses dias sombrios para ti, terás
vencido mais um embate no rol dos muitos combates que compõem a pauta da guerra em que a terra se encontra engolfada.
Confia na ação e no poder da luz, que o Cristo representa, e segue com
entusiasmo para a conquista de ti mesmo, guardando-te em equilíbrio, seja
qual for ou como for cada um dos teus dias.

Raul Teixeira / Camilo

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Campo de fé

A fé é capaz de harmonizar o complexo humano para o equilíbrio do corpo e da alma. O ser humano, que por presente da vida recebeu a razão e comunga com os pensamentos do Evangelho, eterniza na consciência a fé que, no dizer de Paulo, é a substância da coisa pensada.
Eis que estamos na era do Espírito frente à verdade. A humanidade já se encontra na maturação, capaz de entender a Jesus na expressão do Espiritismo, no qual se mostra a volta do Mestre mais visível. Aquele que tem o poder de transportar os montes, as montanhas das inferioridades na região da consciência e na cidade do coração, no sentido de aumentar a fé e, se a fé é a fonte da vida, ainda mais o é a que encara a razão frente a frente!
A confiança na criatura é, pois, o “Cristo em nós”, mantendo o equilíbrio na casa da alma. Dessa forma, ficamos conhecendo e sentindo Deus pelo sol da fé que alegra, que perdoa, que compreende, que estuda, que trabalha, consubstanciando-se no amor, pelas portas da caridade, falando e exemplificando o Evangelho, configurando Jesus pelos canais da Doutrina Espírita, sendo Allan Kardec o instrumento da Verdade, para libertação da humanidade e, tudo isso, pela presença da fé...

(De “Páginas Esparsas 2”, de João Nunes Maia, pelo Espírito Bezerra)

terça-feira, 11 de junho de 2013

Oração em ti


O homem, consciente ou inconscientemente, necessita comunicar-se com Deus.
A presença latente da Divindade impele-o a buscar a Fonte Inexaurível, a fim de nutrir-se da energia mantenedora da vida.
Uma secreta intuição, reminiscência de experiências já vividas ou inspiração para o encontro, fala da Realidade Superior, concitando ao estabelecimento de uma ponte de duas vias: por onde sigam os apelos e por onde retornem as respostas.
O recurso mais valioso para este desiderato é o da oração.
Quando penetras o aposento interior da alma, guiado pela luz da oração, logras comungar com Deus, ali presente, podendo alimentar-te nessa poderosa Força geradora de valores elevados.
São estimulados os recursos já existentes, que assomam em forma de coragem, de paz, de alegria.
Desanuviam-se as sombras pesadas que obscurecem a inteligência, entorpecendo os sentimentos.
O equilíbrio interior se recompõe e a escala dos bens altera-se do imediato para o mediato, do transitório para o permanente, face a uma hábil visualização da própria realidade.
A oração é o mais forte estímulo de que a alma pode dispor para plenificar-se.
Ela reergue o ser e o metamorfoseia, em razão da substância de que se constitui, abrindo espaços mentais para a ação edificante, sem a qual, a vida, em si mesma, perde o sentido, a significação.
É luz acesa na sombra; é pão nutriente na escassez; é força na debilidade; é gozo na paisagem erma da soledade.
Com a oração redescobres a finalidade da tua existência terrena e superas todos os percalços que parecem impedir-te ao avanço.
Faze da oração um hábito e deixa que a luz e o entendimento te fortaleçam na vida diária, à medida que te dediques a todas as tarefas que te dizem respeito, jovial e feliz.

Joanna de Ângelis
(Filho de Deus, Joanna de Ângelis — Ed. LEAL, 2ª ed., 1990, nr. 24, pág. 83)
(Fonte: A Prece Segundo os Espíritos — coletânea mediúnica ilustrada – Divaldo Pereira Franco – Diversos Espíritos)

Oração fraternal

Irmão nosso, que estás na Terra, Glorificada seja tua vontade, em favor do Infinito bem.
Trabalha incessantemente pelo Reino Divino, com tua cooperação espontânea.
Seja atendida a tua aspiração elevada, com esquecimento de todos os caprichos inferiores.
Tanto no lar da Carne, quanto no Templo do Universo.
O pão nosso de cada dia, que vem do Celeste Celeiro, usa com respeito e divide santamente.
Desculpa nossas faltas para contigo, assim como o Eterno Pai tem perdoado nossa dividas em comum.
Não permitas que a tua existência se perca pela tentação dos maus pensamentos.
Livra-te dos males que procedem do próprio coração.
Porque te pertence, agora, a gloriosa oportunidade de elevação para o reino do poder, da justiça, da paz da glória e do amor para sempre.

