quarta-feira, 29 de julho de 2015

Hammed - Lágrimas

“Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Bem-aventurados os que sofrem perseguição pela justiça, porque o reino dos céus é para eles.” (Capítulo 5 item 1.)

Lágrimas são emoções materializadas que romperam as barreiras do corpo físico. Em realidade, representam os excessos de energia que necessitamos extravasar.
Nem sempre são as mesmas fontes que determinam as lágrimas, pois variadas são as nascentes geradoras que as expelem através dos olhos.
Lágrimas nascidas do amor materno são vistas quase que corriqueiramente nos olhos das mães apaixonadas pelos filhos.
Lágrimas de alegria marejam nos olhos dos enamorados, pelas emoções com que traçam planos de felicidade no amor.
Lágrimas geradas pela dor de quem vê o ente querido partir nos braços da morte física, entre as esperanças de reencontrá-lo logo mais, na vida eterna.
Lágrimas de amigos que apertam mãos nas realizações e uniões prósperas são sempre nascentes puras de emotividade sadia oriundas do coração.
Há, porém, lágrimas criadas pelos centros de desequilíbrio, que mais se assemelham a gotas de fel, pois, quando jorram, congestionam os olhos, tornando-os de aspecto agressivo, de cor carmim, entre energias danosas que embrutecem a vida.
Lágrimas de inveja e revolta que brotam nos olhares dos orgulhosos e despeitados, quando identificam criaturas que vencem obstáculos, alcançando metas e exaltando as realizações ditosas que se propuseram edificar.
Lágrimas de angústia e desconforto que umedecem as pálpebras dos inconformados e rebeldes, os quais, por não respeitarem a si mesmos e aos outros, sofrem como conseqüência todos os tipos de desencontros nos caminhos onde transitam desesperados.
Lágrimas de pavor e devassidão, em uma análise mais profunda, são tóxicos destilados pela fisionomia dos corruptos, que lesam velhos, crianças e famílias inteiras na busca desenfreada de ouro e poder.
Lágrimas dissimuladas que gotejam da face dos hipócritas e sedutores, os quais, por fraudarem emoções, acreditam sair ilesos perante as leis naturais da vida.
Conta-se que lágrimas espessas rolaram dos olhos dos ladrões crucificados entre o Senhor Jesus, no Gólgota.
As gotas de lágrima do mau ladrão fecundaram, no terreno dos sentimentos, as raízes da reflexão e do discernimento, que permitiram entender o porque dos corações rígidos e inflexíveis. A humanidade aprendeu que há hora de plantar e tempo de ceifar e que nem todos estão ainda aptos a compreender a essência espiritual, nascendo, portanto, dessa percepção o “perdão incondicional”.
Mas dos olhos do bom ladrão deslizaram as lágrimas dos que já admitiram seus próprios erros, vitalizando o solo abundantemente e fazendo germinar as sementes poderosas que permitem às consciências em culpa usar sempre “amor incondicional” para si mesmas e para os outros, como forma de restaurar sua vida para melhor.
Isso fez com que os seres humanos se aproximassem cada vez mais do patamar da reparação e do enorme poder de transformação que existem neles mesmos, reformulando e reorganizando gradativamente suas vidas. Estabeleceu-se assim, na Terra, o “arrependimento” - sentimento verdadeiro de remorso pelas faltas cometidas e que serve para renovação de conceitos e atitudes.
No teu mergulho interior, pondera tuas lágrimas, analisa-as e certifica-te dos sentimentos que lhes deram origem.
Que sejam sadias tuas fontes geradoras de emoções e que esse líquido cristalino que escorre sobre tuas faces te levem ao encontro da paz interior, entre alicerces de uma vida plena.

Livro: Renovando Atitudes
Francisco do Espirito Santo Neto / Hammed

Trabalhador Voluntário - Joanna de Ângelis

Se já podes sentir o hálito do amor do Cristo nos teus sentimentos, transforma-o em serviço ao teu próximo de maneira voluntária.
Não esperes recompensa de qualquer natureza, porque és tu aquele que pretende ajudar, e não receber socorro.
É natural que o bem, quando é executado, permeia de felicidade aquele que o pratica.
No entanto, o objetivo não é negociar com a ação fraternal, esperando benefícios e resultados maiores do que os esforços empregados.
A tua é uma doação valiosa, quando direcionada à vinha do Pai.
Servir é honra que te enriquece de vida e de responsabilidade, amadurecendo os teus sentimentos e enobrecendo-te interiormente.
Existem aqueles que desejam trabalhar voluntariamente, porém, impondo condições, paixões, comportamentos. Não são doadores, mas aproveitadores de ocasiões para auto beneficiar-se.
O maior exemplo de trabalhador voluntário temos em Jesus que somente se dedicou a todos, sem qualquer pedido de retribuição.
Prometendo o reino dos Céus, modificou as paisagens da Terra.
Trabalhador sem cessar, confirmou que também o Pai até hoje trabalha.
Medita e considera a oportunidade que o Pai te concede desde há muito, e ainda não te decidiste por ir trabalhar na Sua vinha.
Assim, reflexionando, vai hoje...

Obra: Libertação Pelo Amor
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis


terça-feira, 28 de julho de 2015

Emmanuel - Palavras de Esperança

Estudos e Dissertações, 1ª Parte, Cap. XI, item 8, de “O Céu e o Inferno”, de Allan Kardec.

