sábado, 28 de fevereiro de 2015

Em Momentos Difícies


Quando você se observe à beira da impaciência, capaz de arrojar-lhe o coração ao
espinheiro da angústia, conte as vantagens de que dispõe, de modo a imunizar-se contra o
assalto das trevas.
Desentendimento em família...
Recorde aqueles que desejariam encontrar alguém, até mesmo para simples
discussão, na soledade crônica em que se identificam.
Amigos que se afastam...
Reflita na provação daqueles que nunca os tiveram.
Agressões...
Pense no cérebro equilibrado de que você está munido para agir em apoio aos
companheiros doentes da alma.
Criaturas queridas em problemas graves do sentimento...
Medite na sua tranquilidade e segurança, pelas quais, por enquanto, consegue
permanecer livre de obsessões.
Tarefas em sobrecarga, compelindo você a desânimo e cansaço...
Gaste alguns momentos, examinando a luta dos irmãos sem qualquer possibilidade
de emprego na garantia da própria sustentação.
Aborrecimentos...
Avalie a importância de algumas frases de reconforto que você pode levar a
companheiros enfermos ou compreensivelmente abatidos pelo sofrimento que os subjuga.
Lar em desajuste...
Um olhar para os irmãos que caminham sem teto.
Some as bênçãos de sua vida e vacine-se contra o desespero, porque o desespero é
um vulcão de fogo e sombra, cuja extensão nos domínios do desequilíbrio e da morte
ninguém pode calcular.

André Luiz
Livro: Aulas da Vida - Francisco Cândido Xavier
Ditados por Espíritos Diversos

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Cartões de Paz

Cada espírito é um canal de bênçãos, em se mantendo ligado às Leis do Criador.
Você pode espalhar compreensão e otimismo.
Não se detenha em pessimismo e azedume.
Qualquer tristeza manifestada impulsiona os tristes a ficarem mais tristes.
Encoraje o próximo, com o seu sorriso, entregando suas mágoas a Deus.
Não se sabe de benefício algum que o desânimo tenha realizado.
Siga em frente, criando simpatia e amizade, esperança e cooperação.
Felicidade é fruto da felicidade que se semeia.
Quando a provação lhe apareça, será o seu momento mais importante para comunicar fé e coragem aos companheiros.
Haja o que houver, distribua confiança e bom ânimo, porque a alegria é talvez a única dádiva que você é capaz de ofertar sem possuir.
Se você não acredita que Deus é plenitude de paz e amor, alegria e luz, pense que a Terra se envolve nas sombras da noite, mas há sempre no Céu a fatalidade do alvorecer.

André Luiz / Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: Busca e Acharás

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Conversar

O gosto de conversar retamente e as palestras edificantes caracterizam as relações de legítimo amor fraternal.
As almas que se compreendem estimam as conversações afetuosas e sábias.
A palavra precede todos os movimentos nobres da vida. Tece os ideais do amor, estimula a parte divina, desdobra a civilização, organiza famílias e povos.
Jesus legou-nos o Evangelho conversando.
Pela perda do gosto de conversar com alguém, pode o homem avaliar se está caindo ou se o amigo estaciona em desvios inesperados.
Há os que desfiguram o dom sagrado do verbo: são os amantes do ridículo, da zombaria e dos falsos costumes.
A palavra, porém, é dádiva santa que, ainda aí, revela a qualidade do espírito que a insulta e desfigura, colocando-o no lugar que lhe cabe nos quadros da vida.
Conversar é possibilidade sublime e por tua conversação serás conhecido.

Emmanuel / Médium: Francisco Cândido Xavier
Livro: Caminho, Verdade e Vida


Quem Sabe...

Não se atribua a posse exclusiva da verdade.
- Quem sabe discernir descobre fragmentos e expressões da verdade em toda parte.
Poupe-se de parecer mais do que é.
- Quem sabe conhecer-se está informado de que há pessoas mais e menos dotadas, portanto, melhores e piores do que ele próprio.
Nunca se suponha indispensável.
- Quem sabe servir não ignora que está produzindo sempre a benefício de si mesmo.
Elabore seus programas com antecipação.
- Quem sabe ser prudente está preparado tanto para o êxito como para o insucesso, mantendo-se tranquilo em qualquer circunstância.
Não sucedendo o seu trabalho conforme você esperava, conserve a serenidade.
- Quem sabe manter-se calmo ante o imprevisto supera o problema e domina a situação.
Você abraça uma filosofia existencial que afirma a sobrevivência após a morte.
- Quem sabe disso deve estar preparado a todo o momento, porquanto, vivendo hoje com elevação, amanhã prosseguirá com felicidade.

Marco Prisco / Médium Divaldo Pereira Franco
Livro: Sementes de Vida Eterna - Ed. LEAL

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Libertemo-nos

O homem, na essência, é um espírito imortal, usando a vestimenta transitória da via física.
A existência regular no corpo terrestre é uma série de alguns milhares de dias – átimos de tempo na Imortalidade – concedidos à criatura para o aprendizado de elevação.
A crosta do Mundo é o campo benemérito, onde cada um de nós realiza a sementeira do próprio destino.
A ciência é o serviço do raciocínio, erguendo a escola do conhecimento.
A filosofia é o sistema de indagação que auxilia a pensar.
A religião, porém, é a bússola brilhante, desde a Terra, o caminho da ascensão.
Todos nós somos herdeiros da Sabedoria Infinita e do Amor universal.
Entretanto, sem o arado do trabalho, com que possamos adquirir os valores inalienáveis da experiência, prosseguiremos colocados ao seio maternal do Planeta, na condição de lesmas pensantes.
Não repouses à frente do dia rápido.
Abre os olhos à contemplação da verdade que regera e edifica.
Abre a mente aos ideais superiores que refundem a existência.
Abre os braços ao serviço salutar.
Descerra o verbo à exaltação da bondade e da luz.
Abre as mãos à fraternidade, auxiliando ao próximo.
Abre, sobretudo, o coração ao amor que nos redime, convertendo-nos fielmente em companheiros do amigo Sublime das Criaturas, que partiu do mundo, de braços abertos na cruz, oferecendo-se à Humanidade inteira.
Cada inteligência tocada pela claridade religiosa, nas variadas organizações da fé viva, é uma estrela que ilumina os remanescentes da ignorância e do egoísmo, no caminho terrestre.
Liberta-te e sobre a luz do píncaro, a fim de iluminares a marcha daqueles mais necessitados que tu mesmo, na jornada de aperfeiçoamento e libertação.

