segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Jesus Veio

“Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens.” — Paulo. (Filipenses, capítulo 2, versículo 7.)

Muitos discípulos falam de extremas dificuldades por estabelecer boas obras nos serviços de confraternização evangélica, alegando o estado infeliz de ignorância em que se compraz imensa percentagem de criaturas da Terra.
Entretanto, tais reclamações não são justas.
Para executar sua divina missão de amor, Jesus não contou com a colaboração imediata de Espíritos aperfeiçoados e compreensivos e, sim, “aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens”.
Não podíamos ir ter com o Salvador, em sua posição sublime; todavia, o Mestre veio até nós, apagando temporariamente a sua auréola de luz, de maneira a beneficiar-nos sem traços de sensacionalismo.
O exemplo de Jesus, nesse particular, representa lição demasiado profunda.
Ninguém alegue conquistas intelectuais ou sentimentais como razão para desentendimento com os irmãos da Terra.
Homem algum dos que passaram pelo orbe alcançou as culminâncias do Cristo. No entanto, vemo-lo à mesa dos pecadores, dirigindo-se fraternalmente a meretrizes, ministrando seu derradeiro testemunho entre ladrões.
Se teu próximo não pode alçar-se ao plano espiritual em que te encontras, podes ir ao encontro dele, para o bom serviço da fraternidade e da iluminação, sem aparatos que lhe ofendam a inferioridade.
Recorda a demonstração do Mestre Divino.
Para vir a nós, aniquilou a si próprio, ingressando no mundo como filho sem berço e ausentando-se do trabalho glorioso, como servo crucificado.

Caminho, Verdade e Vida
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

Retorno ao Evangelho


...Eis que vos foi dito: “Amareis aqueles que vos amam e odiareis aqueles que vos odeiam. Eu porém vos digo: Amareis aqueles que vos odiarem”, para que estejais perfeitamente integrados no espírito da solidariedade.
Meus filhos, o Evangelho de Jesus tem regime de urgência na intimidade dos nossos corações.
Este é o século da tecnologia de ponta, da ciência, na sua mais elevada postura, mas haverá de ser também o século do amor. Deveremos atrair o sentimento de amor para que ele produza a sabedoria em nosso ser.
Sereis muitas vezes hostilizados pela brandura de coração; sereis discriminados pela conduta rígida no cumprimento do dever; experimentareis ironia e descaso pela fidelidade a Jesus.
Crede, é transitório o carro carnal, e quando dele nos despojarmos a consciência irá conduzir-nos ao país do remorso ou ao continente das bem-aventuranças.
Vivei de tal forma que podereis olhar aqueles que vos criam embaraços nos olhos sem abaixardes as vossas vistas.
É necessária muita coragem para esse logo.
Assevera-se que aquele indivíduo que é bom, que é humilde, é um covarde. É necessária, porém, muita coragem para ser-se bom. É indispensável muita energia para beber-se a taça da amargura, sem reprimenda, sem reclamação e transformá-la em licor que dê energia e vitalize a existência.
Não foi o acaso que vos convocou para o encontro desta hora em que a sociedade estorcega na impiedade, na loucura na sexolatria, na toxicomania.
Sede vós pacíficos e pacificadores. Produzi em vossos lares o reino dos céus, construí-o no aconchego da alma que está ao lado da vossa alma, dos filhinhos que vos foram confiados, cuja conduta será consequência da educação que lhes administrardes, em forma de paz.
...E encontrareis a razão de viver nesse sentimento do amor pulcro e penetrante que irriga a vida de alegria, que ilumina as ansiedades com paz.
Filhas e filhos da alma: não desperdiceis o tempo que urge, e ele se chama agora. Não posterguei a vossa oportunidade de autoiluminação. Jesus já veio ter conosco. Hoje espera-nos e manda à Terra os Seus embaixadores para que nos levem de volta ao Seu doce aconchego e repita suavemente: - Vinde a mim, eu vos consolarei!
Ide de retorno aos vossos lares, mansos e pacíficos, porque será assim que se dará inicio à era da regeneração, que vem sendo trabalhada desde o dia em que a codificação chegou à Terra, quando o lobo e o cordeiro beberão na mesma fonte; quando os rosais colocarão as suas pétalas para dentro dos lares; quando as sombras forem clariadas pelas Estrelas luminíferas que fazem parte da divina coorte.
Amai! O amor redime a criatura humana. E depois, discípulos de Jesus, o Mestre nos espera.
Muita paz!
Que o Senhor de bênçãos vos abençoe!
São os votos do servidor humílimo e paternal,
Bezerra.

(Mensagem recebida por psicofonia através do médium Divaldo Pereira Franco, no término da conferência proferida na Instituição Assistencial e Educacional Amélia Rodrigues em Santo André, SP, na noite de 29 de setembro de 2013.) Revisada pelo autor.

domingo, 29 de setembro de 2013

Memorandos

A balança do bem não tem cópia.
A vontade adoece, mas nunca morre.
Quem compensa mal com mal, atinge males maiores.
O amor real transpira imparcialidade.
O sofrimento acorda o dever.
O remédio excessivo faz-se veneno.
Somos todos familiares de Jesus.
Nenhum enfeite disfarça a culpa.
A vida não cansa o coração humilde.
Toda convicção merece respeito.
Só a consciência tranquila dá sono calmo.
O tempo não desfigura a beleza espiritual.
Para o cristão não existem dores alheias, porque as dores da coletividade pertencem a ele próprio.
Do erro nasce a correção.
Lábios vigilantes não alardeiam vantagens.
A caridade é o pensamento vivo do Evangelho.

André Luiz / Médium Waldo Vieira
Livro: Estude e Viva (extrato) - Ed. FEB

Pontos vulneráveis

Nas tuas fraquezas estão os pontos vulneráveis, que deves revestir de forças
Se te agradam as sensações mais fortes, sempre as defrontarás, atraentes, atormentando-te.
Se te excitam a ganância e a cobiça, respirarás no clima dos usurários.
Se te interessam a maledicência e a impiedade, sempre descobrirás vícios e deslizes alheios.
Se preferes o ócio e o comodismo, encontrarás escusas para a preguiça e o repouso exagerado.
A tua segurança interior depende da tua inclinação e preferência, cabendo-te a tarefa de renovar as forças e vigiar as fraquezas, que se transformam com o tempo, em equilíbrio e vigor.
No que cometeste falta grave, trazes dela a “marca” íntima.
De acordo como erro, volves aos sítios familiares onde deves repará-lo.
Não te permitas concessões desconcertantes, nem prazeres que anestesiam a razão e perturbam o sentimento.
Conscientiza-te dos teus pontos vulneráveis e vencerás as tentações e as más inclinações.

Joanna de Angelis – Médium Divaldo Pereira Franco
Livro: Alerta – Editora leal


sábado, 28 de setembro de 2013

União fraternal

Diante de teus olhos, mil caminhos se abrem.
Não olvides a senda que te é própria e avança.
Estimarias, talvez, que todas as rotas se subordinassem à tua, e te referes à união...
Une-te aos outros, sem exigir que os outros se unam a ti. E procura o que seja útil e belo, santo e sublime e segue adiante...
Não nos esqueçamos de que a unidade espiritual é serviço básico da paz.
Observas o irmão que se devota às crianças? Ou o que se dispôs a ajudar aos doentes? Ou o que se fez amigo dos velhos e dos jovens?
Observa o serviço daquele que se converteu em doutrinador, objetivando a extensão do bem?
Honra a cada um deles com compreensão e sem exigir que vejam a vida através de teus olhos.
A evolução é escada infinita. Cada qual abrange a paisagem conforme o degrau em que está.
Oferece a cada servidor do bem o melhor de ti.
A contenda estéril é resultado da imposição.
A união fraternal é o sonho sublime da alma humana, mas não se realizará sem que nos respeitemos uns aos outros, cultivando harmonia.


Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Semeadores de esperança


Possivelmente não terás pensado ainda no verbo formoso e grave a que todos somos chamados: criar para o progresso.
O Criador, ao dotar-nos de razão, a nós, criaturas, conferiu-nos o poder de imaginar, promover, originar, produzir.
Referimo-nos, frequentemente, à lei de causa e efeito. Sabemos que ela funciona em termos de exatidão. Utilizamo-la, quase sempre, tão-só para justificar sofrimentos, esquecendo-lhe a possibilidade de estabelecer alegrias.
Causamos isso ou aquilo, geramos acontecimentos determinados. Experimentemos essa força que nos é peculiar, na formação de circunstâncias favoráveis aos homens.
Antes do comboio a vapor, a eletricidade já existia. Os transportes arrastavam-se pela tração, mas foi preciso que alguém desejasse criar na Terra a locomotiva, que se converteu a pouco e pouco no trem elétrico, a fim de que a Civilização aprimorasse os sistemas de condução que prosseguem para mais altas expressões evolutivas.
O firmamento era vasculhado pelos olhos humanos há milênios, mas foi necessário que um astrônomo levantasse lentes, para que os povos recolhessem as preciosas informações do Universo, que já havia antes deles.
O princípio é idêntico para a vida moral.
Precisamos hoje e em toda parte dos criadores de harmonia doméstica e social, dos desenhistas de pensamentos certos, dos escultores de boas obras.
O tempo nos ensinará a entender a necessidade básica de se criarem condições para o entendimento mútuo, como já se estabeleceram normas para o trânsito fácil do automóvel.
Inventa em tua existência soluções de conforto, suscita motivos de paz, traça diretrizes de melhoria, faze o que ainda não foi aproveitado na realização da riqueza íntima de todos.
Provavelmente, estamos na atualidade em estágio obscuro de lições, sob a situação imperiosa de ações passadas. Mas não nos será correto esquecer que somos Inteligências com raciocínio claro e que, se antigamente nos foi possível colocar em ação as causas que neste momento e neste local nos infelicitam, retemos conosco a sublime faculdade de ideal, planejar e construir.
Ajamos na construtividade de Jesus, sejamos semeadores de esperança.