Se não admites a sobrevivência, depois de morte, interroga aqueles que viram partir os entes mais caros.
Inquire os que afagaram as mãos geladas de pais afetuosos, nos últimos instantes do corpo físico; sonda a opinião das viúvas que abraçaram os esposos, na longa despedida, derramando as agonias do coração, no silêncio das lágrimas; informa-te com os homens sensíveis que sustentaram nos braços as companheiras emudecidas, tentando, em vão, renovar-lhes o hálito na hora extrema; procura palavra das mães que fecharam os olhos dos próprios filhos, tombados inertes nas primaveras da juventude ou nos brincos da infância... Pergunta aos que carregaram um esquife como quem sepulta sonhos e aspirações no gelo do desalento, e indaga dos que choram sozinhos, junto às cinzas de um túmulo, perguntando por quê...
Eles sabem, por intuição, que os mortos vivem, e reconhecem que, apenas por amor deles, continuam igualmente a viver.
Sentem-lhes a presença, no caminho solitário em que jornadeiam, escutam-lhes a voz inarticulada com os ouvidos do pensamento e prosseguem lutando e trabalhando, simplesmente por esperarem os supremos regozijos do reencontro.
-*-
Se um dia tiveres fome de maior esperança, não temas, assim, rogar a inspiração e a assistência dos corações amados que te precederam na grande viagem. Estarão contigo, a sustentarem-te as energias, nas tarefas humanas, quais estrelas no céu noturno da saudade, a fim de que saibas aguardar, pacientemente, as luzes da alva.
Busca-lhes o clarão de amor, nas asas da prece, e, se nos templos veneráveis do Cristianismo, alguém te fala de Moisés, reprimindo as invocações abusivas de um povo desesperado, lembra-te de Jesus, ao regressar do sepulcro para a intimidade dos amigos desfalecentes, exclamando, em transportes de júbilo: "A paz seja convosco.”

De “Justiça Divina”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

Emmanuel - Na Gleba do Mundo

“Mas o que foi semeado em boa terra é o que ouve a palavra e a compreende. Este frutifica e produz a cem, a sessenta e a trinta por um.” – Jesus. (Mateus, 13:23)

Efetivamente, a vida é comparável ao trato de solo que nos é concedido cultivar.
Ergue-te, cada dia, e amparo o teu campo de serviço, a fim de que esse mesmo campo de serviço te possa auxiliar.
A sementeira é a empreitada, o dever a cumprir, o compromisso de que te incumbes. O terreno é o próximo que te propicia colheita.
Lavrar o talhão é dar de nós sem pensar em nós.
Basta plantes o bem para que o bem te responda. Para isso, no entanto, é imperioso agir e perseverar no trabalho.
Nunca esmorecer.
Qual ocorre na lavoura comum, é preciso contar com aguaceiro e canícula, granizo e vento, praga e detrito.
Não vale reclamações. Remove a dificuldade e prossegue firme.
Acima de tudo, importa o rendimento da produção para o benefício de todos.
*
Se alguém te despreza, menoscabando a suposta singeleza do encargo que te coube, esquece a incompreensão alheia e continua plantando para a abastança geral.
*
Muita gente não se recorda de que o pão alvo sobe à mesa à custa do suor de quantos mergulham as mãos no barro da gleba, a fim de que a semente possa frutificar.
*
Quando passa essa ou aquela pessoa te requisite a descanso, sem que a tua consciência acuse fadiga, não acredites nessa ilusão.
A ferrugem do ócio consome o arado muito mais que a movimentação no serviço.
*
Trabalha e confia, na certeza de que o Senhor da Obra te observa e segue vigilante.
Não duvides, nem temas.
Dá o melhor de ti mesmo à Seara da Vida, e o Divino Lavrador, sem que percebas, pendurará nas frondes do teu ideal a floração da esperança e a messe do triunfo.

De “Ceifa de Luz”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

domingo, 26 de julho de 2015

Emmanuel - Estações Necessárias

“Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados e venham assim os tempos do refrigério pela presença do Senhor.” – (Atos, 3:19.)

Os crentes inquietos quase sempre admitem que o trabalho de redenção se processa em algumas providências convencionais e que apenas com certa atividade externa já se encontram de posse dos títulos mais elevados, junto aos Mensageiros Divinos.
A maioria dos católicos romanos pretende a isenção das dificuldades com as cerimônias exteriores; muitos protestantes acreditam na plena identificação com o céu tão-só pela enunciação de alguns hinos, enquanto enorme percentagem de espiritistas se crê na intimidade de supremas revelações apenas pelo fato de haver freqüentado algumas sessões.
Tudo isto constitui preparação valiosa, mas não é tudo.
Há um esforço iluminativo para o interior, sem o qual homem algum penetrará o santuário da Verdade Divina.
A palavra de Pedro à massa popular contém a síntese do vasto programa de transformação essencial a que toda criatura se submeterá para a felicidade da união com o Cristo. Há estações indispensáveis para a realização, porquanto ninguém atingirá de vez a eterna claridade da culminância.
Antes de tudo, é imprescindível que o culpado se arrependa, reconhecendo a extensão e o volume das próprias faltas e que se converta, a fim de alcançar a época de refrigério pela presença do Senhor nele próprio. Aí chegado, habilitar-se-á para a construção do Reino Divino em si mesmo.
Se, realmente, já compreendes a missão do Evangelho, identificarás a estação em que te encontras e estarás informado quanto aos serviços que deves levar a efeito para demandar a seguinte.

