sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Labor transcendental

... E necessário que exerçamos a mediunidade com Jesus.
Que a figura incomparável do doce Rabi penetre-nos, e que logremos insculpi-la no ádito do nosso coração.
Fomos chamados para um labor de natureza transcendental, a nossa é uma tarefa de abnegação e de sacrifício.
Médium sem as cicatrizes do sofrimento ainda não se encontra em condições de servir em plenitude Àquele que é o exemplo máximo da doação.
Convidados ao banquete da era nova na vinha do Senhor, trabalhemos as vestes espirituais que são os nossos hábitos para que, em chegando o dono do banquete, nos possa colocar no lugar que nos está destinado.
Companheiros de jornada, filhos do coração, honrados com a faculdade mediúnica para o serviço do bem, estendei os vossos tesouros íntimos oferecendo-os aos transeuntes da vida.
Não podeis imaginar o benefício do socorro espiritual em uma reunião mediúnica, quando alguém crucificado nas traves do sofrimento do além-túmulo por decênios, em se utilizando da vossa aparelhagem consegue receber o lenitivo da palavra que ilumina e que liberta da ignorância, a energia que lhe atenua a dor; a página de esperança que se lhe acena na direção do futuro.
Entregai-vos ao labor da caridade da condição de trabalhadores que somos da última hora.
Jesus espera que nos desincumbamos das tarefas que nos foram confiadas e, dentre muitas, a da mediunidade dignificada pela conduta coerente com os postulados espíritas que tem primazia.
Filhas e filhos do coração, não vos esqueçais que Jesus nos fez um pedido e que ainda não O atendemos: Amai-vos uns aos outros para que todos saibam que sois meus discípulos.
Foi um pedido do Mestre, busquemos atendê-Lo de tal forma que o amor flua de nós como uma cascata de bênçãos e a aridez do terreno dos corações se fertilize e se transforme o deserto em jardim; o pântano das paixões em pomar...
O Senhor espera-nos com ternura, compaixão e misericórdia. Façamos, dentro das nossas possibilidades, o melhor ao nosso alcance.
Os Espíritos-espíritas que aqui mourejam, por meu intermédio, pedem que nos unamos na construção de um mundo melhor.
E rogamos, por fim, ao Senhor da Vinha que nos abençoe e nos dê a Sua paz.
Que essa paz, filhos e filhas da alma e do coração, permeie-nos hoje e sempre.
São os votos do servidor humílimo e paternal de sempre,

Bezerra de Menezes
Mensagem psicofônica obtida pelo médium Divaldo Pereira Franco, no encerramento da conferência, no Grupo Espírita André Luiz, no Rio de Janeiro, na noite de 22 de agosto de 2013.

Multidões

“Tenho compaixão da multidão.” – Jesus. (Marcos, 8:2.)

Os espíritos verdadeiramente educados representam, em todos os tempos, grandes devedores à multidão.
Raros homens, no entanto, compreendem esse imperativo das leis espirituais.
Em geral, o mordomo das possibilidades terrestres, meramente instruído na cultura do mundo, esquiva-se da massa comum, ao invés de ajudá-la.
Explora-lhe as paixões, mantém-lhe a ignorância e costuma roubar-lhe o ensejo de progresso. Traça leis para que ela pague os impostos mais pesados, cria guerras de extermínio, em que deva concorrer com os mais elevados tributos de sangue. O sacerdócio organizado, quase sempre, impõe-lhe sombras, enquanto a filosofia e a ciência lhe oferecem sorrisos escarnecedores.
Em todos os tempos e situações políticas, conta o povo com escassos amigos e adversários em legiões.
Acima de todas as Possibilidades humanas, entretanto, a multidão dispõe do Amigo Divino.
Jesus prossegue trabalhando.
Ele, que passou no Planeta entre pescadores e proletários, aleijados e cegos, velhos cansados e mães aflitas, volta-se para a turba sofredora e alimenta lhe a esperança, como naquele momento da multiplicação dos pães.
Lembra-te, meu amigo, de que és parte integrante da multidão terrestre.
O Senhor observa o que fazes.
Não roubes o pão da vida; procura multiplicá-lo.

Vinha de Luz
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

Entra e coopera

“E ele, tremendo e atônito, disse: Senhor, que queres que eu faça? Respondeu-lhe o Senhor:
 - Levanta-te e entra na cidade e lá te será dito o que te convém fazer.” 
- (Atos, capítulo 9, versículo 6.)

Esta particularidade dos Atos dos Apóstolos reveste-se de grande beleza para os que desejam compreensão do serviço com o Cristo.
Se o Mestre aparecera ao rabino apaixonado de Jerusalém, no esplendor da luz divina e imortal, se lhe dirigira palavras diretas e inolvidáveis ao coração, por que não terminou o esclarecimento, recomendando-lhe, ao invés disso, entrar em Damasco, a fim de ouvir o que lhe convinha saber? É que a lei da cooperação entre os homens é o grande e generoso princípio, através do qual Jesus segue, de perto, a Humanidade inteira, pelos canais da inspiração.
O Mestre ensina os discípulos e consola-os através deles próprios. Quanto mais o aprendiz lhe alcança a esfera de influenciação, mais habilitado estará para constituir-se em seu instrumento fiel e justo.
Paulo de Tarso contemplou o Cristo ressuscitado, em sua grandeza imperecível, mas foi obrigado a socorrer-se de Ananias para iniciar a tarefa redentora que lhe cabia junto dos homens.
Essa lição deveria ser bem aproveitada pelos companheiros que esperam ansiosamente a morte do corpo, suplicando transferência para os mundos superiores, tão-somente por haverem ouvido maravilhosas descrições dos mensageiros divinos. Meditando o ensinamento, perguntem a si próprios o que fariam nas esferas mais altas, se ainda não se apropriaram dos valores educativos que a Terra lhes pode oferecer. Mais razoável, pois, se levantem do passado e penetrem a luta edificante de cada dia, na Terra, porqüanto, no trabalho sincero da cooperação fraternal, receberão de Jesus o esclarecimento acerca do que lhes convém fazer.

Emmanuel / Francisco Cândido Xavier
Obra: Caminho, Verdade e Vida

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

A trilogia bendita

Em tempos remotos, o Senhor vinha ao mundo frequentes vezes entender-se com as criaturas.
Certa vez, encontrou um homem irado e mau, que outra coisa não fazia senão atormentar os semelhantes. Perseguia, feria e matava sem piedade.
Quando esse espírito selvagem viu o Senhor, aproximou-se atraído pela luz dEle, a chorar de arrependimento.
O Cristo, bondoso, dirigiu-lhe a palavra:
— Meu filho, porque te entregaste assim à perversidade? Não temes a justiça do Pai? Não acreditas no Celeste Poder? A vida exige fraternidade e compreensão.
O malfeitor, que se mantinha prisioneiro da ignorância, respondeu em lágrimas:
— Senhor, de hoje em diante serei um homem bom.
Alguns anos passaram e Jesus voltou ao mesmo sítio. Lembrou-se do infeliz a quem havia aconselhado e buscou-o. Depois de certa procura, foi achá-lo oculto numa choça, extremamente abatido. Interpelado quanto à causa de tão lamentável transformação, o mísero respondeu:
— Ai de mim, Senhor! Depois que passei a ser bom, ninguém me respeitou! Fiz-me escárnio da rua... Tenho usado a compaixão e a generosidade, segundo me ensinaste, mas em troca recebo apenas o ridículo, a pedrada e a dilaceração...
O Mestre, porém, abençoou-o e falou.
— O teu lucro na eternidade não será pequeno com o sacrifício. Entretanto, não basta reter a bondade. É necessário saber distribuí-la. Para bem ajudar, é preciso discernir. Realmente é possível auxiliar a todos.
Contudo, se a muita gente devemos ternura fraterna, a numerosos companheiros de jornada devemos esclarecimento enérgico. Estimularemos os bons a serem melhores e cooperaremos, a benefício dos maus, para que se retifiquem. Nunca observaste o pomicultor? Algumas árvores recebem dele irrigação e adubo; outras, no entanto, sofrerão a poda, a fim de serem convenientemente amparadas.
O Senhor retirou-se e o aprendiz retomou luta para conquistar o conhecimento.
Peregrinou através de muitos livros, observou demoradamente os quadros da vida e recebeu a palma da ciência.
Os anos correram apressados, quando o Cristo regressou e procurou-o, novamente.
Dessa vez, encontrou-o no leito, enfermo e sem forças.
Replicando ao Divino Amigo, explicou-se:
— Ai de mim, Senhor! Fui bom e recebi injustiças, entesourei a ciência e minhas dificuldades cresceram de vulto. Aprendi a amar e desejar em sã consciência, a idealizar com o plano superior, mas vejo a ingratidão e a discórdia, a dureza e a indiferença com mais clareza. Sei aquilo que muita gente ignora e, por isto mesmo, a vida tornou-se-me um fardo insuportável...
O Mestre, porém, sorriu e considerou:
—A tua preparação para a felicidade ainda não se acha completa. Agora, é preciso ser forte. Acreditas que a árvore respeitável conseguiria viver e produzir, caso não soubesse tolerar a tempestade? A firmeza interior, diante das experiências da vida, conferir-te-á o equilíbrio indispensável.
Aprende a dizer adeus a tudo o que te prejudica na caminhada em direção da luz divina e distribuirás a bondade, sem preocupações de recompensa, guardando o conhecimento sem surpresas amargas. Sê inquebrantável em tua fé e segue adiante!
O aprendiz reergueu-se e nunca mais experimentou a desarmonia, compreendendo, enfim, que a bondade, o conhecimento e a fortaleza são a trilogia bendita da felicidade e da paz.

