sábado, 29 de agosto de 2015

Emmanuel - Na Cruz

“Ele salvou a muitos e a si mesmo não pôde salvar-se.” – (Mateus, 27:42.)

Sim, ele redimira a muitos…
Estendera o amor e a verdade, a paz e a luz, levantara enfermos e ressuscitara mortos.
Entretanto, para ele mesmo erguia-se a cruz entre ladrões.
Em verdade, para quem se exaltara tanto, para quem atingira o pináculo, sugerindo indiretamente a própria condição de Redentor e Rei, a queda era enorme…
Era o Príncipe da Paz e achava-se vencido pela guerra dos interesses inferiores.
Era o Salvador e não se salvava.
Era o Justo e padecia a suprema injustiça.
Jazia o Senhor flagelado e vencido.
Para o consenso humano era a extrema perda.
Caíra, todavia, na cruz.
Sangrando, mas de pé.
Supliciado, mas de braços abertos.
Relegado ao sofrimento, mas suspenso da Terra.
Rodeado de ódio e sarcasmo, mas de coração içado ao Amor.
Tombara, vilipendiado e esquecido, mas, no outro dia, transformava a própria dor em glória divina. Pendera-lhe a fronte, empastada de sangue, no madeiro, e ressurgia, à luz do sol, ao hálito de um jardim.
Convertia-se a derrota escura em vitória resplandecente. Cobria-se o lenho afrontoso de claridades celestiais para a Terra inteira.
Assim também ocorre no círculo de nossas vidas. Não tropeces no fácil triunfo ou na auréola barata dos crucificadores. Toda vez que as circunstâncias te compelirem a modificar o roteiro da própria vida, prefere o sacrifício de ti mesmo, transformando a tua dor em auxílio para muitos, porque todos aqueles que recebem a cruz, em favor dos semelhantes, descobrem o trilho da eterna ressurreição.

Emmanuel / Francisco Cândido Xavier
Obra:Fonte Viva

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Abre a Porta - Emmanuel

“E havendo dito isto, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo.” – (João, 20:22.)

Profundamente expressivas as palavras de Jesus aos discípulos, nas primeiras manifestações depois do Calvário.
Comparecendo à reunião dos companheiros, espalha sobre eles o seu espírito de amor e vida, exclamando: “Recebei o Espírito Santo.”
Por que não se ligaram as bênçãos do Senhor, automaticamente, aos aprendizes?
por que não transmitiu Jesus, pura e simplesmente, o seu poder divino aos sucessores?
Ele, que distribuíra dádivas de saúde, bênçãos de paz, recomendava aos discípulos recebessem os divinos dons espirituais. Por que não impor semelhante obrigação?
É que o Mestre não violentaria o santuário de cada filho de Deus, nem mesmo por amor.
Cada espírito guarda seu próprio tesouro e abrirá suas portas sagradas à comunhão com o Eterno Pai.
O Criador oferece à semente o sol e a chuva, o clima e o campo, a defesa e o adubo, o cuidado dos lavradores e a bênção das estações, mas a semente terá que germinar por si mesma, elevando-se para a luz solar.
O homem recebe, igualmente, o Sol da Providência e a chuva de dádivas, as facilidades da cooperação e o campo da oportunidade, a defesa do amor e o adubo do sofrimento, o carinho dos mensageiros de Jesus e a bênção das experiências diversas; todavia, somos constrangidos a romper por nós mesmos os envoltórios inferiores, elevando-nos para a Luz Divina.
As inspirações e os desígnios do Mestre permanecem a volta de nossa alma, sugerindo modificações úteis, induzindo-nos à legítima compreensão da vida, iluminando-nos através da consciência superior, entretanto, está em nós abrir-lhes ou não a porta interna.
Cessemos, pois, a guerra de nossas criações inferiores do passado e entreguemo-nos, cada dia, às realizações novas de Deus, instituídas a nosso favor, perseverando em receber, no caminho, os dons da renovação constante, em Cristo, para a vida eterna.

Emmanuel / Francisco Cândido Xavier
Obra: Vinha de Luz

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Joanna de Ângelis - Inquietação

Vez que outra, apresenta-se, inesperadamente, e toma corpo, terminando por gerar desconforto e depressão.
Aparece como dúvida ou suspeita, e ganha forma, passando por diferentes fases, até controlar a emotividade que se transtorna, levando a estados graves.
Aqui, se apresenta na condição de medo em relação ao futuro.
Ali, se expressa em forma de frustração, diante do que não foi logrado.
Acolá, se manifesta como um dissabor qualquer, muito natural, aliás, em todas as vidas.
Há momentos em que se estabelece como conflito, inspirando rebeldia e agressividade.
Noutras ocasiões, ei-la em forma de desconforto íntimo e necessidade de tudo abandonar...
-x-
No turbilhão da vida hodierna, em face do intercâmbio psíquico nas faixas da psicosfera doentia que grassa, é muito difícil a manutenção de um estado de equilíbrio uniforme.
A inquietação, porém, constante, deve merecer mais acurada atenção, a fim de ser debelada.
Não lhe dês guarida, dialogando com as insinuações de que se faz objeto.
Evita as digressões mentais pessimistas, e não te detenhas nas conjecturas maliciosas.
Ninguém a salvo desses momentos difíceis. Todavia, todos têm o dever de superá-los e avançar confiantes nos resultados opimos das ações encetadas.
Assim, age sempre com correção e não serás vítima de inquietações desgastantes.


