segunda-feira, 30 de maio de 2016

Anjo da Guarda - Léon Denis


Todos temos um desses gênios tutelares que nos inspira nas horas difíceis e nos dirige pelo bom caminho.
Daí a poética tradição cristã do Anjo da Guarda.
Não há concepção mais grata e consoladora.
Saber que temos um amigo fiel e sempre disposto a nos socorrer, de perto como de longe, nos influenciando a grandes distâncias ou se conservando junto de nós nas provações; saber que ele nos aconselha por intuição e nos aquece com seu amor, eis uma fonte inapreciável de força moral.
O pensamento de que testemunhas benévolas e invisíveis vêem todos os nossos atos, regozijando-se ou entristecendo-se, deve inspirar-nos mais sabedoria e circunspeção.
É por essa proteção oculta que se fortificam os laços de solidariedade que ligam o mundo celeste à Terra, o Espírito livre ao homem, Espírito prisioneiro da carne.
É por essa assistência contínua que se criam, de um a outro lado, as simpatias profundas, as amizades duradouras e desinteressadas.
O amor que anima o espírito elevado vai pouco a pouco se estendendo a todos os seres sem cessar, revertendo tudo para Deus, pais das almas, foco de todas as potências efetivas.

Obra: Depois da Morte
Léon Denis

Paciência e Vida - Emmanuel

Tudo é obra de paciência, nos domínios da Natureza.
A água de que te serves atravessou numerosos obstáculos até que borbulhasse na fonte.
O fruto que saboreias é obra-prima da vida, associada à abnegação do pomicultor que lhe seguiu, dia-a-dia, o desenvolvimento e a maturação.
Quanto tempo haverá despendido a Criação na estrutura do solo em que se te situa a existência?
Quantos dias foram gastos pela natureza, a fim de que usufruas o corpo em que habitas?
Em toda parte, se analisas a vida que te cerca, através da luz que a meditação nos acende no íntimo, surpreenderás a paciência agindo e servindo.
Pensa nisso e usa a serenidade construtiva seja onde for.
Se dificuldades te visitam a estrada, procura superá-las sem precipitação.
Se provações te vergastam, continua nas tarefas que o mundo te confiou, lembrando-te de que a paciência age construindo sempre.
Quando as crises da jornada humana te surjam inevitáveis, não recorras à violência ou à rebeldia.
Acalma-te, trabalha e espera, recordando que a paciência no engrandecimento da vida é a força essencial no trabalho de Deus.


De “Neste instante”
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Importância e Serviço - Emmanuel

Determinada criatura terá herdado na Terra um nome respeitável.
A chama da razão lhe brilhará no discernimento.
Conhecerá o pensamento e as edificações das épocas passadas.
Colecionará preciosos títulos acadêmicos.
Visitará os mais diversos climas do Planeta.
Disporá de arcas repletas, com altos valores amoedados.
Exibirá conhecimentos admiráveis.
Semelhante pessoa será um gigante de inteligência, mas se não aprendeu a ser útil, se não acordou para a compreensão das necessidades do próximo e se não conseguiu auxiliar e abençoar, apoiar e amparar aos outros, em verdade, por muito viva e por muito brilhe na Terra, passará simplesmente entre os homens, na condição de curiosa peça para museu.

Livro: Agora é o Tempo
Emmanuel / Médium Francisco Cândido Xavier

domingo, 29 de maio de 2016

Auxílio Eficiente - Emmanuel

O homem distanciado da multidão raramente assume posição digna à frente dela.
Em geral, quem recebe autoridade cogita de encastelar-se em zona superior.
Quem alcança posição financeira elevada esquece os que lhe foram companheiros do princípio e traça barreiras humilhantes para que os necessitados não o aborreçam.
E a massa, na maioria das regiões do mundo, prossegue relegada a si própria.
A política inferior converte-a em joguete de manobra comum,
enquanto o comércio desleal nela procura lucros exorbitantes.
Raríssimos são os homens que a ajudam a escalar o monte iluminativo.
Pouquíssimos mobilizam recursos no amparo social.
Jesus, porém, traçou o programa desejável, instituindo o auxílio eficiente.
Quem se honra de servir a Jesus, imite-lhe o exemplo.
Ajude o irmão mais próximo a dignificar a vida, a edificar-se pelo trabalho sadio e a sentir-se melhor.


Livro: Vinha de Luz
Emmanuel / Médium Francisco Cândido Xavier

Imunização Espiritual - Emmanuel

Se te decides, de fato, a resguardar o coração das influências do mal, convence-te:
Que todo minuto é chamamento de Deus à nossa melhoria e renovação;
Que toda pessoa se reveste de importância particular em nosso caminho;
Que o melhor processo de receber auxílio é auxiliar em favor de alguém;
Que a paciência é o principal ingrediente na solução de qualquer problema;
Que sem amor não há base firme nas construções espirituais;
Que o tempo gasto em queixa é furtado ao trabalho;
Que desprezar a simpatia dos outros é pretender semear um campo sem lavrá-lo;
Que a mágoa é sempre foco de moléstia;
Que ninguém sabe sem aprender e ninguém aprende sem estudar;
E que, afinal, não basta pedir aos Céus, pela oração, para que baixem à Terra,
mas também cooperar, pelo serviço ao próximo, para que a Terra se eleve aos Céus.

Livro: Paz e Renovação
Emmanuel / Médium Francisco Cândido Xavier

No Mundo Afetivo - Emmanuel

Reprovamos a violência e clamamos contra a violência; no entanto, na vida de relação, muito raramente nos acomodamos sem ela quando se trate de nossos interesses.
Muito comum, principalmente quando amamos alguém, exigirmos que esse alguém se nos condicione ao modo de ser.
A Natureza é um mostruário da variedade com que a Sabedoria Divina plasmou a Criação.
Todas as flores são flores, mas o gerânio não tem as características do cravo e nem a rosa as da violeta. Ademais, cada flor tem o seu perfume.
Assim, também, as criaturas. Cada pessoa respira em faixa diversa de evolução.
Justo nos detenhamos na companhia daqueles que sentem e pensam como nós, usufruindo os valores da afinidade.
Entretanto, sempre que amarmos alguém que não comunga nossas ideias e emoções, abstenhamo-nos de lhe violentar a cabeça com os moldes em que se padroniza nossa vida espiritual.
Deus não dá cópias. Cada um vive em determinado plano da criação, segundo as leis do Criador.

Livro: Ceifa de Luz
Emmanuel / Médium Francisco Cândido Xavier

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Ciladas - Joanna de Ângelis

Na trajetória humana em favor do desenvolvimento moral e intelectual, o Espírito, não poucas vezes, defronta armadilhas bem urdidas, nas quais tomba, de maneira irreversível, comprometendo-se por largo período...
Constituem testes à resistência moral de todo jornadeiro que se aprimora através das experiências da evolução.
Ninguém, que desempenhe funções ou papéis relevantes, que não seja surpreendido por esses mecanismos perigosos que lhe põem à prova a capacidade mental e as resistências morais.
Sutis, algumas vezes, apresentam-se como dourados atrativos que seduzem e terminam por envilecer o caráter de quem lhes aquiesce ao convite.
Noutras ocasiões, surgem de inopino, ameaçadoras e voluptuosas, surpreendendo e obrigando as vítimas a capitular, inermes, interrompendo o ritmo do ideal, da conduta, do trabalho a que se afervoram.
Algumas anunciam favores e glórias fascinantes que atingem a sensibilidade emocional, levando a paixões de afetividade doentia...
Inúmeras outras assumem o odioso aspecto da animosidade e da perseguição inclemente e gratuita, que termina por desestruturar aquele que lhe padece o cerco.
Normalmente, fazem-se insinuantes e agradáveis, sem aparente malícia nem mácula, culminando pelo envolvimento daquele que se permite fascinar pelo engodo de que se revestem.
Semelhante ao que ocorre com os insetos colhidos nas malhas brilhantes da teia de aranha que os espreita, a fim de devorá-los depois, logra êxito em razão dos fios viscosos e de aparência inocente que retêm as presas incautas, impossibilitadas de qualquer forma de libertação.
Existem s ciladas licenciosas, vulgares, insensatas, em que muitos corações gentis e dóceis se enleiam, comprazendo-se, irresponsavelmente, no comportamento divertido que se torna chulo e perturbador.
Diversas outras são refinadas e trabalham a presunção do indivíduo invigilante, afastando-o do convívio social saudável que parece asfixiá-lo, isolando-o na alienação da falsa autossuficiência...
As ciladas constituem recursos perturbadores durante a experiência humana que têm a finalidade de proporcionar a aquisição de resistências espirituais e de valores pessoais ao indivíduo, mediante os quais o Espírito se enriquece de sabedoria.
Todos os seres humanos, de uma ou de outra maneira, experimentam-nas durante a vilegiatura terrestre.
Há, porém, outro gênero de ciladas perversas que merecem atenção redobrada. Trata-se daquelas que são programadas no mundo espiritual inferior, nas quais se comprazem os Espíritos invejosos, atrasados, primários e os malvados que se transformam em obsessores, verdadeiros verdugos das demais criaturas humanas, individualmente, assim como da sociedade terrestre como um todo...
Odiando o progresso moral, do qual se alijaram por vontade própria, elegendo o sofrimento decorrente da ignorância em relação à Verdade como diretriz de segurança pessoal, esses Espíritos infelizes transformam-se em inimigos do Bem, que pensam impedir de expressar-se, assim como da felicidade do próximo que invejam.
Quando alguém se alça acima da craveira comum e chama a atenção pelos valores éticos, culturais, políticos, religiosos ou de qualquer outra natureza, investem, furibundos, contra, gerando situações embaraçosas, complicando-lhes os relacionamentos e comprazendo-se em afligi-los...
São hábeis nas técnicas de inspiração doentia, trabalhando as reflexões mentais daqueles a quem antipatizam com vibrações perniciosas e extravagantes que desajustam as suas vítimas.
Noutras ocasiões, trata-se de inimigos de existências passadas, que mantêm ressentimento em forma de rancor e desejo incontrolável de vingança na sua morbidez dominadora.
Insinuam ideias de enfermidades simulacros, transmitem sensações doentias, envolvem em ondas mentais depressivas, suspeitosas ou de violência, em contínuas tentativas de alienar aqueles que lhes caem nas ciladas mentais.
Ociosos e insensíveis à compaixão ou à fraternidade, persistem com virulência nos seus propósitos infelizes, tornando-se inflexíveis na razão direta em que encontram resistência naqueles que pretendem azorragar.
Atiram pessoas irresponsáveis e igualmente ignorantes contra quem se esforça por superar as inclinações inferiores, tornando-se patrulheiros inconsequentes dos seus atos, em razão de não desejarem sintonia com as suas mazelas.
Estimulam a sensualidade e provocam paixões tórridas de consequências desastrosas, desrespeitam os sagrados vínculos do matrimônio, da fidelidade, da consideração que todos se devem reciprocamente.
Acompanham aqueles que estão sob a sua alça de mira na condição de vigias impiedosos, sempre aguardando qualquer brecha mental, emocional ou moral, a fim de iniciarem as vinculações obsessivas, mediante as quais pensam em destruí-los.
No que diz respeito aos trabalhadores do Evangelho de Jesus através da revelação espírita, iracundos e violentos tudo investem, na sua sanha alucinada, para impedir-lhes o cumprimento dos nobres deveres abraçados.
Certamente, ninguém se encontra sem a proteção do Senhor da Vinha através dos Seus emissários e dos Seus próprios benfeitores que Lhe executam a vontade.
Nada obstante, as ciladas que padecem os trabalhadores do Bem, fazem parte do esquema para a aprendizagem superior a respeito da realidade imortalista na qual todos nos encontramos mergulhados.
Essas experiências também ensinam como se deve comportar o obreiro de Jesus diante dos famigerados enfermos da alma, que se demoram na erraticidade necessitados de compaixão e de socorro.
Constituem treinamento para o futuro, quando convocado às tarefas de misericórdia em regiões dolorosas onde os mesmos se homiziam.
* * *
Nunca desanimes, quando te sentires assediado por esses vândalos do mundo espiritual inferior.
Quanto mais responsabilidades tenhas, maior será o cerco em volta dos teus passos.
Porque és fiel ao objetivo que persegues, mais violentas serão as técnicas usadas nas ciladas que preparam.
Dulcifica-te e não reajas ao mal.
Age com bondade e sê fiel em qualquer circunstância do ideal ao qual te afervoras.
Nunca revides, mesmo quando agredido, desperdiçando valiosa quota de energia com o que realmente não tem significado real, exceto aquele que lhe atribuis.
Ora e confia, alegrando-te quando sob chuva de calhaus e sorrindo quando jornadeando sobre cardos, deixando pegadas de dor e de júbilo pelo caminho, a fim de que demonstres que segues Aquele que, aparentemente morreu vencido em uma cruz de vergonha, e que, após essa máxima cilada dos maus, retornou Triunfante conforme prometera.

