segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Porto de Segurança - Joanna de Ângelis


Desde quando te deixaste arrebatar pela mensagem espírita, que te vês a braços com muitas dores, somadas às tuas próprias dores.
A princípio, atribuías que a revelação te libertaria do sofrimento, facultando-te uma diferente visão da vida e dos acontecimentos.
E estavas com a razão.
A questão, no entanto, é de óptica. Mediante a fé compreendes melhor as causas e as finalidades da existência corporal bem como a sua importância para o espírito, modificando os conceitos que mantinhas.
Isto não quer dizer que seriam eliminados esses efeitos que te alcançam, mas que te ajudaria a gerar causas positivas para uma sega porvindoura.
Aumenta-te a capacidade de compreensão, o serviço se te apresenta como elemento libertador.
Desse modo, tens ouvidos e palavra, interesse e disposição para auxiliar o próximo que transita sem rumo e sem apoio.
Não estranhes que te busquem os aflitos e os aturdidos, os ignorantes e os agressivos.
Dão-te a oportunidade feliz de crescimento pessoal e de felicidade pelo que lhes possa doar.
Unge-te de coragem e atende-os, sustentando-lhes a força antes da queda total.
A Terra é escola de reabilitação e aprendizagem.
Conforme cada discípulo portar-se hoje, assim viverá amanhã, o que também respeita ao presente em relação ao passado.
Apresenta-te feliz, considerando ser buscado a ajudar, ao invés de estares buscando o auxílio na ignorância das Leis.
Não relacionem os problemas que decorrem do cansaço e da continuidade volumosa que te assoberbam cada dia.
Se muitos te procuram, é porque algo em ti encontram, que lhes faz bem.
Coloca-te no lugar deles e perceberás quanto gostarias de receber...
Assim, não te escuses de contribuir.
Se te sentes necessitado de apoio, este não te falta, porquanto já podes dirigir-te diretamente ao Supremo Doador, que te não deixa em desamparo, conforme ocorre em relação a todos e a tudo, com a diferença, que somente poucos se fazem receptivos àquele auxílio.
Apoia-te na fé robusta e transfere as alegrias e comodidades para mais tarde, as que agora não podes fruir, em razão da assistência que deves dispensar aos desesperados.
Quando nos dispomos a ajudar, adquirimos uma aura magnética que irradia reconforto e atrai os necessitados de socorro.
Talvez se te apeguem e produzam mal-estar.
Possivelmente, extorquirão as reservas de energias daqueles a quem buscam, numa exploração que não tem sentido.
Provável que se não beneficiem, mesmo quando ajudados...
Estas, porém são questões que não podes resolver.
Deixa-te conduzir pela esperança e esparze-a, mesmo que sofrendo, sem o dizer, e colocado numa situação de que não tens problemas, o que não corresponde à verdade, prosseguindo, afável e confiante, no rumo do futuro onde está o porto de segurança de todos nós.

Livro: “Otimismo”, de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis

domingo, 30 de outubro de 2016

Psicologia da Caridade - Emmanuel

Fazei aos homens tudo o que queirais que eles vos façam, pois é nisto que consistem a lei e os profetas.” — Jesus
— Mateus, 7:12.

“Amar ao próximo como a si mesmo, fazer pelos outros o que quereríamos que os outros fizessem por nós”, é a expressão mais completa da caridade porque resume todos os deveres do homem para com o próximo”. — Cap. XI, 4 de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”.

Provavelmente não existe em nenhum tópico da literatura mundial figura mais expressiva que a do samaritano generoso, apresentada por Jesus para definir a psicologia da caridade.
Esbarrando com a vítima de malfeitores anônimos, semimorta na estrada, passaram dois religiosos, pessoas das mais indicadas para o trato da beneficência, mas seguiram de largo, receando complicações.
Entretanto, o samaritano que viajava, vê o infeliz e sente-se tocado de compaixão.
Não sabe quem é. Ignora-lhe a procedência.
Não se restringe, porém, à emotividade.
Para e atende.
Balsamiza-lhe as feridas que sangram, coloca-o sobre o cavalo e condu-lo à uma hospedaria, sem os cálculos que o comodismo costuma traçar em nome da prudência.
Não se limita, no entanto, a despejar o necessitado em porta alheia. Entra com ele na vivenda e dispensa-lhe cuidados especiais.
No dia imediato, ao partir, não se mostra indiferente. Paga-lhe as contas, abona-o qual se fora um familiar e compromete-se a resgatar-lhe os compromissos posteriores, sem exigir-lhe o menor sinal de identidade e sem fixar-lhe tributos de gratidão.
Ao despedir-se, não prende o beneficiado em nenhuma recomendação e, no abrigo de que se afasta, não estadeia demagogia de palavras ou atitudes, para atrair influência pessoal.
No exercício do bem, ofereceu o coração e as mãos, o tempo e o trabalho, o dinheiro e a responsabilidade. Deu de si o que podia por si, sem nada pedir ou perguntar.
Sentiu e agiu, auxiliou e passou.
Sempre que interessados em aprender a praticar a misericórdia e a caridade, rememoremos o ensinamento do Cristo e façamos nós o mesmo.

“Livro da Esperança”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

Saúde - Joanna de Ângelis


Estás mergulhado, psiquicamente, na Mente Universal e Divina.
Seguindo as diretrizes éticas do equilíbrio e da ordem, que fluem e refluem em toda parte, respiras em clima de saúde e de paz.
Quando te desconectas do complexo mantenedor da harmonia que te envolve, desconcertam-se as peças da maquinaria física, face às vibrações violentas da mente, favorecendo a instalação das doenças.
A enfermidade, geralmente, procede do ser espiritual, resultante do seu passado, que encontra ressonância no psiquismo atual, gerando o campo propício à instalação da desordem.
Durante o dia, muitos fatores conspiram contra a tua harmonia mental, não te cabendo agasalhá-los.
Resolve, assim, cada situação, com calma e segurança, não guardando resíduos mentais negativos.
Fato consumado, mente liberada, em programação de novo cometimento superior.
A tua saúde depende sempre do teu comportamento moral e espiritual.
E, não obstante, se a enfermidade encontrar guarida no teu organismo, recorre à oração e resgata a tua dívida com alegria, em pleno processo de libertação total.

