sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Pontos Mortos - Scheilla

Se a presença de alguém te constrange a sofrer penosa impressão de mágoa, recorda que, nas vibrações desequilibradas a te impelirem para a inquietude, jaz um "ponto morto" do sentimento reclamando-te boa vontade para que se lhe extinga a perigosa existência.
Se a ofensa recebida foi impensadamente guardada por ti nas entranhas da alma, compelindo-te à lembranças aflitivas, não olvides de que aí fizeste um "ponto morto", exigindo-te reajuste.
Se a aversão te vence a tranquilidade, ante a voz de um companheiro que se te apresenta menos simpático, aí surpreendes um "ponto morto" do passado, esperando por teu esforço na plantação da simpatia.
Se encontras no trabalho um associado de tarefa, de cuja cooperação desejarias prescindir, à face do mal estar que te impõe, aí possuis um "ponto morto" do caminho que precisas superar com a diligência do bem.
Se alguém te penetrou a família, em condições que te atormentam, suscitando-te pensamentos de animosidade, é que a bagagem de circunstâncias que trazes de passadas reencarnações aí te oferece um "ponto morto", solicitando-te suprimi-lo com aplicações de tolerância, em auxílio a ti mesmo.
Se em teu círculo de fé surge um irmão de ideal com quem te desarmonizas, tentando-te, às vezes, a abandonar os mais preciosos deveres para com os Desígnios Superiores que te presidem a tarefa, convence-te de que aí formaste um "ponto morto", que é preciso afastar, em teus exercícios de fidelidade aos compromissos assumidos.
Ninguém na Terra permanece imune contra semelhantes núcleos de provação.
Todos trazemos do pretérito "pontos mortos" que é indispensável banir da estrada, a fim de marcharmos ao encontro do futuro, na posição de almas livres, para a abençoada missão que nos é reservada.
Amarguras, pesares, dissabores, desencantos são regiões traumatizadas de nossa alma que nos compete sanar, usando os antissépticos da bondade e do perdão, do sacrifício e da renúncia.
Estejamos vigilantes contra os "pontos mortos" do coração, preservando a saúde moral, como nos apressamos a defender o equilíbrio do corpo físico.
Rendamo-nos à serenidade e à paciência, no serviço infatigável do bem com o Cristo de Deus, porque o Mestre da Ressurreição é igualmente o Grande Médico da Vida Eterna, capaz de libertar-nos do jugo tiranizante da morte.


Livro: Passos da Vida. Pelo Espírito Scheilla. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Corrigir - Emmanuel

Questão Nº. 822 de “O Livro dos Espíritos.”

Toda corrigenda, antes que se exprima em palavras, há de vazar-se em amor para que a vida se eleve.
Senão vejamos, em comezinhos incidentes da Natureza.
Não amaldiçoarás a gleba que o deserto alcançou, mas oferecer-lhe-ás a graça da fonte para que retorne aos talentos da produção.
Não condenarás o pântano em que a lama se acumulou, provocando a inutilidade, mas drenar-lhe-ás o leito de lodo, a fim de que se restaure em leira fecunda.
Não reprovarás simplesmente a veste que os detritos desfiguraram, mas mergulhá-la-ás na água pura, recompondo-lhe a forma para a bênção da serventia.
Não martelarás indiscriminadamente a máquina, cuja engrenagem se nega à função devida, e sim lhe examinarás, com atenção, os implementos defeituosos, de modo a recuperá-la para o justo exercício.
Não derrubarás a plantação nascente que a praga invadiu, mas mobilizarás carinho e cuidado para libertá-la do elemento destruidor, propiciando-lhe recurso preciso ao refazimento.
Não aniquilarás certa província corpórea, porque se mostre enfermiça, mas fornecer-lhe-ás adequado remédio, normalizando-lhe os movimentos.
Repreensão sem paciência e esperança, ainda mesmo quando se fundamente em razões respeitáveis, é semelhante ao punhal de ouro fulgurando rara beleza, mas carreando consigo a visitação da morte.
Corrigir é ensinar e ensinar será repetir a lição, com bondade e entendimento, tantas vezes quantas se fizerem necessárias.
Unge-te, pois, de compaixão, se desejas retificar e servir.
Lembra-te de que o próprio Cristo, embora portador de sublimes revelações no tope do monte, antes de ministrar a Verdade à mente dos ouvintes sequiosos de luz, ao reparar-lhes a fome do corpo, deu-lhes, compassivo, um pedaço de pão.


Livro: “Religião dos Espíritos”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Seja Voluntário - Cairbar Schutel

Seja voluntário na evangelização infantil. Não aguarde convite para contribuir em favor da Boa Nova no coração das crianças. Auxilie a plantação do futuro.
Seja voluntário no Culto do Evangelho. Não espere a participação de todos os companheiros do lar para iniciá-lo. Se preciso, faça-o sozinho.
Seja voluntário no templo espírita. Não aguarde ser eleito diretor para cooperar. Colabore sem impor condições, em algum setor, hoje mesmo.
Seja voluntário no estudo edificante. Não espere que os outros lhe chamem a atenção. Estude por conta própria.
Seja voluntário na mediunidade. Não aguarde o desenvolvimento mediúnico, sistematicamente sentado à mesa de sessões. Procure a convivência dos Espíritos Superiores, amparando os infelizes.
Seja voluntário na assistência social. Não espere que lhe venham puxar o paletó, rogando auxílio. Busque os irmãos necessitados e ajude como puder.
Seja voluntário na propaganda libertadora. Não aguarde riqueza para divulgar os princípios da fé. Dissemine, desde já, livros e publicações doutrinárias.
Seja voluntário na imprensa espírita. Não espere de braços cruzados a cobrança da assinatura. Envie o seu concurso, ainda que modesto, dentro das suas possibilidades.
Sim, meu amigo. Não se sinta realizado.
Cultive espontaneidade nas tarefas do bem.
“A sementeira, é grande e os trabalhadores são poucos.”
Vivemos os tempos da renovação fundamental.
Atravessemos, portanto, em serviço, o limiar da Era do Espírito!
Ressoam os clarins da convocação geral para as fileiras do Espiritismo.
Há mobilização de todos.
Cada qual pode servir a seu modo.
Aliste-se enquanto você se encontra válido.
Assuma iniciativa própria.
Apresente-se em alguma frente de atividade renovadora e sirva sem descansar.
Quase sempre, espírita sem serviço é alma a caminho de tenebrosos labirintos do umbral.
Seja voluntário na Seara de Jesus, Nosso Mestre e Senhor!