De “Episódios diários”, de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis

Emmanuel - Na Grande Escola

A Terra é uma grande e abençoada escola, em cujas classes e cursos, nos matriculamos, solicitando — quando já possuímos a graça do conhecimento — as lições necessárias à nossa sublimação.
Todas as matérias que constituem o patrimônio do educandário, se aproveitadas por nossa alma, podem conduzir-nos aos resultados que nos propomos atingir.
Não existe, porém, ensinamento gratuito para a comunidade dos aprendizes.
Cada aquisição tem o preço que lhe corresponde.
A provação da riqueza é sedutora, mas repleta de perigos cruéis.
A passagem na pobreza é simples e enternecedora, contudo oferece tentação permanente ao extremo desespero.
O estágio na beleza física é fascinante, entretanto, mostra escuros abismos ao coração desavisado.
A demora no poder é expressiva, todavia, atrai dificuldades infernais, que podem comprometer o nosso futuro.
O ingresso na cultura da inteligência favorece a posse de verdadeiros tesouros, no entanto, nesse setor, o orgulho e a vaidade representam impertinentes verdugos da alma.
A estação de calmaria na vida familiar é tempo doce e agradável ao espírito, mas aí, dentro, no oásis do carinho, o monstro do egoísmo pode enganar-nos o coração.
Em qualquer parte onde estiverdes, acordai para o bem!...
Recordai que o ouro e a intelectualidade, os títulos e as honras, as aflições e os sofrimentos, as posses e os privilégios são meros acidentes no longo e abençoado caminho evolutivo.
Lembrai-vos de que a vida é a eternidade em ascensão e não vos esqueçais de que, em qualquer condição, só no cultivo do amor puro, conseguireis edificar para a vitoriosa imortalidade.

Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Emmanuel - Abençoa Também


Diante das vozes dos braços que te amparam na enfermidade, coopera com os instrumentos da cura, abençoando a ti mesmo.
Em qualquer desajuste orgânico, não condenes o corpo.
O operário há de amar enternecidamente a máquina que o ajuda a viver, lubrificando-lhe as peças e harmonizando-lhe os implementos, se não deseja relegá-la à inutilidade e à secura.
Abençoa teu coração. É o pêndulo infatigável, marcando-te as dores e alegrias.
Abençoa teu cérebro. É o gabinete sensível do pensamento.
Abençoa teus olhos. São companheiros devotados na execução dos compromissos que a existência te confiou.
Abençoa teu estômago. É o servo que te alimenta.
Abençoa tuas mãos. São antenas no serviço que consegues realizar.
Abençoa teus pés. São apoios preciosos em que te sustentas.
Abençoa tuas faculdades genésicas. São forças da vida pelas quais recebeste no mundo o aconchego do lar e o carinho de mãe.
Eis que Deus te abençoa, a cada instante, no ar que respiras, no pão que te nutre, no remédio que refaz, na palavra que anima, no socorro que alivia, na oração que consola...
Junto das células doentes ou fatigadas, não empregues o fogo da tensão, nem o corrosivo do desespero.
Abençoa Também...


Livro: Coragem. Emmanuel / Psicografia de Francisco Cândido Xavier

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Joanna de Ângelis - Coragem Para Mudar

Muitos dos conflitos que afligem o ser humano decorrem dos padrões de comportamento que ele próprio adota em sua jornada terrestre.
É comum que se copiem modelos do mundo, que entusiasmam por pouco tempo, sem que se analisem as conseqüências que esses modos comportamentais podem acarretar.
Não se tem dado a devida importância ao crescimento e ao progresso individual dos seres.
Alguns creem que os próprios equívocos são menores do que os erros dos outros.
Outros supõem que, embora o tempo passe para todos, não passará do mesmo modo para eles.
Iludem-se no sentido de que a severidade das leis da consciência atingirá somente os outros.
Embriagados pelo orgulho e pelo egoísmo deixam-se levar pelos desvarios da multidão sem refletir a respeito do que é necessário realmente buscar-se.
É chegado o momento em que nós, espíritos em estágio de progresso na Terra, devemos procurar superar, de forma verdadeira, o disfarçado egoísmo, em busca da inadiável renovação.
Provocados pela perversidade que campeia, ajamos em silêncio, por meio da oração que nos resguarda a tranqüilidade.
Gastemos nossas energias excedentes na atividade fraternal e voltada à verdadeira caridade.
Cultivemos a paciência e aguardemos a benção do tempo que tudo vence.
Prossigamos no compromisso abraçado, sem desânimo, sem vãs ilusões, confiando sempre no valor do bem.
É muito fácil desistir do esforço nobre, comprazer-se por um momento, tornar-se igual aos demais, nas suas manifestações inferiores.
Todavia, os estímulos e gozos de hoje, no campo das paixões desgovernadas, caracterizam-se pelo sabor dos temperos que se convertem em ácido e fel, passados os primeiros momentos.
Aprendamos a controlar nossas más inclinações e lograremos vencer se perseverarmos no bom combate.
Convertamos sombras em luz.
Modifiquemos hábitos danosos, em qualquer área da existência, começando por aqueles que pareçam mais fáceis de serem derrotados.
Sempre que surgir a oportunidade, façamos o bem, por mais insignificante que nosso ato possa parecer.
Geremos o momento útil e aproveitemo-lo.
Não nos cabe aguardar pelas realizações grandiosas, e tampouco podemos esperar glorificação pelos nossos acertos.
O maior reconhecimento que se pode ter por fazer o que é certo é a consciência tranquila.
Toda ascensão exige esforço, adaptação e sacrifício, enquanto toda queda resulta em prejuízo, desencanto e recomeço.
Trabalhemos nossa própria intimidade, vencendo limites e obstáculos impostos, muitas vezes, por nó mesmos.
Valorizemos nossas conquistas, sem nos deixarmos embevecer e iludir por essas vitórias.
Há muitas paisagens, ainda, a percorrer e muitos caminhos a trilhar.
Somente a reforma íntima nos concederá a paz e a felicidade que almejamos.
A mudança para melhor é urgente, mas compete a cada um de nós, corajosa e individualmente, decidir a partir de quando e como ela se dará...

