sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Pureza


Estudando a palavra do Mestre, recordemos que no mundo não existiu ninguém com tanta pureza na alma.
Cabe-nos lembrar como Jesus via no caminho da vida, para reconhecermos que sabia encontrar a Presença Divina em todas as situações e criaturas.
Para muitos, a manjedoura era lugar desprezível; entretanto, Ele via Deus na humildade com que a Natureza lhe oferecia materno colo e transformou a estrebaria num poema de excelsa beleza.
Para muitos, Maria de Magdala era sem valor, pela condição de obsidiada em que se mostrava na vida pública; Ele via Deus em seu coração feminino e converteu-a em mensageira da celeste ressurreição.
Se purificares o coração, notarás a presença de Deus em toda parte, compreendendo que o Criador não desiste de criatura alguma, e notarás que a maldade é apenas lama que envolve a alma – o brilhante Divino que virá fatalmente à Luz...


Emmanuel / Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: Religião dos Espíritos (extrato) - Ed. FEB

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Desperdícios

Há muito desperdício no mundo, fomentando larga faixa de miséria entre os homens.
O que abunda em tua mesa falta em muitos lares.
O excesso nas tuas mãos é escassez em inúmeras famílias.
O que te sobra e atiras fora, produz ausência em outros lugares.
O desperdício é fator expressivo de ruína na comunidade.
O homem, desejando fugir das realidades transcendentes da vida, afoga-se na fantasia, engendrando as “indústrias da inutilidade, abarrotando-se com os acúmulos, padecendo sob o peso constritor da irresponsabilidade, em que sucumbe por fim.
A vida é simples nas suas exigências quase ascetas.
Muitos cristãos distraídos, porém, ataviam-se, complicam os deveres, sobrecarregam-se do dispensável, desperdiçam valores, tempo e oportunidade edificante para o próprio burilamento.
*
Desperdiçam palavras, amontoando-as em verbalismo inútil a fim de esconderem as verdades;
desperdiçam tempo em repousos e férias demorados, que anestesiam os centros combativos da ação da alma encarnada;
desperdiçam alimentos em banquetes, recepções, festas extravagantes com que disputam vaidades;
desperdiçam medicamentos em prateleiras empoeiradas, aguardando, no lar, doenças que não chegarão, ou, em se apresentando, encontram-nos ultrapassados;
desperdiçam trajes e agasalhos em armários fechados, que não voltarão a usar;
desperdiçam moedas irrecuperáveis em jogos e abusos de todo gênero, sem qualquer recato ou zelo;
desperdiçam a saúde nas volúpias do desejo e nas inquietações da posse com sofreguidão;
desperdiçam a inteligência, a beleza, a cultura, a arte nos espetáculos do absurdo e da incoerência, a fim de fazerem a viagem da recuperação do que estragaram, em alucinada correria para lugar nenhum...
Não se recupera a malbaratada oportunidade.
Ninguém volta ao passado, na busca de refazê-lo, encaminhá-lo noutro rumo.
O desperdício alucina o extravagante e exaure o necessitado que se lhe faz vítima.
Há, sim, muito e incompreensível desperdício na Terra.
*
Reparte a tua fartura com a escassez do teu próximo.
Divide os teus recursos, tuas conquistas e vê-los-ás multiplicados em mil mãos que se erguerão louvando e abençoando as tuas generosas mãos.
Passarás pelo mundo queiras ou não. Os teus feitos ficarão aguardando o teu retorno.
Como semeares, assim recolherás.
O que desperdiçares hoje, faltar-te-á amanhã, não o duvides.
Sê pródigo sem ser perdulário, generoso sem ser desperdiçador e o que conseguires será crédito ou débito na contabilidade da tua vida perene.

(De “Leis Morais da Vida”, de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis)

