segunda-feira, 31 de março de 2014

Examinemos a nós mesmos

O dever do espírita-cristão é tornar-se progressivamente melhor.
Útil, assim, verificar, de quando em quando, com rigoroso exame pessoal, a nossa verdadeira situação íntima.
Espírita que não progride durante três anos sucessivos permanece estacionário.
Testa a paciência própria: - Estás mais calmo, afável e compreensivo?
Inquire as tuas relações na experiência doméstica: - Conquistaste mais alto clima de paz dentro de casa?
Investiga as atividades que te competem no templo doutrinário: - Colaboras com mais euforia na seara do Senhor?
Observa-te nas manifestações perante os amigos: - Trazes o Evangelho mais vivo nas atitudes?
Reflete em tua capacidade de sacrifício: - Notas em ti mesmo mais ampla disposição de servir voluntariamente?
Pesquisa o próprio desapego: - Andas um pouco mais livre do anseio de influência e de posses terrestres?
Usas mais intensamente os pronomes "nós", "nosso" e "nossa" e menos os determinativos "eu", "meu" e "minha"?
Teus instantes de tristeza ou de cólera surda, às vezes tão conhecidos somente por ti, estão presentemente mais raros?
Diminuíram-te os pequenos remorsos ocultos no recesso da alma?
Dissipaste antigos desafetos e aversões?
Superaste os lapsos crônicos de desatenção e negligência?
Estudas mais profundamente a Doutrina que professas?
Entendes melhor a função da dor?
Ainda cultivas alguma discreta desavença?
Auxilias aos necessitados com mais abnegação?
Tens orado realmente?
Teus ideais evoluíram?
Tua fé raciocinada consolidou-se com mais segurança?
Tens o verbo mais indulgente, os braços mais ativos e as mãos mais abençoadoras?
Evangelho é alegria no coração: - Estás, de fato, mais alegre e feliz intimamente, nestes três últimos anos?
Tudo caminha! Tudo evolui! Confiramos o nosso rendimento individual com o Cristo!
Sopesa a existência hoje, espontaneamente, em regime de paz, para que te não vejas na obrigação de sopesá-la amanhã sob o impacto da dor.
Não te iludas! Um dia que se foi é mais uma cota de responsabilidade, mais um passo rumo à Vida Espiritual, mais uma oportunidade valorizada ou perdida.
Interroga a consciência quanto à utilidade que vens dando ao tempo, à saúde e aos ensejos de fazer o bem que desfrutas na vida diária.
Faze isso agora, enquanto te vales do corpo humano, com a possibilidade de reconsiderar diretrizes e desfazer enganos facilmente, pois, quando passares para o lado de cá, muita vez, já será mais difícil...

Pelo Espírito André Luiz. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Livro: Opinião Espírita.

Ante o mundo melhor


O trabalho será sempre o prodígio do Universo — a força que o entretém, a luz que o eleva.
Observemos junto de nós.
Tudo é trabalho para que a vida se nos transforme na bênção de cada dia.
Trabalha o sol e o mundo se equilibra. Trabalha o mundo e a natureza se renova para que os processos da evolução nos conduzam para o Mais Alto.
A fonte é bondade e a semente faz-se pão porque trabalha servindo.
Reflitamos nisso para que o repouso inoportuno não se nos infiltre no espírito por ferrugem destruidora.
No trabalho é que surpreendemos todas as oportunidades de progresso e melhoria a que nos endereçamos.
Aquele a quem servimos é quem realmente nos servirá.
Damos e recebemos. Isso é tão natural quanto plantar e colher.
Por isso mesmo, seja qual seja a condição em que nos achemos, o trabalho é caminho para a ascensão à felicidade justa.
A hora de que dispomos, a pessoa da estrada, o companheiro em serviço, o amigo e o adversário, constituem talentos potenciais que é preciso aproveitar para o bem, a fim de que o bem nos enriqueça de paz.
Não vacileis.
Atendamos aos imperativos do servir e estaremos no clima do obter.
Não há outra via para alcançar os nossos objetivos de ordem superior, senão essa.
O descanso existe por pausa de refazimento e reformulação.
Nada mais.
Recordemos semelhante verdade para que não lhe desrespeitemos a fronteira caindo na marginalização de nossas melhores forças.
Trabalhar, sim, e trabalhar sempre, porquanto, se tudo quanto existe agora de bom e de belo, aos nossos olhos na Terra, é fruto do esforço de quem agiu e construiu, o futuro, por reino de segurança e felicidade entre as criaturas, tão-somente surgirá por fruto de quem trabalha no presente, atendendo aos apelos do Cristo para que, em nos amando uns aos outros, nos façamos obreiros fiéis e devotados, no levantamento da Nova Era para um Mundo Melhor.

