quarta-feira, 31 de julho de 2013

Pensa um pouco

“As obras que eu faço em nome de meu Pai, essas testificam de mim.” — Jesus. (João, Capítulo 10, Versículo 25.)

É vulgar a preocupação do homem comum, relativamente às tradições familiares e aos institutos terrestres a que se prende, nominalmente, exaltando-se nos títulos convencionais que lhe identificam a personalidade.
Entretanto, na vida verdadeira, criatura alguma é conhecida por semelhantes processos. Cada Espírito traz consigo a história viva dos próprios feitos e somente as obras efetuadas dão a conhecer o valor ou o demérito de cada um.
Com o enunciado, não desejamos afirmar que a palavra esteja desprovida de suas vantagens indiscutíveis; todavia, é necessário compreender-se que o verbo é também profundo potencial recebido da Infinita Bondade, como recurso divino, tornando-se indispensável saber o que estamos realizando com esse dom do Senhor Eterno.
A afirmativa de Jesus, nesse particular, reveste-se de imperecível beleza.
Que diríamos de um Salvador que estatuísse regras para a Humanidade, sem partilhar-lhe as dificuldades e impedimentos?
O Cristo iniciou a missão divina entre homens do campo, viveu entre doutores irritados e pecadores rebeldes, uniu-se a doentes e aflitos, comeu o duro pão dos pescadores humildes e terminou a tarefa santa entre dois ladrões.
Que mais desejas? Se aguardas vida fácil e situações de evidência no mundo, lembraste do Mestre e pensa um pouco.

Obra: Pão Nosso
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

Somewhere

Jackie Evancho & Barbra Streisand

terça-feira, 30 de julho de 2013

Jésus Gonçalves

Hosana! Eu já encontrei o grande bem,
em cuja busca fui judeu-errante.
É o facho luminoso que contém
a luz que me ilumina a todo instante!

E ele está na vida e mais adiante,
dentro da morte, nas mansões do além...
Está no amor... Está na fé... Perante
os dois altares que esta vida tem!

Pois, nem a vida é sonho e a morte o nada,
O amor é luz; a fé, o santo meio
de tornar esta luta compensada!

Por isso eu sigo... nos caminhos meus,
a procurar em tudo quanto creio,
a coisa que faltava e... que era Deus!
Falta

Quem serve, prossegue

“O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir.” – Jesus. (Marcos, 10:45.)

A Natureza, em toda parte, é um laboratório divino que elege o espírito de serviço por processo normal de evolução.
Os olhos atolados observam a cooperação e o auxílio nas mais comezinhas manifestações dos reinos inferiores.
A cova serve à semente. A semente enriquecerá o homem.
O vento ajuda as flores, permutando-lhes os princípios de vida.
As flores produzirão frutos abençoados.
Os rios confiam-se ao mar. O mar faz a nuvem fecundante.
Por manter a vida humana, no estágio em que se encontra, milhares de animais morrem na Terra, de hora a hora, dando carne e sangue a benefício dos homens.
Infere-se de semelhante luta que o serviço é o preço da caminhada libertadora ou santificante.
A pessoa que se habitua a ser invariavelmente servida em todas as situações, não sabe agir sozinha em situação alguma.
A criatura que serve pelo prazer de ser útil progride sempre e encontra mil recursos dentro de si mesma, na solução de todos os problemas.
A primeira cristaliza-se.
A segunda desenvolve-se.
Quem reclama excessivamente dos outros, por não estimar a movimentação própria na satisfação de necessidades comuns, acaba por escravizar-se aos servidores, estragando o dia quando não encontra alguém que lhe ponha a mesa. Quem aprende a servir, contudo, sabe reduzir todos os embaraços da senda, descobrindo trilhos novos.
Aprendiz do Evangelho que não improvisa a alegria de auxiliar os semelhantes permanece muito longe do verdadeiro discipulado, porquanto, companheiro fiel da Boa Nova, está informado de que Jesus veio para servir e desvela-se, a benefício de todos, até ao fim da luta.
Se há mais alegria em dar que em receber, há mais felicidade em servir que em ser servido.
Quem serve, prossegue…

Obra: Fonte Viva
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

Palavras e palavras

A palavra é o veículo de compreensão entre os homens; é, em si, construção divina a serviço da vida inteligente na Terra.
Entretanto, há palavras que geram guerras e palavras mensageiras de paz.
Há palavras que motivam sorrisos e outras que causam lágrimas.
Na palavra está a força do pensamento exteriorizado. Por isso, ela expressa a condição de vida mental daqueles que a pronunciam.
O criminoso fala “amor” quando desejaria dizer paixão pela posse.
O artista diz “amor” quando gostaria de expressar a percepção que o emociona.
O cristão menciona “amor” quando pensa em renovar o mundo.
Em todos esses casos, a palavra é a mesma, mas varia a vibração que a envolve.
Educa, então, o teu modo de pensar para expressares na palavra o teu real modo de ser.
Enriquecido por esse tesouro – a palavra, estende esperança onde te encontras.
Faze-a verter bênçãos em nome de Deus.

Joanna de Ângelis / Médium Divaldo Pereira Franco
Livro: Espírito e Vida (extrato) - Ed. LEAL

Para libertar-mos


A preguiça conserva a cabeça desocupada e as mãos ociosas. A cabeça desocupada e as mãos ociosas encontram a desordem. A desordem cai no tempo sem disciplina. O tempo sem disciplina vai para invigilância. A invigilância patrocina a conversação sem proveito. A conversação sem proveito entretece as sombras da cegueira de espírito. A cegueira de espírito promove o desequilíbrio. O desequilíbrio atrai o orgulho. O orgulho alimenta a vaidade. A vaidade agrava a preguiça. Como é fácil de ver, a preguiça é suscetível de desencadear todos os males, qual a treva que é capaz de induzir a todos os erros. Obsessão, loucura, pessimismo, delinquência ou enfermidade podem aparecer por autênticas fecundações da ociosidade, intoxicando a mente e arruinando a vida. Reconheçamos: o passo inicial para libertar-nos da inércia será sempre - trabalhar.


Emmanuel / Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: Coragem

domingo, 28 de julho de 2013

Marcados

Acerca-te dos vencidos para auxiliar. Não creias, porém, que eles sejam apenas os companheiros que tombaram na luta e se encontram caídos na estrada, tomados pelo desalento e o pessimismo.
Concentra a tua atenção e com os olhos do espírito surpreenderás muitos deles ao teu lado, guardando aparência robusta e provocando ruído para esconderem as marcas da infelicidade.
Todavia, é imprescindível amar para ajudar com eficiência.
Alguns são amigos assinalados por desastres e acidentes morais, que o ferrete da Lei divina atingiu, expungindo, recalcados, os pesados débitos...
Outros são irmãos marcados por enfermidades cruéis, que lhes desorganizam o aparelho digestivo, desviando-lhes o tubo excretor...
Vários são companheiros vitimados por heranças físicas,, que os olhos do mundo não alcançam, guardadas em tecidos caros, recuperando o pretérito...
Diversos são os corações solitários, que se reajustam aos impositivos de afeições angustiosas, renovando o panorama da mente enferma...
Outros tantos são espíritos de procedências várias, perturbados por sinais vigorosos que os prostram, no silêncio, aniquilando-lhes a esperança...
Todos eles necessitam de ungüento para as marcas dolorosas, que funcionam como corretivos santificantes.
Quando os encontres, não os atormentes mais com indagações desnecessárias, ferindo-lhes as úlceras com estiletes de curiosidade negativa.
Viajores do tempo, nas estações da Terra, possuímos nossos sinais e marcar que nos dilaceram as fibras íntimas.
Antes que desfaleçam esses marcados, podes fazer algo em benefício deles. Mais tarde surgirá novo dia, oportunidade nova de caminhar e, embora sejas convidado a ajudar, orando, não poderás prever se, de um para outro momento, será convidado pela Lei a carregar mais vigorosa marca...
* * *
Divaldo Pereira Franco.
Da obra: Messe de Amor.
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.

Contentar-se

“Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que tenho.” — Paulo. (Filipenses, capítulo 4, versículo 11.)

A vertigem da posse avassala a maioria das criaturas na Terra.
A vida simples, condição da felicidade relativa que o planeta pode oferecer,
foi esquecida pela generalidade dos homens. Esmagadora percentagem das súplicas terrestres não consegue avançar além do seu acanhado âmbito de origem.
Pedem-se a Deus absurdos estranhos. Raras pessoas se contentam com o material recebido para a solução de suas necessidades, raríssimas pedem apenas o “pão de cada dia”, como símbolo das aquisições indispensáveis.
O homem incoerente não procura saber se possui o menos para a vida eterna, porque está sempre ansioso pelo mais nas possibilidades transitórias.
Geralmente, permanece absorvido pelos interesses perecíveis, insaciado, inquieto, sob o tormento angustioso da desmedida ambição. Na corrida louca para o imediatismo, esquece a oportunidade que lhe pertence, abandona o material que lhe foi concedido para a evolução própria e atira-se a aventuras de conseqüências imprevisíveis, em face do seu futuro infinito.
Se já compreendes tuas responsabilidades com o Cristo, examina a essência de teus desejos mais íntimos. Lembra-te de que Paulo de Tarso, o apóstolo chamado por Jesus para a disseminação da verdade divina, entre os homens, foi obrigado a aprender a contentar-se com o que possuía, penetrando o caminho de disciplinas acerbas.
Estarás, acaso, esperando que alguém realize semelhante aprendizado por ti?