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Filosofia de Compreensão

No transcurso de um dia, não faltam motivos para revides, agressões, quedas morais.
Uma pessoa desatenta choca-se contigo e não se desculpa.
Outra, irreverente, diz-te um doesto e segue, sorrindo.
Mais alguém, em desequilíbrio, não oculta a animosidade que lhe inspiras.
Outrem mais, de quem sabes que te censura, e, mentindo contra ti, acusa-te, levianamente...
Tens vontade de reagir.
“Também sou humano” — costumas pensar.
Somente que reações semelhantes àquelas não resolvem o problema.
Deves nivelar-te às pessoas, pelas suas conquistas e títulos de enobrecimento, numa linha superior, e não pela sua mesquinhez.
Ninguém passa, na Terra, sem provar a taça da incompreensão.
Cada qual julga os outros pelos próprios critérios, mediante a sua forma de ser, como é natural.
O que se não possui, é desconhecido; portanto, difícil de identificado noutrem.
-x-
Não é necessário que se te despersonalizes evitando apresentar-te conforme és.
Faz-se mister que te superes vencendo a parte negativa do teu caráter, aquela que censuras nos outros.
Lapidando as tuas arestas, tornar-te-ás melhor e mais feliz.
Aqueles que são exigentes, que gostam de aclarar tudo, resolver as situações que lhes surgem, padecem de distúrbios emocionais, sofrem ulcerações gástricas e duodenais, vivem indispostos.
Será que esses perturbadores e insolentes do caminho merecem que te desarmonizes?
Segue em paz, durante todo o teu dia, e arrima-te na filosofia da compreensão e da solidariedade, ajudando-os, sem reagires contra eles.
Isto será melhor para ti e para todos.

(De “Episódios diários”, de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis)

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Indiferentes

A indiferença é morte da ação que induz a criatura ao progresso. É ausência de ideal vitalizador.
O indiferente padece de doença que o domina a pouco e pouco, ameaça-lhe o equilíbrio e anula as movimentações que o capacitam para a luta.
São pessoas que não ouvem nem querem ver. Não alcançaram metas e sentem-se burladas.
Refugiam-se na indiferença antes de tentarem mais uma vez. E, porque perderam a fé, negam-se a confiar em alguém.
Nas atividades espirituais, são em número surpreendente. Não reagem a favor nem contra.
Não te aflijas pela atitude delas. Reencontrarão, mais tarde, o caminho que devem percorrer.
Não deixes de produzir e com entusiasmo, no teu campo de ação, quando as defrontares.
Não foram apenas os que odiavam e temiam a soberana força do amor de Jesus que O levaram à morte. Foram também os indiferentes.
Apesar deles, o Senhor escreveu, com sacrifício pessoal, a página mais comovedora e estoica de todos os tempos e que até hoje atrai mentes e corações para Sua doutrina.


Joanna de Ângelis / Médium Divaldo Pereira Franco
Livro: Oferenda (extrato) - Ed. LEAL

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Aflição Vazia


Ante as dificuldades do cotidiano, exerçamos a paciência, não apenas em auxílio
aos outros, mas igualmente a favor de nós mesmos.
Desejamos referir-nos, sobretudo, ao sofrimento inútil da tensão mental que
nos inclina à enfermidade e nos aniquila valiosas oportunidades de serviço.
No passado e no presente, instrutores do espírito e médicos do corpo combatem
a ansiedade como sendo um dos piores corrosivos da alma. De nossa parte, é justo
colaboremos com eles, a benefício próprio, imunizando-nos contra essa nuvem da
imaginação que nos atormenta sem proveito, ameaçando-nos a organização emotiva.
Aceitemos a hora difícil com a paz do aluno honesto, que deu o melhor de si, no
estudo da lição, de modo a comparecer diante da prova, evidenciando consciência
tranqüila.
Se o nosso caminho tem as marcas do dever cumprido, a inquietação nos visita
a casa íntima na condição do malfeitor decidido a subvertê-la ou dilapidá-la; e assim
como é forçoso defender a atmosfera do lar contra a invasão de agentes destrutivos, é
indispensável policiar o âmbito de nossos pensamentos, assegurando-lhes a serenidade
necessária...
Tensão à face de possíveis acontecimentos lamentáveis é facilitar-lhes a
eclosão, de vez que a idéia voltada para o mal é contribuição para que o mal aconteça; e
tensão à frente de sucessos menos felizes é dificultar a ação regenerativa do bem,
necessário ao reajuste das energias que desastres ou erros hajam desperdiçado.
Analisemos desapaixonadamente os prejuízos que as nossas preocupações
injustificáveis causam aos outros e a nós mesmos, e evitemos semelhante desgaste
empregando em trabalho nobilitante os minutos ou as horas que, muita vez,
inadvertidamente, reservamos à aflição vazia.
Lembremo-nos de que as Leis Divinas, através dos processos de ação visível e
invisível da natureza, a todos nos tratam em bases de equilíbrio, entregando-nos a elas,
entre as necessidade do aperfeiçoamento e os desafios do progresso, com a lógica de
quem sabe que tensão não substitui esforço construtivo, ante os problemas naturais do
caminho. E façamos isso, não apenas por amor aos que nos cercam, mas também a fim
de proteger-nos contra a hora da ansiedade que nasce e cresce de nossa invigilância
para asfixiar-nos a alma ou arrasar-nos o tempo sem qualquer razão de ser.