Joanna de Ângelis & Divaldo Pereira Franco

Marco Prisco - Como Respondeu?

“Perdoar aos inimigos é pedir perdão para si próprio; perdoar aos amigos é dar-lhes uma prova de amizade; perdoar as ofensas é mostrar-se melhor do que era.” Alan Kardec, E.S.E. Cap.X, ltem 15.


À hora de cólera, você exclamou: “Vingar-me-ei!”
E perdeu uma feliz oportunidade de exercitar o perdão.
Escarnecido pela ignorância, você retrucou: “Infeliz perseguidor!”
E malbaratou o ensejo de iluminar em silêncio.
Esbofeteado pela agressividade da intolerância, você reagiu: “Nunca mais terás outra
ocasião de ferir-me!”
E desperdiçou a lição do sofrimento.
Dominado pela preguiça, você justificou: “Amanhã farei a assistência programada.”
E esqueceu que agora é a hora da ação editicante.
Acuado pela perseguição geral, você indagou: “Por que Deus me abandonou?”
E não enxergou a Divina Presença na linguagem do testemunho que lhe era solicitado.
Aturdido pela maledicência, você desabafou: “Ninguém presta!”.
E feriu, sem motivo, muitas almas boas ,generalizando a invigilância e a crueldade.
Esmagado pela pobreza, você inquiriu: “Onde o socorro celeste?”
E atestou o apego às coisas terrenas.
Ante a felicidade aparente dos levianos, você disse: “Só os maus vencem!”
E desrespeitou a fé cristã que você vive, inspirada na cruz de ignomínia onde Ele pereceu.
Ao impacto de acusações injustas, você baqueou: “Estou perdido!”
E não se recordou d'Aquele que é o nosso Caminho.
Entretanto, poderia dizer sempre: “Em ti confio, Senhor, e a Ti me entrego.”
E Ele, que nunca abandona os que n'Ele confiam, saberia ajudá-lo incessantemente.

Divaldo Pereira Franco.
Da obra: Glossário Espírita-Cristão.
Marco Prisco / Divaldo Pereira Franco

Aparências - André Luiz

Não acuse o irmão que parece mais abastado. Talvez seja simples escravo de compromissos.
Não condene o companheiro guindado à autoridade. Ë provável seja ele mero devedor da multidão.
Não inveje aquele que administra, enquanto você obedece. Muitas vezes, é um torturado.
Não menospreze o colega conduzido a maior destaque. A responsabilidade que lhe pesa nos ombros pode ser um tormento incessante.
Não censure a mulher que se apresenta suntuosamente. O luxo, provavelmente, lhe constitui amarga provação.
Não critique as pessoas gentis que parecem insinceras, à primeira vista. Possivelmente, estarão evitando enormes crimes ou grandes desânimos.
Não se agaste com o amigo mal-humorado. Você não lhe conhece todas as dificuldades íntimas.
Não se aborreça com a pessoa de conversação ainda fútil. Você também era assim quando lhe faltava experiência.
Não murmure contra os jovens menos responsáveis. Ajude-os, quanto estiver ao seu alcance, recordando que você já foi leviano para muita gente.
Não seja intolerante em situação alguma. O relógio bate, incessante, e você será surpreendido por inúmeros problemas difíceis em seu caminho e no caminho daqueles que você ama.

André Luiz - Francisco Cândido Xavier

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Possuímos o que Damos - Emmanuel

"É mais bem aventurado dar do que receber." - Apóstolo Paulo. (Atos, 20:35, Livro "Fonte Viva" 117.)

Quando alguém se refere à passagem evangélica que considere a ação de dar mais alta bem-aventurança que a ação de receber, quase todos os aprendizes da Boa Nova se recordam da palavra "dinheiro".
Sem dúvida, em nos reportando aos bens materiais, há sempre mais alegria em ajudar que se ajudado, contudo, é imperioso não esquecer os bens espirituais que, irradiados de nós mesmos, aumentam o teor e a intensidade da alegria em torno de nossos passos.
Quem dá recolhe a felicidade de ver a multiplicação daquilo que deu.
Oferece a gentiliza e encorajarás a plantação da fraternidade,
Estende a bênção do perdão e fortalecerás a justiça.
Administra a bondade e terás o crescimento da confiança.
Dá o teu bom exemplo e garantirás a nobreza do caráter.
Os recursos da Criação são distribuídos pelo Criador com as criaturas, a fim de que em doação permanente se multipliquem ao infinito.
Serás ajudado pelo Céu, conforme estiveres ajudando na terra.
Possuímos aquilo que damos.
Não te esqueças, pois, de que és mordomo da vida em que te encontras.
Cede ao próximo algo mais que o dinheiro de que possas dispor.
Dá também teu interesse efetivo, tua saúde, tua alegria e teu tempo e, em verdade, entrarás na posse dos sublimes dons do amor, do equilíbrio, da felicidade e da paz, hoje e amanhã, neste mundo e na vida eterna.

A Desencarnação e a Lei - Bezerra de Menezes

Para os Planos Espirituais, a desencarnação, tão temida na Terra é simplesmente, a transferência de plano, mudança de habitação.
A chegada ao término de uma existência, condiciona a volta aos planos espirituais, para a averiguação do aproveitamento no labor no estudo, nas provas e nas experimentações.
Um curso valioso faz a alma no corpo denso.
Sob a tutela do Mundo Espiritual e sob as bênçãos do Pai, ingressa o espírito, múltiplas vezes no escrínio do corpo com a incumbência de crescer e multiplicar a sua estatura espiritual e os seus conhecimentos respectivamente.
A lei o ampara sob várias tutelas, quer no campo físico, quer no plano astral.
O aprendiz é envolvido nas vibrações da Luz Superior, porquanto é sempre um filho de Deus Altíssimo a caminho de sua evolução.
Com o estudo das Leis Doutrinárias que nos visitam sob a misericórdia do Alto, sabemos que "A Cada um é Dado Segundo Suas Obras".
Lei de compensação e justiça emanada dos Altos Planos.
Ao espírita acostumado ao estudo do Evangelho à luz do Consolador, cabe restaurar em toda a sua pureza e verdade, as condições do desenlace físico, para que o espírito imortal se aperceba de sua responsabilidade face às leis sábias e eternas.
Cabe ao espírita o comportamento exemplar junto aqueles que deixam o corpo, levando-lhes a prece sincera, a gratidão de companheiros e o silêncio caridoso sob quaisquer circunstâncias.
Ao espírita, cabe informar, sistematicamente, sobre a misericórdia de Deus com relação aos seus filhos, que não os condena, mas ampara, consola, redime e reajusta sempre que preciso.
A desencarnação é acontecimento sublime para os Planos Maiores, quando a alma liberta do cativeiro terreno se apresta ao voo espiritual, coroando-se de luzes pelo merecimento adquirido.
Estudemos o Evangelho de Senhor, alcemos-nos à Fonte Excelsa da Luz meditando sobre os acontecimentos que nos cercam, formando a visão exata para nossa mente em evolução e vivendo de acordo com a Vontade Suprema que nos dirige os passos para as regiões infinitas da Eterna Claridade, através de várias existências.
Busquemos Luz, cientes de que "A Cada um Será Dado de Acordo Com Suas Obras".
Trabalhemos por implantar na Terra a serenidade a submissão às Leis Soberanas, ajustando-nos à Vontade excelsa do Criador.
Que Ele nos abençoe.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

No Justo Momento - Albino Teixeira

No justo momento em que:
O fracasso lhe atropele o carro da esperança;
O apoio habitual lhe falte à existência;
A ventania da advertência lhe açoite o espírito;
A aflição se lhe intrometa nos passos;
A tristeza lhe empane os horizontes;
A solidão lhe venha fazer companhia;
No momento justo, enfim, em que a crise ou a angústia, a sombra ou a tribulação se lhe façam mais difíceis de suportar, não chore e nem esmoreça.
A água pura a fim de manter-se pura é servida em taça vazia.
A treva da meia-noite é a ocasião em que o tempo dá sinal de partida para nova alvorada.
Por maior a dificuldade, jamais desanime.
O seu pior momento na vida é sempre o instante de melhorar.

Livro: Paz e Renovação.
Albino Teixeira / Médium Francisco Cândido Xavier

Acima - Emmanuel

A fim de nos tornarmos obreiros eficientes na Seara do Cristo, observemos a vida acima de nossas impressões superficiais.
Para isso, ser-nos-á necessário:
mais do que ver – refletir;
mais do que escutar – compreender;
mais do que estudar – aprender;
mais do que trabalhar – servir;
mais do que obedecer – cooperar;
mais do que administrar – harmonizar;
mais do que crer – raciocinar
mais do que esclarecer – discernir;
mais do que escrever – elevar;
mais do que falar – construir;
mais do que comentar – melhorar;
mais do que saber – transmitir para o bem;
mais do que informar – educar;
mais do que desculpar – esquecer o mal.
Todos temos ideias e possibilidades, escolhas e relações, crenças e luzes. É muito importante o equilíbrio para desfrutar essas bênçãos, e mais importante ainda é saber o que estamos fazendo por elas e com elas.

