terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Renascimento - Emmanuel

Questão Nr. 169 de “O Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec, pelo Espírito Emmanuel.

Não aguardes o lance da morte para atender, em ti mesmo, à grande renovação.
Se a chama de tuas esperanças mais caras surge agora reduzida a pó e cinza, aproveita os resíduos dos sonhos mortos por adubo à nova sementeira de fé e caminha para diante, sem descrer da felicidade.
Muitos desertam do quadro escabroso em que o Céu lhes permite a quitação com as Leis Divinas, deitando-lhe insultos, como se se retirassem de província infernal, mas voltarão a ele, em momento oportuno, com lágrimas de tardio arrependimento, para reajustar suas disposições, quando poupariam larga quota de tempo se lhe buscassem compreender as lições ocultas.
Outros muitos fogem de entes amados, reprochando-lhes a conduta e anatematizando-lhes a existência, qual se se ausentassem de desapiedados verdugos; no entanto, voltarão, igualmente mais tarde, a tributar-lhes paciência e carinho, a fim de curar-lhes as chagas de ignorância e ajudá-los no pagamento de débito escabrosos, entendendo, por fim, que teriam adquirido enorme tesouro de experiência se lhes houvessem doado apoio e entendimento, perdão e auxílio justo, no instante difícil em que se mostravam desmemoriados e inconscientes.
Não deixes, assim, para amanhã o trabalho bendito da caridade que te pede ação ainda hoje.
O caminho de angústia e a mão do insensato despontam do pretérito, cujas dívidas precisamos solver.
Desse modo, se te não é lícito possuir esse ou aquele patrimônio que te parece adequado à realização do mais alto ideal, faze da tela escura em que estagias a escola da própria sublimação, e, se não podes receber, em determinada condição, a alma que amas, no mundo, consagra-lhe mesmo assim o melhor de teu culto, estendendo-lhe a bondade silenciosa, na bênção da simpatia.
Não encomendes, pois, embaraços e aversões à loja do futuro, porque, a favor de nossa própria renovação, concede-nos o Senhor, cada manhã, o Sol renascente de cada dia.

Livro: “Religião dos Espíritos”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Crê e Serve - Emmanuel


Se sofres, mostra em preces
A tua história a Deus.
Não reclames. Restaura.
Nem grites, auxilia.
A impaciência agita.
A aflição desconforta.
Asserena-te e serve.
Crê, trabalha e confia.
Não acuses ninguém.
A Justiça vê tudo.
Barulho em ti complica
O socorro de Deus.

Livro “Espera Servindo”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

Dizes-te - Emmanuel

Dizes-te pobre; entretanto, milionários de todas as procedências dar-te-iam fortuna por ínfima parte do tesouro de tua fé.
Dizes-te desorientado; contudo, legiões de companheiros, cujo passo a cegueira física entenebrece, comprar-te-iam por muito a leve migalha da visão que te favorece, para contemplarem a Natureza.
Por quem és, não lavres certidão de incapacidade contra ti mesmo.
Antes de censurar o irmão que traz consigo a prova da riqueza, sai de ti e auxilia o próximo que, muita vez, espera simplesmente uma palavra de entendimento e de reconforto, para transferir-se da treva à luz.
E, então, perceberás que a beneficência é o cofre que devolve patrimônios temporariamente guardados a distância das necessidades alheias, e que a caridade, lídima e pura, é amor sempre vivo, a fluir, incessante, do amor de Deus.

Livro: Religião dos Espíritos - Emmanuel / Médium Francisco Cândido Xavier

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Não Está Aqui - Joanna de Ângelis

Não poderia haver lugar para Jesus no mundo.
“Filho de Deus”, o Seu era o lugar no sublime comando da Humanidade.
Revertendo a ordem dos valores egoístas e ensinando a fraternidade legítima, não poderia ser aceito nem compreendido sequer pelos que O seguiam.
Luz imperecível em sombra densa, atraía e enceguecia por momentos.
Dosada pelo amor dominaria os corações, lentamente, para todo o sempre.
Chegando à hora das grandes e arbitrárias dominações, que ainda persistem nos países inquietos da Terra e nas mentes intranquilas das criaturas, era o semeador de estrelas em noite de trevas, a fim de que jamais houvesse medo e obscurantismo.
Toda a Sua carga de emoção fazia-se um claro duradouro de amor com que ofereceu dignidade à vida, num abundante enriquecer de esperanças.

***

Lembra-te do amor de Jesus em todas as horas da tua vida e ama sem desfalecimento.
Em soledade ou em abandono, ama.
Sob o açodar da alheia impiedade ou perseguido sem descanso, ama.
Colhido por incompreensões ou silenciado pelo vozerio dos tumultos violentos, ama.
Prossegue amando, sem preocupar-te com retribuições nem aplausos.
Sofrendo, porém, amando.
Se todos, amigos e conhecidos, ficarem contra ti, permanece a favor do bem, sem dúvida, favorável a eles.
Maltratado, não revides.
Ignorado, não te rebeles.
A árvore podada mais reverdece e o grão, esmagado na cova escura, explode em vida.
Jesus é Vida.

***

Após todas as tribulações, sevícias e dilacerações, Ele continuou afável.
Abandonado pelos comensais das Suas horas de mansidão e de misericórdia, não os repreendeu.
Em poucos dias o triunfo da entrada na cidade e o triunfo eterno, na cidade que pensava matá-Lo...
Os enganosos júbilos do domingo não O emularam, antes fizeram-No triste, quando os outros sorriam.
Sem embargo, diante das lágrimas de saudade dos que O buscavam no túmulo, Ele se encontrava em glória real na Vida.
— Que vieste ver? — inquiriram os seres angélicos a Maria de Madalena. — Ele não está aqui.
Jesus encontra-se, sem dúvida, a céu aberto, pelo mundo, renovando a psicosfera terrena e albergando os sofredores no Seu coração.
Segue-O tu.
Faze o mesmo que Ele prossegue fazendo, sem reclamar, nem desanimar nunca.

