sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Somewhere

Il Divo & Leona Lewis

Memorando

A balança do bem não tem cópia.
A vontade adoece, mas nunca morre.
Quem compensa mal com mal, atinge males maiores.
O amor real transpira imparcialidade.
O sofrimento acorda o dever.
O remédio excessivo faz-se veneno.
Somos todos familiares de Jesus.
Nenhum enfeite disfarça a culpa.
A vida não cansa o coração humilde.
Toda convicção merece respeito.
Só a consciência tranquila dá sono calmo.
O tempo não desfigura a beleza espiritual.
Para o cristão não existem dores alheias, porque as dores da coletividade pertencem a ele próprio.
Do erro nasce a correção.
Lábios vigilantes não alardeiam vantagens.
A caridade é o pensamento vivo do Evangelho.


André Luiz / Médium Waldo Vieira
Livro: Estude e Viva (extrato) - Ed. FEB

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Apliquemos

Não nos conformemos à pura condição de ouvintes diante das verdades eternas.
Que dizer de quem rejeita sem experimentar?
Recordemos que tudo na vida é causa e efeito, ação e retribuição.
Quem descobre algo importante para o bem, realmente, não foge a demonstrações.
Quem examina com atenção adquire conhecimento e quem analisa com imparcialidade alcança a luz da justiça.
Quem estima indicações valiosas busca segui-las e quem ama auxilia sempre o ser amado.
Se pretendemos a sublimação, não nos cabe olvidar a disciplina.
Se desejamos o equilíbrio ou a reestruturação, é necessário fugir à desarmonia.
Se sonhamos com o Mundo Maior, na largueza de projetos e ideais, é essencial voar do campo restrito do “eu” ao fulgor da vida universal.
As comparações simples lembram-nos as obrigações complexas, ante as leis que nos regem.
Sejamos dedicados ouvintes, buscando a posição de bons executores das lições recolhidas.

Emmanuel / Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: Instrumentos do Tempo (extrato) - Ed. GEEM

O talismã divino

Entabularam os familiares interessante palestra, acerca das faculdades sublimes de que o Mestre dava testemunho amplo, curando loucos e cegos, quando Isabel, a zelosa genitora de João e Tiago, indagou, sem preâmbulos:
— Senhor, terás contigo algum talismã de cuja virtude possamos desfrutar? algum objeto mágico que nos possa favorecer?
Jesus pousou na matrona os olhos penetrantes e falou, risonho:
— Realmente, conheço um talismã de maravilhoso poder. Usando-lhe os milagrosos recursos, é possível iniciar a aquisição de todos os dons de Nosso Pai. Oferece a descoberta dos tesouros do amor que resplandecem ao redor de nós, sem que lhes vejamos, de pronto, a grandeza. Descortina o entendimento, onde a desarmonia castiga os corações. Abre a porta às revelações da arte e da ciência. Estende possibilidades de luminosa comunhão com as fontes divinas da vida. Convida à bênção da meditação nas coisas sagradas. Reata relações de companheiros em discordância. Descerra passagens de luz aos espíritos que se demoram nas sombras. Permite abençoadas sementeiras de alegria. Reveste-se de mil oportunidades de paz com todos. Indica vasta rede de trilhos para o trabalho salutar. Revela mil modos de enriquecer a vida que vivemos. Facilita o acesso da alma ao pensamento dos grandes mestres. Dá comunicações com os mananciais celestes da intuição.
— Que mais? — disse o Senhor, imprimindo ênfase à pergunta.
E após sorrir, complacente, continuou:
— Sem esse divino talismã, é impossível começar qualquer obra de luz e paz na Terra.
Os olhos dos ouvintes permutavam expressões de assombro, quando a esposa de Zebedeu inquiriu, espantada:
— Mestre, onde poderemos adquirir semelhante bênção? Dize-nos. Precisamos desse acumulador de felicidade.
O Cristo, então, acrescentou, bem-humorado:
— Esse bendito talismã, Isabel, é propriedade comum a todos. É “a hora que estamos atravessando”... Cada minuto de nossa alma permanece revestido de prodigioso poder oculto, quando sabemos usá-lo no Infinito Bem, porque toda grandeza e toda decadência, toda vitória e toda ruína são iniciadas com a colaboração do dia.
E diante da perplexidade de todos, rematou:
— O tempo é o divino talismã que devemos aproveitar.

Obra: Jesus no Lar - Francisco Cândido Xavier/Neio Lúcio

domingo, 26 de janeiro de 2014

Curas

“E curai os enfermos que nela houver e dizei-lhes: É chegado a vós o reino de Deus.” — Jesus. (Lucas, Capítulo 10, Versículo 9.)

Realmente Jesus curou muitos enfermos e recomendou-os, de modo especial, aos discípulos.
Todavia, o Médico Celestial não se esqueceu de requisitar ao Reino Divino quantos se restauram nas deficiências humanas.
Não nos interessa apenas a regeneração do veículo em que nos expressamos, mas, acima de tudo, o corretivo espiritual.
Que o homem comum se liberte da enfermidade, mas é imprescindível que entenda o valor da saúde. Existe, porém, tanta dificuldade para compreendermos a lição oculta da moléstia no corpo, quanta se verifica em assimilarmos o apelo ao trabalho santificante que nos é endereçado pelo equilíbrio orgânico.
Permitiria o Senhor a constituição da harmonia celular apenas para que a vontade viciada viesse golpeá-la e quebrá-la em detrimento do espírito?
O enfermo pretenderá o reajustamento das energias vitais, entretanto, cabe-lhe conhecer a prudência e o valor dos elementos colocados à sua disposição na experiência edificante da Terra.
Há criaturas doentes que lastimam a retenção no leito e choram aflitas, não porque desejem renovar concepções acerca dos sagrados fundamentos da vida, mas por se sentirem impossibilitadas de prolongar os próprios desatinos.
É sempre útil curar os enfermos, quando haja permissão de ordem superior para isto, contudo, em face de semelhante concessão do Altíssimo, é razoável que o interessado na bênção reconsidere as questões que lhe dizem respeito, compreendendo que raiou para seu espírito um novo dia no caminho redentor.