Emmanuel / Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: Aulas da Vida (extrato) - Ed. Ideal

domingo, 22 de maio de 2016

Viagem do Renascimento - Augusto Cezar


Achava-me numa ilha de esperança, em pleno mar da Espiritualidade, consciente de que me aproximava do retorno à vida física.
Pensava na jovem que me receberia nos braços.
Lembrava-me de havê-la conhecido em outras estâncias. A memória, porém, lutava para reconstituir- lhe a imagem dentro de mim. Só ela conseguiria fixar-me de novo na Terra, pela força do amor.
Cerrei os olhos, como quem se preparava para uma jornada intuitiva de volta ao passado, no intuito de refazer-lhe os traços.
Era ela, sim, que devia esperar-me.
Sentia-lhe as mãos de veludo, resguardando- me a segurança, enquanto os seus pensamentos perpassavam por minha cabeça, com a suavidade das brisas que se movimentam no alvorecer.
Revia-lhe os olhos, na tela de minhas reminiscências, à feição de estrelas que me descobriam a alma.
No íntimo, registrava-lhe o calor da fé em Deus e em si mesma, refundindo-me as energias, de modo a retornar-me na existência terrestre.
Percebia-lhe, de novo, nas fibras recônditas do espírito, a coragem sem temeridade, a beleza sem orgulho, a bondade sem afetação, a lealdade sem fraqueza, a confiança sem desânimo, o amor sem vacilações e a luz sem sombra...
Só então notei que a meditação se me transformara numa viagem maravilhosa.
Desligara-me da ilha em que achava e reconhecia-me sob poder de atração inexplicável.
Vi-me no aconchego de um lar em que ela me aguardava.
A irradiação estelar que lhe fluía do peito era o seu coração a falar-me de seus sonhos e aspirações.
Queria um filho que era eu mesmo.
Nunca a julguei tão linda a esperar-me, a fim de instilar-me vida nova.
Beijei-lhe a face com a simplicidade da flor humana em que passara a transfigurar- me.
Ela chorou e envolvi-lhe os cabelos, com as minhas próprias lágrimas.
Observei-me na condição do menino que ela própria mentalizara e, recolhendo-me ao seu colo, descansei com a despreocupação da criança que novamente começara a ser.
Quis gritar a minha felicidade em cânticos de louvor a Deus, mas repousando junto àquele coração, à maneira da ave cansada que se reacomoda no ninho, pude apenas dizer: “Minha mãe!...Minha mãe!...”


Livro: “Presença de Luz”
Augusto Cezar & Francisco Cândido Xavier



Por Que Não Fez? - Irmão José

O homem perde muito tempo sobre a terra.
Estaciona por longos anos à margem da estrada
que lhe compete percorrer.
Distancia-se de suas possibilidades.
Vê passar a juventude.
Assiste o declínio das forças físicas.
Prepara-se, a vida inteira quase, para nunca o que fará.
Quando acorda do seu estado letárgico, os seus dias no corpo escasseiam.
Não tem mais o vigor de outrora e a paisagem em torno já não é a mesma.
Quer retroceder, correr atrás do sonho que agora observa pelo retrovisor da existência mas não pode.
Lamenta-se inutilmente.
Por que não fez no exato momento em que tomou consciência da necessidade de fazer?!

Obra: Vigiai e Orai - Irmão José & Carlos Bacelli

Em Busca da Felicidade - Sergito de Souza Cavalcanti

O homem que não tem controle dos seus atos e o domínio de seus pensamentos está sujeito a encolerizar-se facilmente.
tenha cuidado e fuja, o quanto possas, da cólera, pois ela enfraquece a nossa vontade e obscurece a nossa razão.
Diz Massillou:
"Consome mais forças um excesso de cólera do que oito horas de trabalho".
O homem sábio domina suas próprias paixões e nunca se esquece das rédeas que aprimoram sua conduta.
Pense primeiro para, só depois, se expressar, evitando assim falar o que não se deve. O homem que fala tudo o que vem à sua mente, sem filtrar o pensamento, é um tolo e inconsequente.
Venha o que vier ao nosso pensamento, só poderemos nos expressar pelas palavras após examinarmos as idéias, selecionando os assuntos, a fim de que eles sirvam de instrumento de paz e alegria.
temos que educar a nós mesmos, coordenar nossas ideias e governar nossas paixões.


Na Visão do Mundo - Emmanuel

Não diga que o mundo é perverso, quando é justamente do chão do mundo que se recolhe a bênção do pão.
Compara a Terra, a uma universidade e notarás que todo espírito encarnado é um aluno em formação.
Aquilo que plantares nos corações alheios é o que colherás nas manifestações dos outros.
A existência para cada um de nós é o que estivermos fazendo.
Cada pessoa vê no mundo a própria imagem.
A utilidade é a força real que assegura a situação de cada um.
A proteção mais segura que possas desfrutar é a de teu próprio serviço.
A sabedoria da vida te colocou no lugar onde possas aprender com eficiência e servir melhor.
O trabalho que executes é tua certidão de identidade do ponto de vista espiritual.
O que estiveres realizando para os outros é justamente o que estarás realizando por ti mesmo.

Livro: Companheiro - Emmanuel / Médium Francisco Cândido Xavier

sábado, 21 de maio de 2016

Saúde e Equilíbrio - André Luiz

Para garantir saúde e equilíbrio, prometa a você mesmo:
I - Colocar-se sob os desígnios de Deus, cada dia, através da oração, e sustentar a consciência tranquila.
II - Dar o melhor de si no que esteja fazendo.
III - Manter coração e mente, atitude e palavra, atos e modos na inspiração constante do bem.
IV - Servir, desinteressadamente, aos semelhantes, conforme as suas forças;
V - Regozijar-se com a felicidade alheia.
VI - Esquecer conversações e opiniões de caráter negativo que haja lido ou escutado.
VII - Acrescentar pelo menos um pouco mais de alegria e esperança em toda pessoa com quem estiver em contato.
VIII - Admirar as qualidades nobres daqueles com quem convive.
IX - Olvidar quaisquer motivos de queixa.
X - Viver trabalhando e estudando, agindo e construindo, no próprio burilamento e corrigenda,
de tal modo que não seja capaz de encontrar as falhas e os erros dos outros.

Livro: Passos da Vida
André Luiz / Médium Francisco Cândido Xavier

Murmurações - Emmanuel

“Fazei todas as coisas sem murmurações nem contendas.” – Paulo. (Filipenses, 2:14)

Nunca se viu contenda que não fosse precedida de murmurações inferiores. É hábito antigo da leviandade procurar a ingratidão, a miséria moral, o orgulho, a vaidade e todos os flagelos que arruinam almas neste mundo para organizar as palestras da sombra, onde o bem, o amor e a verdade são focalizados com malícia.
Quando alguém comece a encontrar motivos fáceis para muitas queixas, é justo proceder a rigoroso auto-exame, de modo a verificar se não padecendo da terrível enfermidade das murmurações.
Os que cumprem seus deveres, na pauta das atividades justas, certamente não poderão cultivar ensejo a reclamações.
É indispensável conservar-se o discípulo em guarda contra esses acumuladores de energias destrutivas, porque, de maneira geral, sua influência perniciosa invade quase todos os lugares de luta do Planeta.
É fácil identificá-los. Para eles, tudo está errado, nada serve, não se deve esperar algo melhor em coisa alguma.
Seu verbo é irritação permanente, suas observações são injustas e desanimam.
Lutemos, quanto estiver em nossas forças, contra essas humilhantes atitudes mentais. Confiados em Deus, dilatemos todas as nossas esperanças, certos de que, conforme asseveram os velhos Provérbios, o coração otimista é medicamento de paz e de alegria.


Livro: Pão Nosso
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

Caminho Certo - Irmão José


Não esqueças de que a tua vida toma a direção dos teus passos.
O caminho que percorres é o de teus interesses e necessidades.
Existem caminhos para os cimos e estradas para o abismo.
Acautela-te contra os atalhos – caminhos de aparência tranquila
mais repletos de desilusões.
É penoso recomeçar a jornada, depois de longo trecho percorrido.
Certifica-te de que estejas no rumo certo.
Facilidades externas são indícios de caminhos sinuosos.
Muitas pedras de tropeço são degraus de Ascensão, escoras para teus pés.
Não te apresses. Passo a passo, avança sustentando a cruz.

Irmão José & Carlos A. Bacelli

Afabilidade e Doçura

No exercício da afabilidade e da doçura, que atrairá em teu favor as correntes da simpatia, compadece-te de todos e guarda, acima de tudo, a boa vontade e a sinceridade no coração.
Não será porque sorrias a todo instante que conseguirás o milagre da fraternidade. A incompreensão sorri no sarcasmo e a maldade sorri na vingança.
Não será porque espalhes teus ósculos com os outros que edificarás o teu santuário de carinho. Judas, enganado pelas próprias paixões, entregou o Mestre com um beijo.
Por outro lado, não é porque apregoas a verdade, com rigor, que te farás abençoado na vida; a irreflexão no serviço assistencial agrava as doenças e multiplica os desastres.
Com a franqueza agressiva, embora tocada de boas intenções, não serás portador do auxílio que desejas, conseguindo gerar tão somente o desespero e a indisciplina.
Não será com o elogio público ou com a acusação aberta que ajudarás ao companheiro; quase sempre, o louvor humano é uma pedra no caminho e a queixa, habitualmente, é uma crueldade.
Sorrisos e palavras podem estar simplesmente na máscara. Na alegria ou na dor, no verbo ou no silêncio, no estímulo ou no aviso, acende a luz do amor no coração e age com bondade.
Cultivemos a brandura sem afetação; e a sinceridade, sem espinhos. Somente o amor sabe ser doce e afável, para compreender e ajudar, usando situações e problemas, circunstâncias e experiências da vida, para elevar nosso espírito eterno ao templo da luz divina.

Emmanuel & Francisco Cândido Xavier
Da obra: Escrínio de Luz

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Incógnitas - Hammed

“... Todos tendes más tendências a vencer defeitos a corrigir hábitos a modificar; todos tendes um fardo mais ou menos pesado a depor para escalar o cume da montanha do progresso. Por que, pois, serdes tão clarividentes para com o próximo e cegos em relação a vós mesmos? (ESE - Capítulo 10, item 18.)