Livro: O Espírito da Verdade. Pelo Espírito Cairbar Schutel. Psicografia de Francisco Cândido Xavier

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Reino Íntimo - Emmanuel


Que a Terra ainda é um mundo de expiações e testes constantes, não há que duvidar.
Dificuldades e obstáculos repontam de toda a parte. Entretanto, em qualquer situação, ser-nos-á possível criar um mundo à parte, em que a paz nos ilumine em direção do futuro.
Encontrarás, talvez, os que te golpeiam o coração, lesando-te o campo afetivo, qual se compromissos assumidos nada valessem, ante a dominação do prazer; contudo, podes assegurar a tranquilidade própria, com o esquecimento de semelhantes agressões, nas quais os agressores se fazem infelizes por eles mesmos.
Terás pela frente, em muitas ocasiões, a perseguição e a injustiça; no entanto, saberás imunizar-te contra os males do ressentimento, desculpando as injúrias.
Provavelmente, conhecerás grandes perdas da parte de amigos aos quais te empenhaste, de alma e coração; todavia, surpreenderás na própria fé a energia para reiniciar a construção de tua segurança, na certeza de que a cada um de nós a vida atribuirá isso ou aquilo, segundo as nossas próprias obras.
Perderás, talvez, afeições numerosas que te deixarão a sós, nos instantes difíceis, porém, saberás agir compreensivamente, buscando o bem, com o olvido de todo mal, e assim aprenderás a identificar os verdadeiros amigos, elegendo em teu favor uma seleção de companheiros capazes de amparar-te e de entender-te nos encargos que foste chamado a cumprir.
O mundo é um palco imenso de provas e tribulações, funcionando à maneira de escola em que se nos apresentam vários tipos de educação e aprimoramento, mas nessa área imensa de lutas, podes perfeitamente criar, nos recessos da alma, a fé e a serenidade, a coragem e a fortaleza que podem garantir a paz e a segurança dentro de ti.

Livro: “Inspiração”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

Professores Gratuitos - Emmanuel

Todas as aquisições guardam o preço que lhe correspondem.
Enquanto na Terra, permutamos sempre em determinados valores, certas utilidades de que a nossa vida carece.
Compramos o livro que nos ensina, pagamos o ingresso ao parque de diversões, adquirimos o comprimido para a dor de cabeça.
Somos devedores, nas escolas, nos bancos, nos armazéns e nas farmácias.
Por toda parte os recursos ordinários da alimentação e do vestuário exigem nosso esforço na capacidade de alcançá-los.
Em todos os lugares, os instrutores competentes, nessa ou naquela matéria cultural em que iniciamos a inteligência, reclamam honorários justos.
Pagamos cada dia, ensinamentos, suprimentos, dívidas e prestações.
E, para isso, compete-nos trabalhar infatigavelmente usando o suor, a humildade, a diligência, a iniciativa, a coragem e a renunciação.
Entretanto, há uma classe de orientadores que nos trazem os talentos da virtude, sem exigir pagamento.
Lecionam paciência e bondade, tolerância e perdão.
Ajudam-nos a edificar o santuário da fé e induzem-nos à vigilância sobre nós mesmos.
Amparam-nos, à distância, com os raios de sua força, mantendo-nos em posição de alerta, no desempenho de nossos deveres.
Constrangem-nos a meditar em nossas próprias necessidades de melhoria íntima e conduzem-nos sem perceber a valiosas experiências de renovação interior.
Esses professores gratuitos são os nossos Adversários.
São realmente Aqueles que ainda não nos podem compreender e guiam-nos, por isso mesmo, à perseverança no bem ou aqueles que ainda não conseguimos entender e, por isso mesmo, nos conduzem à desistência do mal.
“Amai aos vossos inimigos” – disse o Mestre.
E repetiremos por nossa vez: - Amemos Aqueles que nos contrariam, aproveitando a oportunidade que nos oferecem ao auto-aperfeiçoamento e, sem ônus do ouro e sem o sacrifício do suor, alcançaremos por intermédio Deles, sublimes talentos espirituais para a vida eterna.

Livro: Marcas do Caminho -- Pelo Espírito Emmanuel / Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Mensagem do Homem Triste - Meimei

Passaste por mim com simpatia, mas quando me viste os olhos parados, indagaste em silêncio por que vagueio na rua.
Talvez por isso estugaste o passo e, embora te quisesse chamar, a palavra esmoreceu-me na boca.
É possível tenhas suposto que desisti do trabalho, no entanto, ainda hoje, bati, em vão, de oficina a oficina... Muitos disseram que ultrapassei a idade para ganhar dignamente o meu pão, como se a madureza do corpo fosse condenação à inutilidade, e outros, desconhecendo que vendi minha roupa melhor para aliviar a esposa doente, despediram-me apressados, acreditando-me vagabundo sem profissão.
Não sei se notaste quando o guarda me arrancou à contemplação da vitrina, a gritar-me palavras duras, qual se eu fosse vulgar malfeitor. Crê, porém, que nem de leve me passou pela mente a ideia de furto: apenas admirava os bolos expostos, recordando os filhinhos a me abraçarem com fome, quando retorno à casa.
Ignoro se observaste as pessoas que me endereçavam gracejos, imaginando-me embriagado, porque eu tremesse, encostado ao poste: afastaram-se todas, com manifesto desprezo, contudo não tive coragem de explicar-lhes que não tomo qualquer alimento, há três dias...
A ti, porém, que me fitaste sem medo, ouso rogar apoio e cooperação. Agradeço a dádiva que me estendas, no entanto, acima de tudo, em nome do Cristo que dizemos amar, peço que me restituas a esperança, a fim de que eu possa honrar, com alegria, o dom de viver. Para isso, basta que te aproximes de mim, sem asco, para que eu saiba, apesar de todo o meu infortúnio, que ainda sou teu irmão.

