sábado, 31 de maio de 2014

Não estrague o seu dia


A sua irritação não solucionará problema algum.
As suas contrariedades não alteram a natureza das coisas.
Os seus desapontamentos não fazem o trabalho que só o tempo conseguirá realizar.
O seu mau humor não modifica a vida.
A sua dor não impedirá que o Sol brilhe amanhã sobre os bons e os maus.
A sua tristeza não iluminará os caminhos.
O seu desânimo não edificará a ninguém.
As suas lágrimas não substituem o suor que você deve verter em benefício da sua própria felicidade.
As suas reclamações, ainda mesmo afetivas, jamais acrescentarão nos outros um só grama de simpatia por você.
Não estrague o seu dia. Aprenda, com a Sabedoria Divina, a desculpar infinitamente, construindo e reconstruindo sempre para o infinito Bem.

(Francisco Cândido Xavier / André Luiz)

No estranho portal


No último instante, a lágrima dorida
Resume as ânsias da existência inteira,
E a saudade é a tristonha mensageira
Que engrinalda de angústia a despedida.

A antevisão do Am de toda a vida
Obscurece a tela derradeira
E a noite escura se distende à beira
Da suprema esperança desvalida.

Um golpe... Um sonho... e excelsa clarinada
Anuncia outra vida renovada,
Brilhando além da lápide sombria.

Apagou-se a candeia transitória
E a verdade refulge envolta em glória,
Aos clarões imortais do Novo Dia.

Luiz Pistarini & Francisco C. Xavier
(Parnaso de Além-Túmulo)

Aprender e ensinar

Quando você ignore um assunto, tenha a honestidade de dizê-lo, sem constrangimento.
Melhor reconhecer a própria ignorância e aprender do que aparentar saber o ignorado.
Ouça o interlocutor com serenidade, não o interrompendo a pretexto de demonstrar cultura.
Aprende-se quando se ouve e reflexiona.
Falando-se, pode-se demonstrar ser um bom falante, nunca, porém, se revelará um sábio.
Muitos se fazem professores, ensinando aos outros, o que eles já sabem.
Os verdadeiros mestres esclarecem pelo exemplo, usando a palavra somente quando isto se faz indispensável.
Ante a angústia que asfixia as criaturas, auxilie sem vozeiro e sem imposições verbais.
Coopere com amizade e estimule com paciência para que o ouvinte se libere da carga emocional constritiva.
As disputas verbais exibem rivais insensatos.
Aprenda com serenidade. Somente quem sabe ouvir, para aprender, tem recursos para ensinar.

Marco Prisco / Médium Divaldo Pereira Franco
Livro: Luz Viva (extrato) Ed. LEAL


sexta-feira, 30 de maio de 2014

Defenda-se

Não converta seus ouvidos num paiol de boatos.
A intriga é uma víbora que se aninhará em sua alma.
Não transforme seus olhos em óculos da maledicência.
As imagens que você corromper viverão corruptas na tela se sua mente.

Não faça de suas mãos lanças para lutar sem proveito.
Use-as na sementeira do bem.

Não menospreze sua faculdades criadoras, centralizando-as nos prazeres fáceis.
Você responderá pelo que fizer delas.

Não condene sua imaginação às excitações permanentes.
Suas criações inferiores atormentarão seu mundo íntimo.

Não conduza seus sentimentos à volúpia de sofrer.
Ensine-os a gozar o prazer de servir.

Não procure o caminho do paraíso, indicando aos outros a estrada para o inferno. A senda para o Céu será construída dentro de você mesmo.

Mensagem retirada do livro "Agenda Cristã"
André Luiz & Francisco C. Xavier

Inquietação


Vez que outra, apresenta-se, inesperadamente, e toma corpo, terminando por gerar desconforto e depressão.
Aparece como dúvida ou suspeita, e ganha forma, passando por diferentes fases, até controlar a emotividade que se transtorna, levando a estados graves.
Aqui, se apresenta na condição de medo em relação ao futuro.
Ali, se expressa em forma de frustração, diante do que não foi logrado.
Acolá, se manifesta como um dissabor qualquer, muito natural, aliás, em todas as vidas.
Há momentos em que se estabelece como conflito, inspirando rebeldia e agressividade.
Noutras ocasiões, ei-la em forma de desconforto íntimo e necessidade de tudo abandonar...
-x-
No turbilhão da vida hodierna, em face do intercâmbio psíquico nas faixas da psicosfera doentia que grassa, é muito difícil a manutenção de um estado de equilíbrio uniforme.
A inquietação, porém, constante, deve merecer mais acurada atenção, a fim de ser debelada.
Não lhe dês guarida, dialogando com as insinuações de que se faz objeto.
Evita as digressões mentais pessimistas, e não te detenhas nas conjecturas maliciosas.
Ninguém a salvo desses momentos difíceis. Todavia, todos têm o dever de superá-los e avançar confiantes nos resultados opimos das ações encetadas.
Assim, age sempre com correção e não serás vítima de inquietações desgastantes.

(De “Episódios diários”, de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis)

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Perante os fatos do momento

Em tempo algum empolgar-se por emoções desordenadas ante ocorrências que apaixonem a opinião pública, como, por exemplo, delitos, catástrofes, epidemias, fenômenos geológicos e outros quaisquer.
Acalmar-se é acalmar os outros.
Nas conversações e nos comentários acerca de notícias terrificantes, abster-se de sensacionalismo.
A caridade emudece o verbo em desvario.
Guardar atitude ponderada, à face de acontecimentos considerados escandalosos, justapondo a influência do bem ao assédio do mal.
A palavra cruel aumenta a força do crime.
Resguardar-se no abrigo da prece em todos os transes aflitivos da existência.
As provações gravitam na esfera da Justiça Divina.
Aceitar nas maiores como nas menores decepções da vida humana, por mais estranhas ou desconcertantes que sejam, a manifestação dos Desígnios Superiores atuando em favor do aprimoramento espiritual.
Deus não erra.
Ainda mesmo com sacrifício, entre acidentes inesperados que lhe firam as esperanças, jamais desistir na construção do bem que lhe cumpre realizar.
Cada Espírito possui conta própria na Justiça Perfeita.

(Waldo Vieira. Da obra: Conduta Espírita.
Ditado por André Luiz).
FEB.

Pelo lado melhor


Para que a paz te abençoe a vida, abre as portas íntimas do entendimento a fim de que a misericórdia se te instale no coração.
Ninguém nega o mérito da crítica construtiva, nascida nos mananciais da Justiça, contudo, quanto puderes, deixa que a compreensão nascida do Amor te presida as manifestações.
Conquanto estejamos todos submetidos aos princípios de causa e efeito, não olvidemos que Deus é Amor, concedendo-nos os recursos de que careçamos para a integração com as Leis Universais que nos farão felizes para sempre.
Para que a misericórdia te ilumine os sentimentos, considera os nossos irmãos, em Humanidade, pelo lado melhor em que estimariam estar agindo.
Esse companheiro abandonou as tarefas que lhe competiam na seara do bem, no entanto, provavelmente, adotou essa medida, não por espírito de infidelidade aos compromissos assumidos e sim por lhe ter faltado a precisa resistência.
Outro que entrou na sombra da delinquência, não terá falhado porque a crueldade lhe dominasse o espírito, mas por não haver conseguido ainda senhorear a própria natureza, suscetível de queda, nas tramas da obsessão.
Aquele outro que desertou das obrigações domésticas, não haverá fugido aos próprios deveres por falta de amor aos familiares e sim por lhe esmorecerem as forças, no trato com as responsabilidades da vida.
Outro ainda deslanchou para esse ou aquele hábito infeliz, não porque assim o desejasse, mas temendo resvalar na criminalidade a que se sentia impelido pela insistência de longas tentações.
Deixa que a misericórdia te auxilie em todas as ocorrências, a fim de que possas tudo interpretar pelo lado melhor das pessoas e situações do caminho, de modo a que o lado melhor de teus problemas próprios sejam também visto.
Lembremo-nos de que Deus nos governa a cada um pelas forças da Justiça, mas nos compreende e espera a todos com o Infinito Amor; de nossa parte, uns diante dos outros, saibamos igualmente compreender e esperar.

De “Calma”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Na exaltação do amor



Na marcha para o Reino Divino, o Amor é a Estrada Real. As outras vias são experiências que a Eterna Sabedoria traçou, ainda por amor.
Antes de você, o amor já era. Após você, o amor será. Isso, porque o Amor é Deus em tudo.
Viva, pois, a vida, amando-a para entendê-la.
Viver e amar... Amar e compreender... Compreender e viver abundantemente...Ângulos de uma vida só – a Vida Eterna.
Mas viver sem amar é respirar sem trabalho digno: querer com exclusivismo entontecedor é contemplar situações e circunstâncias com apriorismo que gera a enfermidade e a morte.
Se você sabe, portanto, o que é viver, por que não vive? Só vive realmente quem ama.
Só ama efetivamente quem age para o bem de todos. Só age para o bem de todos quem entende que o amor é a base da própria vida.
Fora dessa verdade há também movimento e ação, mas movimento e ação de sombra que tornará fatalmente à luz em ciclos determinados de choro, provação e martírio.
De você mesmo depende a própria viagem.

André Luiz / Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: O Espírito da Verdade - Ed. FEB


terça-feira, 27 de maio de 2014

No rumo do amanhã

"Pois que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma?" Jesus (Marcos, 8:36.)

Lembra-te de viver, conquistando a glória eterna do Espírito.
Diariamente retiram-se da Terra criaturas cujo passo se imobiliza nos angustiosos tormentos da frustração...
Estendem os braços para o ouro que amontoaram, contudo... esse ouro apenas lhes assegura o mausoléu em que se lhes guardam as cinzas.
Alongam a lembrança para o nome em que se ilustraram nos eventos humanos, todavia... quase sempre a fulguração pessoal de que se viram objeto apenas lhes acorda o coração para a dor do arrependimento tardio.
Contemplam o campo de luta em que desenvolveram transitório domínio, mas... não enxergam senão a poeira da desilusão que lhes soterra os sonhos mortos.
Sim, em verdade, passaram no mundo em carros de triunfo na política, na fortuna, na ciência, na religião, no poder...
No entanto, incapazes do verdadeiro serviço aos semelhantes, enganaram tão somente a si próprios, no culto ao egoísmo e ao orgulho, à intemperança e à vaidade que lhes devastaram a vida.
E despertaram, além da morte, sem recolher-lhe a renovadora luz.
Recorda os que padecem na derrota de si mesmos, depois de se acreditarem vencedores, dos que choram as horas perdidas, e procura, enquanto é hoje, enriquecer o próprio espírito para o amanhã que te aguarda, porque, consoante o ensino do Senhor, nada vale reter por fora o esplendor de todos os impérios do mundo, conservando a treva por dentro do coração.