Emmanuel / Francisco Cândido Xavier
Caminho, Verdade e Vida

sábado, 27 de julho de 2013

O mais difícil


Diante das águas calmas, Jesus refletia.
Afastara-se da multidão, momentos antes.
Ouvira remoques e sarcasmos.
Vira chagas e aflições.
O Mestre pensava...
*
Tadeu e Tiago, o moço, João e Bartolomeu aproximaram-se. Não era aquele um
momento raro? E ensaiaram perguntas.
- Senhor – disse João - , qual é o mais importante aviso da Lei na vida dos homens?
E o Divino passou a responder:
- Amemos a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a nós mesmos.
- E qual a virtude mais preciosa? – indagou Tadeu.
- A humildade.
- Qual o talento mais nobre, Senhor? – falou Tiago.
- O trabalho.
- E a norma de triunfo mais elevada? – indagou Bartolomeu.
- A persistência no bem.
- Mestre, qual é, para nós todos, o mais alto dever? – aventurou Tadeu novamente.
- Amar a todos, a todos servindo sem distinção.
- Oh! Isso é quase impossível – gemeu o aprendiz.
- A maldade é atributo de todos – clamou Tiago - ; faço o bem quanto posso, mas
apenas recolho simples espinhos de ingratidão.
- Vejo homens bons sofrendo calúnias por toda parte – acentuou outro discípulo.
- Tenho encontrado mãos para auxiliar – disse outro.
E as mágoas desfilaram diante do Mestre silencioso.
João, contudo, voltou a interrogá-lo:
- Senhor, que é mais difícil? Qual a aquisição mais difícil?
Jesus sorriu e declarou:
- A resposta está aqui mesmo em vossas lamentações. O mais difícil é ajudar em
silêncio, amar sem crítica, dar sem pedir, entender sem reclamar... A aquisição mais difícil
para nós todos chama-se paciência.

Livro: A Vida Escreve
Psicografia de Waldo Vieira
Espírito Hilário Silva

Cada amanhecer


Cada amanhecer é convite sereno à conquista de valores que parecem inalcançáveis.
À medida que o dia avança, aproveita os minutos, sem pressa nem postergação do dever.
Não te aflijas ante o volume de coisas e problemas que tens pela frente.
Dirige cada ação à sua finalidade específica.
Após concluir um serviço, inicia outro e, sem mágoa dos acontecimentos desagradáveis, volve à liça com disposição, avançando, passo a passo, até o momento de conclusão dos deveres planejados.

Autor: Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Pereira Franco

Indugência

Situações várias podem alterar o clima de paz em derredor de nós. Destaca-se entre elas a palavra impensada, como fonte de incompreensão.
Daí o nosso dever básico de vigiar a nós mesmos na conversação.
Sejamos indulgentes.
Se erramos, roguemos perdão.
Se outros erraram, perdoemos.
O mal que hoje desejamos para alguém, suscitará o mal para nós, amanhã.
A mágoa não se justifica e o perdão anula os problemas, diminuindo complicações.
É assim que a espontaneidade no bem estabelece a caridade real.
Quem não reconhece as próprias imperfeições demonstra incoerência em si mesmo.
Quem perdoa desconhece o remorso.
Ódio é fogo invisível na consciência.
O erro não pede aversão, mas entendimento.
Erro nosso requer a bondade alheia; erro de outrem reclama a nossa clemência.
Quanto mais conhecemos a nós mesmos, mais amplo em nós o imperativo de perdoar.

André Luiz / Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: O Espírito da Verdade (extrato) - Ed. FEB

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Poderes ocultos

“E onde quer que ele entrava, fosse nas cidades, nas aldeias ou nos campos, depunham os enfermos nas praças e lhe rogavam que os deixasse tocar ao menos na orla de seu vestido; e todos os que nele tocavam, saravam.” — Marcos, capítulo 6, versículo 56.

Não raro, surgem nas fileiras espiritualistas estudiosos afoitos a procurarem, de qualquer modo, a aquisição de poderes ocultos que lhes confira posição de evidência. Comumente, em tais circunstâncias, enchem-se das afirmativas de grande alcance.
O anseio de melhorar-se, o desejo de equilíbrio, a intenção de manter a paz, constituem belos propósitos; no entanto, é recomendável que o aprendiz não se entregue a preocupações de notoriedade, devendo palmilhar o terreno dessas cogitações com a cautela possível.
Ainda aqui, o Mestre Divino oferece a melhor exemplificação.
Ninguém reuniu sobre a Terra tão elevadas expressões de recursos desconhecidos quanto Jesus. Aos doentes, bastava tocar-lhe as vestiduras para que se curassem de enfermidades dolorosas; suas mãos devolviam o movimento aos paralíticos, a visão aos cegos. Entretanto, no dia do Calvário, vemos o Mestre ferido e ultrajado, sem recorrer aos poderes que lhe constituíam apanágio divino, em benefício da própria situação. Havendo cumprido a lei sublime do amor, no serviço do Pai, entregou-se à sua vontade, em se tratando dos interesses de si mesmo. A lição do Senhor é bastante significativa.
É compreensível que o discípulo estude e se enriqueça de energias espirituais, recordando-se, porém, de que, antes do nosso, permanece o bem dos outros e que esse bem, distribuído no caminho da vida, é a voz que falará por nós a Deus e aos homens, hoje ou amanhã.

Emmanuel
Caminho, Verdade e Vida

Marco Prisco

Lei do retorno


“E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida;
e os que fizeram o mal, para a ressurreição da condenação.” — Jesus. (João, 5; 29)

Em raras passagens do Evangelho, a lei reencarnacionista permanece tão clara quanto aqui, em que o ensino do Mestre se reporta à ressurreição da condenação.
Como entenderiam estas palavras os teólogos interessados na existência de um inferno ardente e imperecível?
As criaturas dedicadas ao bem encontrarão a fonte da vida em se banhando nas águas da morte corporal.
Suas realizações do porvir seguem na ascensão justa, em correspondência direta com o esforço perseverante que desenvolveram no rumo da espiritualidade santificadora, todavia, os que se comprazem no mal cancelam as próprias possibilidades de ressurreição na luz.
Cumpre-lhes a repetição do curso expiatório.
É a volta à lição ou ao remédio.
Não lhes surge diferente alternativa.
A lei de retorno, pois, está contida amplamente nessa síntese de Jesus.
Ressurreição é ressurgimento. E o sentido de renovação não se compadece com a teoria das penas eternas.
Nas sentenças sumárias e definitivas não há recurso salvador. Através da referência do Mestre, contudo, observamos que a Providência Divina é muito mais rica e magnânima que parece.
Haverá ressurreição para todos, apenas com a diferença de que os bons tê-la-ão em vida nova e os maus em nova condenação, decorrente da criação reprovável deles mesmos.

Irmão X / Francisco Cândido Xavier
Livro: Pão Nosso

Perdão e vida


Em verdade, o nosso tempo, na atualidade terrestre, é de muitos conflitos e manifestas perturbações.
Anotemos, no entanto, que a ausência do perdão reúne as parcelas de nossas relações negativas, e apresenta-nos a soma inquietante que se transforma em caminho para a guerra.
-x-
Os atritos do lar, as reclamações que se espalham, ressaltam da incompreensão, em que se especifica, entre os homens, a dureza dos corações de uns para com os outros.
Aqui, é a irritação que prepara ambiente à enfermidade, ali, é a falta de aceitação com que nos desligamos da humildade, é a prepotência pessoal favorecendo o orgulho de quantos intentam ser um fator de poder mais forte do que aqueles outros irmãos que lhes partilham a vida.
-x-
Lemos, sensibilizados, algo em torno das reuniões notáveis dos nossos homens de orientação ou de Estado, quando se congregam para discutirem os problemas da Paz.
É natural nos emocionemos com as primorosas declarações deles e com a grandeza de suas promessas e decisões.
Acontece, porém, que no desdobramento das horas, eles não são os personagens de nosso convívio... Longe deles, angariamos, com a bênção de Deus, o nosso pão de cada dia e sem eles é que nos vemos uns aos outros, nos modos diversos em que nos mantemos no cotidiano.
Admiramos as personalidades da televisão e das mostras de valores artísticos, entretanto, necessitamos aprender como tratar as nossas crianças e jovens na intimidade.
Muita gente gaba os feitos de grandes desportistas, como aconteceu à frente daqueles que venceram as distâncias e foram até a Lua. Sucede, contudo, que não vivemos com eles, conquanto mereçam a nossa melhor consideração.
-x-
Somos chamados a saber de que maneira minimizar as dificuldades de grandes incidências entre as paredes de nosso mundo doméstico.
Sejamos benevolentes para com todos aqueles que nos compartilham a vida.
Toleremo-nos, sabendo que hoje desculpamos a falta de alguém e talvez amanhã sejamos nós os necessitados de benevolência e tolerância. Diz o texto desta noite: “Perdoemos para que Deus nos perdoe.”
Coloquemos a nossa atenção nesta máxima e desculpemos uns aos outros, tantas vezes quantas se façam necessárias. E que o Pai Misericordioso a todos nos releve em nossas falhas e, compadecidamente, nos abençoe.