Livro: Apostilas da Vida
André Luiz - Psicografia de Francisco Cândido Xavier

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Preceito de Toda Hora


Caminhe com firmeza. Quem se acomoda com a precipitação tropeça a cada instante.
Examine a você mesmo. Na vigilância constante, educará você os próprios impulsos.
Higienize a própria mente, trabalhando no bem sem desânimo. O cérebro preguiçoso acumula resíduos indesejáveis.
Escute seu irmão sem reproches. A caridade real começa na atenção generosa e amiga.
Aperfeiçoe o procedimento. Hoje melhorado é amanhã mais feliz.
Ampare o coração combalido. Ninguém pode prever a saúde próxima do próprio coração.
Faça luz com a sua palavra. Se hoje pode você orientar é possível que amanhã esteja você rogando conselhos.
Sofra com paciência e serenidade. No braseiro da revolta, ninguém consegue aproveitar a dor.
Melhore o vocabulário. Há palavras que, excessivamente repetidas, perdem a significação que lhes é própria.
Cultive a simplicidade. Embora não pareça, o Universo é imponente conjunto de leis claras e coisas simples.
Sirva sempre. O tédio é o salário de quem vive reclamando o serviço dos outros.
Improvise o bem onde você estiver. A sombra do mal é assimcomo o detrito que invade tudo, quando a limpeza está ausente.

Livro: Ideal Espírita - André Luiz / Francisco Cândido Xavier.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Você Pode e Deve

“... Tudo é possível ao que crê.” (Marcos – 9:23

Você desejaria ser um pomar. Ante a dificuldade de consegui-lo, torne-se uma árvore frondosa e acolhedora, florida e frutescente.
*
Você gostaria de ser uma fonte refrescante. Não o logrando, transforme-se num vaso de água fria e aplaque sede de alguém.
*
Você anelaria ser a montanha altaneira a apresentar horizontes infinitos ao homem que a conquistasse. Diante da impossibilidade, seja um degrau humilde para a ascensão de quem ambiciona a glória estelar.
*
Você pretendia possuir um Sol emboscado no coração, a fim de clarear os viandantes da noite. Em face do impedimento, acenda uma lâmpada de esperança no caminho de um desalentado.
*
Você programa um jardim de bênçãos para o enriquecimento da paisagem dos homens. Não o conseguindo, converta-se numa flor abençoando, erecta e perfumosa, o chavascal dos desesperados.
*
Você ambicionava as gemas preciosas da madre da Terra, a fim de diminuir a dor e a miséria dos caminhos da aflição. Não as possuindo, distenda a palavra de renovação como pérola de inimaginável valor, soerguendo quem se recusa a levantar para prosseguir na luta.
*
Você pensava em escrever poemas de engrandecimento à vida, enriquecendo as mentes e os corações com painéis de luz e sabedoria. Impedido de fazê-lo por lhe faltarem os requisitos essenciais, redija uma carta singela com expressões de amor, a quem se encontra na curva da queda e perdeu a confiança na afeição dos outros.
*
Você esperava a melhoria das criaturas e do mundo. Decepcionado por não haver lobrigado alcançar essa difícil meta, erija no altar dos sentimentos um santuário à fraternidade e ao dever superior.
*
Não desista do bem, não desfaleça no bem, não duvide da vitória do bem.
Insculpa-o no imo da vida e seja uma expressão do bem em triunfo, convertido, embora, num “grão de mostarda” que, todavia, produzirá estímulos vigorosos para o bem de todos.

Obra: “Momentos de Decisão”, de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Marco Prisco

Hammed

"...Por que essa porta tão estreita, que é dada ao menor número transpor, se a sorte da alma está fixada para sempre depois da morte? É assim que, com a unicidade da existência, se está incessantemente em contradição consigo mesmo e com a justiça de Deus. Com a anterioridade da alma e a pluralidade dos mundos, o horizonte se amplia..." (Capítulo. XVIII, item 5)

Também os caminhos inadequados que tomamos ao longo da vida são parte essencial de nossa educação. A cada tropeço é preciso aprender, levantar novamente e retornar à marcha.
Tudo o que sabemos hoje aprendemos com os acertos e erros do passado, e cada vez que desistimos de alguma coisa por medo de errar estamos nos privando da possibilidade de evoluir e viver.
A estrada por onde transitamos hoje é vossa via de crescimento espiritual e nos levará a entender melhor a vida, no contato com as múltiplas situações que contribuirão com o nosso potencial de progresso.
Devemos, no entanto, indagar de nós mesmos: "Será este realmente meu melhor caminho?" "Porventura é correta a senda por onde transito?". É justa a observação e têm propósito nossas dúvidas; por isso, raciocinemos juntos:
• Se Deus, perfeição suprema, nos criou com a probabilidade do engano, modelando-nos de tal forma que pudéssemos encontrar um dia a perfeição, é porque contava com os nossos encontros e desencontros na jornada existencial.
• Se nos gerou falíveis, não poderá exigir-nos comportamentos sempre irrepreensíveis, pois conhece nossas potencialidades e limites.
Se criaturas como nós aceitamos as falhas dos outros, por que o Criador em sua infinita compreensão não nos aceitaria como somos?
* Pessoas não condenam seus bebês por eles não saber comer, falar e andar corretamente; por que espíritos ainda imaturos pagariam por atos e pensamentos que ainda não aprenderam a usar convenientemente, pela sua própria falta de madureza espiritual?
O que pensar da Bondade Divina, que permite que almas escolham seu roteiro, de acordo com o livre-arbítrio depois cobrasse aquilo que elas ainda não adquiriram?
A Divindade é "Puro Amor" e sabe muito bem de nossos mananciais espirituais, mentais, psicológicos e físicos, ou seja, de nossa idade evolutiva, pois habita em nosso interior e sempre suaviza nossos caminhos.
Na justa sucessão de espaço e tempo, condizente com nosso grau de visão espiritual, recebemos, por meio do fluxo divino, a onipresença, a onisciência e a onipotência do Criador em forma de "senso de rumo certo", para trilharmos rotas necessárias à ampliação de nossos sentimentos e conhecimentos.
Diz a máxima: "Não se colhem figos dos espinheiros"; ora, como impor metas sem levar em conta a capacidade de escolha e de discernimento dos indivíduos?
Efetivamente, nosso caminho é o melhor que podíamos escolher, porque em verdade optamos por ele, na época, segundo nosso nível de compreensão e de adiantamento. Se, porém, achamos hoje que ele não é o mais adequado, não nos culpemos; simplesmente mudemos de direção, selecionando novas veredas.
A trilha que denominamos "errada" é aquela que nos possibilitou aprendizagem e o sentido do nosso "melhor", pois sem o erro provavelmente não aprenderíamos com segurança a lição.
Nós mesmos é que nos provamos; a cada passo experimentamos situações e pessoas, e delas retiramos vantagens e ampliamos nosso modo de ver e sentir, a fim de crescermos naturalmente, desenvolvendo nossa consciência.
Ninguém nos condena, nós é que cremos no castigo e por isso nos autopunimos, provocando padecimento com nossos gestos mentais.
Aceitemos sem condenação todas as sendas que percorremos. Todas são válidas se lhes aproveitarmos os elementos educativos, porque, assim somadas, nos darão sabedoria para outras caminhadas mais felizes.
Mesmo aquelas trilhas que anotamos como caminhos do mal, não são excursões negativas de perdição perante a vida, mas somente equivocadas opções do nosso livre-arbítrio, que não deixam de ser reeducativas e compensatórias a longo prazo.
Cada um percorre a estrada certa no momento exato, de conformidade com seu estado de evolução. Tudo está certo, porque todos estamos nas mãos de Deus.