Obra: Palavras de Vida Eterna – Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

segunda-feira, 26 de maio de 2014


Existem pessoas que se sentem ofendidas, magoadas por qualquer coisa: à mais leve contrariedade, se sentem humilhadas...
Ora, nós não viemos a este mundo para nos banhar em águas de rosas...
“Agradeço todas as dificuldades que enfrentei; não fosse por elas, eu não teria saído do lugar...
As facilidades nos impedem de caminhar. Mesmo as críticas nos auxiliam muito.”
“quando você não tiver uma palavra que auxilie, procure não abrir a boca...”
“Sabemos que precisamos de certos recursos, mas o Senhor não nos ensinou a pedir o pão, mais dois carros, mais um avião...
Não precisamos de tanta coisa para colocar tanta carga em cima de nós. Podemos ser chamados hoje à Vida Espiritual...”
“Tudo que criamos para nós, de que não temos necessidade, se transforma em angústia, em pressão...”
Valorizemos o amigo que nos socorre, que se interessa por nós, que nos escreve, que nos telefona para saber como estamos indo...
A amizade é uma dádiva de Deus...
Mais tarde, haveremos de sentir falta daqueles que não nos deixam experimentar solidão!”
“A caridade é um exercício espiritual... Quem pratica o bem, coloca em movimento as forças da alma. Quando os espíritos nos recomendam, com insistência a prática da caridade, eles estão nos orientando no sentido de nossa própria evolução; não se trata apenas de uma indicação ética, mas de profundo significado filosófico...”
“Tudo o que pudermos fazer no bem, não devemos adiar... Carecemos somar esforços, criando, digamos, uma energia dinâmica que se anteponha às forças do mal... ....Ninguém tem o direito de se omitir”
“Uma das mais belas lições que tenho aprendido com o sofrimento: Não julgar, definitivamente não julgar a quem quer que seja.”
“O exemplo é uma força que repercute, de maneira imediata, longe ou perto de nós... Não podemos nos responsabilizar pelo que os outros fazem de suas vidas; cada qual é livre para fazer o que quer de si mesmo, mas não podemos negar que nossas atitudes inspiram atitudes, seja no bem quanto no mal.”
Fico triste quando alguém me ofende, mas, com certeza, eu ficaria mais triste se fosse eu o ofensor...
“ Magoar alguém é terrível!..."

Francisco Cândido Xavier

Fé e Obras

“A fé se não tiver obras, é morta em si mesma”. Tiago 2:l7

Imaginemos o mundo transformado num templo vasto, respeitável sem dúvida, mas plenamente superlotado de criaturas em perene adoração ao Céu.
Por dentro, a fé reinando sublime: Orações primorosas...
Discursos admiráveis... Louvores e cânticos...
Mas, por fora, o trabalho esquecido: Campos ao desamparo...
Enxadas ao abandono... Lareiras em cinza...
De que teria valido a exaltação exclusiva da fé, senão para estender a morte no mundo que o Senhor nos confiou para a glória da vida?
Não te creias, desse modo, em comunhão com a Divina Majestade, simplesmente porque te faças cuidadoso no culto externo da religião a que te afeiçoas.
Conhecimento nobre exige atividade nobre.
Elevação espiritual é também dever de servir ao Eterno Pai na pessoa dos semelhantes.
É por isso que fé e obras se completam no sistema de nossas relações com a vida superior.
Prece e trabalho.
Santuário e oficina.
Cultura e caridade.
Ideal e realização.
Nesse sentido, Jesus é o nosso exemplo indiscutível.
Não se limitou o Senhor a simples glorificação de DEUS nos Paços Divinos, quanto à edificação dos homens. Por amor infinitamente a Deus, na Sublime Tarefa que lhe foi cometida, desceu à esfera dos homens e entregou-se à obra do Amor infatigável, levantando-nos da sombra terrestre para a Luz Espiritual.

Obra: Palavras de Vida Eterna – Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

sábado, 24 de maio de 2014

O próximo


O próximo, em cada minuto, é aquele coração que se acha mais próximo do
nosso, por divina sugestão de amor no caminho da vida.
No lar, é a esposa e o esposo, os pais e os filhos, os parentes e os hóspedes.
No templo do trabalho comum, é o chefe e o subordinado, o cooperador e o
companheiro.
Na via pública, é o irmão ou o amigo anônimo que nos partilham a mesma
estrada e o mesmo clima.
Na esfera social, é a criança e o doente, o desesperado e o triste, as afeições e
os laços da solidariedade comum.
Na luta contundente do esforço humano, é o adversário e o colaborador, o
inimigo declarado ou oculto ou, ainda, o associado de ideais que nos surgem por
instrutores.
Em toda parte, encontrarás o próximo, buscando-te a capacidade de entender e
de ajudar.
Auxilia aos outros com aquilo que possuas de melhor.
Os santos e os heróis ainda não residem na Terra.
Somos espíritos humanos, mistos de luz e sombra, amor e egoísmo, inteligência
e ignorância.
Cada homem, na fase evolutiva em que nos encontramos, traz uma auréola
incompleta de rei e uma espada de tirano.
Se chamas o fidalgo, encontrarás um servidor.
Se procuras o guerreiro, terás um inimigo feroz pela frente.
Por isso mesmo, reafirmou Jesus o antigo ensinamento da Lei: - “ama o
próximo, como a ti mesmo”.

É que o espírito, quando ama verdadeiramente, encontra mil meios de auxiliar, a
cada instante, e o próximo, na essência, é o degrau que nos aparece diante do coração,
por abençoado caminho de acesso à Vida Celestial.

Livro: Assim Vencerás (Emmanuel – Francisco Cândido Xavier

Irmão José - Recomeço

Agradeçamos a Deus pela oportunidade do recomeço.
O que seria do homem se ele não pudesse recomeçar, a cada dia, o aprendizado da véspera?
Sem a benção do recomeço, como poderíamos reparar o erro, reiniciar a tarefa, retomar o caminho?
Se caímos, reergamo-nos do chão quantas vezes se fizerem necessárias.
Não neguemos a ninguém a chance de recomeçar a sonhar, a sorrir, a ser feliz.
Todos estamos sempre a carecer de uma nova porta que se nos descerre à esperança.
Se preciso for, recomecemos todos os dias no exercício de sermos melhores do que somos, refazendo as promessas que ainda não logramos cumprir.
A cada vinte e quatro horas, o dia se renova na Terra em busca do clima perfeito.
Tenhamos a humildade de recomeçar sempre que necessário, mas, sobretudo, tenhamos a grandeza de estender aos outros a dádiva do recomeço.
A reencarnação é a benção do recomeço para o espírito culpado!
Renovemos os nossos votos de confiança na Vida e recomecemos na construção da própria felicidade.

(De “Lições da Vida”, de Carlos A. Baccelli /Irmão José)

Evangelho Aplicado aos problemas da Transição

Haroldo Dutra Dias

Queixas

Irmãos, não vos queixeis uns contra os outros, para que não sejais condenados.” (Tiago, 5:9)

A queixa nunca resolveu problemas de ordem evolutiva, entretanto, se os aprendizes do Evangelho somassem os minutos perdidos nesse falso sistema de desabafo, admirar-se-iam do volume de tempo perdido.
Realmente, muitos trabalhadores valiosos não se referem a sofrimento e sérvio, com espírito de repulsa à tarefa que lhes foi cometida.
A amizade e a confiança sempre autorizam confidências; mesmo nesse particular, contudo, vale disciplinar a conversação.
A palavra lamentosa desfigura muito quadros nobres do caminho, além de anular grandes cotas de energia, improficuamente.
O discípulo do Evangelho deveria, antes de qualquer alusão amargosa, tranquilizar o mundo interno e perguntar a si mesmo: “Queixar por quê? não será a esfera de luta o campo de aprendizado? acaso, não é a sombra que pede luz, a dor que reclama alívio? não é o mal que requisita o concurso do bem?”
A queixa é um vício imperceptível que distrai pessoas bem-intencionadas da execução do dever justo.
Existem obrigações pequeninas e milagrosas que, levadas a efeito, beneficiariam grupos inteiros; todavia, basta um momento de queixa para que sejam irremediavelmente esquecidas.
Se alguém ou algum acontecimento te oferece ocasião ao concurso fraterno, faze o bem que puderes sem reparar a gratidão alheia e, por mais duro te pareça o serviço comum, aprende a cooperar com o Cristo, na solução das dificuldades.
A queixa não atende à realização cristã, em parte alguma, e complica todos os problemas. Lembra-te de que se lhe deres a língua, conduzir-te-á à ociosidade, e, se lhe deres os ouvidos, te encaminhará à perturbação.

(De “Vinha de Luz”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Ante ofensas

“Porque vos digo que se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus,
jamais entrareis no Reino dos Céus.” – Jesus. (Mateus, 5:20.)


A fim de atender à recomendação de Jesus – “amai-vos uns aos outros como eu vos amei” - , não te colocarás tão-somente no lugar do irmão necessitado de socorro material para que lhe compreendas a indigência com segurança; situar-te-ás também na posição daquele que te ofende para que lhe percebas a penúria da alma, de modo a que lhe estendas o concurso possível.
Habitualmente aquele que te fere pode estar nos mais diversos graus de dificuldades e perturbação.
Talvez esteja:
*
no clima de enganos lastimáveis dos quais se retirará, mais tarde, em penosas condições de arrependimento;
*
sofrendo a pressão de constrangedores processos obsessivos;
*
carregando moléstias ocultas;
*
evidenciando propósitos infelizes sob a hipnose da ambição desregrada, de que se afastará, um dia, sob os desencantos da culpa;
*
agindo com a irresponsabilidade decorrente da ignorância;
*
satisfazendo a compulsões da loucura ou procedendo sem autocrítica, em aflitivo momento de provação.

Por isso mesmo, exortou-nos Jesus a amar os inimigos e a orar pelos que nos perseguem e caluniam. Isso porque somos inconsequentes toda vez que passamos recibo a insultos e provocações com os quais nada temos que ver.
Se temos o espírito pacificado no dever cumprido, a que título deixar a estrada real do bem, a fim de ouvir as sugestões das trevas nos despenhadeiros do mal? Além disso, se estamos em paz, à frente de irmãos nossos, envolvidos em sombra ou desespero, não seria justo nem humano agravar-lhes o desequilíbrio com reações impensadas, quando os sãos, perante Jesus, são chamados a socorrer os doentes, com a sincera disposição de compreender e servir, aliviar e auxiliar.

Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

Eles não sabem

Não pares de trabalhar e servir porque essa ou aquela desilusão te amargou os sentimentos.
Os ingratos são portadores de moléstias da memória.
Os agressores carregam brasas no pensamento.
Os delinquentes são enfermos dos mais infelizes.
Quando semelhantes companheiros te surgirem na vida, perdoa sempre.
Eles não sabem quantas nuvens de dor estão amontoando sobre a própria cabeça.

Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Pai nosso que estás nos céus...


Quando Jesus começou a prece dominical, satisfazendo ao pedido dos companheiros que desejavam aprender a orar, iniciou a rogativa, dizendo assim:
- Pai Nosso, que estás nos céus...
O Mestre queria dizer-nos que Deus, acima de tudo, é nosso Pai.
Criador dos homens, das estrelas e das flores.
Senhor dos céus e da Terra.
Para Ele, todos somos filhos abençoados.
Com essa afirmativa, Jesus igualmente nos explicou que somos no mundo uma só família e que, por isso, todos somos irmãos, com o dever de ajudar-nos uns aos outros.
Ele próprio, a fim de instruir-nos, viveu a fraternidade pura, auxiliando os homens felizes e infelizes, os necessitados e doentes, mostrando-nos o verdadeiro caminho da perfeição e da paz.
Na condição de aprendizes do nosso Divino Mestre, devemos seguir-lhe o exemplo.
Se sentirmos Deus como Nosso Pai, reconheceremos que os nossos irmãos se encontram em toda parte e estaremos dispostos a ajudá-los, a fim de sermos ajudados, mais cedo ou mais tarde. A vida só será realmente bela e gloriosa, na Terra, quando pudermos aceitar por nossa grande família a Humanidade inteira.