Emmanuel
De “Esperança e Luz”, de Francisco Cândido Xavier – Autores diversos

Bem que nos falta

Todo minuto de queixa é minuto perdido, arruinando potencialidades preciosas para a solução dos problemas sobre os quais estejamos deitando lamentação - Emmanuel

No estudo da perfeição, comecemos por vigiar a nós mesmos, corrigindo-nos em tudo aquilo
que nos desagrada-nos semelhantes.
Muitos criticam autoridades, apontando-as por verdugos do povo, e tiranizam, no lar, as
mãos obscuras e generosas que lhes amassam o pão.
Outros criticam autoridades, apontando-as por verdugos do povo, e tiranizam, no lar, as
mãos obscuras e generosas que lhes amassam o pão.
Vemos os que amaldiçoam a guerra entre os povos, e vivem, no aprisco familiar, com a
truculência da fera solta.
Há os que indicam a pena de morte para os irmãos que enlouqueceram na delinqüência, e
manejam, em casa, o punhal invisível da ingratidão.
Muitos lideram primorosas campanhas de socorro à infância desprotegida, e enxotam, por
vagabundo, o primeiro menino infortunado que lhes roga um vintém.
Outros guardam a enciclopédia na cabeça e jamais se lembram de estender o alfabeto ao
companheiro atrelado à ignorância.
Vemos os que cantam hosanas à virtude e encastelam-se no conforto individual, afirmando
que a caridade é fábrica de preguiça.
E há os que ensinam sabidamente, quanto à bondade e a simpatia, a se movimentarem, na
senda particular, despedindo farpas magnéticas, entre os melindres e aversões.
***
Nestes apontamentos humildes, a ninguém censuramos, de vez que, com evidentes
exceções, até ontem éramos todos nós igualmente assim. Hoje, porém, com a doutrina
espírita no comando da fé, sabemos todos que a lei do progresso confere a cada Espírito a
possibilidade de adquirir o bem que lhe falta, a fim de que a justiça estabeleça o
merecimento de cada um, na pauta das próprias obras.
Conjuguemos, assim, conselho e ação, palavra e conduta, na mesma onda de serviço
renovador, compreendendo, por fim, que o bem que nos falta nem sempre é o bem que
ainda não desfrutamos, mas sim o bem dos outros que, em nosso próprio benefício, nos
cabe fazer.

Emmanuel / Francisco Cândido Xavier
Livro: Justiça Divina

terça-feira, 23 de julho de 2013

Antes do berço


Antes do berço, na Espiritualidade, examinando as suas próprias necessidades de aperfeiçoamento terá você pedido:
a deficiência corpórea que induza à elevação de sentimentos;
a enfermidade de longa duração, capaz de educar-lhe os impulsos;
essa ou aquela lesão física que favoreça os exercícios de disciplina;
determinada mutilação que lhe iniba o arrastamento à agressividade exagerada;
o complexo psicológico que lhe renove as ideias;
o lar amargo onde possa aprender quanto vale a afeição;
o traço de prova que lhe impõe obstáculos no grupo social, a fim de esquecer enquistações de orgulho;
o reencontro com os adversários do passado, então na forma de parentes difíceis, atendendo a resgate de antigos débitos;
a impossibilidade temporária para a obtenção de um título acadêmico, de modo a frenar-se contra desmandos intelectuais;
a internação passageira em ambiente de pauperismo, de maneira a desenvolver a própria inabilitação no trabalho pessoal.
Aceite as dificuldades e desafios da existência, porque, na maioria das circunstâncias, são respostas da Providência Divina aos nossos anseios de reajuste e sublimação.

André Luiz / Francisco Cândido Xavier

Recebeste a luz?

“Recebestes o Espírito Santo quando crestes?” – (Atos, 19:2.)

O católico recolhe o sacramento do batismo e ganha um selo para identificação pessoal na estatística da Igreja a que pertence.
O reformista das letras evangélicas entra no mesmo cerimonial e conquista um número no cadastro religioso do templo a que se filia.
O espiritista incorpora-se a essa ou àquela entidade consagrada à nossa Doutrina Consoladora e participa verbalmente do trabalho renovador.
Todos esses aprendizes da escola cristã se reconfortam e se rejubilam.
Uns partilham o contentamento da mesa eucarística que lhes aviva a esperança no Céu; outros cantam, em conjunto, exaltando a Divina Bondade, aliciando largo material de estímulo na jornada santificante; outros, ainda, se reúnem, ao redor da prece ardente, recebem mensagens luminosas e reveladoras de emissários celestiais, que lhes consolidam a convicção na imortalidade, além…
Todas essas posições, contudo, são de proveito, consolação e vantagem.
É imperioso reconhecer, porém, que se a semente é auxiliada pela adubação, pela água e pelo sol, é obrigada a trabalhar, dentro de si mesma, a fim de produzir.
Medita, pois, na sublimidade da indagação apostólica: “Recebeste o Espírito Santo quando creste?”
Vale-te da revelação com que a fé te beneficia e santifica o teu caminho, espalhando o bem.
Tua vida pode converter-se num manancial de bênçãos para os outros e para tua alma, se te aplicares, em verdade, ao Mestre do Amor. Lembra-te de que não és tu quem espera pela Divina Luz. É a Divina Luz, força do Céu ao teu lado, que permanece esperando por ti.

Fonte Viva
Emmanoel / Francisco Cândido Xavier

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Quando perceber a irritação

Meu irmão, não creia em milagre. Procure compreender que cada homem vive, sofre o resultado de sua própria evolução. Para alcançar o equilíbrio é necessário alcançar o autoconhecimento que permite a disciplina pessoal.
Não estrague o seu dia; coragem, o seu mau humor, a sua ira, o seu ódio, não fazem outra coisa senão destruir, criar desolação, angústia, provocando insegurança em todos os que o cercam.
Não esqueça que para vencer a dor o homem precisa conhecer os seus objetivos, saber administrar o seu interior, pois assim fará sublimação com dignidade. A provação aumenta a visão interior, abre os horizontes da alma, liberta o ser.
Mostre a sua boa vontade em qualquer situação. Revele- se, colabore, seja solidário, trabalhe em benefício de todos; guarde a calma, faça a paz, seja sensato.
Intensifique a consciência do bem, estude, pesquise, trabalhe, não reclame, não se deixe amedrontar pelo desânimo; esteja sempre preparado para não perder o sentido inteligente da vida.
O acadêmico da espiritualidade tem certeza de que o exercício do bem se traduz pela luz no espírito, na qual a visão interior amplia os horizontes, elucida, promove grandes transformações.
Na escolaridade da Terra, aquele que compreendeu o seu significado é solidário, respeitoso e justo com o seu igual; está sempre pronto à renúncia do “EU”, portanto sua vida significa dedicação ao trabalho, compreensão, serenidade, esperança, resignação, calma, perdão, amor, paz, humildade, permanente renovação, alegria constante.
O homem que faz autoconhecimento percebe que o silêncio interior é a celebração plena da vida, o encontro do ser com o SER em todo o Universo, dentro de cada um, num processo constante de aprendizado.
Quando você perceber que a irritação está tomando conta de sua pessoa, reaja, procure em seu interior os momentos de alegria vividos, revise os seus ideais, não lastime, caminhe com determinação. A prece e a vigiliatura respondem a todas as questões humanas, são responsáveis pelo equilíbrio.
O homem marca o seu lugar na Terra pela força de seu trabalho, pelo desprendimento, pela renúncia moral, pelo caráter, pela consciência de seus objetivos; a dignidade humana está sempre presente quando a intenção é boa.
Aquele que crê na justiça do Criador é paciente, benigno, aplicado ao bem, caritativo, esperançoso; sabe suportar, esperar, sofrer as provações com altruísmo; reconhece que não há efeito sem causa, tem perene juventude, é feliz sem exigências.
Amor, trabalho, evolução.