Joanna de Ângelis / Divaldo Pereira Franco

Tópicos da Irritação - Emmanuel


Se a irritação já te fez um hábito,
pensa nas desvantagens dela para que te
livres de semelhantes desajuste espiritual.
Ora, pedindo à Divina Providência a
Força precisa a fim de que te resguardes na
tolerância.
Imagina o azedume como sendo um espinheiro magnético, arremessando raios
de energia destruidora em todas as direções.
A intemperança mental nunca auxilia
ninguém.
Uma frase carregada de aspereza, na
maioria dos casos, pode ser figurada como
oportunidades que te procuram.
Ânimo violento apenas agrava situações e complica problemas.
O costume de enraivecer-se é um
predisponente a moléstias de trato difícil.
Condenação não edifica.
Ainda que o coração se te mostre ferido, conversa com serenidade e esclarece
com paciência.
Um gesto de gentileza opera prodígios.

Emmanuel / Francisco cândido Xavier

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Somente Você - Marco Prisco


Ninguém poderá carregar o fardo de suas dores.
Eduque-se com o sofrimento.
Ninguém entenderá os problemas complexos de sua existência.
Exercite o silêncio.
Ninguém seguirá com você indefinidamente.
Acostume-se com a solidão.
Ninguém acreditará que suas aflições sejam maiores do que as do vizinho.
Liberte-se delas com o trabalho de auto-iluminação.
Ninguém lhe atenderá todas as necessidades.
Subordine-se apenas ao que você tem.
Ninguém responderá por seus erros.
Tenha cuidado no proceder.
Ninguém suportará suas exigências.
Faça-se brando e simples.
Ninguém o libertará do arrependimento após o crime.
Medite na paciência e domine os impulsos.
Ninguém compreenderá seus sacrifícios e renúncias para a manutenção de uma vida modesta e honrada.
Persevere no dever bem cumprido.
Sábio é todo aquele que reconhece a infinita pequenez ante a infinita grandeza da vida. Embora ninguém possa servi-lo sempre, você encontrará um sublime Alguém, que tem para cada anseio de sua alma uma alternativa de amor.
Por você, Ele carregou o fardo do mundo...
Compreendeu os conflitos da vida...
Caminhou com todos...
Socorreu todos que O buscaram...
Matou a fome, saciou a sede e ouviu as multidões inquietas...
Atendeu à viúva de Naim, ao apelo materno em Caná...
Carregou a cruz da injustiça sem nenhuma reclamação...
Perdoou a traição de Judas, desculpou as negativas de Pedro e a ambos libertou do remorso com a concessão do trabalho em novos avatares...
Compreendeu as lutas da mulher atormentada, sedenta de paz; esclareceu o enfático doutor do Sinédrio, sedento de saber; arrancou das trevas o cego Bartimeu, sedento de claridade...
Ensinou que diante do amor todos os enigmas do Universo se aclaram, por ser o Pai Celeste a Suprema Fonte do Amor.
Não se imponha, pois, a ninguém.
Embora você dependa de todos, nada aguarde dos outros.
Receba e agradeça o que lhe chegue e como chegue, ajude e passe...
Aprenda que a luta é a lição de cada hora no abençoado livro da existência planetária, e siga adiante com Ele, que "jamais se escusava".

Autor: Marco Prisco
Psicografia de Divaldo Pereira Franco

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Crise e Você - Marco Prisco

Justificando suas aflições, você relaciona as crises que enxameiam o mundo:
Crise na balança do comércio mundial;
Crise nos negócios, que sofrem ágios altos;
Crise na saúde, que se decompõe por uso de drogas, agressões e permissividades;
Crise de trabalho, com o desemprego de milhões de cidadãos;
Crise ambiental, em virtude da poluição;
Crise de confiança, por falta de ética de fraternidade entre os homens;
Crise de amor, enxovalhado pelas explosões da sensualidade.
Há crise, mas você pode modificar a paisagem que lhe parece anárquica:
Não acuse o caído - levante-o;
Não exceda dos seus direitos - cumpra com os seus deveres;
Não semeie pessimismo - difunda ânimo.
Para sair da crise íntima, inicie um projeto dignificante em seu favor, seguindo a regra do apóstolo Paulo: “deteste o mal e apegue-se ao bem”, sempre e invariavelmente.

Livro: Sementes de Vida Eterna
Marco Prisco / Médium Divaldo Pereira Franco

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Anjo Misericordioso - Amélia Rodrigues