Livro: “Episódios diários”, de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Joanna de Angelis

sábado, 29 de outubro de 2016

No Tesouro das Horas - Emmanuel

Meus amigos, em nossas reuniões do Espiritismo Evangélico, não nos esqueçamos da boa vontade e da cooperação.
Quinze minutos de amparo fraternal, através da conversação educativa, representam valioso tempo na construção do bem.
Os orientadores da Vida Maior não se expressam junto de nós exclusivamente através da máquina mediúnica, especializada em suas funções técnicas.
Mais que isso, aproximam-se de nossa expressão verbalística e tomam-nos a palavra por fio de transmissão de ensinamentos preciosos ou por veículo de medicação eficiente aos que nos acompanham detendo problemas mais asfixiantes que os nossos.
Uma frase amiga...
Um trecho de leitura edificante...
Um apontamento consolador...
O relato de uma experiência construtiva...
Tudo isso é recurso no levantamento do Reino de Deus que lutamos por alcançar.
Abstenhamo-nos de converter as nossas reuniões em congressos de fadiga e expectação inoperante.
É possível materializar em nossos agrupamentos de oração o mais seguro aprendizado com o Divino Mestre, através da palavra bem conduzida.
Um quarto de hora é inestimável para Deus.
É preciso não perdê-lo em divagações inúteis, em suspiros de cansaço, em aflição injusta ou em ociosidade incompatível com a nossa fé.
Todos podemos dar.
Esta é a primordial revelação do amor que nos rege os destinos.
Comecemos a concretização da caridade, dando ao próximo algo de nossa esperança, de nosso trabalho ou de nossa cultura, em forma de notícias de nosso mundo interior, ainda em processo de adaptação ao Evangelho.
Cada assembleia Espírita-Cristã é acompanhada de corações sequiosos de reconforto e de luz.
Desencarnados e encarnados, em obstáculos escuros na própria vida, esperam de nós o socorro providencial que uma simples frase, muitas vezes, pode realmente estabelecer.
Recordemos, desta forma, o tesouro dos minutos e aproveitemo-lo.
Nós sempre somos tão pródigos nos comentários puramente humanos, em torno da ignorância e da penúria que nos rodeiam, podemos modificar o impulso de nossa fertilidade mental no rumo do bem, mobilizando a palavra para a edificação de todos.

Livro: Bênçãos de Amor
Pelo Espírito Emmanuel
Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Pelas Obras - Emmanuel

“E que os tenhais em grande estima e amor por causa da sua obra.” – Paulo. (1ª Epístola aos Tessalonicenses, 5:13.)

Esta passagem de Paulo, na Primeira Epístola aos Tessalonicenses, é singularmente expressiva para a nossa luta cotidiana.
Todos experimentamos a tendência de consagrar a maior estima apenas àqueles que leiam a vida pela cartilha dos nossos pontos de vista. Nosso devotamento é sempre caloroso para quantos nos esposem os modos de ver, os hábitos enraizados e os princípios sociais; todavia, nem sempre nossas interpretações são as melhores, nossos costumes os mais nobres e nossas diretrizes as mais elogiáveis.
Daí procede o impositivo de desintegração da concha do nosso egoísmo para dedicarmos nossa amizade e respeito aos companheiros, não pela servidão afetiva com que se liguem ao nosso roteiro pessoal, mas pela fidelidade com que se norteiam em favor do bem comum.
Se amamos alguém tão-só pela beleza física, é provável encontremos amanhã o objeto de nossa afeição a caminho do monturo.
Se estimamos em algum amigo apenas a oratória brilhante, é possível esteja ele em aflitiva mudez, dentro em breve.
Se nos consagramos a determinada criatura só porque nos obedeça cegamente, é provável estejamos provocando a queda de outros nos mesmos erros em que temos incidido tantas vezes.
É imprescindível aperfeiçoar nosso modo de ver e de sentir, a fim de avançarmos no rumo da vida superior.
Busquemos as criaturas, acima de tudo, pelas obras com que beneficiam o tempo e o espaço em que nos movimentamos, porque, um dia, compreenderemos que o melhor raramente é aquele que concorda conosco, mas é sempre aquele que concorda com o Senhor, colaborando com ele, na melhoria da vida, dentro e fora de nós.

Livro: Fonte Viva.
Francisco Cândido Xavier - Espírito Emmanuel

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

O Próximo e Nós - Emmanuel


Esperas ansiosamente encontrar o Senhor e um dia chegarás à Divina Presença;
entretanto, antes de tudo, a vida te encaminha à presença do próximo, porque o próximo
é sempre o degrau da bendita aproximação.
Mas quem é o meu próximo? - perguntarás decerto, qual ocorreu ao Doutor da Lei nas
luzes da parábola.
Todavia, convém saber que, além do próximo mais próximo a quem nomeias como sendo
o coração materno, o pai querido, o filho de nossa bênção, o irmão estimável e o amigo
íntimo, no clima doméstico, o próximo é igualmente o homem que nunca vista, tanto
aquele que te fixa indiferente em qualquer canto da rua. É a criança que passa, o chefe
que te exige trabalho, o subordinado que te obedece, o sócio de ideal, o mendigo que te
fala a distância...
É a pessoa que te impõe um problema, verificando-te a capacidade de auxílio; é quem te
calunia, medindo-te a tolerância; quem te oferece alegria, anotando-te o equilíbrio; é a
criatura que te induz à tentação, testando-te a resistência... É o companheiro que te
solicita concurso fraterno, tanto quanto o inimigo que se sente incapaz de pedir-te o mais
ligeiro favor.
Às vezes tem um nome familiar que te soa docemente aos ouvidos; de outras, é
categorizado por ti à conta de adversário, que não te aprova o modo de ser. Em suma, o
próximo é sempre o inspetor da vida que nos examina a posição da alma nos assuntos da
Vida Eterna. Entre ele e nós se destacam sempre a necessidade e a oportunidade a que
se referia Jesus na parábola inesquecível.
Isto porque o Bom Samaritano foi efetivamente o socorro para o irmão caído na estrada
de Jerusalém para Jericó, mas o irmão tombado no caminho de Jerusalém para Jericó foi
para o Bom Samaritano, o ponto de apoio para mais um degrau de avanço, no caminho
para o encontro com Deus.

Livro: Rumo Certo - Francisco Cândido Xavier / Emmanuel

Ante a Vida - Meimei

Não digas que existe alguém no mundo que não precise de simpatia ou socorro.
Todos os espíritos corporificados na Terra estão procurando apoio e complementação.
Esse pediu berço na penúria, a fim de aprender quanto dói a tristeza dos desvalidos.
Aquele rogou passagem pelos caminhos amoedados da fortuna, de modo a vencer as tentações da posse.
Outro solicitou a transitória internação ente os inimigos, renascendo junto deles, de maneira a adquirir tolerância, portas adentro do próprio lar.
Aquele outro requisitou para si mesmo o domínio de circunstâncias difíceis, tentando apagar os impulsos da revolta e desumanidade que lhe tiranizam a alma.
Outros, ainda, suplicaram tempo curto de existência no plano físico, usando a saudade para despertar a atenção de criaturas que lhe são extremamente amadas para os assuntos da sobrevivência e da fé em Deus.
Enquanto outros muitos imploram tempo longo na Terra, na expectativa de entesourarem humildade e paciência.
E a vida acolhe a todos, no instituto da reencarnação, para os fins de aperfeiçoamento a que se destinam.
Pensa nisto e deixa que o entendimento te ilumine o coração.
Estende amparo ao irmão que mendiga, mas não sonegues compreensão ao que passa por ti, tantas vezes sem perceber-te a presença, enceguecido que se acha pelas sombrias lentes do ouro inútil ou da cultura vaidosa, em forma de poder.
Todos lutam e todos sofrem, a caminho da verdade.
Ninguém existe sem necessidade de apoio nas trilhas da evolução.
E à frente de cada companheiro ou companheira que te cruzem a estrada, estejam eles cobertos de douradas titulações ou vestidos de andrajos, lembra-te de que cada um deles carrega no coração esta rogativa sem que a vejas: - “Compadece-te de mim.”