Joanna de Ângelis / Divaldo Pereira Franco

Emmanuel - A Boa Parte

“Maria escolheu a boa parte, que não lhe será tirada.” – Jesus. (Lucas, 10:42.)

Não te esqueças da “boa parte” que reside em todas as criaturas e em todas as coisas.
O fogo destrói, mas transporta consigo o elemento purificador.
A pedra é contundente, mas consolida a segurança.
A ventania açoita impiedosa, todavia, ajuda a renovação.
A enxurrada é imundície, entretanto, costuma carrear o adubo indispensável à sementeira vitoriosa.
Assim também há criaturas que, em se revelando negativas em determinados setores da luta humana, são extremamente valiosas em outros.
A apreciação unilateral é sempre ruinosa.
A imperfeição completa, tanto quanto a perfeição integral, não existem no plano em que evoluímos.
O criminoso, acusado por toda a gente, amanhã pode ser o enfermeiro que te estende o copo d’água.
O companheiro, no qual descobres agora uma faixa de trevas, pode ser depois o irmão sublimado que te convida ao bom exemplo.
A tempestade da hora em que vivemos é, muitas vezes, a fonte do bem-estar das horas que vamos viver. Busquemos o lado melhor das situações, dos acontecimentos e das pessoas.
“Maria escolheu a boa parte, que não lhe será tirada” – dissenos o Senhor.
Assimilemos a essência da divina lição.
Quem procura a “boa parte” e nela se detém, recolhe no campo da vida o tesouro espiritual que jamais lhe será roubado.

Obra: Fonte Viva
Psicografia de Francisco Cândido Xavier

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Intercessão - Emmanuel

“Irmãos, orai por nós.” — Paulo. (1ª Epístola aos Tessalonicenses, Capítulo 5, Versículo 25.)

Muitas criaturas sorriem ironicamente quando se lhes fala das orações intercessórias.
O homem habituou-se tanto ao automatismo teatral que encontra certa dificuldade no entendimento das mais profundas manifestações de espiritualidade. A prece intercessória, todavia, prossegue espalhando benefícios com os seus valores inalterados. Não éjusto acreditar seja essa oração o incenso bajulatório a derramar-se na presença de um monarca terrestre a fim de obtermos certos favores.
A súplica da intercessão é dos mais belos atos de fraternidade e constitui a emissão de forças benéficas e iluminativas que, partindo do espírito sincero, vão ao objetivo visado por abençoada contribuição de conforto e energia. Isso não acontece, porém, a pretexto de obséquio, mas em conseqüência de leis justas. O homem custa a crer na influenciação das ondas invisíveis do pensamento, contudo, o espaço que o cerca está cheio de sons que os seus ouvidos materiais não registram; só admite o auxilio tangível, no entanto, na própria natureza física, vêem-se árvores venerandas que protegem e conservam ervas e arbustos, a lhes receberem as bênçãos da vida, sem lhes tocarem jamais as raízes e os troncos.
Não olvides os bens da intercessão.
Jesus orou por seus discípulos e seguidores, nas horas supremas.

Obra: Pão Nosso
Francisco Cândido Xavier

Más Palestras - Emmanuel

“Não vos enganeis; as más conversações corrompem os bons costumes.” — Paulo. (1ª Epístola aos Coríntios, Capítulo 15, Versículo 33.)