Hammed

Inimigos Queridos

São muitos, aqueles que surgem, na condição de inimigos, não obstante queridos:
filhos ingratos, que se comprazem em atormentar pais abnegados e sensíveis;
companheiros que recebem carinhos e os retribuem mediante agressões e azedumes;
pais incompreensíveis e exigentes, embora respeitáveis;
esposos cruéis, que desconsideram o outro consorte e o crivam de censuras injustificáveis;
conhecidos que desfrutam de bondade, e, todavia, são indiferentes ou irreconhecidos...
Encontram-se na mesma rota, como adversários que se beneficiam, sem cessar, e não desperdiçam oportunidade para ferir e malsinar.
-#-
Não te irrites com eles, vencendo a tentação do revide através dos mesmos abomináveis recursos.
Ninguém surge na tua paisagem evolutiva como resultado do acaso, em instância destituída de finalidade.
Estes atuais inimigos queridos, ressurgem do teu passado espiritual como bênção, para que treines paciência e aprimores a capacidade de amar.
Reagem, negativamente, porque ainda têm impressos, nas telas do inconsciente, os males que lhes infligiste.
É certo que não têm o direito de cobrar-te as dívidas. Todavia, a fase em que estagiam é de desequilíbrio, sentindo-se impelidos aos infelizes desforços a que se entregam.
Reencarnaram-se em tua família, ao teu lado ou próximos de ti, a fim de que se reajustem programas e compromissos interrompidos, cada qual se recuperando do próprio erro.
Alguns intentam-se melhorar-se e não o conseguem nos primeiros embates.
Dá-lhes novas oportunidades.
Insta com a tua afeição, a ponto de permitir-lhes redescobrir-te, ora em situação melhor, firmados em propósitos superiores quais os que abraças.
-#-
A vida é uma sucessão de ensejos ditosos, a que deves recorrer para o teu progresso.
Esses inimigos queridos são afetos que distanciaste e agora retornam, magoados, em desajuste, carentes de amor, que deixaste em sofrimento no caminho já percorrido.
Se eles, porém, não mudarem de atitude em relação a ti, prossegue, assim mesmo, confiando no tempo e não te deixando abater nunca.
Os teus inimigos queridos constituem, neste momento, desafio ao amor que deverás dispensar-lhes com crescente demonstração de carinho.

Obra: “Luz da Esperança”, de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Confiança

Toda a nossa vida se baseia na confiança.
Ninguém caminha sem testemunho de fé.
O lavrador confia no solo e cultiva a sementeira que que o mundo nos concita a
desempenhar. lhe assegura a colheita.
O oleiro confia no barro e plasma nele o vaso precioso que lhe garante a
subsistência.
O artífice confia na matéria prima e dela retira a utilidade indispensável à
civilização.
Nos mínimos atas da experiência comum, sustentamo-nos simplesmente pela fé.
Confiamos no aparelho gastrointestinal e alimentamo-nos, segundo as necessidades
que nos são próprias.
Confiamos nos braços e devotamo-nos à tarefa a que todo mundo nos concita a
desempenhar.
Confiamos na segurança dos pés e tornamos a direção de que carecemos para a
desincumbência de nossos próprios deveres.
Confiamos no cérebro e usamo-la nas mais complicadas operações mentais, na
extensão progresso comum.
Assim pois, em nos reportando aos problemas da sublime virtude, é imprescindível
estabelecer a confiança em nós mesmos.
Decerto, não podemos dispensar a Proteção Divina nos menores empreendimentos
de cada dia, entretanto, não podemos olvidar o imperativo da fé em nossa própria capacidade
de criar o bem e estendê-la.
Levantemos-nos na senda que nos cabe trilhar e recordemos o tesouro das
oportunidades que brilham em nossas mãos.
O tempo, a saúde, o equilíbrio e o conhecimento são recursos básicos que nos
compete mobilizar no do aproveitamento das bênçãos divina?
Desfaçamos a neblina da hesitação e da dúvida, ao redor de nossos passos, e
cumpramos nossas obrigações com a Vida Superior.
Efetivamente é natural mantenhamos nossa fé viva em Jesus, na preservação do
nosso próprio conforto, entretanto, é preciso não esquecer que Jesus, por sua vez, guarda a sua
fé em nosso concurso para que se lhe materialize, enfim, na Terra, o reino da Paz e do Amor
para sempre.

Livro: Aulas da Vida
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Tempo de Confiança

“E disse-lhes: Onde está a vossa fé?” — (Lucas, capítulo 8, versículo 25.)