Analisas a obra assistencial e a criticas, afirmando que a tarefa poderia ser muito melhor, que o atendimento requer técnicas mais apropriadas e que, se outras prioridades fossem atingidas, então as metas sociais seriam mais abrangentes.
Mas não te dispões a doar tuas mãos na realização de uma vida melhor aos necessitados.
Analisas o expositor e o criticas, argumentando que a narrativa poderia ser mais convincente e menos enfadonha. Que se ele lançasse mão de recursos de oratória e tivesse um vocabulário mais rico, prenderia mais a atenção e elucidaria melhor os ouvintes.
Mas não te dispões a ler e a estudar, e muito menos a falar em público no serviço de reeducação das pessoas, retirando-as das crenças negativas que bloqueiam vidas.
Analisas o administrador do serviço e o criticas, asseverando que ele mantém posição intransigente e orgulhosa, e julgas que ele deveria ser mais humilde e compreensivo no trato com os dirigidos.
Mas não te dispões a usar a mesma compreensão e humildade exigidas dele, não percebendo que vês o cisco no olho dos outros, e não vês a trave no teu.
Analisas a conduta alheia e a criticas, observando rigorosamente procedimentos e atitudes que julgas inadmissíveis, e te colocas distante e impermeável a condutas levianas.
Mas não te dispões a ajudar sinceramente a ninguém, e te esqueces de que poderás vir a errar, pois todos os que vivem sobre a Terra são passíveis de enganos e desacertos.
Analisas o governo do país e o criticas, julgando pela tua ótica que todos os parlamentares ou ocupantes de cargos governamentais não são confiáveis nem bons servidores, e que a nação está envolvida no caos.
Mas não te dispões a cooperar e nada fazes pela comunidade em que vives, relegando somente aos governantes obrigações e deveres, esquecendo que todos nós vivemos interligados e que depende também de ti o bem-estar e a prosperidade da população.
Analisas dores e sofrimentos e criticas a vida, dizendo-te sozinho e desamparado perante a Providência Divina e que Deus te abandonou.
Mas não te dispões a renovar-te, não te dando conta que, se não fizeres auto-observação em teus atos e atitudes negativas, continuarás atraindo energias desconexas que te descontrolarão o cosmo orgânico.
Incoerente é a posição de toda criatura que reclama, critica, ofende, esbraveja e que nunca se faz apta a fazer algum bem, em favor de si mesma ou dos outros.
Perplexos ficamos todos nós diante das rogativas das pessoas que solicitam ajuda com os lábios, e nunca com ações; que muito pedem e nunca doam; que somente visualizam as necessidades próprias, e nunca vêem a vida como um ritmo cósmico interconectado com todas as coisas, de maneira que o “todo” é mantido pelo apoio das “partes”.
Examinemos, pois, com profundidade nossas críticas, porque elas dificultam a transformação e o progresso de nossa existência, se não forem estruturadas na reflexão e na reparação de nossos erros.
Para que não sejas uma incógnita na vida que Deus te proporcionou, não faças crítica pela crítica, mas sim trabalha como e quanto puderes, sempre em tua órbita de possibilidades, para que a prosperidade seja uma constante em teus caminhos.

Hammed & Francisco do Espírito Santo Neto
Obra: Renovando Atitudes

Aprender e Ensinar - Marco Prisco

Quando você ignore um assunto, tenha a honestidade de dizê-lo, sem constrangimento.
Melhor reconhecer a própria ignorância e aprender do que aparentar saber o ignorado.
Ouça o interlocutor com serenidade, não o interrompendo a pretexto de demonstrar cultura.
Aprende-se quando se ouve e reflexiona.
Falando-se, pode-se demonstrar ser um bom falante, nunca, porém, se revelará um sábio.
Muitos se fazem professores, ensinando aos outros, o que eles já sabem.
Os verdadeiros mestres esclarecem pelo exemplo, usando a palavra somente quando isto se faz indispensável.
Ante a angústia que asfixia as criaturas, auxilie sem vozeiro e sem imposições verbais.
Coopere com amizade e estimule com paciência para que o ouvinte se libere da carga emocional constritiva.
As disputas verbais exibem rivais insensatos.
Aprenda com serenidade. Somente quem sabe ouvir, para aprender, tem recursos para ensinar.


Livro: Luz Viva
Marco Prisco / Médium Divaldo Pereira Franco

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Nostalgia e Depressão - Joanna de Ângelis


As síndromes de infelicidade cultivada tornam-se estados patológicos mais profundos de nostalgia, que induzem à depressão.
O ser humano tem necessidade de auto-expressão, e isso somente é possível quando se sente livre.
Vitimado pela insegurança e pelo arrependimento, torna-se joguete da nostalgia e da depressão, perdendo a liberdade de movimentos, de ação e de aspiração, face ao estado sombrio em que se homizia.
A nostalgia reflete evocações inconscientes, que parecem haver sido ricas de momentos felizes, que não mais se experimentam. Pode proceder de existências transatas do Espírito, que ora as recapitula nos recônditos profundos do ser. lamentando, sem dar-se conta, não mais as fruir; ou de ocorrências da atual.
Toda perda de bens e de dádivas de prazer, de júbilos, que já não retornam, produzem estados nostálgicos. Não obstante, essa apresentação inicial é saudável, porque expressa equilíbrio, oscilar das emoções dentro de parâmetros perfeitamente naturais. Quando porém, se incorpora ao dia-a-dia, gerando tristeza e pessimismo, torna-se distúrbio que se agrava na razão direta em que reincide no comportamento emocional.
A depressão é sempre uma forma patológica do estado nostálgico.
Esse deperecimento emocional, fez-se também corporal, já que se entrelaçam os fenômenos físicos e psicológicos.
A depressão é acompanhada, quase sempre, da perda da fé em si mesmo, nas demais pessoas e em Deus... Os postulados religiosos não conseguem permanecer gerando equilíbrio, porque se esfacelam ante as reações aflitivas do organismo físico. Não se acreditar capaz de reagir ao estado crepuscular, caracteriza a gravidade do transtorno emocional.
Tenha-se em mente um instrumento qualquer. Quando harmonizado, com as peças ajustadas, produz, sendo utilizado com precisão na função que lhe diz respeito. Quando apresenta qualquer irregularidade mecânica, perde a qualidade operacional. Se a deficiência é grave, apresentando-se em alguma peça relevante, para nada mais serve.
Do mesmo modo, a depressão tem a sua repercussão orgânica ou vice-versa. Um equipamento desorganizado não pode produzir como seria de desejar. Assim, o corpo em desajuste leva a estados emocionais irregulares, tanto quanto esses produzem sensações e enarmonias perturbadoras na conduta psicológica.
No seu início, a depressão se apresenta como desinteresse pelas coisas e pessoas que antes tinham sentido existencial, atividades que estimulavam à luta, realizações que eram motivadoras para o sentido da vida.
À medida que se agrava, a alienação faz que o paciente se encontre em um lugar onde não está a sua realidade. Poderá deter-se em qualquer situação sem que participe da ocorrência, olhar distante e a mente sem ação, fixada na própria compaixão, na descrença da recuperação da saúde. Normalmente, porém, a grande maioria de depressivos pode conservar a rotina da vida, embora sob expressivo esforço, acreditando-se incapaz de resistir à situação vexatória, desagradável, por muito tempo.
Num estado saudável, o indivíduo sente-se bem, experimentando também dor, tristeza, nostalgia, ansiedade, já que esse oscilar da normalidade é característica dela mesma. Todavia, quando tais ocorrências produzem infelicidade, apresentando-se como verdadeiras desgraças, eis que a depressão se está fixando, tomando corpo lentamente, em forma de reação ao mundo e a todos os seus elementos.
A doença emocional, desse modo, apresenta-se em ambos os níveis da personalidade humana: corpo e mente.
O som provém do instrumento. O que ao segundo afeta, reflete-se no primeiro, na sua qualidade de exteriorização.
Idéias demoradamente recalcadas, que se negam a externar-se - tristezas, incertezas, medos, ciúmes, ansiedades - contribuem para estados nostálgicos e depressões, que somente podem ser resolvidos, à medida que sejam liberados, deixando a área psicológica em que se refugiam e libertando-a da carga emocional perturbadora.
Toda castração, toda repressão produz efeitos devastadores no comportamento emocional, dando campo à instalação de desordens da personalidade, dentre as quais se destaca a depressão.
É imprescindível, portanto, que o paciente entre em contato com o seu conflito, que o libere, desse modo superando o estado depressivo.
Noutras vezes, a perda dos sentimentos, a fuga para uma aparência indiferente diante das desgraças próprias ou alheias, um falso estoicismo contribuem para que o fechar-se em si mesmo, se transforme em um permanente estado de depressão, por negar-se a amar, embora reclamando da falta de amor dos outros.
Diante de alguém que realmente se interesse pelo seu problema, o paciente pode experimentar uma explosão de lágrimas, todavia, se não estiver interessado profundamente em desembaraçar-se da couraça retentiva, fechando-se outra vez para prosseguir na atitude estoica em que se apraz, negando o mundo e as ocorrências desagradáveis, permanecerá ilhado no transtorno depressivo.
Nem sempre a depressão se expressará de forma autodestrutiva, mas com estado de coração pesado ou preso, disfarçando o esforço que se faz para a rotina cotidiana, ante as correntes que prostram no leito e ali retêm.
Para que se logre prosseguir, é comum ao paciente a adoção de uma atitude de rigidez, de determinação e desinteresse pela sua vida interna, afivelando uma máscara ao rosto, que se apresenta patibular, e podem ser percebidas no corpo essas decisões em forma de rigidez, falta de movimentos harmônicos...
Ainda podemos relacionar como psicogênese de alguns estados depressivos com impulsos suicidas, a conclusão a que o indivíduo chega, considerando-se um fracasso na sua condição, masculina ou feminina, determinando-se por não continuar a existência. A situação se torna mais grave, quando se acerca de uma idade especial, 35 ou 40 anos, um pouco mais, um pouco menos, e lhe parece que não conseguiu o que anelava, não se havendo realizado em tal ou qual área, embora noutras se encontre muito bem. Essa reflexão autopunitiva dá gênese a estado depressivo com indução ao suicídio.
Esse sentimento de fracasso, de impossibilidade de êxito pode, também, originar-se em alguma agressão ou rejeição na infância, por parte do pai ou da mãe, criando uma negação pelo corpo ou por si mesmo, e, quando de causa sexual, perturbando completamente o amadurecimento e a expressão da libido.
Nesse capítulo, anotamos a forte incidência de fenômenos obsessivos, que podem desencadear o processo depressivo, abrindo espaço para o suicídio, ou se fixando, a partir do transtorno psicótico, direcionando o paciente para a etapa trágica da autodestruição.
Seja, porém, qual for a gênese desses distúrbios, é de relevante importância para o enfermo considerar que não é doente, mas que se encontra em fase de doença, trabalhando-se sem autocomiseração, nem autopunição para reencontrar os objetivos da existência. Sem o esforço pessoal, mui dificilmente será encontrada uma fórmula ideal para o reequilíbrio, mesmo que sob a terapia de neurolépticos.
O encontro com a consciência, através de avaliação das possibilidades que se desenham para o ser, no seu processo evolutivo, tem valor primacial, porque liberta-o da fixação da ideia depressiva, da autocompaixão, facultando campo para a renovação mental e a ação construtora.
Sem dúvida, uma bem orientada disciplina de movimentos corporais, revitalizando os anéis e proporcionando estímulos físicos, contribui de forma valiosa para a libertação dos miasmas que intoxicam os centros de força.
Naturalmente, quando o processo se instala - nostalgia que conduz à depressão - a terapia bioenergética (Reich, como também a espírita), a logoterapia (Viktor Frankl), ou conforme se apresentem as síndromes, o concurso do psicoterapeuta especializado, bem como de um grupo de ajuda, se fazem indispensáveis.
A eleição do recurso terapêutico deve ser feita pelo paciente, se dispuser da necessária lucidez para tanto, ou a dos familiares, com melhor juízo, a fim de evitar danos compreensíveis, os quais, ocorrendo, geram mais complexidades e dificuldades de recuperação.
Seja, no entanto, qual for a problemática nessa área, a criação de uma psicosfera saudável em torno do paciente, a mudança de fatores psicossociais no lar e mesmo no ambiente de trabalho constituem valiosos recursos para a reconquista da saúde mental e emocional.
O homem é a medida dos seus esforços e lutas interiores para o autocrescimento, para a aquisição das paisagens emocionais.

