quinta-feira, 17 de julho de 2014

Medo

“E, tendo medo, escondi na terra o teu talento.” — (Mateus, Capítulo. 25, Versículo. 25)

Na parábola dos talentos, o servo negligente atribui ao medo a causa do insucesso em que se infelicita.
Recebera mais reduzidas possibilidades de ganho.
Contara apenas com um talento e temera lutar para valorizá-lo.
Quanto aconteceu ao servidor invigilante da narrativa evangélica, há muitas pessoas que se acusam pobres de recursos para transitar no mundo como desejariam.
E recolhem-se à ociosidade, alegando o medo da ação.
Medo de trabalhar.
Medo de servir.
Medo de fazer amigos.
Medo de desapontar.
Medo de sofrer.
Medo da incompreensão.
Medo da alegria.
Medo da dor.
E alcançam o fim do corpo, como sensitivas humanas, sem o mínimo esforço para enriquecer a existência.
Na vida, agarram-se ao medo da morte.
Na morte, confessam o medo da vida.
E, a pretexto de serem menos favorecidos pelo destino, transformam-se, gradativamente, em campeões da inutilidade e da preguiça.
Se recebeste, pois, mais rude tarefa no mundo, não te atemorizes à frente dos outros e faze dela o teu caminho de progresso e renovação. Por mais sombria seja a estrada a que foste conduzido pelas circunstâncias, enriquece-a com a luz do teu esforço no bem, porque o medo não serviu como justificativa aceitável no acerto de contas entre o servo e o Senhor.

Obra: Fonte Viva, 132, Francisco Cândido Xavier, FEB

Um comentário:

  1. O homem através de seus medos impõe a si mesmo e aos seus sofrimentos e desventuras, achando que nunca podem. Esquecem que dentro de todos nós existe uma força muito poderosa, força essa que se origina numa força maior, originada do Pai Celestial. Nós precisamos confiar mais no amor de Deus, e através de Jesus, que é o dirigente do nosso planeta, adquirir forças para superar nossas adversidades, só assim vamos atingir a tão esperada evolução espiritual.

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