Batuíra
De “Seguindo juntos”, de Francisco Cândido Xavier – Espíritos diversos

sábado, 29 de março de 2014

Divina fé

Vejamos como se comportava Jesus no trato da fé que lhe abrasava o coração, a fim de que não nos falte entendimento no cultivo da sublime virtude.
Anjo entre os Anjos, não desdenha descer ao convívio dos homens, mais para padecer-lhes a brutalidade do que para engalanar-se, de pronto, com os louros da simpatia que lhe pudessem ofertar.
E entre os homens, ninguém lhe surpreende o mínimo gesto de intolerância, à frente dos problemas que se lhe impõem à bandeira de redenção.
Não exige que os outros lhe adotem a cartilha de confiança.
Não perde tempo em controvérsias da essência e atributos da Natureza de Deus.
Não se converte em suposto advogado do Criador para maldizer ou ferir as criaturas enrijecidas na delinquência.
Não indaga quanto à convicção religiosa daqueles que lhe pedem assistência e consolo.
Não preceitua condições deste ou daquele teor, em matéria de crença para que se administre a luz do Evangelho.
Não se arvora em profeta da destruição e do pessimismo, conjugando revelação e perturbação, conhecimento e terror no ânimo dos ouvintes.
Não solicita vantagens particulares, auxiliando sempre, sem cogitar de auxílio a si mesmo.
Não promove ligações com os príncipes e sacerdotes do mundo para prestigiar os princípios de amor dos quais se tornara intérprete.
Não recusa sofrer agravos e insultos, calúnia e prisão por parte daqueles a quem confiara o tesouro das esperanças mais puras, a pretexto de garantir-se na posição de Medianeiro Celeste.
E, por último, não recorre nem mesmo à proteção da justiça humana, para exonerar-se da cruz em que desfalece, entre a serenidade e o perdão, em plenitude de obediência.
Observemos a fé em Jesus e a fé em nós, a fim de exercitarmos, em nossas necessidades de evolução, o esquecimento de nossos obscuros caprichos e a aceitação da sábia Vontade de Nosso Pai.

De “Confia e Segue”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emanuel

sexta-feira, 28 de março de 2014

Documentário

Mediunidade Descoberta

Indagação e resposta


Possivelmente, você também será daqueles companheiros do mundo físico que indagam pela razão dos mentores desencarnados transmitirem tantas mensagens de essência filosófica, mormente baseadas nos ensinamentos do Cristo.
Responderemos que uma pergunta dessas equivale à inquisição que alguém formulasse sobre o motivo de tantas escolas para os que vivem na Terra
A verdade é que todos os irmãos do Plano Físico queiram ou não, acreditem ou não acreditem virão ter conosco, mais hoje ou mais depois de amanhã, e cabe-nos diminuir o trabalho que, porventura, nos venham a impor, ao abordarem o nosso campo de vivência espiritual, já que somos todos uma só família, perante Deus.
Examinem vocês algumas das perguntas que nos são desfechadas, com absoluta sinceridade, por milhares de companheiros que se conscientizam, quanto à própria desencarnação.
Onde se localiza o Céu dos bem-aventurados.
Onde residem os anjos.
Porque Deus em pessoa, não dispôs a vir recebê-los.
Porque Jesus lhes foge à visão, se viveram orando e confiando no Divino Mestre.
Porque sofreram tanto.
Porque não conseguem conversar imediatamente com os familiares que ficaram à distância.
Porque são convidados a trabalhar se tanto esperaram pelo descanso.
Porque não foram avisados sobre o dia da volta à Verdadeira Vida.
Porque não conseguem alterar os testamentos que deixaram no mundo.
Em que lugar estarão os infernos.
Onde estão encravados os purgatórios.
Como será o repouso que lhes será concedido se não enxergam amigo algum que não seja em trabalho árduo.
Porque as entidades angélicas não lhes dispensam as atenções de que se julgam merecedores.
Para resumir, dir-lhes-ei que, há dias, um amigo nosso, devotado obreiro do Bem, na Espiritualidade, foi questionado por um irmão recém-vindo da Terra, dentre aqueles que lhe recebiam diretrizes, sobre o melhor meio pelo qual conseguiriam enxergar alguns demônios.
Com o melhor humor, o companheiro respondeu:
- Meu filho, lamento muito, mas não tenho aqui um espelho para nós dois.

Obra: Endereço de Paz - Chico Xavier / André Luiz

February song

Josh Groban

Vida feliz

Torna-te amigo de todas as pessoas.
A amizade é um tesouro do espírito, que deve ser repartido com as demais criaturas.
Como um sol, irradia-se e felicita quantos a recebem.
Há uma imensa falta de amigos na Terra, gerando conflitos e desconfianças, desequilíbrio e insegurança.
Quando a amizade escasseia na vida, o homem periga em si mesmo.
Sê tu o amigo gentil, mesmo que, por enquanto, experimentes incompreensão e dificuldades.