Meimei
Livro: “Ideal Espírita”, de Francisco Cândido Xavier – Autores diversos

Intriga e Acusações - Emmanuel

Quanto possível, abstém-te de assuntos infelizes.
*
Muitas vezes, quem te fala contra os outros pode trazer a imaginação doente ou superexcitada.
*
Quando alguém, porventura, se te faça veículo de alguma intriga, tanto é digna de compaixão a pessoa que te trouxe essa bomba verbal, quanto a outra que a teria criado.
*
Uma frase imperfeitamente ouvida será sempre uma frase mal interpretada.
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A criatura que se precipita em julgamentos errôneos, a teu respeito, talvez seja vítima de lastimável engano.
*
Muitas pessoas de hábitos cristalizados em comentários descaridosos, em torno da vida alheia, estão a caminho de tratamentos médicos, dos mais graves.
*
Se trazes a consciência tranquila, as opiniões negativas efetivamente não te alcançam.
*
Diante de críticas recebidas, observa até que ponto são verídicas e aceitáveis, para que venhamos a retificar em nós aquilo que nos desagrada nos outros.
*
Conhecendo algum desequilíbrio em andamento, auxilia em silêncio naquilo em que possas cooperar sem alarde, sem referir a ninguém, quanto ao esforço de reajuste que sejas capaz de desenvolver.
*
Compadece-te dos acusadores e ora, em favor deles, rogando a Deus para que sejam favorecidos com a bênção de paz que desejamos para nós.
*

Livro: “Calma”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

Perigos - Emmanuel

Guarda a própria alma na compreensão e na bondade para com todos, a fim de que o amor te preserve as fontes da vida.
Muitos companheiros atravessam o campo humano, receando calamidades exteriores, amplamente desprevenidos contra os flagelos do mundo íntimo.
Temem o fogo terrestre que a água consome e não se precatam contra o incêndio da discórdia que lhes destrói o templo doméstico.
Apavoram-se diante de profecias inconsequentes, nada compatíveis com a misericórdia que nos preside a existência, e adormecem, desavisados, à frente dos deveres que a vida lhes confiou.
Amedrontam-se, perante a bala mortífera que assalta o corpo frágil e perecível e entregam-se ao vírus da calúnia que lhes corrompe os tecidos sutis da alma.
Recuam espavoridos, ante a infestação da varíola ou do tifo que a medicina combate com segurança e aceitam sem murmurar as sugestões da preguiça e da indisciplina que lhes atormentam as horas.
Referem-se a perigos remotos que talvez jamais lhes visitem a estrada e caminham, por vezes, entre as farpas invisíveis da desarmonia e do ódio, do ressentimento e do desespero, criando com a própria atitude a taça de sofrimento e de expiação, em que sorvem, desalentados, o escuro elixir da morte.
Conserva o coração no entendimento, o cérebro no equilíbrio, os olhos na visão limpa do bem, o verbo na fraternidade real e as mãos no serviço incessante e não precisarás temer perigo algum, de vez que a fortaleza interior ser-te-á, em tudo a força precisa para que possas refletir, onde estiveres, a vontade sábia e compassiva de Deus.

Livro: “Intervalos”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

Consciência e Corrigenda - Ignotus

Singular abatimento paulatinamente dominava a elegante senhora.
Cercada pelo carinho de largo círculo de relações e comodamente instalada, a dama apresentava-se angustiada, inquieta, registrando singulares anomalias físicas e psíquicas, antes ignoradas.
Receando agravar-se o estranho sofrimento, resolveu visitar um psiquiatra de renome, espírita que, segundo várias pessoas, realizava milagres.
— Não sei a razão do meu atual estado — começou a consulente com desenvoltura, enunciando as síndromes várias da pertinaz aflição.
O esculápio escutou-a com serenidade, cenho franzido, gentil.
Após interrogações necessárias a uma anamnese completa quanto possível, esclareceu, delicado:
— Compete-me usar de franqueza, a fim de projetar luz no seu problema. Assim, rogando-lhe desculpas, solicito igualmente, a mesma lealdade.
— A senhora não teria abortado recentemente?
A pergunta honesta, endereçada com algum constrangimento, surpreendeu a senhora, que retrucou:
— Sou viúva há mais de cinco anos, doutor, e mantenho uma vida honrada, respeitando a memória de meu esposo.
— Contudo, o seu caso me parece típico... Procure recordar-se... Andes da desencarnação do esposo... Às vezes as consequências são tardias...
— Nunca, nunca eu me submeteria a tal. Não tive a honra de ser mãe, conquanto o desejasse ardentemente...
— Confesso-lhe a minha estranheza, porque essa sintomatologia é de ordem espiritual, mui complexa...
Houve um silêncio incômodo. O médico demonstrava embaraço.
— A senhora tem religião? — Indagou.
— Não exatamente — respondeu — Hoje sou livre-pensadora ...
— Qual a sua profissão?
— Sou obstetra prática e, para ser-lhe franca, somente por sentimentos humanitários, para salvar moçoilas inexperientes e senhoras doidivanas, já pratiquei nelas 150 abortos, ou melhor para ser exata: 152. Tenho tudo catalogado, a caráter, com verdadeiro zelo.
— ... Aí está a causa da sua enfermidade. Remorso inconsciente, sintonia com as suas vítimas e obsessão sendo instalada com segurança cujas consequências serão imprevisíveis... É necessário voltar-se para Deus e despertar...
... — Mas eu aqui venho — revidou, ofendida, a cliente, — ouvir um psiquiatra não um religioso... De religião, para mim, chega!
E saiu, revoltada.
*
Todos os males procedem do espírito graças aos erros praticados, que ressurgem como necessários corretivos para o despertamento dos infratores.
Quão poucos, ainda, estão dispostos à reparação e ao enobrecimento pessoal!
Acautela-te, portanto.

Ignotus
Livro: “Sementeira da Fraternidade”, de Divaldo Pereira Franco – Diversos Espíritos

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Isso é da Lei de Deus - Emmanuel



Tolera, construindo
Todo o bem que puderes
Não exija dos outros
Dons que ainda te faltam.
Erros nos companheiros
Poderiam ser nossos.
Aceita as provações
Por exames de fé.
Trarás contigo a paz
Que fizeres nos outros.
Temos sempre o que damos.
Isso é a lei de Deus.
Emmanuel   /   Francisco Cândido Xavier

A Morte - Irmão José


Não pranteies em desespero aqueles que te antecederam na Grande Viagem.
A morte é indispensável à renovação de todos os seres e de todas as coisas.
Se não morrer, a semente de trigo não se transforma em pão.
A vida no carpo físico é simplesmente um estágio, dentre os muitos que o espírito
efetua em sua jornada para Deus.
Sobre a terra, os homens desfrutam temporariamente da companhia uns dos outros - quando
alguns espíritos chegam, outros partem, tornando à Pátria Verdadeira.
A separação definitiva entre os que se amam, jamais acontece.
Não questiones os Desígnios Superioras com tanta amargura no coração!
Transfigura a dor da saudade em obras de amor consagradas à memória
dos entes queridos que partiram.