A tempestade estabelecera a perturbação no ânimo dos discípulos mais
fortes. Desorientados, ante a fúria dos elementos, socorrem-se de Jesus, em
altos brados.
Atende-os o Mestre, mas pergunta depois:
— Onde está a vossa fé?
O quadro sugere ponderações de vasto alcance. A interrogação de Jesus
indica claramente a necessidade de manutenção da confiança, quando tudo
parece obscuro e perdido. Em tais circunstâncias, surge a ocasião da fé, no
tempo que lhe é próprio.
Se há ensejo para trabalho e descanso, plantio e colheita, revelar-se-á
igualmente a confiança na hora adequada.
Ninguém exercitará otimismo, quando todas as situações se conjugam
para o bem-estar. É difícil demonstrar-se amizade nos momentos felizes.
Aguardem os discípulos, naturalmente, oportunidades de luta maior, em
que necessitarão aplicar mais extensa e intensivamente os ensinos do Senhor.
Sem isso, seria impossível aferir valores.
Na atualidade dolorosa, inúmeros companheiros invocam a cooperação
direta do Cristo. E o socorro vem sempre, porque é infinita a misericórdia celestial,
mas, vencida a dificuldade, esperem a indagação:
— Onde está a vossa fé?
E outros obstáculos sobrevirão, até que o discípulo aprenda a dominar-se,
a educar-se e a vencer, serenamente, com as lições recebidas.

Obra: Caminho, Verdade e Vida
Francisco cândido Xavier
Ditado pelo Espírito Emmanuel

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Irmãos em Perigo

Os que pretendem transformar o próximo, de um dia para outro, a golpes verbais.
*
Os que descobrem pareceres inteligentes e bons conselhos para todas as pessoas, distraídos dos problemas que lhes são próprios.
*
Os que colocam a mente em outro mundo, de maneira absoluta, sem atender aos deveres do mundo em que respiram.
*
Os que permanecem incessantemente preocupados em se defenderem.
*
Os que fazem dez projetos maravilhosos por dia sem concretizar nenhum deles em dez anos.
*
Os que reconhecem a grandeza das verdades divinas, mas que jamais dispõem de tempo para cultivá-las, em favor da própria iluminação.
*
Os que adiam indefinidamente para amanhã o serviço da compreensão e do amor ao próximo.
*
Os que se sentem senhores exclusivos de todos os trabalhos no campo da caridade, sem distribuir oportunidades de serviços aos outros.
*
Os que declaram perdoar a ofensa, mas que nunca conseguem esquecer o mal.
*
Os que encontram ensejo de se entediarem da vida.

Livro: “Agenda Cristã”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito André Luiz

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Beneficência e Coragem

Uma espécie de beneficência, da qual poucos amigos se lembram: a caridade da coragem.
Reflete nos companheiros que, por falta de energia emocional, adoeceram diante de confidências amargas;
nos que se envenenaram pelo ressentimento, perante calúnias que lhes foram assacadas, e não vacilaram chegar até a delinquência;
naqueles outros que recearam facear as dificuldades da vida e se conturbaram, caindo na rede dos alucinógenos sem necessidade;
nos que se impressionaram, sem razão, com determinados sintomas e se recolheram no quadro das doenças imaginárias, afligindo aos corações que mais amam;
nos que se deixaram induzir por teorias negativas, com respeito ao trabalho, e acompanharam irmãos revoltados e infelizes.
Pensa na tranquilidade daqueles que te aguardam a assistência e o carinho e cultiva a coragem da perseverança nos deveres que abraçaste.
Medita nas calamidades daqueles que te aguardam a assistência e o carinho e cultiva a coragem da perseverança nos deveres que abraçaste.
Medita nas calamidades afetivas provocadas pela deserção daqueles que não quiseram ou não souberam honrar os próprios compromissos e pede aos Céus a força precisa para esquecer a tentação e o medo, a omissão e a discórdia, porque é indispensável conservar muita força espiritual para manter, a benefício dos outros, a coragem de ser fiel às Leis de Deus.

Obra: “Neste Instante”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

Caridade do Dever

De quando a quando, troquemos os grandes conceitos da caridade pelos atos miúdos que lhe confirmem a existência.
Não apenas os fatos de elevado alcance e os gestos heroicos dignos da imprensa.
Beneficência no cotidiano.
Não empurrar os outros na condução coletiva.
Evitar os serviços de última hora, nas instituições de qualquer espécie, aliviando companheiros que precisam do ônibus em horário certo para o retorno à família.
Reprimir o impulso de irritação e falar normalmente com as pessoas que nada têm a ver com os nossos problemas.
Aturar sem tiques de impaciência a conversação do amigo que ainda não aprendeu a sintetizar.
Ouvir, qual se fosse pela primeira vez, um caso recontado pelo vizinho em lapso de memória.
Poupar o trabalho de auxiliares e cooperadores, organizando anotações prévias de encomendas e tarefas por fazer, para que não se convertam em andarilhos por nossa conta.
Desistir de reclamações, descabidas diante de colaboradores que não têm culpa das questões que nos induzem à pressa, nas organizações de cujo apoio necessitamos.
Pagar sem delonga o motorista ou a lavadeira, o armazém ou a farmácia que nos resolvem as necessidades, sem a menor obrigação de nos prestarem auxílio.
Respeitar o direito do próximo sem exigir de ninguém virtudes que não possuímos ou benefícios que não fazemos.
Todos pregamos reformas salvadoras.
Guardemos bastante prudência para não nos fixarmos inutilmente nos dísticos de fachada.
Edificação social, no fundo, é caridade e caridade vem de dentro.
Façamos uns aos outros a caridade de cumprir o próprio dever.

Livro: Apostilas da Vida
André Luiz - francisco Cândido Xavier

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Joanna de Ângelis

Norma de Luz

Deus nos ampara, a fim de que amparemos aos mais necessitados que nós mesmos.
Ajuda-nos para que ajudemos.
Sustenta-nos a fé, para que apoiemos os irmãos que vacilam.
Releva-nos as faltas, de maneira a relevarmos as faltas dos outros.
Socorre-nos em nossas necessidades de modo a socorrermos as necessidades alheias.
Guarda-nos a fortaleza de ânimo, a fim de que possamos fortalecer os companheiros mais fracos do que nós.
Educa-nos para que saibamos educar.
Em suma, esta é a norma de luz da Providência Divina: “auxilia e serás auxiliado”.

Bezerra de Menezes
Psicografia de Francisco Cândido Xavier
Do livro: Aulas da Vida.