Livro: Momentos de Ouro.
Pelo Espírito Meimei, Psicografia de Francisco Cândido Xavier

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Lembrança da Caridade - Irene de Souza Pinto

Tanta vez, ei-los à frente,
Os nossos irmãos do mundo,
Face triste, olhar profundo,
Angústia a esconder-se em vão...
Recordam seres estranhos
Em luta desconhecida.
Multidão de alma sofrida,
Tresmalhada na aflição.

Esse nobre companheiro,
Acabrunhado e doente,
Quer trabalho inutilmente,
Precisa de pão no lar...
Mas tendo saúde estreita
Envergonhado, mendiga,
Não encontrou mão amiga
Que lhe pudesse apoiar.

Aquele sofreu pesares,
Que ninguém sabe, nem conta,
Penúria, sarcasmo, afronta
E a força se lhe desfez...
Buscando fuga e veneno
Hoje, o pobre em desalinho,
Chora, largado e sozinho,
Cansado de embriaguez.

Aquela irmã que se mostra
De porte elegante e eleito,
Às vezes, guarda no peito,
As marcas de férrea cruz...
Sob o colo em pedrarias,
Tanta vez em pranto e prece,
O coração lhe parece
Um pouso frio e sem luz.

Aproxima-se mais outra,
Tem mágoa, febre, cansaço,
Traz um filhinho no braço,
Pede o concurso de alguém...
Mãe valorosa e esquecida,
Anjo que chora e vagueia,
Implora à bondade alheia
A proteção que não tem...

Eis, mais além, a criança
Que segue desprotegida,
Flor de esperança e de vida
Despetalando-se al léu...
Urgem outras... Fazem bandos
De promessas desprezadas
À noite, ao vento, às estradas
Sob as lágrimas do Céu...

Enquanto o cérebro fulge
Por tudo aquilo que encerra,
Engradecendo na Terra
A luz dos seus próprios dons...
O coração compreensivo
Sem alarde, sem tumultos,
Louva o brilho dos mais cultos
E aguarda todos os bons.

Há! meus irmãos de caminho,
Que aceitais Jesus por Mestre,
Fitai a casa terrestre
Repleta de som e dor;
Vinde conosco!... Sirvamos,
A caridade no mundo
É o Cristo plantando amor.

Irene de Souza Pinto
Livro: “União em Jesus”, de Francisco Cândido Xavier – Autores Diversos

domingo, 23 de outubro de 2016

Grandes Verdades - Emmanuel

Berço e túmulo são simples marcos de uma condição para outra. (Roteiro).

Ninguém se engane, julgando mistificar a Natureza. (Roteiro).

A psicologia e a psiquiatria, entre os homens da atualidade, conhecem tanto do espírito, quanto um botânico, restrito ao movimento em acanhado círculo de observações do solo, que tentasse julgar um continente vasto e inexplorado, por alguns talos de erva, crescidos ao alcance de suas mãos. (Roteiro).

Todas as teorias evolucionistas no orbe terrestre caminham para a aproximação com as verdades do Espiritismo, no abraço final com a Verdade suprema. (Consolador).

No dia em que a evolução dispensar o concurso religioso para a solução dos grandes problemas educativos da alma do homem, a Humanidade inteira estará integrada na religião, que é a própria verdade, encontrando-se unida a Deus, pela Fé e pela Ciência então irmanadas.(Emmanuel).

Quando a câmara permanece sombria, somos nós quem desata o ferrolho à janela para que o Sol nos visite. (Fonte Viva).

Ninguém acredite que o mundo se redima sem almas redimidas. (Fonte Viva).

A apreciação unilateral é sempre ruinosa. (Fonte Viva).


De Palavras de Emmanuel – Emmanuel, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

O Renascer - Rosângela


Normalmente discutimos as questões referentes ao renascimento corporal, entrelaçando
esse ou aquele argumento, perpassando impressões e casos vários, probatórios, do
nosso conhecimento.
O renascimento do corpo, todavia, reclama o nosso esforço, no sentido de refazer a
própria romagem, utilizando-nos das felizes lições que a Doutrina do Consolador vem-nos
apresentando, há tanto tempo.
Renascer em nova indumentária fisiológica é reencarnar. Muito embora o peso que o termo
deixa transparecer para alguns, não resta dúvida de que, sendo lei divina, todos nela estamos
incursos. Os que creem na ação dessa lei quanto os que não a admitem, todos estamos
sujeitos ao seu comando.
O ressurgimento no corpo, concitando-nos à mudança de posicionamento ético em fase das
vivências que empreendemos, torna necessária a observação das recomendações ou dos
lembretes que nos chegam por meio da amostragem dos que estão lacrimosos, sofridos e
marcados por rudes expiações no mundo, junto a tantos que remoem amarguras de
aparência interminável.
Mas, ao lado disso, verificamos os que se gloriam no trabalho são e afanoso, contínuo e feliz,
na expansão das alegrias e da esperança, do amor e do bem, na trajetória dos seus dias.
Acompanhemos esses quadros, a fim de fazermos nossa própria escolha, uma vez que sabemos
que a colheita que se faz agora não passa do resultado da sementeira efetuada por nós mesmos,
em outra ocasião...
Ante a benção do renascimento em que você está matriculado, não desdenhe as experiências
que o alcançam, convocando-lhe ao serviço para o encontro com Jesus, nosso Senhor.
Trabalhe e aprimore-se. Aprimore-se e sirva. Sirva e passe, fazendo luz a sua volta, clareando a
sua reencarnação, renascendo também em espírito, assemelhando-se ao Criador pelo amor
que espalhe.

Livro: Rosângela - Raul Teixeira / Rosângela

Cada Qual - Emmanuel

“Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo.” – Paulo. (1ª Epístola aos Coríntios, 12:4.)