De “Vida Feliz”, de Divaldo P. Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis

Auxílio e esforço próprio

Amemos a consolação, usando-a, porém, à maneira do óleo que lubrifica a máquina, sem exonera-la da atividade precisa.
O Criador estabelece auxílio incessante para todas as necessidades da Criação, mas determina que a lei do trabalho seja cumprida em todas as direções.
A árvore encontra adubo no solo e alimento na atmosfera; no entanto, deve produzir o fruto, conforme a espécie a que pertence.
A ostra, conquanto usufrua o agasalho da concha e se rejubile na água nutriente do mar, fabrica a pérola, no âmago de si mesma.
Não fujas, assim, à responsabilidade de pensar e realizar.
Rogas o amparo da Eterna Sabedoria.
Solicitas a inspiração dos Mensageiros da Luz.
Requisitas esse ou aquele obséquio de amigos desencarnados.
Pedes concurso incessante às forças da natureza.
Não te falta o apoio do Céu e da Terra; todavia, ninguém te consegue isentar das próprias obrigações. Raciocina e perceberás que o auxílio e o esforço próprio funcionam conjugados em todos os lances da experiência.
O costureiro faz a roupa; contudo, se pretende vestir-te, não há de envergá-la.
O médico prescreve a medicação; mas para curar-te, não deve ingeri-la.
O professor explica regras; no entanto, não te substitui a cabeça na assimilação dos ensinamentos.
O fotógrafo tira-te expressivo retrato; entretanto, se procura fixar-te a imagem, não te toma o lugar diante da objetiva.
Agradeçamos as contribuições que a Bondade Divina e a Fraternidade Humana nos estendam a cada passo, mas não nos especamos do dever de servir, voluntariamente, no bem de todos, a favor de nós mesmos, porquanto as leis do Universo corrigem o mal, onde o mal apareça; contudo, em matéria de aperfeiçoamento moral, jamais constrangem a consciência.
Ou trabalhamos espontaneamente e progredimos, conquistando a própria elevação, ou preferimos parar e estacamos em ponto morto.

Livro: Encontro Marcado
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

quinta-feira, 27 de março de 2014

Grandes verdades

Berço e túmulo são simples marcos de uma condição para outra.
(Roteiro).
*
Ninguém se engane, julgando mistificar a Natureza.
(Roteiro)
*
A psicologia e a psiquiatria, entre os homens da atualidade, conhecem tanto do espírito, quanto um botânico, restrito ao movimento em acanhado círculo de observações do solo, que tentasse julgar um continente vasto e inexplorado, por alguns talos de erva, crescidos ao alcance de suas mãos.
(Roteiro)
*
Todas as teorias evolucionistas no orbe terrestre caminham para a aproximação com as verdades do Espiritismo, no abraço final com a Verdade suprema.
(Consolador)
*
No dia em que a evolução dispensar o concurso religioso para a solução dos grandes problemas educativos da alma do homem, a Humanidade inteira estará integrada na religião, que é a própria verdade, encontrando-se unida a Deus, pela Fé e pela Ciência então irmanadas.
(Emmanuel)
*
Quando a câmara permanece sombria, somos nós quem desata o ferrolho à janela para que o Sol nos visite.
(Fonte Viva)
*
Ninguém acredite que o mundo se redima sem almas redimidas.
(Fonte Viva)
*
A apreciação unilateral é sempre ruinosa.
(Fonte Viva)

Em todos os caminhos

Seja qual seja a experiência, convence-te de que Deus está conosco em todos os caminhos.
Isso não significa omisso de responsabilidade ou exoneração da incumbência de que o Senhor nos revestiu. Não há consciência sem compromisso, como não existe dignidade sem lei.
O peixe mora gratuitamente na água, mas deve nadar por si mesmo. A árvore, embora não pague imposto pelo solo a que se vincula, é chamada a produzir conforme a espécie.
Ninguém recebe talentos da vida para escondê-los em poeira ou ferrugem.
Nasceste para realizar o melhor. Para isso, é possível te defrontes com embaraços naturais ao próprio burilamento, qual a criança que se esfalfa compreensivelmente nos exercícios da escola. A criança atravessa as provas do aprendizado sob a cobertura da educação que transparece do professor. Desempenhamos as nossas funções com o apoio de Deus.
Se o conhecimento exato da Onipresença Divina ainda não te acode à mente necessitada de fé, pensa no infinito das bênçãos que te envolvem, sem que despendas mínimo esforço. Não contrataste engenheiros para a garantia do Sol que te sustenta e nem assalariaste empregados para a escavação de minas de oxigênio na atmosfera, a fim de que se renove o ar que respiras.
Reflete, por um momento só, nas riquezas ilimitadas ao teu dispor nos reservatórios da natureza e compreenderás que ninguém vive só.
Confia, segue, trabalha e constrói para o bem. E guarda a certeza de que, para alcançar a felicidade, se fazes teu dever, Deus faz o resto.

