segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Pessoas Queridas

Claro que já compreendes que a pessoa querida é um mundo a parte, muitas vezes, com sentimentos e raciocínios muito diversos dos teus.
Entendamos a situação de cada individualidade, dentro do contesto de necessidades de provas de que se faça portadora e respeitemo-la na problemática que apresente.
Incentivemos os familiares queridos a fazerem o melhor de si mesmos, sem, no entanto, desconsiderar-les a vocação para as tarefas mais simples.
Atendamos ao imperativo do diálogo construtivo em que nossas sugestões de melhoria possam ser plenamente enunciadas.
Se os nossos roteiros mais nobres não forem atendidos, desde que estejamos tratando com criaturas a quem as leis humanas já conferiram os direitos da maioridade, seria violência de nossa parte encarece-las em nossos pontos de vista.
Planejamos aventura conjugal para nossos filhos, enquanto na terra, entretanto na hipótese de haveres nascido para uniões de resgate difícil, seria perigoso compeli-los a fuga do caminho a percorrer.
Estimaríamos honorificar descendente amados com os títulos acadêmicos do mais alto porte, todavia muitos terão vindo até nós, quando no plano físico, para os mais rudes encargos, cabendo nos respeitá-los.
Se almas queridas jazem caídas no erro quando terão vindo ao mundo com a promessa de superar induções a queda, não as reprovemos ou condenemos de modo algum e sim saibamos deixar-lês o caminho livre, tanto quanto possível, para fazerem da vida que lhes é a própria o que melhor lhes pareça.
Não obrigues ninguém a viver, conforme os teus padrões de comportamento, deveis que não suportarias imposições alheias em teu modo de ser.
Em suma: conserva seriedade ante as escolhas do próximo e vive a própria vida, deixando aos outros a liberdade de viver a existência que Deus lhes concedeu.

Emmanuel & Francisco Cândido Xavier - Livro: Calma

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