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Alegria e Ação

A alegria espontânea, que decorre de uma conduta digna, é geradora de saúde e bem-estar.
O homem que executa com prazer os seus deveres e sabe transformar as situações difíceis, dando-lhes cor e beleza, supera os impedimentos e facilita a realização de qualquer empresa.
A alegria, desse modo, resulta de uma visão positiva da vida, que se enriquece de inestimáveis tesouros de paz interior.
Viver deve ser um hino de júbilo para todos quantos se movimentam na Terra.
Oportunidade superior de ascensão pode ser considerada uma bênção de alto porte, que somente uma conduta jubilosa e reconhecida pode exteriorizar como forma de gratidão.
*
Quanto faças, realiza-o com alegria.
Põe estrelas de esperança no teu céu de provações e rejubila-te pelo ensejo evolutivo.
Abre-te a outros corações que anelam por amizade e aumenta o teu círculo de companheiros, transmitindo-lhes as emoções gratas do ato de viver.
Qualquer ação, inspirada pela alegria torna-se mais fácil de executada e aureola-se da mirífica luz do bem.
Nem sempre é o fato, em si, o grande problema, mas o estado de ânimo e a forma de encará-lo por aquele que o deve enfrentar.
Coloca o toque de alegria nas tuas realizações, e elas brilharão, atraindo outras pessoas, que se sentirão comprazidas em poder ajudar-te, estar contigo, participar das tuas tarefas.
O Evangelho é uma Boa Nova de alegria, pois que ensina a superar a dor, a sombra da saudade, e aclara o enigma da morte.
Neste, como em todos os teus dias, sê alegre, demonstrando gratidão a Deus por estares vivendo.

Divaldo Pereira Franco. Episódios Diários. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. LEAL.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Companheiros Francos

Há certa classe de amigos que são preciosos e nem sempre lhes damos o justo valor: aqueles que nos dizem a verdade acerca das nossas necessidades de espírito.
No geral, apreciamos as afeições que nos assegurem conveniências de superfície nos quadros do mundo; confiamos nos que nos multipliquem as posses efêmeras e aliamo-nos aos que nos garantam maior apreço no grupo social.
É cabível nossa gratidão aos benfeitores que nos ensejam progredir e trabalhar.
Mas não nos é fácil aceitar o concurso dos amigos cuja palavra franca e esclarecedora nos auxilia na supressão dos enganos que nos parasitam a existência.
Às suas advertências, mesmo postas em frases de bondade, reagimos de maneira negativa, acusando-os de ingratos.
Os empreiteiros da difamação e da injúria falam destruindo. Os amigos positivos e generosos advertem e avisam com discrição e bondade. Saibamos ouvi-los.


Emmanuel / Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: Estude e Viva (extrato) - Ed. FEB

No Reino Interior

"Sigamos, pois, as coisas que contribuem para a paz e para a edificação de
Uns para com os outros." - Paulo. (Romanos, 14:19.)


Não podemos esperar, por enquanto, que o Evangelho de Jesus obtenha
Vitória imediata no espírito dos povos. A influência dele é manifesta no mundo, em
todas as coletividades; entretanto, em nos referindo às massas humanas, somos
compelidos a verificar que toda transformação é vagarosa e difícil.
Não acontece o mesmo, porém, na esfera particular do discípulo. Cada
Espírito possui o seu reino de sentimentos e raciocínios, ações e reações,
possibilidades e tendências, pensamentos e criações.
Nesse plano, o ensino evangélico pode exteriorizar-se em obras imediatas.
Bastará que o aprendiz se afeiçoe ao Mestre.
Enquanto o trabalhador espia questões do mundo externo, o serviço estará
perturbado. De igual maneira, se o discípulo não atende às diretrizes que
servem à paz edificante, no lugar onde permanece, e se não aproveita os recursos em
mão para concretizar a verdadeira fraternidade, seu reino interno estará dividido e
atormentado, sob a tormenta forte.
Não nos entreguemos, portanto, ao desequilíbrio de forças em homenagens
Ao mal, através de comentários alusivos à deficiência de muitos dos nossos
irmãos, cujo barco ainda não aportou à praia do justo entendimento.
O caminho é infinito e o Pai vela por todos.
Auxiliemos e edifiquemos.
Se és discípulo do Senhor, aproveita a oportunidade na construção do bem.
Semeando paz, colherás harmonia; santificando as horas com o Cristo,
jamais conhecerás o desamparo.

Obra: Vinha de Luz
Francisco Cândido Xavier, Ditado pele Espírito Emmanuel

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Consciência e Corrigenda

Singular abatimento paulatinamente dominava a elegante senhora.
Cercada pelo carinho de largo círculo de relações e comodamente instalada, a dama apresentava-se angustiada, inquieta, registrando singulares anomalias físicas e psíquicas, antes ignoradas.
Receando agravar-se o estranho sofrimento, resolveu visitar um psiquiatra de renome, espírita que, segundo várias pessoas, realizava milagres.
— Não sei a razão do meu atual estado — começou a consulente com desenvoltura, enunciando as síndromes várias da pertinaz aflição.
O esculápio escutou-a com serenidade, cenho franzido, gentil.
Após interrogações necessárias a uma anamnese completa quanto possível, esclareceu, delicado:
— Compete-me usar de franqueza, a fim de projetar luz no seu problema. Assim, rogando-lhe desculpas, solicito igualmente, a mesma lealdade.
— A senhora não teria abortado recentemente?
A pergunta honesta, endereçada com algum constrangimento, surpreendeu a senhora, que retrucou:
— Sou viúva há mais de cinco anos, doutor, e mantenho uma vida honrada, respeitando a memória de meu esposo.
— Contudo, o seu caso me parece típico... Procure recordar-se... Andes da desencarnação do esposo... Às vezes as consequências são tardias...
— Nunca, nunca eu me submeteria a tal. Não tive a honra de ser mãe, conquanto o desejasse ardentemente...
— Confesso-lhe a minha estranheza, porque essa sintomatologia é de ordem espiritual, mui complexa...
Houve um silêncio incômodo. O médico demonstrava embaraço.
— A senhora tem religião? — Indagou.
— Não exatamente — respondeu — Hoje sou livre-pensadora...
— Qual a sua profissão?
— Sou obstetra prática e, para ser-lhe franca, somente por sentimentos humanitários, para salvar moçoilas inexperientes e senhoras doidivanas, já pratiquei nelas 150 abortos, ou melhor para ser exata: 152. Tenho tudo catalogado, a caráter, com verdadeiro zelo.
— ... Aí está a causa da sua enfermidade. Remorso inconsciente, sintonia com as suas vítimas e obsessão sendo instalada com segurança cujas consequências serão imprevisíveis... É necessário voltar-se para Deus e despertar...
... — Mas eu aqui venho — revidou, ofendida, a cliente, — ouvir um psiquiatra não um religioso... De religião, para mim, chega!
E saiu, revoltada.
*
Todos os males procedem do espírito graças aos erros praticados, que ressurgem como necessários corretivos para o despertamento dos infratores.
Quão poucos, ainda, estão dispostos à reparação e ao enobrecimento pessoal!
Acautela-te, portanto.