Irmão José / Carlos C. Baccelli

Questão de Emegência - Joanna de Ângelis


A pessoa que te parecia de suma importância, na área da afetividade, sem a qual, a vida perderia o sentido;
a joia pela qual te empenhaste com denodo pelo conseguir;
a posição social que te significava razão primacial da luta;
a viagem de férias que te representava um triunfo, incitando-te a um empenho hercúleo;
a casa confortável que desejavas e por cuja conquista laboraste até a exaustão;
A embriaguez dos sentidos porque anelavas com incontida ansiedade, que se te fez habitual, e outras tantas coisas, agora, que as circunstâncias mudaram, que amealhaste experiências diferentes, parecem de pequena monta, na conjuntura em que te encontras.
Há pessoas e coisas que valem o que lhe atribuis, porque destituídas intrinsecamente do conteúdo essencial para propiciar paz e preencher vazios da alma.
*
O tempo, na sua incontida sucessão, encarrega-se de situar tudo nos seus devidos lugares.
Em razão disso, não te afadigues, em desconcerto íntimo, na busca das coisas externas.
Empenha-te por uma incursão no desconhecido país do espírito, descobrindo o de que e de quem realmente necessitas para o milagre de uma vida plena.
Surpreender-te-ás com os valores que, em realidade, têm estrutura para servir de base ao edifício da felicidade por que lutas.
Identificarás, que toda conquista se realiza, quando verdadeira, de dentro para fora do próprio ser.
Neste afã superam-se aparências e ilusões, despertando-se para a realidade profunda da vida.
*
A questão de emergência que te diz respeito é a do auto-aprimoramento pela ação digna do bem.
Esta realização da reforma moral auxiliar-te-á a vencer a ilusão, antes que ela te domine e te abandone após exaurir-te.
*
Propõe-te a emergência da conduta reta, da qual decorrerão a consciência tranquila e a paz do coração.
Estas conquistas de valor inquestionável jamais te defraudarão em qualquer tempo, lugar ou situação, antes seguindo contigo, além da vida física para conceder-te felicidade.


Joanna de Ângelis & Divaldo Pereira Franco
De “Alerta”

Esforço e Oração - Emmanuel

“E, despedida a multidão, subiu ao monte a fim de orar, à parte. E, chegada já a tarde, estava ali só.” — (Mateus, Capítulo 14, Versículo 23.)

De vez em quando, surgem grupos religiosos que preconizam o absoluto retiro das lutas humanas para os serviços da oração. Nesse particular, entretanto, o Mestre é sempre a fonte dos ensinamentos vivos. O trabalho e a prece são duas características de sua atividade divina. Jesus nunca se encerrou a distância das criaturas, com o fim de permanecer em contemplação absoluta dos quadros divinos que lhe iluminavam o coração, mas também cultivou a prece em sua altura celestial. Despedida a multidão, terminado o esforço diário, estabelecia a pausa necessária para meditar, à parte, comungando com o Pai, na oração solitária e sublime. Se alguém permanece na Terra, é com o objetivo de alcançar um ponto mais alto, nas expressões evolutivas, pelo trabalho que foi convocado a fazer. E, pela oração, o homem recebe de Deus o auxílio indispensável à santificação da tarefa. Esforço e prece completam-se no todo da atividade espiritual. A criatura que apenas trabalhasse, sem método e sem descanso, acabaria desesperada, em horrível secura do coração; aquela que apenas se mantivesse genuflexa, estaria ameaçada de sucumbir pela paralisia e ociosidade. A oração ilumina o trabalho, e a ação é como um livro de luz na vida espiritualizada. Cuida de teus deveres porque para isso permaneces no mundo, mas nunca te esqueças desse monte, localizado em teus sentimentos mais nobres, a fim de orares “à parte”, recordando o Senhor.

Livro: Caminho, Verdade e Vida - Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Não Merecem - Marco Prisco


Guarde-se do mal e defenda-se dele com a realização do bem operante. O mal não merece consideração.
Há muito que fazer, valorizando a oportunidade de serviço que surge inesperada.
A intriga não merece a atenção dos seus ouvidos.
A injúria não merece o respeito da sua preocupação.
A ingratidão não merece o zelo da sua aflição.
O ultraje não merece o seu revide verbalista.
A mentira não merece a interrupção das suas nobres tarefas.
A exasperação não merece o seu sofrimento.
A perseguição gratuita não merece a sua solicitude.
A maledicência não merece o alto-falante da sua garganta.
A inveja não merece o tempo de que você necessita para o trabalho nobre.
Os maus não merecem a sua inquietação.
Entregue-os ao tempo benfazejo.
Abra os braços ao dever, firme-se no solo do serviço, abrace-se à cruz da responsabilidade, recordando o madeiro onde expirou o Cristo e, em perfeita magnitude, desafie a fúria do mal.
O lídimo cristão é fiel servidor.
Você tem somente um amo a quem prestará contas: Jesus!
Preocupado com o que deve fazer, não pare a escutar os que não têm o que fazer ou nada querem fazer.
Transformando-se em antena viva da inspiração superior, registre o ensinamento evangélico do amor, no coração, viva-o na ação e prossiga sem medo.
Você sabe que em toda seara existem abelhas diligentes e marimbondos destruidores. Também, não ignora “que os maus por si mesmos se destroem”, como afirma a sabedoria popular.
Identifique no obstáculo o ensejo iluminativo e não se detenha.
Por essa razão, enquanto a ventania açoita, guarde a sua fé robusta e, sem dar atenção ao mal, esteja acautelado, porque, não descendo às ondas mentais dos maus, você paira inatingível nas vibrações superiores das Altas Potências da Vida. Doe amor e, assim, faça o bem, para que não venha “a responder por todo mal que haja resultado de não haver praticado o bem”.


