sábado, 15 de junho de 2013

Infinito amor

Diante daqueles que supunhas transviados, mesmo que se entremostrem cegos no crime,
não te confies à maldição.
Nessas horas difíceis, indagas de ti próprio onde a grande razão pela qual Deus tolera
semelhantes abusos.
***
No entanto, se a inquietação te invade, pensa em teu próprio filho, ao surgirem problemas...
Se notas infelizes lhe assinalam o estudo, sabes dar-lhe na escola o curso repetido ou
transferes o exame para segunda época.
Se foge à profissão, diligencias sempre atividades novas, para vê-lo correto e ajustado ao
dever.
Se aparece doente, angarias remédio, restaurando-lhe as forças.
Se o vício lhe corrompe as fibras da consciência, não lhe cortas os braços, mas buscas na
vida os meios necessários para que se reeduque.
Se comete erro grave, não lhe queres a morte, porquanto sentes que a compaixão te sugere
outros campos de serviço e de emenda.
***
Ainda nas circunstâncias em que o mal te pareça abarcar toda a terra, pensa no amor divino,
que sustenta as estrelas e alimenta os insetos, a fim de que percebas, vibrando em toda
parte, os apelos constantes do perdão e do auxílio.
Compreenderás, então, que a falta de alguém, hoje, pode ser nossa falta, igualmente,
amanhã.
E ao notarmos que nós, Espíritos falíveis, conseguimos amar, embora a imperfeição que nos
tisna de sombra, saberemos por fim que Deus é sempre amor, sempre Infinito Amor, na
Justiça da Lei.

Francisco Cândido Xavier / Emmanuel
Justiça Divina

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