Obra: Alvorada Cristã - Francisco Cândido Xavier / Neio Lúcio

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Isso é contigo

“E disse: Pequei, traindo o sangue inocente. Eles, porém, responderam. Que nos importa? Isso é contigo.” — (Mateus, Capítulo 27, Versículo 4.)

A palavra da maldade humana é sempre cruel para quantos lhe ouvem as criminosas insinuações.
O caso de Judas demonstra a irresponsabilidade e a perversidade de quantos cooperam na execução dos grandes delitos.
O espírito imprevidente, se considera os alvitres malévolos, em breve tempo se capacita da solidão em que se encontra nos círculos das conseqüências desastrosas.
Quem age corretamente encontrará, nos felizes resultados de suas iniciativas, aluviões de companheiros que lhe desejam partilhar as vitórias; entretanto, muito raramente sentirá a presença de alguém que lhe comungue as aflições nos dias da derrota temporária.
Semelhante realidade induz a criatura à precaução mais insistente.
A experiência amarga de Judas repete-se com a maioria dos homens, todos os dias, embora em outros setores.
Há quem ouça delituosas insinuações da malícia ou da indisciplina, no que concerne à tranqüilidade interior, às questões de família e ao trabalho comum. Por vezes, o homem respira em paz, desenvolvendo as tarefas que lhe são necessárias; todavia, é alcançado pelo conselho da inveja ou da desesperação e perturba-se com falsas perspectivas, penetrando, inadvertidamente, em labirintos escuros e ingratos. Quando reconhece o equívoco do cérebro ou do coração, volta-se, ansioso, para os conselheiros da véspera, mas o mundo inferior, refazendo a observação a Judas, exclama em zombaria: — “Que nos importa? Isso é contigo.”

Obra: Pão Nosso
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Semeador de Luz


Um dia, um Homem Sublime abandonou por um pouco um jardim de estrelas para depositar nas criaturas da Terra gemas de refulgente esperança em torno do Seu Reino.
Ímpios e caídos, hipócritas e pecadores, nobres e plebeus, gentes simples e prepotentes receberam Sua dádiva e fizeram que mergulhassem na terra das suas vidas os raios da Sua luz, transformando-se em sóis de bênçãos que, desde então, clareiam os destinos da Terra. E ele mesmo, quando foi desdenhado numa cruz, fulgurou numa excelente madrugada, continuando a semear a luz da imortalidade na mente e no coração dos que jaziam na sombra da saudade e do medo.

Obra: Florações Evangélicas
Divaldo Pereira Franco / Joanna de Ângelis

Anjos Guardiães


Os anjos guardiães são embaixadores de Deus, mantendo acesa a chama da fé nos corações e auxiliando os enfraquecidos na luta terrestre.
Quais estrelas formosas, iluminam as noites das almas e atendem-lhes as necessidades com unção e devotamento inigualáveis.
Perseveram ao lado dos seus tutelados em toda circunstância, jamais se impacientando ou os abandonando, mesmo quando eles, em desequilíbrio, vociferam e atiram-se aos despenhadeiros da alucinação.
Vigilantes, utilizam-se de cada ensejo para instruir e educar, orientando com segurança na marcha de ascensão.
Envolvem os pupilos em ternura incomum, mas não anuem com seus erros, admoestando com severidade quando necessário, a fim de lhes criarem hábitos saudáveis e conduta moral correta.
São sábios e evoluídos, encontrando-se em perfeita sintonia com o pensamento divino, que buscam transmitir, de modo que as criaturas se integrem psiquicamente na harmonia geral que vige no Cosmo.
Trabalham infatigavelmente pelo Bem, no qual confiam com absoluta fidelidade, infundindo coragem àqueles que protegem, mantendo a assistência em qualquer circunstância, na glória ou no fracasso, nos momentos de elevação moral e naqueloutros de perturbação e vulgaridade.
Nunca censuram, porque a sua é a missão de edificar as almas no amor, preservando o livre-arbítrio de cada uma, levantando-as após a queda, e permanecendo leais até que alcancem a meta da sua evolução.
Os anjos guardiães são lições vivas de amor, que nunca se cansam, porquanto aplicam milênios do tempo terrestre auxiliando aqueles que lhes são confiados, sem se imporem nem lhes entorpecerem a liberdade de escolha.
Constituem a casta dos Espíritos Nobres que cooperam para o progresso da humanidade e da Terra, trabalhando com afinco para alcançar as metas que anelam.
Cada criatura, no mundo, encontra-se vinculada a um anjo guardião, em quem pode e deve buscar inspiração, auscultando-o e deixando-se por ele conduzir em nome da Consciência Cósmica.
Tem cuidado para que te não afastes psiquicamente do teu anjo guardião.
Ele jamais se aparta do seu protegido, mas este, por presunção ou ignorância, rompe os laços de ligação emocional e mental, debandando da rota libertadora.
Quando erres e experimentes a solidão, refaze o passo e busca-o pelo pensamento em oração, partindo de imediato para a ação edificante.
Quando alcances as cumeadas do êxito, recorda-o, feliz com o teu sucesso, no entanto preservando-te do orgulho, dos perigos das facilidades terrestres.
Na enfermidade, procura ouvi-lo interiormente sugerindo-te bom ânimo e equilíbrio.
Na saúde, mantém o intercâmbio, canalizando tuas forças para as atividades enobrecedoras.
Muitas vezes sentirás a tentação de desvairar, mudando de rumo. Mantém-te atento e supera a maléfica inspiração.
O teu anjo guardião não poderá impedir que os Espíritos perturbadores se acerquem de ti, especialmente se atraídos pelos teus pensamentos e atos, em razão do teu passado, ou invejando as tuas realizações... Todavia te induzirão ao amor, a fim de que te eleves e os ajudes, afastando-os do mal em que se comprazem.
O teu anjo guardião é o teu mestre e amigo mais próximo.
Emana-te a ele.
Entre eles, os anjos guardiães e Deus, encontra-se Jesus, o Guia perfeito da humanidade.
Medita nas Suas lições e busca seguir-Lhe as diretrizes, a fim de que o teu anjo guardião te conduza ao aprisco que Jesus levará ao Pai Amoroso.

Divaldo Pereira Franco,
Da obra: Momentos Enriquecedores.
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Acordemos


É sempre fácil examinar as consciências alheias,identificar os erros do próximo,opinar em questões que não nos dizem respeito, indicar as fraquezas dos semelhantes,educar os filhos dos vizinhos,reprovar as deficiências dos companheiros,corrigir os efeitos dos outros,aconselhar o caminho reto a quem passa,receitar paciência a quem sofre e retificar as más qualidades de quem segue conosco...
Mas enquanto nos distraímos,em tais incursões a distância de nós mesmos,não passamos de aprendizes que fogem, levianos, à verdade e à lição.
Enquanto nos ausentamos do estudo de nossas próprias necessidades,olvidando a aplicação dos princípios superiores que abraçamos na fé viva,somos simplesmente cegos do mundo interior relegados à treva...
Despertemos, a nós mesmos,acordemos nossas energias mais profundaspara que o ensinamento do Cristo não seja para nós uma bênção que passa, sem proveito à nossa vida,porque o infortúnio maior de todos para a nossa alma eterna é aquele que nos infelicita quando a graça do Alto passa por nós em vão!...
* * *
Francisco Cândido Xavier,. Da obra: Caridade.
Ditado pelo Espírito André Luiz.

domingo, 25 de agosto de 2013

Familiares incompreensivos

Quando aceites os princípios que te renovam, é possível que a mesma compreensão não te alcance, de pronto, os familiares queridos.
Conservas, talvez, a provocação de rentear com entes amados que te recusam a fé ou tudo fazem por arredar-te da senda de luz que hoje palmilhas.
Às vezes, entristece-te por semelhante motivo, a ponto de te ameaçares com desânimo e frustração.
É forçoso, porém, vejas no lar o educandário primeiro de tua fé.
A lavoura mais próximo começou na coleção de sementes. A missão mais alta entre os homens, sem dúvida, principia nos testemunhos pequeninos de serviço e abnegação no círculo estreito em que se forma a personalidade.
Teu lar, tua escola. Aí dentro, será professor e aluno ao mesmo tempo. Erguer-te-ás na cátedra do dever cumprido e transmitirás o ensinamento vivo do bom exemplo aos que te acompanham. Por outro lado, ouvirás, talvez, aí nesse abençoado cenáculo de aperfeiçoamento moral, frases agressivas ou conceitos ferinos que desconheces na vida pública, a fim de que aprendas paciência e humildade, no trato da purificação. As manifestações de desagrado ou corrigenda que aguardaste inutilmente dos teus maiores adversários provavelmente recolherás, em casa, dos seres que mais amas.
Entretanto, exercita o devotamento e prossegue adiante, no cultivo de tua fé.
Não te lastimes, nem discutas.
O embate palavroso deixa o coração encharcado de fel.
A opinião dos outros a teu respeito é construída ou retificada à custa de tuas próprias demonstrações de tolerância e bondade.
Se a incompreensão te rodeia, serve sempre.
Se sofres injúria ou perseguições, serve ainda.
Se tudo parece contrariar-te aspirações e desígnios, serve mais.
Não descreias de Deus, que te segue e te vê.
Pela força do exemplo, vencerás.