De "Pai Nosso", de Francisco Cândido Xavier / Meimei

Chamamentos

Aguça os ouvidos e assinalarás os múltiplos chamados do Senhor ao testemunho de serviço, em teu próprio aperfeiçoamento, cada dia.
Os apelos do Céu ressoam por toda parte, sem palavras, sem abalo, sem ruído...
Repara: – é a dureza de coração que te convida ao exercício da piedade;
é a dor que te pede reconforto balsamizante;
é a calúnia que te reclama o esforço heroico do perdão com absoluto esquecimento do mal;
é a sombra que espera por tua lâmpada acesa na inspiração do bem;
é o cipoal da discórdia que te aguarda a bênção de harmonia...
Não olvides que o Senhor apeia para a tua bondade e para a tua compreensão, para a tua paciência e para a tua capacidade de servir, em todos os ângulos do caminho...
Aqui é uma esperança frustrada, ali é um desafio do sofrimento que, em nome d’Ele, te pedem confiança e conformação...
A voz do Mestre vibra no santuário doméstico, na oficina em que te confias à conquista do pão, no templo de tua fé religiosa, na via pública...
Fala-te de mil modos diferentes nos amigos, nos parentes, nos companheiros e nos desconhecidos que cruzam com teus passos pela primeira vez!
Levanta-te cada manhã e prepara a acústica da própria alma, a fim de lhe registrares as sugestões e não te esqueças de que se souberes escutar o Divino Mentor nos diversos chamamentos de cada hora – chamamentos à ação digna, à sublimação dos sentimentos, ao dever bem cumprido e à atitude da reta consciência – em breve, te elegerás escolhido para o concerto dos servidores divinos na Glória Superior.
Em verdade, o Dono da Vinha convida os operários da sementeira e da seara, indistintamente para o trabalho comum; entretanto, o esforço e o devotamento, a boa vontade e o sacrifício do cooperador são as forças que o destacam para a eleição a que deve e pode erguer-se.
Muitos chamados e poucos escolhidos! – proclamou o Divino Mestre. É que todas as criaturas estão na Terra, chamadas à construção da luz, mas só aquelas que se consagram às próprias obrigações, na execução dos divinos desígnios, podem atingir a vitória dos que persistem no bem até o fim.

Obra: Instrumentos do Tempo – Francisco Cândido Xavier / Emmanuel

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Salmo 91


Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Todo-Poderoso descansará.
Direi do Senhor: Ele é o meu refúgio e a minha fortaleza, o meu Deus, em quem confio.
Porque ele te livra do laço do passarinho, e da peste perniciosa.
Ele te cobre com as suas penas, e debaixo das suas asas encontras refúgio; a sua verdade é escudo e broquel.
Não temerás os terrores da noite, nem a seta que voe de dia, nem peste que anda na escuridão, nem mortandade que assole ao meio-dia.
Mil poderão cair ao teu lado, e dez mil à tua direita; mas tu não serás atingido.
Somente com os teus olhos contemplarás, e verás a recompensa dos ímpios.
Porquanto fizeste do Senhor o teu refúgio, e do Altíssimo a tua habitação, nenhum mal te sucederá, nem praga alguma chegará à tua tenda.
Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos.
Eles te susterão nas suas mãos, para que não tropeces em alguma pedra.
Pisarás o leão e a áspide; calcarás aos pés o filho do leão e a serpente.
Pois que tanto me amou, eu o livrarei; pô-lo-ei num alto retiro, porque ele conhece o meu nome.
Quando ele me invocar, eu lhe responderei; estarei com ele na angústia, livrá-lo-ei, e o honrarei.
Com longura de dias fartá-lo-ei, e lhe mostrarei a minha salvação.

terça-feira, 20 de maio de 2014

O exército poderoso

O exército poderoso, à nossa disposição, está constituído, na atualidade, por vinte e três soldadinhos do progresso.
Separam-se, movimentam-se, entrelaçam-se e dominam o grande país das ideias.
Sem eles, cresceríamos para a sombra, quando não para a brutalidade.
Em companhia desses auxiliares pequeninos, penetramos os santuários da ciência e da arte, aperfeiçoando a vida.
Quem os não conhece?
Estão nos documentos mais importantes.
Fazem as mensagens telegráficas e as receitas dos médicos.
Dão notícias de outras regiões e de outros climas.
Contam as surpresas do Céu, explicam alguma coisa das estrelas longínquas.
Fornecem avisos preciosos.
São emissários do carinho entre os filhos e as mães distantes.
Raros recordam os benefícios imensos que todos devemos a esses ajudantes minúsculos. No entanto, eles nos servem sem recompensas. Nada reclamam pelo trabalho que nos prestam. Alimentam as raízes dos valiosos conhecimentos dos administradores, dos juízes, dos médicos, dos artistas, sem qualquer remuneração.
Instrumentos das luzes espirituais que se transmitem, de cérebro a cérebro, enriquecem a vida, porém, assim como quase nunca nos lembramos de louvar a água, o vento a planta, que representam gloriosas dádivas do Altíssimo, muito raramente lhes observamos os serviços. Jamais se cansam. Vivem no pensamento, de onde se expandem, amparando-nos os interesses e as realizações.
Os maus se utilizam deles para fazer a guerra; os bons empregam-nos na edificação da paz e do conforto, para a redenção e felicidade do mundo.
Esses soldadinhos humildes e prestimosos são as letras do alfabeto. Sem a cooperação deles, o mundo não seria tão belo e a vida não seria tão boa, porque o acesso ao reino espiritual se tornaria extremamente difícil.
Aprender a trabalhar com esses pequenos auxiliares da inteligência é buscar tesouros imperecíveis.
O castelo da cultura humana começa sobre a colaboração deles e vai até à pátria divina, onde mora a sabedoria dos anjos.

De “Alvorada Cristã”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Neio Lúcio

Memorandos

A balança do bem não tem cópia.
A vontade adoece, mas nunca morre.
Quem compensa mal com mal, atinge males maiores.
O amor real transpira imparcialidade.
O sofrimento acorda o dever.
O remédio excessivo faz-se veneno.
Somos todos familiares de Jesus.
Nenhum enfeite disfarça a culpa.
A vida não cansa o coração humilde.
Toda convicção merece respeito.
Só a consciência tranquila dá sono calmo.
O tempo não desfigura a beleza espiritual.
Para o cristão não existem dores alheias, porque as dores da coletividade pertencem a ele próprio.
Do erro nasce a correção.
Lábios vigilantes não alardeiam vantagens.
A caridade é o pensamento vivo do Evangelho.

André Luiz / Médium Waldo Vieira
Livro: Estude e Viva (extrato) - Ed. FEB

domingo, 18 de maio de 2014

A Parábola do Joio

“O Reino dos Céus é semelhante a um homem que semeou boa semente no seu campo. Mas, enquanto os homens dormiam, veio um inimigo dele, semeou joio no meio do trigo e retirou-se. Porém, quando a erva cresceu e deu fruto, então apareceu também o joio. Chegando os servos do dono do campo, disseram-lhe: Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Pois donde veio o joio? Respondeu-lhes: Homem inimigo é quem fez isso. Os servos continuaram: Queres , então, que vamos arrancá-lo? Não, respondeu ele; para que não suceda, que, tirando o joio, arranqueis juntamente com ele também o trigo. Deixai crescer ambos juntos até à ceifa; e no tempo da ceifa direi aos ceifeiros: ajuntai primeiro o joio e atai-o em feixes para os queimar, mas recolhei o trigo no meu celeiro.” (Mateus, XIII; 24 – 30.)”

O homem tem sido, em todos os tempos, o eterno inimigo da Verdade.
A todos os jactos da Sua luz, opõe uma sombra para obscurecê-la ou desnaturá-la.
O joio está para o trigo, assim como o juízo humano está para as manifestações superiores.
Uma doutrina, por mais clara e pura que seja, no mesmo momento em que é concedida ao homem, suscita inimigos que a trucidam, interesseiros e interessados em manter a ignorância que a desvirtuam, revestindo-a de falsas interpretações e desnaturando completamente sua essência puríssima! São como o joio, que amesquinha, transforma, envenena e até mata o trigo!
A Doutrina de Jesus, embora de nitidez incomparável, de lógica e clareza sem igual, não podia deixar de sofrer essa malsinada “transubstanciação”, que a tornou esquecida, ignorada e incompreendida das gentes.
Embora resumindo-se a Religião do Cristo no amor a Deus e ao próximo, no merecimento pelo trabalho, pela abnegação, pelas virtudes ativas, os sacerdotes dela fizeram um princípio de discórdia; degeneraram-na em partidos religiosos que se digladiam numa luta tremenda de desamor, de ódio, de orgulho, de egoísmo, destruindo todos os princípios de fraternidade estabelecidos pelo Cristo.
Em vez da Religião Imaculada do Filho de Maria, aparecem as religiões aparatosas de sacerdotes preconizando e mantendo cultos pagãos, exterioridades grotescas, dogmas, mistérios, milagres, exaltando o sobrenatural, escravizando a razão e a consciência das massas!
Este joio já agora de milênios, e que começou a surgir por ocasião da semeadura do bom trigo, nasceu, cresceu, abafou a bendita semente porque, segundo diz a parábola, quando o Cristo falou, os homens não lhe deram atenção, mas dormiram, deixando de prestar o necessário raciocínio às suas palavras redentoras!
E como depois, pela mescla da palavra do Cristo com as exterioridades com que a revestiram, se fizesse confusão idêntica à do joio e do trigo, logo após nascerem, o Senhor deliberou esperar a ceifa, quer dizer, o fim dos tempos, que deveria apresentar o produto da sua Palavra e os resultados das religiões sacerdotais, com as suas pompas, para que os ceifeiros ficassem encarregados de queimar o “joio” e recolher o “trigo” ao celeiro.
É o que estamos fazendo, e estes escritos elucidativos não têm por fim elucidar a Doutrina do Cristo, que é toda Luz, mas queimar com a chama sagrada da Verdade, o joio malfazejo, reduzi-lo a cinzas, a fim de que o Cristianismo domine, estabelecendo no coração humano o amor a Deus e fazendo prevalecer o espírito de Fraternidade, único capaz de resolver as questões sociais e estabelecer a paz no mundo.