Emmanuel
De “Caminho Espírita”, de Francisco Cândido Xavier – Autores diversos

Insegurança


Há momentos em que se imiscuem, no sentimento do combatente, emoções desconcertantes.
Ressaibo do atavismo ancestral, que remanesce em contínuas investidas, logra vencer quantos lhe dão guarida, estimulados pela auto piedade e pela presunção.
Porque se espalha a agressividade, tens a impressão de que lhe serás a próxima vítima.
Diante das incertezas que decorrem da beligerância generalizada, absorves o vapor deletério que se expressa em forma de insegurança.
Tem cuidado com esse tipo de fobia em relação ao presente, ao futuro, e aos que te cercam.
-o-
Há os que se armam, pensando em reagir, quando agredidos.
Outros se condicionam para a agressão em primeiro passo, como mecanismo de defesa.
Diversos revestem-se de falsa condição de superioridade, evitando os contatos humanos que lhes parecem desagradar.
-o-
Desarma-te desses vãos atavios.
Ergue-te em pensamento a Deus e n’Ele confia.
Somente acontece o que é necessário para o progresso do homem, exceto quando ele, irresponsavelmente, provoca situações e acontecimentos prejudiciais, por imprevidência e precipitação.
Cultivando o otimismo e a paz, avançarás no teu dia-a-dia, vencendo o tempo e poupando-te aos estados de insegurança íntima, porque estás sob o comando de Deus.

De “Episódios diários”, de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis

terça-feira, 18 de março de 2014

Saúde

Estás mergulhado, psiquicamente, na Mente Universal e Divina.
Seguindo as diretrizes éticas do equilíbrio e da ordem, que fluem e refluem em toda parte, respiras em clima de saúde e de paz.
Quando te desconectas do complexo mantenedor da harmonia que te envolve, desconcertam-se as peças da maquinaria física, face às vibrações violentas da mente, favorecendo a instalação das doenças.
A enfermidade, geralmente, procede do ser espiritual, resultante do seu passado, que encontra ressonância no psiquismo atual, gerando o campo propício à instalação da desordem.
Durante o dia, muitos fatores conspiram contra a tua harmonia mental, não te cabendo agasalhá-los.
Resolve, assim, cada situação, com calma e segurança, não guardando resíduos mentais negativos.
Fato consumado, mente liberada, em programação de novo cometimento superior.
A tua saúde depende sempre do teu comportamento moral e espiritual.
E, não obstante, se a enfermidade encontrar guarida no teu organismo, recorre à oração e resgata a tua dívida com alegria, em pleno processo de libertação total.

De “Episódios diários”, de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Joanna de Angelis.

Considerando a reencarnação


A reencarnação é Lei da Vida.
Impositivo estabelecido, irrefragavelmente, constitui processo de evolução, sem o qual a felicidade seria impossível.
Programada pelo Criador, faculta os mecanismos naturais de desenvolvimento dos valores que jazem latentes, no ser espiritual, que assim frui, em igualdade de condições, dos direitos que a todos são concedidos.
A reencarnação favorece com dignidade os códigos da Justiça Divina, demonstrando as suas qualidades de elevação e de amor.
Sem a reencarnação – que proporciona a liberdade de opção, com as consequências decorrentes da escolha – a vida não teria sentido para os párias sociais, os homens primitivos, os limitados mentais, os amargurados e infelizes...
Sem a reencarnação, o ódio inato e o amor espontâneo constituiriam aberração perturbadora em a natureza humana.
Da mesma forma, as tendências e propensões que comandam a maioria dos destinos, seriam fenômenos cruéis de um determinismo absurdo, violentador das consciências e dos sentimentos.
Sem a reencarnação, permaneceriam como incógnitas geradoras de revolta, as razões dos infortúnios morais, das enfermidades de alto porte, mutiladoras e degradantes, da miséria social e econômica que vergastam expressivas massas e grupos da sociedade terrestre.
Sem a reencarnação, os laços de família se diluiriam aos primeiros impactos defluentes dos acontecimentos danosos...
A reencarnação enseja reequilíbrio, resgate, reparação.
Faculta o prosseguimento das atividades que a morte pareceria interromper.
Proporciona restabelecimento da esperança, entrelaçando as existências corporais que funcionam como classes para o aprendizado evolutivo no formoso Educandário da vida terrestre.
Oferece bênçãos, liberando de qualquer fatalidade má, que candidataria o Espírito a um estado permanente de desgraça.
A reencarnação enobrece o calceta, santifica o vilão, eleva o caído, altera a paisagem moral do revoltado, dulcificando-o ao largo do tempo, sem pressa, nem violência.
A reencarnação é convite ao aproveitamento da oportunidade e do tempo, que sempre devem ser colocados a serviço do progresso espiritual e da perfeição, etapa final da contínua busca do ser.