As mais belas palavras entretecidas em forma de uma auréola de gratidão não expressam, realmente, a grandeza de que te revestes, anjo querido.
Sendo uma estrela luminífera, escondes a tua claridade no corpo físico, a fim de não ofuscares os caminhos que percorres, particularmente quando te tornas mãe.
O brilho, porém, da tua luminosidade exterioriza-se e clareia a noite densa do processo de crescimento daqueles que vêm aos teus braços, na condição de filhos, na ansiosa busca do progresso e da plenitude.
Os teus silêncios, nos momentos de testemunho, transformam--se em canções de inigualável beleza, dando sentido psicológico e harmonia à vida, porque te sacrificas em benefício daqueles que Deus te concedeu por empréstimo sublime para os conduzires ao Seu coração inefável.
O teu devotamento contínuo constitui a lição preciosa de perseverança de quem acredita na Vida e no triunfo do Bem Eterno, nunca desistindo de lutar e de doar-te.
A tua paciência gentil e a tua serena abnegação, mesmo nas horas difíceis, são poemas vivos de amor incomum, que terminam por transformar as estruturas morais humanas deficientes em resistência e vigor para os enfrentamentos da reencarnação.
A tua serenidade, quando tudo parece conspirar contra o êxito daqueles que educas, e a tua certeza de que o amor tudo pode, convertem- se na segurança que se faz indispensável para que a vitória seja alcançada.
As ingratidões dos filhos não te desanimam, as vicissitudes da existência não te desarmonizam, os embates do cotidiano não te enfraquecem, e prossegues a mesma, sofrida, às vezes, perseverando, porém, nos deveres a que te entregas com doação total.
Aprendeste a sorrir quando os teus filhos estão alegres e a chorar ante as suas preocupações e fracassos, nunca cedendo espaço ao desespero ou à revolta, quando eles não conseguem superar os impedimentos e tombam em momentâneos fracassos…
Nesses momentos, renovada em forças e revestida de coragem, ergue-os, dando-lhes as mãos generosas e direcionando-lhes os passos no rumo certo, a fim de que recomecem e se recuperem.
Estejas na opulência ou na pobreza total, a tua maternidade é sinal do poder de Deus que te consagrou como co-criadora, na condição de anjo do lar, a fim de que o mundo cresça e a vida humana alcance a meta para a qual foi organizada.
É certo que nem todos os filhos sabem compreender a tua grandeza, os teus sacrifícios e lutas, mas isso não te é importante.
Consideras antes que o teu é o dever de os amar em quaisquer situações em que se encontrem, educando-os sem cessar, amparando-os continuamente e emulando-os ao avanço com os seus próprios pés, mesmo quando tenham as pernas trôpegas e feridos os sentimentos.
Sabes que as melhores condecorações para exornarem os heróis são as cicatrizes internas que permanecem no coração e na alma do lutador após as refregas. Por isso mesmo, insistes e perseveras sem descanso, trabalhando com esses diamantes brutos que deves lapidar, a fim de que permitam o brilho da Estrela Polar – Jesus! – no recesso do ser.
...E se, por acaso, a desencarnação te arrebatar do corpo, impedindo- te continuar cuidando deles, permanecerás, no Além-túmulo, inspirando-os, acariciando-os e envolvendo-os em vigorosa proteção.
*
Doce mãezinha!
Quando as criaturas da Terra dedicam um dia ao teu amor, apenas um entre 364 outros, sinalizando que já estão despertando para o significado do teu apostolado, apesar das imposições mercadológicas que esperam lucros, nessa oportunidade, quando todos deveriam oferecer-te somente amor, desejamos homenagear-te, envolvendo-te em ternura e em gratidão, pela nobre tarefa que desempenhas e pelas bênçãos que a todos nos concedes.
Maria, a Mãe Santíssima da Humanidade, coroe-te de paz e de alegria, no teu e em todos os dias da tua existência, anjo misericordioso de todos nós!

Divaldo Pereira Franco. Pelo Espírito Amélia Rodrigues.

Extinção do Mal - Bezerra de Menezes

Na didática de Deus, o mal não é recebido com a ênfase que caracteriza muita gente na Terra, quando se propõe a combatê-lo.
Por isso, a condenação não entra em linha de conta nas manifestações da Misericórdia Divina.
Nada de anátemas, gritos, baldões ou pragas.
A Lei de Deus determina, em qualquer parte, seja o mal destruído não pela violência, mas pela força pacífica e edificante do bem.
A propósito, meditemos.
O Senhor corrige:
a ignorância: com a instrução;
o ódio: com o amor;
a necessidade: com o socorro;
o desequilíbrio: com o reajuste;
a ferida: com o bálsamo;
a dor: com o sedativo;
a doença: com o remédio;
a sombra: com a luz;
a fome: com o alimento;
o fogo: com a água;
a ofensa: com o perdão;
o desânimo: com a esperança;
a maldição: com a benção.
Somente nós, as criaturas humanas, por vezes, acreditamos que um golpe seja capaz de sanar outro golpe.
Simples ilusão.
O mal não suprime o mal.
Em razão disso, Jesus nos recomenda amar os inimigos e nos adverte de que a única energia suscetível de remover o mal e extingui-lo é e será sempre a força suprema do bem.

Francisco Cândido Xavier, Carlos A. Baccelli, Da obra: Brilhe Vossa Luz.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Lucrará Fazendo Assim - André Luiz


Reconforte o desesperado.
Você não escapará às tentações do desânimo nos círculos de luta.
Levante o caído.
Você ignora onde seus pés tropeçarão.
Estenda a mão ao que necessita de apoio.
Chegará seu dia de receber cooperação.
Ampare o doente.
Sua alma não está usando um corpo invulnerável.
Esforce-se por entender o companheiro menos esclarecido.
Nem sempre você dispõe de recursos para compreender como é indispensável.
Acolha o infortunado.
Nem sempre o céu estará inteiramente azul para seus olhos.
Tolere o ignorante e ajude-o.
Lembre-se de que há Espíritos Sublimes que nos suportam e socorrem com heróica bondade.
Console o triste.
Você não pode relacionar as surpresas da própria sorte.
Auxilie o ofensor com os seus bons pensamentos.
Ele nos ensina quão agressivos e desagradáveis somos ao ferir alguém.
Seja benévolo para com os dependentes.
Não se esqueça de que o próprio Cristo foi compelido a obedecer.


Autor: André Luiz & de Francisco Cândido Xavier

As Diferenças dos Seres - Luiz Sérgio & Irene Pacheco Machado

Só mesmo a Doutrina Espírita dá respostas precisas a perguntas que todos nós fazemos: por que as diferenças dos seres?
Ao pensar na evolução da espécie, senti-me feliz, porque fui criado pela Inteligência Máxima do Universo: Deus. É Ele o nosso Pai, o nosso criador e, sendo o nosso Pai, temos dentro de nós a sabedoria e a bondade, como também está em nós a luta para desenvolver os nossos sentimentos.
Se todos pensassem assim, iniciaríamos a luta da perfeição, a grande renúncia.
Mas os homens param diante das coisas materiais e se esquecem de mergulhar em seu "eu" em busca das coisas boas que há nele, porque, se fomos criados simples e ignorantes e passamos por diversas fases da nossa existência, algo ficou de bom e proveitoso. O importante é o homem descobrir-se; só assim ele vai amar o seu semelhante, os seus irmãos que, como ele, têm de lutar para evoluir.
Desde que o mundo é mundo, Deus manda os Seus emissários para elucidar a Humanidade, mas esta, julgando não ter compromisso com Deus, passa as existências indiferente aos chamados espirituais.
É fato absurdo o que dizem certos religiosos, que o Criador só forma a alma quando ela nasce no mundo físico. Por isso alguns pais se julgam donos dos filhos, porque também pensam que eles são almas criadas no instante do nascimento, conforme as velhas afirmativas de algumas religiões.
Mas a Doutrina Espírita ensina ao homem tudo sobre a sua origem. Agora, como fazer para saber de onde viemos e para onde iremos?
Muito fácil: é só jogar a preguiça fora e iniciar a jornada.
O caminho é áspero e repleto de sobressaltos, mas à medida que o conhecimento banha o nosso Ser, este vai libertando-se das amarras da ignorância e se aproximando do Cristo, único caminho que nos leva a Deus. Todos os dias o Cristo bate à nossa porta, mas muitos ainda relutam em seguir Suas pegadas, porque é preciso renunciar.
Ele, Jesus, é o nosso Amigo Mestre, o verbo de Deus.
Quem não O escuta não deseja evoluir.