Em todos os lugares e posições, cada qual pode revelar qualidades divinas para a edificação de quantos com ele convivem.
Aprender e ensinar constituem tarefas de cada hora, para que colaboremos no engrandecimento do tesouro comum de sabedoria e de amor.
Quem administra, mais frequentemente pode expressar a justiça e a magnanimidade.
Quem obedece, dispõe de recursos mais amplos para demonstrar o dever bem cumprido.
O rico, mais que os outros, pode multiplicar o trabalho e dividir as bênçãos.
O pobre, com mais largueza, pode amealhar a fortuna da esperança e da dignidade.
O forte, mais facilmente, pode ser generoso, a todo instante.
O fraco, sem maiores embaraços, pode mostrar-se humilde, em quaisquer ocasiões.
O sábio, com dilatados cabedais, pode ajudar a todos, renovando o pensamento geral para o bem.
O aprendiz, com oportunidades multiplicadas, pode distribuir sempre a riqueza da boa-vontade.
O são, comumente, pode projetar a caridade em todas as direções.
O doente, com mais segurança, pode plasmar as lições da paciência no ânimo geral.
Os dons diferem, a inteligência se caracteriza por diversos graus, o merecimento apresenta valores múltiplos, a capacidade é fruto do esforço de cada um, mas o Espírito Divino que sustenta as criaturas é substancialmente o mesmo.
Todos somos suscetíveis de realizar muito, na esfera de trabalho em que nos encontramos.
Repara a posição em que te situas e atende aos imperativos do Infinito Bem. Coloca a Vontade Divina acima de teus desejos, e a Vontade Divina te aproveitará.

Livro: Fonte Viva - Francisco Cândido Xavier - Ditado pelo Espírito Emmanuel

Filhos de Deus - Emmanuel

“Na vossa paciência, possui as nossas almas.” – Jesus (Lucas, 21:19)

Afinal de contas, ter paciência não será sorrir para as maldades humanas, nem coonestar suas atividades indignas sobre a face do mundo.
Concordar alguém com todos os males da senda terrestre, a pretexto de revelar essa virtude, seria um contrassenso absurdo. Ter paciência, então, será resistir aos impulsos inferiores que nos cerquem na estrada evolutiva, conduzindo todo o bem que nos seja possível aos seres e coisas que se achem diante de nós, como a representação desses mesmos impulsos.
Jesus foi o modelo da paciência suprema e resistiu à nossa inferioridade, amando-nos. Não se nivelou com as nossas fraquezas, mas valeu-se de todas as ocasiões para nos melhorar e conduzir ao bem. Sua misericórdia tomou os nossos pecados e transformou cada um em profunda lição para a reforma de nós mesmos. Não aplaudiu as nossas misérias, nem sorriu para os nossos erros, mas compreendeu-nos as deficiências e amparou-nos. Embora tudo isso, resistiu-nos sempre, dentro de seu amor, até a cruz do martírio.
A paciência do Cristo é um livro aberto para todos os corações inclinados ao bem e à verdade.
Somente pela sincera resistência ao mal, com a disposição fiel de transformá-lo no bem, conseguireis possuir as vossas almas. Ao contrário disso, ainda que vos sintais autônomos e fortes, vós mesmos é que sereis possuídos por tendências indignas ou sentimentos inferiores.
Portanto, justo é que busqueis saber, hoje mesmo, se já possuís os vossos corações ou se estais ocupados pelas forças estranhas ao vosso título de filho de Deus.

Livro: “Segue-me!...”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Diante de Tudo - Bezerra de Menzes

Diante de tudo, estabelece Jesus para nós todos, uma conduta básica, de que todas as providências exatas se derivam para a solução dos problemas no caminho da vida.
Sombra - Caridade da luz.
Ignorância - Caridade do ensino.
Penúria - Caridade do socorro.
Doença - Caridade do remédio.
Injúria - Caridade do silêncio.
Tristeza - Caridade do consolo.
Azedume - Caridade do sorriso.
Cólera - Caridade da brandura.
Ofensa - Caridade da tolerância.
Insulto - Caridade da prece.
Desequilíbrio - Caridade do reajuste.
Ingratidão - Caridade do esquecimento.
Diante de cada criatura, exerçamos a caridade do serviço e da bênção.
Todos somos viajores na direção da Vida Maior.
Doemos amor a Deus, na pessoa do próximo, e Deus, através do próximo, dar-nos-á mais amor.


Livro: Caminho Espírita. Pelo Espírito Bezerra de Menezes.
Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Batei e Abrir-servos-á - Emmanuel


Batei" para o Evangelho não traduz "mendigai".
Significa "esforçai-vos" e insisti na vitória do Bem.
Não basta pedir para receber.
Não vale unicamente aguardar a fim de encontrar.
A súplica sem trabalho costuma degenerar-se em ociosidade.
E a esperança que não opera acaba sendo inércia.
Abracemos a tarefa de cada dia por bendito instrumento com que nos compete recorrer às fontes da vida.
Atendamos aos próprios encargos, por mais difíceis nos pareçam, com alegria e serenidade, claramente informados de que o direito é algo que nos cabe obter, através da obrigação retamente cumprida.
Com o serviço que se nos atribui, estamos batendo às portas do progresso e do aperfeiçoamento e, pelo próprio serviço, o Senhor nos responderá com as bênçãos da realização e do amor.

Livro: Seguindo Juntos - Francisco Cândido Xavier / Emmanuel

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Pregação - André Luiz


A pregação não resulta de simples operação verbal.
Nossa vida está “falando sem palavras” em todas as circunstâncias.
Você dá testemunhos do próprio íntimo, em toda parte.
Em casa — no seu modo de agir.
Junto da multidão — no seu trato com os outros.
No serviço comum — no uso da posição em que se encontra.
Nas manifestações da fé — em seus propósitos.
Na alegria — através da conduta.
No sofrimento — na capacidade de resistir.
Na luta — por intermédio da perseverança.
Na dificuldade — no poder de concentrar-se na direção do êxito.
No estudo — no aproveitamento.
No ideal — na aplicação à atividade.
Nas profundezas do coração — pelo autodomínio.
Cada dia é uma oportunidade desvendada à vitória pessoal, em cuja preparação “falamos seguidamente” de nós mesmos.
Lembre-se, porém, de que muita gente se vale dos recursos da ação, da habilidade, do encargo, da persistência, da concentração, da cultura intelectual e da relativa independência, pregando o triunfo isolado da inteligência para reinar sobre os interesses da carne, durante alguns dias. Os aprendizes de Jesus, entretanto, usam semelhantes poderes, na renovação do próprio espírito, aprendendo com a renúncia, com o trabalho, com a tolerância fraterna e com o sacrifício deles mesmos a governar os impulsos da vida inferior, no trânsito pela Terra, adquirindo a verdadeira luz para a glória real da Vida Sem Fim.