A conversação menos digna deixa sempre o traço da inferioridade por onde passou. A atmosfera de desconfiança substitui, imediatamente, o clima da serenidade, o veneno de investigações doentias espalha-se com rapidez. Depois da conversação indigna, há sempre menos sinceridade e menor expressão de força fraterna. Em seu berço ignominioso, nascem os fantasmas da calúnia que escorregam por entre criaturas santamente intencionadas, tentando a destruição de lares honestos; surgem as preocupações inferiores que espiam de longe, enegrecendo atitudes respeitáveis; emerge a curiosidade criminosa, que comparece onde não é chamada, emitindo opiniões desabridas, induzindo os que a ouvem à mentira e àdemência.
A má conversação corrompe os pensamentos mais dignos. As palestras proveitosas sofrem-lhe, em todos os lugares, a perseguição implacável, e imprescindível se torna manter-se o homem em guarda contra o seu assédio insistente e destruidor.
Quando o coração se entregou a Jesus, é muito fácil controlar os assuntos e eliminar as palavras aviltantes.
Examina sempre as sugestões verbais que te cercam no caminho diário. Trouxeram-te denúncias, más notícias, futilidades, relatórios malsãos da vida alheia? Observa como ages. Em todas as ocasiões, há recurso para retificares amorosamente, porqüanto podes renovar todo esse material, em Jesus - Cristo.

Obra:Pão Nosso
Psicografia de Francisco Cândido Xavier

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Emmanuel - Apelo de Sempre

Nas horas de aguaceiro, reflete na colheita que virá.
Nos instantes difíceis, age pensando na soma de alegrias que nascerão do dever cumprido.
Não te detenhas em recordações amargas do pretérito.
A derrota sofrida terá sido preciosa lição para melhor aproveitamento das horas de hoje;
A lágrima vertida foi talvez o colírio da verdade, ensinando-te o caminho da paciência;
As afeições que desertaram se te erguem presentemente na memória por instruções da vida, impulsionando-te à descoberta do genuíno amor.
Para frente - é o apelo de mais alto.
O passado é capaz de auxiliar, mas tão-só por recurso de informação.
Necessitas permanecer de atenção concentrada no caminho à frente, como quem se vê inevitavelmente chamado para o futuro.

Emmanuel / Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: Ceifa de Luz (extrato) - Ed. FEB

Emmanuel - Pondera Sempre

“E o que de mim, diante de muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem a outros.” — Paulo. (2ª Epístola a Timóteo, Capítulo 2, Versículo 2.)

Os discípulos do Evangelho, no Espiritismo cristão, muitas vezes evidenciam insofreável entusiasmo, ansiosos de estender a fé renovada, contagiosa e ardente. No entanto, semelhante movimentação mental exige grande cuidado, não só porque assombro e admiração não significam elevação interior, como também porque é indispensável conhecer a qualidade do terreno espiritual a que se vai transmitir o poder do conhecimento.
Claro que não nos reportamos aqui ao ato de semeadura geral da verdade reveladora, nem à manifestação da bondade fraterna, que traduzem nossas obrigações naturais na ação do bem.
Encarecemos, sim, a necessidade de cada irmão governar o patrimônio de dádivas espirituais recebidas do plano superior, a fim de não relegar valores celestes ao menosprezo da maldade e da ignorância.
Distribuamos a luz do amor com os nossos companheiros de jornada; todavia, defendamos o nosso íntimo santuário contra as arremetidas das trevas.
Lembremo-nos de que o próprio Mestre reservava lições diferentes para as massas populares e para a pequena comunidade dos aprendizes; não se fez acompanhar por todos os discípulos na transfiguração do Tabor; na última ceia, aguarda a ausência de Judas para comentar as angústias que sobreviriam.
É necessário atentarmos para essas atitudes do Cristo, compreendendo que nem tudo está destinado a todos. Os espíritos enobrecidos que se comunicam na esfera carnal adotam sempre o critério seletivo, buscando criaturas idôneas e fiéis, habilitadas a ensinar aos outros. Se eles, que já podem identificar os problemas com a visão iluminada, agem com prudência, nesse sentido, como não deverá vigiar o discípulo que apenas dispõe dos olhos corporais? Trabalhemos em benefício de todos, estendamos os laços fraternais, compreendendo, porém, que cada criatura tem o seu degrau na infinita escala da vida.

Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier
Obra: Pão Nosso

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Emmanuel - Paciência e Nós

Quando as dificuldades atingem o apogeu, induzindo os companheiros mais valorosos a desertarem da luta pelo estabelecimento das boas obras, e prossegues sob o peso da responsabilidade que elas acarretam, na convicção de que não nos cabe descrer da vitória final...
Quando os problemas se multiplicam na estrada, pela invigilância dos próprios amigos, e te manténs, sem revolta, nas realizações edificantes a que te consagras...
Quando a injúria te espanca o nome, procurando desmantelar-te o trabalho, e continuas fiel às obrigações que abraçaste, sem atrasar o serviço com justificações ociosas...
Quando tentações e perturbações te ameaçam as horas, tumultuando-te os passos, e caminhas à frente, sem reclamações e sem queixas...
Quando te é lícito largar aos ombros de outrem a carga de atribuições sacrificiais que te assinala a existência, e não te afastas do serviço a fazer, entendendo que nenhum esforço é demais em favor do próximo...
Quando podes censurar e não censuras, exigir e não exiges...
Então, terás levantado a fortaleza da paciência no reino da própria alma.
Nem sempre passividade significa resignação construtiva.
Raramente pode alguém demonstrar conformidade, quando se encontre sob os constrangimentos da provação.
Paciência, em verdade, é perseverar na edificação do bem, a despeito das arremetidas do mal, e prosseguir corajosamente cooperando com ela e junto dela, quando nos seja mais fácil desistir.