Da obra: Amor Imbatível Amor.
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

Esperando Por Ti - Meimei

Capítulo XII – Item 8 – O Evangelho Segundo o Espiritismo

Antes de pronunciares a frase amarga que te explode no coração, tentando romper as barreiras da boca, pensa na Bondade de Deus, que te envolve por toda parte.
A Natureza é colo de mãe expectante...
Assemelha-se a luz celeste ao olhar do próprio amor que te segue, às ocultas, e o ar que respiras é assim como o sopro da ternura de alguém, a estender-te alimento invisível.
Tudo serve em silêncio, esperando por ti.
Abre-se a via pública, aos teus pés, à feição de amistoso convite, a água pura está pronta a mitigar-te a sede, o livro nobre aguarda o toque de tuas mãos para consolar-te, e o fruto, pendendo da árvore, roga, humilde, que o recolhas.
Pensa na Bondade de Deus e não digas a palavra que desencoraja-te ou amaldiçoe.
Cala-te, onde não possas auxiliar..
Deixa que tua alma se enterneça, ajudando nas construções do Bem Eterno, que tudo nos dá, sem nada exigir.
E compreenderás, então, que Deus te oferece a vida por Divina Sinfonia e que essa Divina Sinfonia pede que lhe dês também tua nota.

Meimei & Francisco Cândido Xavier

Prece - Irmão José


Mestre amado, não nos deixes vacilar na fé...
Que as injustiças humanas não nos inspirem a descrença.
Que em tudo vejamos a Sábia Vontade de Deus e que O louvemos em sua Infinita Bondade!
Que as vozes que se erguem a serviço da incredulidade não nos fragilizem.
Infelizmente, a nossa fé sequer ainda possui o tamanho de uma semente de mostarda...
Queremos crer, Senhor! Auxilia a nossa incredulidade!...
Ampara-nos nos momentos de fraqueza e não nos deixes à mercê de nossos titubeios.
Sê a nossa estaca de luz!
Não consintas que nos desvencilhemos de Ti.
A Tua mão será o nosso cajado e os Teus passos, o nosso caminho!

Pelo Espírito: Irmão José
Do livro: Preces e Orações
Psicografia: Carlos A. Baccelli

terça-feira, 17 de maio de 2016

A Viagem - Emmanuel

O aprendiz chegou ao recanto de antigo orientador da vida cristã e perguntou, em seguida às saudações costumeiras:
- Instrutor, posso acaso receber as suas indicações quanto ao melhor caminho para o encontro com Deus?
A resposta do mentor não se fez esperar:
- A viagem para o encontro com Deus é repleta de obstáculos por vencer...
Espinheiros, precipícios, charcos e pedreiras perigosas...
Silenciando o interpelado, o moço prosseguiu:
- Isso tudo conheço... Já visitei vários templos da Índia, quando estive por vários dias na intimidade de faquires famosos, todos eles revestido de
faculdades supranormais; arrisquei-me a cair nos despenhadeiros do Tibet para conviver com os monges santos; orei na grande Pirâmide do Egito;
demorei-me na Palestina, procurando registrar impressões da paisagem na qual Jesus viveu, no entanto, estou saciado de excursões à procura da Divina Presença...
O orientador escutou com humildade e esclareceu, em seguida:
- Sim, é verdade que todas essas peregrinações e práticas auxiliam na busca do Supremo Senhor, mas, ao que me parece, há um engano de sua parte...
E arrematou:
- A viagem para o encontro com Deus é para dentro de nós.


Livro: Agora é o Tempo
Francisco Cândido Xavier / Espírito Emmanuel

Afinidade - Emmanuel

O homem permanece envolto em largo oceano de pensamentos, nutrindo-se de substância mental, em grande proporção.
Toda criatura absorve, sem perceber, a influência alheia nos recursos imponderáveis que lhe equilibram a existência.
Em forma de impulsos e estímulos, a alma recolhe, nos pensamentos que atrai, as forças de sustentação que lhe garantem as tarefas no lugar em que se coloca.
O homem poderá estender muito longe o raio de suas próprias realizações, na ordem material do mundo, mas, sem a energia mental na base de suas manifestações, efetivamente nada conseguirá.
Sem os raios vivos e diferenciados dessa força, os valores evolutivos dormiriam latentes, em todas as direções.
A mente, em qualquer plano, emite e recebe, dá e recolhe, renovando-se constantemente para o alto destino que lhe compete atingir.
Estamos assimilando correntes mentais, de maneira permanente.
De modo imperceptível, “ingerimos pensamentos”, a cada instante, projetando, em torno de nossa individualidade, as forças que acalentamos em nós mesmos.
Por isso, quem não se habilite a conhecimentos mais altos, quem não exercite a vontade para sobrepor-se às circunstâncias de ordem inferior, padecerá, invariavelmente, a imposição do meio em que se localiza.
Somos afetados pelas vibrações de paisagens, pessoas e coisas que cercam. Se nos confiamos às impressões alheias de enfermidade e amargura, apressadamente se nos altera o “tônus mental”, inclinando-nos à franca receptividade de moléstias indefiníveis.
Se nos devotamos ao convívio com pessoas operosas e dinâmicas, encontramos valioso sustentáculo aos nossos propósitos de trabalho e realização.
Princípios idênticos regem as nossas relações uns com os outros, encarnados e desencarnados.
Conversações alimentam conversações.
Pensamentos ampliam pensamentos.
Demoramo-nos com que se afina conosco.
Falamos sempre ou sempre agimos pelo grupo de espíritos a que nos ligamos.
Nossa inspiração está filiada ao conjunto dos que sentem como nós, tanto quanto a fonte está comandada pela nascente.
Somos obsidiados por amigos desencarnados ou não e auxiliados por benfeitores, em qualquer plano da vida, de conformidade com a nossa condição mental.
Daí, o imperativo de nossa constante renovação para o bem infinito.
Trabalhar incessantemente é dever.
Servir é elevar-se.
Aprender é conquistar novos horizontes.
Amar é engrandecer-se.
Trabalhando e servindo, aprendendo e amando, a nossa vida íntima se ilumina e se aperfeiçoa, entrando gradativamente em contato com os grandes gênios da imortalidade gloriosa.

Livro Roteiro – Emmanuel /Francisco Cândido Xavier

Ergamo-nos - Emmanuel

Quando o filho pródigo deliberou tornar aos braços paternos, resolveu intimamente levantar-se.
Sair da cova escura da ociosidade para o campo da ação regeneradora.
Elevar-se do vale da indecisão para a montanha do serviço edificante.
Levantou-se e saiu rumo ao Lar Paterno.
Quantos de nós, filhos pródigos da Vida, depois de estragarmos valiosas oportunidades, clamamos pela assistência do Senhor, de acordo com os nossos desejos menos dignos, para que sejamos satisfeitos?
Se é verdade que nos achamos empenhados em nosso soerguimento, coloquemo-nos de pé e retiremo-nos da retaguarda que desejamos abandonar.
Aperfeiçoamento pede esforço.
Se aspiramos à Vida Superior, caminhemos para frente com os padrões de Jesus.
- Levantar-me-ei, disse o moço da parábola.
- Levantemo-nos, repitamos nós.


Livro: Fonte Viva
Emmanuel / Médium Francisco Cândido Xavier

sábado, 14 de maio de 2016

Medicação Preventiva - André Luiz

Pense muito, antes da discussão. O discutidor, por vezes, não passa de estouvado.
Use a coragem, sem abuso. O corajoso, em muitas ocasiões, é simples imprudente.
Observe como cultiva a verdade. Muitos que se julgam verdadeiros veiculam perturbação.
Proceda com inteligência em todas as situações. Não se esqueça, porém, de que muitos homens inteligentes são meros velhacos.
Seja forte na luta diária. Mas lembre de que muitos colegas valentes são suicidas inconscientes.
Estime a eficiência. No entanto, a pretexto de rapidez, não adote a precipitação.
Não enfrente perigos sem recursos para anulá-los. O desassombro muita vez é loucura.
Guarde valor em suas atitudes. Recorde, porém, que o valor não consiste em vencer, de qualquer modo, mas em conquistar o adversário.
Tenha bom ânimo, mas seja comedido em seus empreendimentos. Da audácia ao crime, a distância é de poucos passos.
Atenda à afabilidade em seu caminho. Não perca, porém, o seu tempo em conversas inúteis.

Livro: Agenda Cristã.
André Luiz / Médium Francisco Cândido Xavier

Considerando a Coragem - Joanna de Ângelis

Dos escombros dos teus ideais arruinados, funde a couraça da coragem e veste-a, a fim de prosseguires na luta.
O cristão não deve desanimar jamais, buscando apoio na coragem, que não se pode confundir com impetuosidade nem presunção.
A calma diante do infortúnio, a resignação perante o insucesso, a confiança à hora do testemunho são expressões de coragem.
Coragem é o ânimo robusto que a certeza de êxito oferece à criatura em suas realizações.
Gandhi, na sua luta de amor pelos direitos de seus irmãos à liberdade, é exemplo de coragem.
Francisco de Assis, amando o Cristo, teve a coragem de renunciar às comodidades e legou-nos um dos mais notáveis exemplos de amor.
Abandonado e traído, negado e no desprezo de quase todos os amigos, Jesus teve a coragem de perdoar-nos e prosseguir amando-nos até hoje, sem cogitar de nossas imperfeições.
Tem coragem de reconhecer tua deficiência, levanta do erro e prossegue em tua tarefa, por menor que te pareça, e alcançarás a paz.