Emmanuel / Francisco Cândido Xavier
Obra: Pão Nosso

sábado, 25 de janeiro de 2014

Vigília maternal

Sorves o cálice da amargura, ante o filho desobediente, e notas em teu coração que o amor e a dor palpitam juntos.
Reparas, chorando, que ele não é mais a aparição celeste dos primeiros dias.
Embora carregues a angústia na alma, é preciso velar no posto de sentinela.
Não deformes o sentimento e fortalece a tua vontade, governando-lhe os impulsos.
Ceder sempre, no fundo, é menosprezar.
Sê previdente, aparando-lhe os caprichos. Ergue a voz no corretivo às irreflexões e aos anseios imoderados que o visitam, se queres fazer dele um Homem. Dosa o sal da energia e o mel da brandura nos condimentos da educação. Nem liberdade desordenada, nem apego demais.
Sê operosa e humilde, sem ser escrava. Sê fiel à esperança e não cultives desgostos.
A missão divina da maternidade apoia-se na força onipotente do amor.
Mas não te faças borboleta do sonho, quando a vida te pede vigílias de guardiã.


Anália Franco / Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: O Espírito da Verdade (extrato) - Ed. FEB

Um só problema

Quando a ilusão nos traz desenganos, não nos é lícito lançar sobre os outros a responsabilidade integral do fracasso de nossa expectativa.
No fundo, somos enganados por nossa superestimação acerca de criaturas e circunstâncias.
Se a tentação nos pega desprevenidos, levando-nos ao remorso, e à aflição, não atribuamos a outrem a culpa, e sim à nossa pouca vigilância.
Por trás do sofrimento oriundo do orgulho ferido, está a paixão pelas aparências a que se afeiçoa nosso sentimento de superioridade ilusória.
Ante nossas queixas em torno da ingratidão, na essência existe apenas a nossa incompreensão a exigir dos companheiros de experiência atitudes para as quais ainda não estão amadurecidos.
Nossa perturbação nasce de nós pela nossa incapacidade de avaliação do esforço alheio.
À vista disso, defrontamos um só problema fundamental: nós em nós mesmos. Aprendamos a conhecer-nos e conhecermos os outros.
Retifiquemos a nossa vida por dentro de nós e a vida por fora se nos revelará sempre por maravilha de Deus.


Emmanuel / Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: Rumo Certo (extrato) - Ed. FEB

Vê, pois

“Vê, pois, que a luz que há em ti não sejam trevas.” – Jesus. Lucas, 11:35.

Há ciência e há sabedoria, inteligência e conhecimento, intelectualidade e luz espiritual.
Geralmente, todo homem de raciocínio fácil é interpretado à conta de mais sábio, no entanto, há que distinguir.
O homem não possui ainda qualidades para registrar a verdadeira luz. Daí, a necessidade de prudência e vigilância.
Em todos os lugares, há industriosos e entendidos, conhecedores e psicólogos.
Muitas vezes, porém, não passam de oportunistas prontos para o golpe do interesse inferior.
Quantos escrevem livros abomináveis, espalhando veneno nos corações?
Quantos se aproveitam do rótulo da própria caridade visando extrair vantagens à ambição?
Não bastam o engenho e a habilidade. Não satisfaz a simples visão psicológica. É preciso luz divina.
Há homens que, num instante, apreendem toda a extensão dum campo, conhecem-lhe a terra, identificam-lhe o valor. Há, todavia, poucos homens que se apercebem de tudo isso e se disponham a suar por ele, amando-o antes de explorá-lo, dando-lhe compreensão antes da exigência.
Nem sempre a luz reside onde a opinião comum pretende observá-la.
Sagacidade não chega a ser elevação, e o poder expressivo apenas é respeitável e sagrado quando se torna ação construtiva com a luz divina.
Raciocina, pois, sobre a própria vida.
Vê, com clareza, se a pretensa claridade que há em ti não é sombra de cegueira espiritual.

Emmanuel / Francisco Cândido Xavier
Obra: Vinha de Luz

O homem inteligente

Questão 592 de “O Livro dos Espíritos”.

Em verdade, o homem inteligente não é aquele que apenas calcula, mas sim o que transfunde o próprio raciocínio em emoção para compreender a vida e sublimá-la. Podendo senhorear as riquezas do mundo, abstém-se do excesso para viver com simplicidade, sem desrespeitar as necessidades alheias. Guardando o conhecimento superior, não se encastela no orgulho, mas aproxima-se do ignorante para auxiliá-lo a instruir-se. Dispondo de meios para fazer com que o próximo se lhe escravize ao interesse, trabalha espontaneamente pelo prazer de servir. E, entesourando virtudes inatacáveis, não se furta à convivência com as vítimas do mal, agindo, sem escárnio ou condenação, para libertá-las do vício. O homem inteligente, segundo o padrão de Jesus, é aquele que, sendo grande, sabe apequenar-se para ajudar aos que caminham em subnível, consagrando-se ao bem dos outros, para que os outros lhe partilhem a ascensão para Deus.