Emmanuel
De “Caminho Espírita”, de Francisco Cândido Xavier – Autores diversos

Scheilla - Para Quem Errou

Erraste e, agora, sentes o remorso corroer-te o coração, qual ácido inclemente.
Te deixaste levar pela precipitação ou pela invigilância e lamentas as consequências do ano impensado.
Realmente, a consciência lesada constitui uma grande fonte de dores.
Entretanto, não te lamentes nem te entregues ao desânimo.
No mundo e no Além todos erram.
Aquele que pretende o progresso, porém, converte o fracasso em lição e segue adiante.
Assim, não te perturbes mais pelo erro cometido.
Apoia-te na fé em Deus e caminha para a frente, agindo no Bem.
Usa a alavanca da vontade para remover o peso da culpa e renova-te por dentro.
O Bem que faças hoje é água limpa a lavar os efeitos negativos dos teus enganos.
A experiência é mestra e o tempo, amigo.
Trabalha e confia.
Ontem, talvez, a ignorância te impedisse de avançar para a paz, envolvendo-te nas sombras.
Hoje, porém, é um novo dia, e o sol da esperança brilha no horizonte de tua vida, convidando-te ao progresso.

De “Novas mensagens de Scheilla para você”, de Clayton B. Levy

sábado, 15 de agosto de 2015

Emmanuel - Tuas Dificuldades

Imagina como seria difícil de suportar um educandário em que os alunos tão-somente soubessem chorar na hora do ensino.
Consideremos, pois, a Terra nossa escola multimilenária, cumprindo-nos receber-lhe as dificuldades por lições úteis e objetivas.
Diante dos obstáculos, ninguém precisa fixar-se no lado escuro que apresentem.
Um náufrago, ao sabor das ondas, não se lembrará de examinar o lodo no fundo das águas, mas refletirá no melhor meio de alcançar a terra firme.
Minuto de queixa é minuto perdido, arruinando talentos preciosos para a solução dos problemas.
Toda prova aparece para elastecer-nos a força e aperfeiçoar-nos a experiência.
Quase toda dificuldade implica sofrimento e sofrimento, mormente os que não criamos, redunda em renovação e auxílio para nós mesmos.
Encaremos os obstáculos da vida sem receio. Cada qual deles nos traz mensagem determinada: um desafia a paciência; outro pede amor...
Compreende e suporta, constrói e beneficia.
Tuas dificuldades – tuas bênçãos.

Emmanuel / Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: Coragem Ed. CEC

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Hammed - Todos são Caminhos

"...Por que essa porta tão estreita, que é dada ao menor número transpor, se a sorte da alma está fixada para sempre depois da morte? É assim que, com a unicidade da existência, se está incessantemente em contradição consigo mesmo e com a justiça de Deus. Com a anterioridade da alma e a pluralidade dos mundos, o horizonte se amplia..." ( Cap. XVIII, item 5)

Também os caminhos inadequados que tomamos ao longo da vida são parte essencial de nossa educação. A cada tropeço é preciso aprender, levantar novamente e retornar à marcha.
Tudo o que sabemos hoje aprendemos com os acertos e erros do passado, e cada vez que desistimos de alguma coisa por medo de errar estamos nos privando da possibilidade de evoluir e viver.
A estrada por onde transitamos hoje é vossa via de crescimento espiritual e nos levará a entender melhor a vida, no contato com as múltiplas situações que contribuirão com o nosso potencial de progresso.
Devemos, no entanto, indagar de nós mesmos: "Será este realmente meu melhor caminho?" "Porventura é correta a senda por onde transito?". É justa a observação e têm propósito nossas dúvidas; por isso, raciocinemos juntos:
• Se Deus, perfeição suprema, nos criou com a probabilidade do engano, modelando-nos de tal forma que pudéssemos encontrar um dia a perfeição, é porque contava com os nossos encontros e desencontros na jornada existencial.
• Se nos gerou falíveis, não poderá exigir-nos comportamentos sempre irrepreensíveis, pois conhece nossas potencialidades e limites.
Se criaturas como nós aceitamos as falhas dos outros, por que o Criador em sua infinita compreensão não nos aceitaria como somos?
* Pessoas não condenam seus bebês por eles não saber comer, falar e andar corretamente; por que espíritos ainda imaturos pagariam por atos e pensamentos que ainda não aprenderam a usar convenientemente, pela sua própria falta de madureza espiritual?
O que pensar da Bondade Divina, que permite que almas escolham seu roteiro, de acordo com o livre-arbítrio depois cobrasse aquilo que elas ainda não adquiriram?
A Divindade é "Puro Amor" e sabe muito bem de nossos mananciais espirituais, mentais, psicológicos e físicos, ou seja, de nossa idade evolutiva, pois habita em nosso interior e sempre suaviza nossos caminhos.
Na justa sucessão de espaço e tempo, condizente com nosso grau de visão espiritual, recebemos, por meio do fluxo divino, a onipresença, a onisciência e a onipotência do Criador em forma de "senso de rumo certo", para trilharmos rotas necessárias à ampliação de nossos sentimentos e conhecimentos.
Diz a máxima: "Não se colhem figos dos espinheiros"; ora, como impor metas sem levar em conta a capacidade de escolha e de discernimento dos indivíduos?
Efetivamente, nosso caminho é o melhor que podíamos escolher, porque em verdade optamos por ele, na época, segundo nosso nível de compreensão e de adiantamento. Se, porém, achamos hoje que ele não é o mais adequado, não nos culpemos; simplesmente mudemos de direção, selecionando novas veredas.
A trilha que denominamos "errada" é aquela que nos possibilitou aprendizagem e o sentido do nosso "melhor", pois sem o erro provavelmente não aprenderíamos com segurança a lição.
Nós mesmos é que nos provamos; a cada passo experimentamos situações e pessoas, e delas retiramos vantagens e ampliamos nosso modo de ver e sentir, a fim de crescermos naturalmente, desenvolvendo nossa consciência.
Ninguém nos condena, nós é que cremos no castigo e por isso nos autopunimos, provocando padecimento com nossos gestos mentais.
Aceitemos sem condenação todas as sendas que percorremos. Todas são válidas se lhes aproveitarmos os elementos educativos, porque, assim somadas, nos darão sabedoria para outras caminhadas mais felizes.
Mesmo aquelas trilhas que anotamos como caminhos do mal, não são excursões negativas de perdição perante a vida, mas somente equivocadas opções do nosso livre-arbítrio, que não deixam de ser reeducativas e compensatórias a longo prazo.
Cada um percorre a estrada certa no momento exato, de conformidade com seu estado de evolução. Tudo está certo, porque todos estamos nas mãos de Deus.

