domingo, 31 de agosto de 2014

Conserva a paz

A pretexto algum percas a paz. Tua paz – tua vida.
Quando a provocação te chegue, usando os ardis da violência, permanece em harmonia. A tua paz é um tesouro de valor inestimável.
Quando a inveja te arroje calúnias, não lhe dês atenção, perturbando-te. A tua paz merece sacrifício a fim de ser preservada.
Quando o despeito arremesse pedradas contra tuas tarefas e teu nome, mantém a tranquilidade. A tua paz é o sinal-vitória da tua conduta feliz.
Ninguém transita no mundo livre de agressão, impiedade, malquerença ou achincalhe.
Mesmo Jesus não esteve imune aos trocistas ou competidores pela perseguição gratuita.
Mas eles passam com seus infelizes ardis, com que mais se infelicitam.
Assim, não forneças material para sustentação da intriga aos adversários de tua paz.
Tais companheiros serão chamados à reflexão por doenças, dramas morais, acidentes...
Persevera nos teus compromissos nobres, e, servindo no bem, conserva a tua paz em Jesus.

Joanna de Ângelis / Médium Divaldo Pereira Franco
Livro: Sementes de Vida Eterna

Oração e Provação

A oração não suprime, de imediato, os quadros da provação, mas renova-nos o espírito, a fim de que venhamos a sublimá-los ou removê-los.
Repara o caminho que a névoa amortalha, quando a noite escura te distancia do Sol.
Em cima, nuvens extensas furtam-te aos olhos o painel das estrelas e, em baixo, espinheiros e precipícios ameaçam-te os pés.
Debalde, consultarás a bússola que a treva densa embacia.
Se avanças, é possível te arrojes na lama de covas escancaradas; se paras, é provável padeças o assalto de traiçoeiros animais...
Faze, porém, pequenina luz, e tudo se modifica.
O charco não perde a feição de pântano e a pedra mantém-se por desafio que te adverte na estrada; entretanto, podendo ver, surgirás, transformado e seguro, para seguir à frente, vencendo as armadilhas da sombra e as aperturas da marcha.
Assim, também, é a oração nos trilhos da experiência.
Quando a dor te entenebrece os horizontes da alma, subtraindo-te a serenidade e a alegria, tudo parece escuridão envolvente e derrota irremediável, induzindo-te ao desânimo e insuflando-te o desespero; todavia, se acendes no coração leve flama da prece, fios imponderáveis de confiança ligam-te o ser à Providência Divina.
Exteriormente, em torno, o sofrimento não se desfaz da catadura sombria; a morte, ainda e sempre, é o véu de dolorosa separação; a prova é o mesmo teste inquietante e o golpe da expiação continua sendo a luta difícil e inevitável, mas estarás, em ti próprio, plenamente refeito, no imo das próprias forças, com a visão espiritual iluminada por dentro, a fim de que compreendas, acima das tuas dores, o plano sábio da vida, que te ergue dos labirintos do mundo à bênção do amor de Deus.

De “Religião dos Espíritos”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

Instrução

Já se disse que duas asas conduzirão o espírito humano à presença de Deus.
Uma chama-se Amor, a outra, Sabedoria.
Pelo amor, que, é serviço aos semelhantes, a criatura se ilumina e aformoseia por dentro, emitindo, em favor dos outros, o reflexo de suas virtudes; e, pela sabedoria, que começa na aquisição do conhecimento, recolhe a influência dos vanguardeiros do progresso, que lhe comunicam os reflexos da própria grandeza, impelindo-a para o Alto.
Através do amor valorizamo-nos para a vida.
Através da sabedoria somos pela vida valorizados. Todos temos necessidade de instrução e de amor.
Estudar e servir são rotas inevitáveis na obra de elevação. Conhecer é patrocinar a nossa libertação, colocando-nos a caminho de novos horizontes na vida.
Corre-nos, pois, o dever de estudar sempre, escolhendo o melhor para que as nossas ideias e exemplos reflitam as ideias e os exemplos dos paladinos da luz.

Emmanuel / Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: Pensamento e Vida - Ed. FEB

sábado, 30 de agosto de 2014

Se todos perdoassem

Imaginemos, por um minuto, que mundo maravilhoso seria a Terra, se todos perdoassem!...
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Se todos perdoassem, a ventura celeste começaria de casa, onde todo companheiro de equipe doméstica perceberia que a experiência na reencarnação é diferente para cada um e, por isso mesmo, teria suficiente disposição para agir em apoio dos associados da edificação em família, a fim de que venham a encontrar o tipo de felicidade pessoal e correta a que se dirigem.
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Se todos perdoassem, cada grupo na comunidade terrestre alcançaria o máximo de eficiência na produção do bem comum, porquanto, em toda parte, existiria entendimento bastante para que a inveja e o despeito, o azedume e a crítica destrutiva fossem banidos para sempre do convívio social.
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Se todos perdoassem, o espírito de competição, no progresso das ciências e na efetivação dos negócios, subiria constantemente de nível moral, suscitando as mais belas empresas de aprimoramento do mundo, porque o golpe e a vingança desapareceriam do intercâmbio entre pessoas e instituições, com o respeito mútuo revestindo de lealdade os menores impulsos à concorrência, que se fixaria exclusivamente no bem com esquecimento do mal.
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Se todos perdoassem, a guerra seria automaticamente abolida no Planeta, de vez que o ódio seria erradicado das nações, com a solidariedade traçando aos mais fortes a obrigação do socorro aos mais fracos, não mais se verificando a corrida de armamentos e sim a emulação incessante à fraternidade entre os povos.
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Se todos perdoassem, a saúde humana atingiria prodígios de equilíbrio e longevidade, porquanto a compreensão recíproca extinguiria o ressentimento e o ciúme, que deixariam, por fim, de assegurar, entre as criaturas, terreno propício à obsessão e à loucura, à enfermidade e à morte.
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Se todos perdoarmos, reformaremos a vida na Terra, apagando de todos os idiomas a palavra “ressentimento”, para convivermos, uns com os outros, acreditando realmente que somos irmãos diante de Deus.
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Quando todos aprendermos a perdoar, o amor entoará hosanas, de polo a polo da Terra, e então o Reino de Deus fulgirá em nós e junto de nós para sempre.

Emmanuel
(De “Passos da Vida”, de Francisco Cândido Xavier – Espíritos diversos)