De: Pão Nosso
Emmanuel / Psicografia de Francisco Cândido Xavier

Emmanuel - Evangelho e Caridade

Antes de Jesus, a caridade é desconhecida.
Os monumentos das civilizações antigas não se reportam à divina virtude.
Os destroços do palácio de Nabucodonosor, no solo em que se erguia a grandeza de Babilônia, falam simplesmente de fausto e poder que os séculos consumiram.
Nas lembranças do Egito glorioso, as Pirâmides não se referem à compaixão.
Os famosos hipogeus de Persépolis são atestados de orgulho racial.
As muralhas da China traduzem a preocupação de defesa.
Nos velhos santuários da Índia, o Todo-Poderoso é venerado por milhões de fiéis, indiscutivelmente sinceros, mas deliberadamente afastados dos semelhantes nascidos na condição de parias desprezíveis.
A acrópole de Atenas, com as suas colunas respeitáveis, é louvor à inteligência.
O coliseu de Vespasiano, em Roma, é monumento levantado ao triunfo bélico, para as expansões da alegria popular.
Por milênios numerosos, o homem admitiu a hegemonia dos mais fortes e consagrou-a através da arte e da cultura que era suscetível de criar e desenvolver.
Com Jesus, porém, a paisagem social experimenta decisivas alterações
O Mestre não se limita a ensinar o bem. Desce ao convívio com a multidão e materializa-o com o próprio esforço.
Cura os doentes na via pública, sem cerimoniais, e ajuda a milhares de ouvintes, amparando-os na solução dos mais complicados problemas de natureza moral, sem valer-se das etiquetas do culto externo.
Lega aos discípulos a parábola do bom samaritano, que exalta a missão sublime da caridade para sempre.
A história é simples e expressiva.
Transmite Lucas a palavra do Celeste Orientador, explicando que “descia um homem de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos dos salteadores que o despojaram, espancando-o e deixando-o semimorto. Ocasionalmente passava pelo mesmo caminho um sacerdote e, vendo-o, passou de largo. E, de igual modo, também um levita, abordando o mesmo lugar e observando-o, passou à distância. Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou ao pé dele e, reparando-o, moveu-se de íntima piedade. Abeirando-se do infortunado, aliviou-lhe as feridas e, colocando-o sobre a sua cavalgadura, cuidadosamente asilou-o numa estalagem”.
Vemos, dentro da narrativa, que o Senhor situa no necessitado simplesmente “um homem”.
Não lhe identifica a raça, a cor, a posição social ou os pontos de vista.
Nele, enxerga a Humanidade sofredora, carecente de auxílio das criaturas que acendam a luz da caridade, acima de todos os preconceitos de classe ou de religião.
Desde aí, novo movimento de solidariedade humana surge na Terra.
No curso do tempo, dispersaram-se os apóstolos, ensinando, em variadas regiões do mundo, que “mais vale dar que receber”.
E, inspirados na lição do Senhor, os vanguardeiros do bem substituem os vales da imundície pelos hospitais confortáveis; combatem vícios multimilenários, com orfanatos e creches; instalam escolas, onde a cultura jazia confiada aos escravos; criam institutos de socorro e previdência, onde a sociedade mantinha a mendicância para os mais fracos. E a caridade, como gênio cristão na Terra, continua crescendo com os séculos, através da bondade de um Francisco de Assis, da dedicação de um Vicente de Paulo, da benemerência de um Rockfeller ou da fraternidade do companheiro anônimo da via pública, salientando, valorosa e sublime, que o Espírito de Cristo prossegue agindo conosco e por nós.

(De “Roteiro”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Emmanuel - Boas Obras

"Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens para que vejam
as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que estás nos Céus."
Jesus (Mateus, 5:16.)


“Brilhe vossa luz” – disse-nos o Mestre - e muitas vezes julgamo-nos unicamente
no dever de buscar as alturas mentais. E suspiramos inquietos pela dominação do
cérebro.
Contudo, o Cristo foi claro e simples no ensinamento: “brilhe também a vossa luz
diante dos homens para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai que
está nos céus”.
Não apenas pela cultura intelectual. Não somente pela frase correta. Nem só pelo
verbo flamejante. Não apenas pela interpretação eficiente das Leis Divinas. Não somente
pela prece labial, apurada e comovedora. Nem só pelas palavras e pelos votos brilhantes.
É indiscutível que não podemos menosprezar a educação da inteligência, mesmo
porque escola, em todos os planos, é obra sublime com que nos cabe honrar o Senhor,
mas Jesus, com a referência, convidava-nos ao exercício constante das boas obras,
seja onde for, pois somente o coração tem o poder de tocar o coração e, somente
aperfeiçoando os nossos sentimentos, conseguiremos nutrir a chama espiritual em nós,
consoante o Divino apelo.
Com o amor estimularemos o amor...
Com a humildade geraremos a humildade...
Com a paz em nos ajudaremos a construir a paz dos outros...
Com a nossa paciência edificaremos a paciência alheia.
Com a caridade em nosso passo, semearemos a caridade nos passos do próximo.
Com a nossa fé garantiremos a fé ao redor de nós mesmos.
Atendamos, pois, ao nosso próprio burilamento, porquanto apenas contemplando a
luz das boas obras em nós, é que os outros entrarão no caminho das boas obras,
glorificando a bondade e a sabedoria de Deus.

De: Palavras da Vida Eterna
Emmanuel / Psicografia de Francisco Cândido Xavier

Joanna de Ângelis - Momentos de Aflição e Provas


Momentos de aflição e prova surgem pelo caminho, inesperados, concitando à disciplina espiritual indispensável ao processo evolutivo do ser.
Águas serenas que são açoitadas por fortes vendavais; paisagens tranqüilas que se modificam ao império de tempestades violentas; climas de paz que se convertem em campos de lutas rudes; viagem segura, que se torna perigosa, objetivos próximos de conquistados, que se perdem de repente; saúde que cede à enfermidade; amigos dedicados, que vão adiante; adversários vigorosos, que surgem ameaçadores; problemas econômicos, que aparecem, constringentes, tantos são os motivos de aflição e prova, que ninguém avança, na Terra, sem os experimentar.
Enquanto domiciliado no corpo, espírito algum se encontra em segurança, vitorioso, isento de experiências difíceis, de possíveis insucessos.
Os momentos de prova e aflição constituem recursos de aferição dos valores morais de cada um, mediante os quais o homem deve adquirir mais valiosas expressões iluminativas como suportes para futuros investimentos evolutivos.
Por isso, todos somos atingidos por tais métodos de purificação.
*
Vigia-te, no momento de aflição e prova, a fim de que não compliques, por precipitação, o teu estado íntimo.
Suporta o vendaval do testemunho com serenidade; recebe a adaga da acusação indébita com humildade; aceita o ácido da
reprimenda injusta com nobreza; medita diante do sofrimento com elevação de sentimentos.
Todos os momentos difíceis cedem lugar a outros: os de paz e compreensão.
Não te desalentes, exatamente quando deves fortalecer-te para a luta.
São os instantes difíceis que as resistências morais devem estar temperadas, suportando as constrições que ameaçam derruir as fortalezas íntimas.
Quando estiveres a ponto de desfalecer, procura refúgio na oração.
Orando, renovar-se-ão tuas paisagens mentais e morais, elevando-te o ânimo e reconfortando-te espiritualmente.
Jesus, que não tinha qualquer dívida a resgatar e que é o Sublime Construtor da Terra, enquanto conosco não esteve isento dos momentos de aflição, demonstrando, amoroso, como vencê-los todos, e, ao mesmo tempo, ensinando a técnica de como retirar do aparente mal as proveitosas lições da felicidade.
Considera-Lhe os testemunhos, e, em qualquer momento em que sejas defrontado pela aflição ou prova, enfrenta a circunstância e extrai do amor a parte melhor da tua tarefa de santificação.

