quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Jesus e Pilatos


A passagem do preposto de Cezar na Judeia pela vida do meigo Jesus, está assinalada por triste marca de covardia, que, lamentavelmente, ainda vem sendo encontrada nos caracteres humanos.
Inumeráveis são os indivíduos que:
Não se importam com as lições do bem, se isso não lhes traz prestígio qualquer;
Não valorizam os amigos, senão quando deles dependem para algum benefício receber;
Não se envolvem nas dificuldades atravessadas pelos seres queridos, para não terem que sair da própria comodidade;
Não opinam a favor de alguém, quando sabem que poderão ser malvistos ou reprochados;
Não destacam a grandeza das pessoas, se isso puder repercutir, apagando ou pondo em nível secundário a si mesmos.
São muitos os que encontram sempre razões para fugir, lavando as mãos perante as situações mais diversas da existência, se não podem tirar algum lucro, de qualquer modo.
Diante do bem, do amor e do iluminamento, que o Celeste Benfeitor nos sugeriu, para o encontro com a felicidade, ainda são muitos os que preferem não ver, não ouvir, não saber, repetindo o gesto tristemente histórico de Pôncio Pilatos, mergulhando a consciência em profundo fosso de remorsos sem termo, requerendo boa vontade e disposição para retomar o nobre caminho, nas faixas de atrozes expiações, que deverão libertá-los da cobardia e da execrável omissão perante o bem.

(De “Vida e Mensagem”, de J. Raul Teixeira, pelo espírito de Francisco de Paula Vítor)

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