Obra: Encontro Marcado
Francisco Cândido Xavier - Espírito Emmanuel

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Ante a Lei do Bem

Em verdade, quando as aflições se sucedem umas às outras, simultaneamente,
em nossa vida, sentimo-nos à feição do viajor perdido na selva, intimado pelas
circunstâncias a construir o próprio caminho.
Quando atinjas um momento, assim obscuro, em que as crises aparecem
gerando crises, não atribuas a outrem a culpa da situação embaraçosa em que te vejas e
nem admitas que o desânimo se te aposse das energias. Analisa o valor do tempo e não
canalizes a força potencial dos minutos para os domínios da queixa ou da frustração. Ora,
levanta-te dos obstáculos em pensamento e age em favor da própria libertação na
certeza de que, por trás da dificuldade, a lei do bem está operando.
Certifica-te, sobretudo, de que Deus, Nosso Pai, é o autor e o sustentador do
Sumo Bem. Nenhum mal lhe poderia alterar o governo supremo, baseado em amor
infinito e bondade eterna. À vista de semelhante convicção, o que te parece doença é
processo de recuperação da saúde. Pequenos dissabores que categorizas por ofensas,
serão convites a reexame dos empeços que te crivam a estrada ou apelos à oração por
aqueles companheiros de Humanidade que levianamente se transformam em
perseguidores das boas obras que ainda não conseguem compreender. Contratempos que
interpretas como sendo ingratidão de pessoas queridas, quase sempre apenas significam
modificações dos Desígnios Superiores, em benefício dos entes que amamos e que
prosseguem credores de nosso entendimento e carinho. Discórdia é problema que te
pede ação pacificadora. Desarmonias domésticas mais não são que exigência de mais
serviços aos familiares para que te concilies em definitivo com adversários do pretérito,
suprimindo possibilidades de retorno a causas de sofrimento e desequilíbrio que já te
induziram à quedas e obsessões em existências passadas, e até mesmo a presença da
morte não se define senão por mais renovação e mais vida.
Sempre que aflições te visitem na forma de enfermidade ou tristeza, humilhação
ou penúria, perseguição ou tentação, prejuízo ou desastre, não te rendas às sugestões
de rebeldia ou desalento. Trabalha e espera, entre o prazer de servir e a felicidade de
confiar, recordando que, se procuras pelo socorro de Deus, o socorro de Deus também te
procura. E se a tranqüilidade parece tardar, porque privações e provações se
multipliquem, persevera com o trabalho e com a esperança, lembrando-te de que a lei do
bem opera sempre e de que o amparo de Deus está oculto ou vem vindo.

Obra: Alma e Coração - Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

Jesus e Amor

A figura humana de Jesus confirma a Sua procedência e realização como o Ser mais perfeito e integral jamais encontrado na Terra.
Toda a Sua vida se desenvolveu num plano de integração profunda com a Consciência Divina, conservando a individualidade
em um perfeito equilíbrio psicofísico.
Como conseqüência, transmitia confiança, porque possuía um caráter com transparência diamantina, que nunca se submetia às
injunções vigentes, características de uma cultura primitiva, na qual predominavam o suborno das consciências, o conservadorismo
hipócrita, uma legislação tão arbitrária quanto parcial e a preocupação formalística com a aparência em detrimento dos
valores legítimos do individuo.
Portador de uma lídima coragem, se insurgia contra a injustiça onde e contra quem se apresentasse, nunca se omitindo, mesmo
quando o consenso geral atribuía legalidade ao crime.
Paciente e pacífico, mantinha-se em serenidade nas circunstâncias mais adversas e jovial nos momentos de alta emotividade,
demonstrando a inteireza dos valores íntimos em ritmo de harmonia constante.
Numa sociedade agressiva e perversa, elegeu o amor como a solução para todos os questionamentos e o perdão irrestrito como
terapêutica eficaz para todas as enfermidades.
Não apenas ministrava-o através de palavras, mas, sobretudo, mediante atitudes claras e francas, arriscando-se por dilatá-lo
especialmente aos infelizes, aos detestados, aos segregados, aos carentes.
Em momento algum submeteu-se às conveniências perniciosas de raça, ideologia, partido e religião, em detrimento do amor
indistinto quanto amplo a todos que O cercavam ou O encontravam.
*
Por amor, elegeu um samaritano desprezado, para dele fazer o símbolo da solidariedade.
Com amor, liberou uma mulher equivocada, tirando-lhe o complexo de culpa.
Pelo amor, atendeu à estrangeira siro-fenícia que Lhe pedia socorro para a enfermidade humilhante.
De amor estavam repletos Seu coração e Suas mãos para esparzi-lo com os espezinhados, fosse um cobrador de impostos,
uma adúltera, o filho pródigo, a viúva necessitada, ou a mãe enlutada.
Sempre havia amor em Sua trajetória, iluminando as vidas e amparando as necessidades dos corpos, das mentes, das almas.
*
Compadecia-se de todos; no entanto, mantinha a energia que educa, edifica, disciplina e salva.
Chorou sobre Jerusalém, invectivou a farsa farisaica, advertiu os distraídos, condenou a hipocrisia e deu a própria vida em holocausto
de amor.
Nunca se perdeu em sentimentalismos pueris ou agressividades rudes.
O amor norteava-lhe os passos, as palavras e os pensamentos.
Tornou-se e prossegue como sendo o símbolo do amor integral em favor da humanidade, à qual auspicia um sentimento
humano profundo e libertador.