(De “Oferenda”, de Divaldo Pereira Franco, pelo espírito Joanna de Ângelis)

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Marco Prisco - Quem Sabe...

Não se atribua a posse exclusiva da verdade.
- Quem sabe discernir descobre fragmentos e expressões da verdade em toda parte.
Poupe-se de parecer mais do que é.
- Quem sabe conhecer-se está informado de que há pessoas mais e menos dotadas, portanto, melhores e piores do que ele próprio.
Nunca se suponha indispensável.
- Quem sabe servir não ignora que está produzindo sempre a benefício de si mesmo.
Elabore seus programas com antecipação.
- Quem sabe ser prudente está preparado tanto para o êxito como para o insucesso, mantendo-se tranquilo em qualquer circunstância.
Não sucedendo o seu trabalho conforme você esperava, conserve a serenidade.
- Quem sabe manter-se calmo ante o imprevisto supera o problema e domina a situação.
Você abraça uma filosofia existencial que afirma a sobrevivência após a morte.
- Quem sabe disso deve estar preparado a todo o momento, porquanto, vivendo hoje com elevação, amanhã prosseguirá com felicidade.

Marco Prisco / Médium Divaldo Pereira Franco
Livro: Sementes de Vida Eterna (extrato) - Ed. LEAL

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Scheilla - Hoje ou mais Além

No ciclo das existências terrenas, muitas vezes teremos o coração ferido
pelas provas do caminho, à maneira de espinhos ferindo a alma.
Para alguns, são os conflitos familiares;
Outros carregam enfermidades difíceis;
Não faltam, ainda, aqueles que padecem perturbações espirituais, escravos
de obsessões pertinazes.
Seja qual for a prova que te assinala a existência, não te afastes de Jesus.
O Evangelho é fonte de água viva, para quem tem sede de consolação, e luz,
para quem busca vencer as sombras da estrada.
Apoia-te na fé e segue adiante, fazendo o melhor ao teu alcance.
Não desanimes, não reclames e não prejudiques ninguém.
Se permaneceres com Jesus, nada poderá te impedir de alcançar a paz,
hoje ou mais além, coroando-te os esforços e a perseverança cristã.

Obra: Novas Mensagens - Clayton B. Levy / Scheilla

Emmanuel - Jesus Está Chamando


Desde a primeira hora do Apostolado Divino, Jesus está chamando Cooperadores para os serviços de extensão do Reino de Deus na Terra.
A princípio, buscou Pedro e André, os pescadores humildes, à tarefa de salvação.
Convocou Mateus, o administrador de impostos, à coleta de bens do Céu.
Trouxe Maria de Magdala, a obsidiada de vários demônios, à necessária renovação.
Convocou Joana, a esposa admirável de ilustre funcionário do bem público, ao concurso fraterno.
Chamou Zaqueu, o mordomo da fortuna, do alto de um sicômoro, ao esforço de benemerência.
Exaltou em Maria da Betânia o valor da meditação.
Requisitou Marta, a preocupada servidora doméstica, às obras do pensamento sublime.
Acordou Nicodemos, o mestre intelectual de Israel, para o ministério da santificação.
Ergueu Lázaro, no sepulcro, para a manifestação do Divino Poder.
E ainda, no último dia e na derradeira hora, despertou um ladrão crucificado para a divina esperança.
Em todos os vinte séculos de Cristianismo que estamos vivendo, O Senhor está chamando Colaboradores para a sua obra excelsa de redenção e aprimoramento.
Há serviço para cada um e degraus iluminativos para todos.
Para onde segues, irmão?
Jesus, por nós, imolou-se na cruz. Que fazemos nós por Ele?

Pelo Espírito Emmanuel. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Livro: Nosso Livro

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Joanna de Ângelis - Mediante Esforço

A vida responde de acordo com a ação desencadeada.
O violento topa com truculência a cada passo.
A paciência persistente encontra a harmonia.
O sanguinário torna-se vítima da própria impetuosidade.
O pacifista adquire tranquilidade enquanto defende os ideais que o dominam.
O intrigante padece da neurose do medo.
A lealdade produz confiança.
A irritabilidade leva às ulcerações gástricas, duodenais e ao desequilíbrio.
A concórdia cria harmonia em todo lugar.
O bem é luz irradiante a produzir alegria.
Amolda-te ao dever de crescer para Deus, “domando as más inclinações”, a começar pelas pequenas imperfeições.
Mediante esse exercício te condicionarás para a vitória sobre as paixões mórbidas.
O homem torna-se o que ele trabalha em si.
Não há transformação moral em quem não se exercita nas realizações humanas para a própria sublimação pessoal.

Joanna de Ângelis / Médium Divaldo Pereira Franco
Livro: Alegria de Viver (extrato)

Cartões de Paz - André Luiz

Cada espírito é um canal de bênçãos, em se mantendo ligado às Leis do Criador.
Você pode espalhar compreensão e otimismo.
Não se detenha em pessimismo e azedume.
Qualquer tristeza manifestada impulsiona os tristes a ficarem mais tristes.
Encoraje o próximo, com o seu sorriso, entregando suas mágoas a Deus.
Não se sabe de benefício algum que o desânimo tenha realizado.
Siga em frente, criando simpatia e amizade, esperança e cooperação.
Felicidade é fruto da felicidade que se semeia.
Quando a provação lhe apareça, será o seu momento mais importante para comunicar fé e coragem aos companheiros.
Haja o que houver, distribua confiança e bom ânimo, porque a alegria é talvez a única dádiva que você é capaz de ofertar sem possuir.
Se você não acredita que Deus é plenitude de paz e amor, alegria e luz, pense que a Terra se envolve nas sombras da noite, mas há sempre no Céu a fatalidade do alvorecer.