Caridade

Filhos, Jesus nos abençoe...
Nenhuma legenda maior que a Caridade para lâmpada acesa no vestíbulo de nossa Doutrina Redentora.
Sem dúvida, quando o Espírito da Verdade lhe descerrou a presença bendita, na Obra do Codificador, teve em mente comunicar ao Mundo de novo a presença do próprio Cristo de Deus.
Caridade será sempre o traço de união entre o discípulo e o Mestre, entre a Criatura e o Criador.
Atentos ao impositivo do Amor a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos, observamos que o Céu nos possibilita a caridade por chave permanente de ligação com o Todo Misericordioso e com os nossos irmãos da Humanidade onde estejamos.
Notemos, no entanto, filhos meus, que é preciso renovar a nossa conceituação íntima de amor aos semelhantes, de vez que, ao enunciarmos o preceito, pensamos no próximo como sendo alguém perfeitamente igual a nós. Em verdade todos somos companheiros uns dos outros, no entanto, cada qual em nível diferente.
Referimo-nos a isso para considerar convosco que entre os aprendizes de Jesus e os tutelados de Jesus há comumente diferenças essenciais.
Daí a necessidade de ponderar que o próximo ainda sem Jesus é um irmão em absoluta carência de recursos espirituais para viver sabendo viver.
Analisemos, por isso, a nossa condição de servidores.
Achamo-nos, sobretudo, na atualidade da terra, à feição de tarefeiros do coração e da inteligência, engajados no Evangelho a serviço do Senhor.
Em todos os flancos de luta regenerativa e santificante registramos a fila quase interminável dos nossos irmãos em dolorosas necessidades. Doentes da alma, hospitalizados no mundo.
Nunca nos circunscrevamos ao aspecto exterior das criaturas,a fim de cooperar na Seara do Bem.
Somos chamados a socorrer (e socorrer nem sempre diretamente), tanto os enfermos do corpo quanto os enfermos de espírito.
Efetivamente, é imprescindível atender aos filhos da penúria à mesa farta que o Senhor nos confiou, sem olvidar, porém, os filhos da angústia, conquanto, bem postos à mesa dos valores sociais, famintos de compreensão e de paz.
Jamais esquecer que o nosso próximo na terra de hoje, quase que indiscriminadamente, se encontra sob o jugo de aflitivas perturbações.
Os desajustados se aglomeram junto de nós, a pedir-nos entendimento, enquanto os obsidiados respeitáveis cruzam os nossos caminhos no cotidiano, sob a hipnose da indiferença, ante o próprio destino.
Há quem comande o dinheiro para sepultar-se em abismos de lama dourada e há quem despreze o benefício da prova, para arremessar-se às furnas de sombra pela revolta com que menoscabem os valores da vida.
Há quem fale e grite impropérios contra a Bênção Divina e há quem se cale, adiando a edificação do bem, favorecendo a ilusão em prejuízo de si próprios.
De todas as procedências, chegam até nós os tristes, os cansados, os abatidos, os derrotados, os obsessos, os desequilibrados, os empedernidos, os intolerantes, os violentos, os nossos irmãos-problemas nas mais diversas nuanças de perturbação e desajuste espiritual.
Caridade, pois, meus filhos! Caridade de toda hora, de todo o dia de toda estrada.
E junto uns dos outros na execução dos deveres a que fomos trazidos ou convocados, tenhamos mais caridade ainda por amor às responsabilidades de Jesus em nossas mãos.
Sejamos a serenidade daquele que se arrojou à irritação; a paz do que sofre em guerra tremenda com as próprias tentações que carrega; a humildade daquele que olvidou a nossa condição de escravos do Senhor e se acredita dominando, onde foi intimado a ajudar e contribuir; o entendimento do que ainda ignora as contas que prestará dos empréstimos do Eterno Benfeitor; a bênção daquele que ainda se encontra na esfera da censura e da crítica destrutiva; o silêncio do que faz ruído inútil; a ponderação do precipitado; o companheiro daquele que não sabe ainda entender a significação da palavra “amigo”; a segurança do imprudente; a vigilância dos temerários; o otimismo dos que descem ao desânimo e ao pessimismo incapazes de aprender a extensão da desarmonia que causam ao mecanismo das boas obras; a modéstia dos que se envaideceram com os bens do Senhor, acreditando-se donos deles; o apoio dos que desampararam a si mesmos pela imprevidência com que se afastam dos próprios compromissos; a visão dos cegos de espírito; a muleta generosa para aqueles que ainda não logram caminhar com a desenvoltura de que já dispomos no conhecimento do Evangelho; o leito espiritual para os que adoeceram na obsessão e não conseguem equilíbrio suficiente para agirem com a precisa saúde moral.
Caridade, sim, para todos, porque todos somos mendigos de algo à frente de Deus.
Enfim, meus filhos, na emotividade abençoada de nosso encontro fraterno, transmitimos a vós outros, tanto quanto transmitimos a nós mesmos, a mensagem de Fabiano de Cristo, o apóstolo da caridade, em favor de nós todos nesta manhã de confraternização e de luz: - “Filhos, é preciso sofrer para auxiliar. Outra não foi a Doutrina de Jesus e a conduta de Jesus para enriquecer-nos com o Seu Infinito Amor”.
Estendamos as nossas mãos uns aos outros e que o Senhor nos inspire e nos abençoe...

Pelo Espírito Bezerra de Menezes.
Psicografia de Francisco Cândido Xavier.


Espiritismo e Vida

O Espiritismo, meus irmãos, é a luz que verte do Alto na grande noite da. Humanidade, para nos apontar o caminho na escuridão.
O Espiritismo, é Jesus de volta, que nos vem convidar a reflexões muito profundas a respeito do que somos - Espíritos imortais - de como estamos - corpos transitórios - e para onde vamos - na direção da pátria, conscientizando-nos que a lei que deve viger em todas as nossas atitudes é a lei de amor. Este amor, porém, que é lei natural e está em todo o Universo, porque é a lei do equilíbrio.
Quando, realmente, nos deixarmos penetrar pela proposta de Jesus, quando legitimamente nos permitirmos mimetizar pelo Seu dúlcido olhar, feito de misericórdia e de compaixão, uma nova conduta se estabelecerá em nossas vidas, e aprenderemos, por fim, a seguir com equilíbrio pela estrada libertadora. O Espiritismo, anunciado pelo Mestre, chega na hora predita para atender o rebanho aturdido que, tresmalhado, aguarda o cajado do Bom Pastor.
Ele veio, meus filhos, e convocou-nos a uma nova ordem de pensamento e de conduta. A Sua voz, de quebrada em quebrada, chegou até estes dias, para que tivéssemos um roteiro de segurança, para não mais incidirmos ou reincidirmos nos delitos a que nos vinculamos.
Da primeira vez, iludidos, fascinados, atormentados, deformamos-Lhe os ensinamentos, adaptando-os aos nossos interesses escusos. Mas Ele não cessou de nos enviar embaixadores encarregados de recordar-nos Seu amor inefável até quando Allan Kardec nos trouxe desvelado, o Evangelho para vestir nossa alma com a luz mirífica das estrelas.
Tenhamos cuidado com a prática espírita!
O Consolador não se deterá, mesmo que os homens coloquem pelos caminhos impedimentos à sua marcha, dificuldades ao processo evolutivo, porque Cristo vela!
O Espiritismo, meus filhos, é doutrina dos Espíritos para os homens.
Espíritos, por sua vez reencarnados, comprometidos com a instalação na Terra do reino do amor, da justiça e da caridade.
Tende tento!
Meditai profundamente na palavra de ordem e de razão que deflui do Evangelho vivo e, se por certo, estais sendo chamados para o rebanho, esforçai-vos para atender ao convite, e lutai até o sacrifício para serdes escolhidos.
Recebeis farta messe de luz; distribuí-a pelo mundo estróina.
Sois aquinhoados com o conhecimento libertador; passai-o adiante através da voz eloqüente dos vossos atos e pela palavra austera dos vossos sentimentos.
Jesus espera! Como nós confiamos nEle e Lhe pedimos apoio, Ele confia em nós, e nos pede fidelidade.
Os Espíritos amigos, vossos anjos guardiães e companheiros de jornada, aqui estamos para sustentar-vos nos testemunhos, para dar-vos força, para que possais vencer com idealismo, de maneira estóica.
Não adieis o momento de ajudar, não procrastineis a hora de servir e, integrados na falange do bem, cantai, cantai ao Senhor, mesmo que lágrimas escorram pelos vossos olhos e dores macerem vossos corações.
Cantai um hino de júbilo e de liberdade, demonstrando que na cruz os braços estão abertos para afagar, dando testemunho que pode aquilatar o valor de quem ama.
Que o Senhor de bênçãos vos abençoe, e que a paz prossiga convosco, suavizando vossas lutas e dores! São os votos do servidor humílimo e paternal de sempre,

Autor: Bezerra de Menezes
Psicografia de Divaldo Pereira Franco

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Coisas mínimas

Pouca gente conhece a importância da boa execução das coisas mínimas.
Um sábio não pode esquecer-se de que, um dia, necessitou aprender com as letras simples do alfabeto.
Além disso, nenhuma obra é perfeita se as particularidades não foram devidamente consideradas e compreendidas.
De modo geral, o homem está sempre fascinado pelas situações de grande evidência, pelos destinos dramáticos e empolgantes.
Destacar-se, entretanto, exige muitos cuidados. Os espinhos também se destacam, as pedras salientam-se na estrada comum.
Convém, desse modo, atender às coisas mínimas da senda que Deus nos reservou.
Compreendendo a importância disso, o Mestre nos interroga no Evangelho de Lucas: "Pois se nem podeis ainda fazer as coisas mínimas, por que estais ansiosos pelas outras?".

Emmanuel / Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: Caminho, Verdade e Vida Ed. FEB

Paciência

A paciência é importante para os empreendimentos expressivos a que te propões.
Exercícios regulares de reflexão e contenção dos impulsos da personalidade formam os condicionamentos que imprimem calma e equilíbrio, gerando a paciência.
Claro, tal realização exige perseverança. A recompensa é o enobrecimento da alma.
Nascida do cansaço, marasmo e rotina, a irritabilidade é um sinal vermelho em teu caminho.
A paciência resiste às más circunstâncias, ao cansaço e ao tédio. É confiante, gentil, otimista, sem deixar de ser responsável, séria , recatada.
Suporta com ânimo as vicissitudes e não esmorece quando tardam os resultados. É, também, irmã da fé, porquanto aquele que crê espera e confia tranquilamente.
Policia, pois, tuas reações íntimas. Se te assalta constante mau-humor, necessitas do auxílio da paciência, a fim de refazeres o ânimo, renovares conceitos e atividades.