(De “Parábolas e Ensinos de Jesus”, de Cairbar Schutel)

Vem, hoje


O convite do Senhor é claro e vazado em termos de síntese:
"Vem hoje trabalhar na minha Vinha!"
Hoje, na Vinha do Senhor, é o imperativo para que produzamos no bem,
a fim de que, no futuro, possamos recolher na messe da luz a contribuição
da claridade que esparzimos.
Nesse sentido, o apelo do Mestre determina, também, o campo de trabalho.
Nem a esfera da divagação filosófica nem o campo da investigação científica
incessante, nem a contemplação religiosa fantasista da oração inoperante.
A Sua Vinha são as dores do mundo, os tormentos e percalços, os mananciais
de lágrimas e os rios de sofrimento...
Refletir filosofando, perquirir examinando, para crer ajudando.
"Vem hoje trabalhar na minha Vinha", ainda é apelo para nós, dos mais
veementes e concisos.
Eis um ângulo da Vinha do Senhor no qual somente os afervorados discípulos
se dispõem a trabalhar: o inadiável socorro aos irmãos desencarnados em
aflição pelo contributo do intercâmbio mediúnico. Ante eles, nem o azedume
do fastio emocional, nem a prepotência da vaidade humana, tão pouco a
imposição do desequilíbrio.
A palavra de ordem, o roteiro de fé e a compreensão fraterna do trabalhador
que na Vinha do Senhor não tem outra meta senão ajudar a fim de ajudar-se,
eficazmente, porquanto amanhã estará, também, transitando pelos mesmos
caminhos.

(Obra: Depoimentos Vivos - Divaldo Pereira Franco / João Cleofas)

sábado, 17 de maio de 2014

Mecanismo da evolução

As conjunturas difíceis que vives fazem parte do processo evolutivo de todas as criaturas. Enfermidades,
incompreensões, problemas do lar, limites orgânicos, dificuldades econômicas são os mecanismos de que
se utilizam as Leis soberanas para estimular-te ao avanço, à conquista de mais elevados pisos.
Mesmo os triunfos aparentes, a fama transitória, a saúde, a tranquilidade doméstica tornam-se, as vezes,
motivo de aflição.
Milton, o grande poeta inglês, afirmava que a Fama é a espora que eleva o espírito iluminado, a fim de que
ele mais se desdobre e mais trabalhe, e quando, finalmente, pense em gozá-la, as Fúrias cindem o seu êxito
e a vida fragilmente tecida.
O brilho da fama é visitado constantemente pela treva da inveja, que a tenta empanar ou mesmo apagá-la,
levando a calúnia a tiracolo para o empreendimento nefasto.
As pessoas que aparentam felicidade e transitam no carro do triunfo, também experimentam dores e
sofrem ansiedades, depressões.
Não te iludas com a vã esperança de lograres felicidade sem esforço e paz sem lágrimas.
A terra é a Escola dos aprendizes em fase de imperfeição e ignorância.
Alguns, bem intencionados, esforçando-se; outros, preguiçosos, criando embaraços para o próximo e para
eles mesmos; diversos, distraídos e atrasados; raros, com aproveitamento louvável, mesmo assim vivendo as
condições e peripécias da sua humanidade.
Também és estudante algo negligente, equivocando-te, envolvendo-te em pugnas mesquinhas, gerando
animosidade, perdendo tempo útil.
Ghandhi afirmava que se me não matarem, terei fracassado na campanha da não-violência.
Raros os apóstolos do bem que não sofreram a perseguição dos próprios correligionários, transformados
em competidores e difamadores cruéis.
Muitas vezes, o amigo solidário de agora se transmuda em adversário de mais tarde.
Não foram os inimigos que atraiçoaram e negaram Jesus; mas, Seus amigos invigilantes.
A ti cabe a honrosa tarefa de enfrentar os problemas e solucioná-los; de trabalhar a enfermidade e
recuperar a saúde; de lutar e adquirir a paz íntima em qualquer situação a que te vejas conduzido.
No desequilíbrio que predomina em toda parte, sê tu quem permanece com serenidade.
No vozerio das acusações, seja o teu silêncio a forma de defesa.
Na urdidura de qualquer mal, a tua se torne a presença do bem.
Nunca abandones a trilha da fé, nem te apartes dos deveres sacrificiais, porque sofres ou defrontas
dificuldades.
Facilidade, improvisação, sorte são expressões que não existem no dicionário dos códigos Divinos. Tudo
são conquistas arduamente conseguidas.
Fiel ao ideal que abraças e à vida que te exorna a marcha, não temas, não recues e não te desesperes
nunca.
A felicidade virá e permanecerá contigo a partir do momento próprio.


Obra: Desperte e Seja Feliz - Divaldo Pereira Franco / Joanna de Ângelis

Extinção do mal

Na didática de Deus, o mal não é recebido com a ênfase que caracteriza muita gente na Terra, quando se propõe a combatê-lo.
Por isso, a condenação não entra em linha de conta nas manifestações da Misericórdia Divina.
Nada de anátemas, gritos, baldões ou pragas.
A Lei de Deus determina, em qualquer parte, seja o mal destruído não pela violência, mas pela força pacífica e edificante do bem.
A propósito, meditemos.
O Senhor corrige:
a ignorância: com a instrução;
o ódio: com o amor;
a necessidade: com o socorro;
o desequilíbrio: com o reajuste;
a ferida: com o bálsamo;
a dor: com o sedativo;
a doença: com o remédio;
a sombra: com a luz;
a fome: com o alimento;
o fogo: com a água;
a ofensa: com o perdão;
o desânimo: com a esperança;
a maldição: com a benção.
Somente nós, as criaturas humanas, por vezes, acreditamos que um golpe seja capaz de sanar outro golpe.
Simples ilusão.
O mal não suprime o mal.
Em razão disso, Jesus nos recomenda amar os inimigos e nos adverte de que a única energia suscetível de remover o mal e extingui-lo é e será sempre a força suprema do bem.

Bezerra de Menezes
(Francisco Cândido Xavier, C. Baccelli, Da obra: Brilhe Vossa Luz.
4a edição. Araras, SP: IDE, 1996).

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Grandes verdades

Berço e túmulo são simples marcos de uma condição para outra.
(Roteiro).
*
Ninguém se engane, julgando mistificar a Natureza.
(Roteiro)
*
A psicologia e a psiquiatria, entre os homens da atualidade, conhecem tanto do espírito, quanto um botânico, restrito ao movimento em acanhado círculo de observações do solo, que tentasse julgar um continente vasto e inexplorado, por alguns talos de erva, crescidos ao alcance de suas mãos.
(Roteiro)
*
Todas as teorias evolucionistas no orbe terrestre caminham para a aproximação com as verdades do Espiritismo, no abraço final com a Verdade suprema.
(Consolador)
*
No dia em que a evolução dispensar o concurso religioso para a solução dos grandes problemas educativos da alma do homem, a Humanidade inteira estará integrada na religião, que é a própria verdade, encontrando-se unida a Deus, pela Fé e pela Ciência então irmanadas.
(Emmanuel)
*
Quando a câmara permanece sombria, somos nós quem desata o ferrolho à janela para que o Sol nos visite.
(Fonte Viva)
*
Ninguém acredite que o mundo se redima sem almas redimidas.
(Fonte Viva)
*
A apreciação unilateral é sempre ruinosa.
(Fonte Viva)

(De Palavras de Emmanuel de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)

Transformação

Sinceridade é a verdade com amor. Emmanuel

O homem triste caminhava com lentidão, abatido, pela senda, embora a festa do Dia em som e cores deslumbrantes.
Atraído por leve falena colorida, explodiu, em consideração queixosa:
— Tão insignificante quão frágil, todavia, tão bela!... Que fizeste para librar ditosa nas correntes aéreas?
A borboleta, atraída pelo apelo, respondeu, sem rebuços:
— Transformei-me de lagarta rastejante em flor que vibra, flutuando na atmosfera.
“Suportei a limitação como verme, a dificuldade que me fazia asquerosa e perseguida, aguardando, confiante, o sono que viria e do qual Alguém me despertaria para a vida.
Agora, superadas as aflições, sou feliz.”
Diante disso, a alma sofredora compreendeu que a felicidade de planar acima do lodo e do pó somente é possível depois do milagre da hibernação.
Sorriu e continuou, recordando-se de que, apesar da agonia que a tomava, acima de tudo, Deus vela. Da noite arranca o dia e da morte traz ressurreição luminosa, transformando a vida.

(De “No longe do jardim”, de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Eros)

Tempo de hoje

“...Andai enquanto tendes luz...” – Jesus - João, 12:35.

“Chamado a prestar contas do seu mandato terreno, o Espírito se apercebe da continuidade da tarefa interrompida, mas sempre retomada. Ele vê, sente que apanhou de passagem, o pensamento dos que o precederam. Entra de novo na liça, amadurecido pela experiência, para avançar mais.” – Cap. XX, 3. (O Evangelho segundo o Espiritismo)

Hoje é o tema fundamental nas proposições do tempo.
Ontem, retaguarda. Amanhã, porvir.
Hoje, no entanto, é a oportunidade adequada a corrigir falhas havidas e executar o serviço à frente... Dia de começar experiências que nos melhorem ou reajustem; de consultar essa ou aquela página edificante que nos iluminem a rota; de escrever a mensagem ao coração amigo que nos aguarda a palavra a fim de reconfortar-se ou assumir uma decisão; de promover o encontro que nos valorize as esperanças; de estender as mãos aos que se nos fizeram adversários ou de orar por eles se a consciência não nos permite ainda a reaproximação!...
Quantas mágoas se converteram em crimes por não havermos dado um minuto de amor para extinguir o braseiro do ódio! Quantos pequeninos ressentimentos se transfiguraram em separações seculares, nos domínios da reencarnação por não termos tido coragem de exercer a humildade por meia hora!
Analisa a planta que se elevou nos poucos dias em que estiveste ausente, reflete no prato que se corrompeu durante os momentos breves em que te distanciaste da mesa!...
Tudo se transforma no tempo.
No trecho de instantes, deslocam-se mundos, proliferam micróbios.
O tempo, como a luz solar, é concedido a nós todos em parcelas iguais; as obras é que diferem, dentre dele, por partirem de nós.
Observa o tempo que se chama hoje. Relaciona os recursos de que dispões: olhos que vêem, ouvidos que escutam, verbo claro, braços e pernas úteis sob controle do celebro livre!...
Ninguém te impede fazer do tempo consolação e tranqüilidade, exemplo digno e conhecimento superior.
O próprio Jesus atribuía tamanha importância ao tempo que não se esqueceu de glorificar a última hora dos seareiros da verdade que se decidem a trabalhar.
Aproveita o dia corrente, faze algo melhor.
Hoje consegues agir e pensar, comandar e seguir, sem obstáculos. Vale-te, assim, do momento que passa e toma a iniciativa do bem, porque o tempo é concessão do Senhor e amanhã a bondade do Senhor poderá modificar-te o caminho ou renovar-te os programas.