André Luiz / Médium Francisco Cândido Xavier

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Joanna de Ângelis - Coragem

Ao meio das lutas ásperas, a coragem desempenha papel preponderante.
Uns fogem atemorizados, outros entregam-se ao desânimo e vários refugiam-se na insensatez.
Constituem a caravana dos frustrados, desarmados de coragem, porque se negam o esforço em prol da renovação íntima e do vigor sadio.
Essa energia que sustenta, essa força moral que induz ao êxito – a coragem!
A coragem é consequência natural da fé.
Não significa irreflexão, desatino, temeridade, mas denodo, intrepidez...
É calma, segura, fonte geratriz de equilíbrio que fomenta a vida e glorifica o labor.
Ei-la anônima e valorosa em muitas formas:
A coragem da paternidade responsável;
A coragem de perseverar na verdade;
A coragem de amar desinteressadamente;
A coragem de ceder, quando poderia deter;
A coragem de cultivar a humildade;
A coragem de vencer-se primeiro.

Por isso, o Bem exalta a beleza, em nome da coragem e da fé, certo do inefável amor de Deus.

Joanna de Ângelis / Médium Divaldo Pereira Franco
Livro: Celeiro de Bênçãos (extrato) - Ed. LEAL

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Examina-te - Emmanuel

“Nada faças por contenda ou por vanglória, mas por humildade.” – Paulo. (Filipenses, capítulo 2, versículo 3.)

O serviço de Jesus é infinito. Na sua órbita, há lugar para todas as criaturas e para todas as idéias sadias em sua expressão substancial.
Se, na ordem divina, cada árvore produz segundo a sua espécie, no trabalho cristão, cada discípulo contribuirá conforme sua posição evolutiva.
A experiência humana não é uma estação de prazer. O homem permanece em função de aprendizado e, nessa tarefa, é razoável que saiba valorizar a oportunidade de aprender, facilitando o mesmo ensejo aos semelhantes.
O apóstolo Paulo compreendeu essa verdade, afirmando que nada deveremos fazer por espírito de contenda e vanglória, mas, sim, por ato de humildade.
Quando praticares alguma ação que ultrapasse o quadro das obrigações diárias, examina os móveis que a determinaram. Se resultou do desejo injusto de supremacia, se obedeceu somente à disputa desnecessária, cuida de teu coração para que o caminho te seja menos ingrato. Mas se atendeste ao dever, ainda que hajas sido interpretado como rigorista e exigente, incompreensivo e infiel, recebe as observações indébitas e passa adiante. Continua trabalhando em teu ministério, recordando que, por servir aos outros, com humildade, sem contendas e vanglórias, Jesus foi tido por imprudente e rebelde, traidor da lei e inimigo do povo, recebendo com a cruz a coroa gloriosa.

Obra: Caminho, Verdade e Vida
Psicografia de Francisco Cândido Xavie
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quarta-feira, 15 de julho de 2015

Emmanuel - Substitutos

"Para alumiar os que estão assentados em trevas e sombra de morte, a fim de dirigir os nossos pés pelo caminho da paz." - (Lucas, 1:79.)

É razoável que o administrador distribua serviço e responda pela mordomia que lhe foi confiada.
Detendo encargos da direção, o homem é obrigado a movimentar grande número de pessoas.
Orientará os seus dirigidos, educará os subalternos, dar-lhes-á incumbências que lhes apurem as qualidades no serviço.
Ainda assim, o dirigente não se exime das obrigações fundamentais que lhe competem.
Se houve alguém que poderia mobilizar milhões de substitutos para o testemunho na Crosta da Terra, esse alguém foi Jesus.
Dispunha o Senhor de legiões de emissários esclarecidos, mantinha incalculáveis reservas ao seu dispor.
Poderia enviar ao mundo iluminados filósofos para renovarem o entendimento das criaturas, médicos sábios que curassem os cegos e os loucos, condutores fiéis, dedicados a ensinar o caminho do bem.
Em verdade, desde os primórdios da organização humana mobiliza o Senhor a multidão de seus cooperadores diretos, a nosso favor, mesmo porque suas mãos divinas enfeixam o poder administrativo da Terra, mas urge reconhecer que, no momento julgado essencial para o lançamento do Reino de Deus entre os homens, veio, Ele mesmo, à nossa esfera de sombras e conflitos.
Não enviou substitutos ou representantes.
Assumiu a responsabilidade de seus ensinamentos e, sozinho, suportou a incompreensão e a cruz.
Inspiremo-nos no Cristo e atendamos pessoalmente ao dever que a vida nos confere.
Perante o Supremo Senhor, todos temos serviço intransferível.

De Vinha de Luz
Emmanuel / Médium Francisco Cândido Xavier

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Joanna de Ângelis & Divaldo Pereira Franco

Companheiros de Jornada

Tu os encontras nos mais variados caminhos da existência corporal.
São companheiros de evolução, que se multiplicam em todo lugar, nem sempre, porém, amigos das tuas aspirações.
Estão na mesma trilha que tu, o que não quer dizer que marchem de acordo contigo.
Muitas vezes competirão por nonadas, disputando honrarias enganosas, que deixam ressaibo de amargura.
Alguns, constituir-te-ão dificuldade a vencer, erguendo-se como obstáculos à tua frente.
Inúmeros, sorrindo contigo, transformando-se, facilmente, em adversários rigorosos.
Enganados, nos propósitos que acalentam, não trepidam em convidar-te a duelos de qualquer tipo, desde que te possam suprimir ou afastar-te do seu caminho. No entanto, assim é a marcha.
-#-
Cada mente vibra na faixa que lhe é própria.
Cada sentimento irradia a força daquilo que anela.
Cada pessoa reflete o que aspira interiormente.
Cada companheiro tem o seu próprio destino.
Enquanto eles te podem utilizar, a fim de se projetarem, demonstram-te amizade.
Na razão que lhe serves de apoio, apresentam-se simpáticos.
Do que possuas e lhes brindes, sorrirão com afabilidade, fazendo festa ao teu lado.
Não te agastes com eles.
Assim agem, porque essa é a estrutura moral de cada um deles.
Quando possível, desculpa-os, ajudando-os.
Porque estão equivocados e não sabem ser amigos, torna-te para com eles o que gostarias que fossem em relação a ti.
-#-
Nem todos, porém, são assim.
É possível que constituam um grupo menor, todavia, mais eficiente.
Aqueles, os frívolos, são bulhentos e estes, os amigos, são discretos.
Estão sempre no lugar onde precisas; surgem nos momentos mais inesperados; apresentem-se sem alarde e são eficientes.
Os primeiros, os companheiros difíceis, são testes para as tuas resistências e convites para a tua evolução. Os segundos, que representam a bondade e o estímulo da vida, constituem a resposta do Amor de Deus às tuas preces e ações nobres.
São todos, entretanto, companheiros de jornada, a quem deves estimar.
-#-
Mesmo Jesus, não esteve indene à presença desses diferentes companheiros.
Houve quem O acusasse, O traísse, O abandonasse, O negasse, constituindo-se-Lhe instrumento para o testemunho. Até hoje, no entanto, não faltam aqueloutros que O amam, O seguem e dão-Lhe a vida, a fim de que Ele brilhe iluminando todas as consciências humanas.