Livro: Ensina-me a falar de amor

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Todos São Importantes - J. Herculano


Somos iguais perante a seara, porque somos todos iguais perante o Senhor da Seara. Deus não faz acepção de pessoas, nem de posições e muito menos de instituições. O item 5 do capítulo XX de O Evangelho Segundo o Espiritismo estabelece esta condição essencial: “Felizes os que tiverem trabalhado o campo do Senhor com desinteresse e movidos apenas pela caridade”. Emmanuel conclui a sua mensagem lembrando “que toda pessoa é importante na edificação do Reino de Deus”.
Querer que não haja discordâncias entre os que trabalham na divulgação e na sustentação da Doutrina seria acalentar quimeras. Cada consciência humana, como ensina Hubert, é um ponto na correnteza da duração. Cada um de nós está colocado num ângulo determinado do eterno fluir da realidade. Cada qual, portanto, tem a sua maneira própria de ver as coisas.
O Espiritismo nos ensina que nos completamos uns aos outros pelas nossas diferenças. Mas se diferimos nos acessórios, concordamos sempre no essencial. Por isso mesmo a caridade – que é o amor em ação – deve eliminar as arestas do nosso personalismo, ensinando-nos que todos somos importantes na busca e na conquista da verdade.
Claro que não devemos concordar com tudo e tudo aprovar em silêncio, pois a tolerância de acomodação equivale a cumplicidade com o erro. A crítica maldosa e orgulhosa, que condena tudo o que é feito pelos outros, é a negação da caridade. Mas ai de nós se suprimirmos a crítica do meio espírita! Porque é ela, quando sensata e sincera, a prática da vigilância que Jesus ensinou e Paulo exemplificou. Como utilizar o “crivo da razão”, de que nos fala Kardec, se abdicarmos do direito de pensar, que mais do que um direito é um supremo dever do espírito?
Quando Emmanuel diz: “Guiar-se pela misericórdia e não pela crítica” está se referindo à crítica negativa que nasce do orgulho e não à crítica positiva que brota espontânea e necessária do julgamento imparcial e fraterno, objetivando corrigir e portanto ajudar. O lema “valorizar o esforço alheio” não implica a valorização dos erros e dos enganos do próximo, mas o reconhecimento dos esforços feitos por todos a favor da causa comum. Todos precisamos de misericórdia, mas a misericórdia, como Deus nos mostra em sua lei de ação e reação, não é a aprovação de erros e ilusões – e sim a correção e o esclarecimento.

Livro: Astronautas do Além - Francisco Cândido Xavier / J. Herculano

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Vida Feliz - Joanna de Ângelis

Quem guarda rancor, coleciona lixo moral, e, consequentemente, termina enfermando.
O mal que te façam, não deve merecer o teu sacrifício.
Se alguém deseja ver-te infeliz, age de forma contrária, vivendo com alegria.
Se outrem planeja perturbar-te, insiste na posição de harmonia.
Se aquele que se tornou teu adversário trabalha pela tua desdita, continua em paz.
Para quem procura infelicitar os outros, a maior dor é vê-los imperturbáveis.
Sê inteligente e não te desgastes à toa.

De “Vida Feliz”, de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis

O Amigo Infalível - Emmanuel


Viste calamidades
Que jamais esperaste.
Cultivaste afeições
Que te armaram ciladas.
Carinho que plantaste
Produziu menosprezo.
Não permitas, porém,
Que a tristeza te arrase.
Trabalha, espera e serve.
Não desistas do bem.
Tens um amigo infalível.
Conta com Ele. É Deus.

Livro: “O Essencial”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

Em Ti - Joanna de Ângelis

Porque te acontecem coisas desagradáveis e nem tudo corre conforme gostarias que sucedesse, não te creias fora do auxílio de Deus.
Ninguém que siga ao desamparo divino.
O que ocorre de prejudicial, neste momento, bendirás depois.
O insucesso de agora se transformará em bênção mais tarde, se souberes esperar superando este momento.
Deu está em toda parte e, obviamente, em ti e contigo também.
Procura encontrá-Lo, não somente nas ocorrências ditosas, senão em todos os fatos e lugares.
O desafio da evolução é proposta de vida a ser conquistada por cada um em particular, e por todos em geral.
*
Intenta retirar o melhor proveito do aparente insucesso, que se converterá em lição preciosa em teu favor, quando de outros cometimentos.
O homem é templo de Deus, qual ocorre com a Natureza.
Reserva-te a satisfação de ser cada dia melhor do que no anterior, de forma que Ele em ti habite e, sentindo-O, conscientemente, facultes que outros indivíduos também O encontrem.
Assim, não te concedas ideias perniciosas, nem te proponhas frustrações ou amarguras dispensáveis, no teu programa de redenção.