Obra: Jesus e Atualidade
Divaldo Pereira Franco - Pelo Espírito Joanna de Ângelis

sábado, 17 de janeiro de 2015

Que Buscais?

“E Jesus, voltando-se e vendo que eles o seguiam, disse-lhes: Que buscais?” — (João, capítulo 1, versículo 38.)

A vida em si é conjunto divino de experiências.
Cada existência isolada oferece ao homem o proveito de novos
conhecimentos. A aquisição de valores religiosos, entretanto, é a mais
importante de todas, em virtude de constituir o movimento de iluminação
definitiva da alma para Deus.
Os homens, contudo, estendem a esse departamento divino a sua viciação
de sentimentos, no jogo inferior dos interesses egoísticos.
Os templos de pedra estão cheios de promessas injustificáveis e de votos
absurdos.
Muitos devotos entendem encontrar na Divina Providência uma força
subornável, eivada de privilégios e preferências. Outros se socorrem do plano
espiritual com o propósito de solucionar problemas mesquinhos.
Esquecem-se de que o Cristo ensinou e exemplificou.
A cruz do Calvário é símbolo vivo.
Quem deseja a liberdade precisa obedecer aos desígnios supremos. Sem
a compreensão de Jesus, no campo íntimo, associada aos atos de cada dia, a
alma será sempre a prisioneira de inferiores preocupações.
Ninguém olvide a verdade de que o Cristo se encontra no umbral de todos
os templos religiosos do mundo, perguntando, com interesse, aos que entram:
“Que buscais?”

Obra: Caminho,Verdade e Vida
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

O Tesouro Enferrujado

“O vosso ouro e a vossa prata se enferrujaram.” — (Tiago, capítulo 5, versículo 3.)

Os sentimentos do homem, nas suas próprias idéias apaixonadas, se
dirigidos para o bem, produziriam sempre, em conseqüência, os mais substanciosos
frutos para a obra de Deus. Em quase toda parte, porém,
desenvolvem-se ao contrário, impedindo a concretização dos propósitos
divinos, com respeito à redenção das criaturas.
De modo geral, vemos o amor interpretado tão-somente à conta de
emoção transitória dos sentidos materiais, a beneficência produzindo
perturbação entre dezenas de pessoas para atender a três ou quatro doentes,
a fé organizando guerras sectárias, o zelo sagrado da existência criando
egoísmo fulminante. Aqui, o perdão fala de dificuldades para expressar-se; ali,
a humildade pede a admiração dos outros.
Todos os sentimentos que nos foram conferidos por Deus são sagrados.
Constituem o ouro e a prata de nossa herança, mas como assevera o apóstolo,
deixamos que as dádivas se enferrujassem, no transcurso do tempo.
Faz-se necessário trabalhemos, afanosamente, por eliminar a “ferrugem”
que nos atacou os tesouros do espírito. Para isso, é indispensável
compreendamos no Evangelho a história da renúncia perfeita e do perdão sem
obstáculos, a fim de que estejamos caminhando, verdadeiramente, ao encontro
do Cristo.

