segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Sombra - Emmanuel


Não é o ouro que avilta.
É a sombra do egoísmo em forma de avareza.
Não é a propriedade que encarcera.
É a sombra do egoísmo em forma de ambição.
Não é o poder que perturba.
É a sombra do egoísmo em forma de tirania.
Não é a afeição que degrada.
É a sombra do egoísmo em forma de violência.
Não é a autoridade que envilece.
É a forma de egoísmo em forma de opressão.
Não é o ponto de vista que isola.
É a sombra do egoísmo em forma de intolerância.
Não é o descanso que prejudica.
É a sombra do egoísmo em forma de ociosidade.
Não é a despesa que arruína.
É a sombra do egoísmo em forma de excesso.
Lícita é a lei do uso, em todas as províncias da vida, mas,
em todas as províncias da vida, a lei do uso pede simplicidade e
ponderação.
A árvore que produz milhares de frutos absorve da gleba
tão-somente o indispensável à própria existência.
O rio, que fecunda o solo, transpondo léguas e léguas para
atingir o oceano, satisfaz-se com a faixa de terra em que se lhe
demarca o leito preciso.
Na sustentação da própria felicidade, aprendamos a tomar do
mundo apenas o necessário à paz da consciência tranquila, no
cumprimento exato o dever que as circunstâncias nos assinalam,
porque, se o amor desinteressado é a luz de Deus a envolver-nos,
em toda a parte, o egoísmo, seja onde for, é a sombra de nosso
espírito endividado, enquistando-nos alma e sonho na carapaça do “eu”.

Emmanuel
De “Passos da Vida”, de Francisco Cândido Xavier – Espíritos Diversos

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