André Luiz (Waldo Vieira)
(De “Estude e Viva”, de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz)

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

O auxílio virá


O problema que te preocupa talvez te pareça excessivamente amargo ao coração.
E tão amargo que talvez não possas comentá-lo, de pronto.
Às vezes, a sombra interior é tamanha que tens a idéia de haver perdido o próprio rumo.
Entretanto, não esmoreças.
Abraça o dever que a vida te assinala.
Serve e ora.
A prece te renovará energias.
O trabalho te auxiliará.
Deus não nos abandonará.
Faze silêncio e não te queixes.
Alegra-te e espera porque o Céu te socorrerá.
Por meios que desconheces, Deus permanece agindo.

Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Para o alvo

“Prossigo para o alvo.” – Paulo. (Filipenses, 3:14.)

Quando Paulo escreveu aos filipenses, já possuía vasta experiência de apostolado.
Doutor da Lei em Jerusalém, abandonara as vaidades de raça e de família, rendendo-se ao Mestre em santificadora humildade.
Após dominar pela força física, pela cultura intelectual e pela inteligência nobre, voltou-se para o tear obscuro, conquistando o próprio sustento com o suor diário. Ingressando nos espinhosos testemunhos para servir ao próximo, por amor a Jesus, recebeu a ironia e o desamparo de familiares, a desconfiança e o insulto de velhos amigos, os açoites da maldade e as pedradas da incompreensão.
O convertido de Damasco, no entanto, jamais desanimou, prosseguindo, invariavelmente, para o alvo, que, ainda e sempre, é a união divina do discípulo com o Mestre.
Quantos aprendizes estarão, atual mente, dispostos ao grande exemplo?
Espalham-se, em vão, os convites ao sublime banquete, debalde envia Jesus mensageiros aos estudantes novos, revelando a excelência da vida superior.
A maioria deles, contudo, abrange operários fugitivos, plenamente distraídos da realização… Perdem de vista a obra por fazer, desinteressam-se das lições necessárias e esquecem as finalidades da permanência na Terra. Comumente, nos primeiros obstáculos mais fortes da marcha, nas corrigendas iniciais do serviço, põem-se em lágrimas de desespero, acabrunhados e tristes. Declaram-se, incompreensivelmente, desalentados, vencidos, sem esperança…
A explicação é simples, todavia. Perderam o rumo para o Cristo, seduzidos por espetáculos fugazes, nas numerosas estações da jornada espiritual, e, por esquecerem o alvo sublime, chega de modo inevitável o instante em que, cessados os motivos da transitória fascinação, se sentem angustiados, como viajores sedentos nos áridos desertos da vida humana.

Emmanuel / Francisco Cândido Xavier
Obra: Vinha de Luz

A misericórdia eleva a alma!

Bem-aventurados os que são misericordiosos,porque obterão misericórdia.(S. Mateus, cap. 5, Versículo 7.)

Em sua sabedoria de Espírito Puro, Jesus, Modelo e Guia da humanidade, ensina que o sacrifício mais agradável ao Senhor é o que o homem faça do seu próprio ressentimento; que, antes de se apresentar para ser por ele perdoado, precisa haver perdoado e reparado o agravo que tenha feito a algum de seus irmãos.
Importante lição podemos haurir das palavras de Jesus, em resposta ao apóstolo Pedro, sobre o conhecer e o não praticar os ensinamentos cristãos conforme segue:
“— Senhor: que dizer, então, daqueles que conhecem os sagrados princípios da caridade e não os praticam”?
Esboçou Jesus manifesta satisfação no olhar e elucidou:
— Estes, Simão, representam sementes que dormem, apesar de projetadas no seio dadivoso da terra. Guardarão consigo preciosos valores do Céu, mas jazem inúteis por muito tempo. Estejamos, porém, convictos de que os aguaceiros e furacões passarão por elas, renovando-lhes a posição no solo, e elas germinarão vitoriosas, um dia. Nos campos de Nosso Pai, há milhões de almas assim, aguardando as tempestades renovadoras da experiência, para que se dirijam à glória do futuro. Auxiliemo-las com amor e prossigamos, por nossa vez, mirando a frente!”(1)

É, dessa forma, no labor do bem e no enfrentamento de nossas dificuldades intimas, que progredimos e desenvolvemos as virtudes latentes em nosso interior, a espera que nos decidamos por cultivá-las no exercício constante da caridade para com o próximo e para com a vida.
Em o Evangelho segundo o Espiritismo, encontramos as claras explicações sobre esse nobre sentimento, que precisamos urgentemente desenvolver a benefício do nosso crescimento espiritual, na busca da implantação do Reino de Deus entre os homens o mais depressa possível, conforme abaixo descrito:
“A misericórdia é o complemento da brandura, porquanto aquele que não for misericordioso não poderá ser brando e pacífico. Ela consiste no esquecimento e no perdão das ofensas. O ódio e o rancor denotam alma sem elevação, nem grandeza. O esquecimento das ofensas é próprio da alma elevada, que paira acima dos golpes que lhe possam desferir. Uma é sempre ansiosa, de sombria suscetibilidade e cheia de fel; a outra é calma, toda mansidão e caridade.
Ai daquele que diz: nunca perdoarei. Esse, se não for condenado pelos homens, sê-lo-á por Deus. Com que direito reclamaria ele o perdão de suas próprias faltas, se não perdoa as dos outros? Jesus nos ensina que a misericórdia não deve ter limites, quando diz que cada um perdoe ao seu irmão, não sete vezes, mas setenta vezes sete vezes.
Há, porém, duas maneiras bem diferentes de perdoar: uma, grande, nobre, verdadeiramente generosa, sem pensamento oculto, que evita, com delicadeza, ferir o amor próprio e a suscetibilidade do adversário, ainda quando este último nenhuma justificativa possa ter; a segunda é a em que o ofendido, ou aquele que tal se julga, impõe ao outro condições humilhantes e lhe faz sentir o peso de um perdão que irrita, em vez de acalmar; se estende a mão ao ofensor, não o faz com benevolência, mas com ostentação, a fim de poder dizer a toda gente: vede como sou generoso! Nessas circunstâncias, é impossível uma reconciliação sincera de parte a parte. Não, não há aí generosidade; há apenas uma forma de satisfazer ao orgulho. “Em toda contenda, aquele que se mostra mais conciliador, que demonstra mais desinteresse, caridade e verdadeira grandeza d’alma granjeará sempre a simpatia das pessoas imparciais.” (2)

O benfeitor Emmanuel nos afirma que: “Espiritismo, restaurando o Cristianismo, é universidade da alma”. Nesse sentido, vale recordar que Jesus, o Mestre por excelência, nos ensinou, acima de tudo, a viver construindo para o bem e para a verdade, como a dizer-nos que a chama da cabeça não derrama, a luz da felicidade sem o óleo do coração. (3)


(1)Francisco Cândido Xavier – Livro: Jesus no Lar, FEB, 20ª edição - pelo Espírito Neio Lúcio – Cap. 4.
(2) Allan Kardec – O Evangelho Segundo o Espiritismo, FEB – 112ª edição – Capítulo X, item 4.
(3) Francisco Cândido Xavier – Livro da Esperança, C.E.C., 15ª edição - Espírito Emmanuel – Cap. 12
Por: Francisco Rebouças

Jesus e humildade

Estudando a humildade, vejamos como se comportava Jesus no exercício da sublime virtude.
Decerto, no tempo em que ao mundo deveria surgir a Boa-Nova, poderia permanecer na glória celeste e fazer-se representar por mensageiros angélicos, mas preferiu descer, Ele mesmo, ao chão da Terra, e experimentar -lhe as vicissitudes.
Atento à própria dignidade era justo mandasse os discípulos aos sofredores para consolá-los na angústia e sarar-lhes a ulceração; todavia, não renunciou ao privilégio de, Ele mesmo, ofertar-lhes alívio e esperança, fortaleza e renovação.
Com Jesus, percebemos que a humildade nem sempre surge da pobreza ou da enfermidade que tanta vez só significam lições regeneradoras, e sim que o talento celeste é atitude da alma que olvida a própria luz para levantar os que se arrastam nas trevas para que outros aprendam a encontrar a trilha para as bênçãos do Céu.

Emmanuel / Francisco Cândido Xavier
Livro: Religião dos Espíritos (extrato) - Ed. FEB

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Dinheiro

O dinheiro não é luz, mas sustenta a lâmpada.
Não é a paz, no entanto, é um companheiro para que se possa obtê-la.
Não é calor, contudo, adquire agasalho.
Não é poder da fé, mas alimenta a esperança.
Não é amor, entretanto, é capaz de tornar-se valioso ingrediente na proteção afetiva.
Não é tijolo de construção, todavia, assegura as atividades que garantem o progresso.
Não é cultura, mas apoia o livro.
Não é visão, porém, ampara o encontro de instrumentos que ampliam a capacidade dos olhos.
Não é base na cura, no entanto, favorece a aquisição do remédio.
Em suma, o dinheiro associado à consciência tranquila é:
Alavanca do trabalho e fonte da beneficência;
Apoio da educação e alicerce da alegria;
Uma bênção do Céu que, de modo imediato, nem sempre faz felicidade, mas sempre faz falta.