De “No portal da luz”, de Francisco Cândido Xavier – Espírito de Emmanuel

sábado, 24 de agosto de 2013

Hoje e nós

Tempo é capital inesgotável ao nosso dispor.
Para sábios e ignorantes, felizes ou menos felizes, a hora se constitui de sessenta minutos.
Hoje é a parcela do crédito que possuis, em condomínio com todos aqueles que conheces e desconheces, que estimas ou desestimas.
Aproveita o agora em renovação e promoção.
Renovação é progresso, promoção é serviço.
Não te prendas ao passado pelo que te apresenta de sombras, e nem te transformes pelo futuro pelo que encerre de fantasia ou de incertezas.
Espíritos eternos, saibamos construir a nossa própria felicidade pelo atendimento às leis de amor e justiça.
Devemos, portanto, esquecer o mal e fazer o bem, estudar e realizar, trabalhar e servir, renovar e aperfeiçoar sempre e infatigavelmente.
Para isso reflitamos: o ontem ter-nos-á trazido a luz da experiência, e o amanhã decerto que nos sugere luminosa esperança.
A melhor oportunidade, entretanto, não se chama ontem nem amanhã. Chama-se hoje.
Hoje é o dia.

Emmanuel / Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: Estude e Viva (extrato) - Ed. FEB

Pregação

“Ame seus inimigos, faça o bem para aqueles que te odeiam, abençoe aqueles que te amaldiçoam, reze por aqueles que te maltratam. Se alguém te bater no rosto, ofereça a outra face.” - Jesus

A pregação não resulta de simples operação verbal.
Nossa vida está “falando sem palavras” em todas as circunstâncias.
Você dá testemunhos do próprio íntimo, em toda parte.
Em casa — no seu modo de agir.
Junto da multidão — no seu trato com os outros.
No serviço comum — no uso da posição em que se encontra.
Nas manifestações da fé — em seus propósitos.
Na alegria — através da conduta.
No sofrimento — na capacidade de resistir.
Na luta — por intermédio da perseverança.
Na dificuldade — no poder de concentrar-se na direção do êxito.
No estudo — no aproveitamento.
No ideal — na aplicação à atividade.
Nas profundezas do coração — pelo autodomínio.
Cada dia é uma oportunidade desvendada à vitória pessoal, em cuja preparação “falamos seguidamente” de nós mesmos.
Lembre-se, porém, de que muita gente se vale dos recursos da ação, da habilidade, do encargo, da persistência, da concentração, da cultura intelectual e da relativa independência, pregando o triunfo isolado da inteligência para reinar sobre os interesses da carne, durante alguns dias. Os aprendizes de Jesus, entretanto, usam semelhantes poderes, na renovação do próprio espírito, aprendendo com a renúncia, com o trabalho, com a tolerância fraterna e com o sacrifício deles mesmos a governar os impulsos da vida inferior, no trânsito pela Terra, adquirindo a verdadeira luz para a glória real da Vida Sem Fim.

André Luiz
De “Nosso Livro”, de Francisco Cândido Xavier – Espíritos Diversos

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Fé não é uma questão de conveniência. Fé não é uma muleta milagrosa. Fé não é satisfação de caprichos, mas “um meio de demonstrar as realidades que não se veem”.
A fé a qual se referia Jesus Cristo é aquela que vibra no coração das criaturas que acreditam que Deus tudo vê e provê. Essa fé verdadeira, que respeita os ritmos e os ciclos naturais da vida, considera que tudo está certo e nada está fora dos domínios da Ordem Providencial.
Ter fé é aceitar a dor e a dificuldade em nossas vidas como pedidos de renovação. Ter fé é perceber as nossas limitações e, da mesma forma, as dos outros e perdoar sempre.
Nossa consciência de vida é diminuta e frágil. Como esperar que um paralítico possa caminhar por uma ladeira íngreme, repleta de fendas e pedregulhos, com precisão e agilidade, sem vacilar? É óbvio que o erro traz conseqüências para quem errou, mas a Vida Maior não tem como método de educação punir ou condenar. Ela visa apenas transformar a “energia do ato” na “consciência do ato”. Em outras palavras, quer que a criatura possa extrair do erro ensinamentos e que fique cada vez mais atento às leis que regem sua existência. Portanto, ter fé é aprender a nos perdoar e aos outros, para que possamos ser perdoados.
Ter fé é entender que não se consegue paz meramente pedindo, e sim fechando as portas das sensações exteriores a fim de penetrar no sentido interior – a intuição sapiencial.
Enfim, ter fé é compreender que “Deus está em tudo, e tudo está em Deus”, conforme legitimou Jesus Cristo: “Quem me vê, vê o Pai. Como podes dizer: Mostra-nos o Pai? Não crês que estou no Pai e o Pai está em mim?”. Ou mesmo, quando asseverou “Em verdade vos digo: cada vez que o fizestes a um desses meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizeste”.
Sobre isso também escreve Paulo de Tarso em I Coríntios, 15:28: “para que Deus seja tudo em todos”, pois, na realidade, o Criador Excelso está em todas as criações e criaturas, mas não se confunde com nenhuma delas, nem nelas se dissipa.

Francisco do Espírito Santo Neto
Ditado por Hammed, do livro Um Modo de Entender, uma Nova Forma de Viver.


A Codificação Espírita

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Joanna de Ângelis

Amorterapia

Por longos tempos enfrentaremos na Terra o problema do erro e da criminalidade.
O processo de evolução é lento no desenvolvimento da consciência, acelerando-se ao despertar da responsabilidade e do dever.
Por isso, apesar das conquistas da inteligência, o sentimento humano ainda detém-se em paixões primitivas e custa a dominá-las.
Defrontam-se a virtude e o vício, a paz e o conflito, o equilíbrio e a violência, em virtude de nossa diversidade evolutiva.
Bons e maus caminham e aprendem juntos.
Ante a maldade, os sentimentos se exaltam.
Os crimes geram repulsa e ira.
É preciso muita vigilância para não deixar-se envenenar pelos tóxicos do mal. E só o amor resolve as suas agressões.
Amorterapia – eis a proposta de Jesus.
Não se pode ser conivente com o erro. Elimine-se a ignorância e o crime, mas eduque-se o ignorante e reeduque-se o criminoso.
O amor não acusa, corrige; não apavora, ajuda; não pune, educa; não destrói, salva.

Joanna de Ângelis / Médium Divaldo Pereira Franco
Livro: Desperte e Seja Feliz (extrato) - Ed. LEAL

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Mar alto

“E, quando acabou de falar, disse a Simão: Faze-te ao mar alto, e lançai
 as vossas redes para pescar.” — Lucas, Capítulo 5, Versículo 4.
Este versículo nos leva a meditar nos companheiros de luta que se sentem abandonados na experiência humana.
Inquietante sensação de soledade lhes corta o coração.
Choram de saudade, de dor, renovando as amarguras próprias.
Acreditam que o destino lhes reservou a taça da infinita amargura.
Rememoram, compungidos, os dias da infância, da juventude, das esperanças crestadas nos conflitos do mundo.
No íntimo, experimentam, a cada instante, o vago tropel das reminiscências que lhes dilatam as impressões de vazio.
Entretanto, essas horas amargas pertencem a todas as criaturas mortais.
Se alguém as não viveu em determinada região do caminho, espere a sua oportunidade, porqüanto, de modo geral, quase todo Espírito se retira da carne, quando os frios sinais de inverno se multiplicam em torno.
Em surgindo, pois, a tua época de dificuldade, convence-te de que chegaram para tua alma os dias de serviço em “mar alto”, o tempo de procurar os valores justos, sem o incentivo de certas ilusões da experiência material. Se te encontras sozinho, se te sentes ao abandono, lembra-te de que, além do túmulo, há companheiros que te assistem e esperam carinhosamente.
O Pai nunca deixa os filhos desamparados, assim, se te vês presentemente sem laços domésticos, sem amigos certos na paisagem transitória do Planeta, é que Jesus te enviou a pleno mar da experiência, a fim de provares tuas conquistas em supremas lições.

Obra: Pão Nosso
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

Dividir com amor

Jamais desejando para o seu próximo o que não gostaria de experimentar, assumem-se compromissos de prosperidade, sem prejuízo de natureza alguma para si ou para os outros.