Psicografado por Divaldo Pereira Franco / Espírito Joanna de Ângelis

domingo, 16 de março de 2014

Ação da amizade

A amizade é o sentimento que imanta as almas unas às outras, gerando alegria e bem-estar.
A amizade é suave expressão do ser humano que necessita intercambiar as forças da emoção sob os estímulos do entendimento fraternal.
Inspiradora de coragem e de abnegação. a amizade enfloresce as almas, abençoando-as com resistências para as lutas.
Há, no mundo moderno, muita falta de amizade!
O egoísmo afasta as pessoas e as isola.
A amizade as aproxima e irmana.
O medo agride as almas e infelicita.
A amizade apazigua e alegra os indivíduos.
A desconfiança desarmoniza as vidas e a amizade equilibra as mentes, dulcificando os corações.
Na área dos amores de profundidade, a presença da amizade é fundamental.
Ela nasce de uma expressão de simpatia, e firma-se com as raízes do afeto seguro, fincadas nas terras da alma.
Quando outras emoções se estiolam no vaivém dos choques, a amizade perdura, companheira devotada dos homens que se estimam.
Se a amizade fugisse da Terra, a vida espiritual dos seres se esfacelaria.
Ela é meiga e paciente, vigilante e ativa.
Discreta, apaga-se, para que brilhe aquele a quem se afeiçoa.
Sustenta na fraqueza e liberta nos momentos de dor.
A amizade é fácil de ser vitalizada.
Cultivá-la, constitui um dever de todo aquele que pensa e aspira, porquanto, ninguém logra êxito, se avança com aridez na alam ou indiferente ao elevo da sua fluidez.
Quando os impulsos sexuais do amor, nos nubentes, passam, a amizade fica.
Quando a desilusão apaga o fogo dos desejos nos grandes romances, se existe amizade, não se rompem os liames da união.
A amizade de Jesus pelos discípulos e pelas multidões dá-nos, até hoje, a dimensão do que é o amor na sua essência mais pura, demonstrando que ela é o passo inicial para essa conquista superior que é meta de todas as vidas e mandamento maior da Lei Divina.

Obra: Momentos de Esperança
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis


No momento justo

No justo momento em que:
O fracasso lhe atropele o carro da esperança;
O apoio habitual lhe falte à existência;
A ventania da advertência lhe açoite o espírito;
A aflição se lhe intrometa nos passos;
A tristeza lhe empane os horizontes;
A solidão lhe venha fazer companhia;
No momento justo, enfim, em que a crise ou a angústia, a sombra ou a tribulação se lhe façam mais difíceis de suportar, não chore e nem esmoreça.
A água pura a fim de manter-se pura é servida em taça vazia.
A treva da meia-noite é a ocasião em que o tempo dá sinal de partida para nova alvorada.
Por maior a dificuldade, jamais desanime.
O seu pior momento na vida é sempre o instante de melhorar.

Albino Teixeira / Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: Paz e Renovação - Ed. IDE


sexta-feira, 14 de março de 2014

Um só problema

Quando a ilusão nos traz desenganos, não nos é lícito lançar sobre os outros a responsabilidade integral do fracasso de nossa expectativa.
No fundo, somos enganados por nossa superestimação acerca de criaturas e circunstâncias.
Se a tentação nos pega desprevenidos, levando-nos ao remorso, e à aflição, não atribuamos a outrem a culpa, e sim à nossa pouca vigilância.
Por trás do sofrimento oriundo do orgulho ferido, está a paixão pelas aparências a que se afeiçoa nosso sentimento de superioridade ilusória.
Ante nossas queixas em torno da ingratidão, na essência existe apenas a nossa incompreensão a exigir dos companheiros de experiência atitudes para as quais ainda não estão amadurecidos.
Nossa perturbação nasce de nós pela nossa incapacidade de avaliação do esforço alheio.
À vista disso, defrontamos um só problema fundamental: nós em nós mesmos. Aprendamos a conhecer-nos e conhecermos os outros.
Retifiquemos a nossa vida por dentro de nós e a vida por fora se nos revelará sempre por maravilha de Deus.


Emmanuel / Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: Rumo Certo - Ed. FEB

Disciplina

Em toda a Criação vibra a mensagem paternal da ordem divina.
Quando há desrespeito na ordem, campeia a tormenta e o desequilíbrio.
A ordem é ímã da disciplina, que sustenta a produção e inspira o progresso.
Em ti mesmo, a reencarnação significa escola de iluminação, mas também cárcere disciplinar,
para que adquiras recursos e valores que te deem liberdade e ascensão.
Necessitas metodizar o receber, tanto quanto disciplinar o dar.
Disciplina é o conjunto de deveres nascidos da ordem imposta ou consentida.
A felicidade do homem decorre da disciplina que este se impõe, como seja:
Educação da vontade e correção nos atos;
Moderação da voz, domínio dos impulsos e ordem nas atividades e deveres.
Observa que até a Verdade chega ao homem em doses que o vitalizam.
Enfim, recorda Jesus, que não veio "destruir a Lei, mas dar-lhe cumprimento".


Joanna de Ângelis / Médium Divaldo Pereira Franco
Livro: Messe de Amor (extrato) - Ed. LEAL

quarta-feira, 12 de março de 2014

Apelo da migalha

Eu sou a migalha!... Neste mundo de paradoxos e desperdícios, vivo desprezada.
Abandonam-me sem cogitar do quanto me poderiam utilizar a bem dos que nada têm.
Há, no mundo, vidas humanas que se alimentam de insignificantes quotas de pão.
Com as migalhas atiradas ao lixo poderia ser modificada a tormentosa situação de inumeráveis criaturas.
Moedas de pouco valor, retalhos de tecido, roupas e calçados já não usados - migalhas da abundância - bastariam para socorrer milhões.
O oceano imenso resulta da gota d’água.
O jardim formoso surge do pólen invisível.
Não creio ser possível, de momento, modificar a vida terrena. Desejo, apenas, contribuir de alguma forma.
Não te escuses do amor ao próximo. Vem comigo! Dá-me tua quota - tua migalha desconsiderada.
Eu sou a migalha!
Ajuda-me a ser utilidade e realização.