Mensagem extraída do livro "Na luta do cotidiano, A força do amor"
Pelo espírito Leocádio José Correia
Psicografado pelo médium Maury Rodrigues da Cruz

Querer

Que se quer, para que e por que se quer – são indagações que merecem destaque na pauta das aspirações humanas.
Todos os homens sempre querem algo na vida. Raros, porém, dispõem-se a consegui-lo, dedicando-se com esforços e renúncias.
Todos almejam felicidade. No entanto, esse querer é um pálido aspirar sem base no sacrifício. Ademais, confundem felicidade com posse e gozo e se afadigam nas paixões em que sucumbem.
Querer deve revestir-se de forte interesse do espírito. Saber querer vem de ponderação amadurecida, após a seleção dos desejos imediatos.
Porfiar no querer, não desanimando ante as dificuldades ou aparentes insucessos, é o primeiro passo para a aquisição real.
Querer sem egoísmo faculta conquista útil a todos. Querer o bem, para repartir a alegria de viver – eis a diretriz correta.
Seja teu querer mais que um simples desejo.
Associa vontade e esforço e diligencia obter o que queiras de superior na vida, sem exorbitar, para te submeteres à divina diretriz, sem queixas.

Joanna de Ângelis / Médium Divaldo Pereira Franco

domingo, 21 de julho de 2013

Oração fraternal


Irmão nosso, que estás na Terra, Glorificada seja tua vontade, em favor do Infinito bem. Trabalha incessantemente pelo Reino Divino, com tua cooperação espontânea.
Seja atendida a tua aspiração elevada, com esquecimento de todos os caprichos inferiores. Tanto no lar da Carne, quanto no Templo do Universo.
O pão nosso de cada dia, que vem do Celeste Celeiro, usa com respeito e divide santamente.
Desculpa nossas faltas para contigo, assim como o Eterno Pai tem perdoado nossa dividas em comum. Não permitas que a tua existência se perca pela tentação dos maus pensamentos.
Livra-te dos males que procedem do próprio coração.
Porque te pertence, agora, a gloriosa oportunidade de elevação para o reino do poder, da justiça, da paz da glória e do amor para sempre.

Espírito: Emmanuel
Médium: Francisco Cândido Xavier

Esta é a mensagem

"Porque esta é a mensagem que ouvistes desde o princípio: que nos amemos uns aos outros." - (I João, 3:11.)

Em todo o mundo sentimos a enorme inquietação por novas mensagens do Céu. Forças dinâmicas do pensamento insistem em receber expressões de velhas verdades, ensaiando-se criações mentais diferentes. Notamos, porém, que a arte procura novas experimentações e se povoa de imagens negativas, que a política inventa ideologias e processos inéditos de governar e dilata o curso da guerra destruidora, que a ciência busca desferir voos mais altos e institui teorias dissolventes da concórdia e do bem estar.
Grandes facções religiosas efetuam trabalho heroico na demonstração da eternidade da vida suplicando sinais espetaculares do reino invisível ao homem comum.
Convenhamos que haverá sempre benefício nas aspirações elevadas do espírito humano, quando sinceramente procura as vibrações de natureza divina; todavia, necessitamos reconhecer que se há inúmeras mensagens substanciosas, edificantes e iluminadas na Terra, a maior e mais preciosa de todas, desde o princípio da organização planetária, é aquela da solidariedade fraternal, no "amemo-nos uns aos outros".
Esta é a recomendação primordial. Sentindo-a, cada discípulo pode examinar, nos círculos da luta diária, o índice de compreensão que já possui, acerca dos Desígnios Divinos.
Mesmo que esse ou aquele irmão ainda não a tenha entendido, inicia a execução do paternal conselho em ti mesmo.
Ama sempre. Faze todo o bem. Começa estimando os que te não compreendem, convicto de que esses, mais depressa, te farão melhor.

De “Pão Nosso”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel
Paz e Luz

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Em busca da felicidade


Pense mais em dar do que receber, e lembre-se do Homem de Nazaré, que disse ter vindo a Terra não para ser servido e sim para servir. Tente esquecer seus problemas amando, compreendendo e ajudando. Lembre-se que somos filhos de Deus, e o cristão tem por obrigação, se compromissar cada vez mais com a alegria de servir.
Renove a cada manhã o seu compromisso com a alegria de viver, vivendo para servir.
Ajude a todos sem esperar retribuição. Sempre ao chegar em casa, entre, porta a dentro, distribuindo alegria, beijos e abraços, pois esta atitude lhe ajudará a esquecer e a superar seus problemas. Procure aproximar-se mais dos corações de seus entes queridos, doando amor, compreensão e carinho.
Fazer carícias, abraçar, beijar, afagar, dizer palavras de incentivo lhe fará bem.
Saia de si mesmo e esteja pronto para exprimir bons sentimentos, pois a efetividade é parte de nossa saúde. É sempre dando que haveremos de receber. Não economiza amor, afeto e carinho, pois a nossa felicidade está em decorrência da felicidade que proporcionarmos ao nosso próximo.

Sergito de Souza Cavalcanti

Programação

Ter compaixão é possuir um entendimento maior das fragilidades humanas.
É quando nos tornamos mais flexíveis com as dificuldades alheias.


Nasceste no lar de que precisavas.
Vestiste o corpo físico que merecias.
Moras no melhor lugar que Deus poderia te proporcionar, de acordo com teu adiantamento.
Possuis os recursos financeiros coerentes com as tuas necessidades; nem mais nem menos, mas o justo para as tuas lutas terrenas.
Teu ambiente de trabalho é o que elegeste espontaneamente para a tua realização.
Teus parentes e amigos são as almas que atraíste com tuas próprias afinidades.
Portanto, teu destino está constantemente sob teu controle.
Tu escolhes, recolhes, eleges, atrais, buscas, expulsas, modificas tudo aquilo que te rodeia a existência.
Teus pensamentos e vontades são a chave de teus atos e atitudes, são as fontes de atração e de repulsão na tua jornada vivencial.
Não reclames nem te faças de vítima. Antes de tudo, analisa e observa. A mudança está em tuas mãos.
Reprograma tua meta. Busca o bem e viverás melhor.

Hammed / Francisco do Espírito Santo Neto

Caindo em si

“Caindo, porém, em si,” – Lucas, 15:17.

Este pequeno trecho da parábola do filho pródigo desperta valiosas considerações em torno da vida.
Judas sonhou com o domínio político do Evangelho, interessado na transformação compulsória das criaturas; contudo, quando caiu em si, era demasiado tarde, porque o Divino Amigo fora entregue a juízes cruéis.
Outras personagens da Boa Nova, porém, tornaram a si, a tempo de realizarem salvadora retificação.
Maria de Magdala pusera a vida íntima nas mãos de gênios perversos, todavia, caindo em si, sob a influência do Cristo, observa o tempo perdido e conquista a mais elevada dignidade espiritual, por intermédio da humildade e da renunciação.
Pedro, intimidado ante as ameaças de perseguição e sofrimento, nega o Mestre Divino; entretanto, caindo em si, ao se lhe deparar o olhar compassivo de Jesus, chora amargamente e avança, resoluto, para a sua reabilitação no apostolado.
Paulo confia-se a desvairada paixão contra o Cristianismo e persegue, furioso, todas as manifestações do Evangelho nascente; no entanto, caindo em si, perante o chamado sublime do Senhor, penitencia-se dos seus erros e converte-se num dos mais brilhantes colaboradores do triunfo cristão.
Há grande massa de crentes de todos os matizes, nas mais diversas linhas da fé, todavia, reinam entre eles a perturbação e a dúvida, porque vivem mergulhados nas interpretações puramente verbalistas da revelação celeste, em gozos fantasistas, em mentiras da hora carnal ou imantados à casca da vida a que se prendem desavisados. Para eles, a alegria é o interesse imediatista satisfeito e a paz e a sensação passageira de bem-estar do corpo de carne, sem dor alguma, a fim de que possam comer e beber sem impedimento.
Cai, contudo, em ti mesmo, sob a bênção de Jesus e, transferindo-te, então, da inércia para o trabalho incessante pela tua redenção, observarás, surpreendido, como a vida é diferente.