De “Religião dos Espíritos”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Eles vivem

Ante os que partiram, precedendo-te na Grande Mudança, não permitas que o desespero te ensombre o coração.
Eles não morreram. Estão vivos.
Compartilham-te as aflições, quando te lastimas sem consolo.
Inquietam-se com a tua rendição aos desafios da angústia, quando te afastas da confiança em Deus.
Eles sabem igualmente quanto dói a separação.
Conhecem o pranto da despedida e te recordam as mãos trementes no adeus, conservando na acústica do Espírito as palavras que pronunciaste, quando não mais conseguiam responder às interpelações que articulaste no auge da amargura.
Não admitas estejam eles indiferentes ao teu caminho ou à tua dor.
Eles percebem quanto te custa a readaptação ao mundo e à existência terrestre sem eles e quase sempre se transformam em cirineus de ternura incessante, amparando-te o trabalho de renovação ou enxugando-te as lágrimas quando tateias a lousa ou lhes enfeita a memória perguntando porque...
Pensa neles com saudade convertida em oração.
As tuas preces de amor representam acordes de esperança e devotamento, despertando-os para visões mais altas da vida.
Quanto puderes, realiza por eles as tarefas em que estimariam prosseguir.
Se muitos deles são teu refúgio e inspiração nas atividades a que te prendem no mundo, para muitos outros deles és o apoio e o incentivo para a elevação que se lhes faz necessária.
Quando te disponhas a buscar os entes queridos domiciliados no Mais Além, não te detenhas na terra que lhes resguarda as últimas relíquias da experiência no plano material...
Contempla os céus em que mundos inumeráveis nos falam da união sem adeus e ouvirás a voz deles no próprio coração, a dizer-te que não caminharam na direção da noite, mas sim ao encontro de novo despertar.

Obra: Retornaram Contando – Francisco Cândido Xavier / Emmanuel

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Compromisso espírita

Eu vos saúdo em nome de Nosso Senhor Jesus-Cristo!
Todos vós, obreiros da Era Nova, não vos equivoqueis ! Chegado é o momento
da definição resoluta e terminante, no que tange a responsabilidades íntimas e
intransferíveis no campo do Senhor da Vida Total.
Aquinhoados, abundantemente, com a comunicação do Mundo Espiritual, sabeis
que o túmulo é porta de reingresso na vida, quanto o berço é clausura na jornada
da carne para refazer e para edificar.
Convocados ao ministério sublime da mediunidade socorrista, recebestes a semente
de luz para a plantação no solo do futuro, com vistas à Humanidade melhor do amanhã.
Se o óbice tenta obstaculizar-vos o avanço, não desanimeis; se o empeço arma difíceis
sedições pelo caminho, em forma de revolta íntima ou de revolta alheia, prossegui
intimoratos; se a impiedade zurze a chibata da incompreensão e semeia a vossos pés
o cardo, a urze e o pedregulho, não desanimeis; se vos ferirem, bendizei a oportunidade
de resgatar, considerando que poderíeis ser os criminosos que provocam dores; se a noite de sombras espessas ameaçar o santuário da vossa fé, colocando cúmulos que dificultem o discernimento nas telas da vossa mente, acendei a lâmpada clarificadora da prece para,que a luz da compaixão e da misericórdia vos aponte rumos de segurança!
Em qualquer circunstância, amai! Em qualquer situação, servi! Em todo momento, crede!
O Senhor da Vida não nos abandona hora alguma e a sua misericórdia não nos deixa nunca, fazendo que entesouremos, nos depósitos sublimes da alma, as moedas luminescentes da felicidade total.
Dobrai-vos sobre as necessidades redentoras, marchai enxugando lágrimas com as mãos
suadas e envolvendo o coração na "lã do Cordeiro de Deus", confiai em que a senda
pavimentada com as pedras da humildade legítima vos conduzirá ao oásis refazente da paz, em que a linfa cristalina e nobre do Evangelho estará cantando a melodia do reconforto para vossas almas.
Exorando a Ele, o Excelso Benfeitor de todos nós, que nos abençoe e conduza, suplicamos
que nos não deixe nunca a sós, na obra com que nos dignifica a oportunidade e nos enseja a ocasião de redenção interior!


Obra: Depoimentos Vivos - Divaldo Pereira Franco / Eurípedes Barsanulfo

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

A mensagem cristã


O Senhor desce da Altura a fim de libertar o coração humano para a sublimidade do amor e da luz.
O Mestre não exige que os banais se façam heróis ou santos de um dia para outro.
Dirige-se a palavra d'Ele à vida comum, aos campos mais simples do sentimento e experiências de cada dia.
Convida as criaturas a levantarem o santuário do Senhor nos próprios corações.
Ama a Deus ensinava Ele com toda a tua alma, coração e entendimento.
Ama o próximo como a ti mesmo.
Perdoa quantas vezes forem necessárias.
Ora pelos que te perseguem e caluniam.
Bendize aquele que te amaldiçoa.
Liberta e serás libertado.
Dá e receberás.
Diante desses apelos, calam-se gradativamente as vozes que mandam revidar e ferir!
... E a palavra de Cristo sobe e cresce na acústica do mundo, preparando o homem para a soberania do Amor Universal.

