domingo, 25 de agosto de 2013

Familiares incompreensivos

Quando aceites os princípios que te renovam, é possível que a mesma compreensão não te alcance, de pronto, os familiares queridos.
Conservas, talvez, a provocação de rentear com entes amados que te recusam a fé ou tudo fazem por arredar-te da senda de luz que hoje palmilhas.
Às vezes, entristece-te por semelhante motivo, a ponto de te ameaçares com desânimo e frustração.
É forçoso, porém, vejas no lar o educandário primeiro de tua fé.
A lavoura mais próximo começou na coleção de sementes. A missão mais alta entre os homens, sem dúvida, principia nos testemunhos pequeninos de serviço e abnegação no círculo estreito em que se forma a personalidade.
Teu lar, tua escola. Aí dentro, será professor e aluno ao mesmo tempo. Erguer-te-ás na cátedra do dever cumprido e transmitirás o ensinamento vivo do bom exemplo aos que te acompanham. Por outro lado, ouvirás, talvez, aí nesse abençoado cenáculo de aperfeiçoamento moral, frases agressivas ou conceitos ferinos que desconheces na vida pública, a fim de que aprendas paciência e humildade, no trato da purificação. As manifestações de desagrado ou corrigenda que aguardaste inutilmente dos teus maiores adversários provavelmente recolherás, em casa, dos seres que mais amas.
Entretanto, exercita o devotamento e prossegue adiante, no cultivo de tua fé.
Não te lastimes, nem discutas.
O embate palavroso deixa o coração encharcado de fel.
A opinião dos outros a teu respeito é construída ou retificada à custa de tuas próprias demonstrações de tolerância e bondade.
Se a incompreensão te rodeia, serve sempre.
Se sofres injúria ou perseguições, serve ainda.
Se tudo parece contrariar-te aspirações e desígnios, serve mais.
Não descreias de Deus, que te segue e te vê.
Pela força do exemplo, vencerás.

De “No portal da luz”, de Francisco Cândido Xavier – Espírito de Emmanuel

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