Espírito: Emmanuel
Médium: Francisco Cândido Xavier
Livro: "Correio Fraterno" - EDIÇÃO FEB

segunda-feira, 10 de junho de 2013

O renascer

Normalmente discutimos as questões referentes ao renascimento corporal, entrelaçando
esse ou aquele argumento, perpassando impressões e casos vários, probatórios, do
nosso conhecimento.
O renascimento do corpo, todavia, reclama o nosso esforço, no sentido de refazer a
própria romagem, utilizando-nos das felizes lições que a Doutrina do Consolador vem-nos
apresentando, há tanto tempo.
Renascer em nova indumentária fisiológica é reencarnar. Muito embora o peso que o termo
deixa transparecer para alguns, não resta dúvida de que, sendo lei divina, todos nela estamos
incursos. Os que creem na ação dessa lei quanto os que não a admitem, todos estamos
sujeitos ao seu comando.
O ressurgimento no corpo, concitando-nos à mudança de posicionamento ético em fase das
vivências que empreendemos, torna necessária a observação das recomendações ou dos
lembretes que nos chegam por meio da mostragem dos que estão lacrimosos, sofridos e
marcados por rudes expiações no mundo, junto a tantos que remoem amarguras de
aparência interminável.
Mas, ao lado disso, verificamos os que se gloriam no trabalho são e afanoso, contínuo e feliz,
na expansão das alegrias e da esperança, do amor e do bem, na trajetória dos seus dias.
Acompanhemos esses quadros, a fim de fazermos nossa própria escolha, uma vez que sabemos
que a colheita que se faz agora não passa do resultado da sementeira efetuada por nós mesmos,
em outra ocasião...
Ante a bênção do renascimento em que você está matriculado, não desdenhe as experiências
que o alcançam, convocando-lhe ao serviço para o encontro com Jesus, nosso Senhor.
Trabalhe e aprimore-se. Aprimore-se e sirva. Sirva e passe, fazendo luz a sua volta, clareando a
sua reencarnação, renascendo também em espírito, assemelhando-se ao Criador pelo amor
que espalhe.

(Obra: Rosângela - Raul Teixeira / Rosângela)

O que mais sofremos

O que mais sofremos no mundo –
Não é a dificuldade. É o desânimo em superá-la.
Não é a provação. É o desespero diante do sofrimento.
Não é a doença. É o pavor de recebê-la.
Não é o parente infeliz. É a mágoa de tê-lo na equipe familiar.
Não é o fracasso. É a teimosia de não reconhecer os próprios erros.
Não é a ingratidão. É a incapacidade de amar sem egoísmo.
Não é a própria pequenez. É a revolta contra a superioridade dos outros.
Não é a injúria. É o orgulho ferido.
Não é a tentação. É a volúpia de experimentar-lhe os alvitres.
Não é a velhice do corpo. É a paixão pelas aparências.
Como é fácil de perceber, na solução de qualquer problema, o pior problema é a carga de aflições que criamos,
desenvolvemos e sustentamos contra nós.

Espírito: Albino Teixeira
Médium: Francisco Cândido Xavier
Livro: "Passos da Vida"

domingo, 9 de junho de 2013

Dez sugestões



Dez sugestões para meditar, antes da crítica:

I — colocar-nos no lugar da pessoa acusada, pesquisando no íntimo quais seriam as nossas reações nas mesmas circunstâncias.

II — Perguntar a nós mesmos o que já fizemos, em favor da criatura em dificuldade para que ela não descesse de nível.

III — Reconhecer o grau de responsabilidade que nos compete no assunto em pauta.