Livro: Otimismo
Joanna de Ângelis / Médium Divaldo Pereira Franco

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Sinal de Perigo - Marco Prisco

"Quando você estiver sitiado pela irritação, na iminência de ser vencido pela cólera, utilize urgente, uma destas regrinhas de fácil aplicação, a fim de permanecer ileso contra a investida de tão cruel verdugo:

Ore
A prece é antídoto para qualquer mal.
Silencie
Quem cala guarda valiosos recursos de equilíbrio.
Reflita
Reflexão como temperança é conselheira segura.
Conserve a Calma
A tranqüilidade pode ser considerada domicílio da paz.
Exercite a Paciência
Quem não pode esperar, está vencido antes de combater.
Confie no bem
Sem confiança não há clima de entusiasmo para a vitória.
Desculpe
Aquele que lhe cria problema é, em si mesmo, problema que se complica.
Observe antes de agir
Precipitada, qualquer solução é inadequada e falha.
Analise a Força da Fé
Enquanto ruge a tormenta, reforce a crença.
Ofereça a tentação à contabilidade da experiência –
Vitória que se alcança pode ser considerada lucro no Caixa da Vida"

Marco Prisco & Divaldo Pereira Franco

Pense Nisso - André Luiz

Se você considerasse as provações e as desvantagens do ofensor...
Se experimentasse na própria pele o processo obsessivo do companheiro caído em tentação...
Se você carregasse a sombra da ignorância, tanto quanto aquele que erra...
Se sofresse a dificuldade do amigo que lhe não pode atender aos desejos...
Se estivesse doente, qual a pessoa que procura ser agradável sem consegui-lo...
Se você fosse uma das criaturas, cuja segurança depende do seu bom humor...
Se conhecesse todas as necessidades de quem precisa da sua cooperação...
Se percebesse em si mesmo o esgotamento daquele que serviu até o extremo cansaço e agora já não lhe pode ser útil...
Se meditasse nas consequências de sua irritação ou de sua cólera...
Se você refletisse na caridade da paz e da alegria, em favor dos outros, que lhe capitalizará, cada vez mais, a própria felicidade, certamente que você nunca perderia a paciência e saberia trazer no coração e nos lábios a boa palavra e o sorriso fraterno por bênçãos incessantes de Deus.

André Luiz / Francisco Cândido Xavier

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Entendamos - André Luiz

O objetivo da sua vida na Terra não constitui a autoridade, a beleza ou o conforto efêmero.
- É o aperfeiçoamento espiritual.
A finalidade da educação não se resume no respeito cego a tradicionalismo e preconceito.
- É disciplina aos impulsos próprios.
A evangelização da infância não consiste em seu acondicionamento às nossas ideias.
-É processo da emancipação infantil para compreensão da justiça e do bem.
O exercício profissional não consubstancia concorrência desonesta em louvor da ambição.
- É ensejo de auxílio a todos.
A caridade não exprime virtude conforme a nossa inclinação afetiva.
- É solução a qualquer problema.
A fé não significa só ideal para o futuro.
- É força construtiva para hoje.
O seu estudo não é padronização à vida alheia.
- É arma viva para a reforma de você mesmo.
A melhoria moral transparece de título honroso alcançado entre os homens.
- É luz manifesta em seu bom exemplo.

Livro: Ideal Espírita - André Luiz / Médium Francisco Cândido Xavier

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Aprendamos com Amor - Emmanuel

Nos comentários do Evangelho guardemos abstenção de referências a outras escolas religiosas do nosso campo de ação, quando essas referências se efetuem num sentido menos edificante.
A mesma bondade infinita que nos socorre nos santuários espíritas cristãos é a mesma que se expressa nos templos de outra feição interpretativa da Divina Ideia de Deus.
-o-
Não é a religião que destaca o homem, mas sim o homem quem salienta ou desfigura a religião que esposa e pretende servir.
Saibamos honrar o Espiritismo Evangélico na elevada compreensão de quem encontrou o Pai no Todo-Compassivo Senhor e de quem abraçou na Humanidade a própria família.
A revelação do Céu é invariável como a luz que flui da grandeza solar, a benefício das criaturas.
Sempre a mesma para todos.
Difere, em nossa vida, tão-somente, no trabalho transformador com que a recebemos.
Convertamos, desse modo, o patrimônio de bênçãos que nos felicita em serviço de amor aos nossos semelhantes.
Somente o amor é capaz de soerguer-nos da perturbação para a harmonia e das trevas para a luz.
-o-
Seja a nossa religião o amor que se exprima, incessante, em caridade, tolerância, paciência, fraternidade, trabalho e dever bem cumprido, no estímulo constante ao melhor que possamos fazer, e o sectarismo desaparecerá totalmente das nossas profissões de fé, porquanto, não mais encontraremos adversários na senda redentora, e sim irmãos de experiência e luta, felizes, ou iluminados ou menos esclarecidos, em cuja companhia dispomos da sublime oportunidade de aprender com Jesus para a Vida Eterna.

De “Luz e Vida”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

Ante a Lição do Senhor - Emmanuel

Louvando os “pobres de espírito”, Jesus não exaltava a ignorância, a insuficiência, a boçalidade e a incultura.
Encarecia a benção da simplicidade, que nos permite encontrar os mais preciosos tesouros da vida. Abençoava a humildade, que nos conduz à fonte da paz. Salientava a sobriedade que nos garante o equilíbrio.
Se procuras o Mestre, não admitas que a tua fé se transforme em combustível ao fogo da ambição menos eficiente.
Se a Doutrina Redentora do Bem é o caminho que te reclama a sublime aquisição da Vida Superior, simplifica a existência.
Evitemos complicações e exigências que nada realizam em torno de nós senão amargura, desencanto e inutilidade.
Contentemo-nos em estruturar com bondade e beleza o instante que passa, cedendo-lhe o melhor de nós mesmos, a favor dos que nos cercam, e descerraremos o novo horizonte, em que a plenitude da simplicidade com Jesus nos fará contemplar, infinitamente, a eterna e divina alegria.

Livro: "Construção do Amor"
Emmanuel / Médium Francisco Cândido Xavier

Todos Nós - Emmanuel

Da beneficência somos todos necessitados.
Os mais fortes requisitam apoio, a fim de que se lhes acentue a resistência.
Os mais fracos esperam auxílio para que não desfaleçam.
Os mais cultos precisam de esclarecimento, de modo que a vaidade não lhes ensombre a cabeça.
Os ignorantes solicitam o amparo de quem lhes ministre a instrução.
Os doentes aguardam a enfermagem de quem os medique.
Os sãos reclamam o concurso de quem lhes recorde o cuidado preciso para que não adoeçam.
A solidariedade é lei da vida.
Por isso mesmo, a nosso ver, a caridade não é somente uma virtude simples, mas também uma instituição universal.

Livro: “Luz e Vida”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

domingo, 8 de maio de 2016

Sintonia e Equilíbrio - João Cléofas

A atividade que nos reúne, exige a sintonia que nos faculte penetrar melhor nos altos arcanos da vida. Sintonia que não pode ser improvisada, mas é resultado natural de um treinamento e de uma conduta que se exteriorizam através de uma atitude mental propiciatória ao intercâmbio com os Espíritos.
Por isto mesmo, o nosso labor caracteriza-se pelo esforço empreendido na realização da enfermagem, sem a presunção de mudar a estrutura comportamental dos padecentes que nos são trazidos.
Recursos de emergência são aplicados através da nossa compreensão e do nosso amor pelas suas dores.
Nem usemos a palavra indiferente, repetida com monotonia, sem a vibração de quem participa da trama do problema, nem a exposição demorada de informes que a mente aturdida não tem capacidade de registrar.
Procuremos, médiuns de incorporação e doutrinadores, penetrar-nos do espírito da caridade e será fácil nosso cometimento.
Peçamos a Jesus que nos conduza, inspirando-nos.

Livro: “Intercâmbio mediúnico”, de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito João Cléofas

Reforma Íntima - Joanna de Ângelis

A reforma íntima!
Quanto puderes, posterga a prática do mal até o momento que possas vencer essa força doentia que te empurra para o abismo.
Provocado pela perversidade, que campeia a solta, age em silêncio, mediante a oração que te resguarda na tranquilidade.
Espicaçado pelos desejos inferiores, que grassam, estimulados pela onde crescente do erotismo e da vulgaridade, gasta as tuas energias excedentes na atividade fraternal.
Empurrado para o campeonato da competição, na área da violência, estuga o passo e reflexiona, assumindo a postura da resistência passiva.
Desconsiderado nos anseios nobres do teu sentimento, cultiva a paciência e aguarda a bênção do tempo que tudo vence.
Acoimado pela injustiça ou sitiado pela calúnia, prossegue no compromisso abraçado, sem desânimo, confiando no valor do bem.
Aturdido pela compulsão do desforço cruel, considera o teu agressor como infeliz amigo que se compraz na perturbação.
Desestimulado no lar, e sensibilizado por outros afetos, renova a paisagem familiar e tenta salvar a construção moral doméstica abalada.
É muito fácil desistir do esforço nobre, comprazer-se por um momento, tornar-se igual aos demais, nas suas manifestações inferiores. Todavia, os estímulos e gozos de hoje, no campo das paixões desgovernadas, caracterizam-se pelo sabor dos temperos que se convertem em ácido e fel, a requeimarem por dentro, passados os primeiros momentos.
Ninguém foge aos desafios da vida, que são técnicas de avaliação moral para os candidatos à felicidade.
O homem revela sabedoria e prudência, no momento do exame, quando está convidado à demonstração das conquistas realizadas.
Parentes difíceis, amigos ingratos, companheiros inescrupulosos, co-idealistas insensíveis, conhecidos descuidados, não são acontecimentos fortuitos, no teu episódio reencarnacionista.
Cada um se movimenta, no mundo, no campo onde as possibilidades melhores estão colocadas para o seu crescimento. Nem sempre se recebe o que se merece. Antes, são propiciados os recursos para mais amplas e graves conquistas, que darão resultados mais valiosos.
Assim, aprende a controlar as tuas más inclinações e adia o teu momento infeliz.
Lograrás vencer a violência interior que te propele para o mal, se perseverares na luta.
Sempre que surja oportunidade, faze o bem, por mais insignificante que te pareça. Gera o momento de ser útil e aproveita-o.
Não aguardes pelas realizações retumbantes, nem te detenhas esperando as horas de glorificação.
Para quem está honestamente interessado na reforma íntima, cada instante lhe faculta conquistas que investe no futuro, lapidando-se e melhorando-se sem cansaço.
Toda ascensão exige esforço, adaptação e sacrifício.
Toda queda resulta em prejuízo, desencanto e recomeço.
Trabalha-te interiormente, vencendo limite e obstáculo, não considerando os terrenos vencidos, porém, fitando as paisagens ainda a percorrer.
A tua reforma íntima te concederá a paz por que anelas e a felicidade que desejas.


Livro: Vigilância - Joanna de Ângelis / Psicografia de Divaldo Pereira Franco.

sábado, 7 de maio de 2016

Pelas Obras - Emmanuel

“E que os tenhais em grande estima e amor por causa da sua obra.” – Paulo. (1ª Epístola aos Tessalonicenses, 5:13.)