Livro: “Episódios Diários”, de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Encontro Singular - Irmão X

- Escute moço... Se é verdade que o senhor escreve para a Terra, conte o meu caso, amparando alguém...
A observação procedia de um rapaz desencarnado, em deplorável situação num vale de suicidas.
O seu corpo, que se adensava, pesado e escuro, se retorcia, qual se estivesse fixado em agitação permanente, e, na garganta, se lhe viam arroxeadas feridas, alentadas decerto pelos pensamentos de angústia a lhe percutirem, constantes, na forma atormentada.
Percebi-lhe a condição de enforcado e diligenciei colocá-lo à vontade:
- Fale meu irmão, quero ouvi-lo e aprender.
E o jovem, desenfaixado do envoltório físico, desmanchou-se em agoniadas recordações:
- Sabe?... Fui no mundo uma vítima do copo...
Tudo começou numa festa... Lembro-me... Um convite inocente... Brincadeira... Um colega abeirou-se de mim com um frasco de bebida licorosa...
Em seguida, a intimação amiga: um trago, só um trago...
Recusei... Não tinha hábito...
Em derredor de nós a roda alegre e expectante...
“Então, você - zombeteou o companheiro sarcástico -, então você é dos tais... Um maricas... Filhinho da mamãe... Que faz você com as calças?...”
Ignorava que aceitar um desafio desses era perigoso para mim...
Os outros bebiam e gargalhavam... Acabei aderindo...
Engoli uma talagada, outra e mais outra... Depois, a cabeça zonza e o prazer esfuziante...
No dia seguinte, a necessidade do aperitivo... E, dos aperitivos, passei à bebedeira inveterada... Alfaiate bem pago, a breve trecho comecei a deteriorar-me em serviço...
Erros, faltas, pileques, ressacas...
Terminadas as tarefas cotidianas, trocava o lar pelo bar...E sempre o quadro lastimável, noite a noite...
Amigos me apoiando até a casa e, na porta, a cansada mãezinha a esperar-me...
Constantemente, a mesma voz doce, insistindo e abençoando... “Meu filho, não beba! Não beba mais!...”
Minha reação negativa nunca falhava...
Esbravejava, ameaçava, premindo-lhe os braços trêmulos...
Na manhã imediata, os remorsos e as promessas de corrigenda e reajuste...
Em sobrevindo a noite, porém, novas carraspanas e disparates...
Em várias ocasiões, ao despertar, surpreendia pratos e copos quebrados e a informação estranha de que fora eu o culpado... Estivera em pavoroso delírio, perpetrando desatinos e violências... Aborrecia-me, arrependia-me...
No entanto, a sede de álcool sempre mais forte...
As ocorrências infelizes se sobrepunham umas às outras, até que, um dia, acordei no cárcere...
Oh! porquê? porque a prisão? Horrorizou-me a resposta do guarda... “Você é um assassino”... Eu? Um assassino?... E ele: “sim, você, “seu bêbado”, você matou”...
Solucei, esmagado de sofrimento... O peito parecia rebentar-me e gritei: “meu Deus, meu Deus, que será de minha mãe?!... Aí, veio a revelação terrível: “foi ela própria que você destruiu... sua mãe, sua vítima”... Não acreditei...
Pedi provas... Levado à residência sob a custódia de alguns soldados, ainda pude vê-la cadaverizada na urna... Mostrava na garganta os sinais de estrangulamento... Em torno de nós, as testemunhas... Os que me haviam visto de perto com os dedos cravados na carne materna, em momento de insânia...
Ajoelhei e gritei debalde...
Recolhido à cadeia, positivamente dementado, aguardei a noite alta e, aproveitando algumas tiras de cobertor, enforquei-me...
Desde então, sou um farrapo que vive, uma chaga que pensa...
Se minha história triste pode servir a benefício de alguém, fale dela aos outros, aos que se acham no caminho terrestre, na bica da invigilância ou do desespero...
Anotei, ali mesmo, o episódio amargoso que alinhavo nesta crônica e deixo o relato, com as próprias palavras do desventurado protagonista, em nossa apresentação do assunto, para estudo e reflexão dos amigos reencarnados que porventura nos leiam.
Entretanto, recordando o meu próprio ceticismo no tempo em que estadeava o enxundioso uniforme carnal, entre os homens do plano físico, não estou muito certo de que alguém possa realmente acreditar em nós.


Livro: Estante da Vida. Pelo Espírito Irmão X / Psicografia de Francisco Cândido Xavier

A Conta da Vida - Neio Lúcio

Quando Levindo completou vinte e um anos, a Mãezinha recebeu-lhe os amigos, festejou a data e solenizou o acontecimento com grande alegria.
No íntimo, no entanto, a bondosa senhora estava triste, preocupada.
O filho, até à maioridade, não tolerava qualquer disciplina.
Vivia ociosamente, desperdiçando o tempo e negando-se ao trabalho.
Aprendera as primeiras letras, a preço de muita dedicação materna, e lutava contra todos os planos de ação digna.
Recusava bons conselhos e inclinava-se, francamente, para o desfiladeiro do vício.
Nessa noite, todavia, a abnegada Mãe orou, mais fervorosa, suplicando a Jesus o encaminhasse à elevação moral. Confiou-o ao Céu, com lágrimas, convencida de que o Mestre Divino lhe ampararia a vida jovem.
As orações da devotada criatura foram ouvidas, no Alto, porque Levindo, logo depois de arrebatado pelas asas do sono, sonhou que era procurado por um mensageiro espiritual, a exibir largo documento na mão.
Intrigado, o rapaz perguntou-lhe a que devia a surpresa de semelhante visita. O emissário fitou nele os grandes olhos e respondeu:
- Meu amigo, venho trazer-te a conta dos seres sacrificados, até agora, em teu proveito.
Enquanto o moço arregalava os olhos de assombro, o mensageiro prosseguia:
- Até hoje, para sustentar-te a existência, morreram, aproximadamente, 2.000 aves, 10 bovinos, 50 suínos, 20 carneiros e 3.000 peixes diversos. Nada menos de 60.000 vidas do reino vegetal foram consumidas pela tua existência, relacionando-se as do arroz, do milho, do feijão, do trigo, das várias raízes e legumes.
- Em média calculada, bebeste 3.000 litros de leite, gastaste 7.000 ovos e comeste 10.000 frutas.
- Tens explorado fartamente as famílias de seres do ar e das águas, de galinheiros e estábulos, pocilgas e redis.
- O preço dos teus dias nas hortas e pomares vale por uma devastação.
- Além disto, não relacionamos aqui os sacrifícios maternos, os recursos e doações de teu pai, os obséquios dos amigos e as atenções dos vários benfeitores que te rodeiam.
- Em troca, que fizeste de útil?
- Não restituíste ainda à Natureza a mínima parcela de teu débito imenso.
- Acreditas, porventura, que o centro do mundo repousa em tuas necessidades individuais e que viverás sem conta nos domínios da Criação?
- Produze algo de bom, marcando a tua passagem pela Terra.
- Lembra-te de que a própria erva se encontra em serviço divino.
- Não permitas que a ociosidade te paralise o coração e desfigure o espírito!...
O moço, espantado, passou a ver o desfile dos animais que havia devorado e, sob forte espanto, acordou...
Amanhecera...
O Sol de ouro como que cantava em toda parte um hino glorioso ao trabalho pacífico.
Levindo escapou da cama, correu até à genitora e exclamou:
- Mãezinha, arranje-me serviço! arranje-me serviço!...
- Oh! meu filho - disse a senhora num transporte de júbilo -, que alegria! como estou contente!... que aconteceu?
E o rapaz, preocupado, informou:
- Nesta noite passada, eu vi a Conta da Vida.
Daí em diante, converteu-se Levindo num homem honrado e útil.