IV — Observar o lado bom do irmão ou da irmã em lide, a fim de concluir se não temos mais razões para agradecer e louvar do que para aborrecer ou reprovar.

V — Recorrer à memória e lembrar, com sinceridade, se já conseguimos vencer qualquer grande crise moral da existência, sem o auxílio de alguém.

VI — Verificar, em sã consciência, se temos efetivamente certeza da falta pela qual são apontados o companheiro ou a companheira, em torno de quem somos convidados a emitir opinião.

VII — Deduzir, pelo estudo de nós próprios, se possuímos suficientes recursos para corrigir sem ofender.

VIII — Examinar até que ponto a criatura acusada terá agido exclusivamente por si ou sob controle e domínio de obsessores, sejam eles encarnados ou desencarnados, com interesse na perturbação do ambiente em que vivemos.

IX — Refletir na maneira pela qual estimamos ser tratados por nossos amigos quando entramos em erro.

X — Orar pelos nossos irmãos menos felizes e por nós mesmos, antes de criticar-lhes quaisquer manifestações.

André Luiz

(De “Passos da Vida”, de Francisco Cândido Xavier – Espíritos diversos)


Obediência justa

"Que, sendo em forma de Deus não teve por usurpação ser igual a Deus".
- Paulo. (Filipenses, 2:6).


Todos os sofrimentos dos homens, de modo geral, originam-se da pretensão de usurpar o
Divino Poder.
Orgulho, vaidade, insensatez, egoísmo, perversidade, rebeldia e opressão representam
apenas modalidades variadas dessa usurpação indébita. A guerra e o seu século
pestilencial, a tirania e o instinto revolucionário, as paixões arrasadoras e os desastres
espirituais que lhes são consequentes constituem-lhe as obras.
Na vastíssima paisagem de nossas existências vemos sempre a Misericórdia Divina e a
maldade humana, a Bondade Celestial e a desobediência das criaturas... Sempre, o Pai
Generoso e os filhos imprevidentes, o Deus Justo e as inteligências caídas e perversas...
Doloroso quadro... Em tudo, no planeta, a harmonia das leis do Senhor e a discórdia dos
homens, a bênção providencial ao céu e a rebeldia terrestre...
Por isso mesmo a Humanidade, como aranha gigantesca, encontra-se no milenário
labirinto, encarcerada na teia criminosa de suas próprias ações.
O coração do discípulo fiel ao Evangelho, nos dias que passam, deve revestir-se com a
vigorosa couraça da fé viva, porquanto é chamado a trabalhar numa floresta escura, onde
a maldade se tornou mais requintada e a sombra mais densa. E que guarde, sobretudo, a
serenidade confiante do trabalhador, compreendendo a necessidade dos testemunhos e
sacrifícios para todos, porque para o aprendiz sincero deve resplandecer o ensinamento
Daquele que tendo vindo ao mundo através de anúncios divinos, assinalados por uma
estrela brilhante, temido pelas autoridades de seu tempo, que transformou pescadores em
apóstolos, que curou leprosos e cegos, e levantou paralíticos de nascença, não quis
usurpar o Direito Divino e marchou, um dia, para o monte, a fim de testemunhar a
obediência justa ao Senhor Supremo da Vida, no alto de uma cruz, ante o desprezo e
ironia de todos.

Obra: Segue-me
Francisco Cândido Xavier pelo Espírito de Emmanuel

sábado, 8 de junho de 2013

O ouro intransferível

“Aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças.” — (Apocalipse, 3:18)