A miséria socioeconômica, que entulha as avenidas do mundo, mistura-se à de natureza moral, que atulha os edifícios e residências de luxo como os guetos da promiscuidade libertina.
O que podes fazer, parece-te quase sem sentido ou significação, tão grande e volumoso é o problema. Apear disso, não te escuses de auxiliar.
Se não consegues ir à causa do problema, minimiza-lhe os efeitos.
Desde que não podes erradicar, de um golpe, a fome, a enfermidade, a ignorância, contribui com a tua quota de amor, por mínima que seja.
Sempre podes dividir do que possuis, com aquele que nada tem.
Quando repartes com amor, multiplicas a esperança, favorecendo a alegria.
Menos tem, aquele que se nega a doar algo.
*
Afirma-se que esse gesto de amor gera o paternalismo, promove o vício...
Não têm razão, os que assim informam.
Muitos males, e alguns crimes, são abordados quando uma atitude amor interrompe o passo do infeliz que padece fome, desespero e dor...
Somente quem aprende a abrir a mão, descerra o bolso, terminando por oferecer o coração.
Faze o que te esteja ao alcance, e a vida fará o resto

De “Episódios diários”, de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Sepulcros abertos

“A sua garganta é um sepulcro aberto.” – Paulo. (Romanos, 3:13.)

Reportando-se aos espíritos transviados da luz, asseverou Paulo que têm a garganta semelhante a sepulcro aberto e, nessa imagem, podemos emoldurar muitos companheiros, quando se afastam da Estrada Real do Evangelho para os trilhos escabrosos do personalismo delinqüente.
Logo se instalam no império escuro do “eu”, olvidando as obrigações que nos situam no Reino Divino da Universalidade, transfigura-se-lhes a garganta em verdadeiro túmulo descerrado.
Deixam escapar todo o fel envenenado que lhes transborda do íntimo, à maneira dum vaso de lodo, e passam a sintonizar, exclusivamente, com os males que ainda apoquentam vizinhos, amigos e companheiros.
Enxergam apenas os defeitos, os pontos frágeis e as zonas enfermiças das pessoas de boa-vontade que lhes partilham a marcha.
Tecem longos comentários no exame de úlceras alheias, ao invés de curá-las.
Eliminam precioso tempo em palestras compridas e ferinas, enegrecendo as intenções dos outros.
Sobrecarregam a imaginação de quadros deprimentes, nos domínios da suspeita e da intemperança mental.
Sobretudo, queixam-se de tudo e de todos.
Projetam emanações entorpecentes de má-fé, estendendo o desânimo e a desconfiança contra a prosperidade da santificação, por onde passam, crestando as flores da esperança e aniquilando os frutos imaturos da caridade.
Semelhantes aprendizes, profundamente desventurados pelaconduta a que se acolhem, afiguram-se-nos, de fato, sepulcrosabertos…
Exalam ruínas e tóxicos de morte.
Quando te desviares, pois, para o resvaladiço terreno das lamentações e das acusações, quase sempre indébitas, reconsidera os teus passos espirituais e recorda que a nossa garganta deve ser consagrada ao bem, pois só assim se expressará, por ela, o verbo sublime do Senhor.

Fonte Viva
Emmanuel / Francisco Cândido xavier

Diante das horas


O homem pode acumular o ouro para negociá-lo quando oportuno, dispõe de meios, a fim de reter as safras de cereais, na expectativa de preços que lhe satisfaçam as conveniências.
Entretanto, das riquezas que a Divina Providência lhe empresta, uma existe que ele não consegue armazenar: é o tesouro dos dias.
Toda criatura é obrigada a gastar as próprias horas, trocando-as por algo.
Há quem as troque por trabalho e cultura, serviço ao próximo e dever cumprido, ociosidade e queixume, irritação e rebeldia.
Ao termo de cada existência no Plano Físico, os Administradores das Horas te perguntarão:
- “Que fizeste do tempo que o Senhor te confiou?”.
Então, compreenderás, por fim, que o tempo é vida.


Emmanuel / Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: Agora é Tempo - Ed. FEB

domingo, 18 de agosto de 2013

Mensagem de André Luiz

Pai nosso, que estás nos céus

Quando Jesus começou a prece dominical, satisfazendo ao pedido dos companheiros que desejavam aprender a orar, iniciou a rogativa, dizendo assim:
- Pai Nosso, que estás nos céus...
O Mestre queria dizer-nos que Deus, acima de tudo, é nosso Pai.
Criador dos homens, das estrelas e das flores.
Senhor dos céus e da Terra.
Para Ele, todos somos filhos abençoados.
Com essa afirmativa, Jesus igualmente nos explicou que somos no mundo uma só família e que, por isso, todos somos irmãos, com o dever de ajudar-nos uns aos outros.
Ele próprio, a fim de instruir-nos, viveu a fraternidade pura, auxiliando os homens felizes e infelizes, os necessitados e doentes, mostrando-nos o verdadeiro caminho da perfeição e da paz.
Na condição de aprendizes do nosso Divino Mestre, devemos seguir-lhe o exemplo.
Se sentirmos Deus como Nosso Pai, reconheceremos que os nossos irmãos se encontram em toda parte e estaremos dispostos a ajudá-los, a fim de sermos ajudados, mais cedo ou mais tarde. A vida só será realmente bela e gloriosa, na Terra, quando pudermos aceitar por nossa grande família a Humanidade inteira.
* * *
Francisco Cândido Xavier. Da obra: Pai Nosso.
Ditado pelo Espírito Meimei.

Agora, não depois

Nem cedo, nem tarde.
O presente é hoje.
O passado está no arquivo.
O futuro é uma indagação.
Faze hoje mesmo o bem a que te determinaste.
Se tens alguma dádiva a fazer, entrega isso agora.
Se desejas apagar um erro que cometeste, consciente ou inconscientemente, procure sanar essa falha sem delongas.
Caso te sintas na obrigação de escrever uma carta, não relegues semelhante dever ao esquecimento.
Na hipótese de idealizares algum trabalho de utilidade geral, não retardes o teu esforço para trazê-lo à realização.
Se alguém te ofendeu, desculpa e esquece, para que não sigas adiante carregando sombras no coração.
Auxilia os outros, enquanto os dias te favorecem.
Faze o bem agora, pois, na maioria dos casos, "depois" significa "fora de tempo", ou tarde demais.

De “Hora Certa”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

sábado, 17 de agosto de 2013

Compreenda que todos nós temos pensamentos próprios.


Você quer ser respeitado.
Mas surgem os desrespeitos.
Pegam você desprevenido...
Partem até daqueles a quem você mais estima...
Não os censure, porém.
Compreenda que todos nós temos pensamentos próprios.
Eles podem ter razões desconhecidas por você.
Pense no outro como sendo seu verdadeiro irmão.
No fundo, todo igual a você.
Desenvolva essa ideia.
Volte a usá-la.
Interiorize-a.
Desta forma, você o estará perdoando.
Respeitar a individualidade alheia é ser respeitado.

Lourival Lopes

Discernimento e prodígio

O Homem pode e deve ser:
Para o Ecologista – um protetor da Natureza.
Para o Médico – certa máquina formada de peças por estudar.
Para o Empresário – um cooperador no serviço.
Para o Professor – uma inteligência a ser cultivada.
Para o Escultor – um modelo vivo.
Para a Comunidade – um esteio da ordem.
Para a Caravana – um companheiro.
Para o Necessitado – uma esperança de socorro.
Para Jesus, porém, entre todas as criaturas, o Homem é o único ser capaz de raciocinar e discernir, assessorado pela vontade e pelo livre arbítrio, com a possibilidade de realizar prodígios, se quiser trilhar o caminho do bem e aceitar o dever que lhe cabe na condição de filho de Deus.

Emmanuel / Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: A Semente de Mostarda (extrato) - Ed. GEEM

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Vida e nós

Observa a transitoriedade da existência na Terra, com todos os valores educativos de que se acompanha.

As famílias se transformam.
Os patrimônios materiais se transferem.
As teorias se modificam.
Os costumes se alteram.
Convenções substituem convenções.
Companheiros são chamados a servir em outros setores.
Ódios passam.
Inimigos desaparecem.
Desajustes são corrigidos.
A fortuna muda de endereço.
Acima de todas as mudanças, permanecerás sempre em tua perenidade espiritual.
Meditemos nas leis que nos governam, em base de causa e efeito, estruturadas pela Sabedoria Divina em justiça e misericórdia.
Em qualquer lugar, teremos o que dermos.
Não olvides: tudo o que fizeres dos outros, fazes de ti.


Emmanuel / Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: Recados da Vida (extrato) - Ed. GEEM

Viver

Cada qual de nós, seja onde for, está sempre construindo a vida que deseja.
Existência é a soma de tudo o que fizemos de nós até hoje.
Toda a melhoria que realizarmos em nós, é melhoria na estrada que somos chamados a percorrer.
Toda ideia que você venha a aceitar influenciará seu espírito; escolha os pensamentos do bem para orientar-lhe o caminho e o bem transformará sua vida numa cachoeira de bênçãos.
Se você cometeu algum erro não se detenha para lamentar-se; raciocine sobre o assunto e retifique a falha havida, porque somente assim a existência lhe converterá o erro em lição.
Muito difícil viver bem se não aprendermos a conviver.
A vida por fora de nós é a imagem daquilo que somos por dentro.
Viver é lei da natureza, mas a vida pessoal é a obra de cada um.