Joanna de Ângelis / Médium Divaldo Pereira Franco
Livro: Celeiro de Bênçãos - Ed. LEAL

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Dia de Deus

Pensando em Deus, pensa igualmente nos homens, nossos irmãos.
Detém-te, de modo especial, na simpatia e no amparo possível, em favor daqueles que se fizerem pais ou tutores.
As mães são sempre revelações angélicas de ternura, junto aos sonhos de cada filho, mas é preciso não esquecer que os pais também amam...
Esse perdeu a juventude, carregando as responsabilidades do lar; aquele se entregou a pesados sacrifícios, apagando a si mesmo, para que os filhos se titulassem com brilho na cultura terrestre; outros se escravizaram a filhinhos doentes; muitos foram banidos do refúgio doméstico, às vezes, pelos próprios descendentes, exilados que se acham em recantos de imaginário repouso, por trazerem a cabeça branca por fora, e, em muitas ocasiões alquebrada por dentro, sob a carga de lembranças difíceis que conservam em relação aos infortúnios que atravessaram para que a família sobrevivesse, e, ainda outros renunciaram à felicidade própria, a fim de se converterem nos guardais da alegria e da segurança de filhos alheios!...
Compadece-te de nossos irmãos, os homens, que não vacilaram em abraçar amargos compromissos, a benefício daqueles que lhes receberam os dons da vida.
Ainda mesmo aqueles que se transviaram ou enlouqueceram, sob a delinqüência, na maioria dos casos, nos merecem respeitoso apreço pelas nobres intenções que os fizeram cair.
A vida comunitária, na Terra de hoje, instituiu datas de homenagens às profissões e pessoas.
Lembrando isso, reconhecemos, por nós, que o Dia das Mães é o Dia do Amor, mas reconhecemos também que o Dia dos Pais é o Dia de Deus.

Pelo Espírito Emmanuel
Francisco Cândido Xavier.
Seara de Fé. Espíritos Diversos.

Ação e Valor

Para cada problema, uma solução especial. Quem pretende resolver dificuldades múltiplas de uma só vez, confunde-se e age erradamente.
Atitude precipitada – confusão antecipada.
No exercício das pequenas dificuldades resolvidas oportunamente, adquire-se capacidade para a solução dos casos complexos.
Programe cada realização em seu tempo e lugar. Solução adiada – inquietação a caminho.
Encare toda realização com seriedade e valor.
Muitas coisas insignificantes perturbam ou ajudam em grandes realizações.
Uma gota de óleo desemperra uma peça metálica; todavia, um pouco de ácido sulfúrico produz ferida no corpo humano.
Uma palavra gentil acalma um interlocutor violento; entretanto, uma expressão facial de ódio perturba um companheiro ao lado.
Tudo é importante na economia da vida.
Jesus dá-nos a chave para todos os problemas. E, se em suas ações você sentir-se vencido, com Ele encontrará a forma feliz para triunfar sobre si mesmo, o que, aliás, é o importante.

Marco Prisco / Médium Divaldo Pereira Franco
Livro: Momentos de Decisão - Ed. LEAL

Em nossas mãos


A Divina Sabedoria não se engana.
Para realizares teu aperfeiçoamento, trazes as faculdades que o Senhor te concedeu.
Estás no lugar certo, em que te habilitas a desempenhar os encargos próprios.
Terás contigo as criaturas mais adequadas a te impulsionarem nos caminhos à frente.
Passas pelas experiências de que não prescindes para a conquista do aperfeiçoamento.
Recebes os parentes e afeições de que mais necessitas para resgatar dívidas do passado ou renovar-te nos impulsos de elevação.
Vives na condição certa na qual te compete efetuar as melhores aquisições de espírito.
Sofres lutas compatíveis com as tuas necessidades de conhecimento superior.
As circunstâncias difíceis dão-te a conhecer o sabor da vitória sobre ti mesmo.
Qualquer que seja tua posição, auxilia e receberás maior auxílio, em tempo oportuno.
Sempre há meios de exercer o bem, porque melhorar-nos e educar-nos são sempre medidas preciosas que dependem de nós mesmos.

Emmanuel / Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: Ceifa de Luz - Ed. FEB

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Prossigamos

Se te imobilizas na estrada, a pretexto de amarguras acumuladas ou de ofensas recebidas, lembra-te de Paulo, o apóstolo intrépido, que, sobrecarregado de problemas, não se resignava a interromper o trabalho que o Mestre lhe conferira.
O amigo providencial da gentilidade não se entretinha a escutar os remorsos que trazia do seu tempo de adversário e perseguidor do Evangelho.
Não cultivava a volúpia da solidão porque lhe faltasse a benção do tálamo doméstico.
Não parava com o objetivo de reclamar contra as pedradas do caminho.
Não se demorava na rede de elogios, sob o fascínio da ilusão.
Seguia sempre na direção do alvo que lhe cabia atingir.
Assim, também nós, endividados ou pecadores, pobres ou doentes, fracos ou inábeis, desiludidos ou torturados, uma coisa façamos... Acima de todos os tropeços e inibições, prossigamos sempre adiante, olvidando o mal e fazendo o bem.

Emmanuel / Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: Palavras de Vida Eterna

Hábitos mentais

Cuida de avaliar a faixa mental em que te encontras, verificando quais os pensamentos que te agradam e aqueles que te afligem.
Aprende a selecionar os pensamentos portadores de propostas de alegria de viver, estribada no raciocínio lúcido e edificante.
Mantém-te vigilante em relação às ideias perniciosas, portadoras de carga emocional infeliz, não as acolhendo, e sempre substituindo-as por outras possuidoras de significado superior, capazes de manter-te em clima de equilíbrio.
Os pensamentos armazenados no teu inconsciente constituem a tua identidade perante a vida, e será com eles que despertarás além do corpo, quando a desencarnação arrebatar-te na direção da imortalidade.

Joanna de Ângelis / Médium Divaldo Pereira Franco
Livro: Libertação do Sofrimento

No júbilo de servir

“Depois de haverdes feito quanto vos foi ordenado, dizei: somos servos inúteis, fizemos o que devíamos fazer”.
Jesus (Lucas, 17:10)


Guarda tua alma no júbilo de servir.
Não reclames honrarias, por mais alto te pareça o triunfo em tuas mãos.
Se a terra se julgasse dona da árvore que frutifica na sua crosta, intentando negar-lhe arrimo, não faria mais que privar-se da proteção que o vegetal lhe dispensa, e se a árvore se presumisse proprietária da terra que a suporta, nada mais conseguiria que a eliminação de si mesma. Atenta, porém, à seiva e ao equilíbrio que a Sabedoria Divina lhe assegura entra em abençoada cooperação e produz a bênção da colheita.
Todos os bens da vida fluem da Bondade de Nosso Pai.
Nas tuas horas de êxito medita nas forças conjugadas que te sustentam. Pensa nos que te beneficiam e te instruem, nos que te amparam e te garantem.
Orgulhar-se das boas obras é ensombrar a própria visão, invocando homenagens indébitas que, de direito, pertencem a Deus.
À maneira do instrumento leal e dócil deixa que o Sumo Bem te use a vida.
O violino, ainda mesmo o de mais rara fabricação, não vale por si, Engrandece-se, porém, na fidelidade com que se rende às mãos do artista que o integra na exaltação da Harmonia Eterna.

De “Segue-me!...”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

Com simplicidade e afeição

Diante das pessoas muito feridas por graves dores morais, mantém-te comedido.
Não será o excesso verbal que suavizará a dor.
Procura sentir a origem da aflição, afim de auxiliares com proveito.
Em certas ocasiões, o silêncio e a afeição pelo aflito realizam milagres de renovação. Em outras, a palavra gentil e esclarecedora produz resultado.
Nem a mudez incômoda, nem o expressar de opiniões complexas e de difícil assimilação.
Para cada caso, um comportamento próprio.
Não intentes resolver, num momento, problemas que se vem agravando há muito tempo, nem subestimes o estado angustiante do teu próximo.
As dores nem sempre são o que representam, mas o que lhes atribuem aqueles que as sofrem.
Cada um vê um problema pela ótica pessoal.
O que te é insignificante, para outrem é grave. Muitas outras coisas que te parecem importantes, para outras pessoas nada valem.
A vida são as experiências de cada criatura, segundo seu grau de evolução e seus interesses.
Portanto, age com simplicidade e afeição.


Joanna de Ângelis / Médium Divaldo Pereira Franco
Livro: Roteiro de Libertação - Ed. LEAL

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Ajude a você mesmo

Não ambicione do seu vizinho senão os dons excelentes que lhe exornam o espírito.
Não permita que os dissabores governem o leme de seu destino.
Não entregue o templo de sua memória às más impressões.
Não se esqueça de que o ideal superior, objeto de sua admiração, deve corporificar-se em seus caminhos.
Não se prenda ao mal; no entanto, não se desvie das obrigações de fraternidade para com aqueles que foram atingidos pelo mal.
Não apague o archote da fé em seus dias claros, para que não falte luz a você nos dias escuros.
Não fuja às lições da estrada evolutiva, por mais difíceis e dolorosas, a fim de que a vida, mais tarde, lhe abra o santuário da sabedoria.
Não lhe falte tempo para cultivar o que é belo, eterno e bom.
Não olvide que a justiça institui a ordem universal, mas só o amor dilata a obra divina.