Sempre vulgares as aquisições de custo fácil.
Nada difícil ao homem comum perseguir as possibilidades financeiras, aliciar interesses mesquinhos, inventar mil recursos para atingir os fins inferiores; entretanto, os que adotam semelhante norma desconhecem o caráter sagrado do mais humilde patrimônio que lhes vai às mãos, abusando da posse para sentirem-se, depois, mais empobrecidos que nunca.
A recomendação divina é suficientemente clara.
Para que um homem se enriqueça, deve adquirir o ouro provado no fogo, fortuna essa que procede das mãos generosas do Altíssimo.
Somente essa riqueza espiritual, adquirida nas situações de trabalho árduo, de profunda compreensão, de vitória sobre si mesmo, de esforço incessante, conferirá ao Espírito a posição de ascendência legítima, de bem-estar permanente, além das transformações impostas pelo sepulcro, e apenas levará a efeito tão elevada conquista após entregar-se totalmente ao Pai para a grandeza do Divino Serviço.
O homem mobilizado pelo homem poderá, sem dúvida, receber volumosos salários. Convenhamos, porém, que esses bens se transformam sempre ou algum dia serão transferidos a outrem pelo detentor provisório. No entanto, quando o trabalhador gasta suas possibilidades no trabalho do bem, com esquecimento do egoísmo, desinteressado de si próprio, colocando acima dos caprichos da personalidade os objetivos da Obra de Deus, lutando, amando, sofrendo e entregando-se a Ele, adquire, indiscutivelmente, o ouro eterno e intransferível.

(De “Caminho, Verdade e Vida”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Aceitação

“Conseguir a fé é alcançar a possibilidade de não mais dizer "eu creio", mas afirmar "eu sei" com todos os valores da razão tocados pela luz do sentimento.” Emmanuel

Aceitação construtiva será sempre talvez mais da metade dos ingredientes de solução a qualquer dos problemas que, porventura, te aflijam. E dizemos “construtiva” porque não se trata de calma inoperante, mas sim de paciência, capaz de improvisar o bem, criando condições para que o bem se faça cada vez mais amplo para quantos nos partilhem a vida.
Reflitamos nisso e não recuses as dificuldades e provas que não possamos afastar ou remediar.
Antes de recolher-nos ao berço terrestre, na Vida Maior, escolhemos ou somos induzidos a escolher o tipo de experiências das quais temos necessidade para melhorar-nos ou promover-nos a planos mais elevados.
Diante disso, busca os recursos precisos à harmonização de tudo o que te interessa à paz e ao bom-ânimo para o desempenho das tarefas que a vida te atribui, mas não te proponhas a destruir os meios de que careces para que te sintas mais eficiente na construção geral.
Se trazes algum órgão doente, procura recursos para tratá-lo, convenientemente, como se torna indispensável, mas se a moléstia é irreversível, admite-a com paciência, nos domínios do próprio corpo, consciente de que ela terá função específica na preservação de tua paz.
Tenta recuperar determinados bens que perdeste, em vista da invigilância de amigos aos quais te confiaste; no entanto, se os teus devedores estão insolvíveis, esquece os prejuízos sofridos e segue para diante.
Protege o próprio lar contra a perturbação e a desarmonia, mas se a tua ação não surte efeito, aceita a casa em que vives por tua escola de regeneração e de amor.
Educa o parente difícil como puderes, entretanto, se esse mesmo familiar prossegue difícil, abraça-o, tal qual é, para que aprendas tolerância e humildade.
Rebeldia complica os melhores planos da vida.
Revolta é atraso lastimável em qualquer organização.
Acolhe as tuas dificuldades quando não consigas extingui-las, sanando-as, pouco a pouco, sob o esforço de tua energia serena.
Não fujas à luta que a vida te propõe, na intimidade de ti mesmo e, atendendo ao trabalho do dia-a-dia, a fim de superá-la, conserva a certeza de que é pelas tuas próprias prestações de serviço ao bem comum que a bênção da vitória te marcará.

(De “Inspiração”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)

terça-feira, 4 de junho de 2013

Coisas invisíveis

“Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder como a sua divindade se estendem e claramente se veem pelas coisas que estão criadas.” — Paulo. (Romanos, Capítulo 1, Versículo 20.)