André Luiz / Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: Respostas da Vida (extrato) - Ed. IDEAL

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Perigos

Guarda a própria alma na compreensão e na bondade para com todos, a fim de que o amor te preserve as fontes da vida.
Muitos companheiros atravessam o campo humano, receando calamidades exteriores, amplamente desprevenidos contra os flagelos do mundo íntimo.
Temem o fogo terrestre que a água consome e não se precatam contra o incêndio da discórdia que lhes destrói o templo doméstico.
Apavoram-se diante de profecias inconsequentes, nada compatíveis com a misericórdia que nos preside a existência, e adormecem, desavisados, à frente dos deveres que a vida lhes confiou.
Amedrontam-se, perante a bala mortífera que assalta o corpo frágil e perecível e entregam-se ao vírus da calúnia que lhes corrompe os tecidos sutis da alma.
Recuam espavoridos, ante a infestação da varíola ou do tifo que a medicina combate com segurança e aceitam sem murmurar as sugestões da preguiça e da indisciplina que lhes atormentam as horas.
Referem-se a perigos remotos que talvez jamais lhes visitem a estrada e caminham, por vezes, entre as farpas invisíveis da desarmonia e do ódio, do ressentimento e do desespero, criando com a própria atitude a taça de sofrimento e de expiação, em que sorvem, desalentados, o escuro elixir da morte.
Conserva o coração no entendimento, o cérebro no equilíbrio, os olhos na visão limpa do bem, o verbo na fraternidade real e as mãos no serviço incessante e não precisarás temer perigo algum, de vez que a fortaleza interior ser-te-á, em tudo a força precisa para que possas refletir, onde estiveres, a vontade sábia e compassiva de Deus.

De “Intervalos”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

Obedecer

Muitos companheiros no mundo categorizam a obediência, à conta de servilismo, no entanto, quando nos referimos à obediência, reportamo-nos à disciplina, sem a qual a ordem não existiria.
*
A própria Natureza é um tratado dinâmico sobre o assunto.
O Sol garante a vida no Planeta, por não desertar da própria órbita.
A Terra não se destrambelha no Espaço Cósmico, em vista de atender aos encargos que lhe competem na lei de gravitação.
A massa dos oceanos submete-se a princípios de contenção, fora dos quais, em se derramando, sufocaria a residência dos homens.
As águas se subordinam à intervenção das próprias criaturas humanas, de modo a fecundarem o solo, nos mais diversos climas e regiões.
Mestra da obediência, a árvore permanece no lugar em que foi situada e serve incessantemente sem perguntar.
*
Pensa nisso e não fujas das obrigações que a vida te confia, a pretexto de seguir os costumes ilógicos e desconcertantes a que muitos setores da atualidade terrestre pretendem nomear como sendo renovação. A renovação legítima se nos verifica no âmago do espírito com vistas ao nosso próprio burilamento no mundo interior.
*
Obediência para o bem é dever a cumprir.
Compromisso com a desordem é subversão.
Faze de ti mesmo o melhor que possas.
Aceita os imperativos de serviço aos quais a vida te chama e o futuro te mostrará que construíste em ti mesmo a vitória da luz.

De “Espera servindo”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel


segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Exames

A dor é agente de fixação, expondo-nos a verdadeira fisionomia moral.
O sofrimento é fotógrafo oculto. Deslinda os mais íntimos aspectos da personalidade e aclara os menores impulsos do coração, deixando ambos a descoberto.
Em razão disso, cada problema que te procura, radiografa-te certas zonas do ser, de modo a verificar-lhes o equilíbrio.
Cada provação testa-te ideias e sentimentos, para definir-lhes a sanidade.
A vida, expressando a Sabedoria Divina, observa cada um de nós, diariamente, examinando-nos o possível valor, a fim de valorizar-nos.
Cultura nobre granjeia tarefas enobrecidas.
Virtude alcança merecimento.
Quem aprende pode ensinar.
Quem semeia o melhor adquire o melhor.
Quem ajuda sem recompensa colhe apoio espontâneo.
Sê fiel ao bem para que o bem te revele através dos outros.
Cada um exporá a luz que guarda em si toda vez que chamado a exame, na hora da crise.


Emmanuel / Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: Justiça Divina (extrato) - Ed. FEB

Ansiedade

A ansiedade é uma das características habituais da conduta humana contemporânea.
Algumas de suas causas são a ambição, a competição pela sobrevivência e as constrições da sociedade egoísta.
A ansiedade tem manifestações e limites naturais perfeitamente aceitáveis.
Em certas circunstâncias, é compreensível uma atitude de equilibrada expectativa.
Ao exceder para os distúrbios respiratórios, a sudorese, a perturbação gástrica e a insônia, o clima de ansiedade torna-se um estado patológico com riscos de dano para a vida.
O desafio do homem é autodescobrir-se.
Melhor conhecendo sua realidade espiritual, percebe novos significados para a sua luta, os quais contribuem para sua tranquilidade e autoconfiança.
São válidas para os momentos de ansiedade as lições de Cristo sobre o amor ao próximo, a compaixão e a solidariedade fraternal, ao lado da oração, que gera energias de otimismo e fé, propiciando equilíbrio e paz.


Joanna de Ângellis / Médium Divaldo Pereira Franco
Livro: O Homem Integral (extrato) - Ed. Alvorada

domingo, 11 de agosto de 2013

Socorre a ti mesmo

“Pregando o Evangelho do reino e curando todas as enfermidades.”
- (Mateus, Capítulo 9, Versículo 35.)


Cura a catarata e a conjuntivite, mas corrige a visão espiritual de teus olhos.
Defende-te contra a surdez, entretanto, retifica o teu modo de registrar as vozes e solicitações variadas que te procuram.
Medica a arritmia e a dispnéia, contudo, não entregues o coração à impulsividade arrasadora.
Combate a neurastenia e o esgotamento, no entanto, cuida de reajustar as emoções e tendências.
Persegue a gastralgia, mas educa teus apetites à mesa.
Melhora as condições do sangue, todavia, não o sobrecarregues com os resíduos de prazeres inferiores.
Guerreia a hepatite, entretanto, livra o fígado dos excessos em que te comprazes.
Remove os perigos da uremia, contudo, não sufoques os rins com os venenos de taças brilhantes.
Desloca o reumatismo dos membros, reparando, porém, o que fazes com teus pés, braços e mãos.
Sana os desacertos cerebrais que te ameaçam, todavia, aprende a guardar a mente no idealismo superior e nos atos nobres.
Consagra-te à própria cura, mas não esqueças a pregação do Reino Divino aos teus órgãos.
Eles são vivos e educáveis. Sem que teu pensamento se purifique e sem que a tua vontade comande o barco do organismo para o bem, a intervenção dos remédios humanos não passará de medida em trânsito para a inutilidade.

Obra: Pão Nosso
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Não temas

A tarefa, por sua magnitude, parece-te impossível de ser conduzida por tuas forças.
O compromisso, por ser grave, faz-te crer improvável levá-lo com equilíbrio e êxito.
O desafio, pelas responsabilidades que impõe, causa-te preocupação.
Não temas, porém. Quanto te diga respeito, faze tudo com a melhor doação de ti mesmo.
Se pretendes remover a montanha, inicia o trabalho retirando as primeiras pedras.
Pensa, planeja, mas atua.
Sem ação, será difícil saber os resultados.
A catedral suntuosa cresceu de pedra em pedra, após a escavação da base.
A escultura monumental resultou do primeiro golpe e dos que o sucederam.
Estás fadado ao triunfo.
Responsabilidade é estímulo ao êxito. Mas receio é prejuízo na economia moral da vida.
Dinamiza tuas forças com a vontade bem dirigida e conseguirás realizar os projetos.
Em qualquer labor com Cristo, não temas nunca. Ele está sempre contigo.

Joanna de Ângelis / Médium Divaldo Pereira Franco
Livro: Roteiro de Libertação (extrato) - Ed. LEAL

Perante os amigos

O amigo é uma bênção que nos cabe cultivar no clima da gratidão.
Quem diz que ama e não procura compreender e nem auxiliar, nem amparar e nem servir, não saiu de si mesmo ao encontro do amor em alguém.
A amizade verdadeira não é cega, mas se enxerga defeitos nos corações amigos, sabe amá-los e entendê-los mesmo assim.
Teremos vencido o egoísmo em nós quando nos decidirmos a ajudar aos entes amados a realizarem a felicidade própria, tal
qual entendem eles, deva ser a felicidade que procuram, sem cogitar de nossa própria felicidade.
Em geral, pensamos que os nossos amigos pensam como pensamos, no entanto precisamos reconhecer que os pensamentos deles são criações originais deles próprios.
A ventura real da amizade é o bem dos entes queridos.
Assim como espero que os amigos me aceitem como sou, devo, de minha parte, aceitá-los como são.
Toda vez que buscamos desacreditar esse ou aquele amigo, depois de havermos trocado convivência e intimidade, estaremos desmoralizando a nós mesmos.
Em qualquer dificuldade com as relações afetivas é preciso lembrar que toda criatura humana é um ser inteligente em transformação incessante e, por vezes, a mudança das pessoas que amamos não se verifica na direção de nossas próprias escolhas.
Quanto mais amizade você der, mais amizade receberá.
Se Jesus nos recomendou amar os inimigos, imaginemos com que imenso amor nos compete amar aqueles que nos oferecem o coração.