Bezerra de Menezes / Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: Caridade (extrato) - Ed. IDE

Surge a Era Nova


O sol da esperança desbasta as trevas da ignorância.
Pequenos grupos de servidores verdadeiros do Evangelho, no silêncio da renúncia, estão levantando os pilotis sobre os quais será erguida a Era Nova.
Sem alarde, em luta ingente, esses corações convidados constituem segurança para o mundo melhor de amanhã.
Não obstante o vendaval, as ameaças do desequilíbrio e o predomínio aparente das forças da violência, o bem, como fluido de libertação, penetra todo o organismo terrestre preparando o mundo novo.
Não engrossam as fileiras dos desanimados, nem aplaudem a insensatez dos perversos ou apóiam a estultícia dos vitoriosos da ilusão.
Quem aprendeu a confiar em Jesus põe as suas raízes na verdade. São minoria, não, porém, grupo ao abandono.
Todos os grandes ideais da humanidade surgem em pequeninos núcleos, que se alargam em gerações após gerações.
O Cristianismo restaurado, por sua vez, é a doutrina do amanhã, no enfoque espírita, porque, enquanto a mensagem de Jesus teve de destruir as bases do paganismo para erguer o santuário do amor, o Espiritismo deve apenas erigir, sobre o Cristianismo, o templo luminoso da caridade.
Chamados para este ministério, não duvidam, alegrando-se por ter seus nomes inscritos, como diz o Evangelho, no livro do reino dos céus e serem conhecidos do Senhor.
Nossa Casa tem ação. É hoje reduto festivo, santuário que alberga Espíritos mensageiros da luz, oficina onde se trabalha, escola de educação e hospital de recuperação de vidas.
Com outros Obreiros aqui temos estado, mantendo a chama da verdade acesa - como ocorria com os antigos faróis com a flama ardente, apontando a entrada dos portos e mais tarde dando notícias dos recifes e perigos do mar.
Filhos da alma, nunca desistam de fazer o bem, face ao aparente triunfo do mal em desgoverno, em torno de suas vidas.
Passada a tempestade, a luz volta a fulgir.
A sombra é somente ausência da claridade. Não é real.
Só Deus é Vida; somente o Bem é meta.

Autor: Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Franco. Livro: Momentos Enriquecedores


domingo, 22 de setembro de 2013

Pondera sempre

“E o que de mim, diante de muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem a outros.” — Paulo. (2ª Epístola a Timóteo, Capítulo 2, Versículo 2.)

Os discípulos do Evangelho, no Espiritismo cristão, muitas vezes evidenciam insofreável entusiasmo, ansiosos de estender a fé renovada, contagiosa e ardente. No entanto, semelhante movimentação mental exige grande cuidado, não só porque assombro e admiração não significam elevação interior, como também porque é indispensável conhecer a qualidade do terreno espiritual a que se vai transmitir o poder do conhecimento.
Claro que não nos reportamos aqui ao ato de semeadura geral da verdade reveladora, nem à manifestação da bondade fraterna, que traduzem nossas obrigações naturais na ação do bem.
Encarecemos, sim, a necessidade de cada irmão governar o patrimônio de dádivas espirituais recebidas do plano superior, a fim de não relegar valores celestes ao menosprezo da maldade e da ignorância.
Distribuamos a luz do amor com os nossos companheiros de jornada; todavia, defendamos o nosso íntimo santuário contra as arremetidas das trevas.
Lembremo-nos de que o próprio Mestre reservava lições diferentes para as massas populares e para a pequena comunidade dos aprendizes; não se fez acompanhar por todos os discípulos na transfiguração do Tabor; na última ceia, aguarda a ausência de Judas para comentar as angústias que sobreviriam.
É necessário atentarmos para essas atitudes do Cristo, compreendendo que nem tudo está destinado a todos. Os espíritos enobrecidos que se comunicam na esfera carnal adotam sempre o critério seletivo, buscando criaturas idôneas e fiéis, habilitadas a ensinar aos outros. Se eles, que já podem identificar os problemas com a visão iluminada, agem com prudência, nesse sentido, como não deverá vigiar o discípulo que apenas dispõe dos olhos corporais? Trabalhemos em benefício de todos, estendamos os laços fraternais, compreendendo, porém, que cada criatura tem o seu degrau na infinita escala da vida.

Obra: Pão Nosso
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

sábado, 21 de setembro de 2013

De alma desperta

“Por isso te lembro despertes o dom de Deus que existe em ti.” – Paulo. (II Timóteo, 1:6.)

É indispensável muito esforço de vontade para não nos perdermos indefinidamente na sombra dos impulsos primitivistas.
À frente dos milênios passados, em nosso campo evolutivo, somos suscetíveis de longa permanência nos resvaladouros do erro, cristalizando atitudes em desacordo com as Leis Eternas.
Para que não nos demoremos no fundo dos precipícios, temos ao nosso dispor a luz da Revelação Divina, dádiva do Alto, que, em hipótese alguma, devemos permitir se extinga em nós.
Em face da extensa e pesada bagagem de nossas necessidades de regeneração e aperfeiçoamento, as tentações para o desvio surgem com esmagadora percentagem sobre as sugestões de prosseguimento no caminho reto, dentro da ascensão espiritual.
Nas menores atividades da luta humana, o aprendiz é influenciado a permanecer às escuras.
Nas palestras comuns, cercam-no insinuações caluniosas e descabidas. Nos pensamentos habituais, recebe mil e um convites desordenados das zonas inferiores. Nas aplicações da justiça, é compelido a difíceis recapitulações, em virtude do demasiado individualismo do pretérito que procura perpetuar-se. Nas ações de trabalho, em obediência às determinações da vida, é, muita vez, levado a buscar descanso indevido.
Até mesmo na alimentação do corpo é conduzido a perigosas convocações ao desequilíbrio.
Por essa razão, Paulo aconselhava ao companheiro não olvidasse a necessidade de acordar o “dom de Deus”, no altar do coração.
Que o homem sofrerá tentações, que cairá muitas vezes, que se afligirá com decepções e desânimos, na estrada iluminativa, não padece dúvida para nenhum de nós, irmãos mais velhos em experiência maior; entretanto, é imprescindível marcharmos de alma desperta, na posição de reerguimento e reedificação, sempre que necessário.
Que as sombras do passado nos fustiguem, mas jamais nos esqueçamos de reacender a própria que luz

Obra: Vinha de Luz
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Importante

Não tendes o que possuis,
Tens aquilo que dás.
Acima do que sabes,
Vale aquilo que és.
Sobre a própria palavra,
Olha as ações que crias.
Mais além do que podes,
Importa o que toleras.
De tudo quanto crês,
Vale mais o que fazes.
Em tudo quanto sofras,
Guarda a fé viva em Deus.

De “Espera servindo”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Regressão da memória


Se fomos trazidos à Terra para esquecer o nosso passado, valorizar o presente e preparar em nosso benefício o futuro melhor, por que provocar a regressão da memória de que fomos ou fizemos, simplesmente por questões de curiosidade vazia, ou buscar aqueles que foram nossos companheiros, a fim de regressar aos desequilíbrios que hoje resgatamos?
-o-
A nossa própria existência atual nos apresentará as tarefas e provas que, em si, são recapitulação de nosso passado em nossas diversas vidas, ou mesmo, somente de nossa passagem última na Terra fixada no mundo físico, curso de regeneração em que estamos integrados nas chamadas provações de cada dia.
-o-
Por que efetuar a regressão da memória, unicamente para chorar a lembrança dos pretéritos episódios infelizes, ou exibirmos grandeza ilusória em situações que, por simples desejo de leviana retomada de acontecimentos, fomos protagonistas, se já sabemos, especialmente com Allan Kardec, que estamos eliminando gradativamente as nossas imperfeições naturais ou apagando o brilho falso de tantos descaminhos que apenas nos induzirão a erros que não mais desejamos repetir?
Sejamos sinceros e lancemos um olhar para nossas tendências.

Emmanuel
(De “Esperança e Luz”, de Francisco Cândido Xavier – Autores diversos)


quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Calma


Se você está no ponto de estourar mentalmente, silencie alguns instantes para pensar.

Se o motivo é moléstia no próprio corpo, a intranqüilidade traz o pior.

Se a razão é enfermidade em pessoa querida, o seu desajuste é fator agravante.

Se você sofreu prejuízos materiais, a reclamação é bomba atrasada, lançando caso novo.

Se perdeu alguma afeição, a queixa tornará você uma pessoa menos simpática, junto de outros amigos.

Se deixou alguma oportunidade valiosa para trás, a inquietação é desperdício de tempo.

Se contrariedades aparecem, o ato de esbravejar afastará de você o concurso espontâneo.

Se você praticou um erro, o desespero é porta aberta a faltas maiores.

Se você não atingiu o que desejava, a impaciência fará mais larga a distância entre você e o objetivo a alcançar.

Seja qual for a dificuldade, conserve a calma, trabalhando, porque, em todo problema, a serenidade é o teto da alma, pedindo o serviço por solução.



Autor: André Luiz
Psicografia de Francisco Cândido Xavier

A vinha

“E disse-lhes: Ide vós também para a vinha e dar-vos-ei o que for justo. E eles foram.” — (Mateus, Capítulo 20, Versículo 4.)