Scheilla / Médium Divaldo Pereira Franco
Livro: Terapêutica de Emergência - Ed. LEAL

Companheiros francos


Há certa classe de amigos que são preciosos e nem sempre lhes damos o justo valor: aqueles que nos dizem a verdade acerca das nossas necessidades de espírito.
No geral, apreciamos as afeições que nos assegurem conveniências de superfície nos quadros do mundo; confiamos nos que nos multipliquem as posses efêmeras e aliamo-nos aos que nos garantam maior apreço no grupo social.
É cabível nossa gratidão aos benfeitores que nos ensejam progredir e trabalhar.
Mas não nos é fácil aceitar o concurso dos amigos cuja palavra franca e esclarecedora nos auxilia na supressão dos enganos que nos parasitam a existência.
Às suas advertências, mesmo postas em frases de bondade, reagimos de maneira negativa, acusando-os de ingratos.
Os empreiteiros da difamação e da injúria falam destruindo. Os amigos positivos e generosos advertem e avisam com discrição e bondade. Saibamos ouvi-los.


Emmanuel / Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: Estude e Viva - Ed. FEB

domingo, 9 de março de 2014

Boas obras

"Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que estás nos Céus." Jesus (Mateus, 5:16.)

“Brilhe vossa luz” – disse-nos o Mestre - e muitas vezes julgamo-nos unicamente no dever de buscar as alturas mentais. E suspiramos inquietos pela dominação do cérebro.
Contudo, o Cristo foi claro e simples no ensinamento: “brilhe também a vossa luz diante dos homens para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai que está nos céus”.
Não apenas pela cultura intelectual. Não somente pela frase correta. Nem só pelo verbo flamejante. Não apenas pela interpretação eficiente das Leis Divinas. Não somente pela prece labial, apurada e comovedora. Nem só pelas palavras e pelos votos brilhantes.
É indiscutível que não podemos menosprezar a educação da inteligência, mesmo porque escola, em todos os planos, é obra sublime com que nos cabe honrar o Senhor, mas Jesus, com a referência, convidava-nos ao exercício constante das boas obras, seja onde for, pois somente o coração tem o poder de tocar o coração e, somente aperfeiçoando os nossos sentimentos, conseguiremos nutrir a chama espiritual em nós, consoante o Divino apelo.
Com o amor estimularemos o amor...
Com a humildade geraremos a humildade...
Com a paz em nos ajudaremos a construir a paz dos outros...
Com a nossa paciência edificaremos a paciência alheia.
Com a caridade em nosso passo, semearemos a caridade nos passos do próximo.
Com a nossa fé garantiremos a fé ao redor de nós mesmos.

Atendamos, pois, ao nosso próprio burilamento, porquanto apenas contemplando a luz das boas obras em nós, é que os outros entrarão no caminho das boas obras, glorificando a bondade e a sabedoria de Deus.

Livro: Palavras da Vida Eterna
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

Convite à regeneração

Programas adiados, dificuldades aumentadas.
Ação oportuna produz resultados abençoados.
Indispensável pensar a fim de tomar decisões acertadas, mas a ponderação exagerada resulta em prejuízo para a melhor oportunidade.
A obra da regeneração da Terra deve ter inicio no próprio homem, imediatamente.
Embora seja possível, não é preciso que se intente de um só golpe a regeneração.
Trazemos das vidas passadas condicionamentos que se revelam por deficiências marcantes.
Tendências e desejos resultam do cultivo de tais condicionamentos.
Reorganiza e clarifica, portanto, a tua paisagem espiritual, sob a ação do Evangelho. Esse é teu dever inadiável, para a regeneração pessoal.
Toda aquisição se converte em patrimônio inalienável, que não convém ser desprezado.
Jesus, ensinando sabedoria e vivendo-a conclamou a todos: “Vai em paz e não tornes a pecar para que te não aconteça algo pior”.
Hoje é tua oportunidade de regeneração. Inicia-a e avança rumo à perfeição que objetivas.


Joanna de Ângelis / Médium Divaldo Pereira Franco
Livro: Convites da Vida - Ed. LEAL

sexta-feira, 7 de março de 2014

Até ao fim

“Mas aquele que perseverar até ao fim será salvo.” — Jesus. (Mateus, Capítulo 24, Versículo 13.)

