domingo, 31 de maio de 2015

A Verdade - Hammed

"... Pilatos, então, lhe disse: Sois, pois, rei? Jesus lhe replicou: Vós o dissestes; eu sou rei; eu não nasci, nem vim a este mundo senão para testemunhar a verdade: qualquer que pertença à verdade escuta minha voz."
(Cap. II, item I.)


Não vemos a verdade, conforme afirmou Jesus Cristo, porque nossa mente trabalha sem estar ligada aos nossos sentidos e emoções mais profundos.
As ilusões nos impedem que realmente tenhamos os olhos de ver, e porque não buscamos a verdade projetamos nos outros o que não podemos aceitar como nosso. Tentamos nos livrar de nossos próprios sentimentos atribuindo-os a outras pessoas. Adão disse a Deus: "eu não pequei, a culpa foi da mulher que me tentou". Eva se desculpa perante o Criador: "toda a discórdia ocorrida cabe à maldita serpente". Assim somos todos nós. Quando desconhecemos os traços de nossa personalidade, condenamos fortemente e responsabilizamos os outros por aquilo que não podemos admitir em nós próprios.
Nossa visão sobre as coisas pode enganar-nos, pode estar disforme sob determinados pontos de vista, pois em realidade ela se forjou entre nossas convicções mais profundas, sobre aquilo que nós convencionamos chamar de certo e errado, isto é, verdadeiro ou falso.
Na infância, por exemplo, se fomos repreendidos duramente por demonstrarmos raiva, se fomos colocados em situações vexatórias por aparentarmos medo, ou se fomos ridicularizados por manifestarmos afeto e carinho, acabamos aprendendo a reprimir essas emoções por serem consideradas feias, erradas e pecaminosas por adultos insensíveis e recriminadores.
Porém, não damos conta de que, ao adotarmos essa postura repressora, tornamo-nos criaturas inseguras e fracas e, a partir daí, começamos a não confiar mais em nós mesmos.
Se a nossa verdade não é admitida honestamente, como podemos nos aproximar da Verdade Maior?
Sentir medo ou raiva, quando houver necessidades autênticas, seja para transpor algum obstáculo, seja para vencer barreiras naturais, é perfeitamente compreensível, porque a energia da raiva é um importante "fator de defesa", e o medo é um prudente mediador em face de "situações perigosas".
Para que possamos encontrar a Verdade, à qual se referia Jesus, é preciso aceitar a nossa verdade, exercitando o "sentir" quanto às nossas emoções, e adequá-las corretamente na vida. A sugestão feliz é o equilíbrio e a integração de nossas energias íntimas, e nunca a repressão e o entorpecimento, nem tampouco a entrega incondicional simplesmente.
O que é a Verdade? Disse o Mestre: "Vim ao mundo para dar testemunho da Verdade; todo aquele que é da Verdade ouve a minha voz".
Cremos no que vemos, mas muitas vezes os órgãos dos sentidos nos enganam. Vejamos alguns exemplos:
A Terra parece parada; o arco-íris nada mais é do que raios de sol atravessando gotículas d'água; e certas estrelas que vislumbramos nos céus já não existem, contudo, devido às distâncias enormes a serem percorridas, as suas luzes continuam aportando na atmosfera de nosso planeta, dando-nos a falsa impressão de vida real.
Cremos no que nos disseram, e, embora não sejam situações vivenciadas ou experimentadas por nós, aceitamos como sendo "verdades absolutas", quando de fato eram "conceitos relativos".
Maneiras erradas de se ver a sexualidade, a religião, o casamento, as raças e as profissões distanciam-nos cada vez mais da realidade das situações e das criaturas com as quais convivemos.
Procuremos sintonizar-nos com os olhos espirituais, pois nossa percepção intuitiva é ampla e precisa que a visão física.
Abramos as comportas de nossa alma, para que captemos as inspirações divinas que deliberam a vida em toda parte. Somente assim estaremos mais perto de conhecer a Verdade à qual se referia o Mestre Jesus.


“Renovando atitudes”, de Francisco do Espírito Santo Neto

Joanna de Ângelis - Que Aparência Tem os Espíritos?

Você já pensou em como é a aparência dos Espíritos depois da morte?
Terão a aparência de fantasmas?
Serão como uma nuvem de fumaça?
Ou será que se apresentam como uma assombração?
Nem uma coisa, nem outra. Os Espíritos mantêm a aparência que tinham quando encarnados no corpo físico.
Já tivemos notícias de vários casos de aparições de Espíritos em todo o Mundo. E, em todos os casos, que se tornaram célebres, as pessoas que tiveram as visões afirmam que o Espírito tinha um corpo.
Podem ter uma luminosidade diferente, mas a aparência é de um ser humano.
Um dos casos bem conhecido de todos nós é o encontro de Jesus com os Espíritos de Moisés e Elias.
Diante de Jesus e dos Apóstolos Pedro, Tiago e João, esses dois Espíritos se tornaram visíveis e com a mesma aparência que tinham quando seu corpo era de carne.
Outro exemplo é do próprio Cristo. Após a crucificação, Ele surge entre os Apóstolos e convive com eles por algum tempo.
Sua aparência era a mesma de antes, a tal ponto que todos O reconheceram.
Assim, podemos eliminar das nossas mentes essas idéias distorcidas de que os Espíritos têm forma diversa da que tinham quando encarnados.
Mas, se é verdade que o corpo físico fica no túmulo, que corpo é esse que mantém a mesma forma?
A verdade é que nós somos formados por três elementos: o Espírito, o corpo físico, e o perispírito.
O perispírito é o que Paulo, Apóstolo, chamava de corpo espiritual.
É formado de matéria sutil, imperceptível aos olhos comuns, mas visível aos que têm a faculdade mediúnica chamada vidência.
E não é só a aparência exterior que conservamos após a desencarnação. Mantemos também todas as condições psíquicas que tínhamos na véspera.
Nada dá saltos em a natureza. E com o Espírito não poderia ser diferente.
Saindo do corpo físico sem sair da vida, a criatura busca seus interesses, no outro plano, e segue vivendo da mesma forma que viveu até o túmulo.
Se assim é, todos os esforços que empreendermos para nos aperfeiçoarmos intelectual e moralmente, ainda hoje, não serão em vão.

* * *
O perispírito é conhecido desde a mais remota Antigüidade.
Pitágoras o denominava carne sutil da alma.
Aristóteles o chamava corpo sutil e etéreo.
Orígenes identificava-o como aura.
Paracelso, no século 16, detectou-o sob a designação de corpo astral.
Como podemos perceber, esse corpo, com o qual se mostram os Espíritos, já era muito bem conhecido, embora com denominações diferentes.
Allan Kardec, ao codificar a Doutrina Espírita chamou-o perispírito.

Redação do Momento Espírita, com base no cap.4 do livro Estudos espíritas, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco

Joanna de Ângelis - Indiferentes

A indiferença é morte da ação que induz a criatura ao progresso. É ausência de ideal vitalizador.
O indiferente padece de doença que o domina a pouco e pouco, ameaça-lhe o equilíbrio e anula as movimentações que o capacitam para a luta.
São pessoas que não ouvem nem querem ver. Não alcançaram metas e sentem-se burladas.
Refugiam-se na indiferença antes de tentarem mais uma vez. E, porque perderam a fé, negam-se a confiar em alguém.
Nas atividades espirituais, são em número surpreendente. Não reagem a favor nem contra.
Não te aflijas pela atitude delas. Reencontrarão, mais tarde, o caminho que devem percorrer.
Não deixes de produzir e com entusiasmo, no teu campo de ação, quando as defrontares.
Não foram apenas os que odiavam e temiam a soberana força do amor de Jesus que O levaram à morte. Foram também os indiferentes.
Apesar deles, o Senhor escreveu, com sacrifício pessoal, a página mais comovedora e estoica de todos os tempos e que até hoje atrai mentes e corações para Sua doutrina.


Médium: Divaldo Pereira Franco
Livro: Oferenda (extrato) - Ed. LEAL

sábado, 30 de maio de 2015

André Luiz - Efetivamente

Vigiar não é desconfiar. É acender a própria luz, ajudando os que se encontram nas sombras.
Defender não é gritar. É prestar mais intenso serviço às causas e às pessoas.
Ajudar não é impor. É amparar, substancialmente, sem pruridos de personalismo, para que o beneficiado cresça, se ilumine e seja feliz por si mesmo.
Ensinar não é ferir. É orientar o próximo, amorosamente, para o reino da compreensão e da paz.
Renovar não é destruir. É respeitar os fundamentos, restaurando as obras para o bem geral.
Esclarecer não é discutir. É auxiliar, através do espírito do serviço e da boa-vontade, o entendimento daquele que ignora.
Amar não é desejar. É compreender sempre, dar de si mesmo, renunciar aos próprios caprichos e sacrificar-se para que a luz divina do verdadeiro amor resplandeça.

Médium: Francisco Cândido Xavier
Livro: Agenda Cristã (extrato) - Ed. FEB

Emmanuel - Recomecemos

" Ninguém põe remendo de pano novo em vestido velho " - Jesus. (Mateus, 9 : 16.)