Emmanuel & Francisco Cândido Xavier
(De “Livro da Esperança”)

Perdão e Liberdade


Aprendamos a perdoar, conquistando a liberdade de servir.
E imprescindível esquecer o mal para que o bem se efetue.
Onde trabalhas, exercita a tolerância construtiva para que a tarefa não se escravize a perturbações...
Em casa, guarda o entendimento fraterno, a fim de que a sombra não te algeme o espírito ao desespero...
Onde estiveres e onde fores, lembra-te do perdão incondicional, para que o auxílio dos outros te assegure paz à vida.É indispensável que a compreensão reine hoje entre nós, para que amanhã não estejamos encarcerados na rede das trevas.
A morte não é libertação pura e simples.
Desencarnar-se a alma do corpo não é exonerar-se dos sentimentos que lhe são próprios.
Muitos conduzem consigo, além-túmulo, uma taça de fel envenenado com que aniquilam os melhores sonhos dos que ficaram na Terra, e muitos dos que ficam na Terra conservam consigo no coração um vaso de fogo vivo com que destróem as melhores esperanças dos que demandam o cinzento portal do túmulo.
Não procures para tua alma o inferno invisível do ódio.
Acomoda-te com o adversário ainda hoje, procurando entendê-lo e servi-lo, para que amanhã não te matricules em aflitivas contendas com forças ocultas.
Transferir a reconciliação para o caminho da morte é atormentar o caminho da própria vida.
Desculpa sempre, reconhecendo que não prescindimos da paciência alheia.
Nem sempre somos nós a vítima real, de vez que, por atitudes imanifestas, induzimos o próximo a agir contra nós convertendo-nos, ante os tribunais da Justiça Divina, em autores, intelectuais dos delitos que passamos a lamentar indebitamente diante dos outros.
Toda intolerância é violência.
Toda dureza espiritual é crueldade.
Quase sempre, a crítica é corrosivo do bem, tanto quanto a acusação habitualmente, é um chicote de brasas.
E sabendo que encontraremos na estrada a projeção de nós mesmos, conservemos o perdão por defensor de nossa liberdade, ajudando agora para que não sejamos desajudados depois.

Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Começar de novo

Erros passados, tristezas contraídas, lagrimas choradas, desajustes crônicos!...
As vezes, acreditas que todas as bênçãos jazem extintas, que todas as portas se
mostram cerradas a necessária renovação!...
Esqueces-te, porem, de que a própria sabedoria da vida determina que o dia se
refaça cada amanha.
Começar de novo e o processo da Natureza, desde a semente singela ao gigante
solar.
Se experimentaste o peso do desengano, nada te obriga a permanecer sob a
corrente do desencanto. Reinicia a construção de teus ideais, em bases mais solidas, e
torna ao calor da experiência, a fim de acalentá-los em plenitude de forcas novas.
O fracasso visitou-nos em algum tenta-me de elevação, mas isso não e motivo
para desgosto e autopiedade, porquanto, frequentemente, o malogro de nossos anseios
significa ordem do Alto para mudança de rumo, e começar de novo e o caminha para o
êxito desejado.
Temos sido desatentos, diante dos outros, cultivando indiferença ou ingratidão;
no entanto, e perfeitamente possível refazer atitudes e começar de novo a plantação da
simpatia, oferecendo bondade e compreensão aqueles que nos cercam.
Teremos perdido afeições que supúnhamos inalteráveis; todavia, não será justo,
por isso, que venhamos a cair em desanimo.
O tempo nos permite começar de novo, na procura das nossas afinidades
autenticas, aquelas afinidades suscetíveis de insuflar-nos coragem para suportar as
provações do caminho e assegurar-nos o contentamento de viver.
Desfaçamos de pensamentos amargos, das cargas de angustia, dos
ressentimentos que nos alcancem e das magoas requentadas no peito! Descerremos as
janelas da alma para que o sol do entendimento nos higienize e reaqueça a casa intima.
Tudo na vida pode ser começado de novo para que a lei do progresso e de
aperfeiçoamento se cumpra em todas as direções.
Efetivamente, em muitas ocasiões, quando desprezamos as oportunidades e
tarefas que nos são concedidas na Obra do Senhor, voltamos tarde a fim de revisá-las e
reassumi-las, mas nunca tarde demais.

Obra: Alma e Coração - Chico Xavier / Emmanuel

Antes do berço


Antes do berço, quase sempre, conhece a alma humana, plenamente desperta, grande parte dos débitos que lhe induzem o coração a mergulhar nas forças do Plano Físico.
Muitas vezes, como o auxílio dos benfeitores que lhe endossam as novas experiências, contempla o quadro de provações em que testemunhará humildade e renúncia.
Muitos candidatos ao recomeço aprendizagem na Terra, em semelhantes visões do limiar, tremem e choram, debatendo-se em clamoroso receio, acovardados à última hora, quando já não podem recuar nas decisões assumidas.
É então que o afeto dos pais lhes confere doce refúgio.
No clima nutriente do lar, aquietam as próprias ânsias, refazendo-se à luz do entendimento e da prece, para combate consigo mesmo na estrada redentora.
Entretanto, se pais e mães, nessa hora, surgem moralmente inabilitados, entre a indiferença e a discórdia, desajustes e enfermidades poderão sobrevir na grande passagem, porquanto o aborto e o desequilíbrio aparecerão, aflitivos, sobrecarregando o nascituro de pesados gravames que, em muitas ocasiões, só a morte inesperada conseguirá reprimir.
Pais amigos, guardai convosco, ante o berço terrestre, a oração e o carinho, a caridade e a paz, porque sois responsáveis, na luz da reencarnação, por aquele que volta, em nome do Senhor, a rogar-vos abrigo, a fim de burilar-se e servir, ofertando-vos ao mesmo tempo, as mais nobre oportunidades de salvação!...

Emmanuel
De “Família”, de Francisco Cândido Xavier – Espíritos diversos

terça-feira, 13 de maio de 2014

Obsessões: trocas involuntárias de energias!


Sempre que o assunto é obsessão, é normal haver uma carga emocional muito forte sobre a questão. Pelo simples fato que temos o costume de separar obsessor e obsediado, e com facilidade formamos a figura da vítima(obsediado) e do vilão(obsessor), sem compreendermos que um não vive sem o outro, portanto ambos são co-responsáveis pelo processo.
Nosso objetivo é procurar expor o tema de uma forma diferente, com foco nos aprendizados que podem ser extraídos, por que na realidade dos fatos, as lições que tiramos desses eventos é o que mais importa. Os cenários mudam, os atores mudam, os locais mudam, mas quando o tema é obsessão, compreensões necessárias são sempre as mesmas.
Os estudo das interferências energéticas nocivas é amplamente difundido na comunidade espiritualista brasileira e mundial. Hoje em dia é comum encontrarmos dezenas de excelentes livros e publicações a respeito do tema e suas particularidades. Contudo, como nosso maior objetivo é a evolução espiritual na prática, vamos desenvolver uma visão de contexto sobre o assunto, para não tratarmos de forma isolada do todo. A obsessão é um processo em que um indivíduo, entidade, situação ou força, prejudica uma outra situação, entidade, pessoa ou força, exercendo influências que alterem seus estados. Essa influência pode ser consciente ou inconsciente, por ambas as partes.
É normalmente considerado obsessor aquele que exerce influência sobre um outro, alterando, diminuindo ou desorganizando a energia ou vibração de uma ou mais pessoas ou entidade. O Obsediado é a pessoa ou entidade que recebe essa influência, sofrendo as conseqüências dessa alteração, desorganização ou diminuição da energia.
Na comunidade espiritualista, é muito comum estudarmos o tema focando a atenção nas obsessões apenas do plano Espiritual. Isso acontece porque pouquíssimas pessoas nesse mundo capitalista está treinada para perceber as interferências de ordem sutil (espirituais), logo invisíveis aos olhos do individuo sem treino nas capacidades da da alma. Assim sendo, acabamos por nos preocupar mais com aquilo que não podemos ver.
É importantíssimo desenvolver habilidade e conhecimento sobre os processos envolvidos nas obsessões do plano espiritual, mas não podemos nos esquecer que grande parte das obsessões de desencarnados sobre encarnados se iniciaram aqui na Terra. Talvez se os envolvidos do processo obsessivo pudessem em vida ter tido o esclarecimento necessário, muito provavelmente a realidade seria outra. Se todos compreendermos que muitas atitudes que temos com o nosso próximo tratam-se de comportamentos muitas vezes obsessivos, poderíamos diminuir essas conseqüências danosas ainda em vida, de pessoa para pessoa. Muitas obsessões de desencarnados para encarnados acontecem porque a morte não separa os laços kármicos.
Aquele que hoje morre com ódio mortal de seu vizinho em vida, quando no plano espiritual, tende e produzir da mesma forma seus fluídos perniciosos imanentes de seu psiquismo desequilibrado. E esse desencarnado, quando voltar a Terra, com sua personalidade congênita, tende a ser um encarnado que exerce influência negativa para aquele mesmo vizinho, porque seus corações não se harmonizaram. As obsessões atravessam as barreiras do tempo e das dimensões.
Tomemos como exemplo a educação no Brasil e no Mundo. Muitas nações já perceberam que a saída para a maioria dos problemas sócio-econômicos está na educação. Muitos pais investem tudo que tem para proporcionar aos filhos educação e estudo digno para torná-los almas mais evoluídas. E qual a conseqüência disso? A liberdade! Ou como diria Jesus: “ A Verdade que Liberta”.
Precisamos compreender o assunto, sabendo de suas causas raízes, para depois atuarmos condizentes, dizimando suas conseqüências negativas e proporcionando um aprendizado e evolução coletivo.
Queremos convidar a todos a pensar; sempre que o assunto em questão for obsessão, precisamos exercitar a visão do todo. Precisamos procurar compreender a causa raiz, porque se centrarmos o nosso foco apenas na conseqüência ou no momento presente, jamais seremos efetivos, logo não estaremos evoluindo, apenas girando em círculos. Esse exercício de reflexão pretende fazer com que você perceba que trocamos de papel frequentemente, hora somos obsessor, hora obsediados.
-Somos obsessores do Planeta Terra, quando estamos destruindo, poluindo, explorando.
-Somos obsediados quando no trânsito, alguém nos xinga com força e raiva no olhar!
-Somos obsessores de tudo (de nós, dos outros, das coisas e ambientes) quando negativos, pessimistas ou vítimas.
-Somos obsediados quando permitimos que os outros nos desrespeitem, nos explorem, nos critique sem motivo.
-Somos obsessores quando culpamos. Somos obsediados quando somos culpados.
Sempre que há trocas de energias perniciosas, podemos considerar esse como um fluxo obsessivo. Porque há disputa, há combate, há conflito, mesmo que as duas partes estejam ou não conscientes. Sempre há desgaste, mesmo que invisível!
Uma obsessão começa quando uma parte tem interesse na energia do outro, e vice-versa. Uma obsessão termina quando uma ou as duas partes começam a ter consciência da obsessão e suas consequências. Quando somente uma das partes desperta para o entendimento, a cura (pelo menos de sua parte) pode acontecer. O fato de uma das partes não aceitar a harmonização não impossibilita a cura por parte do interessado fim do vínculo obsessivo, no entanto, se buscada apenas por uma das partes, torna o processo mais difícil e demorado. E nesse caso, quando quem quer a cura consegue seu objetivo contrariando a outra parte, que não aceita a transformação, o ciclo obsessivo deverá continuar, sendo que nesse caso, o obsessor naturalmente irá procurar um novo alvo para obsidiar, porque ele tem dependência.
Em casos que há consciência, intenção e iniciativa por ambas a partes, para que o processo obsessivo seja transmutado, e em fim isso acontece, há no universo a formação de uma ponto de luz, que gira a engrenagem da evolução do mundo, porque manifesta iluminação, libertação e harmonia, diga-se de passagem, é tudo que o universo precisa!
Essas influências energéticas entre almas, situações, lugares, se dão em todos os níveis; físico, espiritual, emocional, espiritual. Também acontecem muito entre pessoas que se amam, entre pais e filhos, marido e mulher, chefe e empregado, professor e aluno, e assim por diante. Porque sempre que entendermos que precisamos da energia do outro para sobreviver estaremos sugando-lhe suas melhores vibrações. Porque sempre que esquecemos que fazemos parte do Todo, da Fonte ilimitada, estaremos no limitando, portando necessitaremos das migalhas que conseguiremos explorar do nosso próximo. Mas não se assuste, não se culpe, roubamos energia alheia porque não estamos treinados para receber energia abundante, ilimitada direto da Fonte.
As relações cotidianas de controle, ciúmes, posse, inveja são apenas indícios dos efeitos devastadores que as obsessões geram em toda malha magnética da Terra. Mais uma amostra de nosso egoísmo e alienação espiritual. Também é uma demonstração de que o desenvolvimento de nossas consciências espirituais é o grande trunfo que temos para mudar essa realidade para melhor.