André Luiz / Médium: Francisco Cândido Xavier
Livro: Agenda Cristã - Ed. FEB

Vive, Agora

É necessário viver os exemplos com perfeita integração nos objetivos da vida.
Amanhã, diz a comodidade, procurando adiar o instante feliz da auto iluminação.
Mais tarde, sugere a preguiça habitual, transferindo no tempo o ensejo abençoado de renovação.
Saber viver o presente com perfeita identificação da valores constitui uma tarefa-desafio, que somente os fortes logram realizar.
Ontem - recordam as mentes pessimistas - tudo era diferente.
No passado - fala a acomodação mental - as circunstâncias eram diversas e as oportunidades mais generosas.
Agora, no entanto, é o instante superior de ganhar o tempo.
Sem dúvida, o passado caracterizou-se por circunstâncias e oportunidades mui diversas.
O amanhã se apresentará modificado, alterando o curso dos acontecimentos de hoje.
Convém considerar que é inevitável a chegada do porvir como efeito da sucessão dos constantes agora, que devem ser vividos em plenitude.
Não adies o teu momento de produzir no bem.
A tarefa transferida reaparece em circunstâncias mais complicadas.
Propõe-te à ação libertadora da própria consciência.
O que transfiras para mais tarde, ressurgirá em paisagens diferentes das tuas disposições atuais.
Desapega-te dos convencionalismos perniciosos e abre-te à beneficência fraternal.
As aparências que são estruturadas fora da realidade tornam-se pesada canga a afligir e magoar.
O homem que não identifica a finalidade da vida, na dadivosa oportunidade presente, tomba, irremissivelmente, no sofrimento, que se lhe transformará em benfeitor de que tem necessidade.
Age, tu, neste dia, fazendo a tua meditação edificante e construindo o teu eu integral, para que nele habite a paz indispensável a tua plenitude.
Defrontarás os viajores apressados que rumam para lugar nenhum.
Encontrarás os que estacionaram na ociosidade e se fizeram parasitas.
Terás diante de ti os pessimistas por acomodação mental, que tentarão envenenar os teus ideais atirando-te clichês deletérios, os quais se comprazem manter.
Não te detenhas, turbando o teu céu atual com as nuvens perfeitamente dissipáveis da inquietação.
Quem descobriu o claro sol da fé raciocinada e deixou-se incorporar pela crença libertadora, não dispõe de tempo para a inutilidade nem para a precipitação.
Frui da felicidade no trabalho, no prazer e no dever.
A maioria dos homens luta hoje para gozar amanhã. Grande número se esfalfa na busca de férias e entretimentos, que raramente compensam as programações sacrificiais anteriormente elaboradas.
Vive, tu, em gozo permanente, na ação da auto renovação, aprimorando os teus sentimentos e encontrando alegria em cada instante, em todas as tarefas que realizes.
Hoje começa o teu amanhã. Hoje começa o teu passado. Vive, agora!

Livro: Luz da Esperança. Divaldo P. Franco por Joanna de Ângelis

Não entendem

"Querendo ser doutores da lei, e não entendendo nem o que dizem nem o que afirmam." - Paulo.
(I Timóteo, 1:7.)


Em todos os lugares surgem multidões que abusam da palavra.
Avivam-se discussões destrutivas, na esfera da ciência, da política, da filosofia, da religião. Todavia, não somente nesses setores da atividade intelectual se manifestam semelhantes desequilíbrios.
A sociedade comum, em quase todo o mundo, é campo de batalha, nesse particular, em vista da condenável influência dos que se impõem por doutores em informações descabidas. Pretensiosas autoridades nos pareceres gratuitos, espalham a perturbação geral, adiam realizações edificantes, destroem grande parte dos germens do bem, envenenam fontes de generosidade e fé e, sobretudo, alterando as correntes do progresso, convertem os santuários domésticos em trincheiras da hostilidade cordial.
São esses envenenadores inconscientes que difundem a desarmonia, não entendendo o que afirmam.
Quem diz, porém, alguma coisa está semeando algo no solo da vida, e quem determina isto ou aquilo está consolidando a semeadura.
Muitos espíritos nobres são cultivadores das árvores da verdade, do bem e da luz; entretanto, em toda parte movimentam-se também os semeadores do escalracho da ignorância, dos cardos da calúnia, dos espinhos da maledicência. Através deles opera-se a perturbação e o estacionamento. Abusam do verbo, mas pagam a leviandade a dobrado preço, porquanto, embora desejem ser doutores da lei e por mais intentem confundir-lhe os parágrafos e ainda que dilatem a própria insensatez por muito tempo,
mais se aproximam dos resultados de suas ações, no circulo das quais, essa mesma lei lhes impõe as realidades da vida eterna, através da desilusão, do sofrimento e da morte.

Livro: Vinha de Luz – Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

domingo, 17 de agosto de 2014

Aceita a vida

O homem que deseja educar-se e instruir-se supera quaisquer impedimentos.
A vida são as finalidades superiores, estabelecidas pelo Criador, que ninguém pode evitar.
O progresso é fenômeno natural, a parada faz-se por opção pessoal e o recuo nunca se dá.
Toda conquista se incorpora ao patrimônio do Espírito e jamais se perde.
Aceitar e submeter-se à ignorância é forma de preguiça e desinteresse pela vida.
Todo anseio deve ser dirigido para o progresso.
O que te parece difícil de obter constitui desafio e não impedimento.
Fracasso é tentativa que não deu certo.
Desequilíbrio é efeito de erro de conduta.
Enriquece-te de amor e aprimora-te.
Tudo depende do que se deseja, para que se quer e como se pretende conseguir.
“Tudo é possível àquele que crê”, disse Jesus, afirmando que quem acredita motiva-se à ação.
Não te negues o reinício, outra oportunidade.
A chegada em triunfo é o somatório dos passos que venceram a distância.

Joanna de Ângelis / Médium Divaldo Pereira Franco
Livro: Roteiro de Libertação - Ed. LEAL

sábado, 16 de agosto de 2014

Emmanuel - Se todos perdoassem

Imaginemos, por um minuto, que mundo maravilhoso seria a Terra, se todos perdoassem!...
*
Se todos perdoassem, a ventura celeste começaria de casa, onde todo companheiro de equipe doméstica perceberia que a experiência na reencarnação é diferente para cada um e, por isso mesmo, teria suficiente disposição para agir em apoio dos associados da edificação em família, a fim de que venham a encontrar o tipo de felicidade pessoal e correta a que se dirigem.
*
Se todos perdoassem, cada grupo na comunidade terrestre alcançaria o máximo de eficiência na produção do bem comum, porquanto, em toda parte, existiria entendimento bastante para que a inveja e o despeito, o azedume e a crítica destrutiva fossem banidos para sempre do convívio social.
*
Se todos perdoassem, o espírito de competição, no progresso das ciências e na efetivação dos negócios, subiria constantemente de nível moral, suscitando as mais belas empresas de aprimoramento do mundo, porque o golpe e a vingança desapareceriam do intercâmbio entre pessoas e instituições, com o respeito mútuo revestindo de lealdade os menores impulsos à concorrência, que se fixaria exclusivamente no bem com esquecimento do mal.
*
Se todos perdoassem, a guerra seria automaticamente abolida no Planeta, de vez que o ódio seria erradicado das nações, com a solidariedade traçando aos mais fortes a obrigação do socorro aos mais fracos, não mais se verificando a corrida de armamentos e sim a emulação incessante à fraternidade entre os povos.
*
Se todos perdoassem, a saúde humana atingiria prodígios de equilíbrio e longevidade, porquanto a compreensão recíproca extinguiria o ressentimento e o ciúme, que deixariam, por fim, de assegurar, entre as criaturas, terreno propício à obsessão e à loucura, à enfermidade e à morte.
*
Se todos perdoarmos, reformaremos a vida na Terra, apagando de todos os idiomas a palavra “ressentimento”, para convivermos, uns com os outros, acreditando realmente que somos irmãos diante de Deus.
*
Quando todos aprendermos a perdoar, o amor entoará hosanas, de polo a polo da Terra, e então o Reino de Deus fulgirá em nós e junto de nós para sempre.

Emmanuel
(De “Passos da Vida”, de Francisco Cândido Xavier – Espíritos diversos)

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Joanna de Ângelis - Convite à Prudência

A prudência é atitude de sabedoria.
Prudência no falar, no agir e no pensar.
Ao falar, o homem perde o domínio da palavra.
Falar com prudência leva-o a atitude refletida.
Já a palavra precipitada pode lavrar incêndio, provocar conflito ou desarticular programas úteis.
A palavra não pronunciada é patrimônio precioso que o homem pode utilizar no momento justo.
A palavra falada pode converter-se em chicote que volta e pune o irresponsável que a libera.
Antes de agir, o homem detém os valores que pode utilizar; depois, colhe os resultados do ato.
Agir com ponderação.
Pensar com prudência.
A palavra que fere conduz à posição exaltada, impedindo a perfeita ordenação mental, o que pode levar a resultados danosos.
Pensar-refletindo predispõe a ouvir e cria o hábito de ponderar com acerto sobre os verdadeiros problemas da vida.
Com prudência, Jesus pensou, falou e agiu.
Devagar, surge um reino de paz e esperança para a humanidade.