De “Luz da Esperança”

No Júbilo de Servir

“Depois de haverdes feito quanto vos foi ordenado, dizei: somos servos inúteis, fizemos o que devíamos fazer”. Jesus (Lucas, 17:10)

Guarda tua alma no júbilo de servir.
Não reclames honrarias, por mais alto te pareça o triunfo em tuas mãos.
Se a terra se julgasse dona da árvore que frutifica na sua crosta, intentando negar-lhe arrimo, não faria mais que privar-se da proteção que o vegetal lhe dispensa, e se a árvore se presumisse proprietária da terra que a suporta, nada mais conseguiria que a eliminação de si mesma. Atenta, porém, à seiva e ao equilíbrio que a Sabedoria Divina lhe assegura entra em abençoada cooperação e produz a bênção da colheita.
Todos os bens da vida fluem da Bondade de Nosso Pai.
Nas tuas horas de êxito medita nas forças conjugadas que te sustentam. Pensa nos que te beneficiam e te instruem, nos que te amparam e te garantem.
Orgulhar-se das boas obras é ensombrar a própria visão, invocando homenagens indébitas que, de direito, pertencem a Deus.
À maneira do instrumento leal e dócil deixa que o Sumo Bem te use a vida.
O violino, ainda mesmo o de mais rara fabricação, não vale por si, Engrandece-se, porém, na fidelidade com que se rende às mãos do artista que o integra na exaltação da Harmonia Eterna.

(De “SEGUE-ME!...”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)

Emmanuel - Vê e Segue

“Uma coisa sei: eu era cego e agora vejo.” – (João, 9:25.)

Apesar de o trabalho renovador do Evangelho, nos círculos da consolação e da pregação, desdobrar-se, diante das massas, semeando milagres de reconforto na alma do povo, o serviço sutil e quase desconhecido do aproveitamento da Boa Nova é sempre individual e intransferível.
Os aprendizes da vida cristã, na atividade vulgar do caminho, desfrutam do conceito de normalidade, mas se não gozam de vantagens observáveis no imediatismo da experiência humana, quais sejam as da consolação, do estímulo ou da prosperidade material, de maneira a gravarem o ensinamento vivo de Jesus, nas próprias vidas, passam à categoria de pessoas estranhas, muita vez ante os próprios companheiros de ministério.
Chegado a semelhante posição, e se sabe aproveitar a sublime oportunidade pela submissão e diligência, o discípulo experimenta completa transposição de plano.
Modifica a tabela de valores que o rodeiam.
Sabe onde se ocultam os fundamentos eternos.
Descortina esferas novas de luta, através da visão interior que outros não compreendem.
Descobre diferentes motivos de elevação, por intermédio do sacrifício pessoal, e identifica fontes mais altas de incentivo ao esforço próprio.
Em vista disso, frequentemente provoca discussões acesas, com respeito à atitude que adota à frente de Jesus.
Por ver, com mais clareza, as instruções reveladas pelo Mestre, é tido à conta de fanático ou retrógrado, idiota ou louco.
Se, porém, procuras efetivamente a redenção com o Senhor, prossegue seguro de ti mesmo; repara, sem aflição e sem desânimo, as contendas que a ação genuína de Jesus em ti recebe de corações incompreensivos e estacionários, repete as palavras do cego que alcançou a visão e segue para diante.


De: Fonte Viva
Francisco Cândido Xavier
Ditado pelo Espírito Emmanuel

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Emmanuel - Avancemos Além

“Pelo que, deixando os rudimentos da doutrina do Cristo, prossigamos até à perfeição, não lançando de novo o fundamento do arrependimento de obras mortas.” – Paulo. (Hebreus, 6:1.)

Aceitar o poder de Jesus, guardar certeza da própria ressurreição além da morte, reconfortar-se ante os benefícios da crença, constituem fase rudimentar no aprendizado do Evangelho.
Praticar as lições recebidas, afeiçoando a elas nossas experiências pessoais de cada dia, representa o curso vivo e santificante.
O aluno que não se retira dos exercícios no alfabeto nunca penetra o luminoso domínio mental dos grandes mestres.
Não basta situar nossa alma no pórtico do templo e aí dobrar os joelhos reverentemente; é imprescindível regressar aos caminhos vulgares e concretizar, em nós mesmos, os princípios da fé redentora, sublimando a vida comum.
Que dizer do operário que somente visitasse a porta de sua oficina, louvando-lhe a grandeza, sem, contudo, dedicar-se ao trabalho que ela reclama? Que dizer do navio admiravelmente equipado que vivesse indefinidamente na praia sem navegar?
Existem milhares de crentes da Boa Nova nessa lastimável posição de estacionamento. São quase sempre pessoas corretas em todos os rudimentos da doutrina do Cristo. Creem, adoram e consolam-se, irrepreensivelmente; todavia, não marcham para diante, no sentido de se tornarem mais sábias e mais nobres. Não sabem agir, nem lutar e nem sofrer, em se vendo sozinhas, sob o ponto de vista humano.
Precavendo-se contra semelhantes males, afirmou Paulo, com profundo acerto: – “Deixando os rudimentos da doutrina de Jesus, prossigamos até à perfeição, abstendo-nos de repetir muitos arrependimentos porque então não passaremos de autores de obras mortas.”
Evitemos, assim, a posição do aluno que estuda e jamais se harmoniza com a lição, recordando também que se o arrependimento é útil, de quando em quando, o arrepender-se a toda hora é sinal de teimosia e viciação.