Emmanuel / Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: Roteiro (extrato) - Ed. FEB

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Em regime de fé

O Universo vive em regime de fé.
Em semelhante sistema, a Terra gira sobre si mesma e avança a pleno Espaço Cósmico, através de ciclos perfeitos de movimento e vida.
Automaticamente, os átomos efetuam as transformações que lhes são peculiares, sustentando a economia da natureza.
De maneira mecânica, a planta se desenvolve na direção do Sol.
O animal promove a formação do próprio ninho, valendo-se de princípios da inteligência.
Claramente possível classificar a gravitação como sendo confiança sabiamente orientada; a atração definindo a confiança magneticamente dirigida; o heliotropismo expressando a confiança no impulso, e a inteligência rudimentar exprimindo-se em grau determinado da confiança instintiva.
*
Paradoxalmente, apenas o homem por vezes se declara sem fé; no entanto, mesmo sem fé, , ele pensa, confiando nos implementos do cérebro; fala, confiando nas cordas vocais; pratica o artesanato, confiando nas mãos; alimenta-se, confiando no engenho gastrintestinal; caminha, confiando nos pés; viaja, confiando naqueles que lhe orientam as máquinas; estuda, confiando nos professores; traça programas de ação, confiando em horários.
Tudo na vida se harmoniza em recursos de confiança.
*
Atualmente, porém, a Doutrina Espírita vem acordar as criaturas para a fé raciocinada, que não dispensa a lógica e o discernimento precisos, a fim de que a consciência humana se eduque suficientemente, sem a ingenuidade que a tudo se submete e sem a violência que a tudo aspira dominar.


De “Rumo Certo’, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel.

Saúde

Estás mergulhado, psiquicamente, na Mente Universal e Divina.
Seguindo as diretrizes éticas do equilíbrio e da ordem, que fluem e refluem em toda parte, respiras em clima de saúde e de paz.
Quando te desconectas do complexo mantenedor da harmonia que te envolve, desconcertam-se as peças da maquinaria física, face às vibrações violentas da mente, favorecendo a instalação das doenças.
A enfermidade, geralmente, procede do ser espiritual, resultante do seu passado, que encontra ressonância no psiquismo atual, gerando o campo propício à instalação da desordem.
Durante o dia, muitos fatores conspiram contra a tua harmonia mental, não te cabendo agasalhá-los.
Resolve, assim, cada situação, com calma e segurança, não guardando resíduos mentais negativos.
Fato consumado, mente liberada, em programação de novo cometimento superior.
A tua saúde depende sempre do teu comportamento moral e espiritual.
E, não obstante, se a enfermidade encontrar guarida no teu organismo, recorre à oração e resgata a tua dívida com alegria, em pleno processo de libertação total.

De “Episódios diários”, de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Joanna de Angelis.

sábado, 18 de janeiro de 2014

Entra e coopera

“E ele, tremendo e atônito, disse: Senhor, que queres que eu faça? Respondeu-lhe o Senhor: — Levanta-te e entra na cidade e lá te será dito o que te convém fazer.” — Atos, capítulo 9, versículo 6.

Esta particularidade dos Atos dos Apóstolos reveste-se de grande beleza para os que desejam compreensão do serviço com o Cristo.
Se o Mestre aparecera ao rabino apaixonado de Jerusalém, no esplendor da luz divina e imortal, se lhe dirigira palavras diretas e inolvidáveis ao coração, por que não terminou o esclarecimento, recomendando-lhe, ao invés disso, entrar em Damasco, a fim de ouvir o que lhe convinha saber? É que a lei da cooperação entre os homens é o grande e generoso princípio, através do qual Jesus segue, de perto, a Humanidade inteira, pelos canais da inspiração.
O Mestre ensina os discípulos e consola-os através deles próprios. Quanto mais o aprendiz lhe alcança a esfera de influenciação, mais habilitado estará para constituir-se em seu instrumento fiel e justo.
Paulo de Tarso contemplou o Cristo ressuscitado, em sua grandeza imperecível, mas foi obrigado a socorrer-se de Ananias para iniciar a tarefa redentora que lhe cabia junto dos homens.
Essa lição deveria ser bem aproveitada pelos companheiros que esperam ansiosamente a morte do corpo, suplicando transferência para os mundos superiores, tão-somente por haverem ouvido maravilhosas descrições dos mensageiros divinos. Meditando o ensinamento, perguntem a si próprios o que fariam nas esferas mais altas, se ainda não se apropriaram dos valores educativos que a Terra lhes pode oferecer. Mais razoável, pois, se levantem do passado e penetrem a luta edificante de cada dia, na Terra, porqüanto, no trabalho sincero da cooperação fraternal, receberão de Jesus o esclarecimento acerca do que lhes convém fazer.

Emmanuel / Francisco Cândido Xavier
Obra:Caminho, Verdade e Vida

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

O sono, uma benção de Deus


Não deves rejeitar o sono, mudando o curso desta bênção de Deus a teu favor. A noite é para descansar o físico e reparar as energias perdidas no trabalho da alma, e ele não pode ter o seu valor diminuído, a não ser quando somos chamados para o serviço da caridade em casa, nas ruas, no trabalho, ou em qualquer outro serviço que o dever indicar.
Também aqui se dorme, em busca de suprimento para que os trabalhos tenham o curso determinado pelos compromissos que assumimos na pauta dos labores em Jesus Cristo.
Muitos dos homens aproveitam a noite, buscando nela campo de sensações, inferiores, onde se corrompem sempre os valores espirituais, causando-lhes distúrbios indizíveis nos caminhos a percorrer.
Conselhos são dados muitos, porém o conselheiro mais profundo é o sofrimento, que fala mais de perto ao coração, e que, com o passar dos evos, são ouvidos.
Aqui devemos falar àqueles que já despertaram para a luz do Espiritismo com Jesus: que aproveitem o momento de descanso do corpo, pedindo a Cristo a entrada em escolas espirituais que são muitas. Nelas se pode apreender com mais largueza o conhecimento da verdade, que sempre produz a lembrança quando se volta à casa da carne, tornando fácil a interpretação dos textos espirituais do Evangelho do Divino Senhor.
Falanges e mais falanges de Espíritos puros estão encarregadas por Jesus de dar assistência aos que desejam aprender as leis da vida e que governam a vida, e esses ensinamentos começam pelas portas do sono, terminando nas escolas do mundo, diversificadas em toda a Terra.
O repouso é uma graça ofertada a todos, não no sentido da inércia da alma, mas como novo meio de se aprender as coisas do Espírito.
A vida é uma universidade de saber e de amor. Os trabalhos que se operam no mundo espiritual, por amor às criaturas, não passam na mente dos encarnados, por não terem os cérebros ainda suficientemente desenvolvidos. Mais tarde, com esse desenvolvimento, poderão se recordar, como bênção santificante para as almas em prova na Terra.
Foi encarregada a Doutrina Espírita de falar alguma coisa, de modo a despertar nos corações a esperança da vida futura. Falamos e tornamos a dizer, em muitas repetições: existe a felicidade. Caminhemos com Jesus, que ele sabe o caminho onde esplende, com fecundidade, esse manancial de amor de Deus para com todos os Seus.
Fixa na mente, meu filho, que o sono é uma bênção para todos nós, vinda de Deus.