Obra: Fonte Viva
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

Disponibilidade para Deus

Rico ou pobre, culto ou iletrado, sem obrigação de exercer regularmente atividades profissionais ou preso a um penoso horário de trabalho todo santo dia, qualquer que seja, enfim, o seu status (econômico, intelectivo e social), você tem um singular recurso para ser feliz, livrando-se da avassaladora onda de neurose coletiva que está jogando enorme quantidade de pessoas em consultórios de psicanalistas, em cursos de controle da mente de propaganda ruidosa e matrículas caras, em salas de cartomantes e astrólogos, em templos que prometem impossíveis milagres, em gabinetes onde se vendem duvidosas propriedades terapêuticas de cores e cristais, em folclóricos terreiros de macumba ostensiva ou disfarçada, finalmente em bares e outros ambientes acolhedores de quem busca ilusão e refúgio, compelido pela angústia existencial.
Aludimos ao recurso de mandar às favas os valores vigentes na moderna sociedade de consumo (dentro da qual, já nos ocorreu afirmar certa feita, consumimos cada vez menos e somos cada vez mais consumidos!), de dar um inteligente pontapé nos desejos que sempre o atormentaram e nunca puderam (talvez nunca possam, nem devam) ser atendidos e, depois desta sensata resolução, colocar sua vida em disponibilidade para Deus.
Isto se afigura muito complicado e difícil de ser conseguido, mas é tão simples e fácil que quase ninguém compreende...
Não consiste em mergulhar na crença hermética ou na fé cega, entregando-se a leituras e práticas de sabor oriental ou de conteúdo religioso sectarista, nem consiste em voar bastante alto nas asas do lirismo poético, limitando-se a apreciar as maravilhas da natureza, que passeiam das plumagens dos pássaros aos sorrisos das crianças, dos bosques floridos aos céus polvilhados de estrelas...
Consiste, apenas, em você parar de pensar excessivamente em termos pragmáticos e utilitaristas, alimentando o egoísmo, segundo a moda da racionalidade atual, a fim de escutar a voz da consciência, porque por ela Deus lhe fala a todo momento.
Isto é o que, no fundo e expressamente, ensina a Doutrina Espírita. Quando Allan Kardec indagou, de forma direta, aos seres do Além reveladores da filosofia por ele codificada “onde está escrita a lei de Deus”, obteve esta resposta curta e incisiva: na consciência. (Pergunta 621 de “O Livro dos Espíritos”.)
Você já marcou encontro com a sua? Costuma consultá-la, não só diante de dúvidas e dilemas, mas a cada instante: de tranquilidade, de sofrimento e de euforia?
Torna-se imperioso convivermos com a consciência se quisermos nascer para a luz de nós mesmos. Embora tal atitude, de início, mostre-se desconfortável, porque ela nos acusa mais do que defende, no grau evolutivo por onde ora transitamos, vale a pena enfrentá-la e assumi-la em definitivo. Escutando-a atentamente, com intenção honesta, bem cedo seremos equilibrados e não perturbados (neuróticos), pelo elementar motivo de que ficaremos em disponibilidade para Deus, flutuando na obediência à sua vontade sábia e soberana, plena de infinito amor. Quem experimenta esta condição íntima, que alguns, por eufemismo de linguagem ou por condicionamento místico, chamam de estado de graça, sabe o que é ser feliz. Quem jamais tentou atingi-la, recusando-se a defrontar-se com a própria consciência, em vão correrá à procura da paz interior arrimando-se na orientação de terceiros, sejam eles gurus excêntricos, pregadores carismáticos ou pretensos cientistas.

Nazareno Tourinho
(Reformador nº 1984 de Julho de1994)


Prescrições de paz

"A nossa felicidade será naturalmente proporcional em relação à felicidade que fizermos para os outros."

Alinhemos algumas indicações de paz que nos preservam da influência de aflições e tensões, nas quais, tanta vez, arruinamos tempo e vida:
Corrigir em nós as deficiências suscetíveis de conserto, e aceitar-nos nas falhas cuja supressão não depende ainda de nós;
Tolerar os obstáculos que nos atinjam, entendendo que os outros carregam também os deles;
Abolir inquietações sobre calamidades anunciadas para o futuro, e que talvez não aconteçam;
Admitir os pensamentos de culpa que tenhamos adquirido, mas buscando extingui-los por meio de reajustamento e trabalho;
Nem desprezar os entes queridos, nem prejudicá-los com super proteção tendente a escravizá-los ao nosso modo de ser;
Não exigir do próximo aquilo que ele ainda não consegue fazer;
Nada pedir sem dar de nós mesmos.
Não ignorar as crises do mundo; mas reconhecer que, se reequilibrarmos nosso próprio mundo íntimo, perceberemos que as crises externas são necessárias ao burilamento da vida.

Emmanuel / Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: Ceifa de Luz

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Fazendo sol

"O seu hoje representa as ações antes realizadas e o seu amanhã defluirá das suas atividades hoje desenvolvidas."
Joanna de Angelis


Além da cela em que te enclausuras, alimentando as vitórias dos sofrimentos que crias entre sombras mentais, o trabalho socorrista espera braços para acionarem a alavanca da oportunidade, em favor de outros mais necessitados do que tu mesmo, que não podem parar nos degraus da lamentação.
Eles passam pela vida entre soluços e provações, a que desde cedo se encontram vinculados.
Dirás, no entanto, que eles já se acostumaram e que as dores que te laceram são insuportáveis.
Ignoras, certamente, a dor de uma mãe viúva e enferma sustentando em braços fracos o filho misérrimo e esfaimado; não sabes o desgosto profundo que experimenta um pai envelhecido que a tirania dos filhos jovens atirou à sarjeta e ao abandono; desconheces o sinal da orfandade, desde as primeiras horas nas ruas do desconforto, em forma de complexos e recalques malsinantes; desconheces os punhais invisíveis das dores morais que despedaçam o coração e mil outros angustiantes golpes com que o pretérito culposo pune no presente os infratores da Lei...
Ameniza tuas provações ajudando outros sob a dolorosa cruz de provações sem nome.
Há fome de amor perto do teu leito de queixas.
Levanta-te da inércia a que te vinculas impensadamente e aciona a máquina da beneficência.
*
A palavra de acolhimento fraternal que endereças a alguém é raio de sol na direção da vida.
A reprimenda que silencias se converte em reservas de piedade a teu próprio favor.
Todos somos imperfeitos em luta titânica pela ascensão aos páramos da luz.
Quantos bens se demoram encurralados em tuas mãos e quantas oportunidades te passam improdutivas?!
Acompanha a viagem da semente em transformações incessantes até uma nova semente.
Segue a jornada de uma moeda perdida na ociosidade do teu cofre e consigna os bens que pode espalhar quando dirigida pelos poderes da caridade.
Aplica o minuto do repouso indébito e desnecessário, edificando algo bom em alguém ou para alguém, e as noites do desassossego fulgirão com os lampejos das estrelas do teu esforço clareando caminhos.
Muitas dores são filhas da ociosidade.
Diversos males descendem da ignorância dos males reais.
Múltiplas enfermidades desenvolvem-se na madre da inutilidade.
Vidas vazias são colunas belas e decoradas sem base nem utilidade, dispensáveis e frágeis.
A auto piedade pode ser comparada à hera constringente que despedaça a frincha em que se apoia...
Lá fora, além da cela do teu isolacionismo, está fazendo sol e Jesus, hoje como outrora, esquecido de si mesmo e das ingratidões dos homens e do mundo está recolhendo corações para a lavoura do amor.
Deixa-te inundar da poderosa mensagem da luz e vencerás as sombras do pessimismo e da nostalgia que te vencem desapiedadamente, fazendo-te entender, porque para quem ama sempre “está fazendo sol.”

De “Dimensões da Verdade”, de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis

Os vivos do além


Várias escolas religiosas, defendendo talvez determinados interesses do sacerdócio, asseguram que o Evangelho não apresenta bases ao movimento de intercâmbio entre os homens e os espíritos desencarnados que os precederam na jornada do Mais Além…
Entretanto, nesta passagem de Lucas, vemos o Mestre dos Mestres confabulando com duas entidades egressas da esfera invisível de que o sepulcro é a porta de acesso.
Aliás, em diversas circunstâncias encontramos o Cristo em contacto com almas perturbadas ou perversas, aliviando os padecimentos de infortunados perseguidos. Todavia, a mentalidade dogmática encontrou aí a manifestação de Satanás, inimigo eterno e insaciável.
Aqui, porém, trata-se de sublime acontecimento no labor. Não vemos qualquer demonstração diabólica e, sim, dois espíritos gloriosos em conversação íntima com o Salvador. E não podemos situar o fenômeno em associação de generalidades, porqüanto os “amigos do outro mundo”, que falaram com Jesus sobre o monte, foram devidamente identificados. Não se registrou o fato, declarando-se, por exemplo, que se tratava da visita de um anjo, mas de Moisés e do companheiro, dando-se a entender claramente que os “mortos” voltam de sua nova vida.

Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Vantagens do perdão

"Porque se perdoardes aos homens as suas ofensas também
vosso Pai Celestial vos perdoará a vós..." - Jesus (Mateus, 6:14)


Quando Jesus nos exortou ao perdão não nos induzia exclusivamente ao aprimoramento moral, mas também ao reconforto íntimo, a fim de que possamos trabalhar e servir, livremente, na construção da própria felicidade.
Registremos alguns dos efeitos imediatos do perdão nas ocorrências da vida prática.
Através dele, ser-nos-á possível promover a extinção do mal, interpretando-se o mal por fruto de ignorância ou manifestação de enfermidade da mente; impediremos a formação de inimigos que poderiam surgir e aborrecer-nos indefinidamente, alentados por nossa aspereza ou intolerância; liberar-nos-emos de qualquer perturbação no tocante a ressentimento; imunizaremos o campo sentimental dos entes queridos contra emoções, ideias, palavras ou atitudes suscetíveis de marginalizá-los, por nossa causa, nos despenhadeiros da culpa; defenderemos a tarefa sob nossa responsabilidade, sustentando-a a cavaleiro de intromissões que, a pretexto
de auxiliar-nos, viessem arrasar o trabalho que mais amamos; impeliremos o agressor a refletir seriamente na impropriedade da violência; e adquiriremos a simpatia de quantos nos observem, levando-os a admitir a existência da fraternidade, em cujo poder dizemos acreditar.
Quantos perdoem golpes e injúrias, agravos e perseguições apagam incêndios de ódio ou extinguem focos de delinquência no próprio nascedouro, amparando legiões de criaturas contra o desequilíbrio e resguardando a si mesmos contra a influência das trevas.
Perdão pode ser comparado à luz que o ofendido acende no caminho do ofensor. Por isso mesmo, perdoar, em qualquer situação, será sempre colaborar na vitória do amor, em apoio de nossa própria libertação para a vida imperecível.

Emmanuel / Francisco Cândido Xavier, Livro: Aulas da Vida

terça-feira, 16 de julho de 2013

Escolha o melhor

Quem fecha os olhos imagina o mal; e quem morde os lábios o executa. (Pv. 16:30)
*
Quem fecha os olhos ao dever espiritual, imagina o mal por desconhecer os frutos do bem.
No esforço pela conquista do bem e pela limpeza que se deve fazer por dentro é necessário a tranquilidade.
Quem deseja iluminar-se por dentro tem de sacrificar muitas ilusões que carrega como virtudes.
*
A facilidade de tornar-se odiento é evidenciada pela face que expressa o que pensa.
Se já se acostumou a irradiar o ódio, procure com urgência sua modificação, porque o ódio atrai ódio e gera violência; gaste a sua energia doando amor, que gera caridade.
*
Não deve imaginar paixões inferiores por ser um gasto de energia divina em várias inferioridades; as virtudes gastam menos fluidos e ajudam mais, ainda deixando no templo do pensante o conforto e a paz.
*
Quem descobre os poderes que tem e sabe usá-los, começa a dar passos para uma vida feliz; quem ajuda sem exigências é consciente dos seus caminhos para a tranquilidade imperturbável.
*
Quem sofre por ver os outros errando, se encontra envolvido pelos mesmos sentimentos inferiores, por vezes sem saber.
Cuide de si mesmo, no que toca à moral, que estará ajudando a todos.
*
Pacifique os impulsos e modere sua fala em todos os assuntos, que o silêncio, vivendo o bem, ensina com mais segurança.
O seu comportamento fala mais alto que o verbo.
*
A serenidade nasce no respeito dos direitos alheios e o amor sustenta o ambiente da fé e da tranquilidade.
*
A escola maior para todas as criaturas são as leis de Deus, que se expressam em toda parte; basta saber estudá-las.
*
Não esqueça de orar todos os dias, sem fanatismo, que a prece abre caminhos para a inspiração com a Divindade.
*
Não se deve fechar os olhos ante a luz do saber, que a sabedoria e o amor se fazem em duas asas que nos levam ao reino da luz.

De “Gotas de Verdade”, de João Nunes Maia, pelo Espírito Carlos

Deus sempre

Por mais terrível se te apresente a situação, segue adiante, sem desfalecimento.
O desânimo é inimigo sutil que inutiliza os mais belos empreendimentos da vida.
Se os amigos te abandonaram ante os insucessos econômicos ou afetivos que te chegaram; se os parentes e afetos resolveram afastar-se por motivos que desconheces; se tudo te empurra ao limite estreito da solidão, recompõe-te intimamente e espera.
É provável que te sintas a sós, e que, aparentemente, estejas sem companhia. Isto, porém, não é uma realidade espiritual, mas o reflexo do momentâneo estado de alma que te assalta.
Nunca estás sozinho. Fazendo parte integrante da Criação, ela está em ti, quando nela te encontras.
No lugar onde estejas, Deus está contigo: no lar, no trabalho, no espairecimento, no repouso, na doença, na saúde, n’Ele haurindo consolo e forças para prosseguires nos misteres a que te vinculas.
Somente te sentirás a sós, se deixares de preservar o vínculo consciente com o Seu amor. Mesmo assim, Ele permanecerá contigo.
Estás unido a toda a Humanidade. Vão-se umas pessoas. Outras chegam. Não te amargures com as que partem. Não te entusiasmes com as que chegam.
As criaturas passam como veículos vivos: têm um destino e não as podes deter.
Compreendendo esse impositivo, faze-te o amigo e irmão de quem encontres no caminho, não o retendo ao teu lado, nem te fixando no dele. Ajuda-o e segue.
Só Deus, porém, é sempre o constante companheiro. Por isso, nunca te permitas sentir solidão.

Obra: Filho de Deus - Divaldo Pereira Franco / Joanna de Ângelis

Verdades e fantasias

O mundo sempre distingue ruidosamente os expositores de fantasias.
É comum observar-se, quase em toda parte, a vitória dos homens palavrosos, que prometem milagres e maravilhas. Esses merecem das criaturas grande crédito.
Não acontece o mesmo aos cultivadores da verdade, por simples que esta seja. Através de todos os tempos, para esses últimos, a sociedade reservou a fogueira, o veneno, a cruz, a punição implacável.
Tentando fugir à angustiosa situação espiritual que lhe é própria, inventou o homem a "buena-dicha".
A técnica do elogio, a disposição de parecer melhor, a presunção de converter consciências alheias, são grandes fantasias.
É preciso não crer nisso. Razoável é entender que o serviço de iluminação é difícil, a partir do esforço de regeneração de nós mesmos.
Nem sempre os amigos da verdade são aceitos. Mas, para nossa felicidade, é preciso atender à verdade enquanto é tempo.

Emmanuel / Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: Caminho, Verdade e Vida

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Convite à oração

“Senhor, ensina-nos a orar.” (Lucas: 11-1)

Nenhum motivo, por mais ponderável, conforme suponhas, pode constituir impedimento.
Razões expressivas não há que se transformem em empeço.
Atribulações que te assoberbem não significarão óbice ao ministério renovador.
Todas as coisas sob a sua claridade mudam de aspecto e as características antes deprimentes, sombrias, sofrem significativas transformações, ressurgindo com tonalidades mui diversas.
Ante a dúvida ou a ulceração moral constitui-se segurança e bálsamo refazente.
Mister, porém, fazer uma pausa no turbilhão, não permitindo que o carro do desespero continue correndo, sem brida para encontrar o local de realizá-la.
Exige, como todas as coisas, condições adequadas para culminar o objetivo superior de que se encarrega.
É possível improvisá-la qual se fora um atendimento de urgência, em situação de combate. Terapêutica preciosa, porém, solicita maior dosagem de cuidados para colimar resultados mais poderosos.
Esse antídoto, a qualquer mal, é a oração, a pausa refazente em que o espírito aturdido salta as barreiras impeditivas colocadas pelas turbações de toda ordem, a fim de alcançar as usinas inspirativas do Mundo Excelso.
Arrimo dos fracos, amparo dos combalidos, sustento dos sofredores, dínamo dos heróis, vitalidade dos santos, perseverança dos sábios, coragem dos mártires, a oração é o interfone por meio do qual o homem fala aos Ouvidos Divinos e por cujos fios recebe as sublimes respostas.
Faze um intervalo nas lutas quanto te permitem as possibilidades e convida-te à oração, a fim de poderes prosseguir intimorato pelo caminho da redenção. Lobrigarás, então, melhor entendimento sobre coisas, fatos e pessoas.

De “Convites da Vida”, de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Dar

As maiores transformações de nossa vida surgem, quase sempre das doações que fizermos.
Dar, na essência, significa abrir caminhos, fundamentar oportunidades multiplicar relações.
Muitos acreditam ainda que o ato de auxiliar procede exclusivamente daqueles que se garantem sobre poderes amoedados.
Em verdade, ninguém subestime o bem que o dinheiro doado ou emprestado consegue fazer; entretanto não se infira daí que adoação seja privilégio dos irmãos transitoriamente chamados à mordomia da finançaterrestre.
Todos, podemos oferecer consolação, entusiasmo, gentileza, encorajamento.
Às vezes, basta um sorriso para varrer a solidão. Uma frase de solidariedade é capaz de estabelecer vida nova no espírito em que o sofrimento crestoua esperança.
A rigor, todas as virtudes têm a sua raiz no ato de dar. Beneficência, doação de recursos próprios. Paciência, doação de ranqüilidade interior.
Tolerância, doação de entendimento. Sacrifício, doação de si mesmo.
Toda dádiva colocada em circulação volta infalivelmente ao doador, suplementada de valores sempre maiores.
Quem deseje imprimir mais rendimento e progresso em suas tarefas e obrigações, procure ampliar os seus dispositivos de auxilio aos outros e observará sem delonga os resultados felizes de semelhante cometimento. Isso ocorre porque em todo o Universo as Leis Divinas se baseiam em amor - no que, no fundo, é a onipresença de Deus em doações eternas.
Em qualquer soma de prosperidade e paz, realização e plenitude, o serviço ao próximo é a parcela mais importante, a única aliás, suscetível de sustentar as outras atividades que compõem a estrutura do êxito.
Dá do que possas e tenhas, do que sejas e representes, na convicção de que a tua dádiva é investimento na organização crediária da vida, afiançando os saques de recursos e forças dos quais necessites para o caminho.
"Dá e dar-se-te-á" -- ensinou-nos o Cristo de Deus.
Unicamente pela bênção de dar é que a vida de cada um de nós se transformará numa bênção.