Fonte Viva
Francisco Cândido Xavier
Ditado pelo Espírito Emmanuel

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Emmanuel - A Porta

“Tornou, pois, Jesus a dizer-lhes: Em verdade vos digo que eu sou a porta das ovelhas.” (João, 10:7)

Não basta alcançar as qualidades da ovelha, quanto à mansidão e ternura, para atingir o Reino Divino.
É necessário que a ovelha reconheça a porta da redenção, com o discernimento imprescindível, e lhe guarde o rumo, despreocupando-se dos apelos de ordem inferior, a eclodirem das margens do caminho.
Daí concluirmos que a cordura, para ser vitoriosa, não dispensa a cautela na orientação a seguir.
Nem sempre a perda do rebanho decorre do ataque de feras, mas sim porque as ovelhas imprevidentes transpõem barreiras naturais, surdas à voz do pastor, ou cegas quanto às saídas justas, em demanda das pastagens que lhes competem.
Quantas são acometidas, de inesperado, pelo lobo terrível, porque, fascinadas pela verdura de pastos vizinhos, se desviam da estrada que lhes é própria, quebrando obstáculos para atender a destrutivos impulsos?
Assim acontece com os homens no curso da experiência.
Quantos espíritos nobres hão perdido oportunidades preciosas pela própria imprudência?
Senhores de admiráveis patrimônios, revelam-se, por vezes, arbitrários e caprichosos.
Na maioria das situações, copiam a ovelha virtuosa e útil que, após a conquista de vários
títulos enobrecedores, esquece a porta a ser atingida e quebra as disciplinas benéficas e necessárias,
para entregar-se ao lobo devorador.

Obra: Pão Nosso
Psicografia de Francisco Cândido Xavier

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Emmanuel - Pelos Frutos

“Por seus frutos os conhecereis”. – Jesus. Mateus, 7:16

Nem pelo tamanho.
Nem pela configuração.
Nem pelas ramagens.
Nem pela imponência da copa.
Nem pelos rebentos verdes.
Nem pelas pontas ressequidas.
Nem pelo aspecto brilhante.
Nem pela apresentação desagradável.
Nem pela antiguidade do tronco.
Nem pela fragilidade das folhas.
Nem pela casca rústica ou delicada.
Nem pelas flores perfumadas ou inodoras.
Nem pelo aroma atraente.
Nem pelas emanações repulsivas.
Árvore alguma será conhecida ou amada pelas aparências exteriores, mas sim pelos frutos, peja utilidade, pela produção.
Assim também nosso espírito em plena jornada…
Ninguém que se consagre realmente à verdade dará testemunho de nós pelo que parecemos, pela superficialidade de nossa vida, pela epiderme de nossas atitudes ou expressões individuais percebidas ou apreciadas de passagem, mas sim pela substância de nossa colaboração no progresso comum, pela importância de nosso concurso no bem geral.
– “Pelos frutos os conhecereis” – disse o Mestre.
– “Pelas nossas ações seremos conhecidos”
– repetiremos nós.

Obra: Fonte Viva
Psicografia de Francisco Cândido Xavier

Emmanuel - Lugar Deserto

“E ele lhes disse: Vinde vós aqui, à parte, a um lugar deserto, e repousai um pouco.” — (Marcos, Capítulo 6, Versículo 31.)

A exortação de Jesus aos companheiros reveste-se de singular importância para os discípulos do Evangelho em todos os tempos.
Indispensável se torna aprender o caminho do “lugar à parte” em que o Mestre aguarda os aprendizes para o repouso construtivo em seu amor.
No precioso símbolo, temos o santuário íntimo do coração sequioso de luz divina.
De modo algum se referia o Senhor tão-somente à soledade dos sítios que favorecem a meditação, onde sempre encontramos sugestões vivas da natureza humana.
Reportava-se à câmara silenciosa, situada dentro de nós mesmos.
Além disso, não podemos esquecer que o Espírito sedento de união divina, desde o momento em que se imerge nas correntes do idealismo superior, passa a sentir-se desajustado, em profundo insulamento no mundo, embora servindo-o, diariamente, consoante os indefectíveis desígnios do Alto.
No templo secreto da alma, o Cristo espera por nós, a fim de revigorar-nos as forças exaustas.
Os homens iniciaram a procura do “lugar deserto”, recolhendo-se aos mosteiros ou às paisagens agrestes; todavia, o ensinamento do Salvador não se fixa no mundo externo.
Prepara-te para servir ao Reino Divino, na cidade ou no campo, em qualquer estação, e não procures descanso impensadamente, convicto de que, muita vez, a imobilidade do corpo é tortura da alma. Antes de tudo, busca descobrir, em ti mesmo, o “lugar à parte” onde repousarás em companhia do Mestre.

Obra: Pão Nosso
Psicografia de Francisco Cândido Xavier

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Emmanuel - Quem és?

“Há só um Legislador e um Juiz que pode salvar e destruir. Tu, porém, quem és, que julgas a outrem?” — (Tiago, capítulo 4, versículo 12.)

Deveria existir, por parte do homem, grande cautela em emitir opiniões relativamente à incorreção alheia.
Um parecer inconsciente ou leviano pode gerar desastres muito maiores que o erro dos outros, convertido em objeto de exame.
Naturalmente existem determinadas responsabilidades que exigem observações acuradas e pacientes daqueles a quem foram conferidas. Um administrador necessita analisar os elementos de composição humana que lhe integram a máquina de serviços. Um magistrado, pago pelas economias do povo, é obrigado a examinar os problemas da paz ou da saúde sociais, deliberando com serenidade e justiça na defesa do bem coletivo. Entretanto, importa compreender que homens, como esses, entendendo a extensão e a delicadeza dos seus encargos espirituais, muito sofrem, quando compelidos ao serviço de regeneração das peças vivas, desviadas ou enfermiças, encaminhadas à sua responsabilidade.
Na estrada comum, no entanto, verifica-se grande excesso de pessoas viciadas na precipitação e na leviandade.
Cremos seja útil a cada discípulo, quando assediado pelas considerações insensatas, lembrar o papel exato que está representando no campo da vida presente, interrogando a si próprio, antes de responder às indagações tentadoras: “Será este assunto de meu interesse? Quem sou? Estarei, de fato, em condições de julgar alguém?”