Não conserves lembranças amargas.
Viste o sonho desfeito.
Escutaste a resposta de fel.
Suportaste a deserção dos que mais amas.
Fracassaste no empreendimento.
Colheste abandono.
Padeceste desilusão.
Entretanto, recomeçar é benção na Lei de Deus.
A possibilidade da espiga ressurge na sementeira.
A água, feita vapor, regressa da nuvem para a riqueza da fonte.
Torna o calor da primavera, na primavera seguinte.
Inflama-se o horizonte, cada manhã, com o fulgor do Sol, reformando o valor do dia.
Janeiro a Janeiro, renova-se o ano, oferecendo novo ciclo ao trabalho.
É como se tudo estivesse a dizer : "Se quiseres, podes recomeçar ".
Disse, porém , o Divino Amigo que ninguém aproveita remendo novo em pano velho.
Desse modo, desfaze-te do imprestável.
Desvencilha-te do inútil.
Esquece os enganos que te assaltaram.
Deita fora as aflições improfícuas.
Recomecemos, pois, qualquer esforço com firmeza, lembrando-nos , todavia, de que tudo
volta, menos a oportunidade esquecida, que será sempre uma perda real.

Livro: Palavras da Vida Eterna
Psicografia de: Francisco Cândido Xavier

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Joanna de Ângelis - Fé Inabalável

"Allan Kardec afirmou: Fé inabalável é somente aquela que pode encarar a razão, face a face, em todas as épocas da humanidade.
Acreditar em Deus, na imortalidade do Espírito, na excelência dos postulados da reencarnação e permitir-se abater quando convidado á demonstração da capacidade de resistência, é lamentável queda na leviandade ou clara demonstração de que a fé não é real...
Permitir-se depressão porque aconteceram fenômenos desagradáveis e até mesmo desestruturadores do comportamento, significa não somente debilidade emocional que apenas tem fortaleza quando não há luta, mas também total falta de confiança em Deus.
Quando a fé é raciocinada, estribada nas reflexões profundas em torno dos significados existenciais, tem capacidade para enfrentar os problemas e solucioná-los sem amargura nem conflito, para atender as situações penosas com tranquilidade, porque identifica em todas essas situações as oportunidades de crescimento interior para o encontro com a verdade.
O conhecimento do Espiritismo liberta a consciência da culpa, o indivíduo de qualquer temor, facultando-lhe uma existência risonha com esperança e realizações edificantes pelos atos. Não apenas enseja as perspectivas ditosas do porvir, mas sobretudo ajuda a trabalhar o momento em que se vive, preparando aquele que virá".

Psicografia de Divaldo Franco.
Livro: Atitudes Renovadas.

Emmanuel - Se Tiveres Amor

Se tiveres amor, caminharás no mundo como alguém que transformou o próprio coração em chama divina a dissipar as trevas...
Encontrarás nos caluniadores almas invigilantes que a peçonha do mal entenebreceu, instilando-lhes o hábito da peste, e relevarás toda ofensa com que te martirizem as horas...
Surpreenderás nas maldizentes criaturas desprevenidas que o veneno da crueldade enlouqueceu, e desculparás toda injúria com que te deprimam as esperanças...
Observarás no onzenário a vítima da ambição desregrada, acariciando a ignomínia da usura em que atormenta a si próprio, e no viciado o irmão que caiu voluntariamente na poça de fel em que arruína a si mesmo...
Reconhecerás a ignorância em toda manifestação contrária à justiça e descobrirás a miséria por fruto dessa mesma ignorância em toda parte onde o sofrimento plasme o cárcere da delinqüência, o deserto do desespero, o inferno da revolta ou o pântano da preguiça...
Se tiveres amor saberás, assim, cultivar o bem, cada instante, para vencer o mal cada hora...
E perceberás, então, como o Cristo, fustigado na cruz, que os teus mais acirrados perseguidores são apenas crianças de curto entendimento e de sensibilidade enfermiça, que é preciso compreender e ajudar, perdoar e servir sempre para que a glória do amor puro, ainda mesmo nos suplícios da morte, nos erga o espírito imperecível à benção da vida eterna.

Psicografia: Francisco Cândido Xavier

Emmanuel - Em Que Perseveras?

“E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão e no partir do pão e nas orações.”
– (Atos, 2:42.)


Observadores menos avisados pretendem encontrar inteira negação de espiritualidade nos acontecimentos atuais do Planeta.
Acreditam que a época das revelações sublimes esteja morta, que as portas celestiais permaneçam cerradas para sempre.
E comentam entusiasmados, como se divisassem um paraíso perdido, os resplendores dos tempos apostólicos, quando um pugilo de cristãos renovou os princípios seculares do mais poderoso império do mundo.
Asseveram muitos que o Céu estancou a fonte das dádivas, esquecendo-se de que a generalidade dos crentes entorpeceu a capacidade de receber.
Onde a coragem que revestia corações humildes, à frente dos leões do circo? onde a fé que punha afirmações imortais na boca ferida dos mártires anônimos? onde os sinais públicos das vozes celestiais? onde os leprosos limpos e os cegos curados?
As oportunidades do Senhor continuam fluindo, incessantes, sobre a Terra.
A misericórdia do Pai não mudou.
A Providência Divina é invariável em todos os tempos.
A atitude dos cristãos, na atualidade, porém, é muito diferente. Raríssimos perseveram na doutrina dos apóstolos, na comunhão com o Evangelho, no espírito de fraternidade, nos serviços da fé viva. A maioria prefere os chamados “pontos de vista”, comunga com o personalismo destruidor, fortalece a raiz do egoísmo e raciocina sem iluminação espiritual.
A Bondade do Senhor é constante e imperecível. Reparemos, pois, em que direção somos perseverantes.
Antes de aplaudir os mais afoitos, procuremos saber se estamos com a volubilidade dos homens ou com a imutabilidade do Cristo.

Obra: Vinha de Luz
Psicografia: Francisco Cândido Xavier

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Hammed - Lágrimas

“Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Bem-aventurados os que sofrem perseguição pela justiça, porque o reino dos céus é para eles.” (Capítulo 5 item 1.)

Lágrimas são emoções materializadas que romperam as barreiras do corpo físico. Em realidade, representam os excessos de energia que necessitamos extravasar.
Nem sempre são as mesmas fontes que determinam as lágrimas, pois variadas são as nascentes geradoras que as expelem através dos olhos.
Lágrimas nascidas do amor materno são vistas quase que corriqueiramente nos olhos das mães apaixonadas pelos filhos.
Lágrimas de alegria marejam nos olhos dos enamorados, pelas emoções com que traçam planos de felicidade no amor.
Lágrimas geradas pela dor de quem vê o ente querido partir nos braços da morte física, entre as esperanças de reencontrá-lo logo mais, na vida eterna.
Lágrimas de amigos que apertam mãos nas realizações e uniões prósperas são sempre nascentes puras de emotividade sadia oriundas do coração.
Há, porém, lágrimas criadas pelos centros de desequilíbrio, que mais se assemelham a gotas de fel, pois, quando jorram, congestionam os olhos, tornando-os de aspecto agressivo, de cor carmim, entre energias danosas que embrutecem a vida.
Lágrimas de inveja e revolta que brotam nos olhares dos orgulhosos e despeitados, quando identificam criaturas que vencem obstáculos, alcançando metas e exaltando as realizações ditosas que se propuseram edificar.
Lágrimas de angústia e desconforto que umedecem as pálpebras dos inconformados e rebeldes, os quais, por não respeitarem a si mesmos e aos outros, sofrem como conseqüência todos os tipos de desencontros nos caminhos onde transitam desesperados.
Lágrimas de pavor e devassidão, em uma análise mais profunda, são tóxicos destilados pela fisionomia dos corruptos, que lesam velhos, crianças e famílias inteiras na busca desenfreada de ouro e poder.
Lágrimas dissimuladas que gotejam da face dos hipócritas e sedutores, os quais, por fraudarem emoções, acreditam sair ilesos perante as leis naturais da vida.
Conta-se que lágrimas espessas rolaram dos olhos dos ladrões crucificados entre o Senhor Jesus, no Gólgota.
As gotas de lágrima do mau ladrão fecundaram, no terreno dos sentimentos, as raízes da reflexão e do discernimento, que permitiram entender o porque dos corações rígidos e inflexíveis. A humanidade aprendeu que há hora de plantar e tempo de ceifar e que nem todos estão ainda aptos a compreender a essência espiritual, nascendo, portanto, dessa percepção o “perdão incondicional”.
Mas dos olhos do bom ladrão deslizaram as lágrimas dos que já admitiram seus próprios erros, vitalizando o solo abundantemente e fazendo germinar as sementes poderosas que permitem às consciências em culpa usar sempre “amor incondicional” para si mesmas e para os outros, como forma de restaurar sua vida para melhor.
Isso fez com que os seres humanos se aproximassem cada vez mais do patamar da reparação e do enorme poder de transformação que existem neles mesmos, reformulando e reorganizando gradativamente suas vidas. Estabeleceu-se assim, na Terra, o “arrependimento” - sentimento verdadeiro de remorso pelas faltas cometidas e que serve para renovação de conceitos e atitudes.
No teu mergulho interior, pondera tuas lágrimas, analisa-as e certifica-te dos sentimentos que lhes deram origem.
Que sejam sadias tuas fontes geradoras de emoções e que esse líquido cristalino que escorre sobre tuas faces te levem ao encontro da paz interior, entre alicerces de uma vida plena.