Bruno J. Gimenes

União

Compadece-te e ajuda, a fim de que possas servir na união para o bem.
Não fosse a bondade do lavrador que ampara a semente seca, não receberias na mesa o conforto do pão.
Não fosse o trabalho do operário que assenta tijolo por tijolo, não disporias de segurança no alicerce do próprio lar.
Isso acontece nos elementos mais simples.
-x-
Repara, porém, a atitude da vida para que ninguém falte à comunhão do progresso.
Não condena ela o paralítico porque não ande.
Dá cadeira de rodas.
Não malsina os olhos enfermos.
Brune lentes protetoras.
Não relega os mutilados à própria sorte.
Faz recursos mecânicos.
Não se revolta contra os ignorantes que lhe torcem as diretrizes.
Acende a luz da escola.
Não aniquila os loucos que lhe injuriam as leis.
Acolhe-os generosamente no regaço do hospício.
-x-
Imitando o sentimento na vida, sejamos, uns para os outros, quando preciso, a muleta e o remédio.
Olvidemos os defeitos do próximo, na certeza de que todos nos encontramos sob o malho das horas, na bigorna da experiência.
Tolerância é o cimento da união ideal.
E só a união faz a força.
Entretanto, há força e força.
Reúnem-se os milhões de gotas e criam a fonte.
Congregam-se milhões de fagulhas e formam o incêndio.
Pensa um pouco e entenderás que é sempre muito fácil ajuntar os interesses da Terra e fazer a união para o bem da força, mas apenas entesourando as qualidades do Cristo na própria alma é que nos será possível, em verdade, fazer a união para a força do bem.

De “Seara dos Médiuns”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Pureza em branco

Quando Anésio Fraga deixou o corpo físico, ele, que fora sempre considerado puro entre os homens, atingiu a Fronteira do Mundo Espiritual à semelhança de um lírio, tal a brancura de sua bela vestimenta.
Pretendia viver nas Esferas Superiores, respirar o clima dos anjos, alçar-se às estrelas e comungar a presença do Cristo – explicou ao agente espiritual que o atendia ao policiamento da passagem para os excelsos Planos da Espiritualidade.
O zeloso funcionário, contudo, embora demonstrasse profundo respeito para com a sua apresentação, submeteu-o a longo teste, findo o qual, não obstante desapontado, explicou que lhe não seria possível avançar.
Faltavam-lhe requisitos para maior ascensão.
- Eu? Eu? – gaguejou Anésio, aflito. – Como pode ser isso? Fui na Terra um homem que observou todas as regras do Santo Caminho.
- Apesar de tudo… - falou o fiscal, reticencioso.
- Não me conformo, não me conformo! – reclamou o candidato à glória divina.
E sacando do bolso uma lista, exclamou agastado:
- Pensando na hipótese de alguma desconsideração, resumi em dez itens o meu procedimento irrepreensível no mundo.
E leu para o benfeitor calmo e atento:
- Respeitei todas as religiões.
- Cultivei o dom da prece.
- Acreditei no poder da caridade.
- Nunca aborreci os meus semelhantes.
- Confiei sempre no melhor
- Calei toda palavra ofensiva ou desrespeitosa.
- Calculei todos os meus passos.
- Jamais procurei os defeitos do próximo.
- Evitei o contato com todas as pessoas viciadas.
- Vivi em minha casa preocupado em não ser percalço na estrada alheia.
O mordomo da Grande Porta, no entanto, sorriu e comentou:
- Fraga, você leu as afirmações, esquecendo as demonstrações.
- Como assim?
O amigo paciente apanhou a ficha e esclareceu que o Plano Espiritual possuía também apontamentos para confronto e solicitou-lhe a releitura da lista.
E seguiu-se curioso diálogo entre os dois.
Principiou Anésio:
- Respeitei todas as religiões…
E o examinador acentuou, conferindo as anotações:
- Mas não serviu a nenhuma.
- Cultivei o dom da prece…
- Somente em seu próprio favor.
- Acreditei no poder da caridade…
- Todavia, não a praticou.
- Nunca aborreci os meus semelhantes…
- Entretanto, não auxiliou a quem quer que fosse.
- Confiei sempre no melhor…
- Mas apenas em seu benefício.
- Calei toda palavra ofensiva ou desrespeitosa…
- Não se lembrou, porém, de falar aquelas que pudessem amparar os necessitados de consolo e esperança.
- Calculei todos os meus passos…
- Para não ser molestado.
- Jamais procurei os defeitos do próximo…
- Contudo, não lhe aproveitou os bons exemplos.
- Evitei o contato com todas as pessoas viciadas…
- Atendendo ao comodismo.
- Vivi em minha casa preocupado em não ser percalço na estrada alheia…
- Simplesmente para não ser chamado a tarefa de auxílio…
Anésio, desencantado, silenciou, mas o benfeitor esclareceu, sem afetação:
- Meu amigo, meu amigo! Não basta fugir ao mal. É preciso fazer o bem. Você movimenta-se em branco, veste-se em branco, calça em branco e brilha em branco, mas a existência na Terra passou igualmente em branco… Volte e viva!
Angustiado, Anésio perdeu o próprio equilíbrio e rolou da Altura na direção da Terra…

De “Contos desta e doutra vida”, Irmão X - Francisco Cândido Xavier

O melhor


Quando menos esperas, és visitado por fatores atordoantes, que te deixam sem saber que atitude tomar.
Sem aviso prévio, deparas com situações afligentes que te inquietam, oferecendo-te frustração, face às condições de que se revestem.
De maneira agressiva, chega-te a dor do próximo, pedindo-te arrimo, e, colhido pela rude solicitação, vês-te em clima de dificuldade para equacionar o problema.
O aturdimento das pessoas alcança-te, violento, apresentando solicitações gritantes, agredindo-te, e constatas as dificuldades socorristas mediante as quais poderias auxiliar com acerto.
A vasta cópia dos atormentados espera apoio nas suas alucinações e busca-te, inquietando-te, por te deparares, sem os meios ideais para o ministério do socorro.
Em tais como em outras circunstâncias equivalentes indagas: Como agir? Como fazer o melhor?
Subitamente identificas cansaço nalma, amargura, inquietação.
Levanta, porém , o ânimo e revitaliza o moral.
A consciência que desperta para o bem, mais sofre o espicaçar das aflições e incertezas, quando, diante de atos cruéis, surpreendentes, ou de situações muito complexas, ao considerar o que poderia fazer e como acionou a máquina da atitude correta.
É natural, portanto, que o teu repouso seja menos fácil e a tua quietude, por momentos, improvável.
Os que se sentem muito tranqüilos, na Terra, quiçá estejam intoxicados pelos vapores da indiferença.
Convidado, intempestivamente, a ajudar, a tomar uma atitude em relação a alguém, a assumir uma posição, não te deixes impregnar pelos fluidos e vibrações de quem te busca. Recolhe-te à oração silenciosa, e indaga ao coração o que gostarias de receber, caso fosses o necessitado.
Certamente, terás a resposta de como seria o procedimento ideal.
Todavia, se não for possível realizar a ação ideal, não cruzes os braços, lamentando impossibilidades.
Faze de maneira mais correta ao teu alcance, envolvendo em simpatia aquele que se socorre de ti e permanecendo de consciência harmonizada.
Enfrentarás sempre ocorrências difíceis, com as quais, desde logo, deves acostumar-te.
Em razão da imensurável quantidade de aflitos e da precariedade dos teus recursos, não te sintas incapaz de auxiliar, descoroçoando-te.
Uma semente, resguardada no bojo da terra, pode ser a responsável futura por toda uma área verdejante e rica de dádivas.
Importante é o que faças e como faças, pertencendo os resultados à Vida.
A multidão que Lhe ouvira a palavra de liberdade e paz, não obstante já alimentada em espírito, padecia de fome orgânica. Solicitado ao auxílio, Jesus excogitou de tomar os cinco pães e os dois peixes que os discípulos possuíam, com os quais repletou os estômagos necessitados, sem perder o entusiasmo ou modificar a atitude de amor com que antes amparara a grave necessidade espiritual de que todos padeciam.
Considera, desse modo, a sabedoria do Senhor e, sem desencorajamento, faze a tua, a parte que te cabe, com a certeza de estarem realizando o melhor.

Divaldo P. Franco - Joanna de Ângelis

domingo, 11 de maio de 2014

Você reflexiona?

Quando a aflição impera, a prece é segurança.
O silêncio do sábio expressa maturidade do conhecimento.
O palavrório do tolo traduz-lhe a ignorância.
O erro de um minuto de invigilância gera consequências que somente terminam muito depois.
Mesmo ultrajado, o cristão persevera inalterável na gentileza.
Caridade que se irrita é qual palácio em trevas.
Censura é tóxico do caráter.
Maledicência é esporte de atormentados.
Palavras sonoras e belas nem sempre expressam sentimentos nobres. Papagaio também fala.
Forte é o homem que domou a si mesmo.
Mais vale perder com lealdade do que triunfar com astúcia.
A vitória dos ambiciosos passa com o vazio da ambição.
O espelho que melhor reflete nem sempre é consultado. Chama-se Consciência.
Sedento de luz e paz, o discípulo do Cristo não estaciona. Tudo sofre, dá e perde, embora avance sempre.

Marco Prisco / Médium Divaldo Pereira Franco
Livro: Momentos de Decisão - Ed. LEAL

Jardim de afetos

Com tuas mãos, podes cultivar o teu jardim de afetos.
Sê generoso em tua casa...
Cuida de tuas flores, não permitindo que a erva daninha se alastre em teu canteiro de amor.
Afasta para longe o ciúme e o desrespeito.
Não anules flor alguma em seu perfume...
Deixa florirem à tua volta aqueles que são teus.
Incentiva-os.
Ama-os.
Que as tuas mãos não lhes despetalem os sonhos...
As mãos do jardineiro devem ser tão delicadas quanto as flores que acariciam.