De “Flor de Vida”, de João Nunes Maia, pelo Espírito Scheilla

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Demonstrações do Céu

“Disseram-lhe, pois: que sinal fazes tu para que o vejamos, e creiamos em ti?” – (João, 6:30.)

Em todos os tempos, quando alguém na Terra se refere às coisas do Céu, verdadeira multidão de indagadores se adianta pedindo demonstrações objetivas das verdades anunciadas.
Assim é que os médiuns modernos são constantemente assediados pelas exigências de quantos se colocam à procura da vida espiritual.
Esse é vidente e deve dar provas daquilo que identifica.
Aquele escreve em condições supranormais e é constrangido a fornecer testemunho das fontes de sua inspiração.
Aquele outro materializa os desencarnados e, por isso, é convocado ao teste público.
Todavia, muita gente se esquece de que todas as criaturas do Senhor exteriorizam os sinais que lhes dizem respeito.
O mineral é reconhecido pela utilidade.
A árvore é selecionada pelos frutos.
O firmamento espalha mensagens de luz.
A água dá notícias do seu trabalho incessante.
O ar esparge informações, sem palavras, do seu poder na manutenção da vida.
E entre os homens prevalecem os mesmos imperativos.
Cada irmão de luta é examinado pelas suas características.
O tolo dá-se a conhecer pelas puerilidades.
O entendido revela mostras de prudência.
O melhor demonstra as virtudes que lhe são peculiares.
Desse modo, o aprendiz do Evangelho, ao solicitar revelações do Céu para a jornada da Terra, não deve olvidar as necessidades de revelar-se firmemente disposto a caminhar para o Céu.
Houve dia em que a turba vulgar dirigiu-se ao próprio Salvador que a beneficiava, perguntando: – “que sinal fazes tu para que o vejamos, e creiamos em ti?”
Imagina, pois, que se ao Senhor da Vida foi dirigida semelhante interrogativa, que indagação não se fará do Alto a nós
outros, toda vez que rogarmos sinais do Céu, a fim de atendermos ao nosso simples dever?

Fonte Viva
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

Quando

Quando compreendermos que vingança, ódio, desespero, inveja ou ciúme são doenças claramente ajustáveis á patologia da mente, requisitando amor e não o revide...
Quando interpretarmos nossos irmãos delinquentes por enfermos da alma, solicitando segregação para tratamento e reeducação e não censura ou castigo...
Quando observarmos na caridade simples dever...
Quando nos aceitarmos na condição de espíritos em evolução, ainda portadores de múltiplas deficiências e que, por isso mesmo, o erro do próximo poderia ser debitado á conta de nossas próprias fraquezas...
Quando percebermos que os nossos problemas e as nossas dores não são maiores que os de nossos vizinhos...
Quando nos certificarmos de que a fogueira do mal deve ser extinta na fonte permanente do bem...
Quando nos capacitarmos de que a prática incessante do serviço aos outros é o dissolvente infalível de todas as nossas mágoas...
Quando nos submetermos à lei do trabalho, dando de nós sem pensar em nós, no que tange a facilidades imediatas...
Quando abraçarmos a tarefa da paz, buscando apagar o incêndio da irritação ou da cólera com a bênção do socorro fraternal e abstendo-nos de usar o querosene da discórdia...
Quando, enfim, nos enlaçarmos, na experiência comum, na posição de filhos de Deus e irmãos autênticos uns dos outros, esquecendo as nossas faltas recíprocas e cooperando na oficina do auxílio mútuo, sem reclamações e sem queixas, a reconhecer que o mais forte é o apoio do mais fraco e que o mais culto é o amparo do companheiro menos culto, então, o egoísmo terá desaparecido da Terra, para que o Reino do Amor se estabeleça. Definitivo, em nossos corações.

Obra: Paz e Renovação – Francisco Cândido Xavier / André Luiz

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

De ânimo firme


É possível estejas descobrindo o inesperado.
Construções que suponhas de ouro acabaram em resíduos de pedra.
Promessas acalentadas por muitos anos parecem-te agora rematadas mentiras.
Afetos julgados invulneráveis abandonaram-te o passo quando mais necessitavas de apoio.
Surpreendestes a incompreensão nos companheiros mais nobres e colheste amargos problemas nos próprios filhos.
Ruíram aspirações como vasos quebrados.
Sonhos desfizeram-se, de improviso, como se ventania te devastasse a existência.
Apesar de tudo, porém, renova-te, a cada instante, e caminha apoiando-te na fé viva.
Aflição de hoje, compromisso de ontem.
Merecimento de agora, crédito de amanhã.
Banha tuas energias nas correntes do amor, que compreende e edifica sempre.
Aplica-te ao trabalho, que aprimora e sublima.
Assim, ao retornar para a Luz Espiritual, terás em ti a flama da alegria, ressurgindo do sofrimento, como a glória solar renasce das trevas.