André Luiz
Livro: “Nosso Livro”, de Francisco Cândido Xavier – Espíritos Diversos

Semeadores de Esperança - André Luiz e Emmanuel

Possivelmente não terás pensado ainda no verbo formoso e grave a que todos somos chamados: criar para o progresso.
O Criador, ao dotar-nos de razão, a nós, criaturas, conferiu-nos o poder de imaginar, promover, originar, produzir.
Referimo-nos, frequentemente, à lei de causa e efeito. Sabemos que ela funciona em termos de exatidão. Utilizamo-la, quase sempre, tão-só para justificar sofrimentos, esquecendo-lhe a possibilidade de estabelecer alegrias.
Causamos isso ou aquilo, geramos acontecimentos determinados. Experimentemos essa força que nos é peculiar, na formação de circunstâncias favoráveis aos homens.
Antes do comboio a vapor, a eletricidade já existia. Os transportes arrastavam-se pela tração, mas foi preciso que alguém desejasse criar na Terra a locomotiva, que se converteu a pouco e pouco no trem elétrico, a fim de que a Civilização aprimorasse os sistemas de condução que prosseguem para mais altas expressões evolutivas.
O firmamento era vasculhado pelos olhos humanos há milênios, mas foi necessário que um astrônomo levantasse lentes, para que os povos recolhessem as preciosas informações do Universo, que já havia antes deles.
O princípio é idêntico para a vida moral.
Precisamos hoje e em toda parte dos criadores de harmonia doméstica e social, dos desenhistas de pensamentos certos, dos escultores de boas obras.
O tempo nos ensinará a entender a necessidade básica de se criarem condições para o entendimento mútuo, como já se estabeleceram normas para o trânsito fácil do automóvel.
Inventa em tua existência soluções de conforto, suscita motivos de paz, traça diretrizes de melhoria, faze o que ainda não foi aproveitado na realização da riqueza íntima de todos.
Provavelmente, estamos na atualidade em estágio obscuro de lições, sob a situação imperiosa de ações passadas. Mas não nos será correto esquecer que somos Inteligências com raciocínio claro e que, se antigamente nos foi possível colocar em ação as causas que neste momento e neste local nos infelicitam, retemos conosco a sublime faculdade de idear, planejar e construir.
Ajamos na construtividade de Jesus, sejamos semeadores de esperança.


André Luiz
Livro: “Estude e Viva”, de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz.

sábado, 15 de outubro de 2016

No Erguimento da Paz - Emmanuel

"Bem aventurados os pacificadores porque serão chamados filhos de Deus”. Jesus - Mateus, 5:9.

Efetivamente, precisamos dos artífices da inteligência, habilitados a orientar o progresso das ciências no planeta.
Necessitamos, porém, e talvez mais ainda, dos Obreiros do Bem, capazes de assegurar a paz no mundo.
Não somente daqueles que asseguram o equilíbrio coletivo na cúpula das nações, mas de quantos se consagram ao cultivo da paz no cotidiano:
- dos que saibam ouvir assuntos graves, substituindo-lhe os ingredientes vinagrosos pelo bálsamo do entendimento fraterno;
- dos que percebem a existência do erro e se dispõem a saná-lo, sem alagar-lhe a extensão com críticas destrutivas;
- dos que enxergam problemas, procurando solucioná-los, em silêncio, sem conturbar o ânimo alheio;
- dos que recolhem confidências aflitivas, sem passá-las adiante;
- dos que identificam os conflitos dos outros, ajudando-os sem referências amargas;
- dos que desculpam ofensas, lançando-as no esquecimento;
- dos que pronunciam palavras de consolo e esperança, edificando fortaleza e tranqüilidade onde estejam;
- dos que apagam o fogo da rebeldia ou da crueldade, com exemplos de tolerância;
- dos que socorrem os vencidos da existência, sem acusar os chamados vencedores;
- dos que trabalham sem criar dificuldades para os irmãos do caminho;
- dos que servem sem queixa;
- dos que tomam sobre os próprios ombros toda a carga de trabalho que podem suportar no levantamento do bem de todos, sem exigir a cooperação do próximo para que o bem de todos prevaleça.
Paz no coração e paz no caminho...
Bem aventurados os pacificadores - disse-nos Jesus -, de vez que todos eles agem na vida, reconhecendo-se na condição de fiéis e valorosos Filhos de Deus.

Livro: Ceifa de Luz.
Pelo Espírito Emmanuel.
Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Consegues Ir? - Emmanuel

Vinde a mim…- Jesus. (Mateus, 11 :28.)

O crente escuta o apelo do Mestre, anotando abençoadas consolações. O doutrinador repete-o para comunicar vibrações de conforto espiritual aos ouvintes.
Todos ouvem as palavras do Cristo, as quais insistem para que a mente inquieta e o coração atormentado lhe procurem o regaço refrigerante…
Contudo, se é fácil ouvir e repetir o “vinde a mim” do Senhor, quão difícil é “ir para Ele!”
Aqui, as palavras do Mestre se derramam por vitalizante bálsamo, entretanto, os laços da conveniência imediatista são demasiado fortes; além, assinala-se o convite divino, entre promessas de renovação para a jornada redentora, todavia, o cárcere do desânimo isola o espírito, através de grades resistentes; acolá, o chamamento do Alto ameniza as penas da alma desiludida, mas é quase impraticável a libertação dos impedimentos constituídos por pessoas e coisas, situações e interesses individuais, aparentemente inadiáveis.
Jesus, o nosso Salvador, estende-nos os braços amoráveis e compassivos. Com ele, a vida enriquecer-se-á de valores imperecíveis e à sombra dos seus ensinamentos celestes seguiremos, pelo trabalho santificante, na direção da Pátria Universal…
Todos os crentes registram-lhe o apelo consolador, mas raros se revelam suficientemente valorosos na fé para lhe buscarem a companhia. Em suma, é muito doce escutar o “vinde a mim”…
Entretanto, para falar com verdade, já consegues ir?


Obra: Fonte Viva
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Persiste e Segue - Emmanuel

“Portanto, tornai a levantar as mãos cansadas e os joelhos desconjuntados.” – Paulo. (Hebreus, 12:12.)

O lavrador desatento quase sempre escuta as sugestões do cansaço. Interrompe o serviço, em razão da tempestade, e a inundação lhe rouba a obra começada e lhe aniquila a coragem incipiente.
Descansa, em virtude dos calos que a enxada lhe ofereceu, e os vermes se incumbem de anular-lhe o serviço.
Levanta as mãos, no princípio, mas não sabe “tornar a levantá-las”, na continuidade da tarefa, e perde a colheita.
O viajor, por sua vez, quando invigilante, não sabe chegar convenientemente ao termo da jornada. Queixa-se da canícula e adormece na penumbra de ilusórios abrigos, onde inesperados perigos o surpreendem. De outras vezes, salienta a importância dos pés ensanguentados e deita-se às margens da senda, transformando-se em mendigo comum.
Usa os joelhos sadios, não se dispondo, todavia, a mobilizá-los quando desconjuntados e feridos, e perde a alegria de alcançar a meta na ocasião prevista.
Assim acontece conosco na jornada espiritual.
A luta é o meio.
O aprimoramento é o fim.
A desilusão amarga.
A dificuldade complica.
A ingratidão dói.
A maldade fere.
Todavia, se abandonarmos o campo do coração por não sabermos levantar as mãos, de novo, no esforço persistente, os vermes do desânimo proliferarão, precípites, no centro de nossas mais caras esperanças, e se não quisermos marchar, de joelhos desconjuntados, é possível sejamos retidos pela sombra de falsos refúgios, durante séculos consecutivos.