Livro: Renovando Atitudes
Francisco do Espirito Santo Neto

Emmanuel - Exames

A dor é agente de fixação, expondo-nos a verdadeira fisionomia moral.
O sofrimento é fotógrafo oculto. Deslinda os mais íntimos aspectos da personalidade e aclara os menores impulsos do coração, deixando ambos a descoberto.
Em razão disso, cada problema que te procura, radiografa-te certas zonas do ser, de modo a verificar-lhes o equilíbrio.
Cada provação testa-te ideias e sentimentos, para definir-lhes a sanidade.
A vida, expressando a Sabedoria Divina, observa cada um de nós, diariamente, examinando-nos o possível valor, a fim de valorizar-nos.
Cultura nobre granjeia tarefas enobrecidas.
Virtude alcança merecimento.
Quem aprende pode ensinar.
Quem semeia o melhor adquire o melhor.
Quem ajuda sem recompensa colhe apoio espontâneo.
Sê fiel ao bem para que o bem te revele através dos outros.
Cada um exporá a luz que guarda em si toda vez que chamado a exame, na hora da crise.

Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: Justiça Divina (extrato) - Ed. FEB

terça-feira, 26 de maio de 2015

Emmanuel - Cristo e Nós

“E disse-lhe o Senhor em visão:- Ananias! E ele respondeu: -Eis -me aqui, Senhor!” – (Atos, 9:10).

Os homens esperam por Jesus e Jesus espera igualmente pelos homens.
Ninguém acredite que o mundo se redima sem almas redimidas.
O Mestre, para estender a sublimidade do seu programa salvador, pede braços humanos que o realizem e intensifiquem. Começou o apostolado, buscando o concurso de Pedro e André, formando, em seguida; uma assembléia de doze companheiros para atacar o serviço da regeneração planetária.
E, desde o primeiro dia da Boa Nova, convida, insiste e apela, Junto das almas, para que se convertam em instrumentos de sua Divina Vontade, dando-nos a perceber que a redenção procede do Alto, mas não se concretizará entre as criaturas sem a co- laboração ativa dos corações de boa-vontade.
Ainda mesmo quando surge, pessoalmente, buscando alguém para a sua lavoura de luz, qual aconteceu na conversão de Paulo, o Mestre não dispensa a cooperação dos servidores encarnados. Depois de visitar o doutor de Tarso, diretamente, procura Ananias, enviando-o a socorrer o novo discípulo.
Por que razão Jesus se preocupou em acompanhar o recémconvertido, assistindo-o em pessoa? É que, se a Humanidade não pode iluminar-se e progredir sem o Cristo, o Cristo não dispensa os homens na obra de soerguimento e sublimação do mundo.
“Ide e pregai”.
“Eis que vos mando”.
“Resplandeça a vossa luz diante dos homens”.
“A Seara é realmente grande, mas poucos são os ceifeiros”.
Semelhantes afirmativas do Senhor provam a importância por ele atribuída à contribuição humana.
Amemos e trabalhemos, purificando e servindo sempre.
Onde estiver um seguidor do Evangelho aí se encontra um mensageiro do Amigo Celestial para a obra incessante do bem.
Cristianismo significa Cristo e nós.

Obra: Fonte Viva

O Apelo de Sempre - Emmanuel

Nas horas de aguaceiro, reflete na colheita que virá.
Nos instantes difíceis, age pensando na soma de alegrias que nascerão do dever cumprido.
Não te detenhas em recordações amargas do pretérito.
A derrota sofrida terá sido preciosa lição para melhor aproveitamento das horas de hoje;
A lágrima vertida foi talvez o colírio da verdade, ensinando-te o caminho da paciência;
As afeições que desertaram se te erguem presentemente na memória por instruções da vida, impulsionando-te à descoberta do genuíno amor.
Para frente - é o apelo de mais alto.
O passado é capaz de auxiliar, mas tão-só por recurso de informação.
Necessitas permanecer de atenção concentrada no caminho à frente, como quem se vê inevitavelmente chamado para o futuro.


Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: Ceifa de Luz (extrato) - Ed. FEB

Meimei - A Bênção do Trabalho

É pela bênção do trabalho que podemos esquecer os pensamentos que nos perturbam, olvidar os assuntos amargos, servindo ao próximo, no enriquecimento de nós mesmos.
Com o trabalho, melhoramos nossa casa e engrandecemos o trecho de terra onde a Providência Divina nos situou.
Ocupando a mente, o coração e os braços nas tarefas do bem, exemplificamos a verdadeira fraternidade e adquirimos o tesouro da simpatia, com o qual angariaremos o respeito e a cooperação dos outros.
Quem não sabe ser útil não corresponde à Bondade do Céu, não atende aos seus justos deveres para com a humanidade e nem retribui a dignidade da pátria amorosa que lhe serve de mãe.
O trabalho é uma instituição de Deus.
Senda de Perfeição
Quem move as mãos no serviço,
Foge à treva e à tentação.
Trabalho de cada dia
É senda de perfeição.


Mensagem do livro "Pai Nosso", recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier - Edição FEB.

domingo, 24 de maio de 2015

André Luiz - Este Dia

Este dia é o seu melhor tempo, o instante de agora.
Se você guarda inclinação para a tristeza, este é o ensejo de meditar na
alegria da vida e de aceitar-lhe a mensagem de renovação permanente.
Se a doença permanece em sua companhia, surgiu a ocasião de tratar-se com
segurança.
Se você errou, está no passo de acesso ao reajuste.
Se esse ou aquele plano de trabalho está incubado em seu pensamento, agora é
o momento de começar a realizá-lo.
Se deseja fazer alguma boa ação, apareceu o instante de promovê-la.
Se alguém aguarda as suas desculpas por faltas cometidas, terá soado a hora
em que você pode esquecer qualquer ocorrência infeliz e sorrir novamente.
Se alguma visita ou manifestação afetiva esperam por você chegou o tempo de
atendê-las.
Se precisa estudar determinada lição, encontrou você a oportunidade de fazer
isso.
Este dia é um presente de Deus, em nosso auxílio; de nós depende aquilo que venhamos a fazer com ele.

Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Livro: Respostas da Vida

Emmanuel - Pureza

Estudando a palavra do Mestre, recordemos que no mundo não existiu ninguém com tanta pureza na alma.
Cabe-nos lembrar como Jesus via no caminho da vida, para reconhecermos que sabia encontrar a Presença Divina em todas as situações e criaturas.
Para muitos, a manjedoura era lugar desprezível; entretanto, Ele via Deus na humildade com que a Natureza lhe oferecia materno colo e transformou a estrebaria num poema de excelsa beleza.
Para muitos, Maria de Magdala era sem valor, pela condição de obsidiada em que se mostrava na vida pública; Ele via Deus em seu coração feminino e converteu-a em mensageira da celeste ressurreição.
Se purificares o coração, notarás a presença de Deus em toda parte, compreendendo que o Criador não desiste de criatura alguma, e notarás que a maldade é apenas lama que envolve a alma – o brilhante Divino que virá fatalmente à Luz...

Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: Religião dos Espíritos (extrato) - Ed. FEB

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Decisão Firme - Joanna de Ângelis

O agastamento moral torna-se distúrbio de emoção, que finda instalando processo neurótico.
Sempre depararás com quem não te apoia.
Os trêfegos vêm, prometem auxílio e vão.
Os tímidos planejam ajuda e não se encorajam.
Os descorteses apontam erros e seguem adiante: os agressivos surgem, impetuosos, procuram louros para si mesmo, e fogem.
Os devotados sempre estão sobrecarregados, mas ajudam, e os humildes laboram com discrição, simplicidade e constança.
Cada homem é o seu próprio programa e cada coração é a aspiração peculiar à faixa emocional em que transita.
Não te agastes, assim, com eles, os aturdidos.
Não percas o otimismo.
Alguns te exaltam as qualidades negativas para lisonjear-te, arrojando-te em decepções.
Não os acates nem os animes. Reage ao mal.
Discorda, nega, conduz, ajuda, administra, serve – com bonomia. És construtor do bem.
O erro dos outros é problema deles, enquanto que o teu é o problema de bem ajudar.

Médium Divaldo Pereira Franco
Livro: Rumos Libertadores (Extrato) - Ed. LEAL

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Emmanuel - O Tempo

“Aquele que faz caso do dia, para o Senhor o faz.” — Paulo (Romanos, 14:6)

A maioria dos homens não percebe ainda os valores infinitos do tempo.
Existem efetivamente os que abusam dessa concessão divina. Julgam que a riqueza dos benefícios lhes é devida por Deus.
Seria justo, entretanto, interrogá-los quanto ao motivo de semelhante presunção.
Constituindo a Criação Universal patrimônio comum, é razoável que todos gozem as possibilidades da vida; contudo, de modo geral, a criatura não medita na harmonia das circunstâncias que se ajustam na Terra, em favor de seu aperfeiçoamento espiritual.
É lógico que todo homem conte com o tempo, mas, se esse tempo estiver sem luz, sem equilíbrio, sem saúde, sem trabalho?
Não obstante a oportunidade da indagação, importa considerar que muito raros são aqueles que valorizam o dia, multiplicando-se em toda parte as fileiras dos que procuram aniquilá-lo de qualquer forma.
A velha expressão popular “matar o tempo” reflete a inconsciência vulgar, nesse sentido.
Nos mais obscuros recantos da Terra, há criaturas exterminando possibilidades sagradas. No entanto, um dia de paz, harmonia e iluminação, é muito importante para o concurso humano, na execução das leis divinas.
Os interesses imediatistas do mundo clamam que o “tempo é dinheiro”, para, em seguida, recomeçarem todas as obras incompletas na esteira das reencarnações... Os homens, por isso mesmo, fazem e desfazem, constroem e destroem, aprendem levianamente a recapitulam com dificuldade, na conquista da experiência.
Em quase todos os setores de evolução terrestre, vemos o abuso da oportunidade complicando os caminhos da vida; entretanto, desde muitos séculos, o apóstolo nos afirma que o tempo deve ser do Senhor.