Pelo Espírito: Irmão José
Psicografia: Carlos A. Baccelli
Do livro: Ao alcance das mãos

Renascer e Remorrer


Usufruímos na Espiritualidade o continente sem limites de onde viemos; no Universo Físico, o mar sem praias em que navegamos de quando em quando, e, na Vida Eterna, o abismo sem fundo em que desfrutamos as magnificências divinas.
No trajeto multimilenário de nossas experiências, aprendemos, entre sucessivos transes de nascimento e desencarnação, a alegria de viver, descobrindo e reconhecendo a necessidade e a compensação do sofrimento, sempre forjado por nossas próprias faltas.
Já renascemos e remorremos milhões de vezes, contraindo e saldando obrigações, assinalando a excelsitude da Providência e o valor inapreciável da humildade, para saber, enfim, que toda revolta humana é absurda e impotente.
Se as lutas do burilamento moral não têm unidade de medida, a ação do amor é infinita na solução de todos os problemas e na medicação de todas as dores.
Tolera com paciência as inevitáveis, mas breves provas de agora, para que te rejubiles depois.
Nos compromissos espirituais, todos encontramos solvibilidade através do esforço próprio. Aproveitemos a bênção da dor na amortização dos débitos seculares que nos ferreteiam as almas, perseverando resignadamente no posto de sentinelas do bem, até que o Senhor mande render-nos com a transformação pela morte.
Sempre trazemos dívidas de lágrimas uns para com os outros. Vive, assim, em paz com todos, principalmente junto aos irmãos com os quais a tua vida se intercomunica a cada instante, legando, por testamento e fortuna, atos de amor e exemplos de fé, no fortalecimento dos espíritos de amigos e descendentes.
Se há facilidade para remorrer, há dificuldades para renascer. As portas dos cemitérios jamais se fecham; contudo, as portas da reencarnação só se abrem com a senha do mérito haurido nas edificações incessantes da caridade.
As dores iguais criam os ideais semelhantes. Auxiliemo-nos mutuamente.
O Evangelho – o livro luz da evolução – é o nosso apoio. Busquemos a Jesus, lembrando-nos de que o lamento maior, o desesperado clamor dos clamores, que poderia ter partido de seus lábios, na potência de mil ecos dolorosos, jamais chegou a existir.

Do livro: O Espírito da Verdade,
Francisco Cândido Xavier/ Espírito Lins de Vasconcellos

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Que fazes? Que produzes?

A vida nunca deixará sem contas o tempo que nos empresta.
A fonte oculta no campo desamparado é uma bênção para o chão ressequido.
A árvore é doadora constante de utilidades e benefícios.
A cova minúscula é berço da sementeira.
A erva tênue faz a provisão do celeiro.
A abelha pequenina fabrica mel que alivia o doente.
O barro humilde, ao calor da cerâmica, se transforma em sustentáculo da habitação.
Nos estábulos e nos redis, há milhões de vidas inferiores, extinguindo- se em dádivas permanentes ao conforto da Humanidade, produzindo leite e lã para que povos inteiros se alimentem, se agasalhem e desenvolvam.
E nós, que desfrutamos a riqueza do tempo, que fazemos da sublime oportunidade de criar o bem?
Ainda que fujamos para os derradeiros ângulos do Planeta, um dia chegará em que a Verdade Divina se dirigirá a nós outros, indagando:
- Que produzes? Que fazes da saúde do corpo, da inteligência, dos recursos variados que a vida te deu?
Lembremo-nos de que na própria crucificação, o Mestre Divino produziu a Ressurreição por mensagem de imortalidade ao mundo de todos os séculos.
Não te esqueças, meu amigo, de que a felicidade é uma equação de rendimento ao esforço da criatura, na imprevisão do bem e na extensão dele e não olvides que, provavelmente, não vem longe o minuto em que prestarás contas de teu aproveitamento nas bênçãos de trabalho e paz, alegria e luz, que vens atravessando na condição de usufrutuário da Terra.

Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

Carma de solidão


Caminhas, na Terra, experimentando carência afetiva e aflição, que acreditas não ter como superar.
Sorris, e tens a impressão de que é um esgar que te sulca a face.
Anelas por afetos e constatas que a ninguém inspiras amor, atormentando-te, não poucas vezes, e resvalando na melancolia injustificável.
Planejas a felicidade e lutas por consegui-la, todavia, descobres-te a sós, carpindo rude angústia interior.
Gostarias de um lar em festa, abençoado por filhos ditosos e um amor dedicado que te coroassem a existência com os louros da felicidade.
Sofres e consideras-te desditoso.
Ignoras, no entanto, o que se passa com os outros, aqueles que se te apresentam felizes, que desfilam nos carros do aparente triunfo, sorridentes e engalanados.
Também eles experimentam necessidades urgentes, em outras áreas, não menos afligentes que as tuas.
Se os pudesses auscultar, perceberias como te invejam alguns daqueles cuja felicidade cobiças.
A vida, na Terra, é feita de muitos paradoxos. E isto se dá em razão de ser um planeta de provações, de experiências reeducativas, de expiações redentoras.
Assim, não desfaleças, porquanto este é o teu carma de solidão.
Faze, desse modo, uma pausa, nas tuas considerações pessimistas e muda de atitude mental, reintegrando-te na ação do Bem.
O que ora te falta, malbarataste. Perdeste, porque descuraste enquanto possuías, o de que agora tens necessidade.
A invigilância levou-te ao abuso, e delinqüiste contra o amor.
A tua consciência espiritual sabe que necessitas de expungir e de reparar, o que te leva, nas vezes em que o júbilo te visita, a retornar à tristeza, rememorar sofrimentos, fugindo para a tua solidão...
Além disso, é muito provável que, aqueles a quem magoaste, não se havendo recuperado, busquem-te, psiquicamente, assim te afligindo.
Reage com otimismo à situação e enriquece-te de propósitos superiores, que deves pôr em execução.
Ama, sem aguardar resposta.
Serve, sem pensar em recompensa.
O que ora faças no Bem, atenuará, liberará o que realizaste equivocadamente e, assim, reencontrar-te-ás com o amor, em nome d’Aquele que permanece até agora entre nós como sendo o Amor não Amado, porém, amoroso de sempre.

Divaldo Pereira Franco - Joanna de Ângelis

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Lembra-te Deles...


Lembra-te deles, os chamados mortos que embora invisíveis, não se fizeram ausentes...
Compadece-te daqueles que passaram no mundo sem realizar os sonhos de bondade que lhes vibraram no seio e volve o coração reconhecido para quantos te abençoaram a existência com alguma nota de amor.
Eles avançam para a vanguarda...
Muitas vezes, quando menos felizes, esmolam-te o reconforto de uma oração e, vezes outras, mergulham as dores que os afligem na taça de teu pranto, sequiosos de paz e libertação...
Outros muitos, porém, quais aves triunfantes nas rotas da Eternidade, buscam-te o coração por ninho de afeto que o tempo não destruiu, envolvendo-te o ser no calor de branda carícia para que o desânimo não te entorpeça a faculdade de caminhar...
Lembra-te deles e guarda-lhes a lição.
Ontem, apertavam-te nos braços, partilhando- te a experiência.
Hoje, transferidos de plano, colhem os frutos das espécies que semearam.
Aguça a audição mental e ouvirás o coro de vozes em que se pronunciam. Todos rogam-te esperança e coragem, alargando-te os horizontes. E todos se lembram igualmente de ti, desejando aproveites a riqueza das horas na construção do bem para a doce morada de tua porvindoura alegria, porque, amanhã, estaremos todos novamente reunidos no Lar da União Sublime, sem lágrimas e sem morte.

Francisco Cândido Xavier / Autores Diversos

Em todos os caminhos

Seja qual seja a experiência, convence-te de que Deus está conosco em todos os caminhos.
Isso não significa omisso de responsabilidade ou exoneração da incumbência de que o Senhor nos revestiu. Não há consciência sem compromisso, como não existe dignidade sem lei.
O peixe mora gratuitamente na água, mas deve nadar por si mesmo. A árvore, embora não pague imposto pelo solo a que se vincula, é chamada a produzir conforme a espécie.
Ninguém recebe talentos da vida para escondê-los em poeira ou ferrugem.
Nasceste para realizar o melhor. Para isso, é possível te defrontes com embaraços naturais ao próprio burilamento, qual a criança que se esfalfa compreensivelmente nos exercícios da escola. A criança atravessa as provas do aprendizado sob a cobertura da educação que transparece do professor. Desempenhamos as nossas funções com o apoio de Deus.
Se o conhecimento exato da Onipresença Divina ainda não te acode à mente necessitada de fé, pensa no infinito das bênçãos que te envolvem, sem que despendas mínimo esforço. Não contrataste engenheiros para a garantia do Sol que te sustenta e nem assalariaste empregados para a escavação de minas de oxigênio na atmosfera, a fim de que se renove o ar que respiras.
Reflete, por um momento só, nas riquezas ilimitadas ao teu dispor nos reservatórios da natureza e compreenderás que ninguém vive só.
Confia, segue, trabalha e constrói para o bem. E guarda a certeza de que, para alcançar a felicidade, se fazes teu dever, Deus faz o resto.

Emmanuel
De “Caminho Espírita”, de Francisco Cândido Xavier – Autores diversos

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Nosso dever

Por mais humilde, quando confrontando com as atividades que nos pareçam superiores, amemos o dever que a vida nos reservou.
No Plano do Universo, todo encargo é digno de apreço.
O firmamento agasalha o mundo sob imensa abóbada de estrelas; no entanto, não desempenha as atribuições do telhado doméstico.
O Sol é um espetáculo permanente de luz, mas não realiza o serviço da lâmpada.
O grande rio é um gigante de água movente; contudo, não executa em casa a função da bica.
O celeiro guarda os ingredientes do pão, mas não consegue amassá-lo.
O transatlântico transporta o salva-vidas, sem tomar-lhe a prerrogativa.
Cultivemos o nosso dever por mandato da Providência Divina.
O esforço anônimo do verme, na fecundação da terra, jaz revestido de extrema significação para ele e para ele.
Assim também, a nossa tarefa particular pode não aparecer aos olhos dos outros, no desdobramento da vida, entretanto, ela é sumamente importante para a vida e para nós.

Albino Teixeira
(De “Caminho Espírita”, de Francisco Cândido Xavier – Autores diversos

terça-feira, 6 de maio de 2014

Divina surpresa

Alma fraterna e boa,
Se o impulso da prece te abençoa,
Quando queiras orar,
Buscando segurança no Senhor,
Faze em qualquer lugar
O teu louvor ou a tua petição!...

A terra inteira é um templo
Aberto à inspiração
Que verte das Alturas,
Mas se queres encontrar
O Mestre que procuras,
Atende, alma querida!...
Desce ao vale de lágrimas da vida,
À imensa retaguarda
Onde o consolo tarda...
Onde a dor da penúria e o pranto da viuvez,
Volve à sombra das margens do caminho
E estende o braço forte
Aos que vagam sem norte,
Na saudade do lar que se desfez!...

Escuta os que se vão
À noite, ao frio e ao vento,
Sem poderem contar o próprio sofrimento,
Famintos de carinho e compreensão...

Pára e abraça a criança
Que o desprezo consome
E a doença extermina,
Pára e ausculta a nudez, a febre e a fome
Dessa flor pequenina!

Ouve o choro do enfermo que não tem
Senão pó, lama e lágrimas por leito
E, à guisa de aposento, um canto estreito
Na terra de ninguém.