Ninguém poderá pensar numa Terra cheia de beleza e possibilidades, mas vogando ao léu na imensidade universal.
O Planeta não é um barco desgovernado. As coletividades humanas costumam cairem desordem, mas as leis que presidem aos destinos da Casa Terrestre se expressam com absoluta harmonia. Essa verificação nos ajuda a compreender que a Terra é a vinha de Jesus. Aí, vemo-lo trabalhando desde a aurora dos séculos e aí assistimos à transformação das criaturas, que, de experiência a experiência, se lhe integram no divino amor.
A formosa parábola dos servidores envolve conceitos profundos. Em essência, designa o local dos serviços humanos e refere-se ao volume de obrigações que os aprendizes receberam do Mestre Divino.
Por enquanto, os homens guardam a ilusão de que o orbe pode ser o tablado de hegemonias raciais ou políticas, mas perceberão em tempo o clamoroso engano, porque todos os filhos da razão, corporificados na Crosta da Terra, trazem consigo a tarefa de contribuir para que se efetue um padrão de vida mais elevado no recanto em que agem transitoríamente.
Onde quer que estejas, recorda que te encontras na Vinha do Cristo.
Vives sitiado pela dificuldade e pelo infortúnio?
Trabalha para o bem geral, mesmo assim, porque o Senhor concedeu a cada cooperador o material conveniente e justo.

Obra: Pão Nosso
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Como respondeu?

“Perdoar aos inimigos é pedir perdão para si próprio;
 perdoar aos amigos é dar-lhes uma prova
de amizade; perdoar as ofensas émostrar-se melhor do que era.”
(Alan Kardec, E.S.E. Cap.X, ltem 15.)


À hora de cólera, você exclamou: “Vingar-me-ei!”
E perdeu uma feliz oportunidade de exercitar o perdão.
*
Escarnecido pela ignorância, você retrucou: “Infeliz perseguidor!”
E malbaratou o ensejo de iluminar em silêncio.
*
Esbofeteado pela agressividade da intolerância, você reagiu: “Nunca mais terás outra ocasião de ferir-me!”
E desperdiçou a lição do sofrimento.
*
Dominado pela preguiça, você justificou: “Amanhã farei a assistência programada.”
E esqueceu que agora é a hora da ação editicante.
*
Acuado pela perseguição geral, você indagou: “Por que Deus me abandonou?”
E não enxergou a Divina Presença na linguagem do testemunho que lhe era solicitado.
*
Aturdido pela maledicência, você desabafou: “Ninguém presta!”.
E feriu, sem motivo, muitas almas boas ,generalizando a invigilância e a crueldade.
*
Esmagado pela pobreza, você inquiriu: “Onde o socorro celeste?”
E atestou o apego às coisas terrenas.
*
Ante a felicidade aparente dos levianos, você disse: “Só os maus vencem!”
E desrespeitou a fé cristã que você vive, inspirada na cruz de ignomínia onde Ele pereceu.
*
Ao impacto de acusações injustas, você baqueou: “Estou perdido!”
E não se recordou d'Aquele que é o nosso Caminho.
*
Entretanto, poderia dizer sempre: “Em ti confio, Senhor, e a Ti me entrego.”
E Ele, que nunca abandona os que n'Ele confiam, saberia ajudá-lo incessantemente.
* * *
 Divaldo Pereira Franco. Da obra: Glossário Espírita-Cristão.
Ditado pelo Espírito Marco Prisco.

Ninguém é inútil

Não aguardes aparente grandeza para ser útil.
Missão quer dizer incumbência.
E ninguém existe aos ventos do acaso.
Para entender nossos mandatos de trabalho, atentemos em lições de coisas da natureza.
A usina poderosa ilumina qualquer lugar à distância, contudo, para isso, não age por si só.
Usa transformadores de um circuito a outro, alterando, em geral, a tensão e a intensidade da corrente. Os transformadores exigem fios de condução e os fios recorrem à tomada de força.
Isso, porém, ainda não resolve.
Para que a luz se faça, é indispensável a lâmpada, que se forma de componentes diversos.
No dicionário das leis divinas, as nossas tarefas têm o sinônimo de dever.
Atendamos a obrigação para que fomos chamados no clima do bem.
Não te digas inútil nem incompetente.
Para cumprir a missão que nos cabe, não são necessários cargo diretivo, tribuna brilhante nem fortuna de milhões. Basta que estimemos a disciplina no lugar que nos é próprio, e prazer de servir.


Emmanuel / Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: Livro da Esperança (extrato) - Ed. CEC

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Guarde certeza


O ato de rebeldia e dureza, antes de manifestar-se em maligna agitação, transforma o templo da alma em foco de lixo vibratório.
A palavra precipitada e ferina, antes de ferir o ouvido alheio, entenebrece os processos mentais do seu autor, com a sombra da invigilância.
A queixa, embora aparentemente justa, antes de parasitar o equilíbrio do próximo, vicia as intenções mais íntimas do seu portador.
A opinião estagnada e orgulhosa, antes de acabrunhar o interlocutor, cristaliza as possibilidades de atualização e aperfeiçoamento de quem a manifesta.
O hábito lamentável, superficialmente comum, antes de sugerir a trilha da frustração ao vizinho, aprisiona quem o cultiva em malhas invisíveis de lodo e sombra.
A repetição deliberada de um erro, antes de dilapidar a reputação do delinquente, intoxica lhe a vontade e solapa-lhe a segurança.
A grande ação delituosa, antes de exteriorizar-se para o conhecimento de todos, é precedida por pequenas ações infelizes, ocultas nos propósitos escusos daquele que a perpetra.
O desculpismo improcedente, antes de ser vã tentativa de iludir os outros, constitui a realização efetiva da ilusão naquele que o promove.
Antes de agirmos, mentalizamos a ação.
Antes de atuarmos na vida exterior, atuamos em nossa vida profunda.
Antes de sermos bons ou maus para todos, somos bons ou maus para nós mesmos.
Guarde certeza dessas realidades.
Antes de colher o sorriso da felicidade que esperamos através dos outros, é preciso vivermos o bem desinteressado e puro que fará felizes aqueles que nos farão felizes por nossa vez.


André Luiz (Waldo Vieira)
(De “Estude e viva”, de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz)

Perante os fatos do momento

"Vede que ninguém dê a outrem mal por mal, segui sempre o bem, tanto uns para com outros, como para com todos".
Paulo (I Tessalonicenses, 5:15)


Em tempo algum empolgar-se por emoções desordenadas ante ocorrências que apaixonem a opinião pública, como, por exemplo, delitos, catástrofes, epidemias, fenômenos geológicos e outros quaisquer.
Acalmar-se é acalmar os outros.
*
Nas conversações e nos comentários acerca de notícias terrificantes, abster-se de sensacionalismo.
A caridade emudece o verbo em desvario.
*
Guardar atitude ponderada, à face de acontecimentos considerados escandalosos, justapondo a influência do bem ao assédio do mal.
A palavra cruel aumenta a força do crime.
*
Resguardar-se no abrigo da prece em todos os transes aflitivos da existência.
As provações gravitam na esfera da Justiça Divina.
*
Aceitar nas maiores como nas menores decepções da vida humana, por mais estranhas ou desconcertantes que sejam, a manifestação dos Desígnios Superiores atuando em favor do aprimoramento espiritual.
Deus não erra.
*
Ainda mesmo com sacrifício, entre acidentes inesperados que lhe firam as esperanças, jamais desistir na construção do bem que lhe cumpre realizar.
Cada Espírito possui conta própria na Justiça Perfeita.

Waldo Vieira.
Da obra: Conduta Espírita.
Ditado pelo Espírito André Luiz.
FEB.

Sem desânimo


A dor te visitou, sem aviso prévio.
É compreensível que a emotividade te envolva, diante de acontecimentos que te atingirem no âmago do ser.
Contudo, procura raciocinar.
Lembra-te do amparo de Deus, que já te sustentou em outras situações difíceis.
Recorda as palavras de Jesus, prometendo consolação aos que sofrem.
Lembra-te dos amigos espirituais que te guiam e vem sustentando os passos, por entre os caminhos espinhosos.
Equilibra-te na certeza de que o tempo é solucionador natural de todos os problemas que não possas resolver de imediato.
Confia em Deus e segue para frente.
Amanhã compreenderás melhor as razões das dores, que, hoje padecem incompreensíveis.

Clayton.
Ditado pelo Espírito Augusto.

domingo, 15 de setembro de 2013

Que fazeis de especial?

“Que fazeis de especial?” – Jesus. (Mateus, 5:47.)

Iniciados na luz da Revelação Nova, os espiritistas cristãos possuem patrimônios de entendimento muito acima da compreensão normal dos homens encarnados.
Em verdade, sabem que a vida prossegue vitoriosa, além da morte; que se encontram na escola temporária da Terra, em favor da iluminação espiritual que lhes é necessária; que o corpo carnal é simples vestimenta a desgastar-se cada dia; que os trabalhos e desgostos do mundo são recursos educativos; que a dor é o estímulo às mais altas realizações; que a nossa colheita futura se verificará, de acordo com a sementeira de agora; que a luz do Senhor clarear-nos-á os caminhos, sempre que estivermos a serviço do bem; que toda oportunidade de trabalho no presente é uma bênção dos Poderes Divinos; que ninguém se acha na Crosta do Planeta em excursão de prazeres fáceis, mas, sim, em missão de aperfeiçoamento; que a justiça não é uma ilusão e que a verdade surpreenderá toda a gente; que a existência na esfera física é abençoada oficina de trabalho, resgate e redenção e que os atos, palavras e pensamentos da criatura produzirão sempre os frutos que lhes dizem respeito, no campo infinito da vida.
Efetivamente, sabemos tudo isto.
Em face, pois, de tantos conhecimentos e informações dos planos mais altos, a beneficiarem nossos círculos felizes de trabalho espiritual, é justo ouçamos a interrogação do Divino Mestre:
- Que fazeis mais que os outros?