Ignotus
Obra: “Sementeira da Fraternidade” - Divaldo Pereira Franco – Diversos Espíritos

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Joanna de Angellis - Amorterapia


Por longos tempos enfrentaremos na Terra o problema do erro e da criminalidade.
O processo de evolução é lento no desenvolvimento da consciência, acelerando-se ao despertar da responsabilidade e do dever.
Por isso, apesar das conquistas da inteligência, o sentimento humano ainda detém-se em paixões primitivas e custa a dominá-las.
Defrontam-se a virtude e o vício, a paz e o conflito, o equilíbrio e a violência, em virtude de nossa diversidade evolutiva.
Bons e maus caminham e aprendem juntos.
Ante a maldade, os sentimentos se exaltam.
Os crimes geram repulsa e ira.
É preciso muita vigilância para não deixar-se envenenar pelos tóxicos do mal. E só o amor resolve as suas agressões.
Amorterapia – eis a proposta de Jesus.
Não se pode ser conivente com o erro. Elimine-se a ignorância e o crime, mas eduque-se o ignorante e reeduque-se o criminoso.
O amor não acusa, corrige; não apavora, ajuda; não pune, educa; não destrói, salva.

Joanna de Angellis / Médium Divaldo Pereira Franco
Livro: Desperte e Seja Feliz (extrato) - Ed. LEAL

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Caminhos Retos

“E ele lhes disse: Lançai a rede para a banda direita do barco e
achareis.” — (João, capítulo 21, versículo 6.)


A vida deveria constituir, por parte de todos nós, rigorosa observância dos
sagrados interesses de Deus.
Freqüentemente, porém, a criatura busca sobrepor-se aos desígnios
divinos.
Estabelece-se, então, o desequilíbrio, porque ninguém enganará a Divina
Lei. E o homem sofre, compulsoriamente, na tarefa de reparação.
Alguns companheiros desesperam-se no bom combate pela perfeição
própria e lançam-se num verdadeiro inferno de sombras interiores. Queixam-se
do destino, acusam a sabedoria criadora, gesticulam nos abismos da maldade,
esquecendo o capricho e a imprevidência que os fizeram cair.
Jesus, no entanto, há quase vinte séculos, exclamou:
“Lançai a rede para a banda direita do barco e achareis.”
Figuradamente, o espírito humano é um “pescador” dos valores evolutivos,
na escola regeneradora da Terra. A posição de cada qual é o “barco”. Em cada
novo dia, o homem se levanta com a sua “rede” de interesses. Estaremos
lançando a nossa “rede” para a “banda direita”?
Fundam-se nossos pensamentos e atos sobre a verdadeira justiça?
Convém consultar a vida interior, em esforço diário, porque o Cristo, nesse
ensinamento, recomendava, de modo geral, aos seus discípulos: “Dedicai
vossa atenção aos caminhos retos e achareis o necessário.”

Obra: Caminho, Verdade e Vida - Francisco Cândido Xavier, ditado por Emmanuel

Donativo do Coração

Todos possuímos algo para dar, seja dinheiro que alivie a penúria, instrução que
desterre a ignorância, auxilio que remova a dificuldade ou remédio que afaste a doença.
Existe, porem, uma duvida que todos podemos compartilhar, indistintamente,
com absoluta vantagem para quem recebe e sem a mínima perda para quem da.
Referimo-nos a benção da coragem.
Quantos terão caído de altos degraus do bem, no ápice da resistência ao mal,
por lhes faltar calor humano, através de uma frase afetuosa e compreensiva? Quantos
terão desertado de suas tarefas enobrecedoras, com evidente prejuízo para a
comunidade, precisamente na véspera de vitorioso remate, unicamente por lhes haver
faltado alguém que lhes suplementasse as forcas morais periclitantes com o socorro de
um gesto amigo? E quantos outros tombam diariamente na frustração ou na
enfermidade, tão só porque não encontram senão azedume e pessimismo na palavra
daqueles de quem estão intimados a convivência?
Não te armes apenas de recursos materiais para combater o infortúnio.
Aprovisiona-te de fé viva e esperança, compreensão e otimismo, para que teu verbo se
faca lume salvador, capaz de reacender a confiança de tantos companheiros da
Humanidade, que trazem o coração no peito, a feição de lâmpada morta.
Não deixes para amanha o momento de encorajar os irmãos do caminho no
serviço do bem.
Faze isso hoje mesmo. Estende-lhes a alma no apelo ao bem e fala-lhes da
própria imortalidade, no tesouro inexaurível do tempo e dos recursos ilimitados do
Universo. Induze-os a reconhecer as energias infinitas de que são portadores e auxilia-os
a descobrir a divina herança de vida eterna que lhes palpita no imo do espirito, ainda
mesmo quando estirados nas piores experiências.
Seja tua palavra clarão que ampare, chama que aqueça apoio que escore e
balsamo que restaure.
Sempre que te disponha a sair de ti mesmo para o labor da beneficência, não
olvides o donativo da coragem! Ajuda ao próximo por todos os meios corretos ao teu
alcance, mas, acima de tudo, ajuda ao companheiro de qualquer condição ou de qualquer
procedência, a sentir-se positivamente nosso irmão, tão necessitado quanto nos da
paciência e do socorro de Deus.