Emmanuel - Devagar, mas Sempre

Observa o espírito de sequências e gradação que prevalece nos mínimos setores da Natureza.
Nada se realiza aos saltos e, na pauta da Lei Divina, não existe privilégio em parte alguma.
Desenvolve-se a árvore milímetro a milímetro.
Levanta-se a construção peça a peça.
Não abandones o teu grande sonho de conhecer e fazer, nos domínios superiores da inteligência e do sentimento, mas não te esqueças do trabalho pequenino, dia a dia.
A vida é processo renovador, em toda parte, e a individualidade imperecível se reforma sempre.
Mas é indispensável persistirmos com o esforço de auto-aperfeiçoamento, em vigilância constante, na atividade que nos ajude e enobreça.
Se algum ideal divino te anima e há ensejo de realização, não olvides o servicinho diário e age com regularidade, de alma voltada para a meta.
O tempo, implacável dominador de civilizações e homens, marcha apenas com sessenta minutos por hora, mas nunca se detém.
Guardemos a lição e sigamos adiante, com a melhoria de nós mesmos. Devagar e sempre.

Emmanuel / Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: Fonte Viva (extrato) – FEB

terça-feira, 19 de maio de 2015

Joanna de Ângelis

Adversários Espirituais

A ação do bem provoca, inevitavelmente, uma reação de violência naqueles que se comprazem no clima da viciação.
O esforço desprendido em favor da mudança emocional e psicológica das criaturas desperta um sentimento de revolta em muitos que se demoram nas licenças perniciosas.
Porque há tentativas em prol de um mundo menos infeliz, surgem movimentos que pretendem manter o estado vigente.
***
Há mentes que conspiram contra a tua dedicação e fidelidade ao ideal do bem.
Não te causem estranheza as dificuldades que se apresentam ante as tuas disposições de serviço edificante.
São inspiradas e promovidas pelos adversários ocultos, que se atribuem o direito de malsinar e perseguir.
Eles crivam a alma dos que lhe caem em desagrado com as farpas do ódio, gerando, em sua volta, cizânia, mal-estar e antipatia.
Promovem inveja de curso perigoso e estabelecem mal-entendidos de efeitos desagradáveis.
Excitam uns e adormecem outros, enquanto expõem o bom e o belo.
Recorrem a expedientes desonestos, desde que te desanimem o esforço.
Atrevem-se à agressão e armam os insensatos que convivem na mesma faixa vibratória, desejando paralisar-te o trabalho.
São os Espíritos imperfeitos, os impiedosos, que se alimentam, que se alimentam dos pensamentos mais sórdidos, vivendo uma psicosfera densa, onde estabelecem o seu campo de ação e aí se movimentam, que se fazem adversários gratuitos.
Respeita-os, sem os recear.
Não sintonizes com os seus ardis, nem reajas pela revolta ou mágoa, a fim de que não sincronizes psiquicamente com eles ou os que se lhes fazem dóceis instrumentos.
O bem dá-te uma couraça de resistência e defesa.
***
Jesus, por todos os títulos, o Amigo Excelente, foi por eles visitado e, na ignorância em que se debatiam, não tergiversaram em intentar dificultar-Lhe o superior ministério. Como nada podiam conseguir diretamente, não desistiram: insuflaram invejas, ódios, perseguições e desequilíbrios contra o Senhor, que os venceu com o amor transcendente e sublime de que era dotado.

Joanna de Ângelis
(De “Roteiro de Libertação”, de Divaldo Pereira Franco, ditado por Diversos Espíritos)

Emmanuel - Mais Paciência

Sempre mais paciência, em louvor da paz.
Tantas inquietações assoberbam as criaturas que somos impelidos a pensar por nós e pelos que nos cruzam os caminhos, a fim de nos prevenirmos contra acidentes.
Ouçamos com mais paciência, evitando o aparecimento de explosões de azedume.
Quanto mais longo o estopim da tolerância, maior a probabilidade de evitar-se o desastre.
Se teus filhos se deixam iludir por ideias negativas, conserva mais paciência, evitando, pelo amor, que caminhem sem defesa ao encontro de tragédias passionais evitáveis.
Se teus familiares não te compreendem, sustenta mais paciência, para que a desarmonia doméstica não se cristalize, criando sofrimentos inúteis dentro de casa.
Se amigos tomam rumos diversos dos teus, aceita-os com paciência e poderás auxiliá-los a superar as provas que, decerto, enfrentarão.
Em situação aparentemente insolúvel, usa mais paciência, que é construção da alma sobre os alicerces da fé em Deus, e vencerás.


Emmanuel / Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: Inspiração (extrato) - Ed. GEEM

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Autoproteção - Emmanuel

"Pois com o critério com que julgardes sereis julgados; e com a medida com que tiverdes medido vos medirão também". – Jesus. (Mateus, 7:2).

A gentileza deve ser examinada, não apenas por chave de ajuste nas relações humanas, mas igualmente em sua função protetora para aqueles que a cultivam.
Não falamos aqui do sorriso de indiferença que paira, indefinido, na face, quando o sentimento está longe de colori-lo.
Reportamo-nos à compreensão e, conseqüentemente, à tolerância e ao respeito com que somos todos chamados à garantia da paz recíproca.
De quando em quando, destaquemos uma faixa de tempo para considerar quantas afeições e oportunidades preciosas temos perdido, unicamente por desatenção pequenina ou pela impaciência de um simples gesto.
Quantas horas gastas com arrependimentos tardios e quantas agressões vibratórias adquiridas à custa de nossas próprias observações, censuras, perguntas e respostas malconduzidas!...
O que fizemos a outrem, fará outrem a nós e por nós.
Reflitamos nos temas da autoproteção.
A fim de nutrir-nos ou aquecer-nos, outros não se alimentam e nem se agasalham em nosso lugar e, por mais nos ame, não consegue alguém substituir-nos na medicação de que estejamos necessitados.
Nas questões da alma, igualmente, os reflexos da bondade e as respostas da simpatia hão de ser plantados por nós, se aspiramos à paz em nós.

Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

Conquista Íntima - Emmanuel

Os estados enfermiços da alma se assemelham, no fundo, aos estados enfermiços do corpo, solicitando remédio adequado para a cura.
A impaciência, que tantas vezes gera rixas inúteis, pede o específico da calma.
Como, porém, obter a serenidade quando somos impulsivos por vocação ou por hábito?
É forçoso que assentemos a emotividade no raciocínio, a fim de educá-la, educando-nos; e que, aplicando os princípios de fraternidade e de amor que abraçamos, convidemos nossos próprios sentidos à necessária renovação.
Todo instante de desequilíbrio é instrumento de teste para avaliar nosso próprio aproveitamento.
Aprendamos, assim, que:
Diante da crítica, somos chamados a demonstrar benevolência;
À frente do pessimismo, somos induzidos a cultivar a esperança;
Renteando as aparências do mal, é imperioso pensarmos no bem, dispondo-nos a servi-lo.
Se a paciência nos foge, estamos todos nós, portanto, no justo momento de conquistá-la.


Emmanuel / Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: Rumo Certo

domingo, 17 de maio de 2015

Como Perdoar - Emmanuel


Na maioria dos casos, o impositivo do perdão surge entre nos e os
companheiros de nossa intimidade, quando o suco adocicado da confiança se nos azeda
no coração.
Isso acontece porque, geralmente, as magoas mais profundas repontam entre
os Espíritos vinculados uns aos outros na esteira da convivência.
Quando nossas relações adoeçam, no intercambio com determinados amigos
que, segundo a nossa opinião pessoal, se transfiguram em nossos opositores,
perguntemo-nos com sinceridade: “como perdoar, se perdoar não se resume a questão
de lábios e sim a problema que afeta os mais íntimos mecanismos do sentimento?”.
Feito isso, demo-nos pressa em reconhecer que as criaturas em desacerto
pertencem a Deus e não a nos; que também temos erros a corrigir e reajustes em
andamento; que não e justo retê-las em nossos pontos de vista, quando estão, qual nos
acontece, sob os desígnios da Divina Sabedoria que mais convém a cada um, nas trilhas
do burilamento e do progresso. Em seguida, recordemos as bênçãos de que semelhantes
criaturas nos terão enriquecido no passado e conservemo-las em nosso culto de gratidão,
conforme a vida nos preceitua.
Lembremo-nos também de que Deus já lhes terá concedido novas
oportunidades de ação e elevação em outros setores de serviço e que será desarrazoado
de nossa parte manter processos de queixa contra elas, no tribunal da vida, quando o
próprio Deus não lhes sonega Amor e Confiança.
Quando te entregares realmente a Deus, a Deus entregando os teus adversários
como autênticos irmãos teus, - tão necessitados do Amparo Divino quanto nos mesmos,
penetraras a verdadeira significação das palavras de Cristo: “Pai, perdoa as nossas
dividas, assim como perdoamos aos nossos devedores”, reconciliando-te com a vida e
com a tua própria alma.
Então, saberás oscular de novo a face de quem te ofendeu, e quem te ofendeu
encontrara Deus contigo e te dirá com a mais pura alegria no coração: “bendito sejas...”.