Obra: Vinha de Luz
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Bem-aventurados os aflitos

As bem-aventuranças que se podem ler nos Evangelhos, analisadas fora do contexto reencarnacionista, servem, na melhor hipótese, apenas para que os pobres, os doentes e os injustiçados se conformem.
Excluída a teoria materialista, segundo a qual a vida e a inteligência são frutos da organização momentânea da matéria, nada se esperando além da morte, as teorias espiritualistas de uma única existência não respondem a perguntas como estas: Por que uns sofrem mais do que os outros? Por que nascem uns em ambiente de extrema miséria sem oportunidade de uma vida digna e outros nascem na riqueza com todas as oportunidades nas mãos? Por que uns se esforçam e nada conseguem, ao passo que para outros tudo sorri? E principalmente: Por que sofrem criancinhas?
A fé numa vida futura sem a ideia da reencarnação, pode até infundir paciência ao sofredor, mas “desmente a justiça de Deus” para usar a expressão do próprio Kardec. Sendo Ele bom e justo, o sofrimento tem que ter uma causa justa, forjada nesta mesma existência ou em existências anteriores.
Quanto às faltas desta existência, a lei humana pune algumas, mas não todas. Ela incide principalmente sobre as que trazem prejuízo à Sociedade e não ao próprio indivíduo que a pratica. E há ainda os crimes ocultos e as criminosas omissões. Muitas vezes nós praticamos a delinquência, mas conseguimos escapar das punições humanas porque não houve provas suficientes, ou porque certas faltas não são previstas no código penal, ou porque a crueldade e a ingratidão foram praticadas dentro do lar, não havendo denúncia. Isso não ocorre com a justiça divina porque esta incide sobre todas as faltas.
Allan Kardec, no livro “O Céu e o Inferno” resume a questão do sofrimento humano numa única frase: “O sofrimento é inerente à imperfeição”. Toda imperfeição e toda falta que dela decorre, traz o seu próprio castigo nas suas consequências naturais e inevitáveis, como a doença decorre dos excessos, o tédio da ociosidade, sem que haja necessidade de uma condenação especial para cada falta e cada indivíduo. Quem, de boa vontade, corrige suas próprias imperfeições, poupa a si mesmo do sofrimento que decorre dessas imperfeições. “A cada um segundo as suas obras, tanto no céu como na terra” - Kardec.
Analisando a dor humana é preciso lembrar também aqueles sofrimentos que não denotam a existência de determinada falta. São as provas buscadas pelos espíritos para concluir sua depuração e ativar o progresso. Em doutrina espírita, uma expiação sempre serve de prova, mas nem sempre a prova é uma expiação, embora ambas sejam atestado de uma relativa inferioridade.
Há ainda o sofrimento dos missionários, que sofrem pela incompreensão das criaturas a quem desejam ajudar.
De qualquer forma, o sofrimento que não provoca queixumes constitui já uma prova de forte resolução, o que é sinal de progresso moral.
Há espíritas ainda muito imaturos que esperam muito pela intervenção dos espíritos guardiães, pedindo-lhes a remoção do sofrimento. Para esses existe uma página de Emmanuel, comentando essa postura, na qual o mentor espiritual compara a atitude dos espíritos benfeitores diante no nosso sofrimento com a atitude de mães, pais, esposas e filhos que amam verdadeiramente aqui na Terra e são obrigados a bendizer instituições como o manicômio para que os filhos não passem da loucura à criminalidade confessa, ou o hospital onde será amputado um membro do ente querido a fim de que a moléstia não abrevie a sua existência; obrigados a concordar com o cárcere para que seus queridos não se aprofundem mais na delinquência ou a carregar os pais portadores de doenças infectocontagiosas para casas de isolamento a fim de que não se convertam em perigo para a comunidade. Todos eles continuam mentalmente ligados aos seres que mais amam, orando e trabalhando para que eles possam voltar ao seu convívio. Tal é a postura moral dos espíritos guardiães que não podem afastar nosso sofrimento, quando esse é o nosso remédio justo.
A todos nós que sofremos fica a comparação de Emmanuel: Nos dias cinzentos, frios, chuvosos, com o céu carregado de nuvens escuras e ameaçadoras, raramente nos lembramos de que, acima de todas as nuvens, paira e brilha o Sol. Do mesmo modo, o amor divino brilha e paira sobre todas as dificuldades. Ao invés de revolta e desalento, ofereçamos paz ao companheiro que chora, para que o bem prevaleça sobre todo o mal.

ADDE

sábado, 14 de setembro de 2013

Conserva a paz

A pretexto algum percas a paz. Tua paz – tua vida.
Quando a provocação te chegue, usando os ardis da violência, permanece em harmonia. A tua paz é um tesouro de valor inestimável.
Quando a inveja te arroje calúnias, não lhe dês atenção, perturbando-te. A tua paz merece sacrifício a fim de ser preservada.
Quando o despeito arremesse pedradas contra tuas tarefas e teu nome, mantém a tranquilidade. A tua paz é o sinal-vitória da tua conduta feliz.
Ninguém transita no mundo livre de agressão, impiedade, malquerença ou achincalhe.
Mesmo Jesus não esteve imune aos trocistas ou competidores pela perseguição gratuita.
Mas eles passam com seus infelizes ardis, com que mais se infelicitam.
Assim, não forneças material para sustentação da intriga aos adversários de tua paz.
Tais companheiros serão chamados à reflexão por doenças, dramas morais, acidentes...
Persevera nos teus compromissos nobres, e, servindo no bem, conserva a tua paz em Jesus.


Joanna de Ângelis / Médium Divaldo Pereira Franco
Livro: Sementes de Vida Eterna (extrato) - Ed. LEAL

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Quem sois?

“Mas o espírito maligno lhes respondeu: Conheço a Jesus e bem sei quem é Paulo; mas vós, quem sois?”
Atos, capítulo 19, versículo 15.


Qualquer expressão de comércio tem sua base no poder aquisitivo. Para obter, é preciso possuir.
No intercâmbio dos dois mundos, terrestre e espiritual, o fenômeno obedece ao mesmo princípio.
Nas operações comerciais de César, requerem-se moedas ou expressões fiduciárias com efígies e identificações que lhes digam respeito. Nas operações de permuta espiritual requisitam-se valores individualíssimos, com os sinais do Cristo.
O dinheiro de Jesus é o amor. Sem ele, não élícito aventurar-se alguém ao sagrado comércio das almas.
O versículo aqui nomeado constitui benéfica advertência a quantos, para o esclarecimento dos outros, invocam o Mestre, sem títulos vivos de sua escola sacrificial.
Mormente no que se refere às relações com o plano invisível, mantendo cuidado por evitar afirmativas a esmo.
Não vos aventureis ao movimento, sem o poder aquisitivo do amor de Jesus.
O Mestre é igualmente conhecido de seus infelizes adversários. Os discípulos sinceros do Senhor são observados por eles também. Os inimigos da luz reconhecem-lhes o sublime valor.
Quando vos dispuserdes, portanto, a esse gênero de trabalho, não olvideis vossa própria identificação, porque, provavelmente, sereis interpelados pelos representantes do mal, que vos perguntarão quem sois.

Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

O necessário

“Mas uma só coisa é necessária.” – Jesus. (Lucas, 10:42.)

Terás muitos negócios próximos ou remotos, mas não poderás subtrair-lhes o caráter de lição, porque a morte te descerrará realidades com as quais nem sonhas de leve…
Administrarás interesses vários, entretanto, não poderás controlar todos os ângulos do serviço, de vez que a maldade e a indiferença se insinuam em todas as tarefas, prejudicando o raio de ação de todos os missionários da elevação.
Amealharás enorme fortuna, todavia, ignorarás, por muitos anos, a que região da vida te conduzirá o dinheiro.
Improvisarás pomposos discursos, contudo, desconheces as conseqüências de tuas palavras.
Organizarás grande movimento em derredor de teus passos, no entanto, se não construíres algo dentro deles para o bem legítimo, cansar-te-ás em vão.
Experimentarás muitas dores, mas, se não permaneceres vigilante no aproveitamento da luta, teus dissabores correrão inúteis.
Exaltarás o direito com o verbo indignado e ardoroso, todavia, é provável não estejas senão estimulando a indisciplina e a ociosidade de muitos.
“Uma só coisa é necessária”, asseverou o Mestre, em sua lição a Marta, cooperadora dedicada e ativa.
Jesus desejava dizer que, acima de tudo, compete-nos guardar, dentro de nós mesmos, uma atitude adequada, ante os desígnios do Todo-Poderoso, avançando, segundo o roteiro que nos traçou a Divina Lei. Realizado esse “necessário”, cada acontecimento, cada pessoa e cada coisa se ajustarão, a nossos olhos, no lugar que lhes é próprio. Sem essa posição espiritual de sintonia com o Celeste Instrutor, é muito difícil agir alguém com proveito.

Emmanuel & Francisco Cândido Xavier
Obra: Vinha de luz

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Vê como vives

“E chamando dez servos seus, deu-lhes dez minas e disse-lhes: negociai até que eu venha.” – Jesus. (Lucas, 19:13.)