O espetáculo da Criação Universal é a mais forte de todas as manifestações contra o materialismo negativista, filho da ignorância ou da insensatez.
São as coisas criadas que falam mais justamente da natureza invisível.
Onde a atividade que se desdobre sem base?
Toda forma inteligente nasceu de uma disposição inteligente.
O homem conhece apenas as causas de suas realizações transitórias, ignorando, contudo, os motivos complexos de cada ângulo do caminho. A paisagem exterior que lhe afeta o sensório é uma parte minúscula do acervo de criações divinas, que lhe sustentam o habitat, condicionado às suas possibilidades de aproveitamento. O olho humano não verá, além do limite da sua capacidade de suportação. A criatura conviverá com os seres de que necessita no trabalho de elevação e receberá ambiente adequado aos seus imperativos de aperfeiçoamento e progresso, mas que ninguém resuma a expressão vital da esfera em que respira no que os dedos mortais são suscetíveis de apalpar.
Os objetos visíveis no campo de formas efêmeras constituem breve e transitória resultante das forças invisíveis no plano eterno.
Cumpre os deveres que te cabem e receberás os direitos que te esperam. Faze corretamente o que te pede o dia de hoje e não precisarás repetir a experiência amanhã.

Obra: Pão Nosso
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Em nome da sinceridade

Sinceridade não é rudeza no trato,
Nem violência para esgrimir a verdade.
Não é sentimento policiador,
Nem desejo veemente de corrigir...
Em seu nome,
Descarregam-se desequilíbrios,
Mágoas e conflitos
Esquecidos da gentileza
E da aflição.

Sinceridade
É companheirismo solidário,
Participação discreta,
Ajuda sem alarde,
Socorro despercebido
Para não deixar o amigo tombar,
Nem falir.

A sinceridade
É como a luz do luar,
Que balsamiza e aclara
Sem ofuscar.
Silencia ante as ofensas
E aguarda o momento de esclarecer.
Apoia, quando pode erguer,
E desce para servir sem se jactar.

Fruto da afeição sincera,
Nasce da flor da confiança irrestrita.
Possui sementes de esperança
Que se desdobra
Em bênção sem par.

Sinceridade
É alma do amor
Que se expande,
Cabendo em todo lugar,
Não cessa de servir,
Não para de ajudar.

Sê sincero como amigo,
Sê amigo qual irmão,
Amando sem cansaço,
Tomado de ternura,
Enriquecido de cooperação.

Sinceridade!
Quantos desvarios
São cometidos em teu nome!

(De “Paz Íntima”, de Divaldo Pereira Franco,
pelo Espírito Eros)

segunda-feira, 3 de junho de 2013

A lição da semente

Diante da perplexidade dos ouvintes, falou Jesus, convincente:
— Em verdade, é muito difícil vencer os aflitivos cuidados da vida humana. Para onde se
voltem nossos olhos, encontramos a guerra, a incompreensão, a injustiça e o sofrimento. No
Templo, que é o Lar do Senhor, comparecem o orgulho e a vaidade nos ricos, o ódio e a revolta
nos pobres. Nem sempre é possível trazer o coração puro e limpo, como seria de desejar,
porque há espinheiros, lamaçais e serpentes que nos rodeiam. Entretanto, a ideia do Reino Divino
é assim como a semente minúscula do trigo. Quase imperceptível é lançada à terra, suportando-
lhe o peso e os detritos, mas, se germina, a pressão e as impurezas do solo não lhe paralisam
a marcha. Atravessa o chão escuro e, embora dele retire em grande parte o próprio alimento,
o seu impulso de procurar a luz de cima é dominante. Desde então, haja sol ou chuva,
faça dia ou noite, trabalha sem cessar no próprio crescimento e, nessa ânsia de subir, frutifica
para o bem de todos. O aprendiz que sentiu a felicidade do avivamento interior, qual ocorre à
semente de trigo, observa que longas raízes o prendem às inibições terrestres... Sabe que a
maldade e a suspeita lhe rondam os passos, que a dor é ameaça constante; todavia, experimenta,
acima de tudo, o impulso de ascensão e não mais consegue deter-se. Age constantemente
na esfera de que se fez peregrino, em favor do bem geral. Não encontra seduções irresistíveis
nas flores da jornada. O reencontro com a Divindade, de que se reconhece venturoso herdeiro,
constitui-lhe objetivo imutável e não mais descansa, na marcha, como se uma luz consumidora
e ardente lhe torturasse o coração. Sem perceber, produz frutos de esperança, bondade, amor e
salvação, porque jamais recua para contar os benefícios de que se fez instrumento fiel. A visão
do Pai é a preocupação obcecante que lhe vibra na alma de filho saudoso.
O Mestre silenciou por momentos e concluiu:
— Em razão disso, ainda que o discípulo guarde os pés encarcerados no lodo da Terra, o
trabalho infatigável no bem, no lugar em que se encontra, é o traço indiscutível de sua elevação.
Conheceremos as árvores pelos frutos e identificaremos o operário do Céu pelos serviços
em que se exprime.
A essa altura, Pedro interferiu, perguntando:
— Senhor: que dizer, então, daqueles que conhecem os sagrados princípios da caridade e
não os praticam?
Esboçou Jesus manifesta satisfação no olhar e elucidou:
— Estes, Simão, representam sementes que dormem, apesar de projetadas no seio dadivoso
da terra. Guardarão consigo preciosos valores do Céu, mas jazem inúteis por muito tempo.
Estejamos, porém, convictos de que os aguaceiros e furacões passarão por elas, renovando-
lhes a posição no solo, e elas germinarão, vitoriosas, um dia. Nos campos de Nosso Pai, há
milhões de almas assim, aguardando as tempestades renovadoras da experiência, para que se
dirijam à glória do futuro. Auxiliemo-las com amor e prossigamos, por nossa vez, mirando a
frente!
Em seguida, ante o silêncio de todos, Jesus abençoou a pequena assembleia familiar e partiu.

