quarta-feira, 29 de abril de 2015

Parentela - Emmanuel

“E disse-lhe: Sai de tua terra e dentre a tua parentela e dirige-te à
terra que eu te mostrar.” — (Atos, capítulo 7, versículo 3.)


Nos círculos da fé, vários candidatos à posição de discípulos de Jesus
queixam-se da sistemática oposição dos parentes, com respeito aos princípios
que esposaram para as aquisições de ordem religiosa.
Nem sempre os laços de sangue reúnem as almas essencialmente afins.
Frequentemente, pelas imposições da consanguinidade, grandes inimigos são
obrigados ao abraço diuturno, sob o mesmo teto.
É razoável sugerir-se uma divisão entre os conceitos de “família” e
“parentela”. O primeiro constituiria o símbolo dos laços eternos do amor, o
segundo significaria o cadinho de lutas, por vezes acerbas, em que devemos
diluir as imperfeições dos sentimentos, fundindo-os na liga divina do amor para
a eternidade. A família não seria a parentela, mas a parentela converter-se-ia,
mais tarde, nas santas expressões da família.
Recordamos tais conceitos, a fim de acordar a vigilância dos companheiros
menos avisados.
A caminho de Jesus, será útil abandonar a esfera de maledicências e
incompreensões da parentela e pautar os atos na execução do dever mais
sublime, sem esmorecer na exemplificação, porquanto, assim, o aprendiz fiel
estará exortando-a, sem palavras, a participar dos direitos da família maior, que
é a de Jesus-Cristo.

De: “Caminho, Verdade e Vida – Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

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