terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Educação - Emmanuel

Disse-nos o Cristo: “brilhe vossa luz ...“ (1)

E ele mesmo, o Mestre Divino, é a nossa divina luz na evolução
planetária.
Admitia-se antigamente que a recomendação do Senhor fosse mero
aviso de essência mística, conclamando profitentes do Culto externo da escola
religiosa a suposto relevo individual, depois da morte, na imaginária corte
celeste.
Hoje, no entanto, reconhecemos que a lição de Jesus deve ser aplicada
em todas as condições, todos os dias.
A própria ciência terrena atual reconhece a presença da luz em toda parte.
O corpo humano, devidamente estudado, revelou-se, não mais como
matéria coesa, senão espécie de veículo energético, estruturado em partículas
infinitesimais que se atraem e se repelem, reciprocamente, com o efeito de
microscópicas explosões de luz.
A Química, a Física e a Astronomia demonstram que o homem terrestre
mora num reino entrecortado de raios.
Na intimidade desse glorioso império da energia, temos os raios mentais
condicionando os elementos em que a vida se expressa.
O pensamento é força criativa, a exteriorizar-se, da criatura que o gera,
por intermédio de ondas sutis, em circuitos de ação e reação no tempo,
sendo tão mensurável como o fotônio que, arrojado pelo fulcro luminescente
que o produz, percorre o espaço com Velocidade determinada, sustentando o
hausto fulgurante da Criação.
A mente humana é um espelho de luz, emitindo raios e assimilando-os,
repetimos.
Esse espelho, entretanto, jaz mais ou menos prisioneiro nas sombras
espessas da ignorância, à maneira de pedra valiosa incrustada no cascalho da
furna ou nas anfractuosidades do precipício. Para que retrate a irradiação
celeste e lance de si mesmo o próprio brilho, é indispensável se desentrance
das trevas, à custa do esmeril do trabalho.
Reparamos, assim, a necessidade imprescritível da educação para todos
os seres.
Lembremo-nos de que o Eterno Benfeitor, em sua lição verbal, fixou na
forma imperativa a advertência a que nos referimos:
“Brilhe vossa luz.”
Isso quer dizer que o potencial de luz do nosso espírito deve fulgir em sua
grandeza plena.
E semelhante feito somente poderá ser atingido pela educação que nos
propicie o justo burilamento.
Mas a educação, com o cultivo da inteligência e com o aperfeiçoamento do
campo íntimo, em exaltação de conhecimento e bondade, saber e virtude, não
será conseguida tão-só à força de instrução, que se imponha de fora para
dentro, mas sim com a consciente adesão da vontade que, em se consagrando
ao bem por si própria, sem constrangimento de qualquer natureza, pode libertar
e polir o coração, nele plasmando a face cristalina da alma, capaz de refletir a
Vida Gloriosa e transformar, consequentemente, o cérebro em preciosa usina
de energia superior, projetando reflexos de beleza e sublimação.

(1) Mateus, 5:16 — Nota do autor espiritual.

Livro: Pensamento e Vida – Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

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