Marco Prisco & Divaldo Pereira Franco
Livro Legado Kardequiano

O Homem Bom - Emmanuel


Conta-se que Jesus, apos narrar a Parábola do Bom Samaritano, foi novamente interpelado pelo doutor da lei que, alegando não lhe haver compreendido integralmente a lição, perguntou, sutil:
- Mestre, que farei para ser considerado homem bom?
Evidenciando paciência admirável, o Senhor respondeu:
Imagina-te vitimado por mudez que te iniba a manifestação do verbo escorreito e pensa quão grato te mostrarias ao companheiro que falasse por ti a palavra encarcerada na boca.
Imagina-te de olhos mortos pela enfermidade irremediável e lembra a alegria da caminhada, ante as mãos que te estendessem ao passo incerto, garantindo-te a segurança.
Imagina-te caído e desfalecente, na via pública, e preliba o teu consolo nos braços que te oferecessem amparo, sem qualquer desrespeito para com os teus sofrimentos.
Imagina-te tocado por moléstia contagiosa e reflete no contentamento que te iluminaria o coração, perante a visita do amigo que te fosse levar alguns minutos de solidariedade.
Imagina-te no cárcere, padecendo a incompreensão do mundo, e recorda como te edificaria o gesto de coragem do irmão que te buscasse testemunhar entendimento.
Imagina-te sem pão no lar, arrostando amargura e escassez, e raciocina sobre a felicidade que te apareceria de súbito no amparo daqueles que te levassem leve migalha de auxílio, sem perguntar por teu modo de crer e sem te exigir exames de consciência.
Imagina-te em erro, sob o sarcasmo de muitos, e mentaliza o bálsamo com que te acalmarias, diante da indulgência dos que te desculpassem a falta, alentando-te o recomeço.
Imagina-te fatigado e intemperante e observa quão reconhecido ficarias para com todos os que te ofertassem a oração do silêncio e a frase de simpatia.
Em seguida ao intervalo espontâneo, indagou-lhe o Divino Amigo:
- Em teu parecer, quais teriam sido os homens bons nessas circunstâncias?
- Os que usassem de compreensão e misericórdia para comigo - explicou o interlocutor.
- Então - repetiu Jesus com bondade, segue adiante e faze também o mesmo.


Livro: Amor e Vida em Família - Francisco Cândido Xavier / Emmanuel

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Bezerra de Menezes


...há situações que constituem a nossa prova aflitiva e áspera, mas redentora e santificante.
Perdoemos as pedras da vida pelo ouro da experiência e de luz que nos oferecem.
E, sobretudo, armemo-nos de coragem para o trabalho, porque é na dor do presente que corrigimos as lutas de ontem, acendendo abençoada luz para o nosso grande porvir.

Bezerra de Menezes - Francisco Cândido Xavier

Pontos Vulneráveis - Joanna de Ângelis


Nas tuas fraquezas estão os pontos vulneráveis, que deves revestir de forças
Se te agradam as sensações mais fortes, sempre as defrontarás, atraentes, atormentando-te.
Se te excitam a ganância e a cobiça, respirarás no clima dos usurários.
Se te interessam a maledicência e a impiedade, sempre descobrirás vícios e deslizes alheios.
Se preferes o ócio e o comodismo, encontrarás escusas para a preguiça e o repouso exagerado.
A tua segurança interior depende da tua inclinação e preferência, cabendo-te a tarefa de renovar as forças e vigiar as fraquezas, que se transformam com o tempo, em equilíbrio e vigor.
No que cometeste falta grave, trazes dela a “marca” íntima.
De acordo como erro, volves aos sítios familiares onde deves repará-lo.
Não te permitas concessões desconcertantes, nem prazeres que anestesiam a razão e perturbam o sentimento.
Conscientiza-te dos teus pontos vulneráveis e vencerás as tentações e as más inclinações.

Livro: Alerta – Joanna de Angelis – Médium Divaldo Pereira Franco

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Estar Com Tudo - André Luiz

Freqüentemente encontramos companheiros de excelente formação moral convictos de que atender à caridade será aceitar tudo e que a paciência deve tudo aguentar.
A evolução, no entanto, para crescer, exige muito mais a supressão que a conservação.
Em nenhum setor da existência o progresso e a cultura se compadecem com o "estar com tudo".
A caridade da vida é aperfeiçoamento.
A paciência da natureza é seleção.
Todas as disciplinas que acrisolam a alma cortam impulsos, hábitos, preferências e atitudes impróprias à dignidade espiritual.
Todos os seres existentes na Terra se aprimoram à medida que o tempo lhes subtrai as imperfeições.
Na experiência cotidiana, os exemplos são ainda mais flagrantes.
Compra-se de tudo para a alimentação no instituto familiar, mas não se aproveita ndiscriminadamente o que se adquire.
O corpo, a serviço do espírito encarnado, às vezes se nutre com tudo, mas nunca retém tudo. Expulsa mecanicamente o que não serve.
No plano da alma, a lógica não é diferente. Podemos ver, ouvir e aprender tudo, mas se é aconselhável destacar a boa parte de cada coisa, não é compreensível concordar com tudo.
Necessário ver, ouvir e aprender com discernimento. Imprescindível observar um companheiro mentalmente desequilibrado com caridade e paciência, mas em nome da caridade e da paciência não se lhe assimilar a loucura.
Devemos tratar com benevolência e brandura quantos não pensem por nossa cabeça, entretanto, a pretexto de lhes ser agradáveis não se lhes abraçará os preconceitos, enganos, inexatidões ou impropriedades.
A Doutrina Espírita está alicerçada na lógica e para sermos espíritas é impossível fugir dela.
Há que auxiliar a todos, como nos seja possível auxiliar, mas tudo analisando para que o critério nos favoreça...
Paulo de Tarso, escrevendo aos coríntios, afirmou que "a caridade tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta", mas não se esqueceu de recomendar aos tessalonicenses que examinassem tudo, retendo o bem. Admitamos assim, com o máximo respeito ao texto evangélico que o apóstolo da gentilidade ter-se-ia feito subentender naturalmente, explicando que a caridade tudo sofre de maneira a ser útil, tudo crê para discernir, tudo espera de modo a realizar o melhor e tudo suporta a fim de aprender, mas não para estar em tudo e tudo aprovar.

De "Opinião Espírita", de André Luiz, Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira




Esplendor - Emmanuel

Não desanimes. Segue...
Vives na luz de Deus.

A Terra que te abriga
É um jardim ante o Sol.

Contempla a vida em torno...
Tudo é cor e beleza.

O fruto que consomes
É flor que amadurece.

A própria dor que sofras
É impulso para os cimos.

Deus te conduza aos Céus,
De esplendor a esplendor.

Se desejas servir Deus te concede os meios.

Livro: “Centelhas”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

domingo, 4 de setembro de 2016

André Luiz - Na Esfera da Palavra

Certa palavra delituosa foi projetada ao mundo por uma boca leviana e, em breves dias, desse quase imperceptível fermento de incompreensão, nasceu vasta epidemia de maledicência.
Da maledicência surgiram apontamentos ingratos, estabelecendo grande infestação de calúnia.
Da calúnia apareceram observações impróprias, gerando discórdia, perturbação, desânimo e enfermidade.
De semelhantes desequilíbrios, emergiram conflitos e desvarios, criando aflição e ruína, guerra e morte.
Meus irmãos, para o médico desencarnado o verbo mal conduzido é sempre a raiz escura de grande parte dos processos patogênicos que flagelam a Humanidade.
A palavra deprimente é sarna invisível, complicando os problemas, enegrecendo o destino, retardando o progresso, desfazendo a paz, golpeando a fé e anulando a alegria.
Se buscamos no mundo selecionar alimentos sadios, na segurança e aprumo do corpo, é indispensável escolher conversações edificantes, capazes de preservar a beleza e a harmonia de nossas almas.
Bocas reunidas na exaltação do mal assemelham-se a caixotes de lixo, vazando bacilos de delinqüência e desagregação espiritual.
Atendamos ao silêncio, onde não seja possível o concurso fraterno.
Disse o profeta que «a palavra dita a seu tempo é como maçã de ouro em cesto de prata».
No entanto, só o amor e a humildade conseguem produzir esse milagre de luz.
Para cooperar com o Cristo, é imprescindível sintonizar a estação da nossa vida com o seu Evangelho Redentor.
Busquemos sentir com Jesus.
Não nos esqueçamos de que a língua fala com os homens e de que o coração fala com Deus.