Obra: Alma e coração – Emmanuel – psicografia de Francisco Cândido Xavier

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Na Hora da Caridade


Não te furtarás ao serviço de emenda e nem recusarás a constrangedora obrigação de restaurar a realidade, mas unge o coração de brandura para corrigir abençoando e orientar construindo!...
A dificuldade do próximo é intimação à beneficência, entanto, assim, como é preciso condimentar de amor o pão que se dá para que ele não amargue a boca que o recebe, é indispensável também temperar de misericórdia o ensinamento que se ministra para que a palavra esclarecedora não perturbe o ouvido que o recolhe.
Na hora da caridade, não reflitas apenas naquilo que os irmãos necessitados devem fazer!...
Considera igualmente aquilo que não lhes foi possível fazer ainda!...
Coteja as tuas oportunidades com as deles.
Quantos atravessaram a infância sem a refeição de horário certo e quantos se desenvolveram, carregando moléstias ocultas!
Quantos suspiraram em vão pela riqueza do alfabeto, desde cedo escravizados a tarefas de sacrifício e quantos outros cresceram em antros de sombra, sob as hipnoses da viciação e do crime!...
Quantos desejaram ser bons e foram arrastados à delinquência no instante justo em que o anseio de retidão lhes aflorava na consciência e quantos foram colhidos de chofre nos processos obsessivos que os impeliram a resvaladouros fatais!
Soma as tuas facilidades, revisa as bênçãos que usufruis, enumera as vantagens e os tesouros de afeto que te coroam os dias e socorre aos companheiros desfalecentes da estrada, buscando soerguê-los ao teu nível de entendimento e conforto.
Na hora da caridade, emudece as humanas contradições e auxilia sempre, mas sempre clareando a razão com a luz do amor fraterno, ainda mesmo quando a verdade te exija duros encargos, semelhantes às dolorosas tarefas da cirurgia.

Livro: Coragem - Emmanuel / Psicografia de Francisco Cândido Xavier

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Auxílio e Esforço Próprio

Amemos a consolação, usando-a, porém, à maneira do óleo que lubrifica a
máquina, sem exonera-la da atividade precisa.
O Criador estabelece auxílio incessante para todas as necessidades da Criação,
mas determina que a lei do trabalho seja cumprida em todas as direções.
A árvore encontra adubo no solo e alimento na atmosfera; no entanto, deve
produzir o fruto, conforme a espécie a que pertence. A ostra, conquanto usufrua o
agasalho da concha e se rejubile na água nutriente do mar, fabrica a pérola, no âmago
de si mesma.
Não fujas, assim, à responsabilidade de pensar e realizar.
Rogas o amparo da Eterna Sabedoria.
Solicitas a inspiração dos Mensageiros da Luz.
Requisitas esse ou aquele obséquio de amigos desencarnados.
Pedes concurso incessante às forças da natureza.
Não te falta o apoio do Céu e da Terra; todavia, ninguém te consegue isentar das
próprias obrigações.
Raciocina e perceberás que o auxílio e o esforço próprio funcionam conjugados em
todos os lances da experiência.
O costureiro faz a roupa; contudo, se pretende vestir-te, não há de envergá-la.
O médico prescreve a medicação; mas para curar-te, não deve ingeri-la.
O professor explica regras; no entanto, não te substitui a cabeça na assimilação
dos ensinamentos.
O fotógrafo tira-te expressivo retrato; entretanto, se procura fixar-te a imagem,
não te toma o lugar diante da objetiva.
Agradeçamos as contribuições que a Bondade Divina e a Fraternidade Humana nos
estendam a cada passo, mas não nos especamos do dever de servir, voluntariamente, no
bem de todos, a favor de nós mesmos, porquanto as leis do Universo corrigem o mal,
onde o mal apareça; contudo, em matéria de aperfeiçoamento moral, jamais
constrangem a consciência.
Ou trabalhamos espontaneamente e progredimos, conquistando a própria elevação, ou
preferimos parar e estacamos em ponto morto.

Obra: Encontro Marcado
Emmanuel / Francisco cândido Xavier

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

No Aprimoramento

No aperfeiçoamento do corpo espiritual, além do primitivismo de certas almas que jazem, longo tempo, entorpecidas após a morte física, observamos, ainda, o quadro das mentes evolvidas intelectualmente, mas submersas nas densas vibrações decorrentes de compromissos escuros.
Não permanecem no regime da inércia, em sono larval; entretanto, agitam-se nos desvarios da loucura.
Criam imagens que vivem e se movimentam na intimidade delas próprias, por tempo indeterminado, cuja duração varia com a força do impulso de suas paixões.
Carregam consigo os dramas intensos de que se fizeram autoras.
Encarnada na Terra, a inteligência vive entre as provocações da esfera carnal e as sugestões silenciosas da mente. Quanto mais intelectualizada a criatura, mais profundamente respira no plano das ideias, influenciando e sendo influenciada.
Geralmente, porém, o homem desequilibra os próprios sentimentos, inclinando-se, em maior ou menor percentagem, para o afastamento das leis com as quais se deve nortear. Atravessa os caminhos humanos, ganhando pouco e quase sempre perdendo muito, dentro de si mesmo, obscurecendo-se nas pesadas sombras dos pensamentos inquietantes que produz para o consumo de suas necessidades mentais.
Assim é que a desencarnação não lhes modifica o campo íntimo.
Encasulada no círculo vibratório das criações que lhe dizem respeito, a alma sofre naturais inibições, ante a paisagem da vida gloriosa. Não possui ainda órgão de percepção para sintonizar-se com os espetáculos deslumbrantes da imensidade, encarcerada, qual se encontra, entre as paredes estranhas das concepções obscuras e estreitas em que se agita.
Como a lâmpada vive no seio das próprias irradiações, imitindo luz que é também matéria sutil, a alma permanece no seio das criações que lhe são peculiares, prendendo-se à paisagem em que prevaleçam as forças e desejos que lhe são afins, porque o pensamento é também substância rarefeita, matéria dentro de expressões inabordáveis até agora pelas investigações terrestres.
Podendo alimentar-se, por tempo indefinível, das emanações dos próprios desejos, entidades existem que estacionam, durante muitos anos, dentro dos quadros emocionais em que se comprazem, atrasando a marcha evolutiva, até que reencarnam na recapitulação das experiências em que faliram, retomando o serviço de purificação interior para a sublimação de si mesmas.
Desse modo, somos defrontados por dolorosos fenômenos congeniais.
Suicidas recomeçam a luta física, no círculo de moléstias ingratas, e criminosos reaparecem no berço, com deploráveis mutilações e defeitos; alcoólatras regressam à existência, em companhia de pais que se sintonizam com eles e grandes delinquentes reencetam a viagem do aprimoramento moral, na esfera de provas temíveis, quais sejam as de enfermidades indefiníveis e de aflições dificilmente remediáveis.
No extenso e abençoado viveiro de almas que é o mundo, pouco a pouco, de século a século e de milênio a milênio, usando variados corpos e diversas posições no campo das formas, nosso espírito constrói lentamente, para o próprio uso, o veículo acrisolado e divino, com que o Senhor nos reserva em plena imortalidade vitoriosa.