Obra: Caminho, Verdade e Vida - Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Chamamentos


Aguça os ouvidos e assinalarás os múltiplos chamados do Senhor ao testemunho de serviço, em teu próprio aperfeiçoamento, cada dia.
Os apelos do Céu ressoam por toda parte, sem palavras, sem abalo, sem ruído...
Repara: – é a dureza de coração que te convida ao exercício da piedade;
é a dor que te pede reconforto balsamizante;
é a calúnia que te reclama o esforço heróico do perdão com absoluto esquecimento do mal;
é a sombra que espera por tua lâmpada acesa na inspiração do bem;
é o cipoal da discórdia que te aguarda a bênção de harmonia...
Não olvides que o Senhor apeia para a tua bondade e para a tua compreensão, para a tua paciência e para a tua capacidade de servir, em todos os ângulos do caminho...
Aqui é uma esperança frustrada, ali é um desafio do sofrimento que, em nome d’Ele, te pedem confiança e conformação...
A voz do Mestre vibra no santuário doméstico, na oficina em que te confias à conquista do pão, no templo de tua fé religiosa, na via pública...
Fala-te de mil modos diferentes nos amigos, nos parentes, nos companheiros e nos desconhecidos que cruzam com teus passos pela primeira vez!
Levanta-te cada manhã e prepara a acústica da própria alma, a fim de lhe registrares as sugestões e não te esqueças de que se souberes escutar o Divino Mentor nos diversos chamamentos de cada hora – chamamentos à ação digna, à sublimação dos sentimentos, ao dever bem cumprido e à atitude da reta consciência – em breve, te elegerás escolhido para o concerto dos servidores divinos na Glória Superior.
Em verdade, o Dono da Vinha convida os operários da sementeira e da seara, indistintamente para o trabalho comum; entretanto, o esforço e o devotamento, a boa vontade e o sacrifício do cooperador são as forças que o destacam para a eleição a que deve e pode erguer-se.
Muitos chamados e poucos escolhidos! – proclamou o Divino Mestre. É que todas as criaturas estão na Terra, chamadas à construção da luz, mas só aquelas que se consagram às próprias obrigações, na execução dos divinos desígnios, podem atingir a vitória dos que persistem no bem até o fim.

Obra: Instrumentos do Tempo - Francisco Cândido Xavier / Emmanuel

domingo, 11 de janeiro de 2015

A Outra Vida

A vida no Além é também atividade, trabalho, luta, movimento.
Se as almas estão menos submetidas ao cansaço, não combatem
menos pelo seu aperfeiçoamento.
A lei das afinidades a tudo preside, entre os seres despidos dos
indumentos carnais, e, liberto o Espírito dos laços que o agrilhoavam
à matéria, recebe o apelo de quantos se afinam pelas suas
preferências e inclinações.
Bem-aventurados todos aqueles que, ao palmilharem seus derradeiros
caminhos, encontram a alvorada da paz, luminosa e promissora; nos
celeiros da luz, recolhem o pão da verdade e da sabedoria, porque bem
souberam cumprir suas obrigações morais.
A sombra das árvores magnânimas que plantaram com os seus atos de
caridade, de fé e de esperança, repousam a cabeça dilacerada nos
amargores da Terra; divinas inspirações descem das Alturas sobre as
suas mentes, que iluminam como tabernáculos sagrados e, interpretando
fielmente as disposições da vontade diretora do Universo, transformam-se
em mensageiros do Altíssimo.

Obra: Emmanuel - Francisco Cândido Xavier / Emmanuel

Estejamos Contentes

"Tendo, porém, sustento e com que nos cobrirmos, estejamos com
isso contentes.- Paulo. (1 Timoteo,
6:8.)

O monopolizador de trigo não poder• abastecer-se à mesa senão de
algumas fatias de pão, para saciar as exigências da sua fome.
O proprietário da fábrica de tecidos não despender• senão alguns
metros de pano para a confecção de um costume, destinado ao
próprio uso.
Ninguém deve alimentar-se ou vestir-se pelos padrões da gula e da
vaidade, mas sim de conformidade com os princípios que regem a
vida em seus fundamentos naturais.
Por que esperas o banquete, a fim de ofereceres algumas migalhas
ao companheiro que passa faminto?
Por que reclamas um tesouro de moedas na retaguarda, para seres
útil ao necessitado? A caridade não depende da bolsa. … fonte nascida no coração.
… sempre respeitável o desejo de algo possuir no mealheiro para
socorro do próximo ou de si mesmo, nos dias de borrasca e
insegurança, entretanto, È deplorável a subordinação da prática do
bem ao cofre recheado.
Descerra, antes de tudo, as portas da tua alma e deixa que o teu
sentimento fulgure para todos, a maneira de um astro cujos raios
iluminem, balsamizem, alimentem e aqueçam. . .
A chuva, derramando-se em gotas, fertiliza o solo e sustenta bilhões
de vidas.
Dividamos o pouco, e a insignificância da boa-vontade, amparada
pelo amor, se converter• com o tempo em prosperidade comum..
Algumas sementes, atendidas com carinho, no curso dos anos,
podem dominar glebas imensas.
Estejamos alegres e auxiliemos a todos os que nos partilhem a
marcha, porque, segundo a sábia palavra do apóstolo, se possuímos
a graça de contar com o pão e com o agasalho para cada dia, cabenos
a obrigação de viver e servir em paz e contentamento.