André Luiz / Francisco Cândido Xavier
Livro: Sinal Verde

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Em nossa marcha

“Perguntou-lhe Jesus: – “Que queres que eu faça?” (Marcos, 10:51.)

Cada aprendiz em sua lição.
Cada trabalhador na tarefa que lhe foi cometida.
Cada vaso em sua utilidade.
Cada lutador com a prova necessária.
Assim, cada um de nós tem o testemunho individual no caminho da vida.
Por vezes, falhamos aos compromissos assumidos e nos endividamos infinitamente. No serviço reparador, todavia, clamamos pela misericórdia do Senhor, rogando-lhe compaixão e socorro.
A pergunta endereçada pelo Mestre ao cego de Jericó é, porém, bastante expressiva.
“Que queres que eu faça?”
A indagação deixa perceber que a posição melindrosa do interessado se ajustava aos imperativos da Lei.
Nada ocorre à revelia dos Divinos Desígnios.
Bartimeu, o cego, soube responder, solicitando visão. Entretanto, quanta gente roga acesso à presença do Salvador e, quando por ele interpelada, responde em prejuízo próprio?
Lembremo-nos de que, por vezes, perdemos a casa terrestre a fim de aprendermos o caminho da casa celeste; em muitas ocasiões, somos abandonados pelos mais agradáveis laços humanos, de maneira a retornarmos aos vínculos divinos; há épocas em que as feridas do corpo são chamadas a curar as chagas da alma, e situações em que a paralisia ensina a preciosidade do movimento.
É natural peçamos o auxílio do Mestre em nossas dificuldades e dissabores; entrementes, não nos esqueçamos de trabalhar pelo bem, nas mais aflitivas passagens da retificação e da ascensão, convictos de que nos encontramos invariavelmente na mais justa e proveitosa oportunidade de trabalho que merecemos, e que talvez não saibamos de pronto, escolher outra melhor.

Fonte Viva
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Boa-vontade

“Vede prudentemente como andais.” — Paulo. (Efésios, Capítulo 5, Versículo 15.)

Boa-vontade descobre trabalho.
Trabalho opera a renovação.
Renovação encontra o bem.
O bem revela o espírito de serviço.
O espírito de serviço alcança a compreensão.
A compreensão ganha humildade.
A humildade conquista o amor.
O amor gera a renúncia.
A renúncia atinge a luz.
A luz realiza o aprimoramento próprio.
O aprimoramento próprio santifica o homem.
O homem santificado converte o mundo para Deus.
Caminhando prudentemente, pela simples boa-vontade a criatura alcançará o Divino Reino da Luz.

Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Nuvens

“E saiu da nuvem uma voz que dizia: Este é o meu amado Filho, a ele ouvi.” — (Lucas, capítulo 9, versículo 35.)

O homem, quase sempre, tem a mente absorvida na contemplação das nuvens que lhe surgem no horizonte. São nuvens de contrariedades, de projetos frustrados, de esperanças desfeitas.
Por vezes, desespera-se envenenando as fontes da própria vida.
Desejaria, invariavelmente, um céu azul a distância, um Sol brilhante no dia e luminosas estrelas que lhe embelezassem a noite.
No entanto, aparece a nuvem e a perplexidade o toma, de súbito.
Conta-nos o Evangelho a formosa história de uma nuvem.
Encontravam-se os discípulos deslumbrados com a visão de Jesus transfigurado, tendo junto de si Moisés e Elias, aureolados de intensa luz.
Eis, porém, que uma grande sombra comparece. Não mais distinguem o maravilhoso quadro.
Todavia, do manto de névoa espessa, clama a voz poderosa da revelação divina: “Este é o meu amado Filho, a ele ouvi!” Manifestava-se a palavra do Céu, na sombra temporária.
A existência terrestre, efetivamente, impõe angústias inquietantes e aflições amargosas. É conveniente, contudo, que as criaturas guardem serenidade e confiança, nos momentos difíceis.
As penas e os dissabores da luta planetária contêm esclarecimentos profundos, lições ocultas, apelos grandiosos. A voz sábia e amorosa de Deus fala sempre através deles.

Obra:Caminho, Verdade e Vida
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Aprendamos quanto antes

“Como, pois, recebestes o Senhor Jesus-Cristo, assim também andai nele.” — Paulo. (Colossenses, Capítulo 2, Versículo 6.)

Entre os que se referem a Jesus-Cristo podemos identificar duas grandes correntes diversas entre si: a dos que o conhecem por informações e a dos que lhe receberam os benefícios. Os primeiros recolheram notícias do Mestre nos livros ou nas alheias exortações, entretanto caminham para a situação dos segundos, que já lhe receberam as bênçãos. A estes últimos, com mais propriedade, dever-se-á falar do Evangelho.
Como encontramos o Senhor, na passagem pelo mundo? As vezes, sua divina presença se manifesta numa solução difícil de problema humano, no restabelecimento da saúde do corpo, no retorno de um ente amado, na espontânea renovação da estrada comum para que nova luz se faça no raciocínio.
Há muita gente informada com respeito a Jesus e inúmeras pessoas que já lhe absorveram a salvadora caridade.
É indispensável, contudo, que os beneficiários do Cristo, tanto quanto experimentam alegria na dádiva, sintam igual prazer no trabalho e no testemunho de fé.
Não bastará fartarmo-nos de bênçãos. É necessário colaborarmos, por nossa vez, no serviço do Evangelho, atendendo-lhe o programa santificador.
Muitas recapitulações fastidiosas e muita atividade inútil podem ser peculiares aos espíritos meramente informados; todavia, nós, que já recebemos infinitamente da Misericórdia do Senhor, aprendamos, quanto antes, a adaptação pessoal aos seus sublimes desígnios.

Obra: Pão Nosso
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Humildes de Espírito

Jesus, no sermão da montanha — que bem se pode denominar a plataforma ou programa de sua obra de redenção — começou proferindo a seguinte sentença: "Bem-aventurados os humildes de Espírito, porque deles é o reino dos céus".
Porque humildes de Espírito? Bem-aventurados os humildes não seria o bastante? Porque a redundância — humildes de Espírito? Qual o motivo dessa superabundância de palavras? Simplesmente porque há várias formas de humildade; porém, só a de Espírito é que faz jus ao reino dos céus.
Há pessoas humildes de aspecto, de posição social, de haveres, de profissão, de trajes, de fisionomia, mas que não são de Espírito.
Outras há cujas palavras e gestos, ressumando lhaneza e doçura, afeto e humildade, mal escondem a soberba que domina seus corações. A verdadeira humildade, como, aliás, todas as virtudes vêm do íntimo. O exterior nem sempre traduz o interior.
Há grande número de maltrapilhos e de mendigos orgulhosos. Existem, outrossim, excepcionalmente embora, exemplos de humildade entre pessoas abastadas, que ocupam posição de destaque. Há também sábios humildes, que constituem honrosas exceções à regra geral que impera entre os letrados e eruditos. A ignorância petulante e enfatuada é coisa vulgar e corriqueira.
Até entre os chamados ministros do Cristo se encontram orgulhosos impenitentes, compenetrados da ideia de supremacia e convencidos de que só a eles cabem determinados privilégios de ordem e caráter divinos.
A moral cristã, em muita gente, não passa da esfera do entendimento, da região puramente mental; jamais atinge o círculo do sentimento, a zona do coração. E' do coração, no entanto, que vêm o bem ou o mal, a virtude ou o vício.
O orgulho, sob seus aspectos multiformes, é a grande pedra de tropeço da Humanidade. E' o pecado original, que os mortais trazem consigo, ao aportarem às plagas deste mundo. Daí a origem de ' todos os atritos, dissídios e odiosidades que mantêm os homens em atitude de mútuas hostilidades.
A virtude, como alguém já disse, exclui os cálculos: é espontânea, natural. Os humildes de posição, de saber, ou de haveres estão sujeitos às circunstâncias que os cercam na presente existência. Não há mérito nem virtude por isso, além do modo como suportam e se submetem às inevitáveis condições de precariedade em que se encontram.
A humildade de espírito, ao contrário, é fruto de uma conquista, de certo estado de elevação moral da alma. E, graças a essa virtude, o Espírito pode avançar com passo seguro na realização dos seus gloriosos destinos. O orgulho não só oblitera o entendimento, senão que impossibilita o Espírito de receber as inspirações e as graças emanadas do alto.
Não é possível aprender sem possuir humildade de coração. Quem é humilde reconhece que ignora e está sempre pronto a assimilar os ensinamentos que o céu outorga aos mortais, por este ou aquele processo.
A inibição mental é, as mais das vezes, consequência direta do orgulho. A senda da virtude, como o caminho da sabedoria, só podem ser perlustrados pelos humildes de espírito. O orgulho é o entrave do espírito em todos os sentidos. É o legítimo obstáculo às reconciliações, ao perdão, à unidade na fé e na ciência. Consequentemente é o fator da discórdia, desde o simples arrefecimento de afeto, até o ódio que separa, persegue e mata; é a eterna cizânia, que mantém os homens separados, intranquilos, sobressaltados; é o dispersador de forças e de elementos prestáveis e úteis, que poderiam militar conjuntamente com grande eficiência, em prol das boas causas; é finalmente, o fermento que neutraliza as intenções e as aspirações elevadas de muitos, conservando-os na esterilidade.
Razão, pois, de sobra assiste ao divino Instrutor da Humanidade, subordinando à humildade de espírito todas as bênçãos celestes, como também o acesso aos tabernáculos eternos.