Com a precisa madureza do raciocínio, compreenderá o homem que toda a sua existência é um grande conjunto de negócios espirituais e que a vida, em si, não passa de ato religioso permanente, com vistas aos deveres divinos que nos prendem a Deus.
Por enquanto, o mundo apenas exige testemunhos de fé das pessoas indicadas por detentoras de mandato essencialmente religioso.
Os católicos romanos rodeiam de exigências os sacerdotes, desvirtuandolhes o apostolado. Os protestantes, na maioria, atribuem aos ministros evangélicos as obrigações mais completas do culto. Os espiritistas reclamam de doutrinadores e médiuns as supremas demonstrações de caridade e pureza, como se a luz e a verdade da Nova Revelação pudessem constituir exclusivo patrimônio de alguns cérebros falíveis.
Urge considerar, porém, que o testemunho cristão, no campo transitório da luta humana, é dever de todos os homens, indistintamente.
Cada criatura foi chamada pela Providência a determinado setor de trabalhos espirituais na Terra.
O comerciante está em negócios de suprimento e de fraternidade.
O administrador permanece em negócios de orientação, distribuição e responsabilidade.
O servidor foi trazido a negócios de obediência e edificação.
As mães e os pais terrestres foram convocados a negócios de renúncia, exemplificação e devotamento.
O carpinteiro está fabricando colunas para o templo vivo do lar.
O cientista vive fornecendo equações de progresso que melhorem o bemestar do mundo.
O cozinheiro trabalha para alimentar o operário e o sábio.
Todos os homens vivem na Obra de Deus, valendo-se dela para alcançarem, um dia, a grandeza divina. Usufrutuários de patrimônios que pertencem ao Pai, encontram-se no campo das oportunidades presentes, negociando com os valores do Senhor.
Em razão desta verdade, meu amigo, vê o que faz e não te esqueças de subordinar teus desejos a Deus, nos negócios que por algum tempo te forem confiados no mundo.

Obra: Vinha de Luz
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Vós, portanto…

“Vós, portanto, amados, sabendo isto de antemão, guardai-vos de que, pelo engano dos homens abomináveis, sejais juntamente arrebatados e descaiais da vossa firmeza.” – Pedro. (II Pedro, 3:17.)

O esclarecimento íntimo é inalienável tesouro dos discípulos sinceros do Cristo.
O mundo está cheio de enganos dos homens abomináveis que invadiram os domínios da política, da ciência, da religião e ergueram criações chocantes para os espíritos menos avisados; contam-se por milhões as almas com eles arrebatadas às surpresas da morte e absolutamente desequilibradas nos círculos da vida espiritual. Do cume falso de suas noções individualistas precipitam-se em despenhadeiros apavorantes, onde perdem a firmeza e a luz.
Grande número dos imprevidentes encontram socorro justo, porquanto desconheciam a verdadeira situação. Não se achavam devidamente informados. Os homens abomináveis ocultavam-lhes o sentido real da vida.
Semelhante benemerência, contudo, não poderá atingir os aprendizes que conhecem, de antemão, a verdade.
O aluno do Evangelho somente se alimentará de equívocos deploráveis, se quiser.
Rodopiará, por isso mesmo, no torvelinho das sombras se nele cair voluntariamente, no capítulo da preferência individual.
O ignorante alcançará justificativa.
A vítima será libertada.
O doente desprotegido receberá enfermagem e remédio.
Mas o discípulo de Jesus, bafejado pelos benefícios do Céu todos os dias, que se rodeia de esclarecimentos e consolações, luzes e bênçãos, esse deve saber, de antemão, quanto lhe compete realizar em serviço e vigilância e, caso aceite as ilusões dos homens abomináveis, agirá sob a responsabilidade que lhe é própria, entrando na partilha das aflitivas realidades que o aguardam nos planos inferiores.

Obra: Vinha de Luz
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Poema da gratidão


Muito obrigado Senhor!
Muito obrigado pelo que me deste.
Muito obrigado pelo que me dás.
Obrigado pelo pão, pela vida, pelo ar, pela paz.
Muito obrigado pela beleza que os meus olhos veem no altar da natureza.
Olhos que fitam o céu, a terra e o mar
Que acompanham a ave ligeira que corre fagueira pelo céu de anil
E se detém na terra verde, salpicada de flores em tonalidades mil.

Muito obrigado Senhor!
Porque eu posso ver meu amor.
Mas diante da minha visão
Eu detecto cegos guiando na escuridão
que tropeçam na multidão
que choram na solidão.
Por eles eu oro e a ti imploro comiseração
porque eu sei que depois desta lida, na outra vida, eles também enxergarão!

Muito obrigado Senhor!
Pelos ouvidos meus que me foram dados por Deus.
Ouvidos que ouvem o tamborilar da chuva no telheiro
A melodia do vento nos ramos do olmeiro
As lágrimas que vertem os olhos do mundo inteiro!

Ouvidos que ouvem a música do povo que desce do morro na praça a cantar.
A melodia dos imortais, que se houve uma vez e ninguém a esquece nunca mais!
A voz melodiosa, canora, melancólica do boiadeiro.
E a dor que geme e que chora no coração do mundo inteiro!

Pela minha alegria de ouvir, pelos surdos, eu te quero pedir
Porque eu sei
Que depois desta dor, no teu reino de amor, voltarão a sentir!

Obrigado pela minha voz
Mas também pela sua voz
Pela voz que canta
Que ama, que ensina, que alfabetiza,
Que trauteia uma canção
E que o Teu nome profere com sentida emoção!

Diante da minha melodia
Eu quero rogar pelos que sofrem de afazia.
Eles não cantam de noite, eles não falam de dia.
Oro por eles
Porque eu sei, que depois desta prova, na vida nova
Eles cantarão!

Obrigado Senhor!
Pelas minhas mãos
Mas também pelas mãos que aram
Que semeiam, que agasalham.
Mãos de ternura que libertam da amargura
Mãos que apertam mãos
De caridade, de solidariedade
Mãos dos adeuses
Que ficam feridas
Que enxugam lágrimas e dores sofridas!

Pelas mãos de sinfonias, de poesias, de cirurgias, de psicografias!
Pelas mãos que atendem a velhice
A dor
O desamor!
Pelas mãos que no seio embalam o corpo de um filho alheio sem receio!
E pelos pés que me levam a andar, sem reclamar!

Obrigado Senhor!
Porque me posso movimentar.
Diante do meu corpo perfeito
Eu te quero rogar
Porque eu vejo na Terra
Aleijados, amputados, decepados, paralisados, que se não podem movimentar.
Eu oro por eles
Porque eu sei, que depois desta expiação
Na outra reencarnação
Eles também bailarão!


Obrigado por fim, pelo meu Lar.
É tão maravilhoso ter um lar!
Não é importante se este Lar é uma mansão,
se é uma favela, uma tapera, um ninho,
um grabato de dor, um bangalô,
uma casa do caminho ou seja lá o que for.

Que dentro dele, exista a figura
do amor de mãe, ou de pai
De mulher ou de marido
De filho ou de irmão
A presença de um amigo
A companhia de um cão
Alguém que nos dê a mão!

Mas se eu a ninguém tiver para me amar
Nem um teto para me agasalhar,
nem uma cama para me deitar
Nem aí reclamarei.
Pelo contrário, eu te direi

Obrigado Senhor!
Porque eu nasci!
Obrigado porque creio em ti
Pelo teu amor, obrigado senhor!

Amália Rodrigues / Divaldo Pereira Franco

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Porto de segurança


Desde quando te deixaste arrebatar pela mensagem espírita, que te vês a braços com muitas dores, somadas às tuas próprias dores.
A princípio, atribuías que a revelação te libertaria do sofrimento, facultando-te uma diferente visão da vida e dos acontecimentos.
E estavas com a razão.
A questão, no entanto, é de óptica. Mediante a fé compreendes melhor as causas e as finalidades da existência corporal bem como a sua importância para o espírito, modificando os conceitos que mantinhas.
Isto não quer dizer que seriam eliminados esses efeitos que te alcançam, mas que te ajudaria a gerar causas positivas para uma saga porvindoura.
Aumenta-te a capacidade de compreensão, o serviço se te apresenta como elemento libertador.
Desse modo, tens ouvidos e palavra, interesse e disposição para auxiliar o próximo que transita sem rumo e sem apoio.
Não estranhes que te busquem os aflitos e os aturdidos, os ignorantes e os agressivos.
Dão-te a oportunidade feliz de crescimento pessoal e de felicidade pelo que lhes possa doar.
Unge-te de coragem e atende-os, sustentando-lhes a força antes da queda total.
A Terra é escola de reabilitação e aprendizagem.
Conforme cada discípulo portar-se hoje, assim viverá amanhã, o que também respeita ao presente em relação ao passado.
Apresenta-te feliz, considerando ser buscado a ajudar, ao invés de estares buscando o auxílio na ignorância das Leis.
Não relacionem os problemas que decorrem do cansaço e da continuidade volumosa que te assoberbam cada dia.
Se muitos te procuram, é porque algo em ti encontram, que lhes faz bem.
Coloca-te no lugar deles e perceberás quanto gostarias de receber...
Assim, não te escuses de contribuir.
Se te sentes necessitado de apoio, este não te falta, porquanto já podes dirigir-te diretamente ao Supremo Doador, que te não deixa em desamparo, conforme ocorre em relação a todos e a tudo, com a diferença, que somente poucos se fazem receptivos àquele auxílio.
Apoia-te na fé robusta e transfere as alegrias e comodidades para mais tarde, as que agora não podes fruir, em razão da assistência que deves dispensar aos desesperados.
Quando nos dispomos a ajudar, adquirimos uma aura magnética que irradia reconforto e atrai os necessitados de socorro.
Talvez se te apeguem e produzam mal-estar.
Possivelmente, extorquirão as reservas de energias daqueles a quem buscam, numa exploração que não tem sentido.
Provável que se não beneficiem, mesmo quando ajudados...
Estas, porém são questões que não podes resolver.
Deixa-te conduzir pela esperança e esparze-a, mesmo que sofrendo, sem o dizer, e colocado numa situação de que não tens problemas, o que não corresponde à verdade, prosseguindo, afável e confiante, no rumo do futuro onde está o porto de segurança de todos nós.