Do Livro: Roteiro - Médium: Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Teu Lugar


Surgem lances obscuros na existência, nos quais aflições dispensáveis nos
visitam o espírito, no pressuposto de que nos achamos fora do plano que nos é próprio.
Quiséramos impensadamente exercer a função de outrem, e ao mesmo tempo,
solicitar que outrem se encarregue da nossa.
Isso, porém, seria tumultuar a Ordem Divina.
Não ignoramos que os Emissários do Senhor nos conhecem de sobra aptidões e
recursos. Qual ocorre aos engenheiros responsáveis por edificações determinada, que
não instalariam o cimento em lugar do vidro, os Organizadores da Vida não nos
designariam posição estranha às nossas possibilidades de rendimento maior na
construção do Reino de Deus.
Dentro do assunto, não nos será lícito esquecer que a promoção é ocorrência
natural e elevar-nos de nível, mas promoção realmente aparece tão-só quando no
melhoramos conquistando degraus acima.
A rigor, porém, urge reconhecer que nos achamos agora precisamente no ponto
e no posto em que nos é possível produzir mais e melhor. A certeza disso nos fortalece a
noção de responsabilidade, porquanto, cientes de que a Eterna Sabedoria nos permitiu
desempenhar os encargos pelos quais respondemos perante os outros, podemos
centralizar atenção e força, onde estivemos, para doar o máximo de nós mesmos, na
máquina social de que somos peças.
Quando te ocorra o pensamento de que deverias ocupar outro ângulo no campo
da atividade terrestre, asserena o coração e continua fiel aos deveres que as
circunstâncias te preceituem, reconhecendo que, em cada dia, estamos na posição em
que a Bondade de Deus conta conosco para o bem geral. Desse modo, para que as tuas
horas se enriqueçam de paz e eficiência, no setor de ação que te cabe na Obra do
Senhor, se trazes a consciência tranquila no desempenho das próprias obrigações, é
forçoso te capacites de que és hoje o que és e te vês com quem te vês, no quadro em
que te movimentas e na apresentação com que te singularizas, porque é justamente
como és, com quem estás no lugar em que te situas e claramente como te encontras,
que o Senhor necessita de ti.

Obra: Alma e Coração
Francisco Cândido Xavier - Ditado pelo Espírito Emmanuel

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Ambientes

Importante pensar que não apenas termos o que damos, mas igualmente viveremos naquilo que proporcionamos aos outros.
Dai o impositivo de doarmos tão somente o bem, integralmente o bem.
Se em determinada faixa de tempo criamos a alegria para os nossos semelhantes e criamos para eles o sofrimento em outra faixa, nossa existência estará dividida entre felicidade e desventura, porque teremos trazido uma e outra ao nosso convívio, arruinando valiosas oportunidades de serviço e elevação.
Se oferecemos azedume, e obvio que avinagraremos o sentimento de quem nos acolhe, reavendo, em cambio inevitável, o mesmo clima vibratório, como quem recolhe agua inconveniente para a própria sede, apos agitar o fundo do poço, de cuja colaboração necessite.
Se atiramos critica e ironia a face do próximo, de outro ambiente não disporemos para viver senão aquele que se desmanda em sarcasmo e censura.
Certifiquemo-nos de que não somente as pessoas, mas os ambientes também respondem. Queiramos ou não, somos constrangidos a viver no clima espiritual que nós mesmos formamos.
Pacifiquemos e seremos pacificados.
Auxilia e colheras auxilio.
Tudo que espiritualmente verte de nós, regressa a nós, “Dá e dar-se-te-á”, ― asseverou Jesus. O ensinamento não prevalece tão só nos domínios da dádiva material propriamente considerada. Do que dermos aos outros, a vida fatalmente nos dar.

Alma e Coração
Francisco Cândido Xavier
Ditado pelo Espírito Emmanuel

Guarda-te em Deus

Lembra-te de Deus para que saibas agradecer os talentos da vida.
Se fatigado, pensa Nele, o Eterno Pai que jamais desfalece na Criação.
Se triste, eleva-Lhe os sentimentos, meditando na alegria solar com que toda manhã, Sua Infinita Bondade dissolve das trevas.
Se doente, centraliza-te no perfeito equilíbrio com que sua compaixão reajusta os quadros da Natureza, ainda mesmo
quando a tempestade haja destruído todos os recursos que os milênios acumularam.
Se incompreendido, volta-te para Ele, o Eterno Doador de todas as bênçãos, quantas vezes escarnecido por nossas próprias
fraquezas, sem que se Lhe desanime a paciência incomensurável, quanto aos arrastamentos de nossas imperfeições animalizantes.
Se humilhado, entrega-Lhe as dores da sensibilidade ferida ou do brio menosprezado, refletindo no celeste anonimato em que
se Lhe esconde a inconcebível grandeza, para que nos creiamos autores do bem que a Ele pertence, em todas as circunstâncias.
Se sozinho, busca-Lhe a companhia sublime na pessoa daqueles que te seguem na retaguarda, cambaleantes de
sofrimento, mais solitários que tu mesmo, na provação e na miséria que lhes vergastam as horas e lhes crucificam as
esperanças.
Se aflito, confia-Lhe as ansiedades, compreendendo que Nele, o Imperecível Amor, todas as tormentas se apaziguam.
Seja qual for a dificuldade, recorda o Todo-misericordioso que não nos esquece. E, abraçando o próprio dever como sendo expressão de Sua Divina Vontade para os teus passos de cada dia, encontrarás na oração a força verdadeira de tua fé, a erguer-te das obscuridades e problemas da Terra para a rota de luz que te aponta as sendas do céu.

Obra: O Espírito da Verdade
Francisco Cândido Xavier - Ditado pelo Espírito Emmanuel

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