André Luiz - Francisco Cândido Xavier

A Violência no Homem - Luis Postiglioni

O homem liberta-se lentamente do bruto que nele predomina, deixando aflorar seus inesgotáveis recursos latentes.
Tem-se dito que o “homem é o produto do meio”, porém é ele quem constrói o meio ambiente onde vai viver.
A violência, portanto, é um vestígio dos instintos primitivos do ser humano, que a educação submete e orienta.
As feras atacam por instinto. O egoísmo, libertando os instintos agressivos das frágeis cadeias morais, faz o homem desleal e cruel.
Além do impulso que destrói, são violentos os atos de suborno, de negociações desonestas, de lucros exagerados, de negativas aos direitos alheios, de manter a ignorância, de cultivar o pessimismo, de exploração, de perturbação da paz, de negar cooperação.
A violência desaparecerá quando o homem, escutando as vozes da razão e do amor, compreender quão transitória é sua vida física e perene a vida espiritual.
Então, trocará a agressividade pela mansidão dinâmica, a mensageira da paz desejada.

Livro: Rumo às Estrelas - Luís Postiglioni / Médium Divaldo Pereira Franco

No Mundo Íntimo - Emmanuel


Em todos os problemas que se reportam à construção e à produção, nos círculos da natureza exterior, surpreendemos recursos drásticos na base das equações necessárias.
É o atrito na direção do progresso, esmerilando, mondando, corrigindo, aperfeiçoando...
O solo, na plantação, tolera o corte do arado a lanhar-lhe o corpo submisso.
O fruto amadurecido recebe a pancada do segador, no dia da ceifa, de modo a transformar-se em pão que sustente a mesa.
Antes que o asfalto complemente a segurança da estrada, é preciso que a terra suporte os ataques da picareta.
Para que a pedra venha do serro bruto ao trabalho do homem, quase sempre, sofre a ação do explosivo controlado.
O minério, a fim de elevar-se ao nível da indústria, encontra o forno de alta tensão.
O mármore, candidato à obra-prima, submete-se à pressão do cinzel.
A planta para derramar seiva nutriente ou curativa, sujeita-se aos golpes do incisor.
Na cirurgia o órgão doente para reabilitar-se, experimenta os lances do bisturi.
Instrumentos os mais diversos auxiliam o homem a expurgar, edificar, brunir, renovar...
Entretanto, nos grandes conflitos do sentimento, diante das tempestades morais e as provas constrangedoras que atormentam a alma e convulsionam a vida, o remédio indispensável será sempre a constância da paciência gerando a força da paciência.

Emmanuel
Livro: “Ideal Espírita”, de Francisco Cândido Xavier – Autores diversos

sábado, 3 de setembro de 2016

Até o Fim - André Luiz, Emmanuel

Já sentiu você o prazer de ajudar alguém, sem interesse secundário, de modo absoluto, do início ao fim da necessidade, presenciando um sucesso ou uma recuperação?
Por exemplo, encontrar um enfermo, sem possibilidades de tratamento, endereçado ao fracasso, e providenciar-lhe a melhoria, simplesmente em troca da satisfação de vê-lo restituído às oportunidades da existência?
Verte deste fato bem-estar sem paralelo em qualquer outra ação humana, por exprimir-se em regozijo íntimo inviolável.
Você já pensou nos resultados incalculáveis de se proteger uma criança impelida ao abandono, desde as primeiras iniciações da vida até a obtenção de um título profissional que lhe outorgue liberdade e respeito a si mesma, sem intuito de cobrança?
Já refletiu na importância inavaliável de um serviço sacrificial sustentado em benefício de outrem, do princípio ao remate, sem pedir ou esperar a admiração de quem quer que seja?
Só aqueles que já passaram por essas realizações conseguem julgar a pureza da euforia e a originalidade da emoção que nos dominam, ao cumprirmos integralmente os deveres assistenciais do começo ao acabamento, sem a mínima idéia de compensação.
Ocasiões não faltam.
Ombreamos diariamente multidões de doentes, desabrigados, famintos, nus, obsessos e desorientados.
Você pode até mesmo escolher a empreitada que pretenda chamar para si.
Há um encanto particular em sermos protagonistas ou colaboradores efetivos das vitórias do próximo. Em muitas ocasiões, não há melhor estimulante à vida e ao trabalho.
Para legiões de criaturas essa obra de benemerência completa e oculta é a fórmula para restaurarem a confiança em Deus, cujas leis de amor funcionam pela marca do anonimato, em bases impessoais.
Nessas empresas do bem por dedicação ao bem, almas inúmeras encontram a cura dos males, o esquecimento de sombras, a significação da utilidade pessoal e a equação ideal do contentamento de viver.
Quando inconformidade ou monotonia lhe desfigurem a paisagem interior, dinamize o seu poder de auxiliar.
Semeie sacrifícios e colha sorrisos.
Dê suas posses e receba a alegria que não tem preço.
Tome a iniciativa de oferecer a sua hora e outros virão espontaneamente trazer dias e dias de apoio ao trabalho em que você se empenhou.
Experimente. Desencadeie a causa do bem e o bem responderá mecanicamente com os seus admiráveis efeitos.


Do livro "Estude e Viva" Emmanuel / André Luiz / Francisco Cândido Xavier

Meditações - Marco Aurélio Antonino


*A morte é o descanso das repercussões sensórias, do titerear dos impulsos, das divagações do inteleto e dos serviços à carne.

*Quando você se ofender com as faltas de alguém, vire-se e estude os seus próprios defeitos. Cuidando deles, você esquecerá a sua raiva e aprenderá a viver sensatamente.

*A nossa vida é aquilo que os nossos pensamentos fizerem dela.