Livro: Fonte Viva – Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Filhos Adotivos - Emmanuel


Filhos existem no mundo que reclamam compreensão mais profunda para que a existência se lhes torne psicologicamente menos difícil.
Reportamo-nos aos filhos adotivos que abordam o lar pelas vias da provação, sem deixarem de ser criaturas que amamos enternecidamente.
Coloquemo-nos na situação deles para mais claro entendimento do assunto.
Muitos de nós, nas estâncias do pretérito, teremos pisoteado os corações afetuosos que nos acolheram em casa, seja escravizando-os aos nossos caprichos ou apunhalando-lhes a alma a golpes de ingratidão. Desacreditando-lhes os esforços e dilapidando-lhes as energias, quase sempre lhes impusemos aflição por reconforto, a exigir-lhes sacrifícios incessantes até que lhes ofertamos a morte em sofrimento pelo berço que nos deram em flores de esperança.
Um dia, no entanto, desembarcados no Mais Além, percebemos a extensão de nossos erros e, de consciência desperta, lastimamos as próprias faltas.
Corre o tempo e, quando aqueles mesmos Espíritos queridos que nos serviram de pais retornam à Terra em alegre comunhão afetiva, ansiamos retomar-lhes o calor da ternura, mas, nesse passo da experiência, os princípios da reencarnação, em muitas circunstâncias, tão somente nos permitem desfrutar-lhes a convivência na posição de filhos alheios, a fim de aprendermos a entesourar o amor verdadeiro nos alicerces da humildade.
Reflitamos nisso. E se tens na Terra filhos por adoção, habitue-te a dialogar com eles, tão cedo quanto possível, para que se desenvolvam no plano físico sob o conhecimento da verdade. Auxilia-os a reconhecer, desde cedo, que são agora teus filhos do coração, buscando reajustamento afetivo no lar, a fim de que não sejam traumatizados na idade adulta por revelações à base de violência, em que frequentemente se lhes acordam no ser as labaredas da afeição possessiva de outras épocas, em forma de ciúme e revolta, inveja e desesperação.
Efetivamente, amas aos filhos adotivos com a mesma abnegação com que te empenhas a construir a felicidade dos rebentos do próprio sangue. Entretanto, não lhes ocultes a realidade da própria situação para que não te oponhas à Lei de Causa e Efeito que os trouxe de novo ao teu convívio, a fim de olvidarem os desequilíbrios passionais que lhes marcavam a conduta em outro tempo.
Para isso, recorda que, em última instância, seja qual seja a nossa posição nas equipes familiares da Terra, somos, acima de tudo, filhos de Deus.

Livro: Astronautas do Além
Francisco Cândido Xavier / Emmanuel

Palavras aos Companheiros - Emmanuel

Meu amigo, aprende a semear a luz no solo dos corações, conduzindo o arado milagroso do amor, para que as sombras da ignorância abandonem a Terra para sempre.
Quando o pântano e o espinheiro te ameaçarem a marcha, quando a pedrada infeliz da discórdia ou o golpe imprevisto da incompreensão te ferirem o devotamento, usa a bondade que Jesus te concedeu e avança, trabalhando...
Alguém projetou o fel da calúnia sobre o teu nome? Esquece e caminha. Muitas vezes, o coração do amigo é ainda frágil e cede ao primeiro impulso da arrasadora ventania do mal.
Alguém escarnece de teu esforço? Despreocupa-te e age fraternalmente. Não é possível improvisar em alguns minutos o entendimento justo com respeito às coisas sagradas que nos felicitam o espírito.
Alguém começou a cooperar contigo e desertou da sementeira? Silencia e adianta-te. Nem todos sabem perseverar no sacrifício pessoal pela vitória do bem, dia a dia, na esteira dos anos incessantes.
Alguém te menoscaba a tarefa, subestimando-te o desinteresse pelas posses humanas e o carinho pela divina revelação? Olvida e segue. É preciso aprender e sofrer com a luta terrestre para reconhecer o conteúdo de ilusão que transborda das fantasias da carne que passa breve.
Alguém te acusa gratuitamente? Perdoa e movimenta-te na direção do porvir. Há muito ódio e muita discórdia envenenando as almas, e a maldade lança trevas sobre a fronte dos melhores colaboradores do progresso.
Em todas as aflições da romagem, se souberes ver, enxergarás a ignorância oprimindo, vergastando, destruindo...
É necessário acender a lâmpada sublime da piedade, avançando sempre.
Repara o chão lodacento e inculto, provocando a inquietação e o pavor, quando observado precipício a dentro... Mas se arremessares a semente pequenina no leito tenebroso, em breve a terra endurecida e nua se cobrirá de verdura e perfume, flores e frutos.
Assim é o campo humano. Em toda parte há erosão da miséria e charcos de dor.
Não te detenhas, porém. Lança a tua semente de fraternidade e sabedoria, auxílio e compreensão, e a ignorância cederá terreno ao teu ideal de ajudar e servir, multiplicando-se as bênçãos de tua lavoura de amor, a benefício da humanidade inteira.


Livro: Correio Fraterno.
Pelo Espírito Emmanuel.
Psicografia de Francisco Cândido Xavier

Trabalhador Voluntário - Joanna de Ângelis

Se já podes sentir o hálito do amor do Cristo nos teus sentimentos, transforma-o em serviço ao teu próximo de maneira voluntária.
Não esperes recompensa de qualquer natureza, porque és tu aquele que pretende ajudar, e não receber socorro.
É natural que o bem, quando é executado, permeia de felicidade aquele que o pratica.
No entanto, o objetivo não é negociar com a ação fraternal, esperando benefícios e resultados maiores do que os esforços empregados.
A tua é uma doação valiosa, quando direcionada à vinha do Pai.
Servir é honra que te enriquece de vida e de responsabilidade, amadurecendo os teus sentimentos e enobrecendo-te interiormente.
Existem aqueles que desejam trabalhar voluntariamente, porém, impondo condições, paixões, comportamentos. Não são doadores, mas aproveitadores de ocasiões para autobeneficiar-se.
O maior exemplo de trabalhador voluntário temos em Jesus que somente se dedicou a todos, sem qualquer pedido de retribuição.
Prometendo o reino dos Céus, modificou as paisagens da Terra.
Trabalhador sem cessar, confirmou que também o Pai até hoje trabalha.
Medita e considera a oportunidade que o Pai te concede desde há muito, e ainda não te decidiste por ir trabalhar na Sua vinha.
Assim, reflexionando, vai hoje...