Joanna de Ângelis / Médium Divaldo Pereira Franco
Livro: Convites da Vida

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Entendimento

O cultivador do campo não prescinde do arado com que sulcará o corpo da gleba.
O estatuário recorrerá ao buril para afeiçoar o mármore à ideia criadora que lhe inflama a cabeça.
A criatura interessada na produção de reflexos mentais protetores de sua senda não dispensará o entendimento por alicerce do trabalho renovador. Entendimento que simbolize fraternidade operante.
Até o ingresso na Consciência Cósmica, todos os seres se distinguem pela face de luz com que se alteiam para os cimos da evolução e pela face de sombra pela qual ainda sofrem a influência da retaguarda.
Todos recolhemos do Pai Celeste os estímulos ao futuro e todos padecemos os reflexos do passado a se nos projetarem sobre a existência.
Só o culto do entendimento pode garantir-nos o equilíbrio indispensável no serviço edificante de autoburilamento.

Emmanuel / Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: Pensamento e Vida - Ed. FEB

Disciplina

Em toda a Criação vibra a mensagem paternal da ordem divina.
Quando há desrespeito na ordem, campeia a tormenta e o desequilíbrio.
A ordem é ímã da disciplina, que sustenta a produção e inspira o progresso.
Em ti mesmo, a reencarnação significa escola de iluminação, mas também cárcere
disciplinar, para que adquiras recursos e valores que te deem liberdade e ascensão.
Necessitas metodizar o receber, tanto quanto disciplinar o dar.
Disciplina é o conjunto de deveres nascidos da ordem imposta ou consentida.
A felicidade do homem decorre da disciplina que este se impõe, como seja:
Educação da vontade e correção nos atos;
Moderação da voz, domínio dos impulsos e ordem nas atividades e deveres.
Observa que até a Verdade chega ao homem em doses que o vitalizam.
Enfim, recorda Jesus, que não veio "destruir a Lei, mas dar-lhe cumprimento".

Joanna de Ângelis / Médium Divaldo Pereira Franco
Livro: Messe de Amor -Ed. LEAL

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Pessoas Queridas

Claro que já compreendes que a pessoa querida é um mundo a parte, muitas vezes, com sentimentos e raciocínios muito diversos dos teus.
Entendamos a situação de cada individualidade, dentro do contesto de necessidades de provas de que se faça portadora e respeitemo-la na problemática que apresente.
Incentivemos os familiares queridos a fazerem o melhor de si mesmos, sem, no entanto, desconsiderar-les a vocação para as tarefas mais simples.
Atendamos ao imperativo do diálogo construtivo em que nossas sugestões de melhoria possam ser plenamente enunciadas.
Se os nossos roteiros mais nobres não forem atendidos, desde que estejamos tratando com criaturas a quem as leis humanas já conferiram os direitos da maioridade, seria violência de nossa parte encarece-las em nossos pontos de vista.
Planejamos aventura conjugal para nossos filhos, enquanto na terra, entretanto na hipótese de haveres nascido para uniões de resgate difícil, seria perigoso compeli-los a fuga do caminho a percorrer.
Estimaríamos honorificar descendente amados com os títulos acadêmicos do mais alto porte, todavia muitos terão vindo até nós, quando no plano físico, para os mais rudes encargos, cabendo nos respeitá-los.
Se almas queridas jazem caídas no erro quando terão vindo ao mundo com a promessa de superar induções a queda, não as reprovemos ou condenemos de modo algum e sim saibamos deixar-lês o caminho livre, tanto quanto possível, para fazerem da vida que lhes é a própria o que melhor lhes pareça.
Não obrigues ninguém a viver, conforme os teus padrões de comportamento, deveis que não suportarias imposições alheias em teu modo de ser.
Em suma: conserva seriedade ante as escolhas do próximo e vive a própria vida, deixando aos outros a liberdade de viver a existência que Deus lhes concedeu.

Emmanuel & Francisco Cândido Xavier - Livro: Calma

O Tempo

A maioria dos homens não percebe ainda os valores infinitos do tempo.
Existem efetivamente os que abusam dessa concessão divina. Julgam que a riqueza dos benefícios lhes é devida por Deus.
Seria justo, entretanto, interrogá-los quanto ao motivo de semelhante presunção.
Constituindo a Criação Universal patrimônio comum, é razoável que todos gozem as possibilidades da vida; contudo, de modo geral, a criatura não medita na harmonia das circunstâncias que se ajustam na Terra, em favor de seu aperfeiçoamento espiritual.
É lógico que todo homem conte com o tempo, mas, se esse tempo estiver sem luz, sem equilíbrio, sem saúde, sem trabalho?
Não obstante a oportunidade da indagação, importa considerar que muito raros são aqueles que valorizam o dia, multiplicando-se em toda parte as fileiras dos que procuram aniquilá-lo de qualquer forma.
A velha expressão popular “matar o tempo” reflete a inconsciência vulgar, nesse sentido.
Nos mais obscuros recantos da Terra, há criaturas exterminando possibilidades sagradas. No entanto, um dia de paz, harmonia e iluminação, é muito importante para o concurso humano, na execução das leis divinas.
Os interesses imediatistas do mundo clamam que o “tempo é dinheiro”, para, em seguida, recomeçarem todas as obras incompletas na esteira das reencarnações... Os homens, por isso mesmo, fazem e desfazem, constroem e destroem, aprendem levianamente a recapitulam com dificuldade, na conquista da experiência.
Em quase todos os setores de evolução terrestre, vemos o abuso da oportunidade complicando os caminhos da vida; entretanto, desde muitos séculos, o apóstolo nos afirma que o tempo deve ser do Senhor.

Emmanuel & Francisco Cândido Xavier
(De “Caminho, Verdade e Vida”)

domingo, 10 de agosto de 2014

Antes de servir

“Bem como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir.” – Jesus. (Mateus, 20:28.)

Em companhia do espírito de serviço, estaremos sempre bem guardados. A Criação inteira nos reafirma esta verdade com clareza absoluta.
Dos reinos inferiores às mais altas esferas, todas as coisas servem a seu tempo.
A lei do trabalho, com a divisão e a especialização nas tarefas, prepondera nos mais humildes elementos, nos variados setores da Natureza.
Essa árvore curará enfermidades, aquela outra produzirá frutos. Há pedras que contribuem na construção do lar; outras existem calçando os caminhos.
O Pai forneceu ao filho homem a casa planetária, onde cada objeto se encontra em lugar próprio, aguardando somente o esforço digno e a palavra de ordem, para ensinar à criatura a arte de servir. Se lhe foi doada a pólvora destinada à libertação da energia e se a pólvora permanece utilizada por instrumento de morte aos semelhantes, isto corre por conta do usufrutuário da moradia terrestre, porque o Supremo Senhor em tudo sugere a prática do bem, objetivando a elevação e o enriquecimento de todos os valores do Patrimônio Universal.
Não olvidemos que Jesus passou entre nós, trabalhando. Examinemos a natureza de sua cooperação sacrificial e aprendamos com o Mestre a felicidade de servir santamente.
Podes começar hoje mesmo.
Uma enxada ou uma caçarola constituem excelentes pontos de início. Se te encontras enfermo, de mãos inabilitadas para a colaboração direta, podes principiar mesmo assim, servindo na edificação moral de teus irmãos.

