quinta-feira, 7 de maio de 2015

Na Conjuntura Difícil

Limitado na paralisia ou algemado à dor, medita na urgente necessidade de reformulação de conceitos sobre a vida e renova-te.
Amputado emocionalmente pela perda de um ser querido, que se transferiu para a vida espiritual, reflexiona sobre a transitoriedade do corpo somático e aprimora-te, interiormente, com os olhos postos no futuro.
Ferido nos sentimentos profundos pelo aguilhão dos desafetos que não supunhas existissem, considera a oportunidade para fazeres uma avaliação em torno do teu comportamento e exercita a paciência com o perdão das ofensas.
Tombado na armadilha hábil e rude da ingratidão de qualquer natureza, verifica o teu estado interior e altera a situação deprimente, transferindo-te da amargura para a beneficência geral.
Amarfanhado pelos golpes da enfermidade, aprofunda a mente nas cogitações em torno das causas dos sofrimentos e dirige os pensamentos no rumo do amor operante.
Sob a conjuntura da dificuldade financeira, ou do aparente fracasso social, ou da solidão, ou experimentando os cravos fincados de outras dores morais no cerne da alma, procura descobrir que toda e qualquer aflição, é processo de cobrança que chega ao tribunal da consciência, impondo reparação.
Nunca te consideres infeliz.
Infelicidade é o desconhecimento da justiça divina, com permanência na rebeldia...
Nas injunções difíceis o espírito cresce, porque se libera dos problemas que amealhou e pediu para solucioná-los, mediante as técnicas dolorosas da recuperação moral...
A ignorância, porém, no seu processo de aliciamento de vítimas inermes, conduz muitas criaturas que parecem felizes, em pleno triunfo — desfilando no carro do prazer e exibindo a força da insensatez, quando não da arbitrariedade —, e não ditosas...
Não as invejes.
Já trilhastes por caminhos semelhantes, equívocos, e agora recomeças em condição diferente.
Na celeridade com que passam, na vida, as manifestações orgânicas libertar-te-ão, com rapidez, das dores e opressões, bendizendo as láureas que lograste, no testemunho das conjunturas difíceis.

De “Alerta”, de Divaldo Pereira Franco & Joanna de Ângelis

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