Aqui não vemos Jesus referir-se a um fim que simbolize término e, sim, à finalidade, ao alvo, ao objetivo.
O Evangelho será pregado aos povos para que as criaturas compreendam e alcancem os fins superiores da vida.
Eis por que apenas conseguem quebrar o casulo da condição de animalidade aqueles Espíritos encarnados que sabem perseverar.
Quando o Mestre louvou a persistência, evidenciava a tarefa árdua dos que procuram as excelências do caminho espiritual.
É necessário apagar as falsas noções de favores gratuitos da Divindade.
Ninguém se furtará, impune, à percentagem de esforço que lhe cabe na obra de aperfeiçoamento próprio.
As portas do Céu permanecem abertas. Nunca foram cerradas. Todavia, para que o homem se eleve até lá, precisa asas de amor e sabedoria. Para isto, concede o Supremo Senhor extensa cópia do material de misericórdia a todas as criaturas, conferindo, entretanto, a cada um o dever de talhá-las. Semelhante tarefa, porém, demanda enorme esforço. A fim de concluí-la, recruta-se a contribuição dos dias e das existências. Muita gente se desanima e prefere estacionar, séculos a fio, nos labirintos da inferioridade; todavia, os bons trabalhadores sabem perseverar, até atingirem as finalidades divinas do caminho terrestre, continuando em trajetória sublime para a perfeição.

Obra: Pão Nosso
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Para ser feliz

“E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos,se não houvermos desfalecido.” Paulo (Gálatas, 6:9)

Confia em Deus.
Aceita no dever de cada dia a vontade do Senhor para as horas de hoje.
Não fujas da simplicidade.
Conserva a mente interessada no trabalho edificante.
Detém-te no “lado bom” das pessoas, das situações e das coisas.
Guarda o coração sem ressentimento.
Cria esperança e otimismo onde estiveres.
Reflete nas necessidades alheias, buscando suprimi-las ou atenuá-las.
Faze todo o bem que puderes, em favor dos outros sem pedir remuneração.
Auxilia muito.
Espera pouco.
Serve sempre.
Espalha a felicidade no caminho alheio, quanto seja possível.
Experimentemos semelhantes conceitos na vida prática e adquiriremos a luminosa ciência de ser feliz.


Emmanuel
(De “Caminho Espírita”, de Francisco Cândido Xavier – Autores diversos
)

quinta-feira, 6 de março de 2014

Mediante esforço

A vida responde de acordo com a ação desencadeada.
O violento topa com truculência a cada passo.
A paciência persistente encontra a harmonia.
O sanguinário torna-se vítima da própria impetuosidade.
O pacifista adquire tranquilidade enquanto defende os ideais que o dominam.
O intrigante padece da neurose do medo.
A lealdade produz confiança.
A irritabilidade leva às ulcerações gástricas, duodenais e ao desequilíbrio.
A concórdia cria harmonia em todo lugar.
O bem é luz irradiante a produzir alegria.
Amolda-te ao dever de crescer para Deus, “domando as más inclinações”, a começar pelas pequenas imperfeições.
Mediante esse exercício te condicionarás para a vitória sobre as paixões mórbidas.
O homem torna-se o que ele trabalha em si.
Não há transformação moral em quem não se exercita nas realizações humanas para a própria sublimação pessoal.

Joanna de Ângelis / Médium Divaldo Pereira Franco
Livro: Alegria de Viver- Ed. LEAL

quarta-feira, 5 de março de 2014

Não violentes

A violência é sempre o mal em ação, ainda mesmo quando pareça construir um atalho para o bem.
A propósito de auxiliar não violentes a ninguém. Usa a energia bondosa.
Não pedirás ao botão entreaberto o prodígio da rosa que só amanhã desabrochará plena de cor e perfume.
O tempo é condição inalienável para todas as realizações.
Aprende a respeitar o próximo na insipiência de cultura ou de aperfeiçoamento, nos defeitos ou nas falhas com que ainda se te apresente aos olhos, se desejas realmente cooperar na extensão do bem.
Se contas com mais amplas oportunidades de fazer, estudar, compreender e prosperar, não olvides que a superioridade significa dever de servir.
Recorda que Jesus jamais nos violentou.
Esquece o fel da reprovação, usa a paciência e a bondade, as duas chaves do amor que nos descerrarão nova luz na Vida Maior.


Emmanuel / Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: Assim Vencerás (extrato) - Ed. IDEAL

Assistência fraternal


Deus te compense alma boa,
A ti, que estendes a mão,
Repartindo alegremente
Carinho, agasalho e pão.

Deus te envolva em alegria
Todo esforço de esquecer
A ofensa que se te faça,
Buscando a paz por prazer.

Deus te exalte o gesto amigo
Quando levantas alguém
Da tristeza do infortúnio
Para as estradas do bem.

Deus te engrandeça o trabalho
Com que te esqueces e vais
Auxiliar e servir
Àqueles que sofrem mais.

Por toda a bênção que espalhes
Que o mundo nem sempre diz
Que a Vida te recompense
E Deus te faça feliz.

Maria Dolores / Francisco Cândido Xavier
Livro: A Vida Conta

segunda-feira, 3 de março de 2014

Quem lê, atenda

“Quem lê, atenda.” – Jesus. (Mateus, 24:15.)