(Obra: Alma e Coração
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Sacudir o pó

“E se ninguém vos receber, nem escutar as vossas palavras, saindo daquela casa ou cidade, sacudi o pó de vossos pés.” — Jesus. (Mateus, Capítulo 10, Versículo 14.)

Os próprios discípulos materializaram o ensinamento de Jesus, sacudindo a poeira das sandálias, em se retirando desse ou daquele lugar de rebeldia ou impenitência.
Todavia, se o símbolo que transparece da lição do Mestre estivesse destinado apenas a gesto mecânico, não teríamos nele senão um conjunto de palavras vazias.
O ensinamento, porém, é mais profundo. Recomenda a extinção do fermento doentio.
Sacudir o pó dos pés é não conservar qualquer mágoa ou qualquer detrito nas bases da vida, em face da ignorância e da perversidade que se manifestam no caminho de nossas experiências comuns.
Natural é o desejo de confiar a outrem as sementes da verdade e do bem, entretanto, se somos recebidos pela hostilidade do meio a que nos dirigimos, não é razoável nos mantenhamos em longas observações e apontamentos, que, ao invés de conduzir-nos a tarefa a êxito oportuno, estabelecem sombras e dificuldades em torno de nós.
Se alguém te não recebeu a boa-vontade, nem te percebeu a boa intenção, por que a perda de tempo em sentenças acusatórias? Tal atitude não soluciona os problemas espirituais. Ignoras, acaso, que o negador e o indiferente serão igualmente chamados pela morte do corpo à nossa pátria de origem? Encomenda-os a Jesus com amor e prossegue, em linha reta, buscando os teus sagrados objetivos. Há muito por fazer na edificação espiritual do mundo e de ti mesmo. Sacode, pois, as más impressões e marcha alegremente.

Emmanuel & Francisco Cândido Xavier
Obra: Pão Nosso

Fariseus

“Acautelai-vos, primeiramente, do fermento dos fariseus” – Jesus. (Lucas, 12:1.)

Fariseu ainda é todo presunçoso, dogmático, exclusivo, pretenso privilegiado das Forças Divinas.
O orgulhoso descendente dos doutores de Jerusalém ainda vive. Atravessa todas as organizações humanas. Respira em todos os templos terrestres. Acreditasse o herdeiro único da Divina Bondade. Nada aprecia senão pelo prisma do orgulho pessoal. Traça programas caprichosos e intenta torcer as próprias leis universais, submetendo-as ao ponto de vista que esposou na sua escola ou no seu argumento sectarista.
Jamais comparece, ante a bênção do Senhor, na condição de alguém que se converteu em instrumento de seus amorosos desígnios, mas como crente orgulhoso, cheio de propósitos individualistas, declarando-se detentor de considerações especiais.
Os aprendizes fiéis necessitam acautelar-se contra o lêvedo de tais enfermos do espírito.
Toda ideia opera fermentações mentais.
Certamente que o Mestre não determinou a morte dos fariseus, mas recomendou cautela em se tratando da influenciação deles.
Exigências farisaicas constituem perigosas moléstias da alma. Urge auxiliar o doente e extinguir a enfermidade. Todavia, não conseguiremos a realização, provocando tumultos, e sim usando a cautela na antiga recomendação de vigilância.

Emmanuel & Francisco Cândido Xavier
Obra: Vinha de Luz

domingo, 7 de julho de 2013

Filhos adotivos


Filhos existem no mundo que reclamam compreensão mais profunda para que a existência se lhes torne psicologicamente menos difícil.
Reportamo-nos aos filhos adotivos que abordam o lar pelas vias da provação, sem deixarem de ser criaturas que amamos enternecidamente.
Coloquemo-nos na situação deles para mais claro entendimento do assunto.
Muitos de nós, nas estâncias do pretérito, teremos pisoteado os corações afetuosos que nos acolheram em casa, seja escravizando-os aos nossos caprichos ou apunhalando-lhes a alma a golpes de ingratidão. Desacreditando-lhes os esforços e dilapidando-lhes as energias, quase sempre lhes impusemos aflição por reconforto, a exigir-lhes sacrifícios incessantes até que lhes ofertamos a morte em sofrimento pelo berço que nos deram em flores de esperança.
Um dia, no entanto, desembarcados no Mais Além, percebemos a extensão de nossos erros e, de consciência desperta, lastimamos as próprias faltas.
Corre o tempo e, quando aqueles mesmos Espíritos queridos que nos serviram de pais retornam à Terra em alegre comunhão afetiva, ansiamos retomar-lhes o calor da ternura, mas, nesse passo da experiência, os princípios da reencarnação, em muitas circunstâncias, tão somente nos permitem desfrutar-lhes a convivência na posição de filhos alheios, a fim de aprendermos a entesourar o amor verdadeiro nos alicerces da humildade.
Reflitamos nisso. E se tens na Terra filhos por adoção, habitue-te a dialogar com eles, tão cedo quanto possível, para que se desenvolvam no plano físico sob o conhecimento da verdade. Auxilia-os a reconhecer, desde cedo, que são agora teus filhos do coração, buscando reajustamento afetivo no lar, a fim de que não sejam traumatizados na idade adulta por revelações à base de violência, em que frequentemente se lhes acordam no ser as labaredas da afeição possessiva de outras épocas, em forma de ciúme e revolta, inveja e desesperação.
Efetivamente, amas aos filhos adotivos com a mesma abnegação com que te empenhas a construir a felicidade dos rebentos do próprio sangue. Entretanto, não lhes ocultes a realidade da própria situação para que não te oponhas à Lei de Causa e Efeito que os trouxe de novo ao teu convívio, a fim de olvidarem os desequilíbrios passionais que lhes marcavam a conduta em outro tempo.
Para isso, recorda que, em última instância, seja qual seja a nossa posição nas equipes familiares da Terra, somos, acima de tudo, filhos de Deus.

Obra: Astronautas do Além - Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Texto de tratamento

Perfeitamente compreensível:
que você atravesse crises de imperfeição e sofra contratempos;
que repouse em complicados enganos e acorde em vasto círculo de provas;
que experimente influências obsessivas e padeça disso as conseqüências;
que lute com tentações, sendo igualmente, muitas vezes, um campo de problemas para os outros;
que sinta cansaço e desilusão a lhe agravarem as sensações de fadiga;
que você reconheça os próprios erros, mantendo difícil resistência para não cair neles novamente.
Tudo isso é compreensível, porque somos ainda criaturas humanas, muito longe ainda do clima dos anjos.
O que não se entende, porém, é que você, por isso, deixe de trabalhar na oficina do bem, porque o trabalho na oficina do bem é o único meio de conseguirmos o tratamento necessário, a fim de seguirmos adiante, nos caminhos de elevação.


Obra: Buscas e Acharás - Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

sábado, 6 de julho de 2013

Obreiro sem fé

“… e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras.” (Tiago, 2:18.)

Em todos os lugares, vemos o obreiro sem fé, espalhando inquietação e desânimo.
Devota-se a determinado empreendimento de caridade e abandona- o, de início, murmurando:
– “Para quê? O mundo não presta.”
Compromete-se em deveres comuns e, sem qualquer mostra de persistência, se faz demissionário de obrigações edificantes, alegando:
– “Não nasci para o servilismo desonroso.”
Aproxima-se da fé religiosa, para desfrutar-lhe os benefícios, entretanto, logo após, relega-a ao esquecimento, asseverando:
– “Tudo isto é mentira e complicação.”
Se convidado a posição de evidência, repete o velho estribilho:
– “Não mereço! sou indigno!…”
Se trazido a testemunhos de humildade, afirma sob manifesta revolta:
– "Quem me ofende assim?”
E transita de situação em situação, entre a lamúria e a indisciplina, com largo tempo para sentir-se perseguido e desconsiderado.
Em toda parte, é o trabalhador que não termina o serviço pelo qual se responsabilizou ou o aluno que estuda continuadamente, sem jamais aprender a lição.
Não te concentres na fé sem obras, que constitui embriaguez perigosa da alma, todavia, não te consagres à ação, sem fé no Poder Divino e em teu próprio esforço.
O servidor que confia na Lei da Vida reconhece que todos os patrimônios e glórias do Universo pertencem a Deus. Em vista disso, passa no mundo, sob a luz do entusiasmo e da ação no bem incessante, completando as pequenas e grandes tarefas que lhe competem, sem enamorar-se de si mesmo na vaidade e sem escravizar- se às criações de que terá sido venturoso instrumento.
Revelemos a nossa fé, através das nossas obras na felicidade comum e o Senhor conferirá à nossa vida o indefinível acréscimo de amor e sabedoria, de beleza e poder.