Livro: Em Torno do Mestre
Autor: Pedro de Camargo – Pseudônimo Vinicius

Convite à ordem

“Mas faça-se tudo com decência e ordem.”
(I Coríntios: 14-40)


Ninguém desconsidere o imperativo da ordem, sejam quais forem os argumentos nos quais estribe as próprias reações.
Ordem é sinônimo de evolução, de equilíbrio.
Muitas vezes, constrangidos pelas circunstâncias, somos convocados à rebelião na pressuposição de que arrebentando as amarras a que nos atamos poderemos fruir liberdade.
Liberdade, todavia, que não se condiciona a diretrizes de segurança, mui facilmente se converte em indisciplina que promove a anarquia e favorece a libertinagem...
A ordem conduz ao entendimento dos deveres que ampliam as possibilidades do ser a benefício do progresso.
Nesse particular a obediência às normativas superiores é dever impostergável para os superiores resultados da vida.
Como devem os pais responsabilidade e esforço em prol da educação e da preservação dos filhos, a estes cabem a submissão e a obediência...
Nem a chocante subserviência às condições arbitrárias, nem a indiferença em face aos desvarios que se avolumam por toda parte.
Ordem significa, também, subordinação à Divina Vontade sem exigências nem imposições.
Indispensável compreender a escala da evolução que a todos nos identifica e a todos nos caracteriza. Assim considerando, há aqueles que são os responsáveis pelo progresso, impulsionando a conquista e aqueles que são cooperadores em diversos estágios do trabalho edificante. Contribuindo com humildade e resignação, o homem se transforma em verdadeiro instrumento do bem, desdobrando possibilidades e mantendo as condições de eficiência para o engrandecimento do mundo e das demais criaturas.
Em toda parte a ordem é mensagem de Deus testificando a Sua Imarcescível Grandeza e Perfeição.

(De “Convites da vida”, de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Joanna de Angelis)

Confia e caminha

"Ame a teu próximo como a ti mesmo e não faça aos outros o que não quer que façam contigo." - Jesus

A existência na Terra é comparável a uma viagem de aperfeiçoamento, na qual necessitas seguir adiante, ao lado de nossos companheiros da jornada evolutiva.
Muitos te desconhecem, no entanto, Deus sabe quem és.
Muitos te menosprezam, contudo, Deus não te abandona.
Muitos te hostilizam, mas Deus te apoia.
Muitos te reprovam, em circunstâncias difíceis, no entanto, Deus te abençoa.
Muitos se te afastam da presença, todavia, Deus permanece contigo.
À vista de semelhante realidade, sempre que tropeços e provações te apareçam, não te acomodes, à beira da estrada, em algum recanto da inércia.
Confia em Deus e caminha.

Livro: Luz e Vida
Emmanuel – Psicografia de Francisco Cândido Xavier

Pureza de coração

Não te prendas tão-somente aos imperativos da pureza exterior. Aparência, muita vez, é contraste e ilusão.
Há pessoas que trajam linho alvo e carregam lodo na consciência.
Há sacerdotes que vestem hábitos irrepreensíveis e trazem impiedade e negação.
Há tribunos de frases perfeitas na sagração do bem, mas com sentimentos nutridos com as venenosas raízes do mal.
Não basta a feição externa da vida para que os problemas do mundo se resolvam.
A beleza vitoriosa no campo físico quase sempre pode ser simplesmente máscara que o tempo arrebata e consome.
O coração limpo clareia os olhos e os ouvidos que, inspirados nele, não conseguem ver e ouvir senão o bem por onde caminham.
Do coração puro sobe Luz Celeste ao cérebro que raciocina, sublimando no espírito os pensamentos que arroja de si mesmo, na modelagem do destino.

Emmanuel / Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: Refúgio (extrato) - Ed. FEB

domingo, 4 de agosto de 2013

Lista íntima

A criatura avisada e prudente possui agenda para as obrigações e aquisições do dia-a-dia.

Como a formação do burilamento íntimo e a edificação da felicidade não dispensam o justo emprego de tempo, façamos nossa lista diária de atitudes que, a todo custo, nos cumpre evitar:

Nunca julgar-me acima dos outros.

Não tenho direito de atirar minhas obrigações em ombros alheios.

Não me cabe exigir de outrem o que sei perfeitamente fazer e como fazer.

Não devo querer ser injusto com o pretexto de ser bom.

Necessito fugir à conversa inútil.

Hei de abolir qualquer inclinação à queixa.

Este é um pequeno trecho de minha longa lista de impropriedades.

Se te propões a ganhar tempo e valorizá-lo, faze também a tua lista. Parabéns, se não precisas destas notas.


André Luiz / Médium Waldo Vieira

Amadurecimento psicológico

Relacionamento interpessoal revela o comportamento dos indivíduos em função de si e dos outros. Nos primeiros tentames oculta a realidade, na grande preocupação da aparência.
À medida que estreita os vínculos, a postura de guarda cede lugar ao relaxamento emocional e, a pouco e pouco, a máscara cai.
Esse fenômeno é resultado da aproximação que o tempo proporciona à relação.
Nas pessoas realizadas, saudáveis, a conduta permanece sem surpresas, porque há uma interação da sua vivência interior com a exterior, verdadeiro amadurecimento psicológico.
Após o autoconhecimento, que propicia a auto-aceitação, explora-se o exterior, abrindo-se a experiências, a vivências novas e enriquecedoras.
Alinha do equilíbrio demarca a personalidade, sem excentricidades nem bruscas mudanças como ocorre entre a exaltação e a depressão.
Quem assim age encontra-se plenificado, irradiando esse estado de conquista como pessoa humana. No comportamento alternado, em que o júbilo e a tristeza, a confiança e a suspeita, o amor e a animosidade se confundem, o auto descobrimento e a imaturidade programam estados de instabilidade, de desdita, conduzindo a enfermidades emocionais que são somatizadas, reaparecendo na área orgânica com caráter destruidor.
Tais reflexos, no relacionamento, geram desequilíbrios que se agravam, na razão direta que se fazem desastrosos, empurrando suas vítimas para estados obsessivos-compulsivos ou depressivos.
Na tua ânsia de crescimento, experimenta a tua realidade íntima em confronto com a externa. Não te permitas perturbar pelos indivíduos reagentes, que se encontram de mal com eles próprios e vomitam mau humor contra os demais.
Permanece cortês, para que não seja o seu estado bilioso a dizer como te comportares.
Por tua vez, não te transformes em personalidade reatora, aquela que está sempre reagindo, quando poderia e deveria agir.
A tua ação e reação traduzem como és interiormente, bem como sentes e vês em realidade o que se passa em teu mundo íntimo.
Assim, não desperdices energias mascarando-te, antes as aplica em contínuo trabalho de auto aprimoramento, de crescimento interior até exteriorizares as conquistas em simpatia, cordialidade e amor.
Qualquer pretensão de modificar o mundo e fazê-lo girar como te aprouver é alucinação. Porém, se te dedicares à transformação íntima, que reflita em alteração de outros comportamentos para melhor, lograrás alcançar a verdadeira meta do amadurecimento psicológico.
Com esse aprofundamento no eu espiritual, a saúde plena será tua amiga na grande proposta que te leva em busca de realização pessoal e humana.
Jesus nunca se amesquinhou diante dos falsamente poderosos ou de classe e economia mais expressivas. Tampouco se tornou prepotente diante dos fracos e sofredores.
A linha de equilíbrio entre o Seu interior e o exterior, demonstrou a Sua superioridade moral, espiritual e intelectual, que O torna Modelo sob todos os aspectos para todos nós, exemplo de perfeita maturidade psicológica, porque plenificadora.

Livro: Momentos de Saúde
Joanna de Angelis / Divaldo Pereira Franco

Quem são os regenerados

“Os mundos regeneradores servem de transição entre os mundos de expiação e os mundos
felizes, a alma que se arrepende neles encontra a calma e o repouso, acabando de se depurar. Sem
dúvida, nesses mundos, o homem está ainda sujeito às leis que regem a matéria...”
(Capítulo 3, item 17.)