Hammed Psicografia de Francisco do Espírito Santo Neto

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Emmanuel - Um só Problema

Quando a ilusão nos traz desenganos, não nos é lícito lançar sobre os outros a responsabilidade integral do fracasso de nossa expectativa
No fundo, somos enganados por nossa superestimação acerca de criaturas e circunstâncias.
Se a tentação nos pega desprevenidos, levando-nos ao remorso, e à aflição, não atribuamos a outrem a culpa, e sim à nossa pouca vigilância.
Por trás do sofrimento oriundo do orgulho ferido, está a paixão pelas aparências a que se afeiçoa nosso sentimento de superioridade ilusória.
Ante nossas queixas em torno da ingratidão, na essência existe apenas a nossa incompreensão a exigir dos companheiros de experiência atitudes para as quais ainda não estão amadurecidos.
Nossa perturbação nasce de nós pela nossa incapacidade de avaliação do esforço alheio.
À vista disso, defrontamos um só problema fundamental: nós em nós mesmos. Aprendamos a conhecer-nos e conhecermos os outros.
Retifiquemos a nossa vida por dentro de nós e a vida por fora se nos revelará sempre por maravilha de Deus.


Emmanuel / Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: Rumo Certo - Ed. FEB

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Despertamento para a Perseverança

Para perseverar na boa luta, faz-se necessário manter profunda união com
os ensinamentos de Jesus Cristo.
O mundo terreno, tal como se apresenta, em todas as chances para dominar
os que só veem montanhas à frente dos caminhos; para desesperar a quem
só enxerga violências nas estradas onde caminha; para desestimular os que
identificam como opositores todos os que encontram pela frente, seguindo
trilhos que não são os seus; para tirar o prazer de quem só conhece dores
ao seu redor; para chumbar no leito da acomodação ao que se sente frágil,
invariavelmente, para qualquer atitude diante da existência.
Somente quando a pessoa se der conta de que o Cristo deve ser a mais
lúcida inspiração para a alma terrestre, começará a sentir forças novas
para superar óbices em seus caminhos; para alimentar esperanças de paz
e harmonia; para saber ouvir reais adversários, extraindo o verdadeiro e o
útil dos seus arrazoados; para aproveitar as chances de alegria pelo
entendimento do significado espiritual do sofrimento, onde ele apareça;
para erguer-se a cada manhã, com boa disposição de fortificar-se com o
elixires do trabalho e da fé, certo de que, conforme enunciou o Mestre
Nazareno, só o que perseverar até o fim salvar-se-á.

Obra: Em Serviço Mediúnico - J. Raul Teixeira/Hans Swigg

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Homens de Fé - Emmanuel

“Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras e as pratica,
assemelhá-lo-ei ao homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha.” —
Jesus. (Mateus, Capítulo 7, Versículo 24.)