Livro: Alvorada Cristã. Neio Lucio / Francisco Cândido Xavier

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Não Violentes - Emmanuel

A violência é sempre o mal em ação, ainda mesmo quando pareça construir um atalho para o bem.
A propósito de auxiliar não violentes a ninguém. Usa a energia bondosa.
Não pedirás ao botão entreaberto o prodígio da rosa que só amanhã desabrochará plena de cor e perfume.
O tempo é condição inalienável para todas as realizações.
Aprende a respeitar o próximo na insipiência de cultura ou de aperfeiçoamento, nos defeitos ou nas falhas com que ainda se te apresente aos olhos, se desejas realmente cooperar na extensão do bem.
Se contas com mais amplas oportunidades de fazer, estudar, compreender e prosperar, não olvides que a superioridade significa dever de servir.
Recorda que Jesus jamais nos violentou.
Esquece o fel da reprovação, usa a paciência e a bondade, as duas chaves do amor que nos descerrarão nova luz na Vida Maior.

Livro: Assim Vencerás / Emmanuel / Médium Francisco Cândido Xavier

Sacudir o Pó - Emmanuel

“E se ninguém vos receber, nem escutar as vossas palavras, saindo daquela casa ou cidade, sacudi o pó de vossos pés.” — Jesus. (Mateus, Capítulo 10, Versículo 14.)

Os próprios discípulos materializaram o ensinamento de Jesus, sacudindo a poeira das sandálias, em se retirando desse ou daquele lugar de rebeldia ou impenitência.
Todavia, se o símbolo que transparece da lição do Mestre estivesse destinado apenas a gesto mecânico, não teríamos nele senão um conjunto de palavras vazias.
O ensinamento, porém, é mais profundo. Recomenda a extinção do fermento doentio.
Sacudir o pó dos pés é não conservar qualquer mágoa ou qualquer detrito nas bases da vida, em face da ignorância e da perversidade que se manifestam no caminho de nossas experiências comuns.
Natural é o desejo de confiar a outrem as se-mentes da verdade e do bem, entretanto, se somos recebidos pela hostilidade do meio a que nos dirigimos, não é razoável nos mantenhamos em longas observações e apontamentos, que, ao invés de conduzir-nos a tarefa a êxito oportuno, estabelecem sombras e dificuldades em torno de nós.
Se alguém te não recebeu a boa-vontade, nem te percebeu a boa intenção, por que a perda de tempo em sentenças acusatórias? Tal atitude não soluciona os problemas espirituais. Ignoras, acaso, que o negador e o indiferente serão igualmente chamados pela morte do corpo à nossa pátria de origem? Encomenda-os a Jesus com amor e prossegue, em linha reta, buscando os teus sagrados objetivos. Há muito por fazer na edificação espiritual do mundo e de ti mesmo. Sacode, pois, as más impressões e marcha alegremente.

Emmanuel / Francisco Cândido Xavier
Obra: Pão Nosso

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Vivamos Calmamente - Emmanuel

"Que procureis viver sossegados." - Paulo. I Tessalonicenses, 4:11.

Viver sossegado não é apodrecer na preguiça.
Há pessoas, cujo corpo permanece em decúbito dorsal, agasalhadas, contra o frio da dificuldade, por excelentes cobertores da facilidade econômica, mas torturadas mentalmente por indefiníveis aflições.
Viver calmamente, pois, não é dormir na estagnação.
A paz decorre da quitação de nossa consciência para com a vida, e o trabalho reside na base de semelhante equilíbrio.
Se desejamos saúde, é necessário lutar pela harmonia do corpo.
Se esperamos colheita farta, é indispensável plantar com esforço e defender a lavoura com perseverança e carinho.
Para garantir a fortaleza do nosso coração, contra o assédio do mal, é imprescindível saibamos viver dentro da serenidade do trabalho fiel aos compromissos assumidos com a ordem e com o bem.
O progresso dos ímpios e o descanso dos delinquentes são paradas de introdução à porta do inferno criado por eles mesmos.
Não queiras, assim, estar sossegado, sem esforço, sem luta, sem trabalho, sem problemas...
Todavia, consoante a advertência do apóstolo, vivamos calmamente, cumprindo com valor, boa-vontade e espírito de sacrifício, as obrigações edificantes que o mundo nos impõe cada dia, em favor de nós mesmos.


Livro: “Fonte Viva” – Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

Siga Feliz - André Luiz


Viva em paz com a sua consciência.
Sempre que você se compare com alguém, evite orgulho e desprezo, reconhecendo que em todos os lugares existem criaturas, acima ou abaixo de sua posição.
Consagre-se ao trabalho que abraçou realizando com ele o melhor que você possa, no apoio ao bem comum.
Trate o seu corpo na condição de primoroso instrumento, ao qual se deve a maior atenção no desempenho da própria tarefa.
Ainda que se veja sob graves ofensas, não guarde ressentimento, observando que somos todos, os espíritos em evolução na Terra, suscetíveis de errar.
Cultive sinceridade com bondade para que a franqueza agressiva não lhe estrague belos momentos no mundo.
Procure companhias que lhe possam doar melhoria de espírito e nobreza de sentimentos.
Converse humanizando ou elevando aquilo que se fala.
Não exija da vida aquilo que a vida ainda não lhe deu, mas siga em frente no esforço de merecer a realização dos seus ideais.
E, trabalhando e servindo sempre você obterá prodígios, no tempo, com a bênção de Deus.

