sábado, 25 de janeiro de 2014

Vigília maternal

Sorves o cálice da amargura, ante o filho desobediente, e notas em teu coração que o amor e a dor palpitam juntos.
Reparas, chorando, que ele não é mais a aparição celeste dos primeiros dias.
Embora carregues a angústia na alma, é preciso velar no posto de sentinela.
Não deformes o sentimento e fortalece a tua vontade, governando-lhe os impulsos.
Ceder sempre, no fundo, é menosprezar.
Sê previdente, aparando-lhe os caprichos. Ergue a voz no corretivo às irreflexões e aos anseios imoderados que o visitam, se queres fazer dele um Homem. Dosa o sal da energia e o mel da brandura nos condimentos da educação. Nem liberdade desordenada, nem apego demais.
Sê operosa e humilde, sem ser escrava. Sê fiel à esperança e não cultives desgostos.
A missão divina da maternidade apoia-se na força onipotente do amor.
Mas não te faças borboleta do sonho, quando a vida te pede vigílias de guardiã.


Anália Franco / Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: O Espírito da Verdade (extrato) - Ed. FEB

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