Atentamente, anota em torno os brados
De quem conhece a mágoa no apogeu,
Os tristes corações despedaçados
Que a calúnia venceu...

Vai onde exista aflição,
Oferecendo a cada sofredor
Uma bênção de amor,
E, aí, surpreenderás um divino clarão
Que, dúlcido, irradia
Paz, bondade, alegria ...
Em meio dessa luz,
Escutarás Jesus,
Enternecidamente,
A dizer-te, no fundo da alma crente:

— Alma querida, vem!...
Ouço-te a voz na prece, em qualquer parte;
Devo, entanto, esperar-te
Na seara do bem.
Chamaste-me, decerto,
Para saber que Deus ama e compreende em ti!...
Buscavas-me tão longe e aguardo-te tão perto...
Alma boa, eis-me aqui!...

De “Antologia da Espiritualidade”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Maria Dolores

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Se tens fé

Em doutrina espírita, fé representa dever de raciocinar com responsabilidade de viver.
Desse modo, não te restrinjas à confiança inerte, porque a existência em toda parte nos honra, a cada um, com a obrigação de servir.
Se tens fé, não permitirás que os eventos humanos te desmantelem a fortaleza do coração.
Transitarás no mundo, sabendo que o Divino Equilíbrio permanece vigilante e, mesmo que os homens transformem o lar terrestre em campo de lodo e sangue, não ignoras que a Infinita Bondade converterá um e outro em solo adubado para que a vida refloresça e prossiga em triunfo.
Se tens fé não registrarás os golpes da incompreensão alheia, porquanto identificarás a ignorância por miséria extrema do espírito e educarás generosamente a boca que injuria e a mão que apedreja.
Ainda que os mais amados te releguem à solidão, avançarás para a frente, entendendo e ajudando, na certeza de que o trabalho te envolverá o sentimento em nova luz de esperança e consolação.
Se tens fé, não te limitarás a dizê-la simplesmente, qual se a oração sem as boas obras te outorgasse direitos e privilégios inadmissíveis na Justiça de Deus, mas, sim, caminharás realizando a vontade do Criador, que é sempre o bem para todas as criaturas.
Se tens fé, sustentarás, sobretudo, o esforço diário do próprio burilamento, através das pequeninas e difíceis vitórias sobre a natureza inferior, como sendo o mais alto serviço que podes prestar aos outros, de vez que aperfeiçoando a nós mesmos, estaremos habilitando a consciência para refletir, com segurança, o amor e a sabedoria da Lei.

Do livro: Espírito da Verdade, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier - Waldo Vieira, FEB.

Paradoxos

Anotas os avanços tecnológicos e as injustiças sociais em que se debate a sociedade.
Vês as relevantes aquisições da mente e a beligerância dos homens e das nações.
Falas sobre os paradoxos, os contrastes , e tens a impressão de que o bem não se implantará tão cedo nos corações.
Concluis que é mais fácil debandar do que servir, cair do que soerguer.
Não duvides da excelência da verdade nem do seu domínio no mundo do amanhã.
Um jato de luz absorve a treva...
Uma fagulha ateia um fogaréu...
Uma semente reverdesce o solo...
Um gesto de amor altera a agressividade...
O poder do bem produz um contágio superior, que consome as infecções problemáticas das injunções morais vis.
Quando, porém, a razão não lograr mudar a atitude do homem perante a vida, ou o amor não o sensibilizar, paradoxalmente, a dor irá detê-lo, chamá-lo à razão, despertar-lhe o amor, atraí-lo à paz.

Joanna de Ângelis / Médium Divaldo Pereira Franco
Livro: Rumos Libertadores (extrato) - Ed. ALVORADA

domingo, 4 de maio de 2014

Um só problema

Quando a ilusão nos traz desenganos, não nos é lícito lançar sobre os outros a responsabilidade integral do fracasso de nossa expectativa.
No fundo, somos enganados por nossa superestimação acerca de criaturas e circunstâncias.
Se a tentação nos pega desprevenidos, levando-nos ao remorso, e à aflição, não atribuamos a outrem a culpa, e sim à nossa pouca vigilância.
Por trás do sofrimento oriundo do orgulho ferido, está a paixão pelas aparências a que se afeiçoa nosso sentimento de superioridade ilusória.
Ante nossas queixas em torno da ingratidão, na essência existe apenas a nossa incompreensão a exigir dos companheiros de experiência atitudes para as quais ainda não estão amadurecidos.
Nossa perturbação nasce de nós pela nossa incapacidade de avaliação do esforço alheio.
À vista disso, defrontamos um só problema fundamental: nós em nós mesmos. Aprendamos a conhecer-nos e conhecermos os outros.
Retifiquemos a nossa vida por dentro de nós e a vida por fora se nos revelará sempre por maravilha de Deus.

Emmanuel / Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: Rumo Certo (- Ed. FEB


sábado, 3 de maio de 2014

Imagens


Não é somente o homem que escreve, a pessoa capaz de trazer monstruosas criações ao pensamento do povo, assim como não apenas o tribuno pode formar na mente alheia estados alarmantes de ansiedade e loucura.
Quantas vezes, nas tarefas cotidianas, traçamos nos outros destrutivas impressões de revolta e indiferença, com os nossos gestos impensados?
Quantas vezes nossa cólera terá gerado naqueles que nos cercam, o desânimo e a frustração?
Em quantos pequeninos lances da luta diária, damos passo à calúnia e à maledicência, pasmando ideias que, hoje vagas e imprecisas, podem ser amanhã, decisivos fatores de perturbação e delinquência?
Longe de ponderar as responsabilidades que nos enriquecem o espírito, frequentemente descemos a questiúnculas e bagatelas infelizes, sugerindo a maldade e disseminando a aflição, agravando, assim, nossos débitos, consolidando as forças da ignorância e da crueldade, em desfavor de nós mesmos.
No altar de nossa fé e no campo da caridade que o Senhor nos deu para lavrar, recorda que responderemos pelas imagens que os nossos pensamentos, palavras e atos estabelecem na alma dos outros, tanto os arquitetos se incumbem das construções que lhes obedecem aos planos.
E acordando para a luz que nos cabe acender na viagem da vida, não te esqueças da claridade de paz e bom ânimo, confiança e alegria que nos compete estender, na proteção aos que nos cercam, a fim de que possamos avançar livremente ao encontro da harmonia e do progresso, porque todas as nossas criações de pessimismos e indisciplina, desalento e amargura, em seus golpes de retorno, significarão para nós mesmos, penúria e dificuldade, infortúnio e provação.

Emmanuel
(De “Mãos marcadas”, de Francisco Cândido Xavier – Espíritos diversos)

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Adversários Espirituais


A ação do bem provoca, inevitavelmente, uma reação de violência naqueles que se comprazem no clima da viciação.
O esforço desprendido em favor da mudança emocional e psicológica das criaturas desperta um sentimento de revolta em muitos que se demoram nas licenças perniciosas.
Porque há tentativas em prol de um mundo menos infeliz, surgem movimentos que pretendem manter o estado vigente.
Há mentes que conspiram contra a tua dedicação e fidelidade ao ideal do bem.
Não te causem estranheza as dificuldades que se apresentam ante as tuas disposições de serviço edificante.
São inspiradas e promovidas pelos adversários ocultos, que se atribuem o direito de malsinar e perseguir.
Eles crivam a alma dos que lhe caem em desagrado com as farpas do ódio, gerando, em sua volta, cizânia, mal-estar e antipatia.
Promovem inveja de curso perigoso e estabelecem mal-entendidos de efeitos desagradáveis.
Excitam uns e adormecem outros, enquanto expõem o bom e o belo.
Recorrem a expedientes desonestos, desde que te desanimem o esforço.
Atrevem-se à agressão e armam os insensatos que convivem na mesma faixa vibratória, desejando paralisar-te o trabalho.
São os Espíritos imperfeitos, os impiedosos, que se alimentam, que se alimentam dos pensamentos mais sórdidos, vivendo uma psicosfera densa, onde estabelecem o seu campo de ação e aí se movimentam, que se fazem adversários gratuitos.
Respeita-os, sem os recear.
Não sintonizes com os seus ardis, nem reajas pela revolta ou mágoa, a fim de que não sincronizes psiquicamente com eles ou os que se lhes fazem dóceis instrumentos.
O bem dá-te uma couraça de resistência e defesa.
Jesus, por todos os títulos, o Amigo Excelente, foi por eles visitado e, na ignorância em que se debatiam, não tergiversaram em intentar dificultar-Lhe o superior ministério. Como nada podiam conseguir diretamente, não desistiram: insuflaram invejas, ódios, perseguições e desequilíbrios contra o Senhor, que os venceu com o amor transcendente e sublime de que era dotado.

Joanna de Ângelis
(De “Roteiro de Libertação”, de Divaldo Pereira Franco, ditado por Diversos Espíritos)

Wake up everybody

Teddy Pendergrass & Harold Melvin The Blue Notes

Viver bem

Cuida dos pensamentos na aldeia da mente, buscando identificá-los com as lições evangélicas.
Modelas as idéias nas sentenças que os preceitos do Cristo determinam, com a amplitude que o progresso requer.
Saiba ouvir os outros, como se fosses tu quem estivesse falando, selecionando os assuntos e guardando o que te convém.
Vigia a boca, de modo que o verbo fale construindo, acreditando mais na expressão do exemplo.
Perdoa esquecendo faltas, sem o império da falsidade e sem esquecer a oração em favor daqueles que, por vezes, te ofendem.
Respeita o direito alheio, como queres ser respeitado; cada criatura é um mundo em posição diferente, com deveres e direitos ante a vida.
Estuda de tudo, rejeitando o que possa te levar à desarmonia.
Estimula a alegria, sem que ela se mostre no barulho que incomoda; a verdadeira felicidade se irradia no silêncio.
Trabalha sempre com o traço da honestidade, sem te esqueceres das horas de lazer; o equilíbrio em tudo é paz no coração.
Ama a Deus em tudo, pelos canais da caridade, do mínimo ao máximo, pelo móvel das tuas ações.
Meditando e agindo desse modo, Deus ficará mais presente em ti e Jesus passará a ser teu companheiro lado a lado, em toda a tua vida, não porque o Senhor e o Mestre se aproximam mais dos que andam retamente no bem, mas porque despertarás os teus valores, de modo a reconhecê-los nas cidades do coração e da consciência.

De “Páginas Esparsas 4”, de João Nunes Maia, pelo Espírito Lancellin

No domínio das palavras

Fala e conhecer-te-ão.
Referes-te aos outros quanto ao que está em ti mesmo.
A frase de esperança é um jorro de luz.
Comentários sobre os outros, são exposições daquilo que carregas contigo.
De forma imperceptível apenas falamos daquilo que já conseguimos aprender.
O que vimos nas estradas alheias é o que está em nossos próprios caminhos.
A palavra mais cruel é aquela que se usa destruindo o bem.
Quem se propõe a iluminar não menciona qualquer ingrediente das trevas.
Nunca te arrependerás de haver dito uma boa palavra.
Criteriosa dieta na conversação é saúde no espírito.
Discutindo talvez esclareças, mas servindo convences.

Emmanuel / Francisco Cândido Xavier
Livro: Companheiro (extrato) – Ed. FEB

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