Os grandes pregadores do Evangelho sempre foram interpretados à conta de
expressões máximas do Cristianismo, na galeria dos tipos veneráveis da fé; entretanto,
isso somente aconteceu, quando os instrumentos da verdade, efetivamente, não
olvidaram a vigilância indispensável ao justo testemunho.
É interessante verificar que o Mestre destaca, entre todos os discípulos, aquele que lhe
ouve os ensinamentos e os pratica. Daí se conclui que os homens de fé não são
aqueles apenas palavrosos e entusiastas, mas os que são portadores igualmente da
atenção e da boa-vontade, perante as lições de Jesus, examinando-lhes o conteúdo
espiritual para o trabalho de aplicação no esforço diário.
Reconforta-nos assinalar que todas as criaturas em serviço no campo evangélico
seguirão para as maravilhas interiores da fé. Todavia, cabe-nos salientar, em todos os
tempos, o subido valor dos homens moderados que, registrando os ensinos e avisos
da Boa Nova, cuidam, desvelados, da solução de todos os problemas do dia ou da
ocasião, sem permitir que suas edificações individuais se processem, longe das bases
cristãs imprescindíveis.
Em todos os serviços, o concurso da palavra é sagrado e indispensável, mas aprendiz
algum deverá esquecer o sublime valor do silêncio, a seu tempo, na obra superior do
aperfeiçoamento de si mesmo, a fim de que a ponderação se faça ouvida, dentro da
própria alma, norteando-lhe os destinos.

Obra: Pão Nosso
Emmanuel - Francisco Cândido Xavier

domingo, 9 de agosto de 2015

André Luiz - Privilégios Cristãos

Manter suprema fidelidade a Deus.
Olvidar os próprios desejos, atendendo aos Superiores Desígnios.
Humilhar-se para que a mão do Senhor seja exaltada.
Conquistar a si mesmo.
Renunciar com alegria, em benefício dos outros.
Retirar lucros eternos de perdas temporárias.
Trabalhar na construção do Reino Divino.
Esperar quando outros desesperam.
Penetrar o templo do silêncio, em meio do vozerio.
Guardar a fé, acima da tormenta de dúvidas.
Calar a tempo, de modo a não ferir.
Falar com proveito.
Ouvir o Divino Amigo em plena solidão.
Servir sem recompensa.
Suportar com valor a própria cruz.
Sofrer, aprendendo e aproveitando.
Amar sem exigências.
Ajudar em segredo.
Semear com o Cristo, desapegando-nos dos resultados.
Encontrar irmãos em toda parte.
Cultivar o prazer de ser útil.
Discernir o justo valor das causas e das coisas.
Santificar o mal.
Amparar com sinceridade os que erram.
Perdoar quantas vezes for necessário.
Superar os obstáculos.
Conservar a jovialidade e a doçura.
Sustentar o bom ânimo.
Desprender-se dos enganos do mundo, antes que o mundo nos
desengane.
Perseverar no bem até ao fim.

Francisco Cândido Xavier - Agenda Cristã - pelo Espírito André Luiz

Joanna de Ângelis - Deus Sabe

Há momentos muito difíceis, que parecem insuperáveis, enriquecidos de problemas e dores que se prolongam, intermináveis, ignorados pelos mais próximos afetos, mas que Deus sabe.
Muitas vezes te sentirás à borda de precipícios profundos, em desespero, e por todos abandonado. No entanto, não te encontrarás a sós, porque, no teu suplício, Deus sabe o que te acontece.
Injustiçado, e sob o estigma de calúnias destruidoras, quando, experimentando incomum angústia, estás a ponto de desertar da luta, confia mais um pouco, e espera, porque Deus sabe a razão do que te ocorre.
Vitimado por cruel surpresa do destino, que te impossibilita levar adiante os planos bem formulados, não te rebeles, entregando-te à desesperação, porque Deus sabe que assim é melhor para ti.
Crucificado nas traves ocultas de enfermidade pertinaz, cuja causa ninguém detecta, a fim de minimizar-lhe as consequências, ora e aguarda ainda um pouco, porque Deus sabe que ela vem para tua felicidade.
Deus sabe tudo!
Basta que te deixes conduzir por Ele, e sintonizado com a Sua misericórdia e sabedoria, busca realizar o melhor, assinalando o teu caminho com as pegadas de luz, características de quem se entregou a Deus e em Deus progride.

Joanna de Ângelis/ Divaldo Pereira Franco
Livro: Filho de Deus. Editora – LEAL

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Joanna de Ângelis - Afirmação

Afirma sua convicção seguindo de passo firme.
Enquanto o céu se colore de raios irisados e tudo sorri o cristão pouco difere do homem comum.
No entanto, quando os dias escurecem, cobrindo-se de cúmulos carregados, faz-se necessário afirmar a fé.
Palavra fácil nos júbilos não pode ficar silenciosa e sem vida nas aflições.
Confiança nos dias de felicidade não deve permanecer apagada ante os perigos do testemunho.
Crença libertadora em oásis perfumados não desaparece nas longas travessias dos areais.
Lembra-te de Jesus.
O Enviado Divino exaltou humildade e não revidou a bofetada violenta; engrandeceu a pureza e fez da própria vida um lírio imaculado; abençoou a pobreza e desdenhou os tesouros do mundo; homenageou os simples e fez-se ignorar pelos poderosos; exaltou os perseguidos injustamente e deixou-se crucificar em silêncio; alentou os desanimados e os concitou ao resgate necessário; considerou os deserdados e caminhou sem posse alguma; valorizou a dor e ofereceu-se a morrer por todos...
Em Canaã, ofereceu a todos a alegria festiva, e, no Gólgota, testificou confiança robusta. No matrimônio dos jovens rogou ao Pai Celeste que transformasse a água em vinho, enquanto na Cruz sorveu o vinagre e o fel como água pura...
Pregando o Reino de Deus alçou o coração à condição de santuário excelso, mas fez do caráter nobre a base da Lei, através do dever reto nas linhas do amor e da caridade, acima de todos os outros requisitos.
Afirma a fé que te honra os dias, quando tudo parecer distante ou tenebroso. Encontrando-te no campo a cultivar, mesmo que ele esteja eivado de plantas daninhas, labora de coração forte e mente esclarecida como quem ali encontra a oportunidade mantenedora do próprio equilíbrio, através da afirmação espontânea da tua fé n’Aquele que é a Fonte da Vida incessante.