Livro: Pão Nosso - Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

Compaixão

Ter compaixão é possuir um entendimento maior das fragilidades humanas. É quando nos tornamos mais realistas, menos exigentes e mais flexíveis com as dificuldades alheias.
Compaixão — manifestação de um coração aberto.
“Há mais felicidade em dar que em receber” *1. De bem-aventurado vem a palavra beato — do latim beatus, que significa “feliz”. Beatificar alguém é declará-lo na plenitude da felicidade; por isso é que chamamos comumente de venturosas as pessoas felizes.
Cristo usava com frequência essa forma literária em seus discursos: “Bem-aventurados são aqueles que...”. Essas bem-aventuranças eram e são a fórmula que o Mestre Jesus recomendava para conquistar a verdadeira felicidade ou para alcançar uma vida plena.
Ter compaixão é possuir um entendimento maior das fragilidades humanas. É quando nos tornamos mais realistas, menos exigentes e mais flexíveis com as dificuldades alheias.
Se quisermos a paz do mundo, sejamos pessoas felizes. O bem-aventurado é um agente da paz, pois as criaturas maduras possuem uma compassiva “noção de vida”. Por isso, afirmam os Espíritos Benevolentes: “(...) aquele que vê claramente as coisas tem uma ideia mais justa do que o cego. Os Espíritos veem o que não vedes; eles julgam, pois, de outro modo que vós, mas ainda uma vez, isto depende da sua elevação”*2.
Ao abrirmos o coração para alguém, vivenciamos uma forma de empatia — sentimos o que ele sentiria caso estivéssemos vivenciando a sua situação. Isso é uma questão de ressonância. Só podemos apoiar e cooperar se nossos estados interiores forem sensibilizados; apenas podemos compartilhar a alegria ou a tristeza de alguém se elas também nos tocarem. Se não nos permitimos sentir medo, amor, tristeza ou alegria, não podemos reagir a esses sentimentos diante das pessoas e podemos até duvidar de que elas os estejam experimentando.
Compaixão está associado a empatia. Perde o bom senso quem não estabelece limites nos bens que vai dar ou receber. Alguns de nós fazemos favores ou concedemos benefícios aos outros sem critério ou fundamentação alguma.
No entanto, empatia não é medir ou julgar alguém por nós. Não é nos colocarmos no lugar da criatura e ficarmos ilusoriamente imaginando seu sofrimento. Empatia é o contato direto do nosso coração com o coração de outro ser humano.
A ajuda verdadeiramente sapiencial é aquela que permite que as pessoas à nossa volta aprendam a se desenvolver, solucionando suas dificuldades por si mesmas.
O ser compassivo não invade a vida alheia. Os indivíduos só mudam quando estão prontos para mudar.
Algumas religiões podem distorcer nossa concepção de mundo, utilizando a culpa ou o fanatismo como forma de nos controlar ou de nos forçar a dar coisas. A viseira do emocionalismo pode nos levar à frustração e ao desapontamento. Podemos ser coagidos a conceder benefícios ou participar de doações materiais, usando uma forma distorcida de compaixão. Muitos de nós nos doamos porque esperamos receber em troca atenção e respeito de outras pessoas. Isso não é ajuda real nem mesmo está unido ao amor; mais se assemelha a uma forma de barganha, seguida de eterna cobranças.
Para que possamos cooperar efetivamente com alguém, é preciso abrirmos mão de nossa arrogância salvacionista, ou seja, acreditar que a redenção das almas que amamos depende, única e exclusivamente, de nosso desempenho e de nossa dedicação. Cada pessoa é uma obra-prima de Deus e, quando subestimamos a força divina que há no outro, nossos relacionamentos ficam anêmicos e áridos. A compaixão salvaguarda a liberdade de sentir, pensar e agir.
Os bem-aventurados aos quais se referia Jesus são felizes porque reconheceram que não devem viver de forma ególatra; devem viver, sim, uma existência de auxílio a si mesmo e ao bem comum. Compaixão é o desenvolvimento do sentimento de fraternidade que move o ser fraterno a ter uma noção ética com vistas à integração e à solidariedade entre pessoas.

*1. Atos, 20:35.

*2. Questão 241 (O Livro dos Espíritos). Os Espíritos tem do presente uma ideia mais precisa e mais justa que nós? “Do mesmo modo que aquele que vê claramente as coisas tem uma ideia mais justa do que o cego. Os Espíritos vem o que não vedes: eles julgam, pois, de outro modo que vós, mas ainda uma vez, isto depende da sua elevação.”

Hammed - De “Os prazeres da alma”, Francisco do Espírito Santo Neto

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

No Aprimoramento

No aperfeiçoamento do corpo espiritual, além do primitivismo de certas almas que jazem, longo tempo, entorpecidas após a morte física, observamos, ainda, o quadro das mentes evolvidas intelectualmente, mas submersas nas densas vibrações decorrentes de compromissos escuros.
Não permanecem no regime da inércia, em sono larval; entretanto, agitam-se nos desvarios da loucura.
Criam imagens que vivem e se movimentam na intimidade delas próprias, por tempo indeterminado, cuja duração varia com a força do impulso de suas paixões.
Carregam consigo os dramas intensos de que se fizeram autoras.
Encarnada na Terra, a inteligência vive entre as provocações da esfera carnal e as sugestões silenciosas da mente. Quanto mais intelectualizada a criatura, mais profundamente respira no plano das idéias, influenciando e sendo influenciada.
Geralmente, porém, o homem desequilibra os próprios sentimentos, inclinando-se, em maior ou menor percentagem, para o afastamento das leis com as quais se deve nortear. Atravessa os caminhos humanos, ganhando pouco e quase sempre perdendo muito, dentro de si mesmo, obscurecendo-se nas pesadas sombras dos pensamentos inquietantes que produz para o consumo de suas necessidades mentais.
Assim é que a desencarnação não lhes modifica o campo íntimo.
Encasulada no círculo vibratório das criações que lhe dizem respeito, a alma sofre naturais inibições, ante a paisagem da vida gloriosa. Não possui ainda órgão de percepção para sintonizar-se com os espetáculos deslumbrantes da imensidade, encarcerada, qual se encontra, entre as paredes estranhas das concepções obscuras e estreitas em que se agita.
Como a lâmpada vive no seio das próprias irradiações, imitindo luz que é também matéria sutil, a alma permanece no seio das criações que lhe são peculiares, prendendo-se à paisagem em que prevaleçam as forças e desejos que lhe são afins, porque o pensamento é também substância rarefeita, matéria dentro de expressões inabordáveis até agora pelas investigações terrestres.
Podendo alimentar-se, por tempo indefinível, das emanações dos próprios desejos, entidades existem que estacionam, durante muitos anos, dentro dos quadros emocionais em que se comprazem, atrasando a marcha evolutiva, até que reencarnam na recapitulação das experiências em que faliram, retomando o serviço de purificação interior para a sublimação de si mesmas.
Desse modo, somos defrontados por dolorosos fenômenos congeniais.
Suicidas recomeçam a luta física, no círculo de moléstias ingratas, e criminosos reaparecem no berço, com deploráveis mutilações e defeitos; alcoólatras regressam à existência, em companhia de pais que se sintonizam com eles e grandes delinquentes reencetam a viagem do aprimoramento moral, na esfera de provas temíveis, quais sejam as de enfermidades indefiníveis e de aflições dificilmente remediáveis.
No extenso e abençoado viveiro de almas que é o mundo, pouco a pouco, de século a século e de milênio a milênio, usando variados corpos e diversas posições no campo das formas, nosso espírito constrói lentamente, para o próprio uso, o veículo acrisolado e divino, com que o Senhor nos reserva em plena imortalidade vitoriosa.

Do Livro: Roteiro, Médium: Francisco Cândido Xavier. pelo Espírito Emmanuel

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Prejuízos e Vantagens

Quem assestar a observação pessoal em torno de si, descobrirá que o mundo se constitui de recantos multifaces, atraindo reflexões, qual se os olhos fossem caleidoscópios para visões de profundidade da alma.
De trecho em trecho, um quadro sugerindo meditações:
O campo cultivado, embora a rudeza do solo;
O charco absorvendo considerável extensão de terra boa;
O jardim florido, conquanto, às vezes, adubado a detritos;
O espinheiro deitado acúleos sobre a gleba fértil;
A casa singela de quatro aposentos, em muitas ocasiões, aguentando mais de vinte pessoas;
O edifício de formação enorme, superlotado de comodidades, carregado apenas de dois a três habitantes;
A árvore sacrificada pela influência de parasitos e ofertando frutos em todas as direções;
O tronco opulento, rico de galharia, a revestir-se de beleza sem a mínima utilidade;
A fonte distribuindo benefícios, apesar de movimentar-se entre montões de pedras e areia;
O repuxo multicolorido que impressiona a vista sem saciar a sede, posto que situado no reconforto da praça pública;
Do mesmo modo encontramos o mundo moral em que respiramos.
Cada criatura é recanto vivo nos planos da consciência.
Muitos se queixam de imperfeições e dificuldades; inúmeros não enxergam as oportunidades e os talentos que usufruem.
Se todos temos empeços, todos igualmente desfrutamos vantagens.
Una, possuindo vastos recursos, ocasionam prejuízos sem conta; outros, cercados de obstáculos, produzem valores imperecíveis.
Dirijamos as lentes do estudo desapaixonado sobre nós mesmos e perceberemos, de imediato, o que realmente somos e o que podemos ser, em matéria de bem ou mal, para os outros, na ordem da vida, tudo dependendo da aplicação de nosso livre arbítrio.