Francisco Cândido Xavier
Obra: Caminho, Verdade e Vida

Joanna de Ângelis - Com Simplicidade e Afeição


Diante das pessoas muito feridas por graves dores morais, mantém-te comedido.
Não será o excesso verbal que suavizará a dor.
Procura sentir a origem da aflição, afim de auxiliares com proveito.
Em certas ocasiões, o silêncio e a afeição pelo aflito realizam milagres de renovação.
Em outras, a palavra gentil e esclarecedora produz resultado.
Nem a mudez incômoda, nem o expressar de opiniões complexas e de difícil assimilação.
Para cada caso, um comportamento próprio.
Não intentes resolver, num momento, problemas que se vem agravando há muito tempo, nem subestimes o estado angustiante do teu próximo.
As dores nem sempre são o que representam, mas o que lhes atribuem aqueles que as sofrem.
Cada um vê um problema pela ótica pessoal.
O que te é insignificante, para outrem é grave. Muitas outras coisas que te parecem importantes, para outras pessoas nada valem.
A vida são as experiências de cada criatura, segundo seu grau de evolução e seus interesses.
Portanto, age com simplicidade e afeição.

Médium Divaldo Pereira Franco
Livro: Roteiro de Libertação (extrato) - Ed. LEAL

domingo, 5 de julho de 2015

Emmanuel - Apelo de Sempre

Nas horas de aguaceiro, reflete na colheita que virá.
Nos instantes difíceis, age pensando na soma de alegrias que nascerão do dever cumprido.
Não te detenhas em recordações amargas do pretérito.
A derrota sofrida terá sido preciosa lição para melhor aproveitamento das horas de hoje;
A lágrima vertida foi talvez o colírio da verdade, ensinando-te o caminho da paciência;
As afeições que desertaram se te erguem presentemente na memória por instruções da vida, impulsionando-te à descoberta do genuíno amor.
Para frente - é o apelo de mais alto.
O passado é capaz de auxiliar, mas tão-só por recurso de informação.
Necessitas permanecer de atenção concentrada no caminho à frente, como quem se vê inevitavelmente chamado para o futuro.


Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: Ceifa de Luz - Ed. FEB

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Emmanuel - Pensamento e Forma


O sentimento inspira.
O pensamento plasma.
A palavra orienta.
O ato realiza.
Figuremos a ideia como sendo a fonte nascida no manancial do coração, traçando a si mesma o curso que lhe é próprio.
O pensamento vibra, desse modo, no alicerce de todas as formas e de todas as experiências da vida.
Pensando, o arquiteto imagina o edifício a elevar-se do solo; o técnico cria a máquina que diminui o esforço braçal do homem; o escultor arranca ao mármore os primores da estatutária e o artista compõe sublimadas formações da beleza, endereçando apelos à ciência e à virtude.
E é também pensando que o sovina levanta para si mesmo o inferno da posse insaciável, tanto quanto o preguiçoso coagula para si próprio os venenos da inércia.
Em razão disso, depois da morte, mais intensivamente, vive a alma nas criações a que se afeiçoa.
Isso não quer dizer que haja retrocesso na marcha evolutiva do espírito, mas estagnação do ser nas formas infelizes em que se compraz, pelo seu próprio pensamento desgovernado e delituoso.
Com isso, desejamos igualmente dizer que todos influenciamos e somos influenciados.
Agimos e reagimos.
E se os missionários do bem recebem dos planos superiores a força que lhes enriquece as ações para as vitórias da luz, os empreiteiros do mal recolhem dos planos inferiores as sugestões que lhes infelicitam a senda, inclinando-os aos resvaladouros da treva.
Reflitamos no magnetismo desvairado das inteligências que se transviam nas sombras e compreenderemos a loucura temporária que ele pode trazer às almas que o provocam.
- “Viverá o Homem onde situe o coração” – diz-nos o Evangelho e podemos acrescentar, sem trair o ensinamento do Senhor, que onde colocarmos o Pensamento - Força Viva de Nosso Coração - aí se manifestará, como é justo, a Forma de Nossa Vida.

Pelo Espírito Emmanuel.
Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Livro: Assim Vencerás

Joanna de Ângelis - O Amor Próprio


Desenovela-te do amor-próprio quanto antes.
Ele é causa de muitos e afligentes problemas.
Encarcera na vaidade, disfarça-se com desculpas e acusações absurdas e cria animosidade.
Ferido, ocasiona contendas violentas; vingativo, provoca agressões infelicitadoras.
Ante uma recusa à ação do bem, defrontarás o amor-próprio insensível, e pela boca da maledicência ouvirás o leviano ou magoado.
Um crime, uma ação perniciosa, um conflito entre pessoas, a falsa humildade e o abandono de tarefas são efeitos do amor-próprio despeitado.
O amor-próprio só realiza obra meritória para colher, de imediato, os louros e reconhecimento. Após a realização, faz-se exigente, cobra o preço.
Por qualquer motivo, ou sem motivo, afasta-se atirando petardos de ira e censuras insensatas.
Vigie esse perverso companheiro e exercita o amor fraternal, doando-te quanto possas.
Livrando-te dele, experimentarás otimismo, paz interior e alegria na vida, porque verás corretamente o mundo sem as lentes escuras que ele antepõe aos olhos da tua observação.


Médium Divaldo Pereira Franco
Livro: Alerta (extrato) - Ed. LEAL

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Emmanuel - Progresso e Amor

Grande é o avanço do progresso.
Maior será sempre o amor que o ilumina.
Grande é a inteligência dos que fabricam os aviões. Maior é a inteligência dos que se utilizam deles para levantar a fraternidade entre os povos.
Grande é a eficiência dos que engenham máquinas que eliminam as distâncias. Maior é o espírito de responsabilidade e entendimento daqueles que as dirigem favorecendo o trabalho.
Grande é o raciocínio dos que se dedicam à radiotelevisão, sustentando a informação rápida na vida comunitária. Maior é a bondade dos que lhe manejam os recursos em auxílio da educação.
Grande é a técnica. Maior é a compreensão.
Grande é acultura que ensina. Maior é a caridade que socorre.
O progresso faz estruturas. O amor acende a luz do caminho.
Por isso, aprendemos a trabalhar e servir sempre, a fim de conquistarmos a felicidade maior.
Em verdade, perante Deus, por mais amplo que nos seja o surto de evolução, não haverá progresso real sem a bênção do amor.

Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: Companheiro

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