André Luiz / Francisco Cândido Xavier

A Melodia do Silêncio - Meimei

Repara a melodia do silêncio nas criações divinas.
No Céu, tudo é harmonia sem ostentação de força...
O Sol brilhando sem ruído...
Os mundos em movimento sem desordem...
As constelações refulgindo sem ofuscar-nos...
E, na Terra, tudo assinala a música do silêncio, exaltando o amor infinito de Deus.
A semente germinando sem bulício...
A árvore ferida preparando sem revolta o fruto que te alimenta...
A água que hoje se oculta no coração da fonte, para dessedentar-te amanhã...
O metal que se deixa plasmar no fogo vivo, para ser-te mais útil...
O vaso que te obedece sem refutar-te as ordens...
Que palavras articuladas lhes definiriam a grandeza?
É por isso que o Senhor também nos socorre, através das circunstâncias que não falam, por intermédio do tempo, o sábio mudo.
Não quebres a melodia do silêncio, onde tua frase soaria em desacordo com a Lei de Amor que nos governa o caminho!
Admira cada estrela na luz que lhe é própria...
Aproveita cada ribeiro em seu nível...
Estende os braços a cada criatura dentro da verdade que lhe corresponda à compreensão...
Discute aprendendo, mas, porque desejes aprender, não precisas ferir...
Fala auxiliando, mas não te antecipes ao juízo superior, veiculando o verbo à maneira do azorrague inconsciente e impiedoso...
“Não saiba tua mão esquerda o que deu a direita” - disse-nos o Senhor.
Auxilia sem barulho onde passes...
Recorda a ilimitada paciência do Pai Celestial para com as nossas próprias faltas e ajudemos, sem alarde, ao companheiro da romagem terrestre que, muitas vezes, apenas aguarda o socorro de nosso silêncio, a fim de elevar-se à comunhão com Deus.

Livro: Instruções Psicofônicas. Meimei / Francisco Cândido Xavier

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Perante a Vida - Emmanuel

Em verdade, o sistema solar — vasto e sublime edifício, de que somos reduzido apartamento — é um império maravilhoso de luz e de vida, cuja grandeza mal começamos a perceber.
Basta lembrar que a sede rutilante desse largo domínio cósmico, representada pelo divino astro do dia, detém o volume correspondente a um milhão e trezentas mil Terras reunidas, e basta recordar que Júpiter, o filho mais importante do Sol, é mais de mil vezes maior que o nosso Planeta.
Mas, não é somente a massa comparada desses gigantes do Espaço, que precisamos examinar para definir, com segurança, a nossa pequenez.
Reportemo-nos, igualmente, às distâncias, recordando que Marte, o nosso vizinho mais próximo, quando menos afastado do educandário em que estagiamos, movimenta-se a cinquenta e seis milhões de quilômetros de nós, oferecendo-nos justas reflexões quanto aos estreitos limites de nossa casa terrestre.
Registre-se ainda que o nosso Sistema, ante a amplidão ilimitada, é insignificante domicílio na cidade imensa da Via-Láctea, na qual milhões de sóis, transportando consigo milhões de mundos, tanto quanto nos ocorre, procuram, através do movimento e do trabalho incessantes, a comunhão com a indefinível Majestade de Deus.
Veja, Sírius, Canopus e Antares, sóis resplendentes, junto dos quais o nosso não passará de ponto obscuro, à maneira de lâmpada humilde no coro da imortalidade, constituem palácios suspensos, onde a beleza e a perfeição adquirem aspectos inabordáveis, ainda, ao nosso campo de expressão.
Todavia, é preciso calar, de algum modo, o êxtase que nos assalta, ante a magnificência do Universo, para atender às obrigações que o mundo nos exige.
Somos demasiadamente pequeninos para arrojar ao Cosmo o escalpelo de nossas indagações descabidas.
Aves implumes no ninho da vida eterna, achamo-nos, ainda, muito longe das asas com que ultrapassaremos nossas justas e compreensíveis limitações.
Por isso mesmo, embora aguardando a celeste herança que nos é destinada no curso dos milênios, busquemos construir a casa de nossos destinos sobre a Rocha do Amor, — Jesus Cristo, — o Sol Espiritual que nos acalenta e soergue para o grande futuro.
Antes da ascensão a outras esferas, atendamos à necessidades de nossa própria moradia.
Melhoremo-nos para que a nossa residência melhore.
Ajudemo-nos, uns aos outros, para que a vida, em nosso plano, se faça menos dolorosa e menos inquietante..
E, convertendo nosso mundo, pouco a pouco, no santuário vivo em que Jesus se manifeste, estejamos convictos de que a Terra, hoje escura, amanhã se transformará no espelho divino em cuja face a glória de Deus se refletirá.