André Luiz & Waldo Vieira
Obra: Sol nas Almas

No Mundo Íntimo


Em todos os problemas que se reportam à construção e à produção, nos círculos da natureza exterior, surpreendemos recursos drásticos na base das equações necessárias.
É o atrito na direção do progresso, esmerilando, mondando, corrigindo, aperfeiçoando...
O solo, na plantação, tolera o corte do arado a lanhar-lhe o corpo submisso.
O fruto amadurecido recebe a pancada do segador, no dia da ceifa, de modo a transformar-se em pão que sustente a mesa.
Antes que o asfalto complemente a segurança da estrada, é preciso que a terra suporte os ataques da picareta.
Para que a pedra venha do serro bruto ao trabalho do homem, quase sempre, sofre a ação do explosivo controlado.
O minério, a fim de elevar-se ao nível da indústria, encontra o forno de alta tensão.
O mármore, candidato à obra-prima, submete-se à pressão do cinzel.
A planta para derramar seiva nutriente ou curativa, sujeita-se aos golpes do incisor.
Na cirurgia o órgão doente para reabilitar-se, experimenta os lances do bisturi.
Instrumentos os mais diversos auxiliam o homem a expurgar, edificar, brunir, renovar...
Entretanto, nos grandes conflitos do sentimento, diante das tempestades morais e as provas constrangedoras que atormentam a alma e convulsionam a vida, o remédio indispensável será sempre a constância da paciência gerando a força da paciência.

Emmanuel
Livro: “Ideal Espírita”, de Francisco Cândido Xavier – Autores diversos

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Jesus e Pilatos


A passagem do preposto de Cezar na Judeia pela vida do meigo Jesus, está assinalada por triste marca de covardia, que, lamentavelmente, ainda vem sendo encontrada nos caracteres humanos.
Inumeráveis são os indivíduos que:
Não se importam com as lições do bem, se isso não lhes traz prestígio qualquer;
Não valorizam os amigos, senão quando deles dependem para algum benefício receber;
Não se envolvem nas dificuldades atravessadas pelos seres queridos, para não terem que sair da própria comodidade;
Não opinam a favor de alguém, quando sabem que poderão ser malvistos ou reprochados;
Não destacam a grandeza das pessoas, se isso puder repercutir, apagando ou pondo em nível secundário a si mesmos.
São muitos os que encontram sempre razões para fugir, lavando as mãos perante as situações mais diversas da existência, se não podem tirar algum lucro, de qualquer modo.
Diante do bem, do amor e do iluminamento, que o Celeste Benfeitor nos sugeriu, para o encontro com a felicidade, ainda são muitos os que preferem não ver, não ouvir, não saber, repetindo o gesto tristemente histórico de Pôncio Pilatos, mergulhando a consciência em profundo fosso de remorsos sem termo, requerendo boa vontade e disposição para retomar o nobre caminho, nas faixas de atrozes expiações, que deverão libertá-los da cobardia e da execrável omissão perante o bem.

(De “Vida e Mensagem”, de J. Raul Teixeira, pelo espírito de Francisco de Paula Vítor)

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Saibamos Pensar

Se pretendes receber a luz dos anjos para viver em paz entre os homens, observa como pensas, a fim de que a sombra de ontem não te anule a esperança de hoje.
*
Cada dia é frente movimentada na luta silenciosa, em que nos cabe entronizar na consciência aquela vitória espiritual sobre nós mesmos, capaz de assegurar-nos a suspirada penetração na Vida Celeste.
*
Hora a hora, aprendamos pensar com o bem, pelo bem, junto do bem, através do bem e estendendo o bem, a fim de que venhamos a errar menos, diante das leis que nos regem.
*
Observando o irmão transviado, que a convenção apelida por malfeitor, mentaliza-lhe a recuperação que o integrará na comunidade das criaturas úteis e auxilia-o quanto possas.
*
Perante a irmã que se fez infeliz na conceituação dos outros, reflete no esforço que o seu valor feminino despendeu para ser nobre e digna e estende-lhe mãos fraternas.
*
Ante o delinquente que se transformou em réu da justiça, medita na batalha indefinível que o companheiro desventurado terá vivido em si próprio, antes de render-se à tentação e ampara-o com os recursos ao teu alcance.
*
Não cubras teus olhos com o crepe do pessimismo, nem envolvas teus braços no gelo da indiferença.
*
Aprende a pensar para o bem para que o bem te ensine ver e a servir.
*
Onde o mundo situa o aviltamento e a corrupção, a falência e a queda, o pensamento reto descobre sonhos malogrados e aspirações desfeitas que a tempestade da ignorância e da penúria destruiu.
*
Não te confies às sugestões da tristeza e do desânimo, da crueldade e da maldição.
*
Passa auxiliando e sentirás no irmão da estrada a continuação de ti mesmo.
*
E, acendendo a luz da confiança e da bondade em torno dos próprios pés, guardarás a mente invulnerável à influência das trevas, convertendo o próprio espírito em vaso sagrado no qual o pensamento nobre, recolhido com limpidez e segurança, transformar-te-á a existência em estrela, brilhando na Terra em abençoada antecipação ao Reino de Deus.

De “Nós”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Desfavoravelmente

"Não imiteis o homem que se apresenta como modelo e trombeteia ele próprio suas qualidades a todos os ouvidos complacentes."
(Alan Kardec - E.S.E. Cap. XVII -ltem 8).


Não julgue desfavoravelmente, mesmo que sua observação o ajude na conclusão precipitada.
Você não pode pretender ter examinado o assunto sob todos os ângulos. Muita coisa, que você vê, não é exatamente como você vê...
Não comente desfavoravelmente, mesmo que tenha sobejas razões para fazê-lo.
Você não sabe como se portaria, se estivesse na posição do antagonista. O que você sabe não se deu realmente como você sabe...
Não pense desfavoravelmente, mesmo que encontre apoio na atitude de todos.
Você não conhece o assunto com a consideração devida. O que você conhece não expressa a realidade como você pensa...
Não informe desfavoravelmente, mesmo que você esteja senhor do assunto.
Você não dispõe de possibilidades para prever as mudanças que se operam num minuto. O de que você está informado não é conhecimento bastante para que você informe como foi informado...
Não opine desfavoravelmente, quando você puder ajudar, só porque muitos são contra.
Você não pode discordar, somente para agradar a maioria. O de que você tem notícia não se passou como lhe disseram...
Ouça a opinião de duas pessoas de gostos musicais diferentes, saindo de um concerto de música clássica...
No dia do julgamento de Jesus-Cristo, a multidão julgava, comentava, pensava, informava e opinava desfavoravelmente a Ele...
Crucificado, deu ganho de causa aos assassinos e perseguidores.
No entanto, o material com que O julgaram e as testemunhas que O acusaram não representavam a verdade, porque, enquanto todos estavam ligados aos interesses inconfessáveis do mundo, desejavam alijá-lo da Terra.
Ele, que era o Senhor do mundo, ficou, porém, em silêncio, fiel ao Supremo Pai, porfiando até o fim.

Marco Prisco & Divaldo P. Franco
(Glossário Espírita-Cristão).

Retificar

Corrige amando para que a chama de teu auxílio não se apague ao golpe rijo do desespero.
Não prescindirás da bondade e da tolerância na retificação dos elementos mais simples.
O próprio ato de remendar a peça de roupa humilde, recuperada para servir-te, reclama desvelo justo.
Lembra-te de que o cirurgião recorre à anestesia para atender ao órgão doente e recorda que o artista trabalhando a pedra obscura, não a golpeia sem amor, a fim de que o buril, manejado com sabedoria e ternura, dela arranque a obra-prima que lhe expressará o sonho de perfeição e beleza.
Se realmente amas aquele que a sombra afeia e desfigura, não cobri-lo-ás de impropérios e maldições, porquanto, condenar quem já é de si mesmo desorientado e infeliz é o mesmo que precipitar o viajante inseguro no abismo das trevas ou acelerar a agonia do enfermo, arrojando-o ao visco da morte.
Não basta sentir o veneno do mal e perceber-lhe a influência.
É imprescindível descobrir o antídoto do bem para administrá-lo, sem alarme, na hora certa.
Diante dos corações que reconheces transviados em pedregoso caminho, estende em silêncio os braços amigos para que a fraternidade exalte o ministério da salvação, sem os remoques da crueldade que apenas conseguem piorar as moléstias do espírito, assim como a imprudência do enfermeiro alarga a ferida que as suas mãos se propunham a curar.
Guarda a certeza de que à frente do nevoeiro não vale gritar para que a sombra de extinga.
É necessário o socorro da paciência com a firme disposição de acender nova luz.

Livro: Intervalos - Emmanuel/ Psicografia de Francisco Cândido Xavier

domingo, 3 de agosto de 2014

Saber como convém

“E se alguém cuida saber alguma coisa, ainda não sabe como convém saber.”
- Paulo. (I Coríntios, 8:2.)