Assim como as criaturas, em geral, converteram as produções sagradas da Terra em objeto de perversão dos sentidos, movimento análogo se verifica no mundo, com referência aos frutos do pensamento.
Freqüentemente as mais santas leituras são tomadas à conta de tempero emotivo, destinado às sensações renovadas que condigam com o recreio pernicioso ou com a indiferença pelas obrigações mais justas.
Raríssimos são os leitores que buscam a realidade da vida.
O próprio Evangelho tem sido para os imprevidentes e levianos vasto campo de observações pouco dignas.
Quantos olhos passam por ele, apressados e inquietos, anotando deficiências da letra ou catalogando possíveis equívocos, a fim de espalharem sensacionalismo e perturbação? Alinham, com avidez, as contradições aparentes e tocam a malbaratar, com enorme desprezo pelo trabalho alheio, as plantas tenras e dadivosas da fé renovadora.
A recomendação de Jesus, no entanto, é infinitamente expressiva.
É razoável que a leitura do homem ignorante e animalizado represente conjunto de ignominiosas brincadeiras, mas o espírito de religiosidade precisa penetrar a leitura séria, com real atitude de elevação.
O problema do discípulo do Evangelho não é o de ler para alcançar novidades emotivas ou conhecer a Escritura para transformá-la em arena de esgrima intelectual, mas, o de ler para atender a Deus, cumprindo-lhe a Divina Vontade.

Obra: Vinha de Luz
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Bagatelas

O século é fruto dos dias.
O rio nasce da fonte oculta.
A árvore procede do embrião.
A linha é uma cessão de pontos minúsculos.
A jornada de cem léguas origina-se de um passo.
O discurso mais nobre principia numa palavra.
O livro inicia-se com uma letra.
A mais bela sinfonia começa numa nota.
A seda mais delicada é uma congregação de fios.
De bagatelas é constituída a hora do homem.
Todavia, sem que venhamos a executar os pequeninos deveres, quais se fossem grandes,
jamais alcançaremos as grandes realizações com a simplicidade que nos deve assinalar o caminho.


André Luiz / Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: Doutrina e Aplicação - Ed. CEU

domingo, 2 de março de 2014

A face oculta

Tema – Necessidade da compaixão em qualquer julgamento

Viste o malfeitor que a opinião pública apedrejava e anotaste os comentários ferinos de muita gente... Ele terá sido mostrado nas colunas da imprensa por celerado invulgar de que o mundo abomina a presença; entretanto, alguém lhe estudou a face esquecida de sofredor e observou que ninguém, até hoje, lhe ofertou na existência o mínimo ensejo de ser amado, a fim de acordar para o serviço do bem. Soubeste que certa mulher caiu em desequilíbrio, diante de círculos sociais que fizeram pesar sobre ela a própria condenação... Alguém, todavia, lhe enxergou a face oculta e leu nela, inscrita a fogo de aflição, a história das lutas terríveis que a acusada sustentou com a necessidade, sem que ninguém lhe estendesse mãos amigas, nas longas noites de tentação. Percebeste a diferença do companheiro que se afastou do trabalho de burilamento moral em que persistes, censurado por muitos irmãos inadvertidamente aliados a todos os críticos que o situam entre os tipos mais baixos de covardia... Alguém, contudo, analisou-lhe a face ignorada, mil vezes batida pelas pancadas da ingratidão, e verificou que ninguém apareceu nos dias de angústia para lenir-lhe o coração, ilhado no desespero. Tiveste notícia do viciado, socorrido pela polícia, e escutastes os conceitos irônicos daqueles que o abandonaram à própria sorte... No entanto, alguém lhe examinou a face desconhecida de criatura a quem se negou a bênção do trabalho ou do afeto e reconheceu que ninguém o ajudou a libertar-se da revolta e da obsessão.
Quando estiveres identificando as chagas do próximo, recorda que alguém está marcando as causas que as produziram. Esse alguém é o Senhor que vê o que não vemos. Onde o mal se destaque, faze o bem que puderes.
Onde o ódio se agite, menciona o amor.
Em toda parte, e acima de tudo, pensemos sempre na infinita misericórdia de Deus, que reserva apenas um Sol para garantir a face clara da Terra, durante as horas de luz, em louvor do dia, mas acende milhares de sóis, em forma de estrelas, para guardar a face obscura do Planeta, durante as horas de sombra, em auxílio da noite, para que ela jamais se renda, ao poder das trevas.

Livro: Encontro Marcado
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

sábado, 1 de março de 2014

Temas de esperança

Com a lamentação é possível deprimir os que mais nos ajudam.
Se pretenderes auxiliar a alguém, começa mostrando alegria.
Se tiveres de chorar por algum motivo que consideres justo, chora trabalhando, para o bem, para que as lágrimas não se te façam inúteis.
Guarda a lição do passado, mas não percas tempo lastimando aquilo que o tempo não pode restituir.
Deus permitiu a existência das quedas d´água para aprendermos quanta força de trabalho e renovação podemos extrair de nossas próprias quedas.
Se procurares a paz, não critiques e sim ajuda sempre.
Deixe um traço de alegria onde passes e a tua alegria será sempre acrescentada mais à frente.
O sorriso é sempre uma luz em tua porta.


Emmanuel / Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: Companheiro - Ed. IDE

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