De “Otimismo”, Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis

Avareza

“E disse-lhes: Acautelai-vos e guardai-vos da avareza, porque a vida de cada um não consiste na abundância das coisas que possui.” – (Lucas, 12:15.)

Fujamos à retenção de qualquer possibilidade sem espírito de serviço.
Avareza não consiste apenas em amealhar o dinheiro nos cofres da mesquinhez.
As próprias águas benfeitoras da Natureza, quando encarceradas sem preocupação de benefício, costumam formar zonas infecciosas. Quem vive à cata de compensações, englobando-as ao redor de si, não passa igualmente de avaro infeliz.
Toda avareza é centralização doentia, preparando metas de sofrimento.
Não basta saber pedir, nem basta a habilidade e a eficiência em conquistar.
É preciso adquirir no clima do Cristo, espalhando os benefícios da posse temporária, para que a própria existência não constitua obstáculo à paz e à alegria dos outros.
Inúmeros homens, atacados pelo vírus da avareza, muito ganharam em fortuna, autoridade e inteligência, mas apenas conseguiram, ao termo da experiência, a perversão dos que mais amavam e o ódio dos que lhes eram vizinhos.
Amontoaram vantagens para a própria perda. Arruinaram-se, envenenando, igualmente, os que lhes partilharam as tarefas no mundo.
Recordemos a palavra do Mestre Divino, gravando-a no espírito.
A vida do homem não consiste na abundância daquilo que possui, mas na abundância dos benefícios que esparge e semeia, atendendo aos desígnios do Supremo Senhor.

Obra: Vinha de Luz
Emmanuel e Francisco Cândido Xavier

domingo, 8 de setembro de 2013

Espiritismo e vida

O Espiritismo, meus irmãos, é a luz que verte do Alto na grande noite da Humanidade, para nos apontar o caminho na escuridão.
O Espiritismo é Jesus de volta, que nos vem convidar a reflexões muito profundas a respeito do que somos - Espíritos imortais - de como estamos - corpos transitórios - e para onde vamos - na direção da pátria, conscientizando-nos que a lei que deve viger em todas as nossas atitudes é a lei de amor. Este amor, porém, que é lei natural e está em todo o Universo, porque é a lei do equilíbrio.
Quando, realmente, nos deixarmos penetrar pela proposta de Jesus, quando legitimamente nos permitirmos mimetizar pelo Seu dúlcido olhar, feito de misericórdia e de compaixão, uma nova conduta se estabelecerá em nossas vidas, e aprenderemos, por fim, a seguir com equilíbrio pela estrada libertadora. O Espiritismo, anunciado pelo Mestre, chega na hora predita para atender o rebanho aturdido que, tresmalhado, aguarda o cajado do Bom Pastor.
Ele veio meus filhos, e convocou-nos a uma nova ordem de pensamento e de conduta. A Sua voz, de quebrada em quebrada, chegou até estes dias, para que tivéssemos um roteiro de segurança, para não mais incidirmos ou reincidirmos nos delitos a que nos vinculamos.
Da primeira vez, iludidos, fascinados, atormentados, deformamos lhe os ensinamentos, adaptando-os aos nossos interesses escusos. Mas Ele não cessou de nos enviar embaixadores encarregados de recordar-nos Seu amor inefável até quando Allan Kardec nos trouxe desvelados, o Evangelho para vestir nossa alma com a luz mirífica das estrelas.
Tenhamos cuidado com a prática espírita!
O Consolador não se deterá, mesmo que os homens coloquem pelos caminhos impedimentos à sua marcha, dificuldades ao processo evolutivo, porque Cristo vela!
O Espiritismo, meus filhos, é doutrina dos Espíritos para os homens.
Espíritos, por sua vez reencarnados, comprometidos com a instalação na Terra do reino do amor, da justiça e da caridade.
Tende tento!
Meditai profundamente na palavra de ordem e de razão que deflui do Evangelho vivo e, se por certo, estais sendo chamados para o rebanho, esforçai-vos para atender ao convite, e lutai até o sacrifício para serdes escolhidos.
Recebeis farta messe de luz; distribuí-a pelo mundo estróina.
Sois aquinhoados com o conhecimento libertador; passai-o adiante através da voz eloquente dos vossos atos e pela palavra austera dos vossos sentimentos.
Jesus espera! Como nós confiamos nele e Lhe pedimos apoio, Ele confia em nós, e nos pede fidelidade.
Os Espíritos amigos, vossos anjos guardiães e companheiros de jornada, aqui estão para sustentar-vos nos testemunhos, para dar-vos força, para que possais vencer com idealismo, de maneira estoica.
Não adieis o momento de ajudar, não procrastineis a hora de servir e, integrados na falange do bem, cantai, cantai ao Senhor, mesmo que lágrimas escorram pelos vossos olhos e dores macerem vossos corações.
Cantai um hino de júbilo e de liberdade, demonstrando que na cruz os braços estão abertos para afagar, dando testemunho que pode aquilatar o valor de quem ama.
Que o Senhor de bênçãos vos abençoe, e que a paz prossiga convosco, suavizando vossas lutas e dores! São os votos do servidor humílimo e paternal de sempre,

Autor: Bezerra de Menezes
Psicografia de Divaldo Pereira Franco

Tuas dificuldades

Imagina como seria difícil de suportar um educandário em que os alunos tão-somente soubessem chorar na hora do ensino.
Consideremos, pois, a Terra nossa escola multimilenária, cumprindo-nos receber-lhe as dificuldades por lições úteis e objetivas.
Diante dos obstáculos, ninguém precisa fixar-se no lado escuro que apresentem.
Um náufrago, ao sabor das ondas, não se lembrará de examinar o lodo no fundo das águas, mas refletirá no melhor meio de alcançar a terra firme.
Minuto de queixa é minuto perdido, arruinando talentos preciosos para a solução dos problemas.
Toda prova aparece para elastecer-nos a força e aperfeiçoar-nos a experiência.
Quase toda dificuldade implica sofrimento e sofrimento, mormente os que não criamos, redunda em renovação e auxílio para nós mesmos.
Encaremos os obstáculos da vida sem receio. Cada qual deles nos traz mensagem determinada: um desafia a paciência; outro pede amor...
Compreende e suporta, constrói e beneficia.
Tuas dificuldades – tuas bênçãos.

Emmanuel / Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: Coragem (extrato) Ed. CEC

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Paciência e vida


Tudo é obra de paciência, nos domínios da Natureza.
A água de que te serves atravessou numerosos obstáculos até que borbulhasse na fonte.
O fruto que saboreias é obra-prima da vida, associada à abnegação do pomicultor que lhe seguiu, dia-a-dia, o desenvolvimento e a maturação.
Quanto tempo haverá despendido a Criação na estrutura do solo em que se te situa a existência?
Quantos dias foram gastos pela natureza, a fim de que usufruas o corpo em que habitas?
Em toda parte, se analisas a vida que te cerca, através da luz que a meditação nos acende no íntimo, surpreenderás a paciência agindo e servindo.
Pensa nisso e usa a serenidade construtiva seja onde for.
Se dificuldades te visitam a estrada, procura superá-las sem precipitação.
Se provações te vergastam, continua nas tarefas que o mundo te confiou, lembrando-te de que a paciência age construindo sempre.
Quando as crises da jornada humana te surjam inevitáveis, não recorras à violência ou à rebeldia.
Acalma-te, trabalha e espera, recordando que a paciência no engrandecimento da vida é a força essencial no trabalho de Deus.

De “Neste instante”, de Francisco Cândido Xavier, pelo espírito Emmanuel

Aflição vazia

Ante as dificuldades do cotidiano, exerçamos a paciência, não apenas em auxílio aos outros, mas igualmente a favor de nós mesmos. Desejamos referir-nos, sobretudo, ao sofrimento inútil da tensão mental que nos inclina à enfermidade e nos aniquila valiosas oportunidades de serviço. No passado e no presente, instrutores do espírito e médicos do corpo combatem a ansiedade como sendo um dos piores corrosivos da alma. De nossa parte, é justo colaboremos com eles, a benefício próprio, imunizando-nos contra essa nuvem da imaginação que nos atormenta sem proveito, ameaçando-nos a organização emotiva. Aceitemos a hora difícil com a paz do aluno honesto, que deu o melhor de si, no estudo da lição, de modo a comparecer diante da prova, evidenciando consciência tranquila. Se o nosso caminho tem as marcas do dever cumprido, a inquietação nos visita a casa íntima na condição do malfeitor decidido a subvertê-la ou dilapidá-la; e assim como é forçoso defender a atmosfera do lar contra a invasão de agentes destrutivos, é indispensável policiar o âmbito de nossos pensamentos, assegurando-lhes a serenidade necessária... Tensão à face de possíveis acontecimentos lamentáveis é facilitar-lhes a eclosão, de vez que a ideia voltada para o mal é contribuição para que o mal aconteça; e tensão à frente de sucessos menos felizes é dificultar a ação regenerativa do bem, necessário ao reajuste das energias que desastres ou erros hajam desperdiçado. Analisemos desapaixonadamente os prejuízos que as nossas preocupações injustificáveis causam aos outros e a nós mesmos, e evitemos semelhante desgaste empregando em trabalho nobilitante os minutos ou as horas que, muita vez, inadvertidamente, reservamos à aflição vazia. Lembremo-nos de que as Leis Divinas, através dos processos de ação visível e invisível da natureza, a todos nos tratam em bases de equilíbrio, entregando-nos a elas, entre as necessidade do aperfeiçoamento e os desafios do progresso, com a lógica de quem sabe que tensão não substitui esforço construtivo, ante os problemas naturais do caminho. E façamos isso, não apenas por amor aos que nos cercam, mas também a fim de proteger-nos contra a hora da ansiedade que nasce e cresce de nossa invigilância para asfixiar-nos a alma ou arrasar-nos o tempo sem qualquer razão de ser.