Esta passagem de Paulo, na Primeira Epístola aos Tessalonicenses, é singularmente expressiva para a nossa luta cotidiana.
Todos experimentamos a tendência de consagrar a maior estima apenas àqueles que leiam a vida pela cartilha dos nossos pontos de vista. Nosso devotamento é sempre caloroso para quantos nos esposem os modos de ver, os hábitos enraizados e os princípios sociais; todavia, nem sempre nossas interpretações são as melhores, nossos costumes os mais nobres e nossas diretrizes as mais elogiáveis.
Daí procede o impositivo de desintegração da concha do nosso egoísmo para dedicarmos nossa amizade e respeito aos companheiros, não pela servidão afetiva com que se liguem ao nosso roteiro pessoal, mas pela fidelidade com que se norteiam em favor do bem comum.
Se amamos alguém tão-só pela beleza física, é provável encontremos amanhã o objeto de nossa afeição a caminho do monturo.
Se estimamos em algum amigo apenas a oratória brilhante, é possível esteja ele em aflitiva mudez, dentro em breve.
Se nos consagramos a determinada criatura só porque nos obedeça cegamente, é provável estejamos provocando a queda de outros nos mesmos erros em que temos incidido tantas vezes.
É imprescindível aperfeiçoar nosso modo de ver e de sentir, a fim de avançarmos no rumo da vida superior.
Busquemos as criaturas, acima de tudo, pelas obras com que beneficiam o tempo e o espaço em que nos movimentamos, porque, um dia, compreenderemos que o melhor raramente é aquele que concorda conosco, mas é sempre aquele que concorda com o Senhor, colaborando com ele, na melhoria da vida, dentro e fora de nós.

Livro: Fonte Viva – Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

Evangelho e Caridade - Emmanuel

Antes de Jesus, a caridade é desconhecida.
Os monumentos das civilizações antigas não se reportam à divina virtude.
Os destroços do palácio de Nabucodonosor, no solo em que se erguia a grandeza de Babilônia, falam simplesmente de fausto e poder que os séculos consumiram.
Nas lembranças do Egito glorioso, as Pirâmides não se referem à compaixão.
Os famosos hipogeus de Persépolis são atestados de orgulho racial.
As muralhas da China traduzem a preocupação de defesa.
Nos velhos santuários da Índia, o Todo-Poderoso é venerado por milhões de fiéis, indiscutivelmente sinceros, mas deliberadamente afastados dos semelhantes nascidos na condição de parias desprezíveis.
A acrópole de Atenas, com as suas colunas respeitáveis, é louvor à inteligência.
O coliseu de Vespasiano, em Roma, é monumento levantado ao triunfo bélico, para as expansões da alegria popular.
Por milênios numerosos, o homem admitiu a hegemonia dos mais fortes e consagrou-a através da arte e da cultura que era suscetível de criar e desenvolver.
Com Jesus, porém, a paisagem social experimenta decisivas alterações
O Mestre não se limita a ensinar o bem. Desce ao convívio com a multidão e materializa-o com o próprio esforço.
Cura os doentes na via pública, sem cerimoniais, e ajuda a milhares de ouvintes, amparando-os na solução dos mais complicados problemas de natureza moral, sem valer-se das etiquetas do culto externo.
Lega aos discípulos a parábola do bom samaritano, que exalta a missão sublime da caridade para sempre.
A história é simples e expressiva.
Transmite Lucas a palavra do Celeste Orientador, explicando que “descia um homem de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos dos salteadores que o despojaram, espancando-o e deixando-o semimorto. Ocasionalmente passava pelo mesmo caminho um sacerdote e, vendo-o, passou de largo. E, de igual modo, também um levita, abordando o mesmo lugar e observando-o, passou à distância. Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou ao pé dele e, reparando-o, moveu-se de íntima piedade. Abeirando-se do infortunado, aliviou-lhe as feridas e, colocando-o sobre a sua cavalgadura, cuidadosamente asilou-o numa estalagem”.
Vemos, dentro da narrativa, que o Senhor situa no necessitado simplesmente “um homem”.
Não lhe identifica a raça, a cor, a posição social ou os pontos de vista.
Nele, enxerga a Humanidade sofredora, carecente de auxílio das criaturas que acendam a luz da caridade, acima de todos os preconceitos de classe ou de religião.
Desde aí, novo movimento de solidariedade humana surge na Terra.
No curso do tempo, dispersaram-se os apóstolos, ensinando, em variadas regiões do mundo, que “mais vale dar que receber”.
E, inspirados na lição do Senhor, os vanguardeiros do bem substituem os vales da imundície pelos hospitais confortáveis; combatem vícios multimilenários, com orfanatos e creches; instalam escolas, onde a cultura jazia confiada aos escravos; criam institutos de socorro e previdência, onde a sociedade mantinha a mendicância para os mais fracos. E a caridade, como gênio cristão na Terra, continua crescendo com os séculos, através da bondade de um Francisco de Assis, da dedicação de um Vicente de Paulo, da benemerência de um Rockfeller ou da fraternidade do companheiro anônimo da via pública, salientando, valorosa e sublime, que o Espírito de Cristo prossegue agindo conosco e por nós.

Livro: “Roteiro”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Os Bons Médiuns - Manoel Philomeno de Miranda


Inerente a todos os seres humanos, a faculdade mediúnica expressa-se de maneira variada, conforme a estrutura evolutiva, os recursos morais, as conquistas espirituais de cada indivíduo.
Incipiente em uns e ostensiva noutros, pode ser considerada com a peculiaridade psíquica que permite a comunicação dos homens com os Espíritos, mediante cujo contributo inúmeras interrogações e enigmas encontram respostas e elucidações claras para o entendimento dos reais mecanismos da existência física na Terra.
Distúrbios psíquicos inexplicáveis, desequilíbrios Orgânicos injustificáveis, transtornos comportamentais e dificuldades nos relacionamentos sociais e afetivos, malquerenças e aflições íntimas destituídas de significado,
exaltação e desdobramentos da personalidade,algumas alucinações visuais e auditivas, na mediunidade encontram seu campo de expansão, refletindo os dramas espirituais do ser, que procedem das experiências anteriores à atual existência física, alguns transformados em fenômenos obsessivos profundamente perturbadores.
Mal compreendida por largo tempo através da História, foi envolta em mitos e cercada de superstições, que nada têm a ver com a sua realidade.
Sendo uma percepção da alma encarnada cujo conteúdo as células orgânicas decodificam, não significa manifestação de angelitude ou de santificação, como também não representa punição imposta por Deus, a fim de alcançar os calcetas e endividados perante as Soberanas Leis.
Existente igualmente no ser espiritual, é uma faculdade do Espírito que, através dos delicados equipamentos sutis do seu perispírito, faculta o intercâmbio entre os desencarnados de diferentes esferas da erraticidade.
Dessa maneira, não se trata de um calvário de padecimentos intérminos em cujo curso a tristeza e o sofrimento dão-se as mãos, como pretendem alguns portadores de comportamento masoquista, mas também não é característica de superioridade moral, que distingue o seu possuidor em relação às demais pessoas.
Pode ser considerada como a moderna escada de Jacó, que permite a ascensão espiritual daquele que se lhe dedica com abnegação e devotamento.
Semelhante às demais faculdades do ser humano, exige cuidados especiais, quais aqueles que se dispensam à inteligência, à memória, às aptidões artísticas e culturais...
O conhecimento do seu mecanismo torna-se indispensável para que seja exercida com seriedade, ao lado de cuidados outros que se lhe fazem essenciais, quais sejam, a identificação da lei dos fluidos, a aplicação dos dispositivos morais para o aperfeiçoamento incessante, a disciplina dos equipamentos nervosos, as disposições superiores para o bem, o nobre e o
edificante.
Neutra, sob o ponto de vista ético-moral, qual ocorre com as demais faculdades, é direcionada pelo seu portador, que se encarrega de orientá-la conforme as próprias aspirações, perseguindo os objetivos elevados, que são a meta essencial
da reencarnação.
À medida que o médium introjeta reflexões em torno do seu conteúdo valioso, mais se lhe dilatam as possibilidades que, disciplinadas, facultam ensejo para a produção de resultados compatíveis com o direcionamento que se lhe aplique.
A observação cuidadosa dos sintomas através dos quais se expressa, favorece a perfeita identificação daqueles que se comunicam e podem contribuir em favor do progresso moral do medianeiro.
O hábito do silêncio interior e da quietação emocional faculta-lhe a captação das ondas que permitem o intercâmbio equilibrado, ampliando-lhe a área de serviços espirituais.
Concessão divina para a Humanidade, é a ponte que traz de volta aqueles que abandonaram o corpo físico ou que dele foram expulsos, sem que deixassem a vida, comprovando-lhes a imortalidade em triunfo.
Ante a impossibilidade de ser alcançada a perfeição mediúnica, face à condição predominante de mundo de provações que
caracteriza o planeta terrestre e tipifica os seus habitantes por enquanto, cada servidor deve lutar para adquirir a qualidade de bom médium, isto é, aquele que comunica com facilidade, que se faz instrumento dócil aos Espíritos que o
utilizam sob a orientação do seu Mentor.
Nunca se acreditando imaculado, sabe que pode ser vítima da mistificação dos zombeteiros e maus, não a temendo, mas trabalhando por sutilizar as suas percepções psíquicas e emocionais, e elevando-se moralmente para atingir patamares mais enobrecidos nas faixas da evolução.
A facilidade com que os desencarnados o utilizam, especialmente por estar disponível sempre que necessário, propicia-lhe maior sensibilidade e o credencia ao apoio dos Guias da Humanidade, que o cercam de carinho e o inspiram para a ascensão contínua.
Consciente dos próprios limites e das infinitas possibilidades da Vida, reconhece o quanto necessita de transformar-se interiormente para melhor, a fim de ser enganado menos vezes e jamais enganar aos outros, pelo menos conscientemente.
A disciplina e o equilíbrio moral, os pensamentos e as ações honoráveis, o salutar hábito da oração e da meditação, precatam-no das investiduras dos maus e perversos que pululam em toda parte, preservando-lhe os sutis equipamentos
mediúnicos dos choques de baixo teor vibratório que lhes são inerentes, ajudando-o, assim, a manter contato com esses infelizes, quando necessário, porém, sob o controle dos Guias que os conduzem, jamais ao paladar e apetite da
loucura que os avassala.
O bom médium é simples e sem as complexidades do agrado da ignorância, do egoísmo e da presunção, cujas conquistas são
internas e que irradia os valores morais de dentro para fora, qual antena que possui os requisitos próprios para a captação das ondas que serão transformadas em imagens sonoras, visuais ou portadoras de força motriz para muitas finalidades.
Quando esteja açodado pelas conjunturas difíceis ou afligido pelas provações iluminativas, que fazem parte do seu processo de evolução, nunca deve desanimar, nem esperar fruir de privilégios, que os não possui, seguindo fiel e tranqüilo no desempenho da tarefa que lhe diz respeito, preservando a alegria de viver, servir e amar.
O trabalho edificante será sempre o seu apoio de segurança, que o fortalecerá em todos os momentos da existência física, nunca se refugiando na inoperância, que é geradora de mil males que sempre perturbam.
Porque identifica as próprias deficiências, não se jacta da faculdade que possui, reconhecendo que ela pode ser bloqueada ou retirada, empenhando-se para torná-la uma ferramenta de luz a serviço do Amor em todos os instantes.
Os bons médiuns, que escasseiam, em razão da momentânea inferioridade humana, são os instrumentos hábeis para contribuírem em favor do Mundo Novo de amanhã, quando a mediunidade, melhor compreendida e mais bem exercida, se tornará uma conquista valiosa do espírito humano credenciado para a felicidade que já estará desfrutando.