Emmanuel / Médium Francisco Cândido Xavier
Do livro “Justiça Divina” (extrato) – Ed. FEB

domingo, 12 de janeiro de 2014

Planejamento

"A Doutrina Espírita transforma completamente a perspectiva do futuro.
A vida futura deixa de ser uma hipótese para ser realidade."
O Céu e o Inferno, 1ª parte, Capítulo 2 - item 10.


A obra do bem em que te encontras empenhado não pode prescindir de planejamento.
Nem o estudo demorado, no qual aplicas o tempo, fugindo à ação. Nem a precipitação geradora de muitos insucessos.
Para agires no bem, muitas vezes, qualquer recurso positivo constitui-se material excelente de rápida aplicação. Todavia, o delineamento nos serviços que devem avançar pelo tempo tem regime prioritário.
A terra devoluta para ser utilizada, inicialmente recebe a visita do agrimensor que lhe mede a extensão, estuda as curvas de níveis, abrindo campo propício a agricultores, construtores, urbanistas que lhe modificarão a fisionomia.
O edifício suntuoso foi minuciosamente estudado e estruturado em maquetes facilmente modificáveis.
Até mesmo a alimentação mais humilde não dispensa a higiene e quase sempre o cozimento, a fim de atender devidamente ao organismo humano.
A improvisação é responsável por muitos danos.
Improvisar é recurso de emergência.
Programar para agir é condição de equilíbrio.
Nas atividades cristãs que a Doutrina Espírita desdobra o servidor é sempre convidado a um trabalho eficiente, pois que a realização não deve ser temporária nem precipitada, mas de molde a atender com segurança.
A caridade, desse modo, não se descolore na doação pura e simples, adquirindo o matiz diretivo e salvador.
Não somente hoje, não apenas agora.
Hoje é circunstância de tempo na direção do tempo sem-fim.
Agora é trânsito para amanhã.
Planejar-agindo é servir-construindo.
Por esse motivo ajudar é ajudar-se, esclarecer significa esclarecer-se e socorrer expressa socorrer-se também.
Planifica tudo o que possa fazer e que esteja ao teu alcance.
Estuda e examina, observa e experimenta, e, resoluto, no trabalho libertador avança, agindo com acerto para encontrares mais tarde, na realização superior, a felicidade que buscas.
Para que o Mestre pudesse avançar no rumo da semeação da Vida Eterna, enquanto entre nós, na Terra, meditou dias e noites, retemperando as próprias forças, sentindo o drama e a aflição dos espíritos, a fim de que, em começando a trajetória de amor, nas verdes paisagens da Galileia e nas frescas margens do Tiberíades não recuasse ante a agressão e a impiedade que investiram contra o Seu Apostolado, planejando e agindo, amoroso, até a morte. E mesmo depois, em buscando os paramos da Luz Inextinguível volveu, para os que ficaram na retaguarda, o coração generoso, acenando-lhes com a plenitude da paz depois da vitória sobre eles mesmos.


Divaldo Pereira Franco "Espírito e Vida". Pelo Espírito Joanna de Ângelis.

O Mestre Dialoga

As ansiedades permaneciam nos corações após os comentários do Mestre.
Um estudante da Verdade, ainda emocionado o inqueriu com respeito:
— Como poderei conceber a pureza de tal forma que reflita a luz divina em meu coração? Vivendo em um planeta sombrio e de dificuldades, onde predomina o mal com o seu séquito de misérias, isto será possível?
O Amigo relanceou o olhar em volta, e notando o desejo de aprender que a indagação despertara em todos, respondeu:
“— O carvão é negro e de aspecto desagradável. A luz solar que o fere, nele não se reflete, embora o penetre. Silenciosamente, no entanto, ele se vai transformando, mudando a constituição até que se converte em um diamante estelar que se deixa atravessar pelo raio luminoso em todas as direções e o devolve iridescente num incêndio fulgurante.
O homem é o Espírito que no seu corpo habita. Lentamente, etapa a etapa reencarnacionista, abandona o limo da terra e se purifica, logrando a transparência para a captação e irradiação do divino pensamento.”
— E a santificação — indagou outro aprendiz interessado — como consegui-la, se a cada instante se cai e o desânimo toma posse da intenção superior?
“— O santo — esclareceu o Sábio — é o combatente que cresceu no solo do erro, libertando-se da escravidão do vício, sem nunca permitir-se desanimar. Quem erra e cai, mas não se dá por vencido, avançando sempre, embora devagar, conquista-se e alcança a vitória total.
Toda marcha resulta dos incontáveis passos que são dados. Ninguém pretenda as alturas sem o esforço da ascensão paulatina.”
— E o paraíso — indagou, ansiosa, uma observadora — é um lugar especial ou não passa de quimera?
“— O paraíso — aclarou o Guru, sem enfado — começa na consciência tranquila, cujos atos estão de acordo com o pensamento reto. Ensejando paz interior irradia-se como bênção e conduz o triunfador a regiões espirituais, nas quais a felicidade é total, e a mente gera, para sua própria sublimação, tudo quanto deseja. Ali não há sombra, nem morte, nem sofrimento, nem ansiedade; só harmonia.”
— Como explicar — adiu, respeitável ancião — a vitória dos maus e o fracasso dos bons, as dores que sofrem os justos e os júbilos que fruem os impiedosos?
O Educador compreendeu a extensão da mágoa que feria o interrogante e explicou, bondosamente:
“Não há efeito sem causa. O homem, nobre e justo de hoje, é o criminoso arrependido de ontem que se recupera. Enquanto o frívolo e pervertido de agora, é o semeador do seu amanhã. A roda das encarnações sempre traz de volta o infrator ao campo da reabilitação, da mesma forma que o faz com o justo que se liberta das suas injunções.”
Um grande silêncio pairou em derredor e a noite desceu sem preâmbulos sobre a multidão.