Livro: Alma e Coração
Francisco Cândido Xavier / Espírito Emmanuel

Importância e Serviço

Determinada criatura terá herdado na Terra um nome respeitável.
A chama da razão lhe brilhará no discernimento.
Conhecerá o pensamento e as edificações das épocas passadas.
Colecionará preciosos títulos acadêmicos.
Visitará os mais diversos climas do Planeta.
Disporá de arcas repletas, com altos valores amoedados.
Exibirá conhecimentos admiráveis.
Semelhante pessoa será um gigante de inteligência, mas se não aprendeu a ser útil,
se não acordou para a compreensão das necessidades do próximo e se não conseguiu
auxiliar e abençoar, apoiar e amparar aos outros, em verdade, por muito viva e por muito
brilhe na Terra, passará simplesmente entre os homens, na condição de curiosa peça para museu.

Emmanuel / Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: Agora é o Tempo - Ed. IDEAL

sábado, 16 de maio de 2015

Hammed - Todos São Caminhos

"...Por que essa porta tão estreita, que é dada ao menor número transpor, se a sorte da alma está fixada para sempre depois da morte? É assim que, com a unicidade da existência, se está incessantemente em contradição consigo mesmo e com a justiça de Deus. Com a anterioridade da alma e a pluralidade dos mundos, o horizonte se amplia..." ( Cap. XVIII, item 5)

Também os caminhos inadequados que tomamos ao longo da vida são parte essencial de nossa educação. A cada tropeço é preciso aprender, levantar novamente e retornar à marcha.
Tudo o que sabemos hoje aprendemos com os acertos e erros do passado, e cada vez que desistimos de alguma coisa por medo de errar estamos nos privando da possibilidade de evoluir e viver.
A estrada por onde transitamos hoje é vossa via de crescimento espiritual e nos levará a entender melhor a vida, no contato com as múltiplas situações que contribuirão com o nosso potencial de progresso.
Devemos, no entanto, indagar de nós mesmos: "Será este realmente meu melhor caminho?" "Porventura é correta a senda por onde transito?". É justa a observação e têm propósito nossas dúvidas; por isso, raciocinemos juntos:
• Se Deus, perfeição suprema, nos criou com a probabilidade do engano, modelando-nos de tal forma que pudéssemos encontrar um dia a perfeição, é porque contava com os nossos encontros e desencontros na jornada existencial.
• Se nos gerou falíveis, não poderá exigir-nos comportamentos sempre irrepreensíveis, pois conhece nossas potencialidades e limites.
Se criaturas como nós aceitamos as falhas dos outros, por que o Criador em sua infinita compreensão não nos aceitaria como somos?
* Pessoas não condenam seus bebês por eles não saber comer, falar e andar corretamente; por que espíritos ainda imaturos pagariam por atos e pensamentos que ainda não aprenderam a usar convenientemente, pela sua própria falta de madureza espiritual?
O que pensar da Bondade Divina, que permite que almas escolham seu roteiro, de acordo com o livre-arbítrio depois cobrasse aquilo que elas ainda não adquiriram?
A Divindade é "Puro Amor" e sabe muito bem de nossos mananciais espirituais, mentais, psicológicos e físicos, ou seja, de nossa idade evolutiva, pois habita em nosso interior e sempre suaviza nossos caminhos.
Na justa sucessão de espaço e tempo, condizente com nosso grau de visão espiritual, recebemos, por meio do fluxo divino, a onipresença, a onisciência e a onipotência do Criador em forma de "senso de rumo certo", para trilharmos rotas necessárias à ampliação de nossos sentimentos e conhecimentos.
Diz a máxima: "Não se colhem figos dos espinheiros"; ora, como impor metas sem levar em conta a capacidade de escolha e de discernimento dos indivíduos?
Efetivamente, nosso caminho é o melhor que podíamos escolher, porque em verdade optamos por ele, na época, segundo nosso nível de compreensão e de adiantamento. Se, porém, achamos hoje que ele não é o mais adequado, não nos culpemos; simplesmente mudemos de direção, selecionando novas veredas.
A trilha que denominamos "errada" é aquela que nos possibilitou aprendizagem e o sentido do nosso "melhor", pois sem o erro provavelmente não aprenderíamos com segurança a lição.
Nós mesmos é que nos provamos; a cada passo experimentamos situações e pessoas, e delas retiramos vantagens e ampliamos nosso modo de ver e sentir, a fim de crescermos naturalmente, desenvolvendo nossa consciência.
Ninguém nos condena, nós é que cremos no castigo e por isso nos autopunimos, provocando padecimento com nossos gestos mentais.
Aceitemos sem condenação todas as sendas que percorremos. Todas são válidas se lhes aproveitarmos os elementos educativos, porque, assim somadas, nos darão sabedoria para outras caminhadas mais felizes.
Mesmo aquelas trilhas que anotamos como caminhos do mal, não são excursões negativas de perdição perante a vida, mas somente equivocadas opções do nosso livre-arbítrio, que não deixam de ser reeducativas e compensatórias a longo prazo.
Cada um percorre a estrada certa no momento exato, de conformidade com seu estado de evolução. Tudo está certo, porque todos estamos nas mãos de Deus.

Hammed

Ande Acima - André Luiz

Ante o bloco de pedra bruta, não se prenda à ideia do peso. Lembre-se da estátua primorosa que poderá sair dele.
Contemplando as dificuldades da sementeira, não se detenha no receio à enxurrada e aos vermes daninhos. Recorde o pão que lhe fartará o celeiro.
À frente da tempestade, não se perca em lamentações. Medite nos benefícios que advirão de sua passagem.
À face do trabalho árduo, não tema o suor que correrá copiosamente. Centralize a expectativa nas boas obras que surgirão.
Não se fixe no calor da forja. Espere as utilidades que ela fornecerá à sua vida.
Não imagine tão só os perigos da enfermidade. Calcule a alegria e o poder de curar.
Se você está tomado, efetivamente, pelo ideal superior, esqueça o amigo que desertou, o companheiro ingrato, o irmão incompreensível. Todos eles estão aprendendo e passando, como acontece a você mesmo... O que importa é a intensificação da luz, o progresso da verdade e a vitória do bem.

André Luiz / Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: Agenda Cristã

sexta-feira, 15 de maio de 2015

O Mais Difícil

Diante das águas calmas, Jesus refletia. Afastara-se da multidão, momentos antes. Ouvira remoques e sarcasmos. Vira chagas e aflições. O Mestre pensava...

Tadeu e Tiago, o moço, João e Bartolomeu aproximaram-se. Não era aquele um
momento raro? E ensaiaram perguntas.
- Senhor – disse João - , qual é o mais importante aviso da Lei na vida dos homens?
E o Divino passou a responder:
- Amemos a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a nós mesmos.
- E qual a virtude mais preciosa? – indagou Tadeu.
- A humildade.
- Qual o talento mais nobre, Senhor? – falou Tiago.
- O trabalho.
- E a norma de triunfo mais elevada? – indagou Bartolomeu.
- A persistência no bem.
- Mestre, qual é, para nós todos, o mais alto dever? – aventurou Tadeu novamente.
- Amar a todos, a todos servindo sem distinção.
- Oh! Isso é quase impossível – gemeu o aprendiz.
- A maldade é atributo de todos – clamou Tiago - ; faço o bem quanto posso, mas
apenas recolho simples espinhos de ingratidão.
- Vejo homens bons sofrendo calúnias por toda parte – acentuou outro discípulo.
- Tenho encontrado mãos para auxiliar – disse outro.
E as mágoas desfilaram diante do Mestre silencioso.
João, contudo, voltou a interrogá-lo:
- Senhor, que é mais difícil? Qual a aquisição mais difícil?
Jesus sorriu e declarou:
- A resposta está aqui mesmo em vossas lamentações. O mais difícil é ajudar em
silêncio, amar sem crítica, dar sem pedir, entender sem reclamar... A aquisição mais difícil
para nós todos chama-se paciência

Obra: A Vida Escreve
Pelo Espírito Hilario Silva – Médium Francisco Cândido Xavier

Marco Prisco - Questão de Escolha

Na faixa mental em que você atua, é natural que receba as mensagens com o mesmo teor vibratório como as envia.
Quem aspira à elevação moral e espiritual, sintoniza com vibrações superiores, que se fazem estímulos vigorosos, produzindo harmonia interior e renovação.
Da montanha, a visão da paisagem é mais ampla e o ar mais saudável.
Quem se demora no pessimismo, acalentando insucessos, assimila ondas inferiores, que carreiam miasmas pestilenciais, fixando-os nos painéis da emoção, que geram desequilíbrios e enfermidades.
No vale, a faixa de liberdade é menor e o campo de ação mais abafado.
Entregando-se a Deus - " a onda de comprimento nulo e de frequência infinita" - você se transfere psiquicamente, onde se realiza plenamente.
Atormentando-se com dúvidas e paixões dissolventes, onde as distonias desalentam ou aceleram o ser, você tomba, mentalmente, nas demoradas faixas das sensações inferiores, nas quais se desarticula.
O céu está ao seu alcance.
O inferno encontra-se a um passo de você.
É questão de escolha...
Quando você sorri com alegria, os seus equipamentos se descontraem.
Quando você se encoleriza, todos os seus implementos recebem altas cargas vibratórias destrutivas.
A felicidade começa no ato de desejá-la.
A desdita se inicia no instante em que você lhe dá guarida.
Utilize bem o seu tempo, tudo fazendo para que o seu momento seguinte seja-lhe sempre mais promissor e agradável.
O que não alcance agora, insistindo, conseguirá depois.
Eleja, portanto, os ideais de engrandecimento humano e não se detenha nunca.