Autor: Manoel Philomeno de Miranda
Psicografia de Divaldo Pereira Franco

A Esmola da Compaixão - Irmão X


De portas abertas ao serviço da caridade, a casa dos Apóstolos em Jerusalém vivia repleta, em rumoroso tumulto. Eram doentes desiludidos que vinham rogar esperança, velhinhos sem consolo que suplicavam abrigo. Mulheres de lívido semblante traziam nos braços crianças aleijadas, que o duro guante do sofrimento mutilara ao nascer, e, de quando em quando, grupos de irmãos generosos chegavam da via pública, acompanhando alienados mentais para que ali recolhessem o benefício da prece. Numa sala pequena, Simão Pedro atendia prestimoso. Fosse, porém, pelo cansaço físico ou pelas desilusões hauridas ao contato com as hipocrisias do mundo, o antigo pescador acusava irritação e fadiga, a se expressarem nas exclamações de amargura que não mais podia conter. - Observa aquele homem que vem lá, de braços secos e distendidos? - gritava para Zenon, o companheiro humilde que lhe prestava concurso - aquele é Roboão, o miserável que espancou a própria mãe, numa noite de embriaguez... Não é justo sofra, agora, as consequências? E pedia para que o enfermo não lhe ocupasse a atenção. Logo após, indicando feridenta mulher que se arrasava, buscando-o, exclamou encolerizado: - Que procuras, infeliz? Gozaste no orgulho e na crueldade, durante longos anos... Muitas vezes, ouvi-te o riso imundo à frente dos escravos agonizantes que espancavas até à morte... Fora daqui! Fora daqui!... E a desmandar-se nas indisposições de que se via tocado, em seguida bradou para um velho paralítico que lhe implorava socorro: - Como não te envergonhas de comparecer no pouso do Senhor, quando sempre devoraste o ceitil das viúvas e dos órfãos? Tuas arcas transbordam de maldições e de lágrimas. . . O pranto das vítimas é grilhão nos teus pés. . . E, por muitas horas, fustigou as desventuras alheias, colocando à mostra, com palavras candentes e incisivas, as deficiências e os erros de quantos lhe vinham suplicar reconforto. Todavia, quando o Sol desaparecera distante e a névoa crepuscular invadira o suave refúgio, modesto viajante penetrou o estreito cenáculo, exibindo nas mãos largas nódoas sanguinolentas. No compartimento, agora vazio, apenas o velho pescador se dispunha à retirada, suarento é abatido. O recém-vindo, silencioso, aproximou-se, sutil, e tocou-o docemente. O conturbado discípulo do Evangelho só assim lhe deu atenção, clamando, porém, impulsivo: - Quem és tu, que chegas a estas horas, quando o dia de trabalho já terminou? E porque o desconhecido não respondesse, insistiu com inflexão de censura: - Avia-te sem demora! Dize depressa a que vens... Nesse instante, porém, deteve-se' a contemplar as rosas de sangue que desabotoavam naquelas mãos belas e finas. Fitou os pés descalços, dos quais transpareciam, ainda vivos, os rubros sinais dos cravos da cruz e, ansioso, encontrou no estranho peregrino o olhar que refletia o fulgor das estrelas... Perplexo e desfalecente, compreendeu que se achava diante do Mestre, e, ajoelhando-se, em lágrimas, gemeu, aflito: - Senhor! Senhor! Que pretendes de teu servo? Foi então que Jesus redivivo afagou-lhe a atormentada cabeça e falou em voz triste: - Pedro, lembra-te de que não fomos chamados para socorrer as almas puras... Venho rogar-te a caridade do silêncio quando não possas auxiliar! Suplico-te para os filhos de minha esperança a esmola da compaixão... O rude, mas amoroso pescador de Cafarnaum mergulhou a face nas mãos calosas para enxugar o pranto copioso e sincero, e quando ergueu, de novo, os olhos para abraçar o visitante querido, no aposento isolado somente havia a sombra da noite que avançava de leve.

Livro: Contos e Apólogos - Irmão X / Francisco Cândido Xavier

Cartões de Paz - André Luiz

Cada espírito é um canal de bênçãos, em se mantendo ligado às Leis do Criador.
Você pode espalhar compreensão e otimismo.
Não se detenha em pessimismo e azedume.
Qualquer tristeza manifestada impulsiona os tristes a ficarem mais tristes.
Encoraje o próximo, com o seu sorriso, entregando suas mágoas a Deus.
Não se sabe de benefício algum que o desânimo tenha realizado.
Siga em frente, criando simpatia e amizade, esperança e cooperação.
Felicidade é fruto da felicidade que se semeia.
Quando a provação lhe apareça, será o seu momento mais importante para comunicar fé e coragem aos companheiros.
Haja o que houver, distribua confiança e bom ânimo, porque a alegria é talvez a única dádiva que você é capaz de ofertar sem possuir.
Se você não acredita que Deus é plenitude de paz e amor, alegria e luz, pense que a Terra se envolve nas sombras da noite, mas há sempre no Céu a fatalidade do alvorecer.

Livro: Busca e Acharás - André Luiz / Médium Francisco Cândido Xavier

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Destaque e Serviço - Meimei

Desfrutas hoje do destaque merecido pelo trabalho que tiveste na escalada aos
valores da cultura ou da influência pessoal.
Sabes, por isso mesmo, analisar com precisão as deficiências e falhas dos degraus
por onde passaste e, às vezes, referes-te a eles com demasiada severidade, apontando-lhes os
defeitos.
Segue, no entanto, em tua jornada de ascensão aos cimos da vida, mas não reproves
e nem perturbes os companheiros que te serviram e prosseguem, colaborando em favor dos outros.
Podes ser agora, simbolicamente, a ponte segura em que transitam altas
inteligências, a caminho das Grandes Luzes, contudo, não subestimes a pinguela, sobre a qual
atravessaste o rio das dificuldades, em teus aprendizados do princípio e da qual se aproveitam
atualmente outros viajares, de modo a seguirem adiante.
Recolhes, presentemente, as próprias refeições em fina baixela de porcelana, junto
daqueles que renteiam contigo, no mesmo elevado social, no entanto, não censures o prato de
barro cozido que, um dia, te assegurou a alimentação, em tempos recuados, e do qual se
valem, ainda hoje, outros amigos, nele buscando o pão que lhes renove as forças, na marcha,
rumo à frente.
Brilha nas alturas que conquistaste, conforme os recursos que a Providência Divina
te concede, mas não te inclines para a retaguarda com o objetivo de destruir a tarefa e a
esperança dos próprios irmãos que fé serviram e continuam trabalhando...
Lembra-te de que as tuas possibilidades, tanto quanto as deles, dependem,
inelutavelmente, das concessões e dos empréstimos de Deus.

Meimei

De Aulas da Vida – Francisco Cândido Xavier / Espíritos Diversos

Tua Harmonia - Joanna de Ângelis


Para que vivas em harmonia com os outros e estes contigo, necessitas manter um programa pessoal, mínimo que seja, indispensável aos resultados felizes.
A pessoa que vive bem com as demais conseguiu desenvolver um espírito de cooperação, grande naturalidade em dar como em receber.
Pequenos e simples atos de consideração constituem a primeira regra para um bom relacionamento humano e social.
Se desejas, realmente, viver em harmonia, tenta:
Ser paciente. A pressa é inimiga da amizade, gerando pressão em relação aos outros e descontrole em quem a cultiva. Desse modo, organiza todos os teus momentos, de forma que não necessites viver em agitação ou ansiedade, levando insegurança aos demais. Relaxa-te e confia que chegará o teu momento, no instante apropriado.
Ser caridoso. Todos necessitam de ajuda. Usa a tua palavra para levantar os ânimos debilitados, estimular as novas lutas. Não critiques nem leves ao ridículo a ninguém, nem mesmo quando em tom de brincadeira. Reparte gentilezas de acordo com as necessidades de cada criatura. Um coração caridoso é uma ilha onde a felicidade reside.
Ser amoroso. O teu amor deve alargar-se e não restringir-se, diminuindo o campo de ação. Num mundo carente, toda baga de amor é como raio de luz dissipando a treva e apontando rumo. Rompe os teus bloqueios, teus receios e limites e deixa que o amor te conduza, fluindo de ti para os demais.
Cooperando e confiando no bem, tens a diretriz para a tua harmonia em relação a ti próprio e a todos os demais.


Autor: Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Pereira Franco

domingo, 1 de maio de 2016

Entre Falsas Vozes - Emmanuel

Se a preguiça te pede:- “Descansa”!, responde-lhe com algum acréscimo de esforço no trabalho
que espera por teu concurso.
Se a vaidade te afirma: “Ninguém existe maior que tu!” – Retribui com a humildade,
reconhecendo que a Vontade do Senhor impera sobre a nossa e que não passamos de meros
servidores da vida, entre os irmãos de luta, onde estivermos.
Se o Orgulho te diz: - “Não cedas!” – Aprende a esquecer-te, auxiliando sempre.
Se o Ciúme exclama aos teus ouvidos: - “A posse é tua!” – Guarda silêncio em tua alma e
procura entender que o amor e o bem são glórias do céu extensivas a todos.
Se o Egoísmo te aconselha: - “Retém!” – Abre as tuas mãos e distribui o bem a todos os que te
cercam.
Se a Revolta te assevera: - “Reage e reivindica os teus direitos!” – Espera a Justiça Divina,
trabalhando e servindo com mais elevada abnegação.
Se a maldade te sugere: “Vinga-te!” – Considera que mais vale amparar sempre ao companheiro,
quanto temos sido auxiliados por Jesus, a fim de que o amor fulgure em nossas vidas.
Os falsos profetas vivem nos recessos de nosso próprio ser. Surge, cada dia, invariáveis, na
forma da intriga ou da maledicência, da leviandade ou da indisciplina, induzindo-nos o coração a
cerrar-se contra a nossa consciência.

Livro: Levantar e Seguir – Emmanuel / Francisco Cândido Xavier
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