domingo, 28 de junho de 2015

Emmanuel - Pequeninos

No mundo, resguardamos zelosamente livros e pergaminhos, empilhando compêndios e
documentações, em largas bibliotecas, que são cofres fortes do pensamento.
Preservamos tesouros artísticos de outras eras, em museus que se fazem riquezas de
avaliação inapreciável.
Perfeitamente compreensível que assim seja.
A educação não prescinde da consulta ao passado.
***
Acautelamos a existência de rebanhos e plantações contra flagelos supervenientes,
despendendo milhões para sustar ou diminuir a força destrutiva das inundações e das secas.
Mobilizamos verbas astronômicas, no erguimento de recursos patrimoniais devidos ao
conforto da coletividade, tanto no sustento e defesa das instituições, quanto no equilíbrio e
aprimoramento das relações humanas.
Claramente normal que isso aconteça.
É indispensável prover as exigências do presente com todos os elementos necessários à
respeitabilidade da vida.
***
Urge, entretanto, assegurar o porvir, a esboçar-se impreciso, no mundo ingênuo da infância.
Abandonar pequeninos ao léu, na civilização magnificente da atualidade, é o mesmo que
levantar soberbo palácio, farto de viandas, abarrotado de excessos e faiscante de luzes,
relegando o futuro dono ao relaxamento e ao desespero, fora das portas.
A criança de agora erigir-se-nos-á fatalmente em biografia e retrato depois.
Além de tudo, é preciso observar que, segundo os princípios da reencarnação, os meninos
de hoje desempenharão, amanhã, junto de nós, a função de pais e conselheiros,
orientadores e chefes.
Não nos cansemos, pois, de repetir que todos os bens e todos os males que depositarmos
no espírito da criança ser-nos-ão devolvidos.

Obra: Luz no Lar
Francisco Cândido Xavier

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