Autor: Marco Prisco
Psicografia de Divaldo Pereira Franco.
Livro: Ementário Espírita

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Merecimento Espiritual - André Luiz


Todos os seus estados e condições, realizações e necessidades podem ser definidos por máquinas, engenhos, instrumentos, aparelhos, laboratórios e fichários da Terra; entretanto, não se esqueça você de que o serviço ao próximo é a única medida que fornece exata notícia do seu merecimento espiritual.

Autor: André Luiz
Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Livro: Ideal Espírita

Despertamento - André Luiz

Busquemos, sim meus amigos, ouvir a palavra daqueles que nos antecederam na ascensão à Vida Superior, mas, antes disso; comuniquemo-nos com os “mortos da Terra”, adensando a assembleia de ouvintes, à frente da mensagem da vida imortal.
Acordemos, com o nosso exemplo e com a nossa fé, os que adormeceram na jornada e guardam o coração rígido ou indiferente.
Levantemos aqueles que transformaram a existência em cemitério de impossibilidade, ante o sofrimento do próximo, os que enregelaram os melhores sentimentos no egoísmo esterilizante; os que converteram os bens do mundo em adornos frios e inúteis, os que transformaram o jardim em que respiram num túmulo florido e os que fizeram da oportunidade de viver auxiliando aos semelhantes um cadafalso de ouro a que se acolhem, receando o alheio infortúnio, porque há mais morte no caminho humano que no próprio sepulcro, para onde dirigis, procurando a revelação da verdade.
Estendamos braços vivos e corações ardentes aos nossos irmãos anestesiados no leito da improdutividade ou no altar efêmero de fantasiosas prerrogativas.
A terra espera por nós.
Trabalhemos, acordando os nossos irmãos do cotidiano, na renovação substancial de tudo e de todos para o Infinito Bem, porque a própria natureza é luz triunfante e todos somos herdeiros da Vida Universal.

André Luiz
Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Livro: Apostilas da Vida

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Joanna de Ângelis - O Caminho

Diante do turbilhão de problemas e conflitos, aturdido e receoso, a um passo do desequilíbrio, indagas, sem diretriz: - Onde a via a seguir? Qual a conduta a adotar?
Certamente, todo empreendimento deve ser precedido de planificação, de roteiro, de programa. Sem esses fatores, o comportamento faz-se anárquico, e o trabalho se dirige à desordem.
A experiência carnal é uma viagem que o espírito empreende com os objetivos definidos pela Divindade, que a todos reserva a perfeição.
Como alcançá-la, e em quanto tempo, depende de cada viajor.
Multiplicam-se os caminhos que terminarão por levar à meta.
Alguns conduzem a despenhadeiros, a desertos, a pantanais, a regiões perigosas.
Outros se desdobram convidativos e repletos de distrações, prazeres, comodidades, engodos, passadismos.
Poucos se caracterizam pelo esforço que deve ser envidado para conquistá-los, vencendo, etapa a etapa, as dificuldades e impedimentos.
Uns levam à ruína demorada, que envilece e infelicita.
Vários dão acesso à glória transitória, ao poder arbitrário, às regalias que o túmulo interrompe.
Jesus, porém, foi peremptório ao asseverar:
-Eu sou o caminho - informando ser a única opção para chegar-se a Deus.
Se te encontras a ponto de desistir na luta, intenta-o outra vez e busca Jesus.
Se te abateste e não tens ninguém ao lado para oferecer-te a mão, recorre a Jesus.
Se te sentes abandonado e vencido, após mil tentames malsucedidos no mundo, apela a Jesus.
Se te deparas perdido e sem rumo, apega-te a Jesus.
Se te defrontas com impedimentos que te parecem intransponíveis, procura Jesus.
Se nada mais esperas na jornada, recomeça com Jesus.
Se avanças com êxito, não te esqueças de Jesus.
Se estás cercado de carinho e amor, impregna-te de Jesus.
Se a jornada se te faz amena, agradece a Jesus.
Se encontras conforto e alegria no crescimento íntimo, não te separes de Jesus
Se acreditas na vitória, que antevês, apoia-te em Jesus.
Se te sentes inundado de paz e fé, Jesus está contigo.
Em qualquer trecho do caminho da tua evolução, Jesus deve ser o teu apoio, a tua direção, a tua meta, tendo em mente que através d’Ele e com Ele te plenificarás, alcançando Deus.
O mais, são ilusões e engodos. Não te equivoques, nem enganes a ninguém.

Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Pereira Franco.
Livro: Momentos Enriquecedores

Privilégios Cristãos - André Luiz

Manter suprema fidelidade a Deus.
Olvidar os próprios desejos, atendendo aos Superiores Desígnios.
Humilhar-se para que a mão do Senhor seja exaltada.
Conquistar a si mesmo.
Renunciar com alegria, em benefício dos outros.
Retirar lucros eternos de perdas temporárias.
Trabalhar na construção do Reino Divino.
Esperar quando outros desesperam.
Penetrar o templo do silêncio, em meio do vozerio.
Guardar a fé, acima da tormenta de dúvidas.
Calar a tempo, de modo a não ferir.
Falar com proveito.
Ouvir o Divino Amigo em plena solidão.
Servir sem recompensa.
Suportar com valor a própria cruz.
Sofrer, aprendendo e aproveitando.
Amar sem exigências.
Ajudar em segredo.
Semear com o Cristo, desapegando-nos dos resultados.
Encontrar irmãos em toda parte.
Cultivar o prazer de ser útil.
Discernir o justo valor das causas e das coisas.
Santificar o mal.
Amparar com sinceridade os que erram.
Perdoar quantas vezes for necessário.
Superar os obstáculos.
Conservar a jovialidade e a doçura.
Sustentar o bom ânimo.
Desprender-se dos enganos do mundo, antes que o mundo nos desengane.
Perseverar no bem até o fim.

Autor: André Luiz
Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Livro: Agenda Cristã

sábado, 9 de maio de 2015

Mensagem do Dia:

Pensamento e Forma - Emmanuel


O sentimento inspira.
O pensamento plasma.
A palavra orienta.
O ato realiza.
Figuremos a ideia como sendo a fonte nascida no manancial do coração, traçando a si mesma o curso que lhe é próprio.
O pensamento vibra, desse modo, no alicerce de todas as formas e de todas as experiências da vida.
Pensando, o arquiteto imagina o edifício a elevar-se do solo; o técnico cria a máquina que diminui o esforço braçal do homem; o escultor arranca ao mármore os primores da estatutária e o artista compõe sublimadas formações da beleza, endereçando apelos à ciência e à virtude.
E é também pensando que o sovina levanta para si mesmo o inferno da posse insaciável, tanto quanto o preguiçoso coagula para si próprio os venenos da inércia.
Em razão disso, depois da morte, mais intensivamente, vive a alma nas criações a que se afeiçoa.
Isso não quer dizer que haja retrocesso na marcha evolutiva do espírito, mas estagnação do ser nas formas infelizes em que se compraz, pelo seu próprio pensamento desgovernado e delituoso.
Com isso, desejamos igualmente dizer que todos influenciamos e somos influenciados.
Agimos e reagimos.
E se os missionários do bem recebem dos planos superiores a força que lhes enriquece as ações para as vitórias da luz, os empreiteiros do mal recolhem dos planos inferiores as sugestões que lhes infelicitam a senda, inclinando-os aos resvaladouros da treva.
Reflitamos no magnetismo desvairado das inteligências que se transviam nas sombras e compreenderemos a loucura temporária que ele pode trazer às almas que o provocam.
- “Viverá o Homem onde situe o coração” – diz-nos o Evangelho e podemos acrescentar, sem trair o ensinamento do Senhor, que onde colocarmos o Pensamento - Força Viva de Nosso Coração - aí se manifestará, como é justo, a Forma de Nossa Vida.

Livro: Assim Vencerás.
Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

André Luiz - Quando


Quando compreendermos que vingança, ódio, desespero, inveja ou ciúme são doenças claramente ajustáveis á patologia da mente, requisitando amor e não o revide...
Quando interpretarmos nossos irmãos delinquentes por enfermos da alma, solicitando segregação para tratamento e reeducação e não censura ou castigo...
Quando observarmos na caridade simples dever...
Quando nos aceitarmos na condição de espíritos em evolução, ainda portadores de múltiplas deficiências e que, por isso mesmo, o erro do próximo poderia ser debitado a conta de nossas próprias fraquezas...
Quando percebermos que os nossos problemas e as nossas dores não são maiores que os de nossos vizinhos...
Quando nos certificarmos de que a fogueira do mal deve ser extinta na fonte permanente do bem...
Quando nos capacitarmos de que a prática incessante do serviço aos outros é o dissolvente infalível de todas as nossas mágoas...
Quando nos submetermos à lei do trabalho, dando de nós sem pensar em nós, no que tange a facilidades imediatas...
Quando abraçarmos a tarefa da paz, buscando apagar o incêndio da irritação ou da cólera com a bênção do socorro fraternal e abstendo-nos de usar o querosene da discórdia...
Quando, enfim, nos enlaçarmos, na experiência comum, na posição de filhos de Deus e irmãos autênticos uns dos outros, esquecendo as nossas faltas recíprocas e cooperando na oficina do auxílio mútuo, sem reclamações e sem queixas, a reconhecer que o mais forte é o apoio do mais fraco e que o mais culto é o amparo do companheiro menos culto, então, o egoísmo terá desaparecido da Terra, para que o Reino do Amor se estabeleça definitivo, em nossos corações.