Livro: Libertação Pelo Amor - Divaldo Pereira Franco / Joanna de Ângelis

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Em Paz de Consciência - Emmanuel

Alguns instantes de reconsideração e perceberemos que, em muitas ocasiões, nós mesmos sobrecarregamos a mente de inquietações, com as quais, em verdade, nada temos que ver. Nesse aspecto de nossas dificuldades espirituais, assemelhamo-nos a criaturas invigilantes que arrematassem os débitos desnecessários dos outros, permitindo-nos cair sob a hipnose de forças destrutivas a que se afazem alguns dos nossos parceiros de experiência. Justo compartir as provações se lhe vinculem ao aprimoramento, mas, porque arrecadar os disparates estabelecidos voluntariamente por aqueles que patrocinam o nascedouro? Comumente, estragamos grande parte do dia entregando-nos a aflições inúteis, com as quais em nada melhoramos a condição daqueles que lhes deram origem; muito ao contrário, em lhes hipotecando apreço, ei-las que se ampliam, transformando-se, vezes e vezes, em instrumentos de obsessão ou desarmonia, enfermidades ou delinquência.
Imunizemo-nos contra a absorção de venenos mentais, em cuja formação não tivemos o menor interesse.
Se um companheiro infringiu as disposições da lei, convencidos quanto estamos de que todo reajuste surgirá pelo sofrimento, para que agravar a situação com apontamentos cruéis?
Alguém ter-nos-á caluniado ou insultado, fermentando difamação ou veiculando boatos, sem lograr abrir a mínima brecha na fortaleza tranquila de nosso mundo interior... Porque perder tempo ou conturbar o coração, se o problema pertence ao maldizente ou ao caluniador, que responderão, sem dúvida, pelos males que causem?
Tenhamos as nossas oportunidades de serviço, alegrias da vida íntima, afeições verdadeiras e tarefas construtivas em mais alto conceito, recebendo-as por bênção de Deus, que nos cabe valorizar e enriquecer com reconhecimento, trabalho, amor e lealdade aos próprios deveres.
Se erramos, retifiquemos nós mesmos, reparando, com sinceridade, as consequências de nossas faltas; no entanto, se a obrigação cumprida nos garante a consciência tranquila, quando a provação das trevas nos desafie tenhamos a coragem de não conferir ao mal atenção alguma, abstendo-nos de passar recibo em qualquer conta perturbadora que a injúria ou a maledicência nos queiram apresentar.


Livro: Encontro Marcado - Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

Grandes Verdades - Emmanuel

Berço e túmulo são simples marcos de uma condição para outra.
(Roteiro).

*Ninguém se engane, julgando mistificar a Natureza.
(Roteiro)
*
A psicologia e a psiquiatria, entre os homens da atualidade, conhecem tanto do espírito, quanto um botânico, restrito ao movimento em acanhado círculo de observações do solo, que tentasse julgar um continente vasto e inexplorado, por alguns talos de erva, crescidos ao alcance de suas mãos.
(Roteiro)
*
Todas as teorias evolucionistas no orbe terrestre caminham para a aproximação com as verdades do Espiritismo, no abraço final com a Verdade suprema.
(Consolador)
*
No dia em que a evolução dispensar o concurso religioso para a solução dos grandes problemas educativos da alma do homem, a Humanidade inteira estará integrada na religião, que é a própria verdade, encontrando-se unida a Deus, pela Fé e pela Ciência então irmanadas.
(Emmanuel)
*
Quando a câmara permanece sombria, somos nós quem desata o ferrolho à janela para que o Sol nos visite.
(Fonte Viva)
*
Ninguém acredite que o mundo se redima sem almas redimidas.
(Fonte Viva)
*
A apreciação unilateral é sempre ruinosa.
(Fonte Viva)

Livro: Palavras de Emmanuel – Emmanuel, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

Situações - Meimei


Se um dia te encontrares em situações tão difíceis que a vida te pareça um
cárcere sem portas; sob o cerco de perseguidores aparentemente imbatíveis;
sofrendo a conspiração de intrigas domésticas; na trama de processos
obsessivos; no campo de moléstias consideradas irreversíveis; no laço de
paixões que te conturbem a mente; debaixo de provas que te induzam à
desolação e ao desânimo; sob a pressão de hábitos infelizes; em extrema
penúria, sem trabalho e sem meios de sobrevivência; de alma relegada a
supremo abandono; na área de problemas criados pelos entes a que mais ames;
não desesperes.
Ora em Silêncio e confia em Deus, esperando pela Divina Providência, porque
Deus tem estradas, onde o mundo não tem caminhos.
É por isto que a tempestade pode rugir à noite, mas não existem forças na
Terra que impeçam, cada dia a chegada de novo amanhecer.


Livro: Amizade - Francisco Cândido Xavier / Meimei

Gratidão - Maria Dolores

Agradeço, alma irmã, por tudo o que me deste,
O auxílio fraternal, generoso e sem preço —
O teto, o lume, o prato, o reconforto, a veste —
Tudo isso agradeço...

Sobretudo, alma boa,
Deus te compense o coração amigo,
Por teu olhar de paz que me alenta e abençoa
Na estrada em que prossigo.

Viste-me em solidão, —
Esperança caída sem ninguém...
Deste-me apoio com teu braço irmão
E ergui-me de alma nova para o bem!...

Não há palavra com que te defina
O reconhecimento que me invade,
Ao sentir-te no amparo a presença divina
Da Celeste Bondade.

Deus te guarde no excelso resplendor
Da luz com que me aqueces todo o ser,
Porque me refizeste a certeza do amor,
A bênção de servir e a força de viver.

Livro: “Antologia da Espiritualidade”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Maria Dolores

Testemunho - Emmanuel

“Respondeu-lhe Jesus: — Dizes isso de ti mesmo ou foram outros que to disseram de mim?” — (João, capítulo 18, versículo 34.)

A pergunta do Cristo a Pilatos tem significação mais extensiva.
Compreendemo-la, aplicada às nossas experiências religiosas.
Quando encaramos no Mestre a personalidade do Salvador, por que o afirmamos? estaremos agindo como discos fonográficos, na repetição pura e simples de palavras ouvidas?
É necessário conhecer o motivo pelo qual atribuímos títulos amoráveis e respeitosos ao Senhor. Não basta redizer encantadoras lições dos outros, mas viver substancialmente a experiência íntima na fidelidade ao programa divino.
Quando alguém se refere nominalmente a um homem, esse homem pode indagar quanto às origens da referência.
Jesus não é símbolo legendário; é um Mestre Vivo.
As preocupações superficiais do mundo chegam, educam o espírito e passam, mas a experiência religiosa permanece.
Nesse capítulo, portanto, é ilógico recorrermos, sistematicamente, aos patrimônios alheios.
É útil a todo aprendiz testificar de si mesmo, iluminar o coração com os ensinos do Cristo, observar-lhe a influência excelsa nos dias tranquilos e nos tormentosos.
Reconheçamos, pois, atitude louvável no esforço do homem que se inspira na exemplificação dos discípulos fiéis; contudo, não nos esqueçamos de que é contraproducente repousarmos em edificações que não nos pertencem, olvidando o serviço que nos é próprio.