Obra: Fonte Viva - Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Ação da Amizade

A amizade é o sentimento que imanta as almas unas às outras, gerando alegria e bem-estar.
A amizade é suave expressão do ser humano que necessita intercambiar as forças da emoção sob os estímulos do entendimento fraternal.
Inspiradora de coragem e de abnegação. a amizade enfloresce as almas, abençoando-as com resistências para as lutas.
Há, no mundo moderno, muita falta de amizade!
O egoísmo afasta as pessoas e as isola.
A amizade as aproxima e irmana.
O medo agride as almas e infelicita.
A amizade apazigua e alegra os indivíduos.
A desconfiança desarmoniza as vidas e a amizade equilibra as mentes, dulcificando os corações.
Na área dos amores de profundidade, a presença da amizade é fundamental.
Ela nasce de uma expressão de simpatia, e firma-se com as raízes do afeto seguro, fincadas nas terras da alma.
Quando outras emoções se estiolam no vaivém dos choques, a amizade perdura, companheira devotada dos homens que se estimam.
Se a amizade fugisse da Terra, a vida espiritual dos seres se esfacelaria.
Ela é meiga e paciente, vigilante e ativa.
Discreta, apaga-se, para que brilhe aquele a quem se afeiçoa.
Sustenta na fraqueza e liberta nos momentos de dor.
A amizade é fácil de ser vitalizada.
Cultivá-la, constitui um dever de todo aquele que pensa e aspira, porquanto, ninguém logra êxito, se avança com aridez na alam ou indiferente ao elevo da sua fluidez.
Quando os impulsos sexuais do amor, nos nubentes, passam, a amizade fica.
Quando a desilusão apaga o fogo dos desejos nos grandes romances, se existe amizade, não se rompem os liames da união.
A amizade de Jesus pelos discípulos e pelas multidões dá-nos, até hoje, a dimensão do que é o amor na sua essência mais pura, demonstrando que ela é o passo inicial para essa conquista superior que é meta de todas as vidas e mandamento maior da Lei Divina.

Obra: Momentos de Esperança - Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis

Auxílio Eficiente

"E abrindo a sua boca os ensinava." - (Mateus, 5:2.)

O homem que se distancia da multidão raramente assume posição digna à
frente dela.
Em geral, quem recebe autoridade cogita de encastelar-se em zona
superior.
Quem alcança patrimônio financeiro elevado costuma esquecer os que lhe
foram companheiros do princípio e traça linhas divisórias humilhantes para que os
necessitados não o aborreçam.
Quem aprimora a inteligência, quase sempre abusa das paixões populares
facilmente exploráveis.
E a massa, na maioria das regiões do mundo, prossegue relegada a si
própria.
A política inferior converte-a em joguete de manobra comum.
O comércio desleal nela procura o filão de lucros exorbitantes.
O intelectualismo vaidoso envolve-a nas expansões do pedantismo que lhe é
peculiar.
De época em época, a multidão é sempre objeto de escárnio ou desprezo
pelas necessidades espirituais que lhe caracterizam os movimentos e atitudes.
Raríssimos são os homens que a ajudam a escalar o monte iluminativo.
Pouquíssimos mobilizam recursos no amparo social.
Jesus, porém, traçou o programa desejável, instituindo o auxílio eficiente.
Observando que os filhos do povo se aproximavam d'Ele, começou a ensinar-lhes
o caminho reto, dando-nos a perceber que a obra educativa da multidão
desafia os religiosos e cientistas de todos os tempos.
Quem se honra, pois, de servir a Jesus, imite-lhe o exemplo. Ajude o irmão
mais próximo a dignificar a vida, a edificar-se pelo trabalho sadio e a sentir-se
melhor.

Obra: Vinha de Luz - Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

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