*Nada de desgosto, nem de desânimo; se acabas de fracassar, recomeça.

*O melhor modo de vingar-se de um inimigo, é não se assemelhar a ele.

*Muitas vezes erra não apenas quem faz, mas também quem deixa de fazer alguma coisa.

*Pratica cada um dos teus atos como se fosse o último da tua vida.

*Se te ocorrer, de manhã, de acordares com preguiça e indolência, lembra-te deste pensamento: "Levanto-me para retomar a minha obra de homem".

*A experiência é um troféu composto por todas as armas que nos feriram.

*Não se é menos culpado não fazendo o que se deve fazer do que fazendo o que não se deve fazer.

*Rejeita a sede dos livros, para que não morras com queixumes, mas serenamente.

*Escava dentro de ti. É lá que está a fonte do bem, e esta pode jorrar continuamente, se a escavares sempre.

*Se tens dificuldade em cumprir um intento, não penses logo que seja impossível para o homem; pensa quanto é possível e natural para ele, e que também pode ser alcançado por ti.

*Aplica-te a todo o instante com toda a atenção... para terminar o trabalho que tens nas tuas mãos... e liberta-te de todas as outras preocupações. Delas ficarás livre se executares cada ação da tua vida como se fosse a última.

Marco Aurélio Antonino

A Grande Pergunta - Emmanuel

E por que me chamais Senhor,
Senhor, e não fazeis o que eu digo?
- Jesus. (Lucas, 6:46)



Em lamentável indiferença, muitas pessoas esperam pela morte do corpo, a fim de ouvirem as sublimes palavras do Cristo.
Não se compreende, porém, o motivo de semelhante propósito. O Mestre permanece vivo em seu Evangelho de Amor e Luz.
É desnecessário aguardar ocasiões solenes para que lhe ouçamos os ensinamentos sublimes e claros.
Muitos aprendizes aproximam-se do trabalho santo, mas desejam revelações diretas. Teriam mais fé, asseguram displicentes, se ouvissem o Senhor, de modo pessoal, em suas manifestações divinas. Acreditam-se merecedores de dádivas celestes e acabam considerando que o serviço do Evangelho é grande em demasia para o esforço humano e põem-se à espera de milagres imprevistos, sem perceberem que a preguiça sutilmente se lhes mistura à vaidade, anulando-lhes as forças.
Tais companheiros não sabem ouvir o Mestre Divino em seu verbo imortal. Ignoram que o serviço deles é aquele a que foram chamados, por mais humildes lhes pareçam as atividades a que se ajustam.
Na qualidade de político ou de varredor, num palácio ou numa choupana, o homem da Terra pode fazer o que lhe ensinou Jesus.
É por isso que a oportuna pergunta do Senhor deveria gravar-se de maneira indelével em todos os templos, para que os discípulos, em lhe pronunciando o nome, nunca se esqueçam de atender, sinceramente, às recomendações do seu verbo sublime.


Emmanuel e Francisco Cândido Xavier
Obra: Caminho, Verdade e Vida

Mais - Emmanuel

Questão Nº 716 de “O Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec, pelo Espírito Emmanuel.

O “mais” é sempre a equação nas Contas da Lei Divina.
Ao criar a criatura, determinou o Criador tudo se crie na Criação.
Por isso mesmo, a antiga legenda “crescei e multiplicai-vos” comparece, ativa, em todos os planos da Natureza.
Entreguemos o fruto nutritivo aos fatores de desagregação e, em poucas horas, transmutar-se-á em bolo pestífero.
Ajudemos a semente preciosa, amparando-lhe a cultura, e, no curso de algum tempo, responsabilizar-se-á pela fartura do celeiro, transfigurando pântanos e charnecas em campos de flor e pão.
É assim que o mesmo princípio se revela, insofismável, em todo o caminho humano.
Cede a lente de teus olhos às arestas do mal e, a breve espaço, não aprenderás senão sombras.
Entorpece a antena dos ouvidos no enxurro da maledicência convertida em lama sonora, e acordarás no charco da calúnia, aviltando a ti mesmo.
Faze da língua instrumento de críticas incessantes e acabarás guardando na boca uma placenta envenenada, servindo à parturição da crueldade e do crime.
Conserva os braços na estufa da preguiça, e terminarás a existência transpirando bolor e inutilidade.
Entretanto, se te confias ao amor puro, buscando estender-lhe a claridade sublime, através do serviço aos outros, atrairás, em teu próprio favor, a influência benéfica de quantos te observam as horas, entre a simpatia e a cooperação acrescentando-te possibilidades e forças para que transformes a vida num cântico de beleza, a caminho da esfera superior.
Do que escolhas cada dia para sentir e pensar, encontrarás auxílio para falar e fazer.
Assim, pois, vigia o coração e fiscaliza teus atos com a lâmpada viva da lição de Jesus, porque terás sempre mais do que faças, em colheita de treva ou luz, conforme a sua sementeira de mal ou bem.

Livro: “Religião dos Espíritos”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Camilo

Que fazes de teu filho? Lembrai-vos de que a cada pai e a cada mãe perguntará Deus: Que fizestes do filho confiado a vossa guarda? (Cap. XIV, item 9 – ESE)

