sábado, 23 de julho de 2016

Esferas - Emmanuel


Ninguém precisa ausentar-se da Terra para entrar em relações com esferas diferentes.
A diversidade de nossas moradias começa neste mundo mesmo.
Cada mente vive na onda dos desejos que lhe são próprios.
Cada coração palpita nos sentimentos que esposa.
Residimos no lugar em que situamos a própria alma.
Há quem se detenha fisicamente num palácio, sentindo-se no purgatório do desespero, e existe quem se demore num casebre guardando as alegrias de um paraíso interior.
Há quem penetre no inferno da angústia, usando a chave da fortuna, e há quem alcance o Céu, manobrando uma enxada.
Cada espírito permanece na posição que lhe agrada.
Por isso mesmo Jesus, em nos socorrendo na Terra, buscou ampliar-nos a visão e aperfeiçoar-nos o espírito para que se nos engrandeça a esfera individual e coletiva de ideal e realização, de trabalho e de luta.
Cada dia com o Evangelho no coração e nas palavras, nas atitudes e nas mãos é mais um passo para as eminências da vida.
De modo a elevar-se de condição, ninguém reclame contra o cativeiro das circunstâncias.
Se os sentimentos frágeis e enfermiços são produtos do ambiente em que respiram, os sentimentos nobres e robustos são organizadores do ambiente em que atuam, na sustentação de si mesmos e a benefício dos outros.
Jesus, até hoje, convida-nos, através da Boa Nova, a construir a esfera mais elevada em que nos cabe marchar para Deus.
Se nos propormos a atingir as Moradas do Amor e da Sabedoria, na Luz Imperecível, aprendamos a renunciar a nós mesmos, avançando, corajosamente, sob a cruz dos deveres de cada dia, a fim de encontrarmos o Cristo em nossa desejada renovação.


De “Abrigo”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

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