domingo, 27 de julho de 2014

Também Tu

"E os principais dos sacerdotes tomaram a deliberação de matar também a Lázaro." - (João, 12:10.)

Interessante observar as cogitações do farisaísmo, relativamente a Lázaro,
Nas horas supremas de Jesus.
Não bastava a crucificação do Mestre.
Intentava-se, igualmente, a morte do amigo de Betânia.
Lázaro fora cadáver e revivera, sepultara-se nas trevas do túmulo e
regressara à luz da vida. Era, por isso, uma glorificação permanente do Salvador, uma
cura insofismável do Médico Divino. Constituiria em Jerusalém a carta viva do
poder do Cristo, destoava dos conterrâneos, tornara-se diferente.
Considerava-se, portanto, indispensável a destruição dele.
O farisaísmo dos velhos tempos ainda é o mesmo nos dias que passam,
Apenas com a diferença de que Jerusalém é a civilização inteira. Para ele, o Mestre
deve continuar crucificado e todos os Lázaros ressurgirão sentenciados à morte.
Qualquer homem, renovado em Cristo, incomoda-o.
Há participantes do Evangelho que se sentem verdadeiramente
ressuscitados, trazidos à claridade da fé, após atravessarem o sepulcro do ódio, do crime,
da indiferença ...
O farisaísmo, entretanto, não lhes tolera a condição de redivivos, a demonstrarem
a grandeza do Mestre. Instala perseguições, desclassifica-os na convenção
puramente humana, tenta anular-lhes a ação em todos os setores da experiência.
Somente os Lázaros que se unam ao amor de Jesus conseguem vencer o
Terrível assédio da ignorância.
Tem, pois, cuidado contigo mesmo.
Se te sentes trazido da sombra para a luz, do mal para o bem, ao sublime
Influxo do Senhor, recorda que o farisaísmo, visível e invisível, obedecendo a
impulsos de ordem inferior, ainda está trabalhando contra o valor de tua fé e contra a força de
teu ideal.
Não bastou a crucificação do Mestre.
Também tu conhecerás o testemunho.

Vinha de Luz
Francisco Cândido Xavier
Ditado pelo Espírito Emmanuel

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