De “A um passo da imortalidade”, de Divaldo P. Franco, pelo Espírito Eros.

sábado, 11 de janeiro de 2014

Coisas pequenas

Não subestimes o valor das pequenas coisas.
Coloca-te no lugar de quem caminha a sós pelo deserto, e reconhecerás a importância de simples gota d’água.
Imagina-te na posição daquele que é castigado pela fome, e constatarás a importância de singela migalha de pão.
Põe-te na situação de quem sofre com fortes dores, e aprenderás a importância de simples analgésico.
Assim, também, no campo moral.
Uma gota de paciência;
Uma migalha de solidariedade;
Um ato de compreensão e simpatia, muitas vezes representarão a diferença entre a luz e a sombra.
Jesus, quando esteve no mundo, operou fenômenos admiráveis e proferiu discursos inesquecíveis.
Entretanto, recorreu ao exemplo de simples grão de mostarda para ensinar que nenhuma virtude, por menor que pareça, deve ser desprezada.

De “Novas mensagens de Scheilla para você”, de Clayton B. Levy

Saúde

Estás mergulhado, psiquicamente, na Mente Universal e Divina.
Seguindo as diretrizes éticas do equilíbrio e da ordem, que fluem e refluem em toda parte, respiras em clima de saúde e de paz.
Quando te desconectas do complexo mantenedor da harmonia que te envolve, desconcertam-se as peças da maquinaria física, face às vibrações violentas da mente, favorecendo a instalação das doenças.
A enfermidade, geralmente, procede do ser espiritual, resultante do seu passado, que encontra ressonância no psiquismo atual, gerando o campo propício à instalação da desordem.
Durante o dia, muitos fatores conspiram contra a tua harmonia mental, não te cabendo agasalhá-los.
Resolve, assim, cada situação, com calma e segurança, não guardando resíduos mentais negativos.
Fato consumado, mente liberada, em programação de novo cometimento superior.
A tua saúde depende sempre do teu comportamento moral e espiritual.
E, não obstante, se a enfermidade encontrar guarida no teu organismo, recorre à oração e resgata a tua dívida com alegria, em pleno processo de libertação total.

De “Episódios diários”, de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Joanna de Angelis.

Recurso da bondade


Você se encontra mergulhado no rio da imortalidade, do qual não conseguirá evadir-se, seja qual for o meio de que se utilize.
Seja bondoso para com você mesmo, isto é, trabalhe-se, intimamente, a fim de melhor alcançar o porto da serenidade.
A bondade é um guia de segurança para o seu êxito, na viagem da reencarnação.
Aplique a força da bondade no lar, com aqueles que o conhecem, em cuja convivência a saturação se hospedou.
Renove os clichês mentais e a conversação na intimidade doméstica, exteriorizando os recursos da bondade que modificará o clima vigente.
Você pode mudar de companhia e de lugar, todavia, se não processar a transformação íntima através da bondade que jaz latente em você, haverá, somente, uma fuga para lugar nenhum.
Adote a bondade para com as crianças, que o imitarão, produzindo renovação na sociedade do futuro, na qual se movimentarão.
Atenda com bondade os mais idosos, que dispõem de pouco tempo no corpo e necessitam de estímulos para chegarem, felizes, à meta que lhes está próxima.
Retribua com bondade a estima dos amigos que o cercam.
Ninguém pode permanecer afeiçoando-se, caso não receba do outro a resposta da bondade.
Devolva aos adversários o petardo deles transformado em ação de bondade.
Não há inimizade que suporte por muito tempo a bondade da sua vítima.
Há muita falta de bondade na Terra.
Bondade no pensar, para bem falar e melhor agir.
A bondade é moeda escassa nos depósitos de muitos sentimentos.
Com ela, você vadeará em segurança o rio da imortalidade, pois que lhe dará paciência para compreender a vida e a sua finalidade, ensejando-lhe valor para viver.
Alfredo Tennyson, o formoso poeta inglês, certo da sobrevivência, teria declarado: “Se não houver a imortalidade eu me atiro no mar”, afirmando, assim, que sem ela a vida não tem sentido, nem os valores do sentimento que devem ser comandados pela bondade, que lhe assinala a presença no homem.

Marco Prisco
(De “Luz Viva”, de Divaldo Pereira Franco, pelos Espíritos Joanna de Ângelis e Marco Prisco).

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Perseguidos

Batido no ideal de bem fazer, desculpa e avança à frente.
Açoitado no coração, enxuga as lágrimas e segue adiante.
Lembra-te dos perseguidos sem causa, que se refugiaram na paz da consciência, em todas as épocas.
Sócrates bebe a cicuta que lhe impõem à boca; entretanto, ergue-se à culminância da filosofia.
Galileu, preso e humilhado, desvenda ao homem novo olhar do Universo.
Entre os perseguidores, contam-se os obsidiados, os depravados, os infelizes e os criminosos, que descem pelas torrentes do remorso para a necessária refundição mental, mas, entre os perseguidos, enumeram-se quase todos os que lançam nova luz sobre as rotas da vida.
É por isso que Jesus, o Divino Governador da Terra, preferiu alinhar-se entre os escarnecidos, de maneira a estender a glória do amor e a força do perdão, para que se aprimore a Humanidade inteira.