Obra: Jesus no Lar
Francisco Cândido Xavier / Néio Lucio

domingo, 2 de junho de 2013

Cadáveres

“Pois onde estiver o cadáver, ai se ajuntarão as águias.” — (MATEUS, Capítulo 24,Versículo 28.)

Apresentando a imagem do cadáver e das águias, referia-se o Mestre à necessidade dos homens penitentes, que precisam recursos de combate à extinção das sombras em que se mergulham.
Não se elimina o pântano, atirando-lhe flores.
Os corpos apodrecidos no campo atraem corvos que os devoram.
Essa figura, de alta significação simbológica, é dos mais fortes apelos do Senhor, conclamando os servidores do Evangelho aos movimentos do trabalho santificante.
Em vários círculos do Cristianismo renascente surgem os que se queixam, desalentados, da ação de perseguidores, obsessores e verdugos visíveis e invisíveis.
Alguns aprendizes se declaram atados à influência deles e confessam-se incapazes de atender aos desígnios de Jesus.
Conviria, porém, muita ponderação, antes de afirmativas desse jaz, que apenas acusam os próprios autores.
É imprescindível lembrar sempre que as aves impiedosas se ajuntarão em torno de cadáveres ao abandono.
Os corvos se aninham noutras regiões, quando se limpa o campo em que permaneciam.
Um homem que se afirma invariavelmente infeliz fornece a impressão de que respira num sepulcro; todavia, quando procura renovar o próprio caminho, as aves escuras da tristeza negativa se afastam para mais longe.
Luta contra os cadáveres de qualquer natureza que se abriguem em teu mundo interior. Deixa que o divino sol da espiritualidade te penetre, pois, enquanto fores ataúde de coisas mortas, serás seguido, de perto, pelas águias da destruição.

Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Obra:Pão Nosso

André Luiz

Que fazeis de especial?

“Que fazeis de especial?” – Jesus. (MATEUS, 5:47.)

Iniciados na luz da Revelação Nova, os espiritistas cristãos possuem patrimônios de entendimento muito acima da compreensão normal dos homens encarnados.
Em verdade, sabem que a vida prossegue vitoriosa, além da morte; que se encontram na escola temporária da Terra, em favor da iluminação espiritual que lhes é necessária; que o corpo carnal é simples vestimenta a desgastar-se cada dia; que os trabalhos e desgostos do mundo são recursos educativos; que a dor é o estímulo às mais altas realizações; que a nossa colheita futura se verificará, de acordo com a sementeira de agora; que a luz do Senhor clarear-nos-á os caminhos, sempre que estivermos a serviço do bem; que toda oportunidade de trabalho no presente é uma bênção dos Poderes Divinos; que ninguém se acha na Crosta do Planeta em excursão de prazeres fáceis, mas, sim, em missão de aperfeiçoamento; que a justiça não é uma ilusão e que a verdade surpreenderá toda a gente; que a existência na esfera física é abençoada oficina de trabalho, resgate e redenção e que os atos, palavras e pensamentos da criatura produzirão sempre os frutos que lhes dizem respeito, no campo infinito da vida.
Efetivamente, sabemos tudo isto.
Em face, pois, de tantos conhecimentos e informações dos planos mais altos, a beneficiarem nossos círculos felizes de trabalho espiritual, é justo ouçamos a interrogação do Divino Mestre:
- Que fazeis mais que os outros?