Dos compromissos que tens diante da ensancha de viveres na Terra, o trabalho da educação dos teus filhos é dos mais significativos.
Constituindo-se em portentosa missão para os padrões do mundo, o labor da paternidade e da maternidade é daqueles que te poderá elevar a altos céus de ventura ou arrojar-te em bueiros de sombras de remorsos indizíveis.
O mundo, com todas as suas constituições, instituições e costumes, vezes sem conta, tem-te feito chafurdar em valas de agonia, pelas dúvidas cruéis que te costumam assaltar no que se refere ao conduzimento dos filhos.
Deverá deixá-los fazer o que queiram, a fim de que te vejam como moderno e agradável?
Será melhor que os orientes para o que devem, de modo que te sintam como responsável e amigo com o passar dos dias, ainda que hoje se rebelem, considerando-te um estraga prazer.
Deverás liberá-los para os vícios e licenças sociais, em nome do livre-arbítrio deles?
Será melhor que os conduzas para a compreensão do valor do corpo carnal como instrumento de progresso, bem como para o fato de que toda liberdade real só tem sentido quando se assenta nos códigos da responsabilidade, mesmo que hoje te achem antiquado ou cafona.
Deverás liberá-los para a iniciação sexual dos enamoramentos infantis, que lhes poderão trazer insolúveis problemas?
Melhor seria que dialogasses com teus filhos, falando-lhes da seriedade da relação afetiva de dois seres, e que mesmo diante da permissividade atual, na área da sexualidade como em tantas outras áreas, o sexo só tem valor ético e traz verdadeiras alegrias para a alma, à medida que quem o maneja tenha crescido psicológica e moralmente, a fim de que a sua prática não se converta numa ilhota de prazer pelo prazer, ocultando seus frutos, muitas vezes, nas fossas do abortamento, deixando profundas lesões emocionais, espirituais e mesmo físicas. Não te entristeças se, por enquanto, te lançarem a pecha de ultrapassado.
Deverás deixá-los à margem da tua fé, aguardando que possam optar sobre o que desejam seguir, quando ainda sejam crianças?
Melhor seria que compreendesses que a criança não está em condições para fazer escolhas e análises filosóficas, cabendo aos pais esse capítulo da sua orientação. Por outro lado, se deixas teus filhos sem os cuidados oriundos da tua crença, facilmente eles assimilarão, por influência do atavismo, as conveniências e acomodações mundanas, deixando sempre para mais tarde o envolvimento com o Cristo, o que se lhes converterá em sérios desastres, entendendo-se que a grande leva de almas terrestres para aqui vêm, em razão das suas necessidades de recomposição intelectual e moral, em função dos comprometimentos com o equívoco. Não te perturbes com a atitude dos que pensam diferente e, assim, queiram injetar-te suas idéias de fundo comodista, com laivos de aberrante materialismo.
Vale que medites sobre o que fazes de teus filhos. Na certeza de que, em verdade, não te pertencem, será super válido que lhes ponhas na consciência os mapas da honestidade, da lealdade, da amizade. Será importantíssimo que lhes apontes os rumos da fraternidade, da solidariedade, nas obras de Deus. Imprescindível que lhes orientes para o respeito a si mesmos, para o respeito aos semelhantes, cooperando com o Criador para o erguimento do Reino do Bem no mundo.
Dialoga com teus filhos com lúcida argumentação, ouvindo o que têm a dizer-te com tranquilidade e compreensão, fazendo-os sentir que o nosso percurso humano é por demais meteórico e deveremos aproveitar o mundo para aprender e empreender o melhor, porque, como cidadãos do Universo, os lares da imensidão nos aguardam e todos nós, pais, filhos e irmãos na Terra, em realidade, somos todos irmãos, em Deus, na marcha determinada para a felicidade.

Camilo & Raul Teixeira
De “Revelações da Luz”




O Diploma - Sheilla

O diploma marca uma etapa da tua vida de homem, que deseja crescer em sabedoria, em Amor. É o começo da tua vida profissional. Procura compreender o esforço que te levou a ele, para a conquista de outros marcos importantes para as tuas realizações. Usa-o, mas não abuses do que caiu em tuas mãos, pela bondade d’Aquele que te ama, mais do que pensas.
A universidade é uma escola maior, que te arma nas lutas que a vida deve travar contigo. A guerra começa no teu íntimo. Variados tipos de problemas aparecem nos teus caminhos, convidando-te para as soluções. O raciocínio trabalha, mas é bom que não te faltem bênçãos da intuição, que não esqueças o que, por vezes, teus pais te ensinaram: a oração nas horas difíceis, e constantemente.
Quase sempre os diplomas se revestem de orgulho e de egoísmo, de vaidade e de prepotência, por desconhecerem os caminhos traçados pelo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Porém, esperamos que todas as criaturas, em um futuro breve, se conscientizem da Verdade, de maneira que, quanto mais aprenderem nas universidades, mais amarão a Deus e ao próximo. Mais compreenderão as leis naturais a que todos devemos obedecer.
A humildade cabe mais, no saber. A fraternidade verdadeira não esquece os conhecimentos, que se dividem por toda a Terra. Uma pessoa de letras não deve ser grosseira, nem maltrapilha; deve desconhecer o ódio, e não ter, como parceira, a discórdia.
Quando olhares para o teu diploma, tem-no como uma lembrança do auto-aperfeiçoamento moral e espiritual. Como incentivo para a tua paz, para o trabalho e para a honestidade. Não queiras humilhar os outros, por um simples papel pendurado na parede. O que sabes, encontra-se em todos, de um modo que desconheces. Os dons são inúmeros, doados pelo Saber Divino, e, cada passo que dermos para a frente, salienta-se em nós o poder de Deus, Pai e Criador de todas as coisas. Quanto mais souberes, ainda deves mostrar que não sabes o conveniente. A humildade abre portas outras, para que o aprendizado verdadeiro entre em nós e nos domine pelo Amor.
Lembra-te de quantas pessoas trabalharam, renunciaram e se esforçaram, para que recebesses as letras de que te apossaste? São muitas. E muitas delas, desconheces. Agradece a Deus por isso, e à humanidade inteira.
As trocas de experiências são permanentes, e ainda tens muita ajuda do Mundo Espiritual, em silêncio, sem ostentação, dando com uma mão, para que a outra não veja.
Por que o orgulho e a vaidade? Ninguém aprende nada sozinho. E, ainda mais: tudo vem de Deus, pelas mãos do Cristo. O Saber é uma lâmpada, mas o Amor é a luz. Um precisa do outro, para a verdadeira iluminação.

De “Chão de Rosas”
Sheilla & João Nunes Maia

Insegurança - Joanna de Ângelis



Há momentos em que se imiscuem, no sentimento do combatente, emoções desconcertantes.
Ressaibo do atavismo ancestral, que remanesce em contínuas investidas, logra vencer quantos lhe dão guarida, estimulados pela auto piedade e pela presunção.
Porque se espalha a agressividade, tens a impressão de que lhe serás a próxima vítima.
Diante das incertezas que decorrem da beligerância generalizada, absorves o vapor deletério que se expressa em forma de insegurança.
Tem cuidado com esse tipo de fobia em relação ao presente, ao futuro, e aos que te cercam.
Há os que se armam, pensando em reagir, quando agredidos.
Outros se condicionam para a agressão em primeiro passo, como mecanismo de defesa.
Diversos revestem-se de falsa condição de superioridade, evitando os contatos humanos que lhes parecem desagradar.
Desarma-te desses vãos atavios.
Ergue-te em pensamento a Deus e n’Ele confia.
Somente acontece o que é necessário para o progresso do homem, exceto quando ele, irresponsavelmente, provoca situações e acontecimentos prejudiciais, por imprevidência e precipitação.
Cultivando o otimismo e a paz, avançarás no teu dia-a-dia, vencendo o tempo e poupando-te aos estados de insegurança íntima, porque estás sob o comando de Deus.

Livro: “Episódios diários”, de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis
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