Livro: “Intervalos”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

Se Desejas - Emmanuel


Toda melhora parece distante.
Toda superação surge como sendo quase impossível.
Pediste, porém, o berço terrestre, no exato lugar em que te cabe aprender e reaprender.
Não olvides, por isso, que o domínio da lição não dispensa a vontade.
Recebeste no lar muitos daqueles que te não alimentam a simpatia. No entanto, se desejas, podes transformar toda aversão em amor, desde que te decidas a ajudá-los com paciência.
Sofres o chefe insano, a crivar-te de inúmeros dissabores. Contudo, se desejas, podes convertê-lo em amigo, desde que te disponhas a auxiliá-lo sem pretensão.
Padeces dura condição social, renteando o infortúnio. Todavia, se desejas, podes transfigurar a subalternidade em elevação, desde que te eduques, para que a vida te use em plano mais alto.
Trazes o órgão enfermo, a cercar-te de inibições. Entretanto, se desejas, podes aproveitá-lo, na própria sublimação, em nível superior.
Ainda hoje, é possível encontres sombras enormes...
O obstáculo dos que te não compreendem, a palavra dos que te insultam, o apontamento insensato ou as lágrimas que a prova redentora talvez te venha pedir. Mas podes usar o silêncio e a oração, clareando o caminho...
Declaras-te sem trabalho, amargando posição desprezível, mas, se desejas, podes ainda agora começar humilde tarefa, conquistando respeito e cooperação.
Acusam-te de erros graves, criando-te impedimentos, mas, se desejas, podes tomar, em bases de humildade e serviço, a atitude necessária à justa renovação.
Sentes-te dominado por esse ou aquele hábito vicioso, que te exila no desapreço, mas, se desejas, podes reaver o próprio equilíbrio, empenhando energia e tempo no suor do trabalho digno.
Afirmas-te na impossibilidade de socorrer os necessitados, mas, se desejas, podes efetuar pequeninos sacrifícios domésticos em favor dos outros, de modo a que tua vida seja uma bênção na vida de teus irmãos. Para isso, porém, é preciso não esquecer os recursos singelos que tanta gente deixa ao olvido:
- O minuto de tolerância.
- O esquecimento de toda injúria.
- O concurso anônimo.
- A bondade que ninguém pede.
- O contato do livro nobre.
- A enxada obediente.
- A panela esquecida.
- O tanque de lavar.
- A agulha simples.
- A flor da amizade.
- O resto de pão.
Queixas-te de necessidade e desencanto, fadiga e discórdia, abandono e solidão, mas, se realmente desejas, tudo pode mudar...

Livro: Religião dos Espírito Emmanuel / Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Critério de Julgamento - Joanna de Ângelis

Há uma tendência muito grande para o indivíduo supervalorizar ou desconsiderar as tarefas que executa.
*
Pelo processo de autoafirmação, um grande número de criaturas se crê a razão pela qual o Sol se movimenta nos espaços, superestimando-se, em prosaico processo de engrandecimento pessoal.
Não se dão conta de que todos possuem critérios de avaliação e de julgamento, derrapando-se no ridículo que poderiam evitar.
Tornam-se, assim, desagradáveis no trato e na convivência, evitados por uns e antipatizados por outros.
*
Da mesma forma, encontramos larga faixa de pessoas que se subestimam e não concedem o valor que merecem às suas realizações.
Creem-se incapazes para qualquer atividade e supõem-se dispensáveis em toda parte.
Pessimistas, por índole, fazem-se desestimulantes e arredios, caindo em frustrações desnecessárias.
*
Dá o valor real aos teus atos.
Se poderias fazer melhor o que te parece imperfeito, logra-o da próxima vez.
Se consideras insignificante o teu feito, menor seria sem ele.
Se outros realizam com mais eficiência qualquer coisa, exercita-te e chegarás à mesma posição dele.
Todas as ações positivas são importantes no contexto social da vida.
Até mesmo o erro tem o sentido de ensinar como se não deve fazer o que ora resulta prejudicial.
Esforça-te um pouco mais, quando estiveres produzindo algo, e mediante o teu critério de julgamento, valoriza sem excesso nem depreciamento o que faças, pensando na finalidade para que se destina.

Livro: “Episódios Diários”, de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Correções - Emmanuel

“Se suportais a correção, Deus vos trata como a filhos; pois que filho há a quem o pai não corrija?” — Paulo. (Hebreus, Capítulo 12, Versículo 7.)

Bem-aventurado o espírito que compreende a correção do Senhor e aceita-a sem relutar.
Raras, todavia, são as criaturas que conseguem entendê-la e suportá-la.
Por vezes, a repreensão generosa do Alto — símbolo de desvelado amor — atinge o campo do homem, traduzindo advertência sagrada e silenciosa, mas, na maioria das ocasiões, a mente encarnada repele o aguilhão salvador, mergulha dentro da noite da rebeldia, elimina possibilidades preciosas e qualifica de infortúnio insuportável a influência renovadora, destinada a clarear-lhe o escuro e triste caminho.
Muita gente, em face do fenômeno regenerativo, apela para a fuga espetacular da situação difícil e entrega-se, inerme, ao suicídio lento, abandonando-se à indiferença integral pelo próprio destino.
Quem assim procede não pode ser tratado por filho, porqüanto isolou a si mesmo, afastou-se da Providência Divina e ergueu compactas paredes de sombra entre o próprio coração e as Bênçãos Paternas.
Aqueles que compreendem as correções do Todo-Misericordioso, reajustam-se em círculo de vida nova e promissora.
Vencida a tempestade Intima, revalorizam as oportunidades de aprender, servir e construir, e, fundamentados nas amargas experiências de ontem, aplicam as graças da vida superior, com vistas ao amanhã.
Não te esqueças de que o mal não pode oferecer retificações a ninguém. Quando a correção do Senhor alcançar-te o caminho, aceita-a, humildemente, convicto de que constitui verdadeira mensagem do Céu.

Obra: Pão Nosso
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Jesus te Escuta - Meimei


Afirmas absoluta solidão ...
Dizes não existir um só coração que te afague os sentimentos belos, que o alimentem de nobres sonhos ...
Perguntas aos vãos da tua morada: com quem compartilhar os planos do amanhã e as realizações do agora?
Onde uma mão amiga a estender-se para pensar tuas enfermidades?
Adiantando o porvir, reclamas uma alma que te acompanhe as últimas horas na jornada física ...
Dores do teu valoroso coração que se não perdem nos ventos da Terra ...
Se crês no amor, acalma teus anseios e ausculta nas cortinas do teu próprio Ser, uma luz que vela tua caminhada, como serena chama em noite tempestuosa, a te falar blandícias e consolações, sem que atines na sua ação.
Tal Luz é o Cristo, que padecendo contigo as tuas provações, acompanha-te no teu calvário de iluminação, reservando-te o jugo da ínfima parte do teu madeiro redentor.

Mensagem psicografada por Francisco Cândido Xavier/ Meimei
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