A civilização sempre cuida saber excessivamente, mas, em tempo algum, soube como convém saber.
É por isto que, ainda agora, o avião bombardeia, o rádio transmite a mentira e a morte, e o combustível alimenta maquinaria de agressão.
Assim também, na esfera individual, o homem apenas cogita saber, esquecendo que é indispensável saber como convém.
Em nossas atividades evangélicas, toda a atenção é necessária ao êxito na tarefa que nos foi cometida.
Aprendizes do Evangelho existem que pretendem guardar toda a revelação do Céu, para impô-la aos vizinhos; que se presumem de posse da humildade, para tiranizarem os outros; que se declaram pacientes, irritando a quem os ouve; que se afirmam crentes, confundindo a fé alheia; que exibem títulos de benemerência, olvidando comezinhas obrigações domésticas.
Esses amigos, principalmente, são daqueles que cuidam saber sem saberem de fato.
Os que conhecem espiritualmente as situações ajudam sem ofender, melhoram sem ferir, esclarecem sem perturbar. Sabem como convém saber e aprenderam a ser úteis. Usam o silêncio e a palavra, localizam o bem e o mal, identificam a sombra e a luz e distribuem com todos os dons do Cristo. Informam-se quanto à Fonte da Eterna Sabedoria e ligam-se a ela como lâmpadas perfeitas ao centro da força. Fracassos e triunfos, no plano das formas temporárias, não lhes modificam as energias. Esses sabem por que sabem e utilizam os próprios conhecimentos como convém saber.

Mensagem de Emmanuel no livro Vinha de Luz, psicografado por Francisco Cândido Xavier

Para que Nasci

A maturidade vai chegando, sem ainda alicerçar o entendimento, e surge a pergunta, na floração do cérebro em que desponta a luz do saber:
— Para que nasci?
Essa pergunta mais tarde recebe, da própria vida, a resposta, principalmente quando o jovem encontrar a oportunidade valiosa de conhecer a Doutrina dos Espíritos, fonte divina de informações para todas as dúvidas.
Nasceste, meu filho, como todos os outros, em busca da perfeição. Nascer é um dos processos do aprimoramento que a Divindade emprega em favor de todos nós. Uma reencarnação é oportunidade de ouro em nossas mãos.
Estamos esperando esse tesouro de há muito, e sempre pedimos a Jesus que o nosso nascimento seja no Brasil, e que não nos falte trabalho nos caminhos que haveremos de percorrer.
Quem se encontra movendo-se em um corpo físico, seja ele como for, que tenha paciência, reforce a fé e procure, se ainda não conhece, uma filosofia que lhe dê maior entendimento sobre a vida, não se desesperando, querendo voltar para cá sem cumprir seus deveres ante o mundo. Quando chegamos aqui com mãos vazias, os padecimentos são terríveis, no que tange à consciência.
Ouve a nossa voz de alerta! Jesus quando disse que era o Caminho, a Verdade e a Vida, expressava a única maneira de alcançarmos a felicidade. Procura conhecer Jesus, se ainda não despertaste para tal, que a tua vida será, verdadeiramente, uma vida no Chão de Rosas.
Estamos em uma época de modificações urgentes. Logo, compreenderás porque nascemos e renascemos na Terra, porque a fila, aqui, para reencarnar, é muito grande. Ademais, requer-se muito preparo para essa volta, nos dias que correm, céleres, em busca da Luz maior.
Estamos próximos de um grande desfecho. O ciclo evolutivo planetário está findando, oportunidade em que a reencarnação se torna mais difícil, para as almas em provações. As reincidentes no mal, deverão encontrar outros mundos, onde o ranger de dentes é norma comum. Em alguns planetas, falta mesmo a luz de um sol, como temos aqui, na Terra; essa beleza divina, que são os raios solares, que trazem consigo milhões de toneladas de energias vivificantes, todos os dias, em nosso favor.
Para que nasci? Tal pergunta é blasfêmia, quando falamos revoltados. O nascimento, na Terra, é porta para ingressarmos na luz de maiores entendimentos e felicidade.
A Doutrina Espírita está empenhada em espargir luzes, como está fazendo, em todas as direções. No amanhã, será reconhecida até pelos próprios mandatários da Terra, porque, quem ajuda a educar e instruir, não pode ser persona non grata para um país. Se o lema é a Caridade, que nasce do Amor, é força poderosa, que vem diretamente de Deus.

De “Chão de Rosas”
Scheilla & João Nunes Maia

Oração por auxílio

*Auxilia-nos para o bem que nos destinas, mas também para extinguir o mal que ainda carregamos.

*Auxilia-nos não só a crer, mas também a realizarmos o melhor.

*Auxilia-nos a praticar aceitação, mas também a exercermos o discernimento.

*Auxilia-nos a usar a paciência, mas também a livrar-nos da inércia.

*Auxilia-nos a trabalhar, mas também a servirmos sem reclamação.

*Auxilia-nos a estender o amor que nos ensinaste, mas também a cultivar o amor, sem criarmos problemas para ninguém.

De “Jóia”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

Gratidão

Agradeço, alma irmã, por tudo o que me deste,
O auxílio fraternal, generoso e sem preço —
O teto, o lume, o prato, o reconforto, a veste —
Tudo isso agradeço...

Sobretudo, alma boa,
Deus te compense o coração amigo,
Por teu olhar de paz que me alenta e abençoa
Na estrada em que prossigo.

Viste-me em solidão, —
Esperança caída sem ninguém...
Deste-me apoio com teu braço irmão
E ergui-me de alma nova para o bem!...

Não há palavra com que te defina
O reconhecimento que me invade,
Ao sentir-te no amparo a presença divina
Da Celeste Bondade.

Deus te guarde no excelso resplendor
Da luz com que me aqueces todo o ser,
Porque me refizeste a certeza do amor,
A bênção de servir e a força de viver.

Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Maria Dolores

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

A Religião dos Espíritos

À medida que avances, montanha acima, nas trilhas da evolução, é possível que muitos de teus amigos se transformem, porque não possam ver o que vês.
É qual se o vinho capitoso surgisse transfigurado em resíduo de fel, ou como se o brilhante longamente acariciado se metamorfoseasse em pedra falsa.
Consagras-te agora à luz.
Dormitam muitos na sombra.
Escolhes hoje servir.
Demoram-se muitos reclamando o serviço alheio.
Buscas presentemente a verdade.
Afeiçoam-se muitos à mascara da ilusão.
Desapegas-te de prazeres inferiores e posses materiais.
Algemam-se muitos à egolatria.
Estranhando-te a nova atitude, quase sempre te classificam os anseios de elevação com adjetivos injuriosos.
Porque não mais te acomodas nas trevas, há entre eles quem te chame orgulhoso.
Porque conservas a humildade na luz da abnegação, há entre eles quem te chame covarde.
Porque não mais te relaciones com a mentira, há entre eles quem te chame fanático.
Porque esqueces a ti mesmo no culto do amparo a outrem, há entre eles quem te chame idiota.
Entretanto, ama-os, mesmo assim, sem exigir que te amem, cultivando o trabalho que a vida te confiou.
O serviço sustentado nas tuas mãos falará, sem palavras, de teus bons propósitos a criaturas diferente que, tangidas pelo divino amor, chegarão de outros campos em teu auxílio.
Para isso, porém, é indispensável não entres no labirinto das lamentações vinagrosas.
Censurar é ferir, e queixar-se é perder tempo.
Renuncia, pois, à satisfação da convivência com aqueles que, embora continuem amados em teu coração, não mais te comunguem as esperanças.
Se te esquecerem, perdoa.
Se te desprezarem, perdoa mais uma vez.
Se te insultarem, perdoa novamente.
Se te atacarem, perdoa sempre.
Seja qual for a maneira pela qual te apareçam, nos dias da incompreensão, ajuda-os quanto puderes.
O silêncio em serviço é uma prece que fala.
Deus que concede à semente o refúgio da terra e a bênção da chuva para que germine, em louvor do pão, dar-te-á também outras almas, com as quais te associes para a glória do bem.

Emmanuel & francisco Cândido Xavier

Doentes

Há doentes de várias espécies e que portam enfermidades pelo prazer de as carregar.
Senão, vejamos:
o invejoso é doente contumaz do coração;
o maledicente é doente pertinaz da língua;
o caluniador é doente do espírito;
o despeitado é doente do sentimento;
o malicioso é doente da virtude;
o negligente é doente do dever;
o avaro é doente da bondade;
o déspota é doente da afeição;
o mentiroso é doente do equilíbrio.
Muitos são infelizes porque não querem libertar-se das doenças.
Alguns possuem achaques e dores porque dispõem de horas vazias e possibilidades mal aplicadas.
Uns e outros constituem a grande legião que bate à porta do Evangelho a pedir, mas não abrem a porta do coração para o Evangelho entrar.
Aquele que em Jesus encontrou a porta, penetre-a, siga-O e assim preserve-se do mal.

Scheilla / Médium Divaldo Pereira Franco
Livro: Sementes de Vida Eterna


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