Livro: Caminho, Verdade e Vida - Francisco Cândido Xavier - Ditado Pelo Espírito Emmanuel

Viver - André Luiz

Cada qual de nós, seja onde for, está sempre construindo a vida que deseja.
Existência é a soma de tudo o que fizemos de nós até hoje.
Toda a melhoria que realizarmos em nós, é melhoria na estrada que somos chamados a percorrer.
Toda ideia que você venha a aceitar influenciará seu espírito; escolha os pensamentos do bem para orientar-lhe o caminho e o bem transformará sua vida numa cachoeira de bênçãos.
Se você cometeu algum erro não se detenha para lamentar-se; raciocine sobre o assunto e retifique a falha havida, porque somente assim a existência lhe converterá o erro em lição.
Muito difícil viver bem se não aprendermos a conviver.
A vida por fora de nós é a imagem daquilo que somos por dentro.
Viver é lei da natureza, mas a vida pessoal é a obra de cada um.

Livro: Respostas da Vida - André Luiz / Médium Francisco Cândido Xavier

Oração e Paciência - Marco Prisco

“... e passou a noite, orando a Deus.”

Visitado pela agressividade gratuita dos atormentados, guarde-se na oração e na paciência.
A oração lhe concederá inspiração e a paciência o tesouro do tempo para a indispensável compreensão do problema.
Aturdido pelas nuvens das queixas e das lamentações que engendram perturbação e balbúrdia, busque a oração e a paciência.
A oração lhe oferecerá a luz do discernimento e a paciência a diretriz para seguir confiante.
Batido pela pusilanimidade e pela maledicência dos frívolos, requisite a oração e a paciência.
Oração é equilíbrio; paciência, segurança.
Vencido pela pertinácia dos maus, não esqueça da oração nem da paciência.
A oração lhe doará forças e a paciência, ânimo para reiniciar a jornada com otimismo.
Instado ao abandono das tarefas pelo aparente triunfo do mal, volva à oração e à paciência.
A oração sustenta na perseverança do ideal e a paciência faculta oportunidade para a reflexão.
Imbuído dos ideais superiores da vida, saia da jactância da vaidade e demore-se na oração e na paciência.
A oração é ponte para liga-lo ao Pai e a paciência é a estrada por onde você deambulará até lograr essa meta superior.
Em qualquer circunstância: na vitória ou no fracasso, na paz ou no combate, entre amigos ou sitiado por adversários, jubiloso ou em lágrimas, recolha-se à oração e à paciência.
A oração lhe abrirá a comporta mental para a inspiração, a paciência lhe dará os meios para guardar no imo a resposta divina.
Orando, Jesus manteve direto contato com Deus.
Paciente, superou todos os obstáculos e, apesar de abandonado, aparentemente vencido, atraiu todos ao Seu coração magnânimo.

Livro: “Momentos de Decisão”, de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Marco Prisco

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Vencerás - Emmanuel

Não desanimes.
Persiste mais um tanto.
Não cultives pessimismo.
Centraliza-te no bem a fazer.
Esquece as sugestões do medo destrutivo.
Segue adiante, mesmo varando a sombra dos próprios erros.
Avança ainda que seja por entre lágrimas.
Trabalha constantemente.
Edifica sempre.
Não consintas que o gelo do desencanto te entorpeça o coração.
Não te impressiones nas dificuldades.
Convence-te de que a vitória espiritual é construção para o dia-a-dia.
Não desistas da paciência.
Não creias em realizações sem esforço.
Silêncio para a injúria
Olvido para o mal.
Perdão às ofensas.
Recorda que os agressores são doentes.
Não permitas que os irmãos desequilibrados te destruam o trabalho ou te apaguem a esperança.
Não menosprezes o dever que a consciência te impõe.
Se te enganaste em algum trecho do caminho, reajusta a própria visão e procura o rumo certo.
Não contes vantagens nem fracassos.
Não dramatizes provações ou problemas.
Conserva o hábito da oração para quem se te faz a luz na vida intima.
Resguarda-te em Deus e persevera no trabalho que Deus te confiou.
Ama sempre, fazendo pelos outros o melhor que possas realizar.
Age auxiliando.
Serve sem apego.
E assim vencerás.

Livro: Astronautas do Além - Francisco Cândido Xavier / Emmanuel

domingo, 2 de outubro de 2016

Exames - Emmanuel

A dor é agente de fixação, expondo-nos a verdadeira fisionomia moral.
O sofrimento é fotógrafo oculto. Deslinda os mais íntimos aspectos da personalidade e aclara os menores impulsos do coração, deixando ambos a descoberto.
Em razão disso, cada problema que te procura, radiografa-te certas zonas do ser, de modo a verificar-lhes o equilíbrio.
Cada provação testa-te ideias e sentimentos, para definir-lhes a sanidade.
A vida, expressando a Sabedoria Divina, observa cada um de nós, diariamente, examinando-nos o possível valor, a fim de valorizar-nos.
Cultura nobre granjeia tarefas enobrecidas.
Virtude alcança merecimento.
Quem aprende pode ensinar.
Quem semeia o melhor adquire o melhor.
Quem ajuda sem recompensa colhe apoio espontâneo.
Sê fiel ao bem para que o bem te revele através dos outros.
Cada um exporá a luz que guarda em si toda vez que chamado a exame, na hora da crise.


Livro: Justiça Divina - Emmanuel / Médium Francisco Cândido Xavier

sábado, 1 de outubro de 2016

Convite à Ordem - Joanna de Ângelis

“Mas faça-se tudo com decência e ordem.” (I Coríntios: 14-40)

Ninguém desconsidere o imperativo da ordem, sejam quais forem os argumentos nos quais estribe as próprias reações.
Ordem é sinônimo de evolução, de equilíbrio.
Muitas vezes, constrangidos pelas circunstâncias, somos convocados à rebelião na pressuposição de que arrebentando as amarras a que nos atamos poderemos fruir liberdade.
Liberdade, todavia, que não se condiciona a diretrizes de segurança, mui facilmente se converte em indisciplina que promove a anarquia e favorece a libertinagem...
A ordem conduz ao entendimento dos deveres que ampliam as possibilidades do ser a benefício do progresso.
Nesse particular a obediência às normativas superiores é dever impostergável para os superiores resultados da vida.
Como devem os pais responsabilidade e esforço em prol da educação e da preservação dos filhos, a estes cabem a submissão e a obediência...
Nem a chocante subserviência às condições arbitrárias, nem a indiferença em face aos desvarios que se avolumam por toda parte.
Ordem significa, também, subordinação à Divina Vontade sem exigências nem imposições.
Indispensável compreender a escala da evolução que a todos nos identifica e a todos nos caracteriza. Assim considerando, há aqueles que são os responsáveis pelo progresso, impulsionando a conquista e aqueles que são cooperadores em diversos estágios do trabalho edificante. Contribuindo com humildade e resignação, o homem se transforma em verdadeiro instrumento do bem, desdobrando possibilidades e mantendo as condições de eficiência para o engrandecimento do mundo e das demais criaturas.
Em toda parte a ordem é mensagem de Deus testificando a Sua Imarcescível Grandeza e Perfeição.


Livro: “Convites Da Vida”, de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Joanna de Angelis
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