Obra: Vinha de Luz
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

S. O. S - André Luiz

A existência terrestre é comparável ao firmamento, que nem sempre surge bem azulado.
Dias sobrevêm nos quais as nuvens da provação provocam o aguaceiro das lágrimas.
Raios de angústias varrem o céu da esperança...
Granizos de aflição apedrejam os sonhos...
Rajadas de calúnia açoitam a alma...
Enxurrada de maledicência cria subversão...
Multiplicam-se os problemas, como testes do destino que nos verificará o aproveitamento dos valores oferecidos para o mundo.
E cada problema solicita três atitudes distintas:
Silêncio diante do caos; oração diante do desafio; e serviço perante o mal.
Se a discórdia ameaça, façamos silêncio.
Se a tentação aparece, recorramos à oração.
Se a ofensa injuria, refugiemo-nos no serviço.
Silêncio- previne contra o perigo.
Oração – prepara a passagem livre.
Serviço – garante a marcha correta.
S.O.S. irmana silêncio, oração e serviço, como sendo a síntese de todas as respostas.

André Luiz / Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: Sol nas Almas (extrato) - Ed. CEC

sábado, 1 de junho de 2013

Executar bem

“E ele lhes disse: – “Não peçais mais do que o que vos está ordenado.” - João Batista. (Lucas, 3:13.)

A advertência de João Batista à massa inquieta é dos avisos mais preciosos do Evangelho.
A ansiedade é inimiga do trabalho frutuoso. A precipitação determina desordens e recapitulações consequentes.
Toda atividade edificante reclama entendimento.
A palavra do Precursor não visa anular a iniciativa ou diminuir a responsabilidade, mas recomenda espírito de precisão e execução nos compromissos assumidos.
As realizações prematuras ocasionam grandes desperdícios de energia e atritos inúteis.
Nos círculos evangélicos da atualidade, o conselho de João Batista deve ser especialmente lembrado.
Quantos pedem novas mensagens espirituais, sem haver atendido a sagradas recomendações das mensagens velhas? quantos aprendiz es aflitos por transmitir a verdade ao povo, sem haver cumprido ainda a menor parcela de responsabilidade para com o lar que formaram no mundo? Exigem revelações, emoções e novidades, esquecidos de que também existem deveres inalienáveis desafiando o espírito eterno.
O programa individual de trabalho da alma, no aprimoramento de si mesma, na condição de encarnada ou desencarnada, é lei soberana.
Inútil enganar o homem a si mesmo com belas palavras, sem lhes aderir intimamente, ou recolher-se à proteção de terceiros, na esfera da carne ou nos círculos espirituais que lhe são próximos.
De qualquer modo, haverá na experiência de cada um de nós a ordenação do Criador e o serviço da criatura.
Não basta multiplicar as promessas ou pedir variadas tarefas ao mesmo tempo.
Antes de tudo, é indispensável receber a ordenação do Senhor, cada dia, e executá-la do melhor modo.

Obra: Vinha de Luz
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Contrastes

Existe tanta dor desconhecida
Ferindo as almas pelo mundo em fora,
Tanto amargor de espírito que chora
Em cansaços nas lutas pela vida;

E há também os reflexos da aurora
De ventura, que torna a alma florida,
A alegria fulgente e estremecida,
Aureolada de luz confortadora.

Há, porém, tanta dor em demasia,
Sobrepujando instantes de alegria,
Tal desalento e tantas desventuras,

Que o coração dormente, a pleno gozo,
Deve fugir das horas de repouso,
Minorando as alheias amarguras.

Auta de Souza / Francisco Cândido Xavier
Do Livro: Parnaso de Além Túmulo


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