Obra: Paz e Renovação
Francisco Cândido Xavier / André Luiz

Na Conjuntura Difícil

Limitado na paralisia ou algemado à dor, medita na urgente necessidade de reformulação de conceitos sobre a vida e renova-te.
Amputado emocionalmente pela perda de um ser querido, que se transferiu para a vida espiritual, reflexiona sobre a transitoriedade do corpo somático e aprimora-te, interiormente, com os olhos postos no futuro.
Ferido nos sentimentos profundos pelo aguilhão dos desafetos que não supunhas existissem, considera a oportunidade para fazeres uma avaliação em torno do teu comportamento e exercita a paciência com o perdão das ofensas.
Tombado na armadilha hábil e rude da ingratidão de qualquer natureza, verifica o teu estado interior e altera a situação deprimente, transferindo-te da amargura para a beneficência geral.
Amarfanhado pelos golpes da enfermidade, aprofunda a mente nas cogitações em torno das causas dos sofrimentos e dirige os pensamentos no rumo do amor operante.
Sob a conjuntura da dificuldade financeira, ou do aparente fracasso social, ou da solidão, ou experimentando os cravos fincados de outras dores morais no cerne da alma, procura descobrir que toda e qualquer aflição, é processo de cobrança que chega ao tribunal da consciência, impondo reparação.
Nunca te consideres infeliz.
Infelicidade é o desconhecimento da justiça divina, com permanência na rebeldia...
Nas injunções difíceis o espírito cresce, porque se libera dos problemas que amealhou e pediu para solucioná-los, mediante as técnicas dolorosas da recuperação moral...
A ignorância, porém, no seu processo de aliciamento de vítimas inermes, conduz muitas criaturas que parecem felizes, em pleno triunfo — desfilando no carro do prazer e exibindo a força da insensatez, quando não da arbitrariedade —, e não ditosas...
Não as invejes.
Já trilhastes por caminhos semelhantes, equívocos, e agora recomeças em condição diferente.
Na celeridade com que passam, na vida, as manifestações orgânicas libertar-te-ão, com rapidez, das dores e opressões, bendizendo as láureas que lograste, no testemunho das conjunturas difíceis.

De “Alerta”, de Divaldo Pereira Franco & Joanna de Ângelis

terça-feira, 5 de maio de 2015

Emmanuel e André Luiz - Resignação e Resistência

De fato, há que se estudar a resignação para que a paciência não venha a trazer resultados contraproducentes.
Um lavrador suportará corajosamente um aguaceiro e granizo na plantação, mas não se acomodará com gafanhotos e tiririca.
Habitualmente, falamos em tolerância como quem procura esconderijo à própria ociosidade. Se nos refestelamos em conforto e vantagens imediatas, no império da materialidade passageira, que nos importam desconforto e desvantagens para os outros?
Esquecemo-nos de que o incêndio vizinho é ameaça de fogo em nossa casa e, de imprevisto, irrompem chamas junto de nós, comprometendo-nos a segurança e fulminando-nos a ilusória tranqüilidade.
Todos necessitamos ajustar a resignação no lugar certo.
Se a Lei nos apresenta um desastre inevitável, não é justo nos desmantelemos em gritaria e inconformação. É preciso decisão para tomar os remanescentes e reentretecê-los para o bem, no tear da vida.
Se as circunstâncias revelam a incursão do tifo, não é compreensível cruzar os braços e deixar campo livre aos bacilos.
Sempre aconselhável a revisão de nossas atitudes no setor da conformidade.
Como reagimos diante do sofrimento e diante do mal?
Se aceitamos penúria, detestando trabalho, nossa pobreza resulta de compulsório merecimento.
Civilização significa trabalho contínuo contra a barbárie.
higiene expressa atividade infinitamente repetida contra a imundície.
Nos domínios da alma, todas as conquistas do ser, no rumo da sublimação, pedem harmonia com ação persistente para que se preservem.
Paz pronta ao alarme. Construção do bem com dispositivo de segurança.
Serenidade é constância operosa; esperança é ideal com serviço.
Ninguém cultive resignação diante do mal declarado e removível, sob pena de agravá-lo e sofrer-lhes a clava mortífera.
Estudemos resignação em Jesus-Cristo, A cruz do Mestre não é um símbolo de apassivamento à frente da astúcia e da crueldade e sim mensagem de resistência contra a mentira e a criminalidade mascaradas de religião, num protesto firme que perdura até hoje.

De “Estude e Viva”
Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Reflexões sobre a calúnia - Joanna de Ângelis

Ninguém passa pela jornada terrestre sem experimentar o cerco da ignorância e da imperfeição humana.

Considerado como planeta-escola, o mundo físico é abençoado reduto de aprendizagem, no qual são exercitados os valores que dignificam, em detrimento das heranças ancestrais que assinalam o passado de todas as criaturas, no seu penoso processo de aquisição da consciência.
Herdando as experiências transatas nos seus conteúdos bons e maus, por um largo período predominam aqueles de natureza primitiva, por estarem mais fixados nos painéis dos hábitos morais, mantendo os instintos agressivos-defensivos que se vão transformando em emoções, prioritamente egoicas, em contínuos conflitos com o Si-mesmo e com todos aqueles que fazem parte do grupo social onde se movimentam. Invitalmente, as imposições inferiores são muito mais fortes do que aquelas que proporcionam a ascensão espiritual, liberando o orgulho, a inveja, o ressentimento, a agressividade, o despotismo, a perseguição, a mentira, a calúnia e outros perversos comportamentos que defluem do ego atormentado.
Toda vez, quando o indivíduo se sente ameaçado na sua fortaleza de egotismo pelos valores dignificantes do próximo, é dominado pela inveja e investe furibundo, atacando aquele que supõe seu adversário.
Porque ainda se compraz na situação deplorável em que se estorcega, não deseja permitir que outros rompam as barreiras que imobilizam as emoções dignas e os esforços de desenvolvimento espiritual, assacando calúnias contra o inimigo, gerando dificuldades ao seu trabalho, criando desentendimentos em sua volta, produzindo campanhas difamatórias, em mecanismos de preservação da própria inferioridade.
Recusando-se, consciente ou inconscientemente, a crescer e igualar-se àqueles que estão conquistando os tesouros do discernimento, da verdade, do bem, transforma-se, na ociosidade mental e moral em que permanece, em seu cruel perseguidor, não lhe dando trégua e retroalimentando-se com a própria insânia.
Torna-se revel e não aceita esclarecimento, não admitindo que outrem se encontre em melhor situação emocional do que ele, que se autovaloriza e se autopromove, comprazendo-se em persegui-lo e em malsiná-lo.
Ninguém consegue realizar algo de enobrecido e dignificante na Terra sem sofrer-lhe a sanha, liberando a inveja e o ciúme que experimenta quando confrontado com as pessoas ricas de amor e de bondade, de conhecimentos e de realizações edificantes.
A calúnia é a arma poderosa de que se utilizam esses enfermos da alma, que a esgrimem de maneira covarde para tisnar a reputação do seu próximo, a quem não conseguem equiparar-se, optando pelo seu rebaixamento, quando seria muito mais fácil a própria ascensão no rumo da felicidade.
A calúnia, desse modo, é instrumento perverso que a crueldade dissemina com um sorriso e certo ar de vitória, valendo-se das imperfeições de outros cômpares que a ampliam, sombreando a estrada dos conquistadores do futuro.
Nada obstante, a calúnia é também uma névoa que o sol da verdade dilui, não conseguindo ir além da sombra que dificulta a marcha e das acusações aleivosas que afligem a quem lhe ofereça consideração e perca tempo em contestá-la.
** *
Nunca te permitas afligir, quando tomes conhecimento das acusações mentirosas que se divulgam a teu respeito, assim como de tudo quanto fazes.
Evita envenenar-te com os seus conteúdos doentios, não reservando espaço mental ou emocional para que se te fixem, levando-te a reflexões e análises que atormentam pela sua injustiça e maldade.
Se alguém tem algo contra ti, que se te acerque e exponha, caso seja honesto.
Se cometeste algum erro ou equívoco que te coloque em situação penosa e outrem o percebe, sendo uma pessoa digna, que se dirija diretamente a ti, solicitando esclarecimentos ou oferecendo ajuda, a fim de que demonstre a lisura do seu comportamento.
Se ages de maneira incorreta em relação a outrem e esse experimenta mal-estar e desagrado, tratando-se de alguém responsável, que te procure e mantenha um diálogo esclarecedor.
Quando, porém, surgem na imprensa ou nas correspondências, nas comunicações verbais ou nos veículos da mídia, acusações graves contra ti,sem que antes haja havido a possibilidade de um esclarecimento de tua parte, permanece tranquilo, porque esse adversário não deseja informações cabíveis, mas mantém o interesse subalterno de projetar a própria imagem, utilizando-se de ti...
Quando consultado pelos iracundos donos da verdade e policiais da conduta alheia com a arrogância com que se comportam, exigindo-te defesas e testemunhos, não lhes dês importância, porque o valor que se atribuem, somente eles mesmos se permitem...
Não vives a soldo de ninguém e o teu é o trabalho de iluminação de consciências, de desenvolvimento intelecto-moral, de fraternidade e de amor em nome de Jesus, não te encontrando sob o comando de quem quer que seja. Em razão disso, faculta-te a liberdade de agir e de pensar conforme te aprouver, sem solicitar licença ou permissão de outrem.
Desde que o teu labor não agride a sociedade, não fere a ninguém, antes, pelo contrário, é de socorro a todos quantos padecem carência, continua sem temor nem sofrimento na realização daquilo que consideras importante para a tua existência.
Desmente a calúnia mediante os atos de bondade e de perseverança no ideal superior do Bem.
Somente acreditam em maledicências, aqueles que se alimentam da fantasia e da mentira.
Alegra-te, de certo modo, porque te encontras sob a alça-de-mira dos contumazes inimigos do progresso
Todos aqueles que edificaram a sociedade sob qualquer ângulo examinado, padeceram a crueza desses Espíritos infelizes, invejosos e insensatos.
Criando leis absurdas para aplicarem-nas contra os outros, estabelecendo dogmas e sistemas de dominação, programando condutas arbitrárias e organizando tribunais perversos, esses instrumentos do mal, telementalizados pelas forças tiranizantes da erraticidade inferior, tornaram-se em todas as épocas inimigos do progresso, da fraternidade que odeiam, do amor contra o qual vivem armados...
Apiada-te, portanto, de todo aquele que se transforme em teu algoz, que te crie embaraços às realizações edificantes com Jesus, que gere ciúmes e cizânia em referência às tuas atividades, orando por eles e envolvendo-te na lã do Cordeiro de Deus, sedo compassivo e misericordioso, nunca revidando-lhes mal por mal, nem acusação por acusação...
A força do ideal que abraças, dar-te-á coragem e valor para o prosseguimento do serviço a que te dedicas, e quanto mais ferido, mais caluniado, certamente mais convicto da excelência dos teus propósitos, da tua vinculação com o Sumo Bem.
***
Como puderam, aqueles que conviveram com Jesus, recusar-Lhe o apoio, a misericórdia, a orientação?
Após receberem ajuda para as mazelas que os martirizavam, como é possível compreender que, dentre dez leprosos, somente um voltou para agradecer-Lhe?
Como foi possível a Pedro, que era Seu amigo, que O recebia no seu lar, que convivia em intimidade com Ele, negá-Lo , não uma vez, mas três vezes sucessivas?!
...E Judas, que O amava, vendê-Lo e beijá-Lo a fim de que fosse identificado pelos Seus inimigos naquela noite de horror?!
Sucede que o véu da carne obnubila o discernimento mesmo em alguns Espíritos nobres, e as injunções sociais, culturais, emocionais, neles produzem atitudes desconcertantes, em antagonismos terríveis às convicções mantidas na mente e no coração.
Todos os seres humanos são frágeis e podem tornar-se vítimas de situações penosas.
Assim, não julgues a ninguém, entregando-te em totalidade Àquele que nunca Se enganou, jamais tergiversou, e deu-Se em absoluta renúncia do ego, para demonstrar que é o Caminho da Verdade e da Vida.