De “Espírito e Vida”, de Divaldo P. Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis

Emmanuel - Entendimento

O cultivador do campo não prescinde do arado com que sulcará o corpo da gleba.
O estatuário recorrerá ao buril para afeiçoar o mármore à ideia criadora que lhe inflama a cabeça.
A criatura interessada na produção de reflexos mentais protetores de sua senda não dispensará o entendimento por alicerce do trabalho renovador. Entendimento que simbolize fraternidade operante.
Até o ingresso na Consciência Cósmica, todos os seres se distinguem pela face de luz com que se alteiam para os cimos da evolução e pela face de sombra pela qual ainda sofrem a influência da retaguarda.
Todos recolhemos do Pai Celeste os estímulos ao futuro e todos padecemos os reflexos do passado a se nos projetarem sobre a existência.
Só o culto do entendimento pode garantir-nos o equilíbrio indispensável no serviço edificante de autoburilamento.

Emmanuel / Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: Pensamento e Vida (extrato) - Ed. FEB

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Vê como Vives

“E chamando dez servos seus, deu-lhes dez minas e disse-lhes: negociai até que eu venha.” - Jesus. (Lucas, 19:13.)

Com a precisa madureza do raciocínio, compreenderá o homem que toda a sua existência é um grande conjunto de negócios espirituais e que a vida, em si, não passa de ato religioso permanente, com vistas aos deveres divinos que nos prendem a Deus.
Por enquanto, o mundo apenas exige testemunhos de fé das pessoas indicadas por detentoras de mandato essencialmente religioso.
Os católicos romanos rodeiam de exigências os sacerdotes, desvirtuando-lhes o apostolado. Os protestantes, na maioria, atribuem aos ministros evangélicos as obrigações mais completas do culto. Os espiritistas reclamam de doutrinadores e médiuns as supremas demonstrações de caridade e pureza, como se a luz e a verdade da Nova Revelação pudessem constituir exclusivo patrimônio de alguns cérebros falíveis.
Urge considerar, porém, que o testemunho cristão, no campo transitório da luta humana, é dever de todos os homens, indistintamente.
Cada criatura foi chamada pela Providência a determinado setor de trabalhos espirituais na Terra.
O comerciante está em negócios de suprimento e de fraternidade.
O administrador permanece em negócios de orientação, distribuição e responsabilidade.
O servidor foi trazido a negócios de obediência e edificação.
As mães e os pais terrestres foram convocados a negócios de renúncia, exemplificação e devotamento.
O carpinteiro está fabricando colunas para o templo vivo do lar.
O cientista vive fornecendo equações de progresso que melhorem o bem-estar do mundo.
O cozinheiro trabalha para alimentar o operário e o sábio.
Todos os homens vivem na Obra de Deus, valendo-se dela para alcançarem, um dia, a grandeza divina. Usufrutuários de patrimônios que pertencem ao Pai, encontram-se no campo das oportunidades presentes, negociando com os valores do Senhor.
Em razão desta verdade, meu amigo, vê o que fazes e não te esqueças de subordinar teus desejos a Deus, nos negócios que por algum tempo te forem confiados no mundo.

Meimei - Temos o que Damos

Cap. XIII — Item 20 de “O Evangelho segundo o Espiritismo”, de Allan Kardec, por vários Espíritos.

Podes guardar o pão para muitos dias, ainda que o excesso de tua casa signifique ausência do essencial entre os próprios vizinhos; todavia, quanto puderes, alonga a migalha de alimento aos que fitam debalde o fogão sem lume.
Podes conservar armários repletos de veste inútil, ainda que a traça concorra contigo à posse do pano devido aos que se cobrem de andrajos; no entanto, sempre que possas, cede a migalha de roupa ao companheiro que sente frio.
Podes trazer bolsa farta, ainda que o dinheiro supérfluo te imponha problemas e inquietações; contudo, quanto puderes, oferece a migalha de recurso aos irmãos em necessidade.
Podes alinhar perfumes e adornos para uso à vontade, ainda que pagues caro a hora do abuso, mas, sempre que possas, estende a migalha de remédio aos doentes em abandono.
Um dia, que será noite em teus olhos, deixarás pratos cheios e móveis abarrotados, cofres e enfeites, para a travessia da grande sombra; entretanto, não viajarás de todo nas trevas, porque as migalhas de amor que tiveres distribuído estarão multiplicadas em tuas mãos como bênçãos de luz.

Meimei
De “O Espírito da Verdade”, de Francisco Cândido Xavier por autores diversos”

Paz e Luz
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