quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Débitos Seculares

O Cristo Consolador
O Evangelho segundo o Espiritismo – Capítulo VI


Considerando que vêm de longa data os compromissos que têm unido os homens de boa vontade, há que se parar por um minuto, buscando analisar o momento atual, meditar e avaliar os resultados obtidos, reconsiderando os erros naturais nas ações, principalmente quando estas são resultados de esforços desenvolvidos no elevado propósito de servir.
O Apocalipse encontra-se em pleno desenvolvimento; os homens continuam desenvolvendo seus melhores recursos, buscando impor-se uns sobre os outros, esquecendo-se dos mais comezinhos princípios de fraternidade, que devem pautar os comportamentos dos homens inteligentes; o egoísmo continua levando a humanidade para os abismos da dor e do sofrimento; a vaidade e o orgulho jogam irmãos contra irmãos.
Aqueles que assumiram compromissos redentores de laborar em favor dos semelhantes, oportunidade misericordiosa concedida pelo Pai Celestial, favorecem o processo evolutivo. São esses, realmente, os privilegiados que puderam assumir compromissos relevantes em favor da própria emancipação espiritual.
Eis que as trevas, representadas por irmãos merecedores dos nossos cuidados, desenvolvem desesperados esforços no sentido de recuperarem o espaço perdido para Luz.
Urge que os portadores de compromissos, assessorados por espíritos nobres, desenvolvam esforços maiores no sentido de manter o terreno conquistado para o crescimento a Seara do Cristo.
Rever posições é dever urgente daqueles que portam a aflição da consciência de que as quedas sucessivas têm sido motivo de atraso na escalada evolutiva de cada um, Bem-Aventurados os aflitos, nos recorda Mateus.
Vamos aumentar a nossa aflição, buscando na meditação e no esforço comum, recursos para continuar na tarefa que nos foi confiada e que aceitamos conscientemente, sabedores que somos, portadores de dívidas seculares, obsequiados pela Misericórdia Divina ao recebermos a magna ensancha de obrar como mantenedores das claridades divinas sobre o terreno conquistado, enquanto os espíritos superiores planejam a estratégia para a conquista de nossos espaços para o reinado do Amor.

Bezerra de Menezes
(De “Assimilação Evangélica”, de João Nunes Maia – Espíritos Diversos)

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