Autor: Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Pereira Franco

domingo, 3 de maio de 2015

Para o Alvo

“Prossigo para o alvo.” – Paulo. - Filipenses, 3:14.

Quando Paulo escreveu aos filipenses, já possuía vasta experiência de apostolado.
Doutor da Lei em Jerusalém, abandonara as vaidades de raça e de família, rendendo-se ao Mestre em santificadora humildade.
Após dominar pela força física, pela cultura intelectual e pela inteligência nobre, voltou-se para o tear obscuro, conquistando o próprio sustento com o suor diário. Ingressando nos espinhosos testemunhos para servir ao próximo, por amor a Jesus, recebeu a ironia e o desamparo de familiares, a desconfiança e o insulto de velhos amigos, os açoites da maldade e as pedradas da incompreensão.
O convertido de Damasco, no entanto, jamais desanimou, prosseguindo, invariavelmente, para o alvo, que, ainda e sempre, é a união divina do discípulo com o Mestre.
Quantos aprendizes estarão, atual mente, dispostos ao grande exemplo?
Espalham-se, em vão, os convites ao sublime banquete, debalde envia Jesus mensageiros aos estudantes novos, revelando a excelência da vida superior.
A maioria deles, contudo, abrange operários fugitivos, plenamente distraídos da realização… Perdem de vista a obra por fazer, desinteressam-se das lições necessárias e esquecem as finalidades da permanência na Terra. Comumente, nos primeiros obstáculos mais fortes da marcha, nas corrigendas iniciais do serviço, põem-se em lágrimas de desespero, acabrunhados e tristes. Declaram-se, incompreensivelmente, desalentados, vencidos, sem esperança…
A explicação é simples, todavia. Perderam o rumo para o Cristo, seduzidos por espetáculos fugazes, nas numerosas estações da jornada espiritual, e, por esquecerem o alvo sublime, chega de modo inevitável o instante em que, cessados os motivos da transitória fascinação, se sentem angustiados, como viajores sedentos nos áridos desertos da vida humana.

Emmanuel / Francisco Cândido Xavier
Obra: Vinha de Luz

Migalha e Caridade

Qualquer dádiva é grande
Nas mãos da caridade.
Um gesto de bondade
É chave de socorro.
Há florestas que nascem
De uma semente humilde.
Gotas de sedativo
Suprimem grandes dores.
Quem serve reconhece
O poder da migalha.
A simples vela acesa
Rechaça a escuridão.

De “O Essencial”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

Deus Sabe


Há momentos muito difíceis, que parecem insuperáveis, enriquecidos de problemas e dores que se prolongam, intermináveis, ignorados pelos mais próximos afetos, mas que Deus sabe.
Muitas vezes te sentirás à borda de precipícios profundos, em desespero, e por todos abandonado. No entanto, não te encontrarás a sós, porque, no teu suplício, Deus sabe o que te acontece.
Injustiçado, e sob o estigma de calúnias destruidoras, quando, experimentando incomum angústia, estás a ponto de desertar da luta, confia mais um pouco, e espera, porque Deus sabe a razão do que te ocorre.
Vitimado por cruel surpresa do destino, que te impossibilita levar adiante os planos bem formulados, não te rebeles, entregando-te à desesperação, porque Deus sabe que assim é melhor para ti.
Crucificado nas traves ocultas de enfermidade pertinaz, cuja causa ninguém detecta, a fim de minimizar-lhe as consequências, ora e aguarda ainda um pouco, porque Deus sabe que ela vem para tua felicidade.
Deus sabe tudo!
Basta que te deixes conduzir por Ele, e sintonizado com a Sua misericórdia e sabedoria, busca realizar o melhor, assinalando o teu
caminho com as pegadas de luz, características de quem se entregou a Deus e em Deus progride.

* * *
Franco, Divaldo Pereira Franco.
Da obra: Filho de Deus.
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Emmanuel - Olhai os Lírios

“...Considerai como crescem ao lírios do campo...” – Jesus (Mateus, 6:28)

“Olhai os lírios do campo ...” - exortou-nos Jesus.
A lição nos adverte contra as inquietações improdutivas, sem compelir-nos à ociosidade.
O lírios para se evidenciarem quais se revelam não se afligem e nem ceifam; no entanto, esforçam-se com paciência, desde a germinação, na próprio desenvolvimento, abstendo-se de agitações pela conquista de reservas desnecessárias com receio do futuro, por acreditarem instintivamente nos suprimentos da vida.
Não fiam nem tecem para mostrarem na formosura que os caracteriza; todavia, não desdenham fazer o que podem, a fim de cooperar no enriquecimento do esforço humano.
Não se preocupam em ser gerânios ou cravos e sim aceitem-se na configuração e na essência de que se viram formados, segundo os princípios da espécie.
Não cogitam de criticar as outras plantas que lhes ocupam a vizinhança, deixando a cada uma o direito de serem elas mesmas, nas atividades que lhes dizem respeito à própria destinação.
Admitem calor e frio, vento e chuva, deles aproveitando aquilo que lhes possam doar de útil, sem se queixarem dos supostos excessos em que se exprimam.
Não indagam quanto à condição ou à posição daqueles a quem consigam prestar serviço, seja acrescentando beleza e perfume à Terra ou ornamentando festas e colaborando no interesse das criaturas em valor de mercado.
E, sobretudo, desabrocham e servem, no lugar em que foram situados pela Sabedoria Divina, através das forças da natureza, ainda mesmo quando tragam as raízes mergulhadas no pântano.
Evidentemente, nós, os espíritos humanos, não somos elementos do reino vegetal, mas podemos aprender com os lírios, serenidade e aceitação, paz e trabalho, com as responsabilidades e privilégios do discernimento e da razão que uma simples flor ainda não tem.

(Francisco Cândido Xavier - Emmanuel)
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...