sexta-feira, 26 de julho de 2013

Bem que nos falta

Todo minuto de queixa é minuto perdido, arruinando potencialidades preciosas para a solução dos problemas sobre os quais estejamos deitando lamentação - Emmanuel

No estudo da perfeição, comecemos por vigiar a nós mesmos, corrigindo-nos em tudo aquilo
que nos desagrada-nos semelhantes.
Muitos criticam autoridades, apontando-as por verdugos do povo, e tiranizam, no lar, as
mãos obscuras e generosas que lhes amassam o pão.
Outros criticam autoridades, apontando-as por verdugos do povo, e tiranizam, no lar, as
mãos obscuras e generosas que lhes amassam o pão.
Vemos os que amaldiçoam a guerra entre os povos, e vivem, no aprisco familiar, com a
truculência da fera solta.
Há os que indicam a pena de morte para os irmãos que enlouqueceram na delinqüência, e
manejam, em casa, o punhal invisível da ingratidão.
Muitos lideram primorosas campanhas de socorro à infância desprotegida, e enxotam, por
vagabundo, o primeiro menino infortunado que lhes roga um vintém.
Outros guardam a enciclopédia na cabeça e jamais se lembram de estender o alfabeto ao
companheiro atrelado à ignorância.
Vemos os que cantam hosanas à virtude e encastelam-se no conforto individual, afirmando
que a caridade é fábrica de preguiça.
E há os que ensinam sabidamente, quanto à bondade e a simpatia, a se movimentarem, na
senda particular, despedindo farpas magnéticas, entre os melindres e aversões.
***
Nestes apontamentos humildes, a ninguém censuramos, de vez que, com evidentes
exceções, até ontem éramos todos nós igualmente assim. Hoje, porém, com a doutrina
espírita no comando da fé, sabemos todos que a lei do progresso confere a cada Espírito a
possibilidade de adquirir o bem que lhe falta, a fim de que a justiça estabeleça o
merecimento de cada um, na pauta das próprias obras.
Conjuguemos, assim, conselho e ação, palavra e conduta, na mesma onda de serviço
renovador, compreendendo, por fim, que o bem que nos falta nem sempre é o bem que
ainda não desfrutamos, mas sim o bem dos outros que, em nosso próprio benefício, nos
cabe fazer.

Emmanuel / Francisco Cândido Xavier
Livro: Justiça Divina

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