sábado, 29 de março de 2014

Divina fé

Vejamos como se comportava Jesus no trato da fé que lhe abrasava o coração, a fim de que não nos falte entendimento no cultivo da sublime virtude.
Anjo entre os Anjos, não desdenha descer ao convívio dos homens, mais para padecer-lhes a brutalidade do que para engalanar-se, de pronto, com os louros da simpatia que lhe pudessem ofertar.
E entre os homens, ninguém lhe surpreende o mínimo gesto de intolerância, à frente dos problemas que se lhe impõem à bandeira de redenção.
Não exige que os outros lhe adotem a cartilha de confiança.
Não perde tempo em controvérsias da essência e atributos da Natureza de Deus.
Não se converte em suposto advogado do Criador para maldizer ou ferir as criaturas enrijecidas na delinquência.
Não indaga quanto à convicção religiosa daqueles que lhe pedem assistência e consolo.
Não preceitua condições deste ou daquele teor, em matéria de crença para que se administre a luz do Evangelho.
Não se arvora em profeta da destruição e do pessimismo, conjugando revelação e perturbação, conhecimento e terror no ânimo dos ouvintes.
Não solicita vantagens particulares, auxiliando sempre, sem cogitar de auxílio a si mesmo.
Não promove ligações com os príncipes e sacerdotes do mundo para prestigiar os princípios de amor dos quais se tornara intérprete.
Não recusa sofrer agravos e insultos, calúnia e prisão por parte daqueles a quem confiara o tesouro das esperanças mais puras, a pretexto de garantir-se na posição de Medianeiro Celeste.
E, por último, não recorre nem mesmo à proteção da justiça humana, para exonerar-se da cruz em que desfalece, entre a serenidade e o perdão, em plenitude de obediência.
Observemos a fé em Jesus e a fé em nós, a fim de exercitarmos, em nossas necessidades de evolução, o esquecimento de nossos obscuros caprichos e a aceitação da sábia Vontade de Nosso Pai.

De “Confia e Segue”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emanuel

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