Emmanuel / Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: Religião dos Espíritos (extrato) - Ed. FEB

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Norma de luz

Deus nos ampara, a fim de que amparemos aos mais necessitados que nós mesmos.
Ajuda-nos para que ajudemos.
Sustenta-nos a fé, para que apoiemos os irmãos que vacilam.
Releva-nos as faltas, de maneira a relevarmos as faltas dos outros.
Socorre-nos em nossas necessidades de modo a socorrermos as necessidades alheias.
Guarda-nos a fortaleza de ânimo, a fim de que possamos fortalecer os companheiros mais fracos do que nós.
Educa-nos para que saibamos educar.
Em suma, esta é a norma de luz da Providência Divina: “auxilia e serás auxiliado.”

Bezerra de Menezes
(De “Aulas da Vida” de Francisco Cândido Xavier – Espíritos Diversos)

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Anote hoje

Anote quanto auxílio poderá você prestar ainda hoje. Em casa, pense no valor desse ou daquele gesto de cooperação e carinho.
No relacionamento comum, faça a gentileza que alguém esteja aguardando conforme a sua palavra.
No grupo de trabalho, ouça com bondade a frase menos feliz sem passá-la adiante.
Ofereça apoio e compreensão ao colega em dificuldade.
Estimule o serviço com expressões de louvor.
Quanto puder, procure resolver problemas sem alardear seu esforço.
Em qualquer lugar, pratique a boa influência.
Desculpe faltas alheias, consciente de que você também pode errar.
Observe quanto auxílio poderá você desenvolver no trânsito, respeitando sinais.
Acrescente paz e reconforto à dádiva que fizer.
Evite gritar para não chocar a quem ouve.
Pague a sua pequena prestação de serviço à comunidade, conservando a limpeza, por onde passe.
Sobretudo, mostre simpatia e reconhecerá que o seu sorriso, em favor dos outros, é sempre uma chave de luz para que você encontre novas bênçãos de Deus.

* * *

Francisco Cândido Xavier. Da obra: Amanhece.
Ditado pelo Espírito André Luiz.

domingo, 5 de janeiro de 2014

Certamente

“Certamente cedo venho”. – Apocalipse, 22 :20

Quase sempre, enquanto a criatura humana respira na carne jovem, a atitude que lhe caracteriza o coração para com a vida é a de uma criança que desconhece o valor do tempo.
Dias e noites são curtos para a internação em alegrias e aventuras fantasiosas. Engodos mil da ilusão efêmera lhe obscurecem o olhar e as horas se esvaem num turbilhão de anseios inúteis.
Raras pessoas escapam de semelhante perda.
Geralmente, contudo, quando a maturidade aparece e a alma já possui relativo grau de educação, o homem reajusta, apressado, a conceituação do dia.
A semana é reduzida para o que lhe cabe fazer.
Compreende que os mesmos serviços, na posição em que se encontra, se repetem a determinados meses do ano, perfeitamente recapitulados, qual ocorre às estações de frio e calor, floração e frutescência para a Natureza.
Agita-se, inquieta-se, desdobra-se, no afã de multiplicar as suas forças para enriquecer os minutos ou ampliá-los, favorecendo as próprias energias.
E, comumente, ao termo da romagem, a morte do corpo surpreendeo nos ângulos da expectativa ou do entretenimento, sem que lhe seja dado recuperar os anos perdidos.
Não te embrenhes, assim, na selva humana, despreocupado de tua habilitação à luz espiritual, ante o caminho eterno.
No penúltimo versículo do Novo Testamento, que é a Carta do Amor Divino para a Humanidade, determinou o Senhor fosse gravada pelo apóstolo a sua promessa solene: -. “Certamente, cedo venho”.
Vale-te, pois, do tempo e não te faças tardio na preparação.

Obra: Fonte Viva
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

Time to say goodbye

ll Divo

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Isso é contigo

“E disse: Pequei, traindo o sangue inocente. Eles, porém, responderam. Que nos importa? Isso é contigo.” — (Mateus, Capítulo 27, Versículo 4.)

A palavra da maldade humana é sempre cruel para quantos lhe ouvem as criminosas insinuações.
O caso de Judas demonstra a irresponsabilidade e a perversidade de quantos cooperam na execução dos grandes delitos.
O espírito imprevidente, se considera os alvitres malévolos, em breve tempo se capacita da solidão em que se encontra nos círculos das conseqüências desastrosas.
Quem age corretamente encontrará, nos felizes resultados de suas iniciativas, aluviões de companheiros que lhe desejam partilhar as vitórias; entretanto, muito raramente sentirá a presença de alguém que lhe comungue as aflições nos dias da derrota temporária.
Semelhante realidade induz a criatura à precaução mais insistente.
A experiência amarga de Judas repete-se com a maioria dos homens, todos os dias, embora em outros setores.
Há quem ouça delituosas insinuações da malícia ou da indisciplina, no que concerne à tranqüilidade interior, às questões de família e ao trabalho comum. Por vezes, o homem respira em paz, desenvolvendo as tarefas que lhe são necessárias; todavia, é alcançado pelo conselho da inveja ou da desesperação e perturba-se com falsas perspectivas, penetrando, inadvertidamente, em labirintos escuros e ingratos. Quando reconhece o equívoco do cérebro ou do coração, volta-se, ansioso, para os conselheiros da véspera, mas o mundo inferior, refazendo a observação a Judas, exclama em zombaria: — “Que nos importa? Isso é contigo.”

Obra: Pão Nosso
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier
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