Encontro Marcado
Francisco Cândido Xavier - Emmanuel

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

O tesouro enferrujado

“O vosso ouro e a vossa prata se enferrujaram.” — (Tiago, capítulo 5, versículo 3.)

Os sentimentos do homem, nas suas próprias idéias apaixonadas, se dirigidos para o bem, produziriam sempre, em conseqüência, os mais substanciosos frutos para a obra de Deus. Em quase toda parte, porém, desenvolvem-se ao contrário, impedindo a concretização dos propósitos divinos, com respeito à redenção das criaturas.
De modo geral, vemos o amor interpretado tão-somente à conta de emoção transitória dos sentidos materiais, a beneficência produzindo perturbação entre dezenas de pessoas para atender a três ou quatro doentes, a fé organizando guerras sectárias, o zelo sagrado da existência criando egoísmo fulminante. Aqui, o perdão fala de dificuldades para expressar-se; ali, a humildade pede a admiração dos outros.
Todos os sentimentos que nos foram conferidos por Deus são sagrados.
Constituem o ouro e a prata de nossa herança, mas como assevera o apóstolo, deixamos que as dádivas se enferrujassem, no transcurso do tempo.
Faz-se necessário trabalhemos, afanosamente, por eliminar a “ferrugem” que nos atacou os tesouros do espírito. Para isso, é indispensável compreendamos no Evangelho a história da renúncia perfeita e do perdão sem obstáculos, a fim de que estejamos caminhando, verdadeiramente, ao encontro do Cristo.

Emmanuel / Francisco Cândido Xavier
Obra: Caminho, Verdade e Vida

Respostas

Nos problemas que carregas
Queres saber como agir...
Anelas libertação...
Que fazer? Torna a servir.
Sofreste... Anseias agora
Adivinhar o porvir...
Como achar felicidade?
Atende. Torna a servir.
Erraste... Lutas na sombra...
Desejas não mais cair...
Onde a escora que te guarde?
Trabalha. Torna a servir.
Estragaste os próprios sonhos
Que procuras corrigir...
Qual o caminho mais certo?
O melhor: torna a servir.
Excesso de ocupações...
Novo dever a cumprir...
Compromissos mais pesados,
Não fujas... Torna a servir.
Em qualquer dor, se indagasses
Do Senhor como sair
Jesus diria decerto:
Não temas, torna a servir.

Casimiro Cunha
De “Encontro de Paz”, de Francisco Cândido Xavier – Espíritos Diversos

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Mediante esforço

A vida responde de acordo com a ação desencadeada.
O violento topa com truculência a cada passo.
A paciência persistente encontra a harmonia.
O sanguinário torna-se vítima da própria impetuosidade.
O pacifista adquire tranquilidade enquanto defende os ideais que o dominam.
O intrigante padece da neurose do medo.
A lealdade produz confiança.
A irritabilidade leva às ulcerações gástricas, duodenais e ao desequilíbrio.
A concórdia cria harmonia em todo lugar.
O bem é luz irradiante a produzir alegria.
Amolda-te ao dever de crescer para Deus, “domando as más inclinações”, a começar pelas pequenas imperfeições.
Mediante esse exercício te condicionarás para a vitória sobre as paixões mórbidas.
O homem torna-se o que ele trabalha em si.
Não há transformação moral em quem não se exercita nas realizações humanas para a própria sublimação pessoal.


Joanna de Ângelis / Médium Divaldo Pereira Franco
Livro: Alegria de Viver (extrato) - Ed. LEAL

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Em que perseveras?

“E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão e no partir do pão e nas orações.”
– Atos, 2:42.


Observadores menos avisados pretendem encontrar inteira negação de espiritualidade nos acontecimentos atuais do Planeta.
Acreditam que a época das revelações sublimes esteja morta, que as portas celestiais permaneçam cerradas para sempre.
E comentam entusiasmados, como se divisassem um paraíso perdido, os resplendores dos tempos apostólicos, quando um pugilo de cristãos renovou os princípios seculares do mais poderoso império do mundo.
Asseveram muitos que o Céu estancou a fonte das dádivas, esquecendo-se de que a generalidade dos crentes entorpeceu a capacidade de receber.
Onde a coragem que revestia corações humildes, à frente dos leões do circo? onde a fé que punha afirmações imortais na boca ferida dos mártires anônimos? onde os sinais públicos das vozes celestiais? onde os leprosos limpos e os cegos curados?
As oportunidades do Senhor continuam fluindo, incessantes, sobre a Terra.
A misericórdia do Pai não mudou.
A Providência Divina é invariável em todos os tempos.
A atitude dos cristãos, na atualidade, porém, é muito diferente. Raríssimos perseveram na doutrina dos apóstolos, na comunhão com o Evangelho, no espírito de fraternidade, nos serviços da fé viva. A maioria prefere os chamados “pontos de vista”, comunga com o personalismo destruidor, fortalece a raiz do egoísmo e raciocina sem iluminação espiritual.
A Bondade do Senhor é constante e imperecível. Reparemos, pois, em que direção somos perseverantes.
Antes de aplaudir os mais afoitos, procuremos saber se estamos com a volubilidade dos homens ou com a imutabilidade do Cristo.

Obra: Vinha de Luz
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

Desafios existenciais


A existência no corpo físico é uma oportunidade de aprendizagem que a vida
concede ao ser espiritual no seu processo de crescimento interior, facultando-lhe
os recursos apropriados para que a divina chama que existe em todos alcance
a plenitude. De acordo com a maneira como cada um se comporte no mister,
estará semeando os ocorrências do futuro, que terá de enfrentar, a fim de
recompor-se e corrigir o que foi danificado.
Cada reencarnação é sublime concessão divina para a construção ditosa da
imortalidade pessoal.
Escola abençoada, a Terra é o reduto formoso no qual todos nos aperfeiçoamos,
retirando a ganga pesada do primarismo, que impede o brilho do diamante estelar
do Espírito que somos. Os golpes do processo evolutivo encarregam-se de
liberar-nos, permitindo que as facetas lapidadas pela dor e buriladas pelo amor
reflitam as belezas siderais.
- Felizes - continua o apóstolo da caridade - somos, todos aqueles que acreditamos
em Nosso Senhor Jesus Cristo e que O temos na condição de Caminho, Verdade e
Vida. A Ele vinculados ao amor que nos dá sustento às emoções, morte é vida, e
infortúnio é benção, porque nada acontece sem a Sua permissão superior.
"Por mais assustador se vos apresente o fenômeno da morte orgânica, a vida é um
triunfo sobre todas as injunções, e nada a consegue destruir."

Nesse clima de elevadas vibrações de amor e de compaixão, podíamos perceber o
valor dos sentimentos da afetividade no intercâmbio com os irmãos mais angustiados.
Se o amor não puder atender os objetivos essenciais para os quais se constitui, a
sua finalidade é utópica e vã.
Não foi por outra razão que Jesus o elegeu como a mais nobre quão indispensável
conquista a que pode aspirar o ser humano.

Obra: Transição Planetária - Divaldo Pereira Franco / Manoel P.de Miranda

domingo, 1 de setembro de 2013

Perseverar

...perseveremos no bem sobretudo.
...a estrada provavelmente se nos erigirá lodacenta ou agressiva pelos tropeços e espinhos que apresente ...
Perseveremos servindo para transpô-la.
...o ambiente terá surgido carregado de nuvens, na condensação de injúrias ou incompreensões que nos circundem...
Perseveremos ofertando aos outros o melhor de nós em favor dos outros e os outros nos auxiliarão para vencer as sombras e dissipá-las.

...ansiedades e esperanças nos visitam a alma, transformando-se em obstáculos para a obtenção da alegria que nos propomos alcançar...
Perseveremos agindo na prática do bem e, dentro desse exercício salutar de sublimação, surpreenderemos, por fim, a região de acesso às bênçãos que buscamos.

...as lutas e desafios se nos avolumam na marcha...
perseveremos na humildade e na paciência que nos garantirão a segurança e a tranqüilidade das quais não prescindimos para seguir adiante.

...discórdias e problemas repontam das tarefas a que consagramos as nossas melhores forças...
Perseveremos na serenidade e na elevação, dentro dos encargos que nos assinalem a presença onde estivermos, e seremos aqueles ingredientes indispensáveis de união e de paz nos grupos do serviço de que partilhamos atendendo às obrigações que nos competem ao espírito de equipe.

...filhos, provas e tribulações, pedras e espinhos, conflitos e lágrimas, desarmonias e empeços existirão sempre na estrada que se nos desdobra à visão...
no entanto, se é fácil começar o apostolado do amor, é sempre difícil continuar em direção do remate vitorioso.

...perseverar é o impositivo de que não nos será lícito fugir...
Perseverar trabalhando e servindo, entendendo e edificando, aprendendo e redimindo...
...perseverar sempre de modo a nunca desanimar na construção do bem a fim de merecermos o bem maior.

Autor: Bezerra de Menezes
Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Livro: Bezerra, Chico e Você
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