Emmanuel & Francisco Cândido Xavier
Obra: Fonte Viva

Nuvens

“E saiu da nuvem uma voz que dizia: Este é o meu amado Filho, a ele ouvi.” — Lucas, capítulo 9, versículo 35.

O homem, quase sempre, tem a mente absorvida na contemplação das nuvens que lhe surgem no horizonte. São nuvens de contrariedades, de projetos frustrados, de esperanças desfeitas.
Por vezes, desespera-se envenenando as fontes da própria vida.
Desejaria, invariavelmente, um céu azul à distância, um Sol brilhante no dia e luminosas estrelas que lhe embelezassem a noite.
No entanto, aparece a nuvem e a perplexidade o toma, de súbito.
Conta-nos o Evangelho a formosa história de uma nuvem.
Encontravam-se os discípulos deslumbrados com a visão de Jesus transfigurado, tendo junto de si Moisés e Elias, aureolados de intensa luz.
Eis, porém, que uma grande sombra comparece. Não mais distinguem o maravilhoso quadro.
Todavia, do manto de névoa espessa, clama a voz poderosa da revelação divina: “Este é o meu amado Filho, a ele ouvi!” Manifestava-se a palavra do Céu, na sombra temporária.
A existência terrestre, efetivamente, impõe angústias inquietantes e aflições amargosas. É conveniente, contudo, que as criaturas guardem serenidade e confiança, nos momentos difíceis.
As penas e os dissabores da luta planetária contêm esclarecimentos profundos, lições ocultas, apelos grandiosos. A voz sábia e amorosa de Deus fala sempre através deles.

Emmanuel & Francisco Cândido Xavier
Obra: Caminho Verdade e Vida

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Prossegue lutando

Levanta o espírito combalido e prossegue lutando:
a terra sofrida pelo arado mais produz;
a fonte visitada pelo balde mais dessedenta;
a árvore abençoada pela poda mais frutifica;
o coração mais visitado pela dor mais se aprimora.
Não te canses de lutar!
A reencarnação é oportunidade abençoada que os Céus concedem para refazimento moral, ajuste de contas e saldamento de dívidas.
Não te aflijas ante a imperiosa necessidade de resgatar.
Bendize as horas de dor, que passam como passam os momentos de prazer, avançando na tua luta, caindo para levantar, chorando por amor ao ideal e sofrendo por servir. Para onde sigas, defrontarás a luta em nome do trabalho sulcando o solo da humanidade.
A luta é clima em que são forjados os verdadeiros heróis e o sofrimento é a célula sublime que dá origem aos servidores verdadeiros.
Há mães que no sofrimento se converteram em anjos estelares; há corações que no sofrimento se transformaram em urnas sublimes de amor; há criaturas que no sofrimento se renovaram, fazendo de si mesmas sentinelas vigilantes, em defesa dos infelizes.
Prossegue lutando!
Esquece o próprio cansaço e escreve páginas de consolação; cessa de chorar e enxerga outras lágrimas com o lenço da tua compreensão; asserena tua inquietude e repete os excertos sobre a imortalidade, de que tua alma está impregnada pelos zéfiros do mundo espiritual, junto aos que nada conhecem do além-túmulo...
Há favônios cantantes que trazem blandícias de prece e te falam aos ouvidos, quando te aquietas para orar.
Não percas a oportunidade de sofrer nem te desalentes porque a dor te visita.
Quando menos esperares, um anjo incompreendido chegará de mansinho às portas do teu corpo e, selando teus lábios com o sinete da desencarnação, tomará tua alma de improviso. Abençoarás, então, ter prosseguido lutando.
E considerares que as provações que te visitam agora são aparentemente maiores do que tuas forças, recorda Jesus, o Anjo Crucificado, que no Gólgota, ainda pôde, sofrendo, prosseguir lutando, quando, atendendo à súplica do larápio infeliz, esperançou-o com o desejo de entrar no paraíso. E guarda a certeza de que, prosseguindo lutando, já estás no paraíso desde hoje.

De “Messe de Amor”, de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis

quinta-feira, 4 de julho de 2013

O barco e as ondas

Tentação, a palavra terrível.
Quase sempre intentamos fugir dela para simplesmente desertar do trabalho e, pois, da escola que o trabalho representa. E caímos no logro.
Ligamos a dificuldade construtiva e lançamo-nos no abismo da inércia, dissipando o tempo.
Tentação é o recurso que a sabedoria da vida emprega para dar-nos o conhecimento de nós mesmos.
O dinheiro sugere-nos a busca de prazeres desmedidos; opondo-lhe o freio do discernimento, aprendemos que deve ser utilizado para a criação das alegrias nobres que nos enriquecem a alma.
O mal convida-nos a cultuar-lhe os desequilíbrios; resistindo-lhe aos impulsos, aprendemos que o bem deve ser incorporado ao nosso espírito para ser naturalmente usado por nós.
Como a tentação surge ou pelas gratificações que propõe, sabemos o que somos e o que nos cabe fazer. Sem ela, impossível aperfeiçoamento.
Lembremos o barco e as ondas que tentam afundá-lo. Sem elas não chegaria ao porto, mas é preciso vará-las sem deixar que entrem nele.

André Luiz / Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: Sol nas Almas

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Um Sublime Alguém

Ninguém poderá carregar o fardo das suas dores. Eduque-se com o sofrimento.
Ninguém seguirá com você indefinidamente. Acostume-se com a solidão.
Ninguém responderá pelos seus erros. Tenha cuidado no proceder.
Ninguém suportará suas exigências. Adira à brandura e simplicidade.
Ninguém o libertará do arrependimento após o crime. Medite na paciência e domine os impulsos.
Ninguém compreenderá seus sacrifícios para a manutenção de uma vida modesta e honrada. Persevere no dever bem cumprido.
Sábio é todo aquele que reconhece a infinita pequenez ante a infinita grandeza da vida.
Embora ninguém possa servi-lo sempre, você encontrará um sublime Alguém que tem para cada desejo de sua alma uma alternativa de amor.
Jesus ensinou que diante do amor os enigmas se aclaram por ser Deus a Fonte do Amor.
Embora você dependa de todos, nada aguarde de outrem. Agradeça o que lhe chegue, como chegue, ajude e passe... E siga com Ele.

Marco Prisco / Médium Divaldo Pereira Franco
Livro: Sementeira da Fraternidade (extrato) - Ed. LEAL

terça-feira, 2 de julho de 2013

Edificação

Tudo o que é útil e tudo o que é nobre na Terra exige preparação.
Casa alguma se ergue sem que elemento a elemento se ajuste na execução do plano.
Campo cultivado reclama operações de limpeza e adubação, plantio e amparo.
O livro, para surgir, roga gestação mental e esforço de composição letra a letra.
Decerto, as probabilidades da mensagem sem fio vibravam na Terra antes de Marconi e a gravitação era realidade antes de Newton.
Todos os ingredientes destinados ao progresso e à civilização jazem potencialmente nos reservatórios da natureza.
O homem, porém, só desfruta aquilo que ele próprio analisou e construiu. Assim, também, no campo do espírito.
Todos os recursos necessários à sublimação da individualidade e revelação do plano extrassensorial estão contidos, de modo virtual, nas esferas do pensamento.
Ninguém espere milagres. Na Terra ou no Além, cada um dispõe do que edificou.

Albino Teixeira / Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: Caminho Espírita

Pensar para agir

A irreflexão é responsável por danos e problemas que causam aflições desnecessárias.
A precipitação arroja os imprudentes a posições lamentáveis;
A agressividade conduz ao primitivismo, desligando os centros da razão e do equilíbrio;
A ira provoca incêndios morais devastadores;
O julgamento infeliz, decorrente da observação doentia, enfraquece esperanças;
O aturdimento fomenta distonias no corpo, na mente e na alma, por deficiência de exame sobre os fatos;
A calúnia devasta vidas nobres.
A reflexão deve constituir uma posição mental equilibrada perante a vida.
Não se agaste com os acontecimentos naturais da existência.
Não se apresse por encontrar soluções imediatas, mas insensatas, em face dos problemas que lhe testam a paciência e estimulam o crescimento espiritual.
Pense sempre antes de agir, seja em qual circunstância for.

Marco Prisco / Médium Divaldo Pereira Franco
Livro: Sementes de Vida Eterna

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