Regenerados são todos aqueles que aprenderam a compartilhar deste
mundo, contribuindo sempre para a sua manutenção e continuação, e que ao
mesmo tempo, por perceberem que recebem à medida que doam, sustentam com
êxito esse fenômeno de trocas incessantes. São os homens que descobriram que
todos estamos ligados por inúmeras formas de vida, desde o micro ao
macro cosmo, e que os ciclos da natureza é que vitalizam igualmente plantas,
animais e eles próprios. Portanto, respeitam, cooperam e produzem, não pensando
somente em si mesmos, mas na coletividade.
Sabem que ao mesmo tempo, sozinhos ou juntos, somos todos viajantes nas
estradas da vida universal, em busca de crescimento e perfeição.
Voltaram-se para si mesmos e descortinaram a presença divina em sua
intimidade e, em vista disso, agora não buscam somente a exterioridade da vida,
mas a abundância da vida íntima, fazendo quase sempre uma jornada cósmica para
dentro do seu universo interior, na intimidade da própria alma.
Regenerados são os seres humanos que notaram que não podem modificar o
mundo dos outros, mas apenas o seu próprio mundo. Que os indivíduos, lugares e
ambientes não podem ser mudados, e que as únicas coisas que podem e devem ser
alteradas são suas atitudes pessoais, reações e atos relacionados a esses mesmos indivíduos, lugares e ambientes de sua vida.
Conseguiram angariar sabedoria em decorrência das vivências anteriores.
Diferenciam o que lhes cabe fazer e, por conseguinte, o que são deveres dos
outros. Só fazem, portanto, auto julgamento, deixando a cada um realizar sua
própria avaliação.
Na realidade, trazem certas competências e destrezas alicerçadas no poder
de observação, por já possuírem uma considerável coleta de dados. São
consideradas criaturas sábias, por seus constantes insights, isto é, compreensões
súbitas diante de decisões e resoluções da vida.
São homens que adquiriram a habilidade de resolver suas dificuldades com
recursos novos e criativos, usando maneiras inovadoras de solucionar os
acontecimentos do cotidiano.
Reconhecem que a vida é uma sucessão de ocorrências interdependentes,
por possuírem a capacidade de observar as relações existenciais. Sempre lançam
mão dos fatos passados e os entrelaçam aos atuais, chegando à profunda
compreensão das situações e de seus problemas.
Descortinaram horizontes novos, porque reservaram no dia-a-dia algum
tempo para se conhecer melhor, anotando ideias e sensações a fim de esclarecer
para si próprios o porquê de sentimentos desconexos, emoções variáveis e ações
contraditórias, visto que tal conhecimento os ajudará a viver de forma mais serena e
previsível.
Obtiveram transformações íntimas, surpreendentes, pois conseguiram se ver
como realmente são.
Retiram máscaras, que inicialmente lhes davam um certo conforto e
segurança, já que depois, eles mesmos reconheceram que elas os aprisionavam por
entre grilhões e opressões.
Aprenderam que não vale a pena representar inúmeros papéis, como se a vida
fosse um grande teatro, mas sobretudo assumir sua própria missão na Terra,
porque constataram que cada um tem uma quota própria de contribuição perante a
Criação, e que não nasce no Planeta nenhuma criatura cuja tarefa não tenha sido
predeterminada. Regenerados são os reabilitados à luz das verdades eternas. Adotaram Jesus
como o Sábio dos Sábios e, por seguirem Seus passos, fazem sempre o seu
melhor. Reconheceram que o erro nunca será motivo de abatimento e paralisação e
sim de estímulo ao aprendizado. Por isso, seguem adiante, pacientes consigo
mesmos e com os outros, ganhando cada vez mais autonomia e discernimento ante
as leis de amor que regem o Universo.

Francisco do Espírito Santo Neto
Ditado por Hammed
Livro: Renovando Atitudes

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

De ânimo forte

“Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, amor e moderação.” – Paulo. (II Timóteo, 1:7.)

Não faltam recursos de trabalho espiritual a todo irmão que deseje reerguer-se, aprimorar-se, elevar-se.
Lacunas e necessidades, problemas e obstáculos desafiam o espírito de serviço dos companheiros de fé, em toda parte.
A ignorância pede instrutores, a dor reclama enfermeiros, o desespero suplica orientadores.
Onde, porém, os que procuram abraçar o trabalho por amor de servir?
Com raras exceções, observamos, na maioria das vezes, a fuga, o pretexto, o retraimento.
Aqui, há temor de responsabilidade; ali, receios da crítica; acolá, pavor de iniciativa a benefício de todos.
Como poderá o artista fazer ouvir a beleza da melodia se lhe foge o instrumento?
Nesse caso. temos em Jesus o artista divino e em nós outros, encarnados e desencarnados, os instrumentos dEle para a eterna melodia do bem no mundo.
Se algemamos o coração ao medo de trabalhar em benefício coletivo, como encontrar serviço feito que tranqüilize e ajude a nós mesmos? como recolher felicidade que não semeamos ou amealhar dons de que nos afastamos suspeitosos?
Onde esteja a possibilidade de sermos úteis, avancemos, de ânimo forte, para a frente, construindo o bem, ainda que defrontados pela ironia, pela frieza ou pela ingratidão, porque, conforme a palavra iluminada do apóstolo aos gentios, “Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, amor e moderação”.

Obra: Vinha de Luz
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Entre hoje e amanhã


Reflete no companheiro que chega cansado e desiludido a esmolar-te simpatia e
consolo.
Sabes talvez, nas mínimas particularidades, tudo o que lhe terá ocorrido. Provavelmente
conheces que se trata de alguém, carregando os grilhões da culpa. Alguém que sobraça
pesada carga de remorsos a lhe atenazarem o coração.
Mentaliza, no entanto, o que faria Jesus se procurado por ele: ouvi-lo-ia com generoso
interesse, descobrir-lhe-ia algum tópico de bondade ou saberia destacar-lhe essa ou
aquela qualidade elogiável, de modo a descerrar-lhe alguma porta mental de bom-ânimo,
auxiliando-o a caminhar para a frente.
Diante dos irmãos que te busquem solicitando conforto depois de quedas e desenganos,
não te disponhas à condenação ou censura.
Pensa no bem que haverão feito, nos impulsos nobres que lhes presidiram os atos e
renova-lhes a confiança em si mesmos.
Compadece-te sobretudo daqueles que se demoram nos problemas da culpa sem
possibilidades imediatas de solução.
Não necessitas reprovar-lhes diretriz e conduta.
Eles já se reconhecem marcados por dentro a fogo de angústia e não te procuram para
que lhes agraves a dor. Suplicam-te paz e refazimento, auxílio e apoio à própria
libertação.
Recorda em quantas ocasiões teremos sido amparados pela bondade do Cristo de Deus
que frequentemente nos toma o leve fio da intenção correta para transformá-lo em
vigoroso apetrecho de socorro a nós próprios e não menospreze, seja a quem seja.
Importa, ainda, considerar que muitas vezes no campo da ocorrência que se reprove
presentemente, nascerá o acontecimento que nos colherá louvor no futuro.
Além disso, nós todos, os espíritos em evolução nos climas da Terra, somos ainda
portadores de imperfeições e deficiências por vencer, de permeio com obstáculos íntimos
a serem necessariamente transportados, com créditos e débitos, erros e acertos no livro
da própria vida. E, por isso mesmo, em matéria de apoio espiritual, se hoje é o nosso
momento de compreender e de dar, amanhã será talvez o nosso dia de pedir e de
receber.

Obra: Mãos Marcadas - Francisco Cândido Xavier / Emmanuel

Afeições

Não será licito esquecer nossa própria necessidade de afeto, mas ponderemos:
Os entes amados apoiar-nos-ão no desempenho de nossos deveres, porém não conseguirão cumpri-los por nós.
O professor prepara o aluno, entretanto não lhe viverá, de futuro, os percalços da profissão.
Os próprios pais, por mais se dediquem à felicidade dos filhos, não logram arredá-los das experiências a que se destinam.
Amemos nossos familiares e amigos, sem exigir, todavia, venham um dia a fazer o trabalho que nos cabe realizar.
Eles podem ser criaturas admiráveis, mas não nos conhecem as lutas mais íntimas, tanto quanto ignoramos as deles.
Ajudam na parte visível das dificuldades; mas não são capazes de solucionar por nós os problemas que trazemos na intimidade do coração.
Aí, estamos entregues à nossa própria consciência e ao Juízo de Deus.

Emmanuel / Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: Rumo Certo (extrato) - Ed. FEB

O homem com Jesus

“Regozijai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, regozijai-vos.” — Paulo. (Filipenses, Capítulo 4, Versículo 4.

Com Jesus, ergue-se o Homem
Da treva à luz…
Da inércia ao serviço…
Da ignorância à sabedoria…
Do instinto à razão…
Da força ao direito…
Do egoísmo à fraternidade…
Da tirania à compaixão…
Da violência ao entendimento…
Do ódio ao amor…
Da posse mentirosa à procura dos bens impressíveis…
Da conquista sanguinolenta à renúncia edificante…
Da extorsão à justiça…
Da dureza à piedade…
Da palavra vazia ao verbo criador…
Da monstruosidade à beleza…
Do vício à virtude…
Do desequilíbrio à harmonia…
Da aflição ao contentamento…
Do pântano ao monte…
Do lodo à glória…
Homem, meu irmão, regozijemo-nos em plena luta redentora!
Que píncaros de angelitude poderemos alcançar se nos consagrarmos realmente ao Divino Amigo que desceu e